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CULTURA DE OROFARINGE Trato respiratório superior Streptococcus pyogenes Staphylococcus aureus Grupo CFG Corynebacterium diphtheriae Trato respiratório inferior Mycobacterium tuberculosis Streptococcus pneumoniae Klebsiella pneumoniae Haemophilus influenzae População transitória da orofaringe Streptococcus α hemolíticos Neisseria saprófitas Staphylococcus coagulase negativa Staphylococcus aureus (ás vezes) Haemophilus haemolyticus Difteróides Algumas enterobactérias (transitório decorrente da dieta) Anaeróbios (Bacteroides, Actinomyces) Coleta de secreção de orofaringe Preparo do paciente Colher antes do desjejum e da higiene oral (caso não seja possível jejum mínimo de duas horas) 1- Inclinar a cabeça do paciente para trás e abrir bem a boca, usando foco de luz. 2- A língua é pressionada com uma espátula para que se possa visualizar as fossas tonsilares e a faringe posterior; 3- Pedir ao paciente que faça um “ah” (levanta a úvula e evita ânsias de vômitos); 4- Evitar tocar na língua e na mucosa bucal. Procurar o material nas áreas com hiperemia próximas aos pontos de supuração ou remover o pus ou a placa, coletando o material abaixo da placa. 5- Coletar dois swabs, um para confecção imediata da lâmina de bacterioscopia e outro para o cultivo, transportado em meio de transporte adequado (Stuart). Corynebacterium diphtheriae Características Reservatório Incubação Transmissão Identificação - Bacilos gram + (letras chinesas) - Resistentes → podendo suportar calor, frio e ressecamento - Aeróbios e pleomórficos - Imóveis - Não capsulados e não esporulados - Produtor da toxina diftérica (toxicidade é atribuída à exotoxina) - Receptor para a toxina nas células nervosas e cardíacas - Bactéria não tem poder invasivo - É o próprio doente ou portador; - Portador = é importante na disseminação do bacilo, pela maior frequência na comunidade e por ser assintomático. - 1 a 6 dias, podendo ser mais longo (10 dias). - Contágio direto com doentes ou portadores (secreções de rinofaringe) - Transmissão direta (objetos contaminados pelas secreções de orofaringe ou de lesões em outras localidades) Meios não seletivos Ágar sangue (pequena zona de hemólise) Meio de Loeffler (aumenta a formação de grânulos metacromáticos) Meios seletivos Ágar sangue com telurito de potássio e cistina (CT) - (colônias negras) Meio de Tinsdale (forma um halo acastanhado marrom) → 24-48 horas a 37°C HEMOCULTURA Sangue Isento de qualquer tipo de microrganismo Corrente circulatória Bactérias penetram Bacteremia Bactérias viáveis no sangue circulante Origem da bacteremia Intravascular (primária) Extravascular (secundária) - Entrada direta na corrente sanguínea > via agulhas, infusões contaminadas, cateteres ou outros dispositivos vasculares; - Tendo origem no próprio sistema > endocardite bacteriana, fístulas arteriovenosas e flebites supurativas; - Drenagem de pequenos vasos sanguíneos ou linfáticos → seguindo para a corrente circulatória como consequência de um foco de infecção definido em outro sítio do organismo; Porta de entrada mais comuns (origem comunitária e hospitalar) Dispositivos intravasculares 19% Trato biliar 4% Trato geniturinário 17% Abscessos intra-abdominal 3% Trato respiratório 12% Mistura de sítios 8% Infecções cirúrgicas da pele 5% Sítios incertos 27% Trato gastrointestinal 5% Bacteremia representa bactérias ou suas toxinas causando danos ao hospedeiro Falha nas defesas do hospedeiro em localizar e neutralizar uma determinada infecção em seu foco primário Falha médica em remover ou drenar um foco primário Manifestações clínicas BACTEREMIA (presença de bactérias na corrente sanguínea) SEPSE (bactérias ou suas toxinas causando danos ao hospedeiro) - Consequente a uma infecção intravascular, pneumonia, abscesso hepático; - Liberação transitória de bactérias no sangue. - Inflamação generalizada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão; - A inflamação que surge em locais infectados não é provocada pela bactéria, mas sim pela resposta imunológica do corpo; - Condição onde a resposta do organismo ao agente infeccioso se manifesta, por meio de sinais e sintomas da doença (exemplo a síndrome da resposta inflamatória sistêmica - SRIS) → Sintomas: produzidos tanto por toxinas microbianas como por citocinas produzidas por células inflamatórias. - Está tradicionalmente ligada a bactérias gram negativas, embora algumas positivas também causem síndrome séptica - Infecções ou lesões graves > respostas exacerbadas de Th1 > lesões em órgãos alvo > insuficiência de múltiplos órgãos e à morte SUSPEITA de sepse grave ou choque séptico MANIFESTAÇÕES MAIS SÉRIAS - Independente do foco infeccioso - Antes da administração da terapia antimicrobiana empírica → Coletar para hemocultura – Choque séptico – Coagulação intravascular disseminada – Falência dos órgãos SUSPEITA de bacteremia clinicamente significativa > FAZER HEMOCULTURA Sepse clássica Endocardite bacteriana Diagnóstico de certas infecções Calafrio, febre, prostração, arrepios, hiperventilação > alcalose respiratória, lesão de pele, mudança no "status" mental e diarreia. Febres entéricas (salmoneloses), leptospirose, brucelose, e febre de origem desconhecida. Classificação de SEPSE (padrão clínico) Transitória Intermitente Contínuas ou persistentes Bacteremia de escape (“breakthrough”) - Duração rápida a) após manipulação de algum tecido infectado (abscessos, furúnculos e celulite). b) procedimentos cirúrgicos que envolvem tecidos contaminados ou colonizados (cavidade oral, cistoscopia, endoscopia, histerectomia vaginal e desbridamento de queimaduras); c) infecções agudas como pneumonias, meningite, osteomielite, artrites sépticas - Ocorre em intervalos variáveis de tempo com o mesmo microrganismo; → Processos infecciosos relacionados a abscessos intra abdominais, pélvicos, hepáticos, prostáticos ou outros; a) característica de endocardite infecciosa aguda e subaguda e outras infecções intra-vasculares. b) primeira semana da febre tifóide, brucelose e leptospirose Ocorre mesmo enquanto o paciente esteja recebendo antibioticoterapia sistêmica apropriada; a) Início da terapêutica → concentrações insuficientes do antimicrobiano atingidas na corrente sanguínea. b) Episódios de escapes tarde → se dão por drenagem inadequada do foco infeccioso ou por debilidade das defesas do hospedeiro Microrganismos CONTAMINANTES frequentes de hemoculturas Microrganismos CAUSADORES de bacteremia verdadeira Staphylococcus coagulase negativo Staphylococcus aureus 90% Corynebacterium sp Streptococcus pneumoniae 90% Bacillus sp Escherichia coli 90% Propionibacterium acnes Pseudomonas aeruginosa 90% Clostridium perfringens Streptococcus grupo viridans 38% Micrococcus Enterococcus spp 78% Staphylococcus coagulase negativo 15% Fatores que contribuem para o INÍCIO DE UMA INFECÇÃO da corrente circulatória Agentes imunossupressores (corticóides, quimioterápicos, drogas citotóxicas) Uso de antibióticos de largo espectro que suprime a microbiota normal Procedimentos invasivos (catéteres e procedimentos endoscópicos) Procedimentos cirúrgicos extensivos Prolongada sobrevida de pacientes severamente doentes Frascos com meio de cultura Sistema Hemobac Trifásico Probac do Brasil Sistema de coleta fechado Sistema de Hemocultura Signal - Compostos por diferentes tipos de meios (caldo tríptico de soja, caldo columbia, caldo infusão de cérebro-coração e caldo tioglicolato) - As combinações de meio contém Polianetol Sulfonato de Sódio (anticoagulante), vácuo e gás carbônico em concentrações adequadas; - Sistema composto por um laminocultivo com 3 fases acoplado a parte superior de um recipiente contendo um caldo enriquecido; - Estufa própria responsável por fazer a inversão periódica do caldo sobre o laminocultivo. Fase larga → ágar chocolate Fase dupla → ágar MacConkey e ágar Sabouraud Indicador: a viragem para rosa indica a presença de CO2 produzido pelo microrganismo. - Todos os frascos BACTECnão necessitam de ventilação e permitem o uso de sistema de coleta fechada; - Detecção da fluorescência → emitida por um sensor nos frascos com meios de cultura; - Ultra sensibilidade e monitoramento em intervalos de 10 minutos - Alarmes visuais e sonoros - Meio elaborado com nutrientes >> crescimento de organismos aeróbios, anaeróbios e microaerófilos, formando com o metabolismo celular uma pressão positiva; - Detecção: Dispositivo indicador de crescimento; - Pressão positiva no frasco desloca uma quantidade de mistura sangue/caldo para o dispositivo Assepsia da pele para a coleta ALERTA na Coleta Coleta do material 1- Tintura de iodo a 1 ou 2%, clorexidine alcoólico 0,5% ou polivinil Pirrolidona Iodo (PVPI) a 10%. 2- Limpar com álcool a 70% 3- As tampas dos frascos dos meios também são limpos com álcool; 4- Sangue imediatamente nos frascos e os frascos enviados imediatamente ao laboratório. - Feita antes do pico febril, pois a bacteremia precede a febre em cerca de 1 hora; 1- Coletar no mínimo 2 e no máximo 4 amostras o mais próximo possível do episódio febril; 2- Punção venosa→ uma após a outra em locais diferentes (intervalos de 20-60 minutos entre as coletas) — 5 a 10 ml em adultos — 3 a 5 ou 1 a 4 ml em criança 3- Proporção ideal: 1:10 sangue/meio de cultura → Monitoramento ou documentar bacteremia contínua em suspeitas de endocardite e infecção endovascular por dispositivos invasivos = coleta de hemoculturas em intervalos maiores de 1 a 2 horas; Informações (ATENTAR-SE) ☒ Colher em seringa com heparina para depois colocar no frasco; ☒ Colher de cateter se tiver acesso venoso; ☒ Troca de agulhas entre a punção de coleta e distribuição do sangue nos frascos de hemocultura; – Amostras coletadas no pico febril >>>> maioria resultados negativos; – Cada mililitro de sangue a mais coletado aumenta a positividade em média 3% – Em pacientes adultos >> mínimo 2 ou no máximo 4 amostras de sangue; – Em crianças >> 2 amostras de sangue; – Volume ideal: 10% do volume total do frasco de coleta Anticoagulante Polianetol Sulfonato de Sódio (SPS) 0,025 a 0,05 ml Ação inibidora Para lisozimas Frente a determinadas concentrações de aminoglicosídeos e polimixinas Frações do complemento Parcialmente a fagocitose Transporte das amostras → Nunca refrigerar o frasco; → Manter o frasco em temperatura ambiente e encaminhar o mais rápido possível para o laboratório Cultivo das amostras Incubação Realizar 3 subcultivos Observação diária dos frascos Fazer antibiograma - 7 dias de incubação a 35ºC a) Primeiro subcultivo com 24 horas b) Segundo subcultivo com 48 horas c) Terceiro com 7 dias Evidências macroscópicas como: - Hemólise - Turbidez - Produção de gás - Película de crescimento Semeadura → colocar uma agulha na tampa emborrachada do frasco e gotejar próximo à chama. Semear e incubar cada placa por 24/48h em estufa 35ºC Isolamento e identificação Meios de cultura utilizados para realização dos subcultivos Identificação Agar Sangue / EMB Ágar chocolate enriquecido / Ágar thayer-Martin (Neisseria) Realizar a identificação segundo esquema de Gram positivo e Gram negativo. RESUMÃO DA HEMOCULTURA 1- Coleta (1:10 sangue: meio de cultura) 2- Anticoagulante a 0,05 ml – aerobiose (BHI – Caldo Columbia) – anaerobiose (tioglicolato) — EMB, sangue, chocolate e sabouraud 24 – 48 horas fazer subcultivos 5 – 7 dias se as culturas permanecerem negativas Período máximo de incubação: 7 dias Cultura de ponta de cateter Por que fazer esse tipo de cultura? Positividade no teste Metodologia - Quando a colonização de um cateter venoso é responsabilizada como o foco primário da sepse; - A extremidade distal do mesmo deve ser cultivada. - Cultura acima de 15 unidades formadoras de colônias deve ser considerado positivo 1- Antissepsia com solução de iodo a 1% a 2%, clorexidine alcoólico 0,5% ou PVPI (Polivinil Pirrolidona Iodo) e o excesso removido com álcool a 70% 2- Um segmento distal de 5 cm do cateter é cortado, colocado em frasco estéril e seco, levado ao laboratório imediatamente; 3- O segmento é rolado (5 a 6 vezes) sobre a superfície de uma placa de ágar sangue, com o auxílio de uma pinça; 4- Incubação: 18-24 horas a 35ºC 5- Realizar o antibiograma CULTURA DO LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO LCR O que é? Produzido LCR normal LCR patológico Fluído corporal transparente, incolor e límpido Nos ventrículos cerebrais do SNC e ocupa um espaço no cérebro e na medula espinhal - Estéril - Aspecto aquoso e transparente - Hemorrágico; Ligeiramente turvo ou turvo ; - Purulento ou xantocrômico Importância do LCR - Indispensável para o diagnóstico da meningite bacteriana ou por fungos; - É um transudato (líquidos que passam para o ESPAÇO EXTRACELULAR dos TECIDOS através de uma membrana ou [sob pressão] de tecidos) - A composição química e citológica do LCR se altera com inflamações cerebrais ou de meninges, isto é, encefalite ou meningite; - Nas meningites bacterianas, se apresenta turvo, aumento no número de polimorfonucleares (neutrófilos) (>1.000/mL), aumento da concentração de proteínas (>100 mg/mL) e hipoglicorraquia - A produção do LCR é diária, ao redor de 500 mL/dia. - É responsável pelo fornecimento de nutrientes, excreção de produtos do metabolismo, manutenção da homeostase e amortecimento do SNC Sinais 1- Rigidez na nuca 2- Brudzinski 3- Kerning 4- Lasegue Positivo quando há flexão das pernas durante flexão passiva do pescoço Positivo quando o paciente com o joelho e quadril fletidos a 90º não consegue estender o joelho mais de 135º ou flexiona involuntariamente o outro quadril Paciente com membros inferiores estendidos, faz-se flexão passiva da coxa sobre a bacia >> Positivo se houver dor na face posterior do membro Agentes etiológicos das Meningites Agudas Recém-nascido Escherichia coli Streptococcus agalactiae Listeria monocytogenes gota de orvalho” - A diminuição do tamanho das colônias → diminuição do fator V produzido pelos Staphylococcus aureus. - O fator X é fornecido pelos eritrócitos de carneiro lisados circundando a estria do Staphylococcus aureus Listeria monocytogenes Bacilo Gram positivo, pleomórfico, intracelular facultativo + motilidade típica em forma de guarda chuva Fermentação de ácido a partir da glicose Hidrólise da esculina positiva IDENTIFICAÇÃO - Meio cromogênico Hemólise beta - Cromógeno X-glicosídeo (presuntiva de Listeria spp) - Ele é clivado por beta-glicosidase → comum as espécies de Listeria; - Quando clivado forma um composto que em presença do oxigênio atmosférico é oxidado e convertido no corante azul; - Auréola branca = é formada pela hidrólise da lecitina pela lecitinase CAMP positivo DETECÇÃO DE IDENTIFICAÇÃO DE MICOBACTÉRIAS DE IMPORTÂNCIA CLÍNICA TUBERCULOSE Cultura para diagnóstico Indicação de cultura Baciloscopia (+) após 2 meses de tratamento Pacientes com necessidade de retratamento - Padrão ouro: Tuberculose pulmonar (pode adicionar 20% de casos ao total de TB pulmonar não confirmados pela baciloscopia) e extrapulmonar - Detecta de 10 a 100 bacilos por ml - Especificidade > 99%; mais sensível que a baciloscopia 1- Sintomáticos respiratórios com baciloscopia negativa 2- Casos com amostras paucibacilares ou dificuldades de coleta 3- Casos de TB extrapulmonar 4- Pacientes portadores de HIV 5- TB multirresistente (TBMR), recidiva ou abandono 6- Suspeita de infecções por MNT 7- Casos em instituições fechadas 8- Estudos epidemiológicos e vigilância de resistência Indica que o tratamento não está funcionando como esperado; Pode ser por algumas causas: 1- Não tiveram sucesso com o tratamento padrão (rifampicina, isoniazida, pirazinamida - RHZ). 2- Têm tuberculose multirresistente (TBMR) 3- Sofreram recidiva (a doença voltou). 4- Reiniciaram o tratamento após abandoná-lo. Etapas da cultura 1 2 3 4 5 Pré tratamento das amostras clínicas Fluidificação e descontaminação Semeadura em meio de cultura Incubação Leitura e registro dos resultados Pré tratamento das amostras clínicas Em casos de amostras não contaminadas LCR, líquidos (pleural, sinovial, peritoneal, pericárdico), sangue e medula óssea; Amostras contaminadas Escarro, urina, secreções, lavado brônquico, lavado gástrico, fragmento de tecido cutâneo RECOMENDAÇÃO GERAL em relação a todos os tipos de amostras - Centrifugar por 15 min a 3.000 x g (líquidos); - Inocular diretamente nos meios de cultura; - Não necessitam de descontaminação; - Centrifugar e desprezar o sobrenadante (escarro, urina, lavado gástrico); - Macerar até formar uma suspensão homogênea (fragmentos de tecido); - Necessitam de descontaminação; 1- Semeadura de metade da amostra diretamente nos meios de cultura. 2- Descontaminação da outra metade, conforme o método escolhido, se necessário. Agentes fluidificantes e descontaminantes Função Agentes a) Liberam micobactérias do muco e da fibrina (fluidificando o escarro) ou dos tecidos; b) Homogenizam a amostra clínica; c) Eliminam outros microrganismos indesejados. Hidróxido de Sódio (NaOH) - Propriedade alcalina drástica requer concentração e tempo de contato bem observados. - Concentração usada sozinha é de 4% (alta). → em escarro é usado [ ] em até 4% → em amostras pulmonares e extrapulmonares não exceder 2% N-acetil-L-cisteín a (NALC) - Agente mucolítico usado em combinação com NaOH. - Não tem efeito direto sobre micobactérias. - Permite usar NaOH a 2%, recomendada para amostras paucibacilares e sistemas comerciais de cultura com meios líquidos. Ácido Oxálico - Usado para amostras de escarro contaminadas por Pseudomonas sp. - Utilizado em pacientes com fibrose cística. - Concentração de uso é 5%. 