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EXAME FÍSICO DO SISTEMA DIGESTÓRIO ❖ 1ª ETAPA: Lavagem das mãos/ como é feito o procedimento / importância; A maneira mais eficaz de garantir uma ótima higiene das mãos é utilizar a preparação alcoólica para as mãos. As preparações alcoólicas para as mãos apresentam as seguintes vantagens imediatas: • Eliminação da maioria dos micro-organismos (incluindo vírus); • Curto período de tempo para higienizar as mãos (20 a 30 segundos); • Disponibilidade do produto no ponto de assistência; • Boa tolerabilidade da pele; • Não há necessidade de qualquer infraestrutura especial (água limpa, lavatório, sabonete e toalha). ❖ 2ª ETAPA: Anamnese e sua importância; A anamnese é a parte mais importante do exame clínico, pois é a partir dela que se desenvolve a relação profissional de saúde-paciente, além de nos permitir obter decisões diagnósticas e verificar determinados pontos que irão orientar a estratégia terapêutica. Hábitos relacionados ao funcionamento do trato digestório e sobre os sinais e sintomas: • Hábito alimentar: Número de refeições diárias, tipos de alimentos ingeridos por refeição, preferências e aversões alimentares, intolerância a alimentos, restrições alimentares, uso de suplementos alimentares, alterações do apetite, ingestão habitual de líquidos por dia. • Alteração de peso; • Disfagia (dificuldade de deglutição): Inicio e evolução do sintoma, consistência dos alimentos que consegue deglutir; • Odinofagia (dor associada à deglutição): Avaliação da dor; • Pirose ou azia: Contínua ou intermitente, relacionada à ingestão de determinados alimentos, localização da região que ocorre esta sensação; • Náuseas e/ou vômitos: Intensidade, frequência, fatores desencadeantes. • Hábito intestinal: Frequência e consistência das evacuações habituais, descrição (cor, odor, volume e forma); • Dor abdominal: Início e duração, características (aguda, em pontada, cólica ou queimação), superficial ou profunda, localização e propagação para outras regiões, sintomas associados, fatores que a precipitam ou a melhoram e pioram. • Antecedentes pessoais: Presença de úlceras, doenças vesiculares, apendicite, hérnias, e / ou cirurgias anteriores, hipertensão, alcoolismo, uso de medicações que alteram o funcionamento gastrintestinal. • Antecedentes familiares: Presença de antecedentes familiares de doenças gastrintestinais. ______________________________________________________________________ ❖ PREPARO DO PACIENTE: • Orientar o esvaziamento da bexiga antes da realização do exame físico; • Orientar e/ou auxiliar o paciente no posicionamento em decúbito dorsal horizontal, com braços estendidos ao lado do corpo; • Colocar um travesseiro apoiando a cabeça e outro sob os joelhos para promover o relaxamento da musculatura abdominal; • Expor o abdome, cobrindo a genitália. Se o paciente for mulher, cobrir também as mamas. ______________________________________________________________________ ❖ PREPARO DO MATERIAL: Estetoscópio biauricular, Algodão; Álcool 70%; Fita métrica e régua; Relógio com marcador de segundos; Travesseiros; Biombo se necessário; Bloco de anotações; Lápis; Lanterna se necessário; Luva de procedimento se necessário; A ANAMNESE NO EXAME FÍSICO DO SISTEMA DIGESTÓRIO ANTES DAS ETAPAS DA PROPEDÊUTICA, É IMPORTANTE REALIZAR UMA REVISÃO DA ANATOMIA ABDOMINAL Reconhece a divisão do abdome em quadrantes: QSD (quadrante superior direito), QSE (quadrante superior esquerdo), QID (quadrante inferior direito) e QIE (quadrante inferior esquerdo). 1. Para dividir o abdome em quadrantes trace uma linha imaginária do esterno até a púbis passando pelo umbigo. Trace uma segunda linha imaginária perpendicular à primeira, cruzando horizontalmente o abdome através do umbigo). Reconhece a divisão do abdome em nove regiões: região epigástrica, mesogástrica (umbilical), hipogástrica ou suprapúbica, hipocôndrio D e E, flanco D e E, fossas ilíacas ou inguinal D e E. 2. Para dividir o abdome em nove regiões trace duas linhas imaginárias no sentido horizontal, uma passando pela margem mais inferior do rebordo costal e outra passando pela borda da crista ilíaca; e duas linhas verticais