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Prévia do material em texto

Desenvolvimento infantil: ambientes e teorias
Prof.ª Liana Pereira Borba dos Santos
Descrição
Os conceitos de desenvolvimento e de ambiente, a relação entre o desenvolvimento infantil e os ambientes educacionais e as possibilidades de
organização de ambientes instigadores e relacionais.
Propósito
Compreender a constituição de ambientes nos quais as crianças vivenciem a expansão criativa, a invenção e a solução de problemas, a interação
com outros sujeitos e a diversificação de possibilidades motoras, sensoriais, expressivas e emocionais, tendo como foco seu desenvolvimento
integral.
Objetivos
Módulo 1
Ambiente na educação infantil
Identificar a importância do ambiente das instituições de educação infantil para o desenvolvimento das crianças.
Módulo 2
Ambientes que promovem o desenvolvimento infantil
Definir ambientes nos quais as crianças desenvolvam a expansão criativa, a invenção e a solução de problemas.
Módulo 3
Organização de ambientes educacionais
Identificar a organização de ambientes que possibilitem a interação entre crianças e adultos.
Material para download
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No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) consolida a ideia de que o período da educação infantil compreende
crianças de 0 a 6 anos. Esse é cientificamente considerado o momento crucial para os desenvolvimentos motor, sensorial e linguístico, bem
como para a aquisição de capacidades socioemocionais que permitirão o aprimoramento de habilidades futuras cada vez mais complexas.
É importante perceber que, em termos de educação, o Brasil dialoga com duas realidades: demandas políticas, a lei trata de orçamento,
responsabilidade social, problemas históricos, que fomentam as tomadas de decisão; e desenvolvimentos educacionais mundiais, são
estudos e pesquisas que dialogam e propõem formas de organizar a educação.
O tema da educação infantil é um bom exemplo: em que idade saímos da educação infantil e iniciamos o primeiro segmento da escola
básica? Não poderíamos pensar em maturidades diferentes, para tradições e culturas diferentes?
Não é possível criar uma classificação única e inquestionável, mas as decisões políticas se fundamentam nas teorias da educação. Sendo
assim, vamos ver como a concepção de desenvolvimento infantil nos ajuda a perceber que direcionamentos as políticas públicas podem
tomar.
Introdução
javascript:CriaPDF()
1 - Ambiente na educação infantil
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car a importância do ambiente das instituições de educação infantil para o
desenvolvimento das crianças.
Fases do desenvolvimento humano
Contexto
É importante sinalizar que a educação trabalha o desenvolvimento humano com base em teorias diferentes sobre as fases etárias (Freud, Piaget,
Vygotsky, entre outros), mas tende-se a adotar a regra do Conselho Internacional de Psicologia sobre as fases do desenvolvimento:
Como vimos, a infância é um período muito importante para a formação de uma pessoa.
Saiba mais
Para aprender como tornar mais fácil entender alguns comportamentos infantis, reforçar as atitudes positivas e dar limites quando necessário,
busque aprofundar seu conhecimento nas fases do desenvolvimento da criança, estudando práticas indicadas para cada idade e necessidade.
Nesse contexto, as relações que a criança estabelece com o meio são cruciais para o seu desenvolvimento!
Você sabe o que é o desenvolvimento infantil? 
Como é um ambiente adequado para esse processo?
Como é um ambiente adequado para esse processo?
Acalme-se! Não temos respostas agora! Vamos provocar a sua visão ao longo deste material para que essas respostas possam ser construídas.
O que queremos neste momento é a sua prévia visão, o senso comum, para que, ao fim, você possa comparar e entender como é importante
compreender todo esse processo.
De�nição de desenvolvimento
O desenvolvimento humano ocorre por meio de aprendizagem, isto é, da aquisição e da apropriação de conhecimentos de diferentes domínios,
como mostrado a seguir.
esenvolvimento humano
É um processo contínuo e dinâmico que envolve a aquisição de novas funções e habilidades cada vez mais complexas. Trata-se de um conceito amplo
que inclui o crescimento e a maturação neurofisiológica que transcorrem em diferentes contextos.
Motor
Aquisição de movimentos amplos e finos.
Sensorial
Constituição de capacidades sensoriais (visão, audição, olfato, paladar e tato).
Socioemocional
Atitudes e habilidades necessárias ao meio sociocultural.
Linguístico
Capacidade de compreender e de se comunicar em linguagem verbal e não verbal (gestos, vocalizações, palavras).