1 - MÉTODO DE PETROFF MODIFICADO Soluções usadas + indicação Procedimentos Métodos de neutralização - 4% de NaOH; - Misturar com volume igual de escarro, resultando em uma concentração final de NaOH de 2% (diluição) → Indicação: Escarro espontâneo a) Centrifugação (separa os componentes da amostra) b) Neutralização (essencial após a centrifugação para evitar efeitos adversos no crescimento) (a) Adição de ácido e indicador de pH (vermelho de Fenol). (b) Solução de Tampão Fosfato pH 6,8. (c) Água destilada estéril. Passo a passo do método de Petroff 1 2 3 4 5 - Neutralização 6 Transferir 5 ml de amostra, deixando escorrer o escarro pela parede interna do tubo; Adicionar NaOH 4%, na quantidade correspondente ao mesmo volume da amostra e agitar com vortex; Tubos na estufa 36 ± 1ºC por 15 minutos, para fluidificação-desc ontaminação Completar até o volume de 30 ml ou 50 ml com água destilada estéril ou Solução Tampão Fosfato pH 6,8 Gotejar a solução neutralizante até o material apresentar a cor amarela âmbar. A cor amarela âmbar (mudança do pH para a faixa entre 6,5 e 7,2 e que a amostra está adequada para ser semeada) Centrifugar a 3.000 x g por 15 min e descartar o sobrenadante + semear o sedimento 2- MÉTODO DE N-ACETIL-L-CISTEÍNA-HIDRÓXIDO DE SÓDIO (NALC-NaOH) Soluções usadas + indicação Meios de cultura Passo a passo - Solução depurante contendo: N-acetil-L-cisteína (NALC) → agente de liquefação + NaOH → agente descontaminante (2%) → Indicação: todas as amostras, principalmente as paucibacilares - Lowenstein Jensen (LJ) e Middlebrook 7H10 (sólidos) - Middlebrook 7H9 (líquido) 1- Adicionar a solução depurante no escarro 2- Centrifugar por 15 min 3- Escarro + Solução depurante + Solução tampão fosfato Ph 6,8 4- Centrifugar por 15 min 5- Desprezar sobrenadante 6- Semear 0,1 mL do sedimento no LJ 7- Baciloscopia concentrada 3 - MÉTODO DE OGAWA - KUDOH Soluções usadas + indicação Meios de cultura Passo a passo - NaOH → agente descontaminante (4%) → Indicação: Escarro espontâneo - Ogawa-Kudoh (OK) (meio levemente acidificado pH 6,4) 1- Utilizar swab de algodão→ embebido na parte purulenta do escarro→ colocado em NaOH 4% por até 2 minutos. 2- Depois é semeado (zig-zag) diretamente em meio de OK Meios de cultura Tipos Uso dos meios líquidos Sistemas comerciais Sólido Base de ovos ou ágar Amostras paucibacilares Sangue, LCR e macerados de tecidos Utilizam meios líquidos especiais desenvolvidos a partir do Middlebrook 7H9.Líquido Mais enriquecidos (adequados para amostras paucibacilares e outros usos) Subcultivos e armazenamento Subcultivos e conservação de cepas em freezer Incubação Temperatura padrão Temperatura específica 35ºC a 37ºC→ maioria das micobactérias, incluindo Mycobacterium tuberculosis 25ºC a 30ºC→ Mycobacterium marinum, M. ulcerans, e M. haemophilum. 40ºC a 42ºC→ Mycobacterium avium e M. xenopi. ÁGAR LOWENSTEIN JENSEN (LJ) Utilidade Composição Inoculação Interpretação Recomendações - Isolamento primário das micobactérias - Mycobacterium tuberculosis - Mycobacterium avium Satisfatório para o teste de niacina (que é positivo para Mycobacterium tuberculosis) Fosfato monopotássico 1,2 g Sulfato de magnésio 0,12 g Citrato de magnésio 0,3g L-asparagina 1,8 g Fécula de batata 15,g Glicerol 6,0 mL Verde malaquita 0,2 Água destilada estéril 320 mL; Ovos de galinha frescos 500 mL 1) Descontaminação (Petroff, NALC, Lauryl sulfato de sódio) 2) Semear 5 gotas ou mais, cobrindo bem a superfície do meio; 3) Manter o tubo inclinado com a tampa semi aberta até secar bem o inóculo; 4) Depois de seco o inóculo, rosquear os tubos e incubar por 60 dias à 35ºC; 5)Semanalmente, abrir as tampas próximo ao bico de Bunsen para ventilar os cultivos e observar a presença ou não de crescimento; Cor original Verde claro - Por ser um meio rico em proteínas → bactérias proteolíticas podem contaminar o meio, liquefazendo-o (por isso deve-se fazer uma leitura com 24 horas de incubação para tirar as culturas que possam ter contaminado) - Não usar ovos velhos + quebrar um por vez; - Não liberar culturas negativas com tempo inferior a 60 dias de incubação pois as micobactérias desenvolvem-se lentamente; - Fazer um esfregaço do crescimento e corar pela técnica de Ziehl para confirmarser um BAAR, pois alguns contaminantes podem crescer com pigmento amarelo; Positivo Colônias amarelas Negativ o Ausência de cresciment o ÁGAR MIDDLEBROOK 7H-9 (líquido) Utilidade Composição Inoculação Interpretação - Cultivo de micobactérias em meio líquido; - Isolamento de bactérias do sangue e de materiais paucibacilares, como líquor, líquido pleural, biópsias; - Formado de dois complementos a)ADCO (Albumina, Dextrose, Catalase e Ácido oleico) b)PANTA (Polimixina B, Anfotericina B, Ácido Nalidíxico, Trimetoprim e Azlocilina) → a albumina protege as micobactérias de substâncias tóxicas, e o glicerol fornece uma fonte adicional de carbono. - Inóculo de 5 ml de amostra Volumes de inferiores a 2,5 mL podem resultar em culturas falsos-negativas Cor original: âmbar claro Positivo: M. tuberculosis cresce em forma de "cordas" ou "flocos" (agregados que não turvam o meio e se concentram no fundo do tubo; → no fundo, há uma sílica com um componente fluorescente que detecta o desenvolvimento através do consumo de O2 e o traduz em unidades de crescimento. Pré requisitos para identificação das espécies Culturas em meio sólido Culturas em meio líquido 1- Confirmação da Pureza; 2- A cultura deve ter pelo menos 20 colônias para realizar todos os testes; 3- Se houver menos colônias recomenda-se um subcultivo da cultura original; 4- Verificar a morfologia e pigmentação das colônias → identifica também se há mistura de duas espécies de micobactérias; 1- Não é possível observar morfologia e pigmentação; 2- A identificação se inicia pelas características microscópicas; 3- Se houver grande quantidade de BAAR, semear diretamente; 4- Realizar testes bioquímicos após subcultivo do meio líquido; 5- Se houver poucos bacilos, incubar por mais dias ou centrifugar a cultura para concentrar os bacilos e inocular nos meios de testes. Separação das espécies do M. tuberculosis das MNT (culturas com crescimento de 3 a 4 semanas) COMPLEXO MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS (CMTB) MICOBACTÉRIAS NÃO TUBERCULOSAS Pigmentação ausente ausente/presente Formação de corda + – Crescimento em JL – +/- Teste da Niacina +/- -/+ Análise MACROSCÓPICA das culturas Mycobacterium tuberculosis (CMTB) Micobactérias não tuberculosas (MNT) Pigmentação Morfologia Imagem Pigmentação Morfologia Acromógena (sem pigmento) - Cor creme; - Rugosa com aspecto de couve-flor. Pigmentada ou acromógena Lisa ou rugosa Esfregaço e coloração de Ziehl-Neelsen 1- Confirmar se a cultura é composta por BAAR. 2- Verificação da Morfologia: Analisar a morfologia dos bacilos e a formação de corda, o que pode indicar a presença do Complexo Mycobacterium tuberculosis; 3- Checagem de Contaminação: - Confirmar se a cultura não está contaminada por outras bactérias ou fungos. - Se contaminada, realizar a descontaminação. 4- Detecção de Culturas Mistas Análise microscópica da cultura Bacilos CMTB BACILOS MNT - Tamanho entre 3-4 μm - Ausência de emulsificação (visíveis pequenos grumos da colônia) - Apresentam-se em paliçada adquirindo um aspecto de corda (mais comum em meio líquido) ou grumos aglomerados assemelhando-se a um borrão de corantes; - Fácil emulsificação; - Bacilos de tamanho menor que 2 μm (cocobacilos) ou maiores que 5 μm - A maioria das MNT não forma corda, exceto M. kansasii, M fortuitum e M. chelonae. ⊗⊗⊗ A análise microscópica nem sempre identifica a mistura de duas espécies bacterianas → por isso faz-se a suspensão bacteriana Suspensão bacteriana Preparo da suspensão Uniformização do inóculo (para testes bioquímicos e de sensibilidade) Unidades de colônias Contaminação da cultura 1) Preparar a suspensão bacteriana utilizando Solução de Tween 80 a 0,1% em vez de água destilada. 2) Diluir a suspensão a 10⁻⁶. 3) Semear com alça em placa de Petri com meio Middlebrook 7H10 ou 7H9 acrescido de OADC. 4) Incubar a 36 ± 1ºC até detectar crescimento. 5) Isolar colônias e fazer subcultivos dos diferentes tipos. 1) Transferir colônias da cultura usando uma alça descartável estéril de 10 μl. 2) Colocar as colônias em um tubo contendo 5-6 pérolas de vidro e 2 ml de Água destilada estéril. 3) Homogeneizar a mistura em agitador mecânico por 10 segundos. 4) Deixar em repouso por 10 minutos para sedimentação dos aerossóis. A suspensão deve conter 10⁵ unidades formadoras de colônias por ml. - Se a cultura estiver contaminada por outras bactérias ou fungos: → Substituir a Água destilada por 2 ml de Solução de Ácido oxálico a 3%. → Deixar agir por 2 minutos antes de inocular nos meios. → Realizar testes bioquímicos com colônias do subcultivo descontaminado. Inibição do crescimento em meio LJ-PNB (as espécies CTMB não crescem neste meio, apenas as MNT) Adição de uma gota da suspensão bacteriana em cada tubo de cultura Posição da gota Leitura e interpretação IMPORTANTE SABER! → Tubo de Controle: Contém meio de Lowenstein-Jensen (LJ). → Tubo de LJ-PNB: Contém meio de Lowenstein-Jensen suplementado com p-nitrobenzoato (PNB) 500 µg/ml. A gota deve ser colocada no ápice do meio de cultura, na parte superior do tubo e escorrer lentamente até o fundo do tubo, sem interferir no processo. - Comparação do crescimento com o tubo controle; Positivo (resistente): presença de crescimento no meio → M. fortuitum ou M. avium Negativo (sensível): ausência de crescimento no meio → M. tuberculosis As espécies CTMB não crescem neste meio, apenas as MNT. Teste da Niacina Niacina Teste Fundamento do teste - É produzida como um subproduto metabólico por todas as micobactérias; — a maioria das espécies possui uma enzima que converte a niacina livre em ribonucleotídeo de niacina - M. tuberculosis não possui essa enzima, e a niacina se acumula no meio de cultura (ocorre um bloqueio na via metabólica do NAD) - Deve ser realizado para as espécies de crescimento lento, acromógena e a cultura deve ter entre 4 e 5 semanas de crescimento em meio sólido, com pelo menos 50 colônias. - São usadas fitas comerciais com cloramina e tiocianato de potássio acidificado e ácido p-aminosalicílico (PAS). - Esses reagentes combinados → formam e liberam cloreto de cianogênio; - O cloreto cianogênico reage com o PAS na presença de niacina, produzindo uma cor amarela. M. tuberculosis = + M. bovis = – Diferenciação das espécies do complexo M. tuberculosis Preferências quanto a fonte de carbono Meio LJ com PIRUVATO DE SÓDIO Meio LJ com GLICEROL M. bovis, M microti, M caprae e M. pinnipedii Mycobacterium tuberculosis e Mycobacterium africanum Teste de Inibição de crescimento Meios Espécies inibidas Diferenciação Meio Hidrazida do Ácido Tiofeno 2-Carboxílico (TCH) M. bovis, M. africanum, M. microti, M.tuberculosis Entre M. bovis e M. tuberculosis Meio Estreptomicina (SM) Outras espécies do CMTB, menos M.canetti De M. canetti das outras espécies do CMTB Meio Cicloserina (CS) Outras espécies do CMTB, menos M. bovis-BCG De M. bovis-BCG das outras espécies do CMTB Preferência de oxigênio Técnica realizada com meio de Middlebrook 7H9 ou Kirchner contendo 0,1% de ágar Leitura e interpretação Controle de referência Aeróbio Microaerófilo Aeróbio Microaerófilo Crescimento próximo à superfície; Crescimento em forma de anel abaixo da superfície (pode se estender) M. tuberculosis M. bovis Pirazinamidase (PZAse) Isolados bacterianos sensíveis à PZA possuem a enzima pirazinamidase PZA — pirazinamidase—> ácido pirazinóico e amônia Procedimento Interpretação POSITIVO NEGATIVO 1) Aplicar uma grande quantidade do crescimento bacteriano sobre a superfície do meio, utilizando uma alça bacteriológica. 2) Incubar a 36 ± 1ºC por 6 dias. - Adiciona-se 1 ml de solução de sulfato ferroso amoniacal a 1% em cada tubo; - Refrigerar por 3 horas TESTE POSITIVO = formação de um anel rosa abaixo da superfície do ágar → sensibilidade à PZA TESTE NEGATIVO = ausência do anel rosa → indicando resistência à PZA. M. tuberculosis M. bovis-BCG Redução do nitrato Detecta a capacidade da micobactéria de reduzir o nitrato (NO3-) a nitrito (NO2-) pela ação da enzima nitrato-redutase Redução Formaçãodos nitritos Procedimento Identificação Confirmação - Espécies que produzem a nitrato-redutase reduzem o nitrato a nitrito em condições anaeróbicas para obter oxigênio do nitrato para seu metabolismo. - Nitritos formados reagem com ácido acético ou clorídrico, desenvolvendo coloração rosa quando adicionado sulfanilamida e naftiletilenodiamina – reação de Griess - Transfere-se uma alça cheia de crescimento bacteriano das culturas teste e dos controles de referência para o tubo contendo o substrato de nitrato de sódio 22 mM. - Incubar a 36 ± 1ºC por 2 horas. +/- = negativo 1+ = negativo 2+ = negativo 3+ = positivo 4+ = positivo 5+ = positivo Algumas micobactérias reduzem nitrito (NO2-) a amoníaco (NH3) (falsos negativos); – Adicionar-se zinco em pó (nos tubos que não mostraram mudança de cor após os reagentes) a) se o tubo tiver nitrato = mudança de cor para vermelho, indicando que é um verdadeiro negativo; b) se a cor não mudar = nitrato já foi reduzido a nitrito e, além disso, o nitrito foi reduzido a amoníaco (indicando resultado positivo real para a redução do nitrato) Teste de urease Hidrólise da uréia Útil na identificação Procedimentos Leitura após 2 e 18 horas de incubação Algumas espécies são capazes de hidrolisar a uréia, detectada pela mudança de pH da solução. - M. bovis - M. bovis-BCG - Inocular um tubo contendo 0,5 ml da Solução Uréia-indol com uma alça de crescimento bacteriano da cultura teste e das culturas dos controles de referência. - Incubar a 36 ± 1ºC. - Teste Positivo: Mudança de cor de amarela para rosa. - Teste Negativo: Sem alteração de cor (amarelo). RESUMÃO DA DIFERENCIAÇÃO DAS ESPÉCIES DO COMPLEXO Meio LJ com piruvato de sódio M. bovis, M microti, M caprae e M. pinnipedii Meio LJ com glicerol Mycobacterium tuberculosis e M. africanum Meio TCH (inibição) M. bovis, M. africanum, M. microti, M.tuberculosis Meio SM (inibição) Outras espécies do CMTB, menos M.canetti Meio CS (inibição) Outras espécies do CMTB, menos M. bovis-BCG Preferência de oxigênio M. tuberculosis = aeróbios M. bovis = microaerófilos PZAse M. tuberculosis = positivo M. bovis - BCG = negativo Nitrato M. tuberculosis = positivo (18h) M. bovis e bovis-BCG = negativo Urease M. bovis e bovis-BCG = positivo IDENTIFICAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO DAS MICOBACTÉRIAS NÃO TUBERCULOSAS Classificação de Runyon (1958) → temperatura ótima de crescimento 36-37ºC Fotocromógenas Escotocromógenas Acromógenas Crescimento rápido - Crescimento lento - Pigmento amarelo somente quando expostas a luz - Crescimento lento - Desenvolvem pigmento tanto na luz como no escuro - Crescimento lento - Não produzem pigmento - Crescimento rápido - Colônias podem ser pigmentadas ou não M. kansasii, M. marinum M. gordonae, M. szulgai M. avium, M. terrae M. fortuitum, M. chelonae TEMPO DE CRESCIMENTO Definição com base em três testes MEIO LJ ÁGAR COMUM E SAUTON - Tempo de crescimento em JL - Crescimento em ágar comum - Crescimento em Sauton com ácido pícrico 0,2% Crescimento rápido: após 7 dias Crescimento rápido: em ambos os meios Crescimento lento: ausência Crescimento lento: ausência em ambos TESTE DE ARILSULFATASE Reação da enzima Identificação Procedimento Leitura - A arilsulfatase hidrolisa compostos dissulfato potássico de fenolftaleína. - A fenolftaleína liberada é detectada pela cor rosa após adição de carbonato de sódio. Espécies acromógenas de crescimento rápido e M. xenopi. - Inocular 5 gotas da suspensão nos tubos para teste de arilsulfatase (3 e 14 dias). - Incubar a 36 ± 1ºC. — Após 3 dias, adicionar 4 gotas de Solução de Carbonato de Sódio 2N ao tubo de 3 dias. — Após 14 dias, adicionar 4 gotas de Solução de Carbonato de Sódio 2N ao tubo de 14 dias. POSITIVO= rosa a vermelho NEGATIVO= incolor HIDRÓLISE DO TWEEN 80 Detecção Princípio do teste Identificação Leitura - Detecta a enzima esterase (capaz de hidrolisar o Tween 80 em glicerol e ácidos graxos) - O meio contém tween 80 e o indicador de pH neutral red. - Se a micobactéria produzir esterase, essa enzima vai hidrolisar o Tween 80, liberando ácidos graxos. - A produção de ácidos graxos altera o pH do meio, o que é detectado pelo indicador de pH. Nesse caso, o Neutral Red muda de cor conforme o meio fica mais ácido. Positivo: Alteração da cor de âmbar para rosa/vermelho. Negativo: Meio permanece âmbar Identificar micobactérias de crescimento lento. β-GALACTOSIDASE OU TESTE ONPG Princípio do teste Leitura - O substrato ONPG entra facilmente na célula bacteriana, mesmo na ausência da permease de lactose. - Se a enzima β-galactosidase estiver presente, ela hidrolisa o ONPG em dois compostos: a) Galactose b) Orto-nitrofenol (de cor amarela) A liberação de orto-nitrofenol indica um teste positivo → Isso significa que a bactéria possui a enzima β-galactosidase, capaz de hidrolisar galactosídeos simples como o ONPG. Positivo: Alteração da cor de incolor para amarelo. Negativo: Sem alteração da cor. REDUÇÃO DO