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Etapa 8 - Exercício

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Gabi Rocha

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Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Leia o texto para responder a questão. “Entre o final do século XIX e as primeiras três décadas do século XX, a noção de História foi sacudida, construída e reconstruída a partir de preocupações teórico-metodológicas e temáticas. Frente ao objetivismo e à defesa exacerbada da história política, voltada à exaltação de indivíduos e laudatória, alguns pensadores como François Simiand, Marc Bloch, Lucien Febvre pejoravam a história que era baseada em três ídolos (expressão de Simiand): o indivíduo, a data e o fato. Foram eles que, lançando uma revista nova de história, intitulada Annales d’Histoire Économique et Social, acabaram por articular uma nova forma de se fazer história, a ser difundida pelo grupo designado, posteriormente, de Escola dos Annales. As críticas sobre o documento, dentro desse grupo, seriam feitas por Fernand Braudel, que propunha a expansão ou dilatação do conceito, afirmando que o historiador não deveria apenas se pautar por documentos oficiais para construir seus enredos, mas por documentos diversos que emergiam do todo social. Civilização material, economia e capitalismo, uma coleção de três livros produzia por Braudel representa, certamente, um bom exemplo do que é o historiador, a partir da visão historiográfica dos Annales. Nela, Braudel faz uso de receitas, anotações, mapas, croquis.”
A tese central do texto é a de que a escola dos Annales
promoveu uma renovação teórico-metodológica nos estudos históricos
ampliou o conceito de documento, ao incluir tanto os escritos oficiais como não-oficiais
defendeu uma história política
renovou as concepções de documento histórico para compreender melhor a esfera política.
advogou uma história social dos grandes homens e pensadores

Leia o texto. (ENADE) Vivemos em um mundo dominados por imagens e sons obtidos diretamente da realidade, seja pela encenação ficcional, seja pelo registro documental, por meio de aparatos técnicos cada vez mais sofisticados. E tudo pode ser visto pelos meios de comunicações e representado pelo cinema, com um grau de realismo impressionante. Cada vez mais, tudo é dado a ver e a ouvir, fatos importantes e banais, pessoas públicas influentes ou anônimas e comuns. Esse fenômeno, já secular, não pode passar despercebido pelos historiadores, principalmente para aqueles especializados em História do século XX. As fontes audiovisuais e musicais ganham crescentemente espaço na pesquisa histórica. Do ponto de vista metodológico, são vistas pelos historiadores como fontes primárias novas, desafiadores, mas seu estatuto é paradoxal.
O paradoxo a que se refere o autor fica evidente
no cinema, cujo realismo e o cuidado dispensado às produções históricas o convertem em fonte primária do passado e retratados nos filmes.
na fotografia, cujas características técnicas a transformam em fonte primária neutra
no documentário, que ao se basear em pesquisa sobre a realidade configura uma fonte confiável
no videogame, cujas características tecnológicas, lúdicas e mercadológicas são elementos importantes para a sua classificação como fonte primária.
no jornalismo televisivo, cujo controle exercido pela emissora sobre os conteúdos veiculados impedem de considerá-lo uma fonte primária

Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais, essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de abandonar a palavra ‘escravo’.
Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos interpretativos
II. escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir em completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente.
A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I
As asserções I e II são falsas
A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa
As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I

Leia o texto. (ENADE) Tratado Proposto a Manuel da Silva Ferreira pelos seus escravos durante o tempo em que se conservaram levantados (c.1789) “Meu senhor, nós queremos paz e não queremos guerra; se meu senhor também quiser nossa paz há de ser nessa conformidade, se quiser estar pelo que nós quisermos saber. [...] Para o seu sustento tenha lancha de pescaria ou canoas do alto, e quando quiser comer mariscos mande os seus pretos Minas. [...] Os atuais feitores não os queremos, faça eleição de outros com nossa aprovação. [...] A estar por todos artigos acima, e conceder-nos estar sempre de posse da ferramenta, estamos prontos para o servirmos como dantes, porque não queremos seguir os maus costumes dos mais Engenhos. Poderemos brincar, folgar, e cantar em todos os tempos que quisermos sem que nos impeça e nem seja preciso licença.”
A importância da utilização da fonte documental acima apresentada relaciona-se, sobretudo, ao seu potencial de problematização histórica. Nesse sentido, assinale a alternativa que qualifica o referido documento e o relaciona diretamente ao seu valor historiográfico.
O documento nega as relações conflituosas entre senhores e escravos, ao demonstrar que os cativos tinham condições plenas de argumentarem em favor de suas próprias causas.
O texto é indicativo de um levante isolado, com características chantagistas, em um contexto de escravidão.
A narrativa evidencia o grau de instrução dos escravos, que emitiam documentos para registrar a luta pelos seus direitos.
Os detalhes da narrativa revelam o exotismo e as peculiaridades da vida do negro escravo no ambiente citadino e rural.
O conteúdo da fonte abre caminhos analíticos para a revisão de conceitos como o de resistência negra escrava.

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Questões resolvidas

Leia o texto para responder a questão. “Entre o final do século XIX e as primeiras três décadas do século XX, a noção de História foi sacudida, construída e reconstruída a partir de preocupações teórico-metodológicas e temáticas. Frente ao objetivismo e à defesa exacerbada da história política, voltada à exaltação de indivíduos e laudatória, alguns pensadores como François Simiand, Marc Bloch, Lucien Febvre pejoravam a história que era baseada em três ídolos (expressão de Simiand): o indivíduo, a data e o fato. Foram eles que, lançando uma revista nova de história, intitulada Annales d’Histoire Économique et Social, acabaram por articular uma nova forma de se fazer história, a ser difundida pelo grupo designado, posteriormente, de Escola dos Annales. As críticas sobre o documento, dentro desse grupo, seriam feitas por Fernand Braudel, que propunha a expansão ou dilatação do conceito, afirmando que o historiador não deveria apenas se pautar por documentos oficiais para construir seus enredos, mas por documentos diversos que emergiam do todo social. Civilização material, economia e capitalismo, uma coleção de três livros produzia por Braudel representa, certamente, um bom exemplo do que é o historiador, a partir da visão historiográfica dos Annales. Nela, Braudel faz uso de receitas, anotações, mapas, croquis.”
A tese central do texto é a de que a escola dos Annales
promoveu uma renovação teórico-metodológica nos estudos históricos
ampliou o conceito de documento, ao incluir tanto os escritos oficiais como não-oficiais
defendeu uma história política
renovou as concepções de documento histórico para compreender melhor a esfera política.
advogou uma história social dos grandes homens e pensadores

Leia o texto. (ENADE) Vivemos em um mundo dominados por imagens e sons obtidos diretamente da realidade, seja pela encenação ficcional, seja pelo registro documental, por meio de aparatos técnicos cada vez mais sofisticados. E tudo pode ser visto pelos meios de comunicações e representado pelo cinema, com um grau de realismo impressionante. Cada vez mais, tudo é dado a ver e a ouvir, fatos importantes e banais, pessoas públicas influentes ou anônimas e comuns. Esse fenômeno, já secular, não pode passar despercebido pelos historiadores, principalmente para aqueles especializados em História do século XX. As fontes audiovisuais e musicais ganham crescentemente espaço na pesquisa histórica. Do ponto de vista metodológico, são vistas pelos historiadores como fontes primárias novas, desafiadores, mas seu estatuto é paradoxal.
O paradoxo a que se refere o autor fica evidente
no cinema, cujo realismo e o cuidado dispensado às produções históricas o convertem em fonte primária do passado e retratados nos filmes.
na fotografia, cujas características técnicas a transformam em fonte primária neutra
no documentário, que ao se basear em pesquisa sobre a realidade configura uma fonte confiável
no videogame, cujas características tecnológicas, lúdicas e mercadológicas são elementos importantes para a sua classificação como fonte primária.
no jornalismo televisivo, cujo controle exercido pela emissora sobre os conteúdos veiculados impedem de considerá-lo uma fonte primária

Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais, essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de abandonar a palavra ‘escravo’.
Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos interpretativos
II. escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir em completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente.
A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I
As asserções I e II são falsas
A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa
As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I

Leia o texto. (ENADE) Tratado Proposto a Manuel da Silva Ferreira pelos seus escravos durante o tempo em que se conservaram levantados (c.1789) “Meu senhor, nós queremos paz e não queremos guerra; se meu senhor também quiser nossa paz há de ser nessa conformidade, se quiser estar pelo que nós quisermos saber. [...] Para o seu sustento tenha lancha de pescaria ou canoas do alto, e quando quiser comer mariscos mande os seus pretos Minas. [...] Os atuais feitores não os queremos, faça eleição de outros com nossa aprovação. [...] A estar por todos artigos acima, e conceder-nos estar sempre de posse da ferramenta, estamos prontos para o servirmos como dantes, porque não queremos seguir os maus costumes dos mais Engenhos. Poderemos brincar, folgar, e cantar em todos os tempos que quisermos sem que nos impeça e nem seja preciso licença.”
A importância da utilização da fonte documental acima apresentada relaciona-se, sobretudo, ao seu potencial de problematização histórica. Nesse sentido, assinale a alternativa que qualifica o referido documento e o relaciona diretamente ao seu valor historiográfico.
O documento nega as relações conflituosas entre senhores e escravos, ao demonstrar que os cativos tinham condições plenas de argumentarem em favor de suas próprias causas.
O texto é indicativo de um levante isolado, com características chantagistas, em um contexto de escravidão.
A narrativa evidencia o grau de instrução dos escravos, que emitiam documentos para registrar a luta pelos seus direitos.
Os detalhes da narrativa revelam o exotismo e as peculiaridades da vida do negro escravo no ambiente citadino e rural.
O conteúdo da fonte abre caminhos analíticos para a revisão de conceitos como o de resistência negra escrava.