Os marcos etários do desenvolvimento infantil são aspectos amplamente debatidos. Em nossa sociedade, dispomos de profissionais qualificados,
como pedagogos, médicos, psicólogos e terapeutas, que pretendem orientar sobre o desenvolvimento das crianças. Além disso, muito se fala sobre
o tema em mídias e veículos de comunicação (livros, revistas, sites e páginas em redes sociais).
Recomendação
Busque mais informações sobre as seis teorias principais da psicologia de desenvolvimento humano. Em sua busca, pesquise por: gestalt;
psicanálise; behaviorismos; cognitiva; Vygotsky; e Piaget.
A concepção cronológica do desenvolvimento humano, que tem na psicologia uma importante base conceitual, marcou profundamente a
compreensão do que é ser criança nas sociedades modernas, atuando como elemento definidor de padrões de normalidade, além de legitimar todo
tipo de tratamento dirigido às crianças.
A psicologia do desenvolvimento habituou-nos a pensar a criança na perspectiva de um organismo em
formação, que se desenvolve por etapas, segundo uma dada cronologia, e que, além disso, fragmenta a criança
em áreas ou setores de desenvolvimento (cognitivo, afetivo, social, motor e linguístico) de acordo com a ênfase
dada a essas áreas por cada teoria específica
(JOBIM; SILVA, 2007, p. 45)
O caminho que as crianças percorrem em seu desenvolvimento é influenciado por múltiplos fatores como, por exemplo, fatores individuais,
ambientais, culturais, econômicos, entre outros.
O fator individual, pode ser divido em:
Subjetivo
Valores sociais, sentimentos, relação com os pais. 
Ex.: Medo da religião dos outros.
Genético
Caracterização física e aptidões. 
Ex.: Alunos que cantam, alunos que têm dificuldade de se expressar.
Comportamental
Heranças de práticas cotidianas. 
Ex.: Uma criança que fala alto ou que tem sotaque e cultura diferentes.
Até agora você pôde situar a sua visão. Já sabe que trataremos sobre a criança e o seu desenvolvimento.
Entendemos a importância do tema, mas falta discutir: como?
Uma criança precisa ser entendida como um ser complexo, com voz e capacidades múltiplas para desenvolver.
O Estado e a psicologia da educação têm estudado como possibilitar esse desenvolvimento.
Essa questão, o como, levou estudiosos diversos a construir leituras e formas de oportunizar às crianças possibilidades para seu desenvolvimento,
e uma das fronteiras mais importantes foi entender que o espaço para seu desenvolvimento é singular.
Educação infantil e o ambiente
Conceito de ambiente
Existem muitas teorias possíveis sobre a relação entre a primeira infância e a aprendizagem. Adotaremos aqui a perspectiva de que a aprendizagem
e o desenvolvimento são influenciados pelo meio onde a criança vive e com o qual interage, a partir da relação estabelecida entre o processo
individual (cognitivo e fisiológico) e a sua inserção no contexto sociocultural.
O ambiente é o espaço no qual a criança consegue estabelecer relações com o mundo, com objetos, seres e pessoas.
Todos os ambientes construídos para crianças devem atender a cinco funções relativas ao desenvolvimento infantil (CARVALHO; RUBIANO, 1995).
Veja quais são elas:
Identidade pessoal
Focaremos agora a educação infantil no contexto brasileiro.
Educação infantil no brasil
A discussão acerca do desenvolvimentodeve, então, levar em conta o ambiente das instituições de educação infantil, considerando:

O direito das crianças pequenas à educação.

A exigência legal de matrícula escolar das crianças a partir de 4 anos.
No contexto de convivência coletiva, os professores devem atentar para o fato de que cada criança é única e precisa deixar sua
marca, sua identidade em sala. Para isso, ela pode contribuir personalizando e decorando seus objetos pessoais.
Desenvolvimento de competências
As instalações físicas devem ser planejadas de modo a possibilitar o domínio e o controle de competências físicas, cognitivas,
linguísticas e sociais. O espaço precisa ser favorável para a criança realizar suas ações, sentindo-se competente, sem a intervenção
constante de um adulto, a fim de construir confiança em si mesma.
Oportunidade de crescimento
Deve ser um espaço que possibilita a realização de movimentos corporais pela criança, com objetivo de autoconhecimento e controle
motor, além de promover, favorecer e estimular o uso dos cinco sentidos. Toda criança merece receber no ambiente escolar as
condições para sua autonomia e pleno desenvolvimento, incluindo as com necessidades específicas.
Sensação de segurança e conforto
As crianças precisam se sentir acolhidas por ambientes devidamente organizados de forma criativa, com atenção às questões de
segurança nos momentos de brincadeiras, refeições, higiene e descanso.