correndo bilateralmente nas linhas hemiclaviculares direita e esquerda). ❖ 3º ETAPA: Propedêutica. Ordem das técnicas de exame: • Inspeção; 1 • Ausculta; 2 • Percussão; 3 • Palpação 4 1. INSPEÇÃO INSPECIONAR: Estruturas da boca: observar a coloração da cavidade oral e o hálito, presença de alterações nos lábios, gengivas, palato mole, úvula, tonsilas palatinas, língua, quantidade e conservação dos dentes, uso de prótese dentária, situação de higiene bucal. (OBSERVADOS NO EXAME FÍSICO GERAL, DE CABEÇA E PESCOÇO E EXAME DE PELE, DA MUCOSA E FÂNEROS); Observar a superfície abdominal quanto às características da pele: lesões da pele, circulação colateral, coloração, presença de estrias, manchas hemorrágicas e distribuição de pelos. (OBSERVADOS NO EXAME FÍSICO GERAL E EXAME DE PELE, DA MUCOSA E FÂNEROS); PARÂMETROS ANALISADOS NA INSPEÇÃO: 1. Forma e volume do abdome: • atípico ou normal simetria como principal característica morfológica; • globoso ou protuberante globalmente aumentado, predomínio do diâmetro antero posterior sobre o transversal; • em ventre de batráquio paciente em decúbito dorsal, observa-se o predomínio do diâmetro transversal sobre o anteroposterior; • pendular ou ptótico paciente em pé, as vísceras pressionam a parte inferior da parede abdominal, produzindo nesse local uma protusão. (flacidez do abdome no período puerperal); • avental encontrado em pessoas com obesidade em grau elevado, sendo consequência do acumulo de tecido gorduroso na parede abdominal; • escavado parede abdominal reatraída. Pessoas muito emagrecidas, geralmente portadoras de doenças consultivas. **a forma e o volume do abdome variam de acordo com a idade, o sexo e o estado de nutrição do paciente** 2. Presença de cicatriz umbilical: ** casos de hérnia, acúmulo de líquido, gravidez* 3. Abaulamentos ou retrações localizadas O abaulamento ou a retração, em uma determinada região, torna o abdome assimétrico e irregular, indicando alguma anormalidade. 4. Presença de veias superficiais O padrão venoso da parede abdominal geralmente é pouco perceptível. Quando as veias tornam-se visíveis pode caracterizar circulação colateral. 5. Cicatrizes da parede abdominal A localização, a extensão e a forma de uma cicatriz na parede abdominal podem fornecer informações úteis sobre cirurgias anteriores: ◗ Flanco direito: colecistectomia ◗ Flanco esquerdo: colectomia ◗ Fossa ilíaca direita: apendicectomia, herniorrafia ◗ Fossa ilíaca esquerda: herniorrafia ◗ Hipogástrio: histerectomia ◗ Linha média: laparotomia ◗ Região lombar: nefrectomia ◗ Linha vertebral: laminectomia 6. Movimentos Três tipos de movimentos podem ser encontrados no abdome: MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS, PULSAÇÕES E MOVIMENTOS PERISTÁLTICOS VISÍVEIS (movimentos peristálticos visíveis indicam obstrução em algum segmento do tubo digestivo, porém em pessoas emagrecidas é normal). PS: Inspecionar a região anal e perianal (quando necessário e se houver queixas) calçar luvas de procedimentos>> afastar as nádegas, observar coloração, solicitar para o paciente fazer força para baixo para detectar presença de alterações como edema, ulcerações, hemorróidas, abscessos, fissuras, fístulas, prolapsos ou deformações. 2. AUSCULTA **Lembrete: Realizar a desinfecção das olivas e do diafragma do estetoscópio com algodão embebido em álcool a 70%. Aquecer o diafragma do estetoscópio friccionando-o levemente em uma superfície de tecido.Verificar no estetoscópio biauricular se o som está sendo reproduzido pelo lado do diafragma.** Iniciar pelo quadrante inferior direito (válvula ileocecal); Auscultar os ruiídos intestinais (Ruídos Hidroaéreos: RHA, que ocorrem em consequência dos movimentos peristálticos e do deslocamento de ar e líquidos ao longo do intestino. Avaliar a presença desses RHA, sua frequência (normal: 5 a 35 por minuto); Relógio em 1 min. para contar a frequência de RHA e estabelecer se está: NORMAL; HIPOATIVO; HIPERATIVO; AUSENTE (a ausência de RHA é estabelecida somente após 5 min. de ausculta contínua. **Diarreia e oclusão intestinal causam RHA intensos por causa do aumento do peristaltismo intestinal** Pesquisa da presença de sons vasculares (se necessário): Auscultar com a campânula do estetoscópio para constatar sopros nas artérias aorta, renal, ilíaca e femural. É importante que se realize a ausculta do abdome antes de se realizar a percussão e a palpação, pois estas podem estimular o peristaltismo e encobrir uma hipoatividade dos ruídos hidroaéreos. 