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FACULDADE UNINA 
Thais Ferreira Santana Aquemin 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Saúde e bem-estar das crianças: uma meta para 
educadores infantis em parceria com familiares e 
profissionais de saúde 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Buritis , Rondonia 
 2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
 Esse artigo tem como objetivo descrever a importância dos profissionais de 
saúde juntamente com as instituições de ensino na saúde e bem-estar da 
criança, apresentando que o conceito de saúde é complexo e sua 
responsabilidade passa a ser não somente da família como também saúde da 
escola, ou seja, a percepção de saúde depende do projeto de vida de cada 
família e o diálogo entre família e creche é de grande importância. Além disso o 
professor tem um papel fundamental na vida do infante, pois é ele que vai 
acompanhar o seu desenvolvimento observando seus comportamentos e 
incentivando sua autonomia. O valor subjetivo de saúde é um indicador 
importante para a sua avaliação, em qualquer fase do desenvolvimento. 
 
 
 
 
Desenvolvimento 
 
 Damaris Gomes Maranhão é autora do artigo saúde e bem-estar: uma meta 
para educadores infantis em parceria com familiares e profissionais da saúde, 
publicado ANAIS do 1 seminário nacional: currículo em movimento, Belo 
Horizonte, novembro de 2010. Ao visitar o currículo da autora, constatamos que 
ela é Doutora em Ciências da saúde, mestre em enfermagem pediátrica, 
especialista em saúde pública, participou da redação de textos para referencial 
Curricular Nacional de Educação Infantil em 2009 e da base Curricular Nacional 
Comum da Educação Infantil. E autora de artigos acadêmicos, capítulos de 
livros, ensaios refletindo sobre a interface do cuidado com a educação infantil 
que promove desenvolvimento saudável das crianças menores de cinco anos 
em contexto de creches e pré-escolas. 
 O artigo é um exemplo de texto bem escrito e com clareza que nos mostra a 
importância da saúde e do bem-estar das crianças como uma responsabilidade 
das instituições educativas em parceria com os familiares e o serviço de saúde. 
O artigo possui 21 páginas que é dividido em três tópicos bem organizado. 
 
No primeiro tópico ela descreve que é impossível cuidar e educar crianças sem 
incentivarmos as práticas sociais referentes à manutenção e recuperação da 
saúde e bem-estar dos envolvidos neste processo. Pois a concepção de saúde-
doença é determinada de forma socialmente pelo modo de vida e a 
responsabilidade inclui não somente a família mais problemas de saúde 
prevalentes na comunidade. Para que isso acontece os profissionais da 
educação mude seu discurso em que creches são ambientes de risco para que 
assim com a junção das duas instituições possa se tornar uma rede de apoio à 
criança. A autora explica que para isso, é preciso definir e descrever critérios e 
formar professores para identificar situações e seguir recomendações técnicas 
para inclusão e exclusão temporárias daquelas crianças que apresentem 
alterações no estado de saúde, evitando afastamento desnecessário ou 
prolongado, que nega o direito de todas a crianças à educação infantil. 
O terceiro aspecto a considerar é que a saúde é um estado de bem-estar físico 
e mental que tentamos explicar utilizando termos separado. A complexidade do 
ser humano, considerado um ser híbrido natureza-cultura, requer cuidados que 
vão além da provisão de nutrição e espaços seguros, eles se organizam em torno 
dos cuidados básicos com a vida, mas a continuidade da espécie depende 
também de sua interação social, das regras sociais que permeiam esses 
cuidados básico e que constituem a cultura. A autora descreve sobre o cuidar e 
educar na primeira infância que começa pela criação de um ambiente facilitador. 
O que era responsabilidade das famílias agora é compartilhado com a instituição 
de ensino, a qual é parte significativa de suas funções. A relação dialógica entre 
a pessoa que cuida e a pessoa que cuida e a criança estabelece vínculos, como 
o apego e o sentido de pertencimento a um lugar social, fundamentais para o 
desenvolvimento da identidade que compõe uma fase denominada ´´ 
socialização primária´´. Mas quando as atitudes e os procedimentos de cuidado 
realizados pelas famílias e professores são muito diferentes, podem surgir 
conflitos que precisam ser explicitados e negociados, para que as crianças se 
sintam seguras e capazes de lidar, simultaneamente, com os ambientes da 
instituição de educação infantil e de sua casa. Os professores precisam ouvir as 
crianças e as famílias, procurando compreender a lógica que orienta suas 
preocupações, recomendações e práticas de cuidados, para que possam 
negociar com elas e adequar suas orientações ás dinâmicas e diretrizes 
 