TELURITO DE POTÁSSIO Reação de redução Procedimento Leitura - Micobactérias podem reduzir o telurito de potássio a telurito metálico, formando um precipitado preto. - Inocular uma gota da suspensão em meio Middlebrook 7H9. - Incubar a 36 ± 1ºC por 7 dias. - Adicionar 2 gotas de Solução de Telurito e reincubar por mais 3 dias. Positivo: Formação de precipitado preto metálico. Negativo: Ausência de precipitado ou presença de precipitado marrom. CAPTAÇÃO DO FERRO Reação de redução Procedimento Leitura - Captação do citrato férrico e reduzi-lo a óxido de ferro. - Inocular uma gota da suspensão no tubo com LJ contendo citrato férrico amoniacal. - Incubar a 36 ± 1ºC por 14 dias. Positivo: Colônias adquirem cor marrom metálica escura. Negativo: Sem alteração de cor. UTILIZAÇÃO DOS SUBSTRATOS INOSITOL, MANITOL E CITRATO DE SÓDIO Princípio Procedimento Leitura - Capacidade de micobactérias acromógenas de crescimento rápido de usar substratos específicos como fonte de carbono. - Diluir a suspensão bacteriana em água estéril até não haver turbidez visível. - Inocular 0,1 ml em tubos com Citrato de Sódio, Inositol, Manitol e um tubo controle. - Incubar a 36 ± 1ºC por 14 dias. Positivo: Crescimento no tubo controle e nos meios contendo substratos. Negativo: Crescimento no controle, mas ausência nos meios testes. Mecanismos gerais de resistência Resistência das M. tuberculosis ocorre exclusivamente por mutações. - Mutações no Gene-Alvo: Reduzem a afinidade da droga pela enzima alvo. - Inibição de Enzimas Ativadoras: Mutações inibem enzimas que ativam drogas. - Aumento da Expressão de Proteínas-Alvo: Aumento na expressão de proteínas que a droga visa inibir. - Redução do Acúmulo Intracelular da Droga: Dificuldade na entrada da droga ou aumento de sua remoção à célula. - Modificação Química da Droga: Inativação da droga por modificação química. Micobactérias não tuberculosas (MNT) apresentam resistência natural a diversas drogas, possivelmente devido à estrutura da parede celular. Tratamento e impacto na resistência Esquema E-I Esquema E-III Tratamento da TBMR Para casos novos, utilizando: - INH (Isoniazida) - RMP (Rifampicina) - PZA(Pirazinamida) Para casos de falha ao E-I, acrescenta-se - BEM (Etionamida) - SM (Estreptomicina) - ETH (Etambutol) Esquemas especiais com drogas de segunda linha sob supervisão da Vigilância Epidemiológica. MICOBACTÉRIAS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA Classificação das espécies Características gerais Complexo M. tuberculosis Micobactérias Não causadoras de Tuberculose (MNT) - Bacilos aeróbios - Não esporulados - Imóveis - Crescem a uma temperatura de 35°C a 37°C ; - De crescimento lento (12 a 24h ) M. tuberculosis M. bovis M. africanum M. canetti M. microti M. pinnipedi M. caprae M. avium M. kansasii M. intracellulare M. abscessos Características estruturais das micobactérias Parede celular Membrana citoplasmática Cromossomos Ribossomos Grânulos de Polifosfato Vacúolos lipídicos Mesossomo s - Rico em lipídios + ácidos micólicos - Contribui para a resistência à descoloração por soluçõesálcool- ácidas (BAAR - Bacilos Álcool-Ácido Resistentes) → ligação dos lipídios com a Fucsina; - Envolve o citoplasma e controla o transporte de substâncias, nutrientes e água. - Participa do processo respiratório e produção de energia. - Sintetiza pigmentos carotenóides e niacina, usados na identificação fenotípica das espécies. - Codifica todas as características e informações necessárias para a sobrevivência e multiplicação da micobactéria. - Envolvidos na biossíntese celular. - Produzem enzimas como a que reduz nitrato a nitrito, usada na identificação de Mycobacterium tuberculosis. - Armazenam polifosfatos para atividades energéticas e multiplicação bacilar. - Aparecem como pequenos grãos escuros nas extremidades do bacilo. - Armazenam lipídios para necessidades metabólicas das células. - Associados à membrana celular. - Essenciais para a divisão celular e atividades enzimáticas. Micobactérias Não Tuberculosas (MNT) e sua relevância clínica Fontes ambientais Doenças Infecções em humanos Infecções pulmonares Doença disseminada - Água, solo, poeira e materiais vegetais. - Microbiota epidérmica e dos TR e TGI. - Micobacterioses - Podem afetar qualquer tecido ou sistema. - Comum em pacientes imunocomprometidos. - Causadas por MNT de crescimento lento e rápido - Portadores de HIV - Associada a MNT de crescimento lento Infecções Relacionadas a Procedimentos Invasivos Espécies envolvidas Procedimentos M. fortuitum M. abscessus M. chelonae - Cirurgias estéticas, oftalmológicas e cardíacas - Acupuntura - Práticas de pedicure - Uso de medicamentos injetáveis Complexo Mycobacterium Tuberculosis Espécies Transmissão Evolução Diagnóstico precoce Diagnóstico da tuberculose - M. tuberculosis: principal agente da tuberculose humana; - M. bovis: doença em bovinos, humanos e outros mamíferos; - M. africanum: encontrado na África; - M. microti: patogênica para roedores De pessoa a pessoa por aerossóis durante a expectoração Crônica - Acomete mais pulmões - Pode atingir outros órgãos ou ocorrer de forma disseminada Fundamental para interrupção da cadeia de transmissão - Baciloscopia (Exame Direto): Pesquisa de Bacilo Álcool Ácido Resistente (BAAR) a) Rápida e de fácil execução b) Identificação pronta de pacientes bacilíferos c) Normas do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT): - Realização em 24 hrs = ambulatórios - Realização em 4 horas = urgências e emergências hospitalares Condições essenciais para amostras clínicas 1- Indicação correta para pesquisa de micobactérias 2- Seleção da amostra mais representativa 3- Cuidados na coleta, transporte, acondicionamento e recepção AMOSTRAS COMUNS - Baciloscopia e cultura são métodos frequentes utilizados Tuberculose