3. PERCUSSÃO Detecta presença de líquido, ar e massas preenchidas com líquido ou sólidas. ➢ SONS DO ABDOME: o Timpânico: presença de ar dentro de uma víscera oca; vísceras preenchidas por ar (estomago vazio e intestino); o Hipertimpânico: aumento da quantidade de ar (obstrução intestinal); o Submaciço: menor quantidade de ar; o Maciço: ausência de ar (órgãos e massas sólidas) N fígado, baço, coração e útero gravitico, ascite, tumores e cistos contendo líquidos originam esse som. ➢ CONDIÇÕES NORMAIS: o SOM MACIÇO: percutindo áreas de projeção do fígado e do baço; o SOM TIMPÂNICO: estomago, duodeno, intestino delgado e intestino grosso. (QUANTIDADE DE GÁS). A percussão direta é realizada utilizando-se de uma das mãos, ou os dedos, a fim de estimular diretamente a parede do abdome por meio de tapas. Na percussão indireta, coloca-se a mão não dominante estendida sobre o abdome e, com o dedo médio da mao dominante, flexionado e usado como se fosse um martelo, percute-se sobre um dedo da mao estendida. Inicia-se levemente a percussão no QUADRANTE INFERIOR DIREITO, prosseguindo-se pelos demais quadrantes no sentido horário, até percorrer todos os quadrantes do abdome. Ao percutir um paciente com abdome distendido, que apresenta hipertimpanismo difuso, deve-se ter em mente a possiblidade de uma obstrução intestinal. Também merecem atenção áreas extensas de macicez, sugestivas de massas ou de órgãos aumentados. Em um abdome protuberante, a presença de submacicez em ambos os flancos sugere a ocorrência de ascite, recomendando-se um procedimento adicional, como teste de onda líquida (PIPAROTE), a fim de confirmar o achado. 4. PALPAÇÃO Como norma básica, efetua-se a palpação do abdome com o paciente em decúbito dorsal, usando- se a técnica da palpação com a mão espalmada. Em determinadas condições o paciente deve assumir outras posições, assim como o examinador poderá utilizar técnicas palpatórias diferentes. A palpação abdominal tem por objetivo: ◗ Avaliar o estado da parede abdominal; ◗ Explorar a sensibilidade abdominal, provocando ou exacerbando uma dor, relatada ou não pelo paciente durante a anamnese; ◗ Reconhecer as condições anatômicas das vísceras abdominais e detectar alterações de sua consistência. Em condições normais, não se consegue distinguir pela palpação todos os órgãos intraabdominais. Nas pessoas magras, se a parede abdominal estiver bem relaxada, é possível reconhecer o fígado, os rins, a aorta abdominal, o ceco, o cólon transverso e o sigmoide. Em contrapartida, o estômago, o duodeno, o intestino delgado, o pâncreas, as vias biliares e o peritônio não são reconhecíveis pela palpação, exceto em situações especiais e transitórias, como, por exemplo, quando uma alça intestinal contém um volume gasoso apreciável. A palpação sistemática do abdome compreende 4 etapas que devem ser cumpridas, uma após a outra, são estas: palpação superficial, palpação profunda, palpação do fígado, baço e outros órgãos. ➢ PALPAÇÃO SUPERFICIAL Função: identificar hipersensibilidade abdominal, resistência muscular, distensão e presença de massas (RESUMIDAMENTE FALANDO); Sistemática: 4 quadrantes (sentido horário) Palma da mão com os dedos estendidos e aproximados sobre o abdome; Movimentos suaves, sem rotação; Abdome: deve ser macio, com suavidade consistente, insensível e com ausência de massas. o Investiga-se: (detalhadamente falando) ✓ Sensibilidade: A técnica para avaliação da sensibilidade consiste em palpar de leve ou apenas roçar a parede abdominal com objeto pontiagudo. Se esta manobra despertar dor é porque existe hiperestesia cutânea. Há algumas áreas na parede abdominal cuja compressão, ao despertar sensação dolorosa, costuma indicar comprometimento do órgão ali projetado. Os principais pontos dolorosos são: pontos gástricos, ponto cístico ou biliar, ponto apendicular, ponto esplênico