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TCC As Concepções do Desenho Infantil

Trabalho de conclusão de curso sobre o desenho infantil que analisa sua importância como linguagem e instrumento de avaliação do desenvolvimento infantil; inclui resumo, objetivos, referencial teórico, metodologia, resultados e discussões, conclusão, lista de figuras e análises de desenhos.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AS CONTRIBUIÇÕES DO DESENHO INFANTIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RENATA FERNANDES DA COSTA 
 
 
Rio de Janeiro 
2019 
RENATA FERNANDES DA COSTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AS CONTRIBUIÇÕES DO DESENHO INFANTIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de 
curso apresentado ao Centro 
Universitário Carioca, como 
requisito parcial pra obtenção 
do grau de Licenciado em 
Pedagogia. 
 
 
Orientador: Marcos Antonio Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2019 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
Dedico este trabalho, a minha mãe que sempre 
esteve ao lado me apoiando e me dando forças para 
continuar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço a minha mãe e ao professor Marcos 
Antonio Silva pela sua orientação para concluir este 
trabalho. 
RESUMO 
 
 
 
Este trabalho teve como objeto de estudo o desenho infantil. Com o objetivo de 
demonstrar a importância do desenho. Desta forma, é possível afirmar que a 
realização da pesquisa tem grande relevância e destaca-se por contribuir para 
contribuir no olhar sobre o desenho. A partir das informações coletadas, foram 
analisados e discutidos sobre a importância e a contribuição do desenho no 
processo de ensino-aprendizagem e concluiu-se que o desenho infantil contribui 
para que possamos entender o que a criança entende de leitura de mundo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Palavras–chave: desenho infantil, ensino-aprendizagem, crianças. 
 
LISTA DE FIGURAS Nº da página 
Figura 1- garatuja 12 
Figura 2- pré esquemática 12 
Figura 3- esquemática 13 
Figura 4- realismo 13 
Figura 5- Pseudo naturalismo 13 
Figura 6- modo 15 
Figura 7- espaço 15 
Figura 8- ponto 16 
Figura 9- traço 16 
Figura 10- pressão 16 
Figura 11- pressão 16 
Figura 12- forma 17 
Figura 13- arquivo pessoal 18 
Figura 14- análise do desenho 19 
Figura 15- análise do desenho 19 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
Nº da 
página 
1 – INTRODUÇÃO 7 
2 – REFERENCIAL TEÓRICO 9 
3 – RESULTADOS E DISCUSSÕES 14 
4 - CONCLUSÃO 21 
5 - REFERÊNCIAS 22 
7 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O desenho era algo visto como entretenimento e distração para as crianças. Com 
o passar do tempo, ganhou notoriedade fazendo com que os educadores, pais, 
psicólogos entre os outros profissionais, tivessem um olhar mais atento sobre o desenho 
infantil para fazer dele um instrumento de avaliação e acompanhamento do 
desenvolvimento da criança. 
 
Sabe-se que a criança tem dificuldade de expressar o que está sentindo e o 
desenho é seu meio de falar sobre seus sentimentos, seu entendimento do mundo, seus 
medos, suas vivências, suas alegrias. Cada desenho nos traz uma história, é sua forma 
de dialogar com o mundo dos adultos. 
 
O processo criativo da criança acontece em momentos de espontaneidade e varia 
de acordo com a criança, mas existem aspectos no desenho que são comuns que 
possibilitam observar a evolução do seu grafismo juntamente com a evolução da criança. 
Na evolução do grafismo, que começa na garatuja (rabiscos) até o realismo de imagens, 
a criança cria produções únicas nos mostrando seu estágio emocional e perceptivo. 
 
Alguns desenhos nos dão a possibilidade de compreender como a criança se 
sente em relação ao mundo, seus elementos; como o tamanho, as cores, o traçado, a 
forma como a criança de desenha; são de suma importância para avaliar e compreender 
o desenho da criança. Deve-se entender que o desenho é um instrumento de 
comunicação da criança e geralmente funciona como uma válvula de escape remetendo 
ao seu inconsciente. 
1.1. Objetivos 
OBJETIVO GERAL 
 Compreender a relevância do desenho como um instrumento de comunicação da 
criança. 
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
 Identificar a importância do desenho infantil; 
 Apresentar as principais concepções sobre o desenho infantil; 
 Compreender o desenho como um instrumento de avaliação no desenvolvimento 
da criança; 
 
 
 
1.2. Justificativa 
8 
 
O interesse pelo desenho infantil surgiu recentemente na educação. Antigamente 
era somente para entreter a criança e o desenho infantil não e só para entreter, é algo onde 
a criança se expressa e transmite aquilo que ela sente e vê, sendo a protagonista de seus 
trabalhos sem a intervenção no modo que ela desenha. 
O desenho vem sendo estudado por especialistas para entender como ele contribui 
no processo de ensino aprendizagem e o que a criança quer dizer nos traços, nos símbolos 
e nas cores que utiliza no desenho. É encarado como uma linguagem da criança e precisa 
de uma ampla análise, já que conforme a criança cresce, o desenho evolui e é acrescentado 
vários signos e símbolos. 
O tema foi escolhido a partir da experiência em sala de aula como professora, 
onde todos os dias os alunos desenham de forma livre e com diferentes materiais (lápis 
de cor, giz de cera, caneta esferográfica e caneta hidrocor). Durante o ano letivo, um 
desenho por mês é separado para ser avaliada a evolução do grafismo. 
 
