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SÍNTESE Feita por Mateus da Silva Fernandes PRADO JÚNIOR, Caio. O Que é Filosofia?. 1. Ed. São Paulo: Brasiliense, 2007. (Coleção primeiros passos). Na obra o autor de início não dá um conceito à Filosofia, pois, mediante cada interpretação expressada pode apresentar ideias contraditórias. Mais enriquecedor que buscar o significado para Filosofia é debruçar-se sobre suas obras. Apesar da Filosofia ser uma explicação imensa envolta de determinados assuntos e questões, há quem venha afirmar que não cabe a Filosofia “resolver” e sim apenas problematizar a própria questão. A final o que é, e de que se trata a Filosofia? A Filosofia precisar ser questionadora para que possa chegar ao gene da questão para se evidenciar o problema. Segundo o pensamento do autor a Filosofia de certa forma tem sua ocupação nos mesmos objetos que a Ciência em geral. Se relacionar a Filosofia com a Ciência não se pode afirmar que a Filosofia é o prolongamento do conhecimento científico, pois, ambas tratam dos mesmos objetos, porém, é pela interpretação do objeto que elas se distinguem, ou seja, a forma pela qual a Ciência vê o objeto é diferente do modo que a Filosofia interpreta tal objeto em busca de verdades puramente racionais. O conhecimento científico de hoje poderá tornar-se popular em um próximo ou longínquo futuro, em quanto a Filosofia por ser baseada na razão pura permanece como verdade infalível. Partes da Filosofia são capituladas por meio da epistemologia, pois, visam a teoria do conhecimento como o seu estudo que se dedicam, porém, tal parte epistemológica da Filosofia ocupa-se justamente em questões secundárias com relação a Filosofia e seu estudo. Em uma visão contínua, o autor afirma que, enquanto a Filosofia tratar dos objetos que não são próprios, a Filosofia nunca dará nada além de hipóteses. A Filosofia sendo mãe das ciências que assunto não coube a ela? Para que se possa reduzir a Filosofia apenas em especulações de objetos que não são seus. A Filosofia sendo mãe das ciências todos os seus assuntos foram dela, logo não podemos querer “escantear” a Filosofia pela sua forma de obtenção de verdade. Tentando colocar a Filosofia em seu “lugar” o autor afirma e deixa claro que não cabe a Filosofia o universo que está em volta do homem, e apenas as feições. Partindo dos filósofos da physis (Φυσίς) com sua primeira indagação sobre o princípio (Αρκή) do cosmo (Κοσμός) eles já analisavam o universo em busca de seu princípio e com base no seu conhecimento foi nos dado respostas. E a Ciência, baseado no seu conhecimento qual resposta nos dá sobre o princípio do universo, que possa ser comprovada por ela mesma? O universo pode apresentar elementos que o constituem estruturalmente. Os substantivos é o que se torna nas coisas em que o universo é dividido. Os adjetivos são as qualidades que as entidades comportam, e os verbos pode ser entendidos como a ação que caracteriza o universo. Para Caio Prado o verdadeiro estudo da Filosofia é o conhecimento em si, e não nos objetos do conhecimento. O objetivo do estudo da Filosofia são as esferas subjetivas enquanto as esferas objetivas serão ocupadas pela ciência. Novamente referindo-se aos Naturalistas acerca de seus pensamentos sobre o princípio do cosmo ele reduz os pensamentos a ilusão enganadora do sentidos. Qual sentido humano que levou Parmênides à ilusão ao afirmar o SER como princípio? a não ser a razão que, não é um sentido e sim uma faculdade da alma como dizia Aristóteles. O modo que alguns Naturalistas elaboraram seus pensamentos a partir dos sentidos é o que Aristóteles já chamava de abstração, ou seja, a obtenção de conhecimento por meio dos sentidos. Em meio a grande discursão, Caio chega a sua concussão que a Filosofia trata do conhecimento do conhecimento e não do objeto em si. No momento em que o filósofo sair de sua área de conhecimento ele não dará como nunca deu respostas que transcendam especulações. De forma bem sintetizada a estrutura por ele dita do conhecimento platônico que, os dados da experiência são reflexos imperfeitos das ideias, enquanto na concepção científica ocorre que, tais ideias são as constituintes da realidade. Platão afirma a distinção entre Ciência e Filosofia, já Aristóteles elimina tal distinção. Enquanto Platão separa as ideias da realidade sensível que é pura reminiscência, Aristóteles conjectura as ideias com as próprias coisas da realidade sensível, havendo então por parte de Aristóteles o desconsideração do misticismo de Platão. O pensamento Aristotélico constitui as maneiras de conceber as coisas, como sendo as maneiras de ser das próprias coisas, assim, os conceitos mentais de representar a realidade é por Aristóteles e assimilada como a própria realidade. O autor