pulmonar Tuberculose extrapulmonar - Escarro (espontâneo ou induzido) - Lavado brônquico - Lavado broncoalveolar - Fragmento de tecido pulmonar (biópsia pulmonar) - Aspirado transtraqueal - Lavado gástrico - Urina; - Líquidos: pleural, sinovial, peritoneal, pericárdico, ascítico e LCR. - Secreções ganglionares e de nódulos. - Fragmentos de tecidos: biópsias cutâneas, de ossos e de órgãos. - Secreções purulentas de pele, nariz, ouvido, olhos, garganta. - Sangue e aspirado de medula - Aspirados de gânglios e de tumores Sítios estéreis Sangue, aspirado de medula óssea, biópsias de gânglios linfáticos, baço, fígado ESCARRO ESPONTÂNEO (amostra de origem pulmonar) Pontos relevantes Boa amostra Coleta e manuseio do escarro Orientações para uma boa coleta - Amostra mais utilizada para o isolamento de micobactérias; - Principal para diagnóstico da tuberculose pulmonar; - Alta riqueza bacilar e fácil obtenção. 1- Proveniente da árvore brônquica após esforço de tosse. 2- Não deve conter apenas saliva ou secreções nasais. 3- Volume ideal: 5 a 10 ml 4- Contém necrose, secreções broncopulmonares e orofaríngeas. - Manter refrigerado (2ºC – 8ºC) por 5 a 7 dias sem perda de viabilidade - Transporte fora da luz solar → Coletar duas amostras → Janelas abertas para direcionar o ar para fora. Porta fechada durante a coleta. → Material Mucopurulento determina uma boa qualidade da amostra. 1ª= Logo quando o paciente sintomático respiratório procurar atendimento. Não é necessário jejum + boca limpa e sem resíduos de alimentos. 2ª= Coletar na manhã seguinte; a amostra é mais rica em bacilos porque é composta da secreção acumulada na árvore brônquica por toda a noite + paciente deve está em jejum e realizar bochecho. ESCARRO INDUZIDO (amostra de origem pulmonar) Pontos relevantes Método Coleta e manuseio - Recomendado quando o paciente tem pouca secreção ou dificuldade em coletar escarro espontaneamente. - É realizado com apoio do profissional treinado na Unidade de Saúde equipada com sala especial. - Nebulização com solução salina hipertônica (5 ml de NaCl 3%). - 5 a 20 minutos, preferencialmente com nebulizador ultra-sônico. - Fluidificação da secreção e indução da tosse. - Indicar no pote de coleta que a amostra foi obtida por indução. - É um material menos viscoso e semelhante à saliva. - É útil para pacientes em tratamento e pacientes com Aids. - Conservado sob refrigeração e proteção contra luz solar Continuação das amostras de origem pulmonar Lavado Brônquico ou Broncoalveolar (LBA) Aspirado transtraqueal Lavado gástrico É realizado por equipe especializada, durante a exploração broncoscópica (utilizando broncofibroscópio). - Volume ideal: mais de 5 ml - Coletado em frasco estéril - Transporte: temperatura ambiente - Tempo máximo de transporte: 4 horas - Coleta-se o maior volume possível em recipiente estéril, por equipe médica especializada. - Transportar à temperatura ambiente. - Requer hospitalização do paciente. - Coleta realizada logo após o paciente acordar, antes de se levantar e comer. - Indicado para crianças que deglutem o escarro. - Injeção de 10 a 15 ml de soro fisiológico com sonda nasogástrica fina. - Lavagem gástrica após 30 minutos. - Coletar pelo menos duas amostras em dias consecutivos. - Utilizar frasco estéril contendo solução tampão de carbonato de sódio a 10% para neutralizar o suco gástrico. Amostras de origem extrapulmonar Urina - Coletada na primeira micção do dia, em frascos estéreis - Volume mínimo: 40 ml - Transportados em até 15 min Líquido corporal asséptico - Coletado em grandes volumes, em frascos estéreis - Transportados em até 15 min LCR - Diagnóstico de meningite tuberculosa - Coletado por punção lombar - Volume mínimo de 5 ml Sangue - Coletado sem anticoagulante (meio de cultura estiver disponível), ou com anticoagulante (exceto EDTA); - Transportado imediatamente ao laboratório, temperatura ambiente. Medula óssea - Em casos disseminados - Frascos estéreis com anticoagulante (exceto EDTA) - Fragmentos guardados em soro fisiológico ou água destilada estéril, sem conservantes. Pus e secreções purulentas - Coletado em: a)Punção = cavidades fechadas b)Swab = cavidades abertas - Transporte deve ser realizado em até 2 horas Biópsias - Frascos estéreis com água destilada ou solução salina, sem conservantes - Transportados em até 15 minutos - Em caso de suspeita de tuberculose pleural → biópsia de pleura Controle de qualidade das amostras Condições específicas Problemas comuns Aspectos físicos do escarro Aspectos visuais do escarro Cada tipo de amostra requer condições especiais de coleta, frascos, conservação e transporte. - Amostras não identificadas - Transporte prolongado - Frascos inadequados, quebrados ou com vazamento - Amostras incompatíveis com a hipótese clínica - Partículas sólidas ou purulentas produzidas pelos pulmões - Expele-se com a tosse - Saliva - Mucopurulento - Sanguinolento (contém menos bacilos, pois o sangue tem pouco contato com a lesão) - Liquefeito Saliva e Muco Nasal → não são ideais para exame, mas não devem ser desprezados, pois podem conter bacilos. BACILOSCOPIA Características principais Sensibilidade Número mínimo de BAAR - Pesquisa de Bacilo Álcool-Ácido Resistente (BAAR) em esfregaço de mostra clínica, corado por metodologiapadronizada; - Baixo custo e eficaz na detecção de casos bacilíferos de tuberculose pulmonar - Realizada em pacientes com tosse e expectoração por mais de três semanas - Geralmente baixa (25% a 65%) em comparação com a cultura → aumenta se realizar mais de uma por paciente (80%) - Considerando o tipo de lesão, número de amostras e técnica do microscopista, a sensibilidade pode alcançar 90% para identificar casos de TB infecciosos Nº bacilos observados em campos [ ] de bacilos por ml ρ de um resultado + 0 em 100 ou +