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TELEGRAM 01:16 30s Cirurgia de Pequenos Animai... DOR 393 of 5008 é a extensão natural de uma técnica anestésica equilibrada. É a tentativa de controle da dor em diferentes locais receptores mediante o uso de diversos fármacos e diferentes técnicas, aumentando a eficácia da terapia analgésica e, muitas vezes, reduzindo a dose de acordo com a necessidade individual do fármaco. É possível minimizar a intensidade e a duração dos efeitos colaterais, bem como a apneia e a hipotensão, mediante o uso de doses menores de vários medicamentos, em vez do emprego de grande bolus de um só medicamento. Desse modo, é extremamente importante uma ampla base de conhecimento dos diferentes anestésicos início e duração da ação e seus efeitos colaterais no controle do paciente submetido à cirurgia. Antes de qualquer discussão sobre as diferentes modalidades do controle da dor deve-se avaliar a intensidade da dor em nossos pacientes animais (Tabela 12-1). Há disponibilidade de várias técnicas de avaliação e nenhuma é perfeita. Atualmente, em pacientes humanos, a escala analógica visual é uma das escalas de dor mais comumente utilizada, pois possibilita ao paciente avaliar sua própria dor e atribuir um valor a ela. No entanto, isto pode ser problemático, mesmo em pacientes que falam a mesma língua do examinador. Pacientes apresentam diferentes tolerâncias e expectativas da experiência cirúrgica, e o nível de dor em cinco de cada 10 pacientes frequentemente apresenta diferentes implicações em diferentes pessoas. Estes mesmos problemas de avaliação aumentam 10 vezes em qualquer tentativa de determinação de dor em pacientes veterinários. Portanto, é muito importante entender como os animais manifestam dor, para saber quando e como tratar o paciente cirúrgico. TABELA 12-1 Respostas Comportamentais e Fisiológicas à Dor RESPOSTA SINAIS DE DOR Respostas comportamentais Vocalização: gemendo, ganindo, rosnando, ronronando Expressão facial olhar arregalado fixo, olhos estrábicos ou pupilas dilatadas, fronte enrugada Postura posição de rezar, encurvada rigida ou outra postura anormal agitação ou movimentos tremores Atitude agressividade, procura por conforto inapetência Hábitos intestinais micções mais frequentes, falha no treinamento domiciliar ou falha no uso da caixa de areia perda de brilbo da pelagem aparência despenteada Proteção proteção de ferime ou membro; em sustentar o peso; pode mastigar ou esfregar local da cirurgia Respostas fisiológicas Sistema aumento da da pressão vasoconstrição Sistema aumento da frequência respiração entrecortada Sistema possivelmente diarreia ou constipação, esvaziamento das glândula anais Sistema músculos tremores musculares Sistema baixa resistência leucograma de estresse; maior risco de metástase Sistema aumento do diminuição do anabolismo Modificada de Carroll GL: Small animal pain management, Lakewood, Colo., 1998, American Animal Hospital Association Press. Primeiramente, é importante que o veterinário defina uma escala de dor que a equipe seja capaz de utilizar facilmente, de modo rápido e adequado. A função de uma escala de dor é orientar a terapia analgésica, não renegá-la (Mich e Hellyer, 2009). Pode ser útil para propiciar controle oportuno e adequado da dor e para nortear a redução da terapia analgésica. Quando se escolhe um guia de escala de dor é necessário que se reconheça as potencialidades e limitações da escala. Duas escalas de dor baseadas no comportamento se destacam em razão do fácil uso e da menor subjetividade. Glasgow Composite Measure Pain Score (GLCMPS)-Short Form for desenvolvido para uso em caes que apresentam dor