1.3. Metodologia 
Essa pesquisa é de caráter qualitativa, buscando entender o objeto de estudo de 
maneira que o pesquisador possa descrever o tema da pesquisa através de uma análise 
profunda e individualizada orientada pelo significado que as pessoas dão aos fenômenos 
sem quantifica-los. 
Visando os objetivos, a pesquisa será de cunho exploratória e descritiva. A escolha 
foi feita a partir dos objetivos do projeto, tendo por finalidade observar, analisar dados 
levantados aumentando o conhecimento sobre o tema através da construção de hipóteses 
para explicar os motivos e os processos que está atrás do problema. 
Os procedimentos escolhidos para esse estudo, é a pesquisa bibliográfica, que 
procura explicar o problema através de referenciais teóricos como Paulo de Tarso Cheida 
Sans, Georges Cognet e Rosa Iavelberg, além de artigos científicos. 
 
 
1.4 Organização do Trabalho 
 
Esta pesquisa está organizada em: introdução, onde é explicado como será desenvolvido 
o tema; referencial teórico, abordando autores que estudam e discutem a importância do 
desenho infantil; resultados e discussões, levantando alguns exemplos e a importância de 
o desenho ser estudado por especialistas. 
9 
 
 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
 
 2.1A IMPORTÂNCIA DO DESENHO INFANTIL 
Desde de os tempos primórdios, o desenho foi caracterizado como um instrumento 
de comunicação do ser humano. Os homens através dos desenhos nas paredes das 
cavernas, se comunicavam uns com os outros, contavam histórias e tudo era feito por 
meio de traçados com as mãos. Esses desenhos foram sendo aperfeiçoado cada vez mais. 
O desenho sempre foi considerado se suma importância na sociedade, contribuindo para 
a comunicação e o nascimento da escrita. No decorrer do tempo, o desenho veio ser um 
facilitador para a comunicação e o descobrimento do mundo infantil. 
O desenho é um momento em que a criança coloca no papel aquilo que ela deseja 
exprimir; seus sentimentos, momentos que vivencia e sua exposição com o mundo 
exterior expondo seu interior. Iavelberg (2013) destaca que o desenho não deve ser algo 
sem espontaneidade, nem uma mera cópia ou uma distração para a criança. Mas por que 
neste momento, está sendo levantado a questão, de que o desenho é importante para se 
fazer entender a criança? 
Até a primeira metade do século XIX, o desenho tinha que ser perfeito, igual as 
imagens reproduzidas pelos adultos. Com o surgimento da escola moderna, o desenho 
passou por um processo de “libertação” da representatividade real das imagens, 
possibilitando que a criança se manifeste junto as suas transformações no desenho. A arte 
e o desenho infantil estão interligados, pois, a arte traz o conceito de que a representação 
da imagem depende da criança e de seus traços. 
Iavelberg (2013, p.20) afirma que “ao desenhar, a criança passa por diferentes 
momentos conceituais que representam a gênese das aprendizagens em desenho, 
construídaa partir das suas experiências, tanto fora quanto dentro da escola.” Ou seja, o 
desenho contribui no processo de ensino-aprendizagem da criança, podendo ser 
observado a evolução dos seus traços. 
Contribuindo com o conceito de o desenho ser como uma forma de comunicação 
da criança, Souza (2014) diz que o desenho é de suma importância, para que se entenda, 
o que e como a criança desenha, e a história que é contada através de seus traços. 
Segundo Souza (2014), o desenho surge a partir do brincar; onde a criança percebe 
o seu mundo interior e imaginário, tornando o desenho algo prazeroso. Para a criança, o 
desenho é um momento descontraído, pois enquanto está ali desenhando, ela conversa, 
canta, fala e nesses desenhos há sempre uma história a ser contada. A criança, quando ela 
produz um desenho, está retrata aquilo que está em sua mente, ou seja, transforma aquilo 
que está em sua imaginação em forma gráfica, deixando um registro do que ela vivenciou, 
pensou ou gostaria que acontecesse. 
O desenho da criança, segundo Iavelberg (2013), é ação e pensamento ao mesmo 
tempo, pois atuam de maneira conjunta com a imaginação, fazendo a criança ver o que 
produz no desenho. Nesse momento, o corpo todo participa, estabelecendo uma totalidade 
de ação e emoção, vibrações e sentimentos. 
Ao desenhar, Rabello (2014) afirma que a criança desencadeia a prática de sua 
criatividade e sua autonomia para atuar no mundo e suas necessidades. Isso expõe uma 
realidade em que os adultos fazem uma intervenção no desenho da criança, fazendo-a 
copiar igual ou a fazer algo parecido com o objeto. Essa intervenção limita a liberdade de 
expressão e criatividade da criança. 
10 
 
