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GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA FUNDAÇÃO DE APOIO À ESCOLA TÉCNICA NATAÇÃO FAETEC CIÁM República CEFE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR MÓDULO 3 / ENSINO MÉDIO Equipe de Educação Física do CEFE / CIAM Coordenação de Educação Física Escolar - ETER: Prof. Luiz Fernando Massarani Apoio pedagógico: Prof. Marcio Turini ANO 2024 1APOSTILA DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO UNIDADE I HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO MUNDO E NO BRASIL UNIDADE II A MODALIDADE: NATAÇÃO UNIDADE III QUESTÕES DO ENEM UNIDADE I HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO MUNDO E NO BRASIL movimento faz parte da vida humana desde tempos mais primitivos, sendo importante a noção de que ele sempre foi aplicado de acordo com as necessidades das sociedades nos diferentes momentos históricos, sempre sob influência das questões socioculturais. Sendo assim, uso do movimento humano foi sendo ressignificado com passar do tempo. Neste contexto surge a Educação Física como uma prática educativa na escola que por meio da educação do movimento faz parte do desenvolvimento global dos alunos. 1.1. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO MUNDO Podemos dizer que início da Educação Física remonta aos tempos do homem primitivo (pré-história). Existiam duas grandes preocupações, atacar e defender-se, faziam atividades físicas naturalmente, porque corriam, saltavam, arremessavam, todos visando à sobrevivência. No período da Antiguidade, algumas civilizações realizavam práticas corporais com diferentes finalidades, tais como kung fu (China), Yoga (Índia), Treinamento físico para guerra (Egito), a "gymnasia" que eram os exercícios para a educação dos jovens, os Jogos Olímpicos (Grécia). Durante a Idade Média, foco na atividade física diminuiu em grande parte devido à influência da Igreja Católica, que via culto ao 2corpo como pecaminoso. No entanto, na Europa durante o Renascimento, houve um ressurgimento do interesse pela Educação Física: Leonardo da Vinci contribuiu para uma compreensão mais profunda da anatomia e fisiologia do corpo humano e sua relação com o movimento; Vitorino da Feltre tinha como concepção pedagógica ensino do Exercício do Corpo em comunhão com o Exercício do Espírito (Mente Sã Corpo Jean- Jacques Rousseau por idealizar a inclusão do exercício natural na Educação Na Idade Moderna o período da Revolução Industrial provocou uma mudança significativa na vida urbana e no trabalho, levando a preocupações crescentes com a saúde e a aptidão física. Surgiram movimentos em prol da reforma da saúde pública e da promoção da atividade física como forma de combater os efeitos negativos da industrialização. Na Alemanha, o professor Johann Christoph Friedrich GutsMuths introduziu um sistema de exercícios nas grades escolares, promovendo a importância do exercício para a saúde e desenvolvimento físico. No século XVIII ocorreu Movimento Ginástico Europeu que fez surgir diferentes escolas e métodos de ensino: Escola Alemã (Ginástica Olímpica Escola Nórdica (Progressão Pedagógica); Escola Francesa (Método Natural e Ginástica Calistênica); Escola Inglesa (Jogos e Esportes, com uma conotação educativa). Os ingleses sistematizaram as regras esportivas e criaram alguns esportes como futebol e rugby. Já nos séculos XX e XXI, a Educação Física se tornou uma parte essencial dos sistemas educacionais em todo mundo. 31.2. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL Durante período colonial (1500 1882), as práticas corporais dos povos indígenas (dança, nado, caça e pesca), africanos (capoeira criada pelos escravos) e europeus (danças) foram preservadas e adaptadas, constituindo uma base rica para a Educação Física no Brasil. No entanto, foi apenas no século XIX (período Imperial 1882 - 1889) que a disciplina começou a ser formalmente introduzida no Brasil por meio da ginástica: Reforma Couto Ferraz (1854) e Pareceres de Rui Barbosa (1882). A partir de 1920 são criadas várias Escolas de Formação em Educação Física e Métodos Ginásticos são introduzidos no Brasil com cunho higienista e militarista. Em 1930 Getúlio Vargas criou o Ministério da Educação e Saúde e a Educação Física ganha destaque no Governo. DECRETO 69.450, DE 1971 A Educação Física é inserida na LDB 5692/61 e com um decreto de 1971 A EDUCAÇÃO FÍSICA PASSOU A SER CONSIDERADA COMO ATIVIDADE POR SEUS PROCESSOS E a Educação Física passa ser obrigatória nos Ensinos Fundamental e Médio. DESENVOLVE E APRIMORA FORÇAS FÍSICAS, CÍVICAS, PSÍQUICAS E SOCIAIS DO EDUCANDO ENFASE NA APTIDÃO No período da República Populista (1945 1964) esporte ganha importância no Currículo Escolar e observa- se fortalecimento da Nação por meio das Atividades Esportivas e das Competições. A