Oportunidade de interação social e isolamento
Os ambientes planejados para crianças pequenas devem proporcionar o contato social, como espaços de conversa e brincadeiras em
pequenos e grandes grupos, e atender à necessidade de privacidade e isolamento, quando necessário.
O Brasil demorou a implementar processos mais técnicos relativos à educação infantil. Em razão da nossa história, marcada pelo entendimento de
que a educação infantil é uma responsabilidade histórica da família, os redutos de educação infantil têm uma relação assistencial, buscando
solucionar algum quadro social crítico — abandono, mães que precisam trabalhar ou outros problemas que afetam diretamente as crianças.
Saiba mais
A Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, alterou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), tornando a educação básica
obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade (art. 4º).
Somente quando a Constituição de 1988 consolida a educação infantil como elemento fundamental e a define como responsabilidade
governamental, municípios iniciam processos de debates sobre regras e dinâmicas de mobiliário.
Mesmo com a LDB 1996, que determina a obrigatoriedade e as funções da educação infantil, a questão dos ambientes ficava fortemente delegada
aos governos regionais, com o Ministério da Educação (MEC) legislando apenas sobre aspectos de conteúdo.
Crianças em uma creche pública no bairro Dendezeiros de Salvador (BA).
Apenas em 2006, com a publicação dos Parâmetros Nacionais de Qualidade para Educação Infantil, o país passou a determinar padrões para o
desenvolvimento dos espaços da educação infantil. Estudos desenvolvidos pelo Comitê Científico do Núcleo Ciência Pela Infância, em 2014,
sugerem que as crianças que frequentam instituições de educação infantil de qualidade experimentam efeitos positivos em seu desenvolvimento.
A Resolução CNE/CP nº 4, de 17 de dezembro de 2018, muda mais uma vez os caminhos da educação infantil brasileira. A BNCC traz a educação
infantil de forma inquestionável para a educação básica e fundamenta que conviver, brincar, participar, explorar, expressar e se conhecer são os
direitos de aprendizagem e desenvolvimento na educação infantil.
Legislação brasileira e o ambiente educacional
Para nos ajudar a entender melhor a importância e a evolução da legislação brasileira na organização do ambiente educacional, assista ao vídeo a
seguir com a professora Carla Marçal Y Gutierrez.
A importância do ambiente na educação
A configuração espacial influencia na efetivação de propostas educacionais, mas não se trata de apenas dispor de ambientes de cuidado e
proteção. É importante oferecer às crianças espaços que promovam seu desenvolvimento integral, articulando múltiplas dimensões de sua

existência: emocional, sensorial, motora e socioafetiva.
Valorizamos o espaço devido ao seu poder de organizar, de promover relacionamentos agradáveis entre
pessoas de diferentes idades, de criar um ambiente atraente, de oferecer mudanças, de promover escolhas e
atividade, e a seu potencial para iniciar toda a espécie de aprendizagem social, afetiva, cognitiva. Tudo isso
contribuiu para uma sensação de bem-estar e segurança nas crianças. Também pensamos que o espaço deve
ser uma espécie de aquário que espelhe as ideias, os valores, as atitudes e a cultura das pessoas que vivem
nele.
(MALAGUZZI, 1984 apud GANDINI, 2016, p. 148)
O ambiente pode ser considerado, assim, como um segundo educador, juntamente com o professor. Para isso, o ambiente precisa ser flexível e
deve passar por uma modificação frequente pelas crianças e pelos professores, para permanecer atualizado e sensível às necessidades de eles
serem protagonistas de seu conhecimento.
Você consegue pensar nesses ambientes?
Diferentemente do que você pode ter pensado, esses ambientes não são exclusivamente de espaços de elite, criados de uma maneira singular.
Estão previstos em documentos formais do MEC.
Você já ouviu falar nos Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil? Esse documento fundamenta vários espaços e
seus cuidados, como, por exemplo, o lactário.
Exemplo de lactário.
Para finalizar, agora que já vimos os conceitos de ambiente e educação infantil, é a sua vez:
Pense...
...nos espaços de educação infantil que você conhece.
Compare...
...o que você pensou com os parâmetros aqui expostos.
Troque...
...sobre o que viu com colegas em suas redes sociais e tente perceber como anda nossa educação infantil na prática.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Questão 1
Neste módulo, foi abordada a importância do ambiente no desenvolvimento infantil, que é o processo complexo de crescimento, maturação e
aprendizagem de funções e conhecimentos de diferentes domínios: motor, sensorial, socioemocional e linguístico. 