É significativo que as crianças sejam incentivadas para que não haja um 
desinteresse em desenhar. Para Iavelberg (2013) não se deve limitar a criança no seu 
processo criativo, pois é nele que a criança deposita sua confiança para que se torne um 
instrumento de observação e de acompanhamento de aprendizagem da criança: o que ela 
constrói e os movimentos em relação aos resultados de suas produções. 
O desenho é como um trabalho do inconsciente, um trabalho de inscrição que 
Merédieu 1974 apud Souza 2013 destaca como uma possibilidade de usar os traços como 
uma descoberta da escrita. A partir dos traços e formas, que a criança vai se aperfeiçoando 
até chegar na escrita em si, que é chamado de garatuja. Considerado como um ato 
primitivo, mas com sentido do início da construção da linguagem escrita, nos levando a 
comunicação. 
 
2.1 - AS PRINCIPAIS CONCEPÇÕES DO DESENHO INFANTIL 
No final do século XIX, o desenho infantil passou a ser um instrumento de 
observação e pesquisa na pedagogia, psicologia e sociologia. A partir dessas pesquisas, 
pode-se notar como a criança utiliza o desenho como um instrumento de comunicação e 
expressão. Citando alguns autores que analisam o desenho infantil, Cognet (2013) faz 
uma reflexão sobre o conceito de desenho livre. 
O desenho livre é uma produção sem instruções de como deve ser feito, livre de 
estereótipos e sem a cobrança ser algo perfeito. Segundo o autor, o desenho livre parece 
ser algo superficial, pois acredita que a criança raramente encontra condições que 
realmente tragam a liberdade de expressão, onde ela possa escolher como fazer o desenho, 
mostrando que essa liberdade é relativa, pois a espontaneidade não se faz presente. 
O desenho livre é uma expressão, uma manifestação da vida 
profunda. Através do grafismo o sujeito exprime também suas 
dificuldades, seus transtornos surgem para nós não 
dissimulados, o desenho expõe-nos de fato o inconsciente do 
sujeito, revelando-nos assim seu “clima psicológico” e, 
portanto, para nós uma fotografia instantânea do estado 
afetivo. (Dolto 1948 apud Cognet 2011) 
 
De acordo com Cognet (2013), todo o estudo sobre o desenho livre começa por 
uma revisão bibliográfica e cita alguns teóricos que apresentam estudo sobre o desenho. 
Citando Georges-Henri Luquet (1927), Cognet (2013) traz a ideia de que o realismo é o 
que melhor define o desenho infantil. Para ele, realismo é algo que o desenho deve ser 
representado e pelo concreto das coisas. Luquet diferencia o desenho em fase do 
realismo: realismo fortuito (desenho por imitação, o traço bem como uma representação 
do objeto), realismo falhado (o desenho é imperfeito, pois a criança não é capaz de limitar 
seus movimentos), realismo intelectual (a criança desenha o objeto não como vê, mas 
aquilo que sabe) e o realismo visual (corresponde a um desenho de um adulto, desenha 
aquilo que vê). 
As concepções de Sophie Morgenstern (1937) e Françoise Dolto (1948) são 
similares. Morgenstern (1937) foi a primeira a utilizar o desenho na psican. Ela acredita 
que a criança expõe suas sinceridades, suas angústias e preocupações de modo simbólico. 
Dolto (1948) baseia-se no estudo de Morgenstern sobre o desenho, que acredita no 
desenho livre sendo uma manifestação de vida em que a criança expõe suas dificuldades, 
seus transtornos e sentimento. As autoras vêm com a ideia de o desenho ser algo 
psicanalítico, mas Dolto (1948) afirma que nem sempre é possível conhecer 
profundamente a vida psiquiatria da criança. 
Em contrapartida ao estudo de Morgenstern e Dolto, Daniel Wildocher (1965) traz 
a abordagem de que o desenho não deve ser interpretado por si só, mas também pelo ato 
11 
 
de criação, que revelam os traços de personalidade. Para Wildocher, o desenho é uma 
tarefa prazerosa e recorre ao mundo imaginário, elevando o valor expressivo. O autor 
sugere uma abordagem em três níveis: valor expressivo do desenho (gesto gráfico e a 
posição do desenho), valor expressivo da cor (está ligada a expressividade através do 
traço), valor projetivo (psicoafetivo do sujeito) e o valor narrativo (desenho como 
referência a atualidade, ao mundo exterior, mas também ao imaginário da criança). 
Para Jacqueline Royer (1995) o desenho é uma linguagem universal independente 
da época ou lugar. Descreve o desenho infantil como uma espécie de diário que acessa o 
interior da criança e tem uma compreensão íntima de seu funcionamento psíquico. Royer 
elabora uma metodologia de interpretação do desenho, baseando-se entre o desenho e a 
leitura onde existem três leituras possíveis: a leitura rápida (modo espontâneo de 
conhecimento), a leitura normativa (situa o autor do grafismo) e a leitura analítica 
(permite identificar as características do desenho). 
Cognet (2013) traz Annie Anzieu (2008) com a abordagem em que o desenho 
conversa com a brincadeira e com a fala. Anzieu, sendo psicanalista, nunca pede para a 
criança desenhar, e sim coloca à disposição dela lápis, papel, material de modelagem e 
brinquedos, deixando a criança escolher conforme seu desejo. A partir desse momento 
pode-se notar que o desenho surge como algo de livre expressão observando o ambiente 
e o material que faz parte do desenho. 
Ao citar esses teóricos, Cognet (2013) faz uma observação de como essas teorias 
são completamente diferentes uma da outra, mas elas acabam complementando o conceito 
de desenho de cada teoria destacada e mostra que o desenho e sua análise têm várias 
facetas e maneiras de ser interpretada. 
Mèredieu (2006) aborda que o desenho é uma linguagem gráfica, contrapondo 
Cognet (2013) sobre o desenho livre. A criança começa com o desenho informal (não- 
figuração) que são os rabiscos, borrões. As pesquisas sobre os rabiscos foram feitas por 
William Preyer, que segundo Mèredieu (2006), são as primeiras manifestações gráficas 
dos bebês. O rabisco é antes de qualquer coisa, um gesto motor, onde a criança perceber 
o prazer do efeito que esse gesto tem numa folha. 
 
2.3- A EVOLUÇÃO DO GRAFISMO 
A representação das imagens diferencia para cada criança, pois cada uma tem seu 
traço específico. A percepção que ela tem sobre o objeto (cores, formas, detalhes) se une 
com a sua expressão (traços) transformando aquilo que elavê em algo único. 
Essas representações mudam de acordo com o desenvolvimento cognitivo e motor 
da criança e também com a ampliação da sua visão de mundo. Por isso desenho passa por 
várias fases de evolução. 
Mèredieu (2006) aborda Marthe Bernson que distingue três estágios do rabisco: 
 Estágio vegetativo motor (por volta dos dezoito meses): é onde acontece a 
descoberta do desenho a partir de movimentos circulares aleatórios. É aqui nesse 
estágio que a criança desenha pelo prazer. 
 Estágio representativo (entre dois e três anos): aqui nesse estágio a criança saí do 
traçado contínuo para o traçado em que experimenta tirar o lápis do papel e 
começa a explorar a folha com formas ainda circulares. 
 Estágio comunicativo (entre três e quatro anos): nesse estágio, a criança começa 
a fazer uma imitação do adulto, tentando fazer uma comunicação com os adultos. 
Luquet, também abordado por Mèredieu (2006), segmentou o grafismo em quatro 
estágio de evolução: 
 Realismo fortuito: este estágio começa por volta dos dois anos de idade e dá ao 
fim aos rabiscos. A criança começa a exibir seus traçados e sem nenhuma relação 
12 
 
com a realidade. É aonde o desenho da criança começa a ganhar significado e a 
ser nomeado 
 Realismo fracassado: é por onde a criança, através do seu traçado, descobre seus 
fracassos e seus sucessos durante o processo de identidade dos objetos e suas 
formas. Essa fase começa entre três e quatro anos. 
 Realismo intelectual: nessa fase, a criança; com 4 anos; começa a desenhar os 
objetos de maneira que ela sabe e não como realmente é. Essa fase estende-se até 
aos 12 anos de idade. 
 Realismo visual: a partir dos 12 anos, ou até antes, o desenho começa a parecer 
mais com as produções dos adultos marcando o fim do desenho infantil e iniciando 
o marco do desenho como algo mais sério. 
Segundo Bombonato, Farago (2016), Piaget divide as fases do desenho em cinco, 
sendo que cada fase é relacionada a uma etapa de desenvolvimento. A primeira fase do 
desenho é a garatuja que se divide em desordenada (que são movimentos aleatórios 
representadas por sinais) e ordenadas (movimentos amplos e circulares). Essa fase está 
relacionada a etapa sensório-motor (0 a 2 anos) e a pré-operatório motor (de 2 a 7 anos). 
“A garatuja permite-nos explorar os aspectos instintivos e afetivo que regem o 
comportamento da criança.” (Crotti, Magni, 2011 p. 18) 
 Garatuja: não é algo concreto, mas imaginário, se pergunta a uma criança o que 
ela desenhou a ver a explicação que é o papai, mamãe, uma árvore, mas na verdade 
são apenas traços sem nenhuma relação com a realidade. Nessa fase inicial, é 
importante que a criança seja incentivada, pois é nessa fase que ela ganha 
autoconfiança para seguir para as próximas fases. 
 
Figura 1- https://projectobrincareaprender.wordpress.com/2015/06/24/o-desenho-infantil-garatuja/ 
 
 Pré-esquemática (pré-operatória): A criança começa a associar o seu desenho 
com a oralidade, descrevendo seus traços e formas. É onde a figura humana surge 
e a criança começa a dar sentido aos movimentos e aos traços tentando imitar a 
escrita do adulto. 
 
Figura 2- https://www.historiadasartes.com/sala-dos-professores/desenho-infantil-pre-esquematico/ 
http://www.historiadasartes.com/sala-dos-professores/desenho-infantil-pre-esquematico/
13 
 
 Esquemática: É nesta fase que a criança começa a associar os símbolos com a 
realidade. A representação espacial evolui e os elementos começam a criar novas 
formas montando cenas que conta uma história. A figura humana já começa a ser 
representada como se estivesse em movimento é esta fase está nas operações 
concretas (de 7 a 10 anos de idade). 
 
Figura 3- http://rafaelalopez22.blogspot.com/2013/01/etapas-do-desenho-da-crianca.html 
 
 Realismo: É o final das operações concretas. É aqui que a criança fica mais 
exigente sobre o seu desenho e procura representar aquilo que realmente ela vê, 
distingue as diferentes características e a colocação dos objetos. Aonde a lógica 
do desenho aparece. 
 
Figura 4- http://mundodapsi.com/porque-as-criancas-desenham-conheca-as-caracteristicas-do-desenho-infantil/ 
 
 Pseudo naturalismo: O desenho começa a aparecer mais com as produções dos 
adultos, como algo mais sério e representando os objetos como eles são. 
Bombonato, Farago (2016) destaca o que nessa fase o desenho tem uma riqueza 
de elementos na cola criança está sendo bem clara no que ela quer nos contar. Isso 
acontece nas operações abstratas. 
 
Figura 5- https://jisjoaosalaa.blogspot.com/2014/02/evolucao-do-desenho-infantilem-que-fase.html 
http://rafaelalopez22.blogspot.com/2013/01/etapas-do-desenho-da-crianca.html
http://mundodapsi.com/porque-as-criancas-desenham-conheca-as-caracteristicas-do-desenho-infantil/
14 
 
Sans (2014) traz Viktor Lowelfeld (1976) e suas etapas sobre o grafismo infantil, 
que estão divididas em fase inicial, a figuração humana, figuração esquemática e 
figuração realista. 
 Fase inicial: é aonde a criança começa o desenho a partir de rabiscos em linhas 
simples e curtas. Conforme a coordenação da criança vai se tornando mais firme, 
ela passa a ter domínio sobre as formas circulares. Para Lowelfeld, na fase inicial, 
é importante que a criança seja incentivada no seu desenho, pois é aqui, nessa fase 
que ela ganha autoconfiança para seguir nas próximas fases. 
 Figuração humana: nesta fase, a criança; a partir dos círculos; começa a dar 
sentido a esses movimentos circulares. Exemplo: o sol, o rosto de uma pessoa. 
Nesse momento, começa a descoberta do corpo e de uma figura humana mais 
detalhada. Ela começa pelo rosto e os demais membros do corpo vão sendo 
inseridos e são cada vez mais detalhados (pés, dedos, orelhas, etc.). 
 Figuração esquemática: é a fase em que a criança descobre a relação do desenho 
com a realidade. O desenho se torna uma representação real daquilo que a criança 
vê. A representação espacial evoluí e os elementos são colocados em seus lugares 
formando uma cena. A figura humana já começa a ser representada como se 
estivesse em movimento. Também nesta fase, a criança começa a descrever o que 
desenhou formando assim uma história. 
 Figuração realista: é aonde a lógica do desenho aparece e a criança começa a 
representar exatamente o que vê com seus próprios traços, mas sem perder o real 
sentido dos elementos. Nesta fase, a criança faz mais exigente sobre o seu desenho 
e procura representar aquilo que exatamente ela vê. Os adultos precisam ter um 
olhar mais amoroso nessa fase, pois a criança fica mais crítica em relação ao seu 
desenho e com isso ela não valoriza esse momento de expressão. 
Cada teórico tem sua forma de descrever as etapas de evolução do grafismo, mas 
todos eles perpassam por garatujas, figuração humana e a representação dos objetos. Os 
desenhos têm traços que vão ganhando forma até chegar na etapa em que a criança 
consiga representar exatamente aquilo que vê, mas sem perde sua autenticidade. 
Muitas vezes, as crianças recebem críticas sobre seu desenho e isso acaba 
bloqueando a sua espontaneidade. Precisa-se entender que o desenho infantil não tem a 
obrigação de ser perfeito e sim ser um instrumento em que a criança transmita sua 
sensibilidade e sua emoção em cada traço. 
 
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
3.1. Características do desenho infantil 
 
Sabe-se que ao desenhar, a criança expressa aquilo que ela pensa e sente, 
transmitindo mensagens que são importantes, por isso deve-se ter um olhar mais atento à 
essas produções para entendermos mais sobre a criança. De acordo com os autores citados 
no referencial teórico, existem alguns aspectos importantes que se deve observar no 
desenho, que são: o modo, a forma como a criança segura um lápis, o espaço que ela 
15 
 
utiliza para realizar o desenho, o ponto de início do desenho, o traço, a pressão exercida 
sobre o papel e a forma que o desenho toma. Crotti, Magni (2011)explica esses aspectos 
importantes do desenho. 
 
 Modo: é importante observar como a criança segura o lápis. Crotti e Magni (2011) 
afirmam que é de suma importância ensinar a criança a segurar o lápis de forma 
correta, mas sem forçá-la, isso estimulará sua psicomotricidade. 
 
Figura 6- Crotti e Magni, 2013, p. 27 
 
 
 
 Espaço: quando o espaço da folha está completamente preenchido, indica 
confiança e desejos de crescer. Se estiver pouco preenchido, mostra uma criança 
teimosa, tímida. 
 
Figura 7- Crotti e Magni, 2011, p. 30 
 
 
 
 Ponto de início: a criança deveria começar o desenho no centro da folha, 
mostrando como ela está situada no mundo exterior. Nos primeiros anos de vida 
é natural que a criança comece a desenhar no meio, pois ela se sente como centro 
do universo. Quando ela começa em outros pontos da folha, representa uma 
inibição ou uma timidez. 
16 
 
 
 
 
Figura 8- Crotti e Magni, 2011, p. 32 
 
 
 
 Traço: pode ser seguro, mostrando sua liberdade de explorar o desenho. Ou pode 
ser trêmulo, esse desenho pode mostrar algum medo da reprovação dos adultos 
sobre o seu desenho. 
 
Figura 9- Crotti e Magni, 2011, p. 33 
 
 
 
 Pressão: ligeiro ou marcado. O traço ligeiro nos mostra uma criança com uma 
sensibilidade particular tendenciado para a timidez e a inibição. O traço marcado 
nos revela uma criança com muita energia e a necessidade de um espaço amplo. 
 
Figura 10- traço marcado Figura 11- traço ligeiro 
Fonte: Crotti e Magni, 2011, p. 36 Fonte: Crotti e Magni, 2011, p. 37 
 Forma: as formas, os ângulos, os traços, as linhas são expressões de como a 
criança se situa no mundo, como ela se percebe e como ela vai se desenvolvendo. 
17 
 
 
 
 
Figura 11- Crotti e Magni, 2011, p. 41 
 
 
 
A partir desses aspectos, os desenhos ganham analises em que podemos 
acompanhar seu desenvolvimento, como a criança se relaciona com os pais e amigos, 
com o mundo a sua volta. As crianças, em seus desenhos, estão a todo instante nos 
mostrando como ela representa a família. Analisar um desenho não é a mesma coisa que 
interpretá-lo. A análise é um enfoque de extrema técnica e a interpretação é o resultado 
dessa análise. 
Há vários elementos que ajudam a entender o desenho infantil: as cores, as formas, 
a figura humana, a casa, elementos da natureza, animais, entre outros. Para Bédard (2013, 
p.8) “o desenho representa, em parte, a mente consciente, mas também, e de uma maneira 
mais importante, faz referência ao inconsciente. ”, é exatamente isso que análise do 
desenho tenta nos mostrar, o inconsciente da criança, mostrando aquilo que ela tem 
dificuldade em nos mostrar. Existem quatro tipos de testes que a psicopedagogia ou 
psicologia aplica no momento de análise do desenho através de testes projetivos. 
 
 Teste do personagem: ao desenhar uma figura humana, a criança representa a si 
mesmo, percebendo seu esquema corporal e dos desejos que o acompanham. É 
possível visualizar a semelhança entre a figura desenhada e as características do 
desenhista. O teste de personagem possibilita fazer uma ideia do crescimento 
psicofísico da criança e de sua evolução gráfica. “A figura humana é o objeto 
predominante nos desenhos de todas as idades da infância e em quase todos os 
países.” (COGNET, 2013, p. 129) 
 Teste da árvore: o teste da árvore é considerado uma ferramenta para se fazer 
entender aspectos escondidos da personalidade da criança, conflitos internos e 
caráter. A árvore simboliza o eu, ou seja, representa a própria pessoa que desenha. 
Os aspectos que se deve levar em consideração nesse teste são as raízes, o tronco 
e a copa. 
 Teste da casa: esse teste está ligado aos laços emocionais da criança, representa o 
modo de vida, a relação com os seus pais, o seu papel na família. Segundo Crotti 
e Magni (2011), a casa é um elemento que sempre está presente nos desenhos 
infantis, mesmo que não seja reconhecida na fase da garatuja. A casa se relaciona 
com o rosto materno, que é a figura mais importante para a criança. 
 Teste da família: permite compreender quais acontecimentos positivos ou 
negativos influenciam no crescimento da criança, por exemplo, o nascimento de 
um irmão, as conquistas da irmã mais velha ou mais nova, criando um sentimento 
18 
 
de inferioridade ou um medo de ser abandonada por uns dos pais. Nesse teste, a 
linguagem do desenho venha a favorecer o entendimento sobre o que a criança 
está enfrentando, seus problemas, suas angústias, seus medos. 
Os elementos contidos no desenho da criança eles se complementam com a 
história que a criança conta. É importante ressaltar que a interpretação do desenho não 
deve ser feita como está desenhado, é preciso entender o que ele está transmitindo. 
Com base nos autores citados, o desenho é a expressão concretas dos seus 
sentimentos e emoções, mas também daquilo que ela vivencia e o que ocorre com ela. A 
partir do momento que a criança utiliza o desenho como instrumento para verbalizar algo, 
devemos estar atentos e observar o que os elementos querem nos dizer. 
Como dito acima, o desenho é utilizado como teste projetivo. No exemplo abaixo, 
foi interpretado um desenho de uma mulher com 25 anos. Foi pedido a Fernanda (nome 
fictício) que desenhasse sua família, uma árvore e sua casa (conhecido como teste HTP). 
 
 
 
Figura 12- arquivo pessoal 
 
 
 
 
A fonoaudióloga na escola na qual Fernanda trabalha fez uma interpretação do 
desenho, mostrando um pouco de sua personalidade. Pode-se notar que o primeiro 
membro da família que foi desenhado foi a mãe e é a que tem mais importância na vida 
da Fernanda. Há alguns anos, a mãe da Fernanda teve um problema gravíssimo de saúde 
e a partir disso a mãe assumiu um papel mais importante na vida dela que antes era 
ocupado pelo pai, que ainda é representado pelo sol, mostrando que a figura paterna é 
presente em sua vida. Fernanda é uma pessoa restrita a amizades e podemos notar isso 
pelo tamanho de sua casa, entre outros elementos. Apesar de ser um desenho de um 
adulto, podemos observar que os elementos e a interpretação do mesmo são 
independentes de idade e é utilizado com instrumento da psicanálise. 
 
Abaixo veremos alguns exemplos, cujo os desenhos são utilizados como 
instrumento de comunicação da criança. O primeiro desenho é de um menino que foi 
abusado desde de muito pequeno por seu pai. 
19 
 
 
 
 
Figura 13- https://www.psicologiasdobrasil.com.br/11-desenhos-de-criancas-indefesas-que-indicam-que-elas-sofreram-abuso- 
sexual/ 
 
Aqui nesse desenho T. representa seu pai como um demônio que sempre estava 
alcoolizado e era viciado em jogos. 
 
 
 
 
 
Figura 14- https://www.psicologiasdobrasil.com.br/11-desenhos-de-criancas-indefesas-que-indicam-que-elas-sofreram-abuso- 
sexual/ 
 
 
 
 
Em seu desenho E. desenha sua mãe e sua avó no tamanho grande, que representa 
que E. está sendo protegida por elas e se sente segura ao lado das duas. No canto esquerdo 
embaixo, ela desenha o pai bem pequeno, representando-o abusando dela. 
http://www.psicologiasdobrasil.com.br/11-desenhos-de-criancas-indefesas-que-indicam-que-elas-sofreram-abuso-
http://www.psicologiasdobrasil.com.br/11-desenhos-de-criancas-indefesas-que-indicam-que-elas-sofreram-abuso-
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É importante frisar que os desenhos feitos por essas crianças, foram representados 
por momentos de trauma vivenciados por elas. O desenho está presente no cotidiano 
escolar numa forma de algo livre, mas também é utilizado como instrumento de avaliação 
de diferentes profissionais para diferentes vivências das crianças. 
 
A análise dos desenhos e a interpretação são completamente diferentes. Mas por 
que? Porque a análise é uma conclusão da interpretação, ou seja, a partir do momento que 
um profissional utiliza o desenho da criança, ele começa a entender os tamanhos dos 
elementos, como a criança representou aquilo que foi pedido, as cores, a posição dos 
elementospara que o profissional possa investigar o que a criança está querendo nos dizer, 
ou às vezes não querem dizer nada, é apenas um desenho. 
 
O desenho é uma conclusão do subconsciente da criança, comparando com a 
interpretação dos sonhos, o desenho traz à tona o subconsciente da criança juntamente 
com o consciente, e a interpretação é feita em forma de história. 
 
Com a interpretação do desenho, é relevante entender que a análise do desenho 
não deve ser feita no cotidiano, e sim com ajuda de especialistas e profissionais que 
entendem como o desenho atua na vida psíquica da criança. Cada profissional lida com 
uma linha de pesquisa diferente uma da outra, como dito no referencial teórico, existem 
inúmeros pesquisadores e métodos de análise que são adotados para diferentes terapias e 
entendimento da criança. 
 
Não se deve interferir ou limitar a criança no seu processo criativo, deve-se 
incentivar e estimular a criar, além disso, precisa acolher e entender a relação 
efetiva do desenho, criatividade e a criança. Esse recurso é um meio para que o 
professor possa acompanhar e observar o desenvolvimento e compreender que o 
desenho ao meio de aprendizagem do aluno. Desenho não deveria mais ser lido 
como antes, o olhar não mais o dominar a, não mais buscaremos nele o prazer 
de abarcar o mundo; ele será recebido, nos dirá a respeito como uma fala 
decisiva, despertar em nós o profundo arranjo que nos instalam em nosso corpo 
e através dele no mundo, terá a marca de nossa finitude, mas assim, e exatamente 
por isso, nos conduzirá a substância secreta do objeto do qual só tínhamos, a 
pouco tempo, o invólucro. (MERLEAU-POTY, 2002, p. 186 apud SANS, 2014, 
p. 60) 
21 
 
4 CONCLUSÃO 
 
 
Conclui-se que a criança utiliza o desenho como uma forma de expressar os seus 
sentimentos e emoções. Cada elemento; um traço, uma árvore, um rabisco; nos contam 
uma história sobre suas experiências no mundo. Porém, para algumas crianças, o desenho 
é um recurso para ela se comunicar ou pedir socorro. 
 
Através do desenho, principal meio de comunicação da criança, podemos 
acompanhar o seu desenvolvimento motor e até identificar um problema. O desenho não 
é como um teste, mas sim como uma forma de diálogo da criança, para que se entenda o 
porquê e como a criança desenha. Nota-se que a criança vai se desenvolvendo e 
juntamente com a criança, seus traços e seu desenho vão se ampliando 
 
Toda produção gráfica produzida pela criança é como um trabalho do 
inconsciente, um trabalho de inscrição do desejo. Essas produções gráficas permitem que 
seja observado o que a criança desenha e o posição dela em relação aos resultados de suas 
produções. É preciso ter um olhar atento para compreender o que a criança traz de 
bagagem e utiliza-la como meio de construção de conhecimento. 
 
Importante frisar que o desenho é considerado, segundo autores citados, como um 
processo criativo da criança. Não se deve interferir no desenho, pois é nesse momento 
que a criança deposita sua confiança, transformando o desenho como um artifício de 
transmissão de sentimentos. 
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5 REFERÊNCIAS 
 
 
BOMBONATO, Gisele Aparecida; FARAGO, Alessandra Corrêa. As etapas do 
desenho infantil segundo autores contemporâneos. Cadernos de Educação: Ensino e 
Sociedade, 3 (1): 171-195. São Paulo, 2016. Disponível em: 
http://unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/cadernodeeducacao/sumario/40/3004201 
6104546.pdf 
 
COGNET, Georges. O desenho livre. In: Georges Cognet. Compreender e interpretar 
desenhos infantis. Tradução de Stephania Matousek. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. Cap. 
2, pp. 27-44. 
 
CORREIA, Catia Campos. O desenho na avaliação pedagógica e psicopedagógica. 
Volume 8, Nº 2. Rio de Janeiro, 2016. Disponível em: 
http://inseer.ibict.br/cafsj/index.php/cafsj/article/viewFile/150/131. Acesso em: 
29/09/2019, às 
CROTTI, Evi; MAGNI, Alberto. Garatujas: rabiscos e desenhos. A linguagem secreta 
das crianças. São Paulo: Editora Isis Ltda., 2013. Pp. 25-164 
IAVELBERG, Rosa. O desenho infantil e sua história. In: Rosa Iavelberg. Desenho na 
educação infantil. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2013. Cap. 1, pp. 14-35 
SANS, Paulo de Tarso Cheida. Pedagogia do Desenho Infantil. 4ª edição. Campinas: 
Alínea, 2014. Pp. 40- 58 
SEABRA, D. de C.; AGUAIAR, H. H. G. da C.; SANTOS, Márcia de S. dos; 
FERNANDES, S. C.; RIBEIRO, W. M. S. G. O desenho como prática educativa na 
educação infantil: um salto qualitativo na aprendizagem. Minas Gerais, Pedagogia em 
Ação, v. 1, n. 1, p. 1-141, jan./jun. 2009 – Semestral. Disponível: 
. Acesso 
em 01de outubro de 2018, às 16:20. 
SOUZA, Audrey Setton Lopes de. O desenho como instrumento diagnóstico: reflexões a 
partir da psicanálise. Boletim de psicologia, vol.61 no.135 São Paulo jul. 2011. 
Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0006- 
59432011000200007. Acesso em 01 de outubro de 2018, às 16:45. 
http://unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/cadernodeeducacao/sumario/40/3004201
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http://periodicos.pucminas.br/index.php/pedagogiacao/article/view/649/663
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0006-
	CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA
	Orientador: Marcos Antonio Silva
	DEDICATÓRIA
	AGRADECIMENTOS
	RESUMO
	SUMÁRIO
	1.1. Objetivos OBJETIVO GERAL
	OBJETIVOS ESPECÍFICOS
	1.2. Justificativa
	1.3. Metodologia
	1.4 Organização do Trabalho
	2. REFERENCIAL TEÓRICO
	2.1 - AS PRINCIPAIS CONCEPÇÕES DO DESENHO INFANTIL
	2.3- A EVOLUÇÃO DO GRAFISMO
	3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
	4 CONCLUSÃO
	5 REFERÊNCIAS