partir da década de 1980 a Educação Física no Brasil sofre diversas influências de diferentes correntes no mundo e passa a ter uma abordagem mais voltada para desenvolvimento das habilidades motoras e para a formação cultural do indivíduo. Atualmente a disciplina Educação Física é uma disciplina obrigatória no currículo da educação básica no Brasil (LDB 9.394/96) e tem como objetivos experimentar e desenvolver habilidades e conhecimento de diferentes práticas esportivas e corporais bem como desenvolver temas transversais, tendo em vista que o aluno possa compreender e valorizar as práticas corporais como uma ferramenta de saúde física, psicológica e social para a sua vida. 4BIBLIOGRAFIA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Capítulo de História e Atualidade da Educação Física. Programa um Salto para futuro: Educação Física. Fundação Roquete Pinto, 1992. PORTAL DA EDUCAÇÃO. História da Educação Física no mundo. Disponível em Acesso em março de 2024. RAMOS, J.J. Os exercícios físicos na história e na arte: do homem primitivo aos nossos dias. São Paulo: IBRASA, 1982. TEIXEIRA, H.V. Trabalho Dirigido de Educação Física: 1° grau. São Paulo: Saraiva, 1976. TUBINO, M.G.O Esporte no Brasil: do período colonial aos nossos dias. São Paulo: IBRASA, 1996. 5UNIDADE II NATAÇÃO 2.1. HISTÓRIA E ORGANIZAÇÃO DA NATAÇÃO NO MUNDO A natação vem se firmando cada vez mais em nossa sociedade. É um dos esportes mais primitivos. Através deste homem se divertia, e em muitas vezes ajudava na caça ou até mesmo na sua sobrevivência. A ação de auto propulsão e auto sustentação na água, que homem pode ter aprendido pôr instinto e através de observação de outras espécies (como cão e sapo), é uma das atividades mais inatas do homem, nadar. ato de nadar é uma das qualidades físicas que pode ter ajudado homem na sua luta evolutiva. É um esporte praticado desde a Grécia antiga (a.c), e esta prática fazia parte da educação Romana. Na Grécia e Roma antigas, a natação fazia parte do treinamento dos soldados e da educação do povo como mencionado anteriormente. Uma lei da Grécia considerava um cidadão educado quando ele, além de saber ler, também sabia nadar. Durante muitos séculos, entretanto, a natação teve o seu desenvolvimento prejudicado pela idéia de que ajudava a disseminar epidemias. Na primeira metade do século XIX, que a natação começou a progredir como desporto. Criaram-se regras e a partir daí pôde-se organizar competições." A primeira competição de que se tem notícia no mundo foi realizada no Japão, em 1810, mas não há registros dos ganhadores." ( Manual de Esportes Prefeitura do Rio p.8) As primeiras provas foram realizadas em Londres, em 1837, quando Lord Byron nadou em público, e se um Lord podia nadar em público, todos então poderiam. A partir daí, várias competições foram organizadas seqüentemente. Em 1839, já existiam seis piscinas em Londres, onde sediou-se várias provas. Em 1844, alguns nadadores norte americanos atuaram em Londres, vencendo todas as provas. Em 1869, na Inglaterra, fundou-se a Associação de Natação Amadora. "Assim, as competições ganharam regras iguais em todo planeta. Foi possível, então, registrar, em 1871, primeiro recorde mundial. dono deste feito foi inglês Winston Cole, que nadou 100 jardas (cerca de 92 metros) livre em 1'15".( Manual de Esportes Prefeitura do Rio p.8) As provas na maioria das 6vezes nessa época, eram realizadas em rios, praias e lagos. Em 1875 capitão inglês Matthew Webb, realizou a travessia do Canal da Mancha de 33 km. em aproximadamente 22 horas, e que se tornou um marco da natação. A natação foi incluída nos Jogos Olímpicos da Era Moderna em 1896, em Atenas. Nessa Olimpíada, todas as provas foram disputadas em mar aberto, pois, não havia piscina para a competição. Disputaram essa competição, somente atletas homens, nas distâncias de 100, 500 e 1200m livre. estilo mais empregado até então era uma braçada de peito, executada de lado. Mais tarde passou-se a usar um estilo que foi chamado de Single overarm stroke ou braçada lateral inglesa, que passou-se a levar um dos braços à frente sobre a superfície para diminuir a resistência. "O surfe de barriga apresenta uma alternativa possível sobre a origem do crawl. surfista usa braçadas rápidas e alternadas com braço emerso, para alcançar a crista da onda que está se formando rapidamente. A ideia da batida de pernas e dos braços emersos alternados vieram das Ilhas dos Mares do Sul. Os pioneiros australianos foram rápidos em perceber essas alternativas e as combinaram em uma forma completamente nova de natação." (Cecil Colwin 2000, p.6) inglês John Trudgen, com sua técnica incomum, na época, também contribuiu para a evolução da braçada básica do crawl, apesar de apresentar grande dificuldade de coordenação, pois, ele utilizava a pernada de peito a cada duas