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Universidade Eduardo Mondlane
Faculdade de Medicina
Departamento Académico de Medicina
3o Ano Ano Lectivo 2020 Semestre I 
Unidade Curricular: Semiologia
Unidade didatica: Nefrologia
Tema : Síndrome Nefrítica 
Docente : Dra Erménia Miguel Muthambe
Médica Internista
Síndrome Nefrítica 
• Objectivos :
• No final desta aula o estudante deve saber :
– Saber definir o Sindrome nefrítica
– Conhecer os aspectos básicos da etiopatogenia
– Conhecer os sinais e sintomas
– Avaliar os factores de risco, doenças associadas
– Ser capaz de indicar e interpretar os exames auxiliares
para estabelecer o diagnóstico
– Conhecer os exames para estabelecer a etiologia da 
síndrome nefrítica
Síndrome Nefrítica
• Conteúdo :
• INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES
• APRESENTAÇÃO CLÍNICA E CAUSAS COMUNS
• DIAGNÓSTICO / HISTÓRIA E EXAME FÍSICO
• EXAMES COMPLEMENTARES 
INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES
Classificação clínica e terminologia da doença glomerular
• Em geral, o termo “glomerulonefrite” é utilizado para denotar as 
doenças glomerulares que resultam de um processo inflamatório. 
• Estas doenças caracteristicamente possuem um componente 
imunológico.
• As doenças glomerulares não inflamatórias muitas vezes são 
denotadas pelo termo “nefropatia”.
• Existem numerosas doenças distintas capazes de lesar o glomérulo 
e produzir um ou mais dos aspectos cardinais de proteinúria, 
hematúria e azotemia, como resultado do comprometimento da 
depuração de solutos. 
• Recomenda-se primeiro estabelecer um diagnóstico sindrômico, 
que poderá estreitar de modo considerável o diagnóstico diferencial 
e, assim, permitir uma abordagem mais lógica de investigação 
síndrome nefrítica
INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES
• A síndrome nefrítica é caracterizada pelo desenvolvimento de hematúria
macro ou microscópica, com hemácias dismórficas ou cilindros de 
hemácias na urinálise e graus variáveis de azotemia, oligúria, hipertensão 
e edema. 
• A nefrite ocorre subsequentemente à lesão ao endotélio, MBG ou 
mesângio; danifica as alças capilares glomerulares e permite que as 
células sanguíneas passem para a urina. 
• O nível de proteinúria geralmente é menor do que aquele observado em 
pacientes com síndrome nefrótica (isto é, 3,5 g/dia ou
proporção
albumina:creatinina > 3
Hipoalbuminemia
Hiperlipidemia
Lipidúria
Doenças
glomerulares
primárias
NIgA*
PHS
Glomerulonefