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Dobras
Diego Machado Marques
Prof. Dr. do Instituto de Geociências - Departamento de Geologia, UFRGS
Introdução
Dobras
O dobramento é uma forma de deformação observada em rochas acamadas.
As dobras ocorre, quando uma estrutura originalmente plana, como uma camada sedimentar, é dobrada para formar uma 
estrutura curva.
2
Terminologia 
Plano axial: plano de simetria da dobra, dividindo a mesma em dois flancos
Flancos: são os lados da dobra;
Charneira: linha que liga os pontos de maior curvatura da dobra;
Eixo: é a linha formada pela intersecção do plano axial com as camadas;
Dobra horizontal: quando o eixo de uma dobra é horizontal;
Dobra com caimento: quando o eixo de uma dobra não é horizontal;
3
Charneira
Terminologia
Componentes de uma dobra
4
Nomenclatura das dobras
Sinclinal: uma sequência de rochas dobradas com as rochas mais jovens no interior da dobra
anticlinal: uma sequência de rochas dobradas com as rochas mais antigas no interior da dobra
5
Dobras simétricas
6
Dobras assimétricas
7
8
Dobras assimétricas
9
Dobras reclinadas
10
Dobras reclinadas
11
Fig. 11.17
12
Domo e Bacia
Domo: uma seqüência de rochas dobradas em que todas as camadas se afastam de um ponto central.
Bacia: uma seqüência de rochas dobradas em que todas as camadas mergulham em direção a um ponto central.
13
Domo
Um domo, em geologia, é uma estrutura de deformação consistindo de anticlinais com inclinações 
simétricas. 
O seu contorno geral numa carta geológica é circular ou oval. 
Os estratos num domo foram erguidos, e se o topo do domo for removido pela erosão, o resultado é 
uma série de estratos concêntricos que são progressivamente mais antigos quanto mais nos 
aproximamos do centro do domo.
14
15
Desenho de uma seção vertical de uma dobra
A simbologia deve acompanhar a estrutura geológica interpretada;
As interpretações geológicas também devem ser feitas, sempre que possível, acima da linha do perfil 
topográfico;
16
Exemplo ilustrativo
Os contornos estruturais em uma superfície dobrada 
são construídos do mesmo modo que para uma 
camada mergulhando. 
Este primeiro exemplo é para uma dobra vertical 
simples, onde o strike e o dip são constantes.
17
Exemplo ilustrativo
O mapa ao lado mostra o padrão de afloramento de dobras. Os 
pontos vermelhos mostram onde o limite amarelo / cinza claro 
cruza o contorno topográfico de 250 m. 
Há duas maneiras pelas quais os pontos podem ser unidos para 
formar contornos de estrutura - seja de leste a oeste ou de norte a 
sul. 
No entanto, a partir da regra dos V’s pode ser deduziu que os planos 
axiais das dobras(norte-sul).
18
Exemplo ilustrativo
Contornos estruturais
A figura ao lado apresenta todos os contornos 
estruturais da camada representada pela cor amarela.
19
Exemplo ilustrativo
Seção vertical finalizada
20
Exercício GM-08
Deduzir a direção, o mergulho e o sentido do 
mergulho das camadas.
Desenhe a seção vertical X-Y
Que tipo de dobra é essa?
21
Contornos estruturais
Inicie o exercício localizando todas as estruturas 
presentes (camadas, falhas, etc.).
Identifique o contato entre as estruturas geológicas 
onde se deseja calcular o mergulho e a direção.
Identifique as camadas e calcule o seu mergulhe e o 
sentido do mergulho.
22O mapa apresenta uma escala 1:20000
Contornos estruturais
Verifique que ocorre uma repetição das camadas e 
uma alteração da sequência.
Isso permitira a estimar qual das camadas é a mais 
antiga e qual é a mais recente
23O mapa apresenta uma escala 1:20000
(arenito)
(xisto)
(lamito)
Contornos estruturais
Contato Xisto-Lamito
Direção (strike) = ?
Sentido do mergulho (dip direction) = ?
Mergulho (dip) = ?
24
Sentido do mergulho – Regra dos V’s
Contato Xisto-Lamito
Direção (strike) = ?
Sentido do mergulho (dip direction) = ?
Mergulho (dip) = ?
25
26
Sentido do mergulho – Regra dos V’s
Contornos estruturais
Contato Xisto-Lamito
Flanco 1 da dobra
Direção (strike) = ?
Sentido do mergulho (dip direction) = ?
Mergulho (dip) = ?
27
Dip direction
1
2
3
Contornos estruturais
Contato Xisto-Lamito
Flanco 2 da dobra
Direção (strike) = ?
Sentido do mergulho (dip direction) = ?
Mergulho (dip) = ?