braçadas, dificultando a continuidade dos movimentos de braços. "A evolução das braçadas do crawl parece ter começado no mar, onde as pessoas habitualmente nadavam e no qual existe maior flutuabilidade. Na Era Moderna, crawl começou a desenvolver-se pela influência de Alick Wickham, um nativo das Ilhas Salomão britânicas que migrou para a Austrália em 1898. A braçada incomum (com braço emerso) de Wickham foi percebida pela família Cavill de "professores de natação" australianos, que, posteriormente, desenvolveram método no dique da Baía Lavender, no Porto de Sidney." (Cecil Colwin 2000, p.5) A natação é um esporte muito importante para todas as idades, sendo um dos únicos que é praticado desde a idade de bebê até a 3 a idade. É uma atividade procurada pôr diferentes motivos; como diversão, terapia, profilaxia, até a competição. A natação competitiva contemporânea é praticada em quatro nados: crawl # costas, peito e 7borboleta/golfinho. crawl foi consagrado pelas vitórias dos japoneses nos Jogos Olímpicos de 1832 em Los Angeles. No nado costas, nadador desliza com as costas voltadas para fundo da piscina, movimentando braços e pernas como no crawl. Em Estocolmo 1912, norte americano Harry Habner venceu sem dificuldades 100 metros costas nos Jogos Olímpicos com "batida de pés crawlada" que é executada no nado até hoje. Um acontecimento importante nesses Jogos, foi a presença feminina em provas de 100 m livre, e 4 X 100m livre. Em 1952 foi separado nado peito-borboleta (do que chamamos de golfinho ou borboleta, hoje ) do peito, pela FINA, que determinou provas isoladas para cada estilo. Vídeo https://youtu.be/GncMc8gog58 Cabe ressaltar que ao final do vídeo, destaca-se que nadador Norte-Americano, Mark Spitz é recordista mundial na obtenção de maior número de medalhas de ouro em um único Jogos Olímpicos, 1972, 7 medalhas. Já não é mais, superado em 2008, por seu compatriota, Michel Phelps, com a obtenção de 8 medalhas de ouro, em Pequim, 2008, recorde que pertura até os dias de hoje. A natação competitiva contemporânea fixou esses quatro nados, criou regras para cada um, organizou-se campeonatos e torneios, sendo mais importante os Jogos Olímpicos de quatro em quatro anos, visando com isso testar a capacidade adaptativa do homem e a sua superação. No vídeo que segue, pode-se observar surgimento do nado borboleta, nos Jogos Olímpicos de Berlim, 1936, na prova tida ainda como, 200 metros Peito. nado borboleta só foi separado em uma prova própria a partir de 1952 (Jogos Olímpicos de Helsinki), quando surgiu a pernada de golfinho, tornando bem mais rápido do que nado peito. Vídeo A natação, no âmbito mundial é controlada pela FINA, fundada em 1908, que dirige também 8polo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado/artístico. (MASSAUD, 2008 Ed.) 2.2. A Natação Brasileira e sua Organização Os índios foram os primeiros habitantes do Brasil a praticar a natação, no século XVI. Não era pôr esporte, mas pôr sobrevivência! Nadar era uma forma de fugir dos ataques de animais ferozes. A natação esportiva no país só surgiu no final do século XIX, pôr influência do remo, esporte mais praticado no Rio de Janeiro e em São Paulo." (Manual de Esportes Prefeitura do Rio p.18) A natação foi introduzida no Brasil, oficialmente, no dia 31 de julho de 1897, quando clubes Botafogo, Gragoatá, Icaraí, e Flamengo fundaram, no Rio de Janeiro a União de Regatas Fluminense, mais tarde chamada de Conselho Superior de Regatas e Federação Brasileira das Sociedades de Remo. Em 1898, clube de Natação e Regatas promoveu primeiro campeonato brasileiro. percurso escolhido foi de aproximadamente 1500 metros entre a Fortaleza Villegaignon até a praia de Santa Luzia. Essa prova repetiu-se até 1912 Em 1913 as provas (chamadas de concursos aquáticos), são organizados pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo e realizadas na enseada de Botafogo, Rio de Janeiro. Abraão Saliture foi campeão dos 1500 metros nado livre, tendo sido disputadas também as provas de 100 metros para estreantes, 600 metros seniores e 200 metros para juniores. A partir de 1916 a natação passa a ser promovida pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Em 1915 a prova de 600 metros passou a constituir Campeonato Carioca. Campeonato Brasileiro foi patrocinado pela CBD a partir de 1916, e somente em 1928 ele se realizou com as provas olímpicas da época, sagrando-se campeões cariocas. As primeiras piscinas para competições no Brasil, são construídas em 1919, pelo Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro, e em 1923, pela Associação Atlética São Paulo, em São Paulo, uma das entidades fundadoras da Federação Paulista de Natação. Antes disso cariocas nadavam na enseada de Botafogo e paulistas no rio Tietê A natação brasileira trilha um longo caminho nas águas