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36 Corridas atlética, dos saltos, dos arremessos e lançamentos. Na verdade, esses exercícios, cuja nomenclatura é, em geral, oriunda da língua inglesa ou são utilizados em diferentes momentos do trabalho ou de uma sessão de Podem, por exemplo, ser utilizados no aquecimento, como uma forma de atleta se preparar para O treinamento em si, ou podem ser utilizados como exercícios específicos dentro da parte técnica do treinamento propriamente dito, Dentre os educativos de corrida ou exercícios coordenativos, destacamos os seguintes: DRIBBLING: Deslocamento bem curto com base em um molejo apoiando-se os pés alternadamente ora na ponta, ora na planta, com ligeira flexão dos joelhos. Os membros superiores seguirão movimento da corrida, priorizando-se a na execução. SKIPPING: Deslocamento com base na elevação alternada dos joelhos até a altura do quadril, mantendo tronco ereto e os membros superiores no sentido ântero-posterior, de acordo com movimento da corrida, priorizando-se a e a coordenação dos Fig. 5.1 ANFERSEN: Deslocamento com base na flexão alternada dos membros inferiores de modo que os calcanhares toquem os mantendo tronco ligeiramente inclinado para a frente e os membros superiores de acordo com a técnica da corrida, priorizando- se a e a coordenação dosCorridas 37 Fig. 5.2 VARIAÇÃO 1: Dribbling + skipping: A cada três movimentos de dribbling, elevar um dos joelhos de acordo com movimento do skipping. VARIAÇÃO 2: Dribbling + anfersen: A cada três movimentos de dribbling, flexionar os joelhos alternadamente de acordo com movimento do anfersen. GRANDE RODA: Deslocamento com base no movimento do dribbling; a cada três ou cinco passos, realizar a elevação alternada do joelho com extensão da perna para a frente, descrevendo uma espécie de círculo antes de retomar a posição inicial. Esse exercício é bastante utilizado por barreiristas. Fig. 5.3 HOPSERLAUF: Deslocamento com saltos "repicados" (saltitamento duplo na perna de impulsão) alternando-se membros inferiores e superiores. Pode ser realizado em progressão vertical, enfatizando-se a impulsão, ou em progressão horizontal, com38 Corridas ênfase na amplitude da passada. O tronco deverá estar ereto, enquanto movimento dos membros superiores ocorrerá de forma alternada em relação ao dos membros Esse exercício, de um modo geral, é bastante utilizado por Fig. 5.4 CORRIDA SALTADA: Deslocamento combinando movimento da corrida com movimento do Membros superiores e inferiores deverão ser movimentados alternadamente, e apenas O membro inferior dianteiro (em semiflexão) tocará solo. A do exercício recai sobre a amplitude da passada. Fig. 5.5 EDUCATIVOS + CORRIDA: Os educativos podem ser realizados separadamen- te durante um trecho curto variando-se a velocidade de execução e amplitude de movimentos de forma a transformá-lo em uma corrida de velocidade a partir dos 15-20 m.Corridas 43 5.2 Corridas rasas de velocidade Dentre as corridas, as provas de velocidade são as que mais entusiasmam as crianças, sobretudo pela dinâmica dos jogos de pega-pega, muito comuns na fase de aprendizagem. Por meio deles, as crianças desenvolverão O ritmo necessário, sem, contudo, se extenuarem, como pode ocorrer se logo lhes for solicitada a realização de uma prova completa de 400 m. Antes, porém, de entrarmos nas especificidades técnicas do movimento, vale mencionarmos aspectos relevantes para conhecimento das corridas de velocidade. 5.2.1 Um pouco da história Praticada por homens e mulheres na atualidade, as corridas de velocidade foram aos poucos incorporadas à programação de competições importantes. Exemplo disso é a prova de 100 m rasos feminino que foi integrada às provas dos Jogos Olímpicos apenas em 1928, quando essa competição ocorreu em enquanto, no masculino, faz parte da programa- ção olímpica desde os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, realizado em 1896. Os registros históricos também evidenciam a extinção de provas tais como a do"estádio" stádion (cm grego) ou stadium (cm latim) uma corrida de 192,27 m própria dos Jogos Olímpicos da Antigüidade, cuja partida ocorria pela retirada de um cordão ou barra colocada à frente dos competidores, visando evitar que se conhece como saída falsa (Ramos, 1983). Os 200 m rasos talvez seja sua principal prova substituta, já que faz parte da programação olímpica masculina desde os Jogos Olímpicos de Paris, em 1900, e da feminina a partir de 1948, quando os Jogos Olímpicos ocorreram em Londres. A prova de 400 m rasos, por sua vez, equivalente ao que se desenvolvia na Grécia antiga como "diaulos" m), faz parte da programação masculina desde 1896, tendo sido incorporada à feminina apenas 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. No que diz respeito às regras e técnicas empregadas, muitas coisas foram sendo incorpo- radas ao longo da história do A saída baixa, por exemplo, que hoje deve ser obrigatoriamente utilizada por todo e qualquer velocista em competição, foi realizada em Jogos Olímpicos pela primeira vez em 1896, em Atenas, durante a prova de 100 m rasos masculino, tendo como vencedor O americano Thomas Burke com tempo de 12"00. Contudo, a utilização oficial do bloco de partida tardou a acontecer, tendo vista registro de que, ainda em 1936, Jessé Owens, um dos grandes nomes do atletismo mundial, ainda utilizava apoio dos pés em buracos cavados no solo (Barros & Dezem, 1978, 34). No Brasil, são vários os nomes de destaque no campo das provas de velocidade. Só para citarmos alguns exemplos mais recentes, destacaríamos os nomes de: Robson Caetano da Silva, Claudinei Quirino da Silva, Domingos da Silva, Vicente Lenilson de Lima e Edson Luciano Ribeiro,Corridas 87 5.5.2 Técnica básica de movimento 5.5.2.1 100 e 110 m com barreiras f d b a Fig. 5.56 (Modificada de: BARROS & DEZEM, 1978, p. 65) Em termos técnicos da transposição das barreiras propriamente dita, pode-se dizer que os movimentos nas diferentes provas são bastante similares, ainda que ritmo empregado entre as barreiras em função da altura e distância entre elas provoque algumas Contudo, tanto nas provas de 100 m com barreiras e de 110 m com barreiras como nas provas de 400 m com barreiras, praticante deverá transport as 10 barreiras existentes em cada uma delas, estando nem muito próximo, nem muito distante no momento da transposição. O importante é que tanto "perna de passagem", a qual transporá a barreira flexionada, como a "perna de ataque", a qual transporá a barreira estendida antes de realizar a queda e início da próxima passada, estarão posicionadas da maneira O mais confortável possível. Outro elemento de fundamental importância é O número de passadas entre as barreiras, fator que exige muita coordenação e Usualmente, em atletas de alto rendimento, são executadas três passadas ou, como consideram alguns, um ritmo de 4 tempos, nas provas de 100 e 110 m com barreiras. Assim, com ritmo "1, 2, 3, passa", O barreirista ataca as barreiras sempre com a mesma perna, a qual, ao tocar solo, registra número 1 do próximo ritmo de 4 tempos. Observe que é importante que número de passadas em qualquer uma dessas duas provas seja impar, favorecendo ataque sempre com a mesma perna. Assim, se praticante tiver dificuldades em cumprir a distância entre as barreiras com três passadas apenas, sugere-se que faça com cinco ou sete passadas. De qualquer forma, é importante que atleta coordene seu ritmo de corrida de modo que realize a saída baixa utilizando a perna mais forte à frente e que ataque a primeira barreira com sua "perna de ataque", a qual será a mesma para ataque às demais barreiras. Usualmente, a distância correspondente é percorrida em sete ou oito passadas, dependendo do88 Corridas É importante frisar que a barreira deve ser"atacada" e, depois, "transposta", de modo que o barreirista não a salte, como é comum ocorrer numa fase inicial da aprendizagem. O ataque deverá ocorrer mais próximo possível da barreira e com a máxima velocidade. A transposição nada mais é do que uma passada alongada que deve ser iniciada a certa distância da barreira. Nesse momento, a "perna de ataque" é projetada à frente a partir da projeção do joelho, o braço contrário poderá ser lançado à frente enquanto outro se mantém na posição de corrida, ou ambos poderão ser lançados frente simultaneamente; a "perna de passagem" estará em abdução, com o joelho flexionado, formando uma espécie de "L" entre ambas as pernas. Para efeitos didáticos, diríamos que os pontos a serem destacados numa prova de 100 ou 110 m com barreiras são os seguintes, tendo em vista as distâncias oficiais exemplificadas nas Figs. 5.57 e 5.58. 5.5.2.2 100 m com barreiras 13,00 m 8,50 8,50 8,50 8,50 8,50 8,50 8,50 10,50 m Fig. 5.57 Saída baixa até a transposição da primeira barreira - 13,00 m Entre as barreiras - 8,50 m Da última barreira até a chegada - 10,50 m 5.5.2.3 110 m com barreiras m 9.14 9,14 9.14 9.14 9.14 9,14 9.14 m Fig. 5.58 Saída baixa até a transposição da primeira - 13,72 m Entre as barreiras - 9,14 m Da última barreira até a chegada - 14,02 mSaltos 109 São várias as provas de saltos no campo do atletismo, mas certamente todas elas, quer enfatizem a projeção horizontal, quer a projeção vertical, empolgam muito seus praticantes. Não obrigatoriamente, devem ser ensinadas na aqui proposta. Contudo, é uma orientação interessante ensinar os saltos a partir do ensino das corridas. Assim, e para efeitos didáticos, sugere-se que, com base nos conhecimentos das corridas, introduza-se trabalho com os saltos, iniciando-se pelos saltos em projeção horizontal (distância e triplo) e, posteriormente, pelos saltos em projeção vertical (altura e vara), conforme veremos a seguir. 6.1 Salto em distância 6.1.1 Um pouco da história Tendo em vista que já era praticado dentro da prova do Pentatlo nos Jogos Olímpicos da Antigüidade, salto em distância é considerado, dentre as provas de saltos, uma das mais antigas. Há, entretanto, registros de que era realizado com auxílio de halteres de pedra, os quais, com formas e pesos diferenciados, eram segurados pelos atletas que consideravam que esse procedimento contribuiria para a extensão do salto. Nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, essa prova faz parte da programação masculina desde 1896, ano em que americano Ellery Clark venceu a prova saltando 6,35 m. Apesar dos registros de que tenha sido praticado desde 1860 em alguns países, os indícios de aprimoramento da técnica do salto em distância são do período entre 1922 e 1927, quando os americanos William de Hart Hubbard e Robert Legendre introduziram um movimento das pernas no ar que serviu como inspiração para que hoje se conhece como "passada no ar". No que diz respeito ao salto em distância feminino, registro é de que a primeira competição ocorreu nos Estados Unidos da América em 1895. Contudo, seu primeiro recorde mundial foi homologado em 1928, e a estréia cm Jogos Olímpicos ocorreu apenas em 1948, em Cabe ainda ressaltar que, embora alguns se refiram a essa prova como "salto em extensão", ideal, explicitado na regra oficial, é que a tratemos como "salto em distância". PROVAS OFICIAIS PARA EFEITO DE RECORDE MUNDIAL Salto em distância masculino e feminino CATEGORIA IDADE PROVA GÊNERO Pré-mirim até 13 anos salto em distância ambos Mirim até 15 anos salto em distância ambos Menores até 17 anos salto em distância ambos Juvenil até 19 anos salto em distância ambos Sub-23 de 18 a 22 anos salto em distância ambos Adulta acima de 20 anos salto em distância ambos164 Arremessos Lançamentos Observação: Aos poucos, as regras referentes a essa prova deverão ser introduzidas. Fig. 7.14 (Modificada de: ATLETISMO, 1984. p. 98-99) 7.1.5 Propostas para pesquisa complementar 1. Fazer um levantamento das regras oficiais do lançamento do dardo desde os primeiros tempos até os dias atuais. 2. Organizar uma competição de lançamento da pelota e/ ou do dardo para ser realizada em escolas ou clubes. 3. Leitura das regras oficiais completas do lançamento do dardo. 7.2 Lançamento do disco 7.2.1 Um pouco da história Como um dos primeiros implementos a ser utilizado pelos gregos em competições de atletismo, inclusive nos Jogos Olímpicos da Antiguidade como parte integrante do pentatlo, disco, inicialmente de pedra, logo foi substituído pelo disco de bronze, lançado ora em distância, ora em altura, sem impulso e com meia-volta, a partir de uma plataforma inclinada (Ramos, 1983). Como nas demais provas, lançamento do disco sofreu várias alterações no que diz respeito às regras. O setor de lançamento, por exemplo, que inicialmente era uma plataforma, passou a ter 2,13 m de diâmetro até passar aos 2,50m atuais. Quanto ao peso do implemento, são várias as considerações. Há registros de que disco masculino, realizado desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas, emArremessos e Lançamentos 165 1896, tenha fixado seu peso atual de 2,0 kg a partir dos Jogos