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Questões resolvidas

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Alternativa D: INCORRETA. A paciente não apresenta queixa de perda miccional
aos esforços.
▶ ��������: C
19 (UNICAMP – SP – 2018) Mulher, 67a, comparece à Unidade Básica de Saúde
relatando dor intensa às relações sexuais. Os sintomas começaram há
aproximadamente 10 anos. No início a dor era leve, mas nos últimos meses vem
ficando insuportável. Não tem relações sexuais com o marido há três meses.
Antecedentes pessoais: menopausa aos 51 anos e não usa medicações hormonais,
diabete mellitus em uso de hipoglicemiante oral e nega cirurgias. Antecedente
familiares: negativo para neoplasia maligna. Mamografia recente: BIRADS® 2.
Exame ginecológico: introito vaginal estreitado, com mucosa vaginal friável e seca,
conteúdo vaginal esbranquiçado em pequena quantidade sem grumos ou bolhas;
colo uterino sem lesões à inspeção. O DIAGNÓSTICO E CONDUTA SÃO:
A. Atrofia urogenital; prescrever progesterona tópica por via vaginal.
B. Candidíase vaginal; prescrever fluconazol 150 mg por via oral dose única.
C. Atrofia urogenital; prescrever estrogênio tópico por via vaginal.
D. Vaginose citolítica; prescrever ducha vaginal com bicarbonato de sódio.
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Climatério.
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Alternativa A: INCORRETA. Como comentado na alternativa C, o hormônio de
eleição nos casos de atrofia urogenital é o estrogênio tópico.
Alternativa B: INCORRETA. O quadro clínico não sugere candidíase vaginal
(conteúdo vaginal esbranquiçado, porém sem grumos, não há relato de prurido,
ardência ou hiperemia vulvar/vaginal).
Alternativa C: CORRETA. Questão tranquila! Mulher de 67 anos com DISPAREUNIA
(DOR ÀS RELAÇÕES SEXUAIS) há aproximadamente 10 anos, o que nos vem à
cabeça? ATROFIA UROGENITAL relacionada ao climatério. A questão ainda facilita,
falando que a paciente teve a menopausa aos 51 anos e não utiliza medicações
hormonais. No exame ginecológico, constata-se a mucosa vaginal friável e seca, o
que corrobora o diagnóstico. A síndrome urogenital é muito comum nas mulheres
climatéricas devido à privação estrogênica característica dessa fase e constitui,
portanto, uma das principais indicações para terapia de reposição hormonal, que
no caso de sintomas vaginais e/ou urológicos isolados, deve ser administrada
topicamente (via vaginal) e sem a necessidade da contraposição progestínica, ou
seja, apenas o componente estrogênico.
Alternativa D: INCORRETA. O quadro clínico de vaginose citolítica simula uma
candidíase vulvovaginal e como comentado na alternativa B, não é o caso da
paciente em questão. Ademais, em hipótese alguma devemos recomendar o uso
de duchas vaginais (muito menos com bicarbonato de sódio), pois elas retiram a
flora vaginal habitual, modificando o seu pH e predispondo a infecções.
▶ ��������: C
20 (UNICAMP – SP – 2018) Mulher, 47a, G3P3C0, retorna a Unidade Básica de
Saúde para checar exame de ultrassonografia pélvica solicitada em consulta de
rotina há dois meses. Nega qualquer sintoma. Apresenta ciclos menstruais
regulares, com volume de sangramento normal. Antecedente pessoal: laqueadura
após o parto do último filho. Exame ginecológico: útero discretamente aumentado
ao toque vaginal, indolor à mobilização. Ultrassonografia pélvica: útero
antevertido com volume de 200 cm³ (normal de 90 – 120 cm³), apresentando dois
nódulos intramurais compatíveis com miomas de 2,0 x 2,0 cm e de 1,8 x 2,3 cm;
ovários visualizados e sem alterações; ausência de ascite. A CONDUTA É:
A. Histerectomia por via laparoscópica.
B. Prescrever acetato de medroxiprogesterona de depósito a cada 3 meses.
C. Expectante.
D. Prescrever pílula anticoncepcional contínua com progestágeno isolado.
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Miomatose Uterina.
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Alternativa A: INCORRETA. Como comentado na alternativa A, não há indicação
terapêutica nesse caso.
Alternativa B: INCORRETA. Como comentado na alternativa A, não há indicação
terapêutica nesse caso.
Alternativa C: CORRETA. Levem para a vida: Não há necessidade de tratar
miomatose uterina assintomática! As indicações de tratamento para miomas são
sobretudo sangramento uterino anormal, aumento importante do volume uterino
cursando com dor abdominopélvica ou outros sintomas, e quando a paciente
apresenta desejo de gestar (desde que a localização do mioma possa representar
um empecilho para tal – o que nem sempre acontece). Nesses casos, sempre que
possível, deve-se tentar inicialmente o tratamento mais conservador
(farmacológico) e apenas em casos refratários e selecionados partir para uma
cirurgia.
Alternativa D: INCORRETA. Como comentado na alternativa A, não há indicação
terapêutica nesse caso.