turbulentas da elite internacional Em 1920, na Antuérpia, a equipe verde e amarela fez sua estréia em uma Olimpíada e foram 9necessários mais de 32 anos para que primeiro nadador subisse ao pódio. A brasileira Maria Lenk, em 1939, foi recordista mundial nos 200 metros e 400 metros nado peito, na Olimpíada de Helsinki, em 1952, Tetsuo Okamoto ganhou a medalha de bronze nos 1500 metros livre. segundo brasileiro a conquistar uma medalha olímpica na piscina foi Manoel dos Santos, bronze nos 100 metros livre dos Jogos de Roma, em 1960 e em 1961, tornou-se primeiro representante da natação masculina a bater um recorde mundial. Ele obteve a marca de 53"60, nos 100m livre. Vinte anos depois, em 1980, nos Jogos Olímpicos de Moscou, chegou a vez de Djan Madruga, Jorge Fernandes, Cyro Delgado e Marcus Matiolli. Eles nadaram revezamento 4 X 200 metros livre e ganharam a terceira medalha de bronze para a natação do Brasil em Olimpíadas. A era da prata chega nos Jogos de Los Angeles, em 1984, com Ricardo Prado, que entra para a história do esporte nacional ao conquistar segundo lugar nos 400 metros medley, com tempo de 4'18"45. Gustavo Borges se consagrou pôr ser o primeiro atleta brasileiro a conquistar três medalhas em olimpíadas. Em Barcelona em 1992, ele foi vice campeão nos 100 metros livre. Nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, Gustavo subiu no pódium para receber a medalha de prata pelos 200 metros livre, e bronze pelos 100 metros livre. Além de Gustavo Borges, a Olimpíada de Atlanta fez outro medalhista brasileiro, Fernando Scherer, que conquistou bronze nos 50 metros livre. E para complementar, vale ressaltar que Gustavo Borges foi campeão mundial na Suécia, em 1997, e 11 vezes medalhista da Copa do Mundo. Não poderia deixar de citar, Patrícia Amorim, que depois de Maria Lenk, foi um dos maiores destaques da natação brasileira feminina. Disputou Jogos Olímpicos de Seul, estabelecendo recordes Sul-Americanos, nos 200m e 400m livre. (MASSAUD, 2008 Ed.) Posteriormente, tivemos como destaques na natação brasileira feminina; Joanna Maranhão: Com dezessete anos de idade, foi finalista nas Olimpíadas de 2004 em Atenas, na Grécia, onde terminou em quinto lugar nos 400 metros medley, a melhor colocação obtida até hoje por uma nadadora brasileira. Também ficou em sétimo nos 4x200 metros livre e 11° nos 200 metros medley. 10Vídeo Fabíola Molina: Participou dos Jogos Olímpicos de Verão de 2000 em Sydney, onde ficou em 24° lugar nos 100 metros costas e em 36° nos 100 metros borboleta. Em 2004 não fez o índice para Jogos Olímpicos de Atenas e, para ter sucesso no próximo ciclo olímpico, passou a treinar na Flórida. Participando do Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 2004, ficou em sexto lugar na final dos 50 metros 12° nos 100 metros costas e 14° nos 100 metros borboleta. No Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2005 ficou em 14° lugar nos 50 metros e 19° nos 100 metros costas. No Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 2006 foi nos 50 metros costas e nos 100 metros costas No Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2007 foi nos 50 metros costas, 18° nos 100 metros e 35° nos 100 metros borboleta. Nos Jogos Pan-Americanos de aos 32 anos de idade, foi medalha de prata nos 100 metros costas, com recorde sul-americano. Havia ganho também bronze no 4 X 100 metros medley, mas resultado foi anulado devido ao doping de Rebeca Gusmão, que participou do revezamento. Vídeo Molina Etine Medeiros: Melhor nadadora da história do Brasil, foi a primeira mulher do país a conquistar uma medalha de ouro em um Campeonato Mundial de Natação (tanto de piscina longa, quanto o de piscina curta) e em Jogos Pan-americanos. É a recordista mundial dos 50 metros costas em piscina curta, tendo alcançado a marca em Doha 2014. Também é a recordista das Américas nos 50 m costas em piscina longa, e dos 50 m livres em piscina curta. 11Vídeo https://pt.wikipedia.org/wiki/Etiene Medeiros Na natação masculina, como destaques; Luiz Lima: Um dos maiores fundistas do Brasil, Luiz Lima por muito tempo foi nadador profissional e participou de pans, mundiais e olimpíadas, nas provas de 400 metros, 800 metros e 1500 metros nado livre, e foi recordista brasileiro e sul-americano destas provas por vários anos. Em 1995, Luiz Lima superou recorde de Djan Madruga nos 1500 metros livre, de 1976. Depois bateu recorde novamente. Seu recorde brasileiro dos 1500m livres em piscina olímpica durou 11 anos, entre 1998 e 2009. Participou do Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 1995 no Rio de Janeiro 1995. Nos Jogos Pan-Americanos de 1995, Luiz Lima obteve a medalha de prata nos 400 e nos 1500 metros livre. Esteve nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996, onde ficou em décimo lugar nos 4 X 200 metros livre, 11° nos 