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Pincel Atômico - 12/02/2025 16:49:47 1/4 GABRIELA ROCHA LIMA Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 8 (18161) Atividade finalizada em 30/12/2024 19:19:27 (3096191 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA [1289371] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos - 4] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-AGO/2024 - SGegu0A300824 [141563] Aluno(a): 91668926 - GABRIELA ROCHA LIMA - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 3,33 pontos como nota [355760_557 04] Questão 001 Sobre as fontes históricas, marque a alternativa correta. A moderna historiografia consegue produzir conhecimento histórico sem fontes. X Até mesmo charges, memes e lista de compras podem ser consideradas fontes válidas. Possuem graus variados de importância e as escritas tem mais credibilidade. Até o século XX, as escritas e oficiais eram as únicas utilizadas. São consideradas válidas apenas as escritas e oficiais. [355762_569 92] Questão 002 Leia o texto para responder a questão. “Entre o final do século XIX e as primeiras três décadas do século XX, a noção de História foi sacudida, construída e reconstruída a partir de preocupações teórico- metodológicas e temáticas. Frente ao objetivismo e à defesa exacerbada da história política, voltada à exaltação de indivíduos e laudatória, alguns pensadores como François Simiand, Marc Bloch, Lucien Febvre pejoravam a história que era baseada em três ídolos (expressão de Simiand): o indivíduo, a data e o fato. Foram eles que, lançando uma revista nova de história, intitulada Annales d’Histoire Économique et Social, acabaram por articular uma nova forma de se fazer história, a ser difundida pelo grupo designado, posteriormente, de Escola dos Annales. As críticas sobre o documento, dentro desse grupo, seriam feitas por Fernand Braudel, que propunha a expansão ou dilatação do conceito, afirmando que o historiador não deveria apenas se pautar por documentos oficiais para construir seus enredos, mas por documentos diversos que emergiam do todo social. Civilização material, economia e capitalismo, uma coleção de três livros produzia por Braudel representa, certamente, um bom exemplo do que é o historiador, a partir da visão historiográfica dos Annales. Nela, Braudel faz uso de receitas, anotações, mapas, croquis.” FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.47-48. A tese central do texto é a de que a escola dos Annales X promoveu uma renovação teórico-metodológica nos estudos históricos ampliou o conceito de documento, ao incluir tanto os escritos oficiais como não-oficiais defendeu uma história política renovou as concepções de documento histórico para compreender melhor a esfera política. advogou uma história social dos grandes homens e pensadores Pincel Atômico - 12/02/2025 16:49:47 2/4 [355760_557 11] Questão 003 Leia o texto. (ENADE) Vivemos em um mundo dominados por imagens e sons obtidos diretamente da realidade, seja pela encenação ficcional, seja pelo registro documental, por meio de aparatos técnicos cada vez mais sofisticados. E tudo pode ser visto pelos meios de comunicações e representado pelo cinema, com um grau de realismo impressionante. Cada vez mais, tudo é dado a ver e a ouvir, fatos importantes e banais, pessoas públicas influentes ou anônimas e comuns. Esse fenômeno, já secular, não pode passar despercebido pelos historiadores, principalmente para aqueles especializados em História do século XX. As fontes audiovisuais e musicais ganham crescentemente espaço na pesquisa histórica. Do ponto de vista metodológico, são vistas pelos historiadores como fontes primárias novas, desafiadores, mas seu estatuto é paradoxal. NAPOLITANO, M. A História depois do papel. In: PINSKY. C.B. (Org.). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005, p. 235 (adaptado). O paradoxo a que se refere o autor fica evidente X no videogame, cujas características tecnológicas, lúdicas e mercadológicas são elementos importantes para a sua classificação como fonte primária. no jornalismo televisivo, cujo controle exercido pela emissora sobre os conteúdos veiculados impedem de considerá-lo uma fonte primária no documentário, que ao se basear em pesquisa sobre a realidade configura uma fonte confiável no cinema, cujo realismo e o cuidado dispensado às produções históricas o convertem em fonte primária do passado e retratados nos filmes. na fotografia, cujas características técnicas a transformam em fonte primária neutra [355760_557 09] Questão 004 A renovação historiográfica ocorrida no século XX, com os “Annales”, promoveu uma transformação na concepção de documento e na relação do historiador com ele. A concepção renovada de documento e de seu uso em sala de aula parte do pressuposto de que o trabalho com diferentes fontes e linguagens pode ser o ponto de partida para a prática do