Olímpicos de Londres, em 1908, enquanto O disco feminino, embora tenha sido lançado em competições importantes com peso de 1,25 kg e 1,5 kg, passou, em 1928, nos Jogos Olímpicos de a ser lançado com peso oficial atual de 1 kg, integrando, desde então, a programação olímpica. Quanto aos estilos técnicos, há referências que comprovam a realização do lançamen- to do disco com as duas mãos, aspecto que há tempos não é mais permitido por regra. Além disso, estilos hoje amplamente utilizados por lançadores não eram em outros tempos, como é caso dos movimentos PROVAS OFICIAIS PARA EFEITO DE RECORDE MUNDIAL Lançamento do disco - masculino e feminino CATEGORIA IDADE PROVA GÊNERO Mirim até 13 anos lançamento do disco (1 kg) ambos Menores lançamento do disco (1 kg) feminino até 17 anos lançamento do disco (1,5 kg) masculino Juvenil lançamento do disco (1 kg) feminino até 19 anos lançamento do disco (1,750 kg) masculino Sub-23 de 18 a 22 anos lançamento do disco (1 kg) feminino lançamento do disco (2 kg) masculino Adulta acima de 20 anos lançamento do disco (1 kg) feminino lançamento do disco (2 kg) masculino RECORDES MUNDIAIS E OLÍMPICOS Ano de Referência: 2006 Prova: Lançamento do disco Masculino Recorde Mundial 74,08 m Jürgen Schult - 06/06/1986 Feminino 76,80 m - Gabriele Reinsch 09/07/1988 Masculino Recorde Olímpico 69,89 m Virgilijus Alekna Atenas - 23/08/2004 Feminino 72,30 m Martina Hellmann Seul - 29/09/1988 ALTERAÇÕES DE RECORDES Recorde Gênero Distância - Atleta - Data do recorde MUNDIAIS OLÍMPICOSArremessos e Lançamentos 177 7.3.2 Técnica básica de movimento b d e f g Fig. 7.26 (Modificada de: BARROS & 1978, p. 214) 7.3.2.1 Preparação para o lançamento e empunhadura Em posição estacionária, na parte posterior do círculo e de costas para setor de queda do lançamento, lançador, com as pernas ligeiramente afastadas, realizará a empunhadura do martelo posicionando a mão esquerda sobre a manopla do martelo e, acima dela, a mão direita. Fig. 7.27 (Modificada de: ATLETISMO, 1984, p. 104) Para a realização dos balanceios que darão início aos molinetes, o lançador poderá utilizar duas formas, a saber: - posicionar martelo à direita e atrás, flexionando ambas as pernas, a partir do que executará um quarto de giro direcionando corpo para o lado direito, enquanto quadril vai para o lado esquerdo, dando início aos molinetes. posicionar martelo à frente do corpo, mantendo as pernas afastadas e semiflexionadas. Realizar balanceios com martelo, a partir do que inicia os molinetes. 7.3.2.2 Preparação para lançamento: molinete e giro Essa fase decorre dos balanceios iniciados anteriormente e que servem como preparação para a realização de dois ou três molinetes, seguidos de dois, três ou até quatro giros que antecedem O lançamento.178 Arremessos e Lançamentos Tendo como referência um lançamento com três giros, observamos que há, na realização dos molinetes, uma transferência de peso de uma perna para a outra, ao mesmo tempo que há uma espécie de compensação do quadril, qual, em se posiciona sempre do lado contrário da cabeça do Além disso, quando 0 martelo está, por exemplo, do lado esquerdo, há um abaixamento do ombro esquerdo que contribui para a extensão dos braços, levando martelo ao "ponto alto" localizado atrás e do lado do pé esquerdo. Logo em seguida, os braços serão flexionados, levando martelo em direção ao "ponto baixo" localizado à frente do pé direito. Ao final do último molinete, um pouco antes de O martelo atingir "ponto baixo", lançador dará início aos giros. Nesse momento, peso do lançador recai sobre a perna esquerda, servindo de apoio para primeiro giro, iniciado pela elevação da ponta do pé esquerdo, que gira para trás apoiando-se, inicialmente, no calcanhar e, depois, na parte externa. A partir da extensão dos braços, martelo direciona-se para "ponto alto", enquanto pé direito se eleva, deixando solo, ao mesmo tempo que joelho direito se aproxima do joelho esquerdo e tronco inclina-se para o lado esquerdo. O pé direito rapidamente retoma seu contato com solo, enquanto 0 martelo direciona-se para "ponto baixo", mantendo o princípio de manutenção do quadril sempre do lado contrário da cabeça do martelo. Na execução do segundo e terceiro giros, os movimentos são praticamente os mesmos, ainda que haja uma pequena diminuição entre a distância dos pés durante apoio. Assim, O terceiro giro deverá ser feito com O apoio em ambos os pés em função da realização do lançamento propriamen- te dito (Barros, 1984). 