1500 metros livre, e 18° nos 400 metros livre. Vídeo Lima Nicholas Santos: É um dos maiores velocistas da atualidade, especialista em nado borboleta e nado livre. Foi segundo brasileiro na história a conseguir nadar a prova dos 50 metros livre abaixo de 22 segundos. Posteriormente se tornou um dos melhores nadadores do mundo na prova dos 50m borboleta, batendo Recorde Mundial em Piscina Curta, e recorde das 3 Américas e obtendo duas medalhas de prata nos Mundias de Piscina Longa, além de ter sido bicampeão mundial em piscina curta. Vídeo https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicholas Santos 12Thiago Pereira: Ex-nadador brasileiro, maior medalhista de todos os tempos dos Jogos Pan- Americanos, ex-recordista mundial dos 200 metros medley em piscina curta e medalhista de prata olímpico em Londres 2012. Vídeo Cesar Cielo: Medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, Cielo também conquistou mais duas medalhas em Olimpíadas, ambas de bronze, sendo uma nos 100 metros livre nos Jogos Olímpicos de 2008 e outra nos 50 metros livre nos Jogos Olímpicos de 2012. Foi ainda campeão mundial dos 100 metros livre em Roma 2009, e tricampeão mundial dos 50 metros livre em Roma 2009, Xangai 2011 e em Barcelona 2013, recordista mundial de ambas as provas. Ganhou três medalhas de ouro e uma medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro. Vídeo ATUAIS DESTAQUES DA NATAÇÃO BRASILEIRA NATAÇÃO FEMININA: Poliana Okimoto Poliana Okimoto: é uma maratonista aquática brasileira. Com sua medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2016, tornou-se a primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica na natação feminina. Poliana é 3.° sargento do Exército Brasileiro. Ana Marcela Cunha Ana Marcela Jesus Soares da Cunha: é uma nadadora brasileira, campeã olímpica, que compete em provas de maratona aquática. Campeã do prêmio de maior nadadora de águas abertas do mundo por seis vezes. Nos Jogos Olímpicos de 2020, sagrou-se campeã olímpica, ao vencer a maratona aquática nas águas da Baía de Tóquio. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Marcela_Cunha 13NATAÇÃO MASCULINA Bruno Fratus Bruno Giuseppe Fratus: é um nadador brasileiro, medalhista olímpico. Ele tem quatro medalhas em Mundiais: três pratas e um bronze. Nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, conquistou a medalha de bronze nos 50m livre, tornandose o nadador mais velho a conquistar pela primeira vez uma medalha olímpica. Também é campeão do Pan-Pacífico de 2014 e dos Jogos Pan- Americanos de 2019. Em julho de 2021, Fratus tornou-se primeiro nadador da história a nadar 90 vezes os 50 metros livre em menos de 22 segundos. Fernando Scheffer Fernando Muhlenberg Scheffer: é um nadador brasileiro, medalhista de bronze na prova dos 200m livres nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Scheffer começou a ganhar destaque no Grêmio Náutico União e em 2018 mudou-se para Minas Tênis Clube. Seu apelido é Monet, devido a uma confusão sobre uma obra de arte. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Colwin, Cecil M., Nadando para o século XXI Manole 2000 São Paulo ISBN 85-204-0966-0 1° Edição Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos www.cbda.org.br Manual de Esportes Natação 3 - Edição, Areté Editorial S/A Rio de Janeiro 1999. Massaud, Marcelo Garcia., Natação 4 Nados Aprendizado e Aprimoramento Técnico Sprint 2008 RJ ISBN 85-7332-125-3 Edição. 14https://pt.wikipedia.org/wiki/Etiene_Medeiros https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicholas Santos https://pt.wikipedia.org/wiki/Thiago_Pereira 2.2. NADO CRAWL No crawl nadador parte do bloco de saída e pode ficar até 15 metros submersos ondulando com corpo ou apenas batendo perna antes de começar Neste estilo os braços se movem de maneira alternada, com nadador flexionando cotovelo, puxando água com a mão e esticando braço a frente do corpo. Também conhecido como estilo livre é considerado estilo mais rápido e simples, seus movimentos consistem em se posicionar com a parte da frente do corpo virada para fundo da piscina. Com as pernas levemente semiflexionadas e com os pés estendidos, se movimentam alternadamente e verticalmente. Crawl ou Nado Livre é mais simples dos quatro estilos, por isso geralmente é primeiro a ser ensinado. Para executá-lo, você deve se posicionar com a parte frontal do seu corpo voltada para fundo da piscina. Os braços devem estar estendidos e fazer movimentos alternados para puxar a água e proporcionar movimento para frente. As pernas devem estar esticadas e semiflexionadas e pés estendidos fazem manobras curtas que se parecem com chutes. Para respirar, você deve rotacionar a cabeça para lado do braço que estiver a água e aproveitar esse momento, retirando a cabeça da água e inspirando ar pela boca. 15a) Crawl: Aprender método básico: Vídeo 1 Crawl: b) Saída Olímpica: Vídeo 2 Saída olímpica: c) Virada Olímpica: Vídeo 3 - Virada olímpica: Nado Crawl nado crawl é resultado de uma longa busca de um nado que diminuísse a resistência da água e aumentasse a velocidade do homem. Esse nado, com batimento alternado das pernas e braços, foi criado na Austrália em 1893 e na olimpíada de Paris em 1900, húngaro Zoltan Holmany nadou crawl na competição dos 200 metros livre. No início a respiração do nado crawl era frontal, sendo de extrema dificuldade na sua execução, na tentativa de evitar rolamento de tronco. primeiro nadador a demonstrar a eficácia da respiração lateral foi Johnny Weismüller, sendo a expiração na água inicialmente feita pelo nariz, depois pela boca e pelo nariz e finalmente apenas deixando que o ar escape pelo nariz, sem a preocupação de expeli-lo. Nesse nado deve-se levar em conta fatores como a posição do corpo, a ação dos braços, ação das pernas, a respiração e a coordenação geral. Posição do corpo A posição do corpo na água deve ser a mais paralela possível da linha da superfície, não esquecendo que a ação das pernas é realizada abaixo desse mesmo nível. Um corpo bem posicionado pode reduzir consideravelmente a resistência frontal. Ação dos braços trabalho dos braços no nado crawl pode ser dividido em 2 partes: a fase aérea e a fase aquática. 16Fase aérea: é momento de recuperação do nado, onde há mínimo de gasto energético, com cotovelo para cima, os dedos das mãos deslizam na água posicionando braço na direção da entrada. A entrada da mão na água é realizada com a mesma estendida no prolongamento do braço, onde polegar e indicador cortam a água. Fase aquática: ocorre todo trabalho de propulsão (impulso para frente) efetiva na água, com um maior dispêndio de energia. Depois da entrada na água, a mão desloca-se para baixo em um trajeto curvilíneo, mantendo cotovelo alto. A puxada na água ocorre com uma alavanca potente, onde à medida que braço caminha com a mão em direção ao eixo do corpo e para trás, cotovelo procura manter-se alto, como um ponto fixo, indo este movimento até máximo da flexão do cotovelo. A partir daí, começa a empurrada que é a parte final da fase aquática, que ocorre com uma completa extensão do braço, com a palma da mão para cima. Ação das pernas batimento de pernas origina-se no quadril, com movimentos alternados, onde há a flexão da perna na batida para baixo e extensão da outra perna na batida para cima. Fazendo uma comparação bem global, batimento de pernas do crawl na posição horizontal assemelha-se com andar de um adulto na posição vertical. batimento de pernas no crawl é responsável em até 20% pela propulsão do seu praticante, porém é ele que dá a estabilidade ao nado, em uma margem de 80 a 85%. As pernas não devem sair da água, a flexão dos joelhos não deve ser exagerada e a força deve sempre ocorrer durante a extensão dos mesmos. Respiração e a coordenação geral A inspiração e a expiração devem ser relaxadas, girando a cabeça para lado, como se queixo encostado no ombro. Deve-se inspirar tão logo braço começa a fase de recuperação, 17ou seja, a fase aérea e termina com a expiração durante a fase aquática. Lembrar que nadar exige sincronismo e consequentemente coordenação, já que você estará realizando vários movimentos ao mesmo tempo, ou seja, movimentar as pernas e os braços, não se esquecendo da respiração. 2.3. NADO DE COSTAS nado de Costas é bem parecido com nado de Crawl, mas só que realizado em decúbito dorsal. Inicialmente era praticado com braçadas simultâneas, mas com passar dos anos nadadores perceberam que poderiam nadar mais rápido se fizessem, com as braçadas alternadas. Para cada ciclo de braçada realizam seis pernadas. Dentre nados, este é único em que a saída é feita dentro da água, ou seja, não há salto da borda ou do bloco. Posicionamento do corpo e da cabeça corpo do nadador deverá estar na horizontal em decúbito dorsal, com a cabeça apoiada na água, com rosto fora dela e com a mesma passando próximo às orelhas. Respiração A inspiração do nado de Costas, deverá ser feita pela boca no momento em que um dos braços estiver saindo da água (recuperação) e outro entrando na mesma (apoio). A expiração deverá ser feita de preferência pelo nariz, evitando-se assim desconforto de possíveis entradas de água pelo mesmo. Pernada Os movimentos de pernas do nado de Costas são realizados alternadamente. Inicia-se com dorso de um dos pés (peito do pé) alinhado com a superfície da água, com a perna estendida, enquanto a outra fará uma ligeira flexão da sobre tronco e da perna sobre a fazendo com que haja uma pequena elevação do joelho (sem que este atinja a superfície) 18para uma posterior extensão vigorosa da perna. Os pés deverão estar com flexão plantar e em inversão, procurando aproveitar bem a