externando o seu pensamento acerca das obras aristotélicas, no que diz respeito a observação empírica, afirma que, o primordial resultado de Aristóteles não é apropriado para uma contribuição científica tendo em vista o avanço científico de nossos dias, e sim uma aplicação lógica na observação empírica. Ainda no pensamento do autor, é interessante quando ele diz que a contribuição de Aristóteles de fato foi ao conhecimento em si. Tendo em vista o pensamento de Aristóteles que pregava, a forma de chegar ao conhecimento por meio da dedução, ou seja, está dedução está inteiramente ligado ao processo de abstração, que é a obtenção de conhecimento por meio dos sentidos. Aristóteles em sua metafísica parte da lógica e dos métodos para às realidades da percepção, ou seja, Aristóteles partindo da sua lógica e complementada pelos métodos chega às realidades da percepção. Sabendo da tendência marxista do autor, surge críticas ao subjetivismo filosófico, pois, segundo ele as teorias devem ser atribuídas à objetividade para que possa praticada em meio a sociedade. O autor de forma ignorante quando referindo-se da literatura filosófica, agride a Filosofia quando diz que, as esferas objetivas e subjetivas da mesma têm uma extensão traiçoeira, ou melhor, a divergência da realidade (objetividade) com a forma de pensamento dessa realidade (subjetividade) há extensões traiçoeiras. A ciência, segundo ele, terá seu pleno avanço quando se desligar da Filosofia e principalmente da metafísica, pois, a metafísica não passa de especulações sem fim. Ao afirmar isso cada vez mais o autor se mostra em uma posição marxista, onde tal corrente prega que, um governo do povo não poderia conviver com as religiões (que estão inteiramente ligadas ao Ser metafísico), pois, juntamente com as religiões farão presentes a hierarquia, controle social, e etc. Na Filosofia há duas correntes muito presente na modernidade, em uma visão elas se ligam, já em outra elas se distinguem em si. Tais correntes são: Materialismo e o Idealismo. Os estudiosos da substância material como componente do universo, principalmente Locke o pioneiro materialista moderno afirma que, as ideias nada mais são que sensações marcadas na mente ou como ele mesmo diria “impressões na cera”. Podemos perceber também que o materialismo ao valorizar a experiência sensível como elaborador primeiro cognitivo, fecha as portas à função puramente natural do conhecimento, assim, tais portas estarão fechadas para a Filosofia. Na obra de Karl Marx, se faz presente a consideração do conhecimento do homem como nossas “ciências humanas”, a caracterização do conhecimento do conhecimento que vem a ser objeto central da Filosofia. Marx queria atribuir um papel concreto à Filosofia, de fazer com que ela se tornasse prática na sociedade como ciências humanas que é seu tema por excelência. Ao defender isso, percebemos fortemente a tendência do autor a esta corrente. Para o autor quando homem se encontra privado de sua capacidade de escolha, deixa de ser verdadeiro “homem”. É pela liberdade que, segundo ele, normatiza-se a conduta humana das civilidades à ética ou até ao direito. O autor coloca uma forma de sair da subjetividade (subjetividade essa colocada pelo autor como muitas vezes sendo a Filosofia) que é a integração naciência moderna, que considera o homem objeto da ciência. Com tal pensamento e entre outros encontrados na obra o autor demonstra sua preferência pela objetividade científica ao pensamento puramente racional. Exaltando a figura de Karl Marx, Caio Prado, julga ele como o exemplo de filósofo, pois, soube teorizar o seu pensamento de forma plena, tentando implantar o socialismo em um mundo capitalista. É do conhecimento de todos que, esse socialismo de Marx que julgava o remédio para curar o mundo cada vez mais capitalista, não conseguiu ser implantado em sua plenitude em nenhuma sociedade, e aqueles que se aventuraram a aderir ao socialismo tiveram drásticos resultados. Portanto, analisando o que seria e de que se trata o pensamento filosófico o autor Caio Prado Júnior faz relação com tal pensamento, o científico, no qual faz forte comparação entre a subjetividade filosófica com o objetivismo científico, a especulação com a concretude científica, apontando formas para a Filosofia transcender a subjetividade e especulação, as quais segundo o autor, não dá respostas para que a população possa pô-la em prática. Com o pensamento marxista, o mesmo, cita Marx como filósofo exemplar, pois, soube conjecturar o pensamento filosófico com a práxis, para colocar em ação seus pensamentos como teorias. E por fim é desdobrado pelo autor que por Filosofia podemos entender como dialética humana, o conhecimento do conhecimento, que fosse do pensamento à prática, e dessa prática ao conhecimento.