Analise os exemplos de componentes do ambiente escolar que correspondem aos domínios motor, sensorial, socioemocional e linguístico. 
I. Domínio sensorial – disponibilização de objetos detentores de atributos diversos (sons, cores, pesos e texturas). 
II. Domínio socioemocional – disponibilização de mobiliário composto apenas por carteiras individuais, para que as crianças se sentem sempre
sozinhas. 
III. Domínio motor – disponibilização de superfícies acolchoadas e barras de apoio para que bebês possam se movimentar. 
IV. Domínio linguístico – disponibilização de álbuns, pinturas, livros e fotografias variadas. 
Está correto o que se exemplifica em
Parabéns! A alternativa A está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
paragraph'%3EO%20exemplo%20que%20que%20n%C3%A3o%20corresponde%20ao%20dom%C3%ADnio%20de%20desenvolvimento%20correto%20%
Questão 2
Você estudou que o desenvolvimento humano é influenciado por múltiplos fatores, tanto individuais quanto ambientais. Analise as afirmações,
considerando V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
( ) O ambiente em que a criança vive afeta o seu desenvolvimento. 
( ) O ambiente pode oferecer oportunidades de desenvolvimento de forma integrada e contínua às crianças. 
( ) A faixa etária é o único aspecto relevante para a organização do ambiente. 
( ) O ambiente pode atuar como uma instância educativa. 
A sequência correta, de cima para baixo, é
A I, III e IV.
B I, II e III.
C II e III.
D III e IV.
E I e IV.
A V, F, F, V.
Parabéns! A alternativa C está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
paragraph'%3EAinda%20que%20os%20marcos%20et%C3%A1rios%20de%20desenvolvimento%20humano%20sejam%20relevantes%20para%20a%20o2 - Ambientes que promovem o desenvolvimento infantil
Ao �nal deste módulo, você será capaz de de�nir ambientes nos quais as crianças desenvolvam a expansão criativa, a invenção
e a solução de problemas.
Laboratório: A casa dos passarinhos
Antes de comerçar o assunto, vamos ver um vídeo sobre essa dinâmica.
B F, F, F, V.
C V, V, F, V.
D F, V, V, F.
E V, V, F, F.

A casa dos passarinhos
Para nos ajudar a entender melhor a importância dos ambientes, assista ao vídeo a seguir e observe uma possível dinâmica entre professores,
alunos e ambiente.
Como dar asas à imaginação das crianças e tornar real essa proposta?
O fato de estar atento ao movimento das criança, observar o ambiente da escola e escutar suas ideias já mostra uma importante competência
profissional. Como adulto e educador, você deve mediar os processos de construção individual e coletiva da casa dos passarinhos. Para isso, vale:
Ao se colocar no lugar desse professor ou professora, esperamos que você tenha se sentido desafiado a pensar na criança como um sujeito
explorador, um pequeno cientista que observa o mundo em busca de soluções para os problemas que percebe.

Conversar com as crianças e estabelecer etapas para a empreitada.
Levantar possibilidades de casas de passarinhos que elas já tenham visto e investigar juntos outras possibilidades de casa existentes
na natureza, na literatura e no contexto social.
Compartilhar com os pais a ideia da turma e contar com a participação das famílias, pois pode ser interessante convidar um familiar
que crie passarinhos ou que seja marceneiro para participar do projeto.
Pensar em materiais que podem ser usados nessa construção, garantindo o manuseio seguro pelas crianças.
Vamos discutir sobre possibilidades de organização de um ambiente instigador do desenvolvimento infantil?
Possibilidades de organização de um ambiente instigador
Um ambiente instigador na educação infantil deve convidar à ação, à imaginação e à narratividade, por meio da exploração de diferentes materiais,
texturas, cores e aromas (HORN, 2004).
Saiba mais
Na legislação educacional brasileira, os ambientes são valorizados por seu potencial provocador e desafiador no desenvolvimento infantil. A Base
Nacional Comum Curricular, por exemplo, afirma que as práticas pedagógicas desenvolvidas na educação infantil devem ocorrer em “ambientes que
as convidem [as crianças] a vivenciar desafios e sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e
o mundo social e natural” (BRASIL, 2017, p. 33).
Segundo a LDB 1996, professores e comunidades devem ser ativos no âmbito escolar propondo direcionamentos e demandas para o
funcionamento da própria escola.
Sendo assim, docentes têm responsabilidades sobre a estruturação da escola.
Tratamos de "estrutura" e "preparação" para atender uma estratégia pedagógica prevista no planejamento docente. Educar precisa de planejamento
e direcionamento para habilidades e competências as quais se quer adquirir.