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Pincel Atômico - 12/02/2025 16:49:47 1/4
GABRIELA ROCHA
LIMA
Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 8 (18161)
Atividade finalizada em 30/12/2024 19:19:27 (3096191 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA [1289371] - Avaliação com 8
questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos - 4]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-AGO/2024 - SGegu0A300824 [141563]
Aluno(a):
91668926 - GABRIELA ROCHA LIMA - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 3,33 pontos como nota
[355760_557
04]
Questão
001
Sobre as fontes históricas, marque a alternativa correta.
A moderna historiografia consegue produzir conhecimento histórico sem fontes.
X
Até mesmo charges, memes e lista de compras podem ser consideradas fontes
válidas.
Possuem graus variados de importância e as escritas tem mais credibilidade.
Até o século XX, as escritas e oficiais eram as únicas utilizadas.
São consideradas válidas apenas as escritas e oficiais.
[355762_569
92]
Questão
002
Leia o texto para responder a questão.
“Entre o final do século XIX e as primeiras três décadas do século XX, a noção de
História foi sacudida, construída e reconstruída a partir de preocupações teórico-
metodológicas e temáticas. Frente ao objetivismo e à defesa exacerbada da história
política, voltada à exaltação de indivíduos e laudatória, alguns pensadores como
François Simiand, Marc Bloch, Lucien Febvre pejoravam a história que era baseada
em três ídolos (expressão de Simiand): o indivíduo, a data e o fato.
Foram eles que, lançando uma revista nova de história, intitulada Annales d’Histoire
Économique et Social, acabaram por articular uma nova forma de se fazer história, a
ser difundida pelo grupo designado, posteriormente, de Escola dos Annales.
As críticas sobre o documento, dentro desse grupo, seriam feitas por Fernand
Braudel, que propunha a expansão ou dilatação do conceito,
afirmando que o historiador não deveria apenas se pautar por documentos oficiais
para construir seus enredos, mas por documentos diversos que emergiam do todo
social. Civilização material, economia e capitalismo, uma coleção de três livros
produzia por Braudel representa, certamente, um bom exemplo do que é o historiador,
a partir da visão historiográfica dos Annales. Nela, Braudel faz uso de receitas,
anotações, mapas, croquis.”
FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni
França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos
Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.47-48.
A tese central do texto é a de que a escola dos Annales
X promoveu uma renovação teórico-metodológica nos estudos históricos
ampliou o conceito de documento, ao incluir tanto os escritos oficiais como não-oficiais
defendeu uma história política
renovou as concepções de documento histórico para compreender melhor a esfera
política.
advogou uma história social dos grandes homens e pensadores
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:49:47 2/4
[355760_557
11]
Questão
003
Leia o texto. (ENADE)
Vivemos em um mundo dominados por imagens e sons obtidos diretamente da
realidade, seja pela encenação ficcional, seja pelo registro documental, por meio de
aparatos técnicos cada vez mais sofisticados. E tudo pode ser visto pelos meios de
comunicações e representado pelo cinema, com um grau de realismo impressionante.
Cada vez mais, tudo é dado a ver e a ouvir, fatos importantes e banais, pessoas
públicas influentes ou anônimas e comuns. Esse fenômeno, já secular, não pode
passar despercebido pelos historiadores, principalmente para aqueles especializados
em História do século XX. As fontes audiovisuais e musicais ganham crescentemente
espaço na pesquisa histórica. Do ponto de vista metodológico, são vistas pelos
historiadores como fontes primárias novas, desafiadores, mas seu estatuto é
paradoxal.
NAPOLITANO, M. A História depois do papel. In: PINSKY. C.B. (Org.). Fontes
Históricas. São Paulo: Contexto, 2005, p. 235 (adaptado).
O paradoxo a que se refere o autor fica evidente
X
no videogame, cujas características tecnológicas, lúdicas e mercadológicas são
elementos importantes para a sua classificação como fonte primária.
no jornalismo televisivo, cujo controle exercido pela emissora sobre os conteúdos
veiculados impedem de considerá-lo uma fonte primária
no documentário, que ao se basear em pesquisa sobre a realidade configura uma
fonte confiável
no cinema, cujo realismo e o cuidado dispensado às produções históricas o convertem
em fonte primária do passado e retratados nos filmes.
na fotografia, cujas características técnicas a transformam em fonte primária neutra
[355760_557
09]
Questão
004
A renovação historiográfica ocorrida no século XX, com os “Annales”, promoveu uma
transformação na concepção de documento e na relação do historiador com ele. A
concepção renovada de documento e de seu uso em sala de aula parte do
pressuposto de que o trabalho com diferentes fontes e linguagens pode ser o ponto
de partida para a prática do ensino de História. Nesta perspectiva, os documentos
X
são compreendidos como vestígios do passado, que devem servir para responder a
indagações e problematizações de alunos e professores, com o objetivo de
estabelecer um diálogo com o passado e o presente, tendo como referência o
conteúdo histórico ensinado.
são entendidos como ilustrações da narrativa histórica, sendo utilizados para decorar
o material didático e torná-lo mais atrativo para os alunos, possibilitando que estes
