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32 a) tranquilo, paciente, poetico b) juri, nautico, inevitavel c) heroico, politico, item d) consciente, gratuito, facil e) presente, paises, inflamavel 119. (CESGRANRIO – 2014) Não é meu (...) Quando Trotsky caiu em desgraça na União Soviética, sua imagem foi literalmente apagada de fotografias dos líderes da revolução, dando início a uma transformação também revolu- cionária do conceito de fotografia: além de tirar o retrato de alguém, tornou-se possível tirar alguém do retrato. A técnica usada para eliminar o Trotsky das fotos foi quase tão grosseira — comparada com o que se faz hoje — quanto a técnica usada para eliminar o Trotsky em pessoa (um picareta- ço, a mando do Stalin). Hoje não só se apagam como se acrescentam pessoas ou se alteram suas feições, sua idade e sua quantidade de cabelo e de roupa, em qualquer imagem gravada. A frase “prova foto- gráfica” foi desmoralizada para sempre, agora que você pode provar qualquer coisa fotograficamente. Existe até uma técnica para retocar a imagem em movi- mento, e atrizes preocupadas com suas rugas ou manchas não precisam mais carregar na maquiagem convencional — sua maquiagem é feita eletronicamente, no ar. Nossas atrizes rejuvenescem a olhos vistos a cada nova novela (...).O fotoxópi é um revisor da Natureza. Lembro quan- do não existia fotoxópi e recorriam à pistola, um borrifador à pressão de tinta, para retocar as imagens. Se a prova fotográfica não vale mais nada nestes novos tempos inconfiáveis, a assinatura muito menos. Textos assinados pela Martha Medeiros, pelo Jabor, por mim e por outros, e até pelo Jorge Luís Borges, que nenhum de nós escreveu — a não ser que o Borges esteja mandando matérias da sua biblioteca sideral sem que a gente saiba —, rolam na internet, e não se pode fazer nada a respeito a não ser negar a autoria — ou aceitar os elogios, se for o caso. Agora mesmo está circulando um texto atacando o “Big Brother Brasil”, com a minha assinatura, que não é meu. Isso tem se repetido tanto que já começo a me olhar no espelho todas as manhãs com alguma desconfiança. Esse cara sou eu mesmo? E se eu estiver fazendo a barba e escovando os dentes de um impostor, de um eu apócrifo? E — meu Deus — se esta crônica não for minha e sim dele?! VERISSIMO, L. F. Não é meu. Disponível em: . Acesso em: 1 set. 2012. Adaptado. A palavra fotográfica recebe acento gráfico em função da posi- ção de sua sílaba tônica, o que faz dela uma proparoxítona. O mesmo ocorre com a seguinte palavra do texto: a) possível b) fotoxópi c) alguém d) líderes e) está 120. (CESGRANRIO – 2014) Texto II Pichação Os códigos usados na pichação são símbolos e siglas empregados para identificar o autor da obra. Uma pichação é essencialmente a assinatura de um grupo de pichadores, a turma. Pode conter o nome dela, a abreviação dos apelidos dos integrantes e dados como região e data. As turmas se rela- cionam de maneira amistosa ou hostil entre si, e isso também fica marcado nas paredes. Existem turmas tradicionais que surgiram na década de 90 e perduram até hoje: ou porque um de seus membros nunca parou de pichar — sim, existem pichadores com mais de 40 anos —, ou porque ele selecionou algum sucessor para carregar o nome para a frente. Criado na cidade de São Paulo nos anos 80, o estilo mais popular é chamado de pichação reta e é respeitado por todos os adeptos. É vandalismo, sim, com marca registrada. Mundo Estranho. S. Paulo: Abril, n. 147, dez. 2013, p. 46. Das palavras acentuadas (todas retiradas do Texto II) códigos, símbolos, também, década e até, três delas recebem acento porque seguem a regra que diz: a) as palavras proparoxítonas são sempre acentuadas. b) os ditongos recebem acento quando tônicos. c) as palavras de três sílabas sempre são acentuadas. d) os monossílabos tônicos terminados em vogal são acentuados. e) as palavras oxítonas terminadas em vogal aberta são acentuadas. 121. (CESGRANRIO – 2014) Viver com menos De quantos objetos você precisa para ter uma vida tran- quila? Certamente o kit essencial inclui peças de roupas, celu- lar, cartões de crédito, móveis e eletrodomésticos como cama, geladeira, fogão, computador, e uma casa para guardar tudo isso. Talvez você também tenha um carro e acredite que para levar uma vida plena só precisa de mais aquela casa na praia. Se dinheiro não for um empecilho, a lista pode aumentar. Não é preciso ir muito longe para perceber que vivemos cercados por uma enorme quantidade de objetos e acabamos gastando boa parte do tempo cuidando de sua manutenção. Nosso objetivo é tornar a vida mais fácil e confortável, mas muitas vezes acabamos reféns de nossos próprios objetos de desejo. Um dos lugares que ostentam as consequências do consumo excessivo são os engarrafamentos. Diante do sonho do carro próprio, as pessoas preferem ficar presas em um engarrafamento do que andar de transporte público. Mas de quantas dessas coisas de fato precisamos e quan- tas não são apenas desperdícios de espaço, de dinheiro e de tempo? Por que compramos coisas que sabemos que não iremos usar? Para alguns estudiosos, a diferença entre o que precisamos e o que desejamos acaba se confundindo na cabe- ça do consumidor em meio à enxurrada de publicidade que recebemos todos os dias. Os objetos que compramos geral- mente se encaixam em três categorias: a das necessidades, a dos desejos e a dos “necejos”, os objetos de desejo que, por imposição da publicidade, acabam se tornando uma necessi- dade. Tão necessários que as pessoas têm de lutar contra a corrente do marketing. Mas há uma tendência que se contrapõe a isso, a do minimalismo – também conhecido como “consumo mínimo” ou “simplicidade voluntária”. Por exemplo, alguns assumem o desafio de viver um ano com apenas 100 itens, incluindo roupas, livros, aparelhos eletrônicos, lembranças de família e objetos pessoais. Outros procuram ir ainda mais fundo, viven- do sem casa e com apenas 50 itens. Há quem pregue o desafio de ficar um ano sem comprar nada, vivendo na base de trocas e doações. O minimalismo não trata apenas da quantidade ou do valor dos itens que se encontram em nossas casas. Minima- lismo é viver com o essencial, e cada pessoa decide o que é essencial para si. Então, por definição, o minimalismo sempre será algo subjetivo e individual. Por exemplo, todo mundo que mora numa casa ou apartamento grande em uma área mais barata da cidade poderia, pelo mesmo valor, morar em um cubículo mais bem localizado. Essa é uma revolução minima- lista: ter menos tralha e mais experiências. VELOSO, Larissa. Viver com menos. Revista Planeta. São Paulo: Três Editorial. n. 490, ago. 2013. Seção Comportamento. Adaptado. No trecho do Texto “poderia, pelo mesmo valor, morar em um cubículo mais bem localizado”, a palavra destacada é acentua- da graficamente pelo mesmo motivo pelo qual se acentua a palavra