Cabe ao professor e à professora de educação infantil estruturar e preparar os ambientes para o
desenvolvimento da independência e da autonomia das crianças em consonância com suas necessidades
específicas. No entanto, esses profissionais devem lidar com alguns desafios relacionados à organização de
ambientes instigadores como o mobiliário disponível, a conservação dos objetos, a organização coletiva e o
uso consciente dos materiais, evitando desperdício.
(GUIMARÃES, 2009, p. 98)
Em relação ao mobiliário adequado às crianças, deve-se considerar seus atributos físicos e suas qualidades imaginativas.
Sala vazia em uma disposição do espaço tradicional.
Sala sendo utilizada e adaptada à necessidade dos alunos.
Maria Montessori, educadora italiana que contribuiu para as definições de mobiliário das instituições escolares da primeira infância, afirmou:
aria Montessori
Maria Montessori (1870-1952) cursou Medicina e Cirurgia na Universidade de Roma, diplomando-se, em 1896, como a primeira mulher italiana a obter o
título de médica. Montessori inaugurou a primeira Casa dei Bambini, em San Lorenzo, cuja proposta de pedagogia científica se baseava na necessidade
de ir além do diagnóstico dos problemas educacionais e prover uma escola que auxiliasse o desenvolvimento natural da criança. Sua proposta de
educação sensorial agregava exercícios e objetos de vida, prática e materiais de desenvolvimento.
A necessidade do mobiliário ser adequado ao tamanho das crianças, leves para que elas pudessem arrastá-los
e mudá-los de lugar, assim como de cores atraentes: as mesas, as cadeiras, as pequenas poltronas, leves e
transportáveis, permitiram à criança escolher uma posição que lhe agrada; ela poderá, por conseguinte,
instalar-se comodamente, sentar-se em seu lugar, isto lhe constituirá, simultaneamente, um sinal de liberdade e
meio de educação
(MONTESSORI, 1965, p. 44)
O desenvolvimento infantil ocorre no espaço vivido e é marcado pelas relações ali estabelecidas. Assim, um ambiente instigador deve ser um
espaço adequado e motivador da exploração e da criatividade pelas crianças. Vamos entender um pouco mais do espaço a partir de um exemplo?
Ambiente genérico para o ensino infantil.
Vamos ver detalhadamente cada um dos itens do espaço:
Espaço 1 - Expansão criativa e plasticidade 
Espaço 2 - Domínio linguístico 
Espaço 3 - Domínio motor 
Espaço 4 - Domínio sensorial 
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Neste módulo, definimos a constituição de um ambiente instigador do desenvolvimento infantil. Analise as afirmações abaixo quanto a
exemplos esse ambiente. 
I. Um ambiente em que as crianças usam os materiais indiscriminadamente. 
II. Um ambiente em que o mobiliário pode ser recomposto quando necessário não favorece o aspecto instigador. 
III. Um ambiente que possibilita às crianças experimentarem diferentes texturas, cores, formas e sons. 
IV. Um ambiente em que as crianças se movimentem com autonomia. 
Está correto o que se afirma em
A I, II e III.
B I, II e IV.
Parabéns! A alternativa D está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
paragraph'%3EAs%20alternativas%20I%20e%20II%20que%20n%C3%A3o%20correspondem%20a%20um%20exemplo%20de%20ambiente%20instigado
se%20atentar%2C%20assim%2C%20para%20o%20uso%20racional%20dos%20recursos%20como%20um%20aspecto%20educativo%20e%20necess%
Questão 2
Considerando os elementos de um ambiente instigador ao desenvolvimento dos domínios motor e sensorial, analise as relações contidas nos
itens a seguir: 
I. Motor – escada de madeira móvel; sensorial – aquário. 
II. Motor – escrita; sensorial – contação de história. 
III. Motor – colchão; sensorial – vasos de flores. 
IV. Motor – bambolês; sensorial – chocalhos. 
Está correto o que se afirma em
Parabéns! A alternativa D está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
paragraph'%3EUm%20ambiente%20instigador%20deve%20proporcionar%20a%20livre%20experimenta%C3%A7%C3%A3o%2C%20a%20cria%C3%A7%
C I e III.
D III e IV.
E II e IV.
A I, II e III.
B I, II e IV.
C II, III e IV.
D I, III e IV.
E II e IV.
3 - Organização de ambientes educacionais
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car a organização de ambientes que possibilitem a interação entre crianças e
adultos.
A organização de ambientes para educação infantil
Vimos no módulo anterior as possibilidades de organização de um ambiente instigador e a importância de estimular as crianças a atuarem como
agentes exploradores para o desenvolvimento.
Avançando nesse objetivo, vamos categorizar a organização de ambientes que possibilitem a interação entre crianças e adultos, e construir, para e
com as crianças, espaços propensos à interação entre seus participantes.
Existe um jeito certo e único para preparar o ambiente? 
Estamos propondo algo inatingível, intangível, possível somente a partir de grandes investimentos?A construção do espaço é dinâmica e viva. O que propomos aqui são linhas que permitem estabelecer vivências, possibilidades, mas que
principalmente indicam que o foco do desenvolvimento é no aluno e como podemos proporcionar dinâmicas ao seu desenvolvimento.
Ambiente de educação infantil.
O ambiente da educação infantil deve — entre outras possibilidades — potencializar o relacionamento, a troca de saberes e a interação entre as
crianças e os adultos que dele participam.
Na condição de sujeito, a criança é autora, tem vivências, tem experiências, e o ambiente da educação infantil deve lhe proporcionar segurança e
disponibilidade para trocas.
mbiente da educação infantil
Como tratamos anteriormente sobre desenvolvimento da criança, é importante lembrar que muitos autores falam sobre o assunto. Para refletir vale a
citação:
“É a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial,
determinado através da solução de problemas sob orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes” (VYGOTSKY, 2007, p. 97).
Com isso, nas linhas mais contemporâneas de educação infantil, o ambiente é agente ao proporcionar possibilidades de experiência e, por isso, o
professor precisa interagir, construir, remontar.
A relação das crianças com os ambientes
Mas se o ambiente não tem o que é necessário?
Os especialistas afirmam que o século XX foi o século das crianças, quando elas passaram a ter significação social e a infância passou a ser objeto
específico de estudos. Podemos complementar que o século XXI é o período da integração dessas crianças ao mundo do capital de forma plena.
Elas passaram a ter espaços próprios, nos centros de compra, nos restaurantes, nas academias.
Aqueles ensinamentos e estudos sobre o ambiente infantil e sua adequação passaram a constar e ser vistos para muito além da escola. Aparecem
de forma sistemática onde as crianças podem consumir — quem nunca viu o espaço infantil e bem organizado de uma livraria, demonstrando que
teve um direcionamento pedagógico.
Claro que temos as visões estereotipadas sobre o uso de ambientes de características infantis, atribuindo uma noção de que um espaço infantil é
aquele cheio de distrações para crianças, para que os pais tenham onde deixá-las enquanto consomem, mas cada vez mais podemos observar a
evolução desses espaços para contribuir com o desenvolvimento infantil.
Saiba mais
Para nos ajudar a refletir sobre o equilíbrio necessário para atuar como professor na educação infantil, busque conhecer o trabalho do professor e
filósofo Mario Sergio Cortella sobre a relação entre afetividade, vínculo e aprendizagem.
Quando está brincando, a criança tem atitudes diferentes de seu comportamento diário, habitual de sua idade, ao brincar é como se ela fosse mais
complexa do que é na realidade.
Um ambiente organizado para fortalecer o contato entre pares e aberto para a brincadeira potencializa o pleno desenvolvimento infantil.
Uma criança que tem seu ambiente naturalizado pode pensar que o normal do mundo seja a violência, as dificuldades expressas em seu lar, a
força física como a única possibilidade de se expressar.
Uma criança que é levada a um ambiente seguro, em que essas trocas são ampliadas por comparação e por instrução pode pensar, estudar,
tentar entender seu comportamento e isso auxiliar no seu desenvolvimento.
Para compreender os ambientes, vamos retomar um documento já apresentado neste módulo: Parâmetros Básicos de Infraestrutura para
Instituições de Educação Infantil.
No documento, encontramos um guia que apresenta algumas características importantes sobre a organização de ambientes, indicando as
necessidades específicas para algumas faixas etárias:

Crianças de 0 a 1 ano
Os ambientes são: sala para repouso, sala para atividades, fraldário, lactário e solário.
Crianças de 1 a 6 anos
Os ambientes são: sala para atividades.
Uso geral
Os ambientes são: sala multiuso, área administrativa, banheiros, pátio coberto, áreas necessárias ao serviço etc.
As interações e as brincadeiras são os eixos norteadores das propostas curriculares de educação infantil, conforme regulamenta o art. 9º das
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (BRASIL, 2009) e a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2017).