7.3.2.3 O lançamento em si Dando continuidade ao movimento, O lançador, após terceiro giro, inicia 0 lançamento. Nesse momento, observa-se que a cabeça do martelo está um pouco atrás do "ponto baixo" do molinete, e, por meio do movimento do martelo da direita para esquerda e de baixo para cima, da extensão total do tronco, das pernas e da elevação dos braços, lançador gira na ponta dos pés, apoiando-os no solo, posicionando-se de frente para O setor de lançamento, lançando O 7.3.2.4 Conclusão do lançamento Dada a velocidade de movimento, a "troca de pés" ou reversão pode se fazer necessária para a manutenção do lançador no círculo de lançamento. Nesse sentido, lançador, no caso do exemplo, substituirá pé esquerdo pelo direito, abaixando seu centro de gravidade ao realizar a semiflexão da perna de apoio, sobre a qual poderá girar repetidas vezes.Arremessos Lançamentos 179 CORREÇÃO DE ALGUNS ERROS COMUNS Erros Correções Flexão contínua dos braços durante a Executar os molinetes separadamente, utilizando mate- realização dos riais alternativos, como bastão e cordas, a fim de verifi- car momento de extensão dos Dificuldades na transferência de peso Exercícios com materiais alternativos, como bastão e cor- do corpo e imobilidade do das, a fim de observar movimento do quadril e dos mem- bros Trajetória circular do martelo preju- Realizar exercícios com materiais alternativos, como bas- tão e medicine ball, acentuando a observação do "ponto al- to" e do "ponto baixo". Ultrapassagem do arco de lançamento Realização de exercícios para a retomada do na finalização. após a execução do 7.3.3 Algumas regras básicas O martelo é composto por cabeça, cabo e empunhadura, obtendo um peso total mínimo de 7,260 kg no masculino e 4 kg no A cabeça deve ser de ferro maciço ou de outro metal que não seja mais macio que latão ou um invólucro de qualquer um desses metais, cheio de chumbo ou outro material sólido. De forma esférica, deverá ter um diâmetro mínimo de 110 mm, para homens, e 95 mm, para mulheres. O cabo deve ser inteiriço, com alças de conexão nas extremidades, de arame de aço para molas, com diâmetro mínimo de 3 mm, sem que possa esticar-se sensivelmente durante a realização do lançamento. A empunhadura reta e em forma de triângulo, com comprimento de 115 mm, deve ser sólida e rígida sem qualquer tipo de conexão articulada, mas conectada ao Fig. 7.28 (Modificada de: ATLETISMO, 1984, p. 102) O martelo deverá ser lançado, a partir de uma posição estacionária, de um círculo de 2,135 m de diâmetro, dividido externamente por uma linha pela qual lançador deverá deixá-lo pela metade posterior após sua queda no setor de lançamento. Na metade anterior do círculo, há um arco que coincide com sua borda interna, qual pode ser tocado lateralmente, mas não ultrapassado no ato do lançamento. Em uma competição, a ordem dos competidores deverá ser definida por sorteio, não devendo lançador exceder tempo de 1 min para a realização da tentativa. Por regra, a orientação é que, em competições oficiais com mais de oito lançadores, cada um terá direito a três lançamentos; classificam-se os oito melhores, os quais terão180 Arremessos Lançamentos direito a mais três lançamentos. Caso o número inicial de competidores seja menor que oito, cada lançador terá direito a seis tentativas, valendo, para fins de classificação final, melhor lançamento. Durante uma tentativa, o martelo poderá tocar o solo, inclusive fora do o que não invalidará a tentativa, a não ser que indivíduo a interrompa. A medição ocorrerá a partir do local de queda da cabeça do martelo mais próxima ao círculo de lançamento até a parte interna do aro do setor de lançamento onde será feita a leitura. Após a tentativa, e tão logo implemento tenha tocado o solo, o lançador deverá deixar o círculo por detrás da linha externa que define sua metade. De acordo com a Confederação Brasilcira de Atletismo, 2002, 152, o setor de lançamento segue as especificações descritas na Fig. 7.29. DESENHO DO DO MARTELO Eixo central 5 cm Linhas brancas 75 cm min 2,50 m 5 cm + Fig. 7.29 (Modificada de: p. 152)

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