e pontos ureterais. À medida que a palpação é realizada, com cuidado e devagar, deve ser observada a expressão do paciente em busca de manifestação de desconforto ou dor. ✓ Resistencia: Em condições normais, a resistência da parede abdominal é a de um músculo descontraído. Quando se encontra a musculatura contraída, a primeira preocupação do examinador é diferenciar a contratura voluntária da contratura involuntária. ✓ Continuidade: Deve-se avaliar a continuidade da parede abdominal deslocando-se a mão que palpa por toda a parede e, ao encontrar uma área de menor resistência, tenta-se insinuar uma ou mais polpas digitais naquele local. Desse modo, é possível reconhecer diástases e hérnias. ✓ Pulsações: As pulsações da parede abdominal podem ser visíveis e palpáveis, ou apenas palpáveis, e representam a transmissão à parede de fenômenos vasculares intraabdominais. ➢ PALPAÇÃO PROFUNDA Por meio da palpação profunda investigam-se os órgãos contidos na cavidade abdominal e eventuais “massas palpáveis” ou “tumorações”. O encontro de órgãos, massas palpáveis ou “tumorações” obriga o examinador a analisar as seguintes características: localização, forma, volume, sensibilidade, consistência, mobilidade e pulsatilidade. Palpe os 4 quadrantes (sentido horário). Para realizar a palpação profunda a mão não-dominante deve ser posicionada no topo da mão dominante com a ponta dos dedos localizadas na articulação das falanges distais. ➢ PALPAÇÃO DO FÍGADO O fígado pode ser palpado por meio de duas técnicas. A primeira, conhecida como técnica bimanual, exige palpação com uma das mãos e pressão em sentido contrário com a outra. É realizada com o examinador posicionado à direita do paciente, com a mão esquerda sob o tórax posterior direito do paciente, na altura da 11ª e 12ª costelas. A mão direita é colocada sobre o abdome, com os dedos estendidos apontando para a cabeça e com as pontas dos dedos tocando a linha média clavicular, logo abaixo do rebordo costal direito. A mão direita exerce compressão para dentro e para frente, enquanto a mão esquerda pressiona o tórax posterior para cima e o paciente inspira profundamente, de modo a deslocar o fígado para baixo, tentando-se sentir sua borda. O fígado normal é indolor, com borda fina e cortante ou romba, firme, macia e lisa. A outra forma de palpar o fígado, com a técnica da mão em garra, exige que o enfermeiro se posicione próximo ao tórax superior, à direita do paciente, voltado na direção de seus pés, palpando o abdome na linha do rebordo costal direito com os dedos das duas mãos curvados. Solicita-lhe que inspire profundamente, ao mesmo tempo que pressiona a parede do abdome para dentro e para cima. **quando o fígado não é palpável, pode ser indicativo de cirrose hepática avançadae, se palpável mais do que 3 cm do rebordo costal, pode indicar a presença de hepatopatias** ➢ PALPAÇÃO DO BAÇO E OUTROS ORGAOS A localização em que se encontra o baço dificulta a execução tanto da percussão quanto da palpação, sendo assim raramente palpado. Entretanto, quando encontra-se aumentado, pode ser percebido pela parede do abdome. A técnica bimanual é empregada de modo semelhante ao da palpação do fígado. Se o contorno do baço for sentido, esse achado indica víscera aumentada. Palpação do ceco O ceco pode ser reconhecido com relativa facilidade na fossa ilíaca direita. Efetua-se sua palpação deslizando-se a mão palpadora ao longo de uma linha que une a cicatriz umbilical à espinha ilíaca anterossuperior. Ao alcançar a borda interna do ceco, percebe-se uma súbita elevação; ato contínuo, as polpas digitais do examinador vão se deslocando sobre a face anterior do ceco até alcançarem a espinha ilíaca. Sem retirar a mão deste local, o examinador encurva ligeiramente seus dedos e repete a manobra em direção oposta, procurando deslocar o ceco para dentro, com a finalidade de investigar o seu grau de mobilidade. A manobra deve ser repetida mais de uma vez. Palpação do cólon transverso O cólon transverso pode ser reconhecido durante a palpação abdominal, sobretudo nos indivíduos magros ou com parede flácida. Para se palpar o cólon transverso, desliza-se uma ou, de preferência, ambas as