Em uma brinquedoteca, normalmente, são organizadas estações, e em cada uma dessas estações o ideal é que o aluno reconheça os espaços que
são cotidianos, mas que dão a ampla possibilidade de interagir.
Quer dizer, quando colocamos uma cozinha em miniatura e a criança se sente capaz de preparar, servir, trocar, ela traz o lúdico para si, sente-se
integrada e reproduzindo o que seus pais fazem para cuidar dela.
A ideia é que todos possam participar e estimular as crianças com dinâmicas e brincadeiras!
Saiba mais
O documento Brinquedos e brincadeiras de creches: manual de orientação pedagógica, produzido pelo Ministério de Educação, reafirma que o
mundo social “é rico de experiências que as crianças aproveitam para ampliar seu repertório de brincadeiras, por meio de interações com outras
pessoas e para expressar novas formas lúdicas” (BRASIL, 2012, p. 46).
Cabe aos profissionais da educação infantil planejar ambientes para as crianças e com as crianças, atentando para o meio cultural em que elas
estão inseridas, com a promoção de interações em grupos para que possam brincar, criar, imaginar, construir e trocar saberes. São alguns
exemplos:
Constituir espaços que promovam trocas e encontros das crianças em grupos menores.
Disponibilizar objetos que favoreçam a formação de subgrupos e possibilitem a criação de cenas e dramatizações.
Oferecer diferentes materiais que possam ser transportados e favoreçam a construção de lugares, como panos, almofadas,
Vamos ver a seguir um vídeo que explorará mais sobre a contrução de espaços que proporcionam a troca de experiências e a brincadeira das
crianças.
Planejamento de ambientes que promovem troca de experiências e
brincadeira
Para nos ajudar a entender melhor o conceito de planejar os ambientes de modo a oferecer cantos específicos para proporcionar a troca de
experiências e a brincadeira, assista ao vídeo a seguir.
Nesse contexto moderno, a brinquedoteca assume a função de espaço de desenvolvimento infantil e de formação que estimula o lúdico e a
formação de profissionais que valorizam a brincadeira.

Laboratório: um refeitório-restaurante
Imagine que você é um professor ou uma professora que atua em uma instituição de educação infantil de horário integral e se depara com a recusa
dos seus alunos com a alimentação da escola.
Quando você questiona o motivo, seus alunos dizem que:
Não gosto de arroz em cima do feijão, porque prefiro colocar separadinho. 
Tem muita comida e eu só queria provar. 
No restaurante as pessoas se servem, né?
Além da resistência para comer, você reparou que seus alunos desperdiçam os alimentos e não entendem a importância de sentar para comer. Eles
ficam dispersos e se movimentando pelo espaço.
Como resolver esse problema?
Em uma reunião com a equipe, vocês decidem realizar uma experiência:
Permitir que as crianças se sirvam, transformando o refeitório em um restaurante!
A expectativa é de que, com essa prática, as crianças se alimentem melhor e interajam mais. É uma proposta que mexe com o trabalho de várias
pessoas, mas investe em uma equipe colaborativa, que coloca as necessidades das crianças em primeiro lugar.
Entre outras coisas, a transformação do refeitório em restaurante requer:
Conversar com as crianças e escutá-las sobre suas experiências de alimentação e compreensões sobre o que é um restaurante.
Levantar possibilidades de organização do espaço do refeitório e confecção de elementos para o espaço com as crianças, como toalhas, quadros e
objetos decorativos.
Adquirir utensílios adequados ao público infantil e que permitam que se sirvam com autonomia.Compartilhar a proposta com as famílias e convidá-las para inauguração do refeitório-restaurante.
Esperamos que essa história tenha feito com que você encare a criança como um sujeito que se desenvolve por meio de relações e interações
sociais. Há clara intencionalidade educativa na ideia de transformar o refeitório em um restaurante, já que os momentos de refeição nutrem não só o
corpo, como permitem o convívio social e a apropriação de uma cultura alimentar, sendo potenciais transformadores de hábitos de consumo.
Ainda re�etindo sobre a dinâmica, será que basta criar um ambiente infantil e está tudo feito?
Claro que não!
Cada grupo de crianças é um grupo, cada criança é uma criança e deve ser entendida e respeitada em sua individualidade.
Quando propomos uma atividade, por exemplo, promover autonomia para que crianças possam se servir e se alimentar sozinhas, sabemos que as
escolhas precisam ser limitadas, que a preparação dos produtos com a interação das crianças reforça a higiene e que saibam que podem optar por
alimentos diferentes.
Mais do que isso, incluir é fundamento!