pressão realizada pelo dorso do pé e pela perna Já no movimento descendente, a perna se mantém estendida, com pé em flexão plantar realizando a pressão sobre a água com a planta do mesmo. (Costas: trabalho de pernas / natação) Braçada A braçada do nado de Costas possui duas fases: a de propulsão e a de recuperação. Fase de recuperação: braço deve sair da água estendido, primeiro com polegar depois ombro, ir subindo sempre com mesmo perto do corpo e quando chegar à linha do ombro também com ele estendido, realizar um giro da mão para lado de fora, entrando com dedo mínimo. Vídeo: (Costas: trabalho de braços / Natação) 19Fase de propulsão: a mão afunda na água uns 15 a 30 cm, ocorre uma flexão do cotovelo a 90 graus, trazendo mesmo para perto do tronco e iniciar uma empurrada com a mão para a direção dos pés, terminando com braço totalmente estendido para fundo da piscina e abaixo do quadril. Vídeo: Coordenação: Braço/braço: Quando um dos braços sai da água (recuperação) outro deverá estar completando propulsão (fase aquática). Braços/pernas: ao iniciar uma braçada com braço direito, começa-se a bater com a perna esquerda de baixo para cima e vice-versa. Quando braço termina a sua empurrada, outro começa a propulsão, em um movimento contínuo sem parada. Vídeo: (Costas: método básico/ Natação) 20Saída: Ao ser dada a saída, o nadador puxa seu corpo contra agarre e, ao mesmo tempo, empurra, com pés, a borda de modo que corpo se eleve e quadris saiam da água, como se fosse uma mola comprimida. Ao ouvir tiro, nadador mergulha para trás, as mãos são as primeiras a tocar na água e devem estar unidas uma sobre a outra, por cima da cabeça. No momento em que nadador entra na água ele deve explorar a fase subaquática com pernada de crawl ou borboleta, na posição do nado, até atingir limite de 15 metros. De acordo com a regras oficiais da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) É permitido ao nadador estar completamente submerso durante a volta e por uma distância não maior que 15 metros após a saída e a cada volta. Nesse ponto a cabeça deve ter quebrado a superfície." Virada: Ela pode ser simples ou olímpica. Chama-se de virada simples quando movimento ocorre por meio de toque na parede e mudança de direção e virada olímpica é nome empregado para as viradas em que ocorre rolamento. Para fazer a virada, nadador deve fazer uma aproximação à parede na posição central. seu movimento dentro da água é semelhante a uma cambalhota de costas, composta unicamente por uma rotação do corpo que lhe coloca novamente na posição inicial, ou seja, posição dorsal. Ao tocar a borda com a palma da mão, a cabeça começa a afundar-se e a voltar- se no sentido oposto. As pernas devem acompanhar esse movimento, sendo lançadas por cima até encostarem-se à parede da piscina. Em seguida, nadador dá impulso com pés e prepara- se para voltar à posição original do estilo. 21Erros comuns do Nado Costas: Deixa quadril baixo; Olhar para os pés e/ou levantando muito a cabeça; Bater dorso da mão na entrada da mão; Cruzar a braçada atrás da cabeça; Braçada funda ou seja não fazendo a No início da braçada ao invés de sair com polegar sair com dorso da mão jogando água no próprio rosto; Não executar ciclo da braçada com os braços estendidos; Não executar rolamento do tronco durante a braçada; Sair os joelhos para fora da água quando estamos batendo perna; Na pernada é muito comum pedalar em vez de executar a pernada estendida; Vídeo: 6 erros comuns no nado costas (e como corrigir) 22Referências Bibliográficas: costas-iniciacao-em-natacao/63143 http://www.raiaoito.com.br/2018/07/nadadores-iniciantes-um-guia-para-saida-de- costas/ 2.4. NADO DE PEITO "O nado de peito tem uma rica história de competições. Foi primeiro estilo utilizado em competição depois da Idade Média (das Trevas), e todos 05 outros a partir dele." ( Maglischo, Ernest, 2000). Inicialmente, nadadores competiam nas provas deste nado, submerso, que ocasionava muitos desmaios, pois, havia um exagero por parte dos nadadores no tempo de permanência embaixo d'água, e tendo em vista esta situação, as regras no final da década de 1950 foram modificadas, de forma que assegurasse que nadadores completassem a maior parte da prova na superfície. Caracteriza-se como nado mais lento, em relação aos demais nados competitivos. Uma curiosidade é que em 1875 capitão inglês Matthew Webb atravessou a nado Canal da Mancha nadando neste estilo durante mais de 21 horas. A dinâmica do nado exige muita técnica e coordenação. A seguir analisaremos as diversas formas de execução deste nado. Pernada: A pernada do nado de peito é considerada a mais difícil de todas as pernadas dos outros nados e é a que possui 0 maior poder propulsivo. Os movimentos das pernas no nado de peito devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal. Ao