mãos, de cima para baixo e de baixo para cima no abdome. Sua localização é variável, sendo percebido geralmente na região mesogástrica como uma corda de direção transversal, que rola sob os dedos do examinador. Palpação do sigmoide A alça sigmoide é o segmento do trato digestivo de mais fácil percepção ao exame palpatório. Situa-se no quadrante inferior esquerdo e assemelhasse a uma corda de consistência firme e pouco móvel. Nos casos de megassigmoide, a alça dilatada se alonga, deixa sua topografia normal e se desloca para a direita e para cima, sendo palpável em outras regiões do abdome. Se contiver fezes, sua consistência varia de pastosa a pétrea. Palpação dos rins Em indivíduos magros, sobretudo em mulheres delgadas cuja parede abdominal esteja flácida, o polo inferior do rim direito costuma ser facilmente palpável, e não deve ser confundido com tumor abdominal. Com o paciente em decúbito dorsal, a palpação do rim é feita de preferência pelo método bimanual, com uma das mãos aplicada transversalmente na região lombar enquanto a outra se apoia longitudinalmente sobre a parede abdominal, à altura do flanco. A mão palpadora é a homônima do lado que se palpa, de modo que o rim direito será palpado com a mão direita do examinador e o rim esquerdo com a mão esquerda. O paciente deve respirar tranquila e profundamente, e, a cada inspiração, procura-se sentir sob as pontas dos dedos a descida do rim, cujo polo inferior é reconhecido por sua superfície lisa, sua consistência firme e seu contorno arredondado. A mão esquerda exerce pressão suave na região lombar direita, com a finalidade de projetar o rim para frente, tornando-o mais acessível à palpação. Ao final da inspiração e início da expiração, intensifica-se a pressão exercida por ambas as mãos, ocasião em que se percebe o deslocamento súbito do rim em direção ascendente; esse procedimento denomina-se “captura do rim”. PS: Inspecionar a região anal e perianal (quando necessário e se houver queixas) calçar luvas de procedimentos>> afastar as nádegas, observar coloração, solicitar para o paciente fazer força para baixo para detectar presença de alterações como edema, ulcerações, hemorróidas, abscessos, fissuras, fístulas, prolapsos ou deformações. **não sei se o exame da região anal é falado na inspeção ou no fim de tudo** COLOQUEI NOS DOIS, POR VIA DAS DUVIDAS. PROCEDIMENTOS ADICIONAIS Sinal de Giordano: (pesquisa, por meio de punho-percussão, de processos inflamatórios agudos renais e peritoniais), o sinal de Giordano é positivo na presença de dor e negativo na ausência. Para realizar essa manobra peça para o paciente sentar-se a beira leito e percuta os ângulos costovertebrais esquerdo e direito, posicionando a palma de sua mão sobre o ângulo costovertebral e percuta sua mão com a superfície ulnal do punho de sua outra mão. Teste do piparote: (avalia o deslocamento de líquidos; essa técnica exige uma terceira pessoa ou auxilio do próprio paciente). Colocar a borda lateral externa das mãos sobre a linha média do abdome, exercendo uma pressão moderada e firme. Aplique golpes rápidos com as pontas dos dedos (piparote) de um lado do abdome e sinta com a outra mão espalmada do lado oposto do abdome se há propagação de líquidos. Descompressão brusca: (pesquisa de irritação peritoneal). Pressione profunda e lentamente / gentilmente o abdome, em seguida retire rapidamente a mão. Sinal de Murphy: Mantenha seus dedos sob o rebordo costal direito (linha hemiclavicular) e solicite que o paciente realize uma respiração profunda, fazendo com que o fígado rebaixado empurre a vesícula biliar em direção à sua mão. O teste é considerado positivo (inflamação da vesícula biliar) quando o paciente sente dor aguda e interrompe abruptamente a inspiração durante a manobra. Teste do músculo ileopsoas: Com o paciente em decúbito dorsal, eleve a perna direita estendida. Em seguida, pressione para baixo a região inferior da coxa direita, enquanto o paciente tenta manter a perna esticada e elevada. A ocorrência de dor no quadrante inferior direito durante o teste ocorre quando o músculo encontra-se inflamado (normalmente em casos de inflamação ou perfuração do apêndice).