Crianças com dificuldades motoras e crianças que, por relações sociais ou religiosas, não consomem um tipo de alimento devem fazer parte da
estratégia do professor. Podem ser chances de fomentar aspectos não só motores, como previsto no planejamento, mas competências
socioemocionais.
No contexto da educação infantil, a brincadeira não deve ser entendida como uma atividade secundária ou como mero passatempo das crianças.
Ao contrário, deve ser valorizada e estimulada, já que tem uma importante função no desenvolvimento humano. Para que a brincadeira tenha lugar
garantido no cotidiano das instituições educativas, é fundamental a atuação dos educadores.
O modo como organizamos os mobiliários e os materiais no ambiente, possibilitando o livre brincar das crianças, revela nossa concepção
pedagógica, uma vez que favorece ou prejudica a interação. Sendo assim, um ambiente relacional comunica e educa positivamente as crianças que
nele interagem.
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Ambientes interativos
Para conhecer mais exemplos de ambientes interativos, assista ao vídeo a seguir.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Aproveitando a ideia do refeitório-restaurante, no contexto da necessária interação entre crianças e adultos, analise as afirmativas abaixo: 
I – Em nome de uma alimentação saudável, o espaço para gostos pessoais das crianças (por determinados tipos de comida) deve ser limitado. 
II – Compreender as experiências alimentares que a criança traz de casa é importante para a definição desse tipo de refeitório. 
III – Quanto mais cedo a criança se acostumar com utensílios de cozinha de tamanho adulto, mais rápida será sua interação com o próprio
mundo adulto. 
Está correto o que se afirma em
Parabéns! A alternativa C está correta.
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Questão 2
Para a organização de um ambiente propício à interação, vimos que a brincadeira assume um lugar central. Analise as afirmações que abordam
situações na perspectiva de brincadeira em um ambiente relacional. 
I. Disponibilizar objetos que possibilitem a dramatização pelas crianças. 
II. Organizar cantos fixos para a brincadeira em um único espaço da sala. 
III. Oferecer jogos, como dominós e quebra-cabeças, que permitam a brincadeira coletiva. 
IV. Possibilitar momentos de brincadeira de livre escolha pelas crianças na rotina da turma. 
Estão corretas as situações descritas nas afirmações
A I somente.
B II e III.
C II somente.
D I e III.
E III somente.
A I, II e III.
Parabéns! A alternativa B está correta.
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Considerações �nais
Na educação infantil, os ambientes instigadores e relacionais devem ser preparados para a criança e com a criança, respeitando o direito que ela
possui de construir sua autonomia e ser ativa em seu processo de desenvolvimento. Cabe aos profissionais da primeira infância reconhecer a
importância dos ambientes, além de planejar, mediar e intervir positivamente no desenvolvimento das crianças com quem atua.
Podcast
Neste podcast, os professores Rodrigo Rainha e Taziana Pessoa de Souza conversam sobre a importância dos ambientes e sobre as teorias para o
desenvolvimento infantil. Aproveite!
B I, III e IV.
C II, III e IV.
D I e II.
E I e IV.
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Confira as indicações que separamos especialmente para você!
Assista ao filme O começo da vida, produzido em 2016 pela Maria Farinha Filmes e dirigido por Estela Renner. O documentário debate a
importância dos primeiros anos de vida, à luz dos avanços da neurociência. O filme destaca a descoberta de que o desenvolvimento de todos os
seres humanos se dá na combinação da genética com a qualidade das relações interpessoais e com o ambiente em que estamos inseridos.
Acesse o portal da Enciclopédia do Desenvolvimento Infantil. Esse material ajuda a perceber o desenvolvimento infantil, reconhecer essas fases,
e ajuda a perceber as discussões sobre a importância do desenvolvimento infantil.
Conheça o Programa Criança e Natureza. Trata-se de um movimento que compreende a importância de uma infância em que a criança é deixada
livre para vivenciar o contato com a natureza. Descubra os vários benefícios de brincar ao ar livre para o desenvolvimento e para a saúde das
crianças.
Acesse o portal da Biblioteca Parque. No Portal, você entende e visualiza a proposta de unir os conceitos de biblioteca e parque: tem-se acesso a
teatro, cinema, aulas de dança (em alguns casos) e até Cozinha-Escola, sempre convergindo para a exploração dos acervos e das práticas de
leitura. Na visão das bibliotecas contemporâneas, novas formas de linguagem mediadas pela tecnologia funcionam como estratégia de
ampliação do repertório cultural: articulam a ideia de ler o mundo com múltiplos recursos, alargando os horizontes do ser e o potencial educativo,
com experimentação e criação.
Referências
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