28
Dip direction
1
2
3
Contornos estruturais
Contato Xisto-Lamito
Flanco 3 da dobra
Direção (strike) = ?
Sentido do mergulho (dip direction) = ?
Mergulho (dip) = ?
29
Dip direction
1
2
3
Mergulho (dip) 
A figura abaixo apresenta os contornos estruturais da 
Contato Xisto-Lamito.
30
Dip direction
1
2
3
Contornos estruturais
Contato Xisto-Lamito
Flanco 1 da dobra
Direção (strike) = Az = 0°
Sentido do mergulho (dip direction) = Az = 90°
Mergulho (dip) = ?
31
Dip direction
1
2
3
Contornos estruturais
Contato Xisto-Lamito
Flanco 1 da dobra
Direção (strike) = Az = 0°
Sentido do mergulho (dip direction) = Az = 90°
Mergulho (dip) = ?
32
Dip direction
1
2
3
tan𝛼 =
𝐶𝑂
𝐶𝐴
tan𝛼 =
100
180
𝛼 = tan
5
9
𝛼 = 29
Cota = 700
Cota = 600
CO = 100
CA = 180m
𝛼
Contornos estruturais
Contato Xisto-Lamito
Flanco 2 da dobra
Direção (strike) = Az = 0°
Sentido do mergulho (dip direction) = Az = 90°
Mergulho (dip) = ?
33
Dip direction
1
2
3
tan𝛼 =
𝐶𝑂
𝐶𝐴
tan𝛼 =
100
180
𝛼 = tan
5
9
𝛼 = 29
Cota = 500
Cota = 400
CO = 100
CA = 180m
𝛼
Contornos estruturais
Contato Xisto-Lamito
Flanco 1 da dobra
Direção (strike) = Az = 0°
Sentido do mergulho (dip direction) = Az = 90°
Mergulho (dip) = ?
34
Dip direction
1
2
3
tan𝛼 =
𝐶𝑂
𝐶𝐴
tan𝛼 =
100
180
𝛼 = tan
5
9
𝛼 = 29
Cota = 300
Cota = 600
CO = 200
CA = 180m
𝛼
Corte vertical XY
Considere a linha pontilhada XY. 
Desenhe o corte de forma paralela a linha XY:
O corte XY não é paralelo ao sentido do 
mergulho, então é necessário correção para o 
mergulho aparente:
Na escala utilizada, cada 100 metros equivalem 
a 0,5 centímetros.
35
Corte vertical XY
Considere a linha pontilhada XY. 
Desenhe o corte de forma paralela a linha XY:
O corte XY não é paralelo ao sentido do 
mergulho, então é necessário correção para o 
mergulho aparente:
Na escala utilizada, cada 100 metros equivalem 
a 0,5 centímetros.
36
400
500
600
700
300
200
X
Corte vertical XY
Considere a linha pontilhada XY. 
Trace linha auxiliares para marcar as cotas 
topográficas no corte;
37
400
500
600
700
300
200
Corte vertical XY
Considere a linha pontilhada XY. 
Conecte os pontos marcados, fazendo as devidas 
extrapolações
38
400
500
600
700
300
200
Corte vertical XY
Considere a linha pontilhada XY. 
Trace linha auxiliares para marcar as o contato 
entre as feições geológicas, nesse caso, 
camadas.
39
400
500
600
700
300
200
Mergulho real e aparente - Corte vertical
Relação entre mergulho real e aparente usando ábacos ( 
ângulo entre o sentido do mergulho e a seção vertical - δ)
Contato Xisto-Lamito
1. Identifique os contornos estruturais desejados que 
representam a direção da feição geológica (camada, 
falha, etc.);
2. Trace a linha que representa a seção geológica que será 
desenhada
3. Calcule o ângulo entre a direção da camada e a seção 
geológica (δ).
40
Dip direction
1
2
3
δ1 = 80°
Mergulho real e aparente - Corte vertical
Relação entre mergulho real e aparente usando ábacos ( 
ângulo entre o sentido do mergulho e a seção vertical - δ)
Contato Xisto-Lamito
1. Identifique no eixo Y do ábaco o mergulho verdadeiro 
da feição geológica e trace uma reta horizontal;
2. Identifique no eixo Y do ábaco o ângulo entre a seção 
transversal e a direção da camada e trace um reta vertical
3. Identifique o ponto de encontro nas duas retas e faça a 
leitura nas curvas interna do ábaco do mergulho 
aparente.
Resposta = 280
41
1
2
3
Corte vertical XY
Considere a linha pontilhada XY. 
Trace linha auxiliares para marcar as o contato 
entre as feições geológicas, nesse caso, 
camadas.
400
500600
700
300
200
43
Corte vertical XY
X
α = 28°
Y
α = 28°α = 28°
44
Corte vertical XY (3D)

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