curriculares no contexto educacional. As crianças aprendem a cuidar de si ao 
serem cuidadas. O crescimento físico e a maturação neurológica associados ás 
interações e ás oportunidades oferecidas pelo ambiente possibilitam o 
desenvolvimento de habilidades que permitam que o bebe adquira autonomia 
para mudar de postura e construção de sua identidade. Entre crianças maiores, 
poderá, entretanto, ter outro significado, o de compreender os papeis sociais, de 
imitar a professora ou a mãe que, em outras ocasiões as alimentaram dando-
lhes comida na boca. Damaris nos apresenta algumas diretrizes para o professor 
de educação infantil como por exemplo compartilhar os cuidados com as 
famílias; a interação com a criança para que consiga identificar por meio de 
expressões suas necessidades para poder atende-la; auxiliar a criança a ter 
autonomia; alimentar e cuidar de suas necessidades nutricionais, organizando 
sua alimentação em ambientes higiênicos, seguros e confortáveis, além de 
fornecer água potável; troca de fraudas e desenvolver um trabalho para que a 
criança comece a usar o vaso sanitário; observar comportamento, caso tenha 
disseminação de doenças. Para que a criança, além de seu cuidado cotidianos, 
tenha uma ação pedagógica a autores descreve que são necessários planejar e 
organizar o ambiente para os diferentes cuidados e aprendizagens em contexto 
coletivo e educacional em diversas faixas etárias; acolher, observar e interagir 
tanto com a criança e como seus familiares; compreender e empregar ´´ a 
linguagem do cuidado´´ além de registra-lo para que possa acompanhar seu 
desenvolvimento; empregar procedimentos e atitudes seguras e adequadas ao 
contexto educacional e coletivo; compartilhar e negociar valores, crenças e 
conhecimento sobre as diferentes práticas de cuidados infantis com os familiares 
e outros profissionais. Para que isso aconteça precisamos manter um ambiente 
desafiador para a aprendizagem e simultaneamente acolhedor e seguro. 
 
Considerações Finais 
ANALISE DE FORMA CRÍTICA: o texto propõe aos professores de educação 
infantil e profissionais de saúde uma reflexão sobre o direito de todas as crianças 
Á saúde e bem-estar, a autora parte da perspectiva que a criança é um sujeito 
componente que interage, que interage com o meio humano e através dele com 
o meio físico de acordo com suas capacidades reais e potenciais em cada fase 
 
do processo de desenvolvimento. Compreende também, que o cuidado tem 
operacionalizado não pode dissociada da ação educativa. A análise dos dados 
apontou que os cuidados com os bebes e crianças pequenas, na creche onde 
foi realizado este estudo, tem como diretriz uma concepção assistencialista de 
creche e identifica a criança atendida no berçário como frágil, dependente e 
frágil, dependente e carente. Os cuidados são organizadosatravés de uma 
rotina, que privilegia a higiene, a nutrição e a segurança da criança, de forma 
Dissociada das atividades chamadas de pedagógicas. O uso e a organização do 
espaço, a rotina de cuidados e as regras de higiene adotadas, quando 
analisadas a luz da antropologia, revelam os valores com que os adultos 
ordenam o seu, mundo social. 
RECOMENDE A OBRA: Livro Saúde e bem-estar na educação infantil, 
recomendo a leitura deste livro para os pais e professores. 
 
IDENTIFIQUE O AUTOR: Damaris Gomes Maranhão, Doutorada em ciências da 
saúde; Mestre em Enfermagem Pediátrica, Graduada em Enfermagem com 
Habilitação em Saúde Pública pela universidade federal de São Paulo e 
Especialista em Saúde pública pela Faculdade de Saúde pública da USP. 
Atualmente é Professora do instituto superior de Educação Vera Cruz e 
consultora em saúde e bem-estar em creches – Educação Infantil. Tem 
experiência na área de saúde coletiva, com ênfase em cuidado a criança em 
contexto comunitário, educação e vigilância a saúde. 
 
REFERENCIA: MARANHÃO, Damaris Gomes. Saúde e bem-estar das crianças: 
uma meta para educadores infantis em parceria com familiares e profissionais 
da saúde. ANAIS DO1 Seminário nacional: currículo em movimento. Belo 
Horizonte, acessado; 02 de Janeiro de 2025

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