prestem mais atenção às aulas.
são utilizados como instrumentos didáticos, uma forma do professor motivar o aluno
para o conhecimento histórico, esperando-se que, por meio da utilização do
documento em sala de aula, o aluno possa ter contato pessoal e próximo com as
realidades passadas.
são considerados a base do conhecimento histórico, visto que eles falam por si
mesmos, cabendo ao professor e aos alunos resignarem-se diante da verdade
imanente às fontes históricas.
são tratados como prova irrefutável da realidade passada e comprovação da narrativa
histórica transmitida pelo professor ao aluno. Este então considerado um receptor
passivo e preocupado em decorar o conteúdo ensinado.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:49:47 3/4
[355760_557
08]
Questão
005
Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a
palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio
designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida
para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais,
essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais
dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da
antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da
discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de
abandonar a palavra ‘escravo’.
FINLEY, M. Uso e abuso da história. São Paulo: Martins Fontes, 1989 (adaptado).
Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na
Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado
pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos
interpretativos
PORQUE
II. escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir em
completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta
A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira
As asserções I e II são falsas
A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I
X As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativacorreta da I
[355760_570
02]
Questão
006
Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a
palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio
designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida
para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais,
essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais
dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da
antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da
discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de
abandonar a palavra ‘escravo’.
FINLEY, M. Uso e abuso da história. São Paulo: Martins Fontes, 1989 (adaptado).
Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na
Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado
pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos
interpretativos.
PORQUE
II. Escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir
em completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira.
As asserções I e II são falsas.
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 
X As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:49:47 4/4
[355760_557
05]
Questão
007
Sobre as relações entre as fontes históricas e o conhecimento histórico, julgue os
itens.
I. As fontes históricas são retratos fiéis da realidade, bastando saber lê-las para
entender o passado.
II. As fontes históricas são construções humanas que podem ter intencionalidades,
devendo-se inquiri-las.
III. As fontes históricas só “falam” a partir do momento que são direcionadas a ela
perguntas pelo historiador.
Os itens corretos são:
X II e III.
somente III.
somente I.
I e II.
I e III.
[355760_569
81]
Questão
008
Leia o texto. (ENADE)
Tratado Proposto a Manuel da Silva Ferreira pelos seus escravos durante o
tempo em que se conservaram levantados (c.1789)
“Meu senhor, nós queremos paz e não queremos guerra; se meu senhor também
quiser nossa paz há de ser nessa conformidade, se quiser estar pelo que nós
quisermos saber. [...] Para o seu sustento tenha lancha de pescaria ou canoas do alto,
e quando quiser comer mariscos mande os seus pretos Minas. [...] Os atuais feitores
não os queremos, faça eleição de outros com nossa aprovação. [...] A estar por todos
artigos acima, e conceder-nos estar sempre de posse da ferramenta, estamos prontos
para o servirmos como dantes, porque não queremos seguir os maus costumes dos
mais Engenhos. Poderemos brincar, folgar, e cantar em todos os tempos que
quisermos sem que nos impeça e nem seja preciso licença.”
REIS, J.J.; SILVA, E. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil
escravista. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1989, p. 123.
A importância da utilização da fonte documental acima apresentada relaciona-se,
sobretudo, ao seu potencial de problematização histórica. Nesse sentido, assinale a
alternativa que qualifica o referido documento e o relaciona diretamente ao seu valor
historiográfico.
O documento nega as relações conflituosas entre senhores e escravos, ao
demonstrar que os cativos tinham condições plenas de argumentarem em favor de
suas próprias causas
O texto é indicativo de um levante isolado, com características chantagistas, em um
contexto de escravidão.
A narrativa evidencia o grau de instrução dos escravos, que emitiam documentos para
registrar a luta pelos seus direitos
Os detalhes da narrativa revelam o exotismo e as peculiaridades da vida do negro
escravo no ambiente citadino e rural
X
O conteúdo da fonte abre caminhos analíticos para a revisão de conceitos como o de
resistência negra escrava

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