ensino de História. Nesta perspectiva, os documentos X são compreendidos como vestígios do passado, que devem servir para responder a indagações e problematizações de alunos e professores, com o objetivo de estabelecer um diálogo com o passado e o presente, tendo como referência o conteúdo histórico ensinado. são entendidos como ilustrações da narrativa histórica, sendo utilizados para decorar o material didático e torná-lo mais atrativo para os alunos, possibilitando que estes prestem mais atenção às aulas. são utilizados como instrumentos didáticos, uma forma do professor motivar o aluno para o conhecimento histórico, esperando-se que, por meio da utilização do documento em sala de aula, o aluno possa ter contato pessoal e próximo com as realidades passadas. são considerados a base do conhecimento histórico, visto que eles falam por si mesmos, cabendo ao professor e aos alunos resignarem-se diante da verdade imanente às fontes históricas. são tratados como prova irrefutável da realidade passada e comprovação da narrativa histórica transmitida pelo professor ao aluno. Este então considerado um receptor passivo e preocupado em decorar o conteúdo ensinado. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:49:47 3/4 [355760_557 08] Questão 005 Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais, essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de abandonar a palavra ‘escravo’. FINLEY, M. Uso e abuso da história. São Paulo: Martins Fontes, 1989 (adaptado). Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos interpretativos PORQUE II. escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir em completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira As asserções I e II são falsas A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I X As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativacorreta da I [355760_570 02] Questão 006 Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais, essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de abandonar a palavra ‘escravo’. FINLEY, M. Uso e abuso da história. São Paulo: Martins Fontes, 1989 (adaptado). Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos interpretativos. PORQUE II. Escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir em completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira. As asserções I e II são falsas. As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. X As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa. Pincel Atômico - 12/02/2025 16:49:47 4/4 [355760_557 05] Questão 007 Sobre as relações entre as fontes históricas e o conhecimento histórico, julgue os itens. I. As fontes históricas são retratos fiéis da realidade, bastando saber lê-las para entender o passado. II. As fontes históricas são construções humanas que podem ter intencionalidades, devendo-se inquiri-las. III. As fontes históricas só “falam” a partir do momento que são direcionadas a ela perguntas pelo historiador. Os itens corretos são: X II e III. somente III. somente I. I e II. I e III. [355760_569 81] Questão 008 Leia o texto. (ENADE) Tratado Proposto a Manuel da Silva Ferreira pelos seus escravos durante o tempo em que se conservaram levantados (c.1789) “Meu senhor, nós queremos paz e não queremos guerra; se meu senhor também quiser nossa paz há de ser nessa conformidade, se quiser estar pelo que nós quisermos saber. [...] Para o seu sustento tenha lancha de pescaria ou canoas do alto, e quando quiser comer mariscos mande os seus pretos Minas. [...] Os atuais feitores não os queremos, faça eleição de outros com nossa aprovação. [...] A estar por todos artigos acima, e conceder-nos estar sempre de posse da ferramenta, estamos prontos para o servirmos como dantes, porque não queremos seguir os maus costumes dos mais Engenhos. Poderemos brincar, folgar, e cantar em todos os tempos que quisermos sem que nos impeça e nem seja preciso licença.” REIS, J.J.; SILVA, E. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1989, p. 123. A importância da utilização da fonte documental acima apresentada relaciona-se, sobretudo, ao seu potencial de problematização histórica. Nesse sentido, assinale a alternativa que qualifica o referido documento e o relaciona diretamente ao seu valor historiográfico. O documento nega as relações conflituosas entre senhores e escravos, ao demonstrar que os cativos tinham condições plenas de argumentarem em favor de suas próprias causas O texto é indicativo de um levante isolado, com características chantagistas, em um contexto de escravidão. A narrativa evidencia o grau de instrução dos escravos, que emitiam documentos para registrar a luta pelos seus direitos Os detalhes da narrativa revelam o exotismo e as peculiaridades da vida do negro escravo no ambiente citadino e rural X O conteúdo da fonte abre caminhos analíticos para a revisão de conceitos como o de resistência negra escrava