iniciar as pernadas, há uma flexão das 23pernas, afundando levemente os joelhos e aproximando tornozelos e calcanharesdo quadril. A uma leve inclinação do corpo para baixo, desde a cabeça até 05 quadris, de modoque possam fazer a recuperação das pernas sem que ocorra flexão dos quadris. Com pés contraídos para fora, concentra-se a força na planta dos pés, empurra-se a água para lado e para trás. Por fim, ocorre a extensão total das pernas e uma rápida aproximação para diminuir a resistência da água e facilitar deslize do corpo. Durante este movimento, os braços ficam estendidos à frente da cabeça, a fim de diminuir a resistência frontal e facilitar deslize. Sustentação e deslize No fim do seu trajeto interior, os pés deixam de exercer pressão na água com a face plantar, prosseguindo seu trajeto para dentro e para cima, até as pernas estarem completamente juntas, alinhadas com tronco e com extensão dos pés (ponta de pés). Este curto momento de deslize permite uma boa sincronização entre ciclos de braços e de pernas. movimento de flexão das pernas (recuperação), deverá ser um movimento mais descontraído (com menor gasto energético), e a extensão, onde se realiza o apoio necessário ao deslocamento, deverá ser executado com vigor, com potência. A coordenação entre a recuperação das pernas e a devolução da cabeça à água, é de suma importância, para desempenho do nadador de peito. Eles poderão reduzir significativamente arrasto durante a recuperação das pernas, mantendo a cabeça e ombros acima do nível d'água, até que as pernas se recuperem completamente e comecem a sua progressão para fora. Braçada Em comparação aos outros nados é menos eficiente sendo único a executar uma recuperação submersa. Na braçada do nado de peito braços fazem movimentos simultâneos e no plano horizontal. início do movimento se dá com braços estendidos à frente, palmas 24das mãos voltadas para baixo, em seguida ocorre um afastamento das mãos lateralmente paralelas à superfície da água. As mãos sofrem uma rotação para fora e para baixo com punhos flexionados. Os cotovelos se flexionam levemente, mantendo-se elevados, ao ponto superior aos das mãos que se encontram com as palmas voltadas para trás executando movimento propulsivo. Próximo a linha dos ombros, as mãos se voltam para dentro, mudando de direção, passando a executar um movimento para baixo dos ombros. Posteriormente as mãos e braços se aproximam executando um movimento de recuperaçãoà frente e abaixo da superfície da água. Respiração A respiração se inicia com a abertura dos braços, que é seguida pelo movimento de elevação de tronco e cabeça (saída da água). Ao colocar a cabeça para fora da água, olhando para frente, inspira pela boca (puxa ar). Enquanto finaliza a movimentação de braçada e de pernada a cabeça retorna para água expirando ar pelo nariz ( soltando ar) enquantoestende 05 braços para frente. Coordenação nado de peito é nado que mais exige coordenação. Partindo da posição estendida, braços, pernas e cabeça dentro da água, iniciamos com movimento dos braços com um tempo à frente do movimento de pernas. Quando braço sair do apoio as pernas fazem flexão; quando os braços terminarem a tração, a perna estará terminando a flexão; quando braço inicia a sua projeção para frente, no movimento de devolução, as pernas iniciam a empurrada para trás, terminando corpo estendido como iniciou e recomeçando um novo ciclo de movimentos. 25Saída: A saída é feita a partir do bloco de partida, ao mergulhar nadador vai um pouco mais fundo para poder efetuar movimento da filipina. Filipina: Nesta técnica de saída atleta executa apenas uma pernada e uma braçada do peito embaixo d'água além de uma ondulação antes de voltar à superfície para realizar a prova. Virada: Para virar, nadador precisa tocar a borda com as duas mãos, ao mesmo tempo e na mesma altura. Depois disso, braço do lado para qual corpo vai virar é lançado de volta à piscina acima da cabeça. A outra mão empurra a borda para jogar a cabeça em sentido contrário. Ao mesmo tempo, joelhos são direcionados para a borda até que os pés consigam tocá-la. Nesse momento, as mãos já devem estar juntas à frente, preparando-se para a retomada dos movimentos. Chegada Deve ser tocar na parede da borda com as duas mãos simultâneas e separadas no nível, abaixo ou acima da água. Erros Comuns do Nado de Peito: Finalização da braçada ficar olhando para frente; Pernadas ineficientes, não consegue fazer chute e empurrar a água para trás : Afastar demais joelhos; Fazer braçada e a pernada junto, falta de sincronia; Nadar muito vertical; Os pés não podem sair da água no momento da pernada; Empurrar a água para debaixo da barriga durante a braçada; Na pernada, a subida do quadril produz atrito e enfraquece a sua potência; 26

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