▶ ��������: C
21 (UNICAMP – SP – 2018) Mulher, 35a, G4P3C0A0 é admitida com queixa de dor
em baixo-ventre e perda de líquido por via vaginal há aproximadamente 5h. A
idade gestacional pela amenorreia e confirmada por exame de ultrassonografia
realizado com 13 semanas é de 33 semanas. Exame obstétrico: altura uterina = 32
cm; batimentos cardíacos fetais = 132 bpm; dinâmica uterina = 4 contrações fortes
de 40 segundos em 10 minutos; exame especular: saída de grande quantidade de
líquido claro pelo colo uterino; toque vaginal: colo pérvio para 5/6cm, totalmente
esvaecido e apresentação pélvica. A CONDUTA É:
A. Hiper-hidratação, tocólise, corticoterapia e seguimento rigoroso.
B. Controle rigoroso de temperatura, repouso e hiper-hidratação oral.
C. Expectante e realização de exames para rastreamento de infecção ovular.
D. Resolução imediata por cesárea.
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Rotura Prematura de Membranas Ovulares.
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O termo “Rotura Prematura das Membranas Ovulares” (RPMO) não se refere à
bolsa rota que ocorre antes das 37 semanas, mas sim daquela que acontece antes
de se iniciar o trabalho de parto (logo, quando ocorre concomitante ao trabalho de
parto, devemos chamar de amniorrexe). É dita RPMO pré-termo quando ocorre
antes de 37 semanas.
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Alternativa A: INCORRETA. É contraindicado realizar tocólise em casos de
amniorrexe e pelo avanço do trabalho de parto, não haverá tempo hábil para a
ação do corticoide.
Alternativa B: INCORRETA. Nesse caso, não se trata de uma rotura prematura de
membranas ovulares, mas sim de trabalho de parto prematuro (presença de 4
contrações uterinas/10min associado a dilatação do colo 5/6cm e esvaecimento
total), bastante avançado por sinal. Logo, não há mais o que se fazer além de
permitir o parto pela melhor via.
Alternativa C: INCORRETA. Como comentado na alternativa D, o parto vaginal
está contraindicado em apresentações pélvicas com menos de 34 semanas.
Alternativa D: CORRETA. Questão difícil que cobra um conceito específico de que
o parto vaginal pélvico não é recomendado para fetos prematuros extremos, visto
que nesse período a cabeça do feto é maior que o restante do corpo, aumentando
a chance de cabeça derradeira. Portanto, estaria indicada a cesariana para fetos
em apresentação pélvica com IGda pressão arterial, vigilância fetal e programação
do parto.
C. Aumento da dose de alfa metil dopa e retorno em 24 horas para realização
dopplerfluxometria.
D. Internação para vigilância da vitalidade fetal com realização de
dopplerfluxometria.
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Síndromes hipertensivas na gestação.
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Alternativa A: INCORRETA. Inibidores da enzima conversora de angiotensina
(IECA) são contraindicados na gestação.
Alternativa B: CORRETA. A paciente em questão, já com diagnóstico de pré-
eclâmpsia, apresenta alguns critérios de gravidade: PA > ou = 160x110mmHg,
oligodrâmnia, restrição do crescimento fetal, além de cefaleia, que dentro deste
contexto sugere fortemente um sinal de iminência de eclampsia. A conduta mais
atual na pré-eclâmpsia com critério de gravidade é a interrupção da gestação com
34 semanas ou imediatamente a depender das condições materno-fetais. Esta
paciente já está com 35 semanas e 4 dias de gestação e, portanto, antes disso
devemos estabiliza-la: controlar a pressão arterial, prevenir eclampsia com sulfato
de magnésio (extrapolando a resposta da banca), avaliar a vitalidade fetal e enfim
programar o parto.
Alternativa C: INCORRETA. Pré-eclâmpsia com critério de gravidade (conforme
comentado na alternativa B) de forma alguma pode ser conduzida
ambulatorialmente.
Alternativa D: INCORRETA. Como comentado na alternativa B, a conduta nesse
caso não pode ser expectante, deve ser ativa com interrupção da gestação.
▶ ��������: B
23 (UNICAMP – SP – 2018) Mulher, 25a, G3P2, com 24 semanas de gestação.
Antecedente pessoal: dois filhos anteriores foram a termo com peso ao
nascimento ao redor de 3400g. Exame físico: IMC= 23,2 Kg/m². Teste de tolerância
a glicose com 100 g de dextrosol: Jejum=112mg/dL; 1ª hora = 224mg/dL; 2ª hora
=170mg/dL. O DIAGNÓSTICO E A CONDUTA SÃO:
A. Diabetes tipo 2; iniciar hipoglicemiante oral, orientar dieta e atividade física.
B. Diabetes gestacional; realizar perfil glicêmico, insulinização e orientar dieta.
C. Intolerância à glicose; iniciar hipoglicemiante oral, orientar dieta e atividade
física.
D. Diabetes gestacional; iniciar hipoglicemiante oral e orientar dieta.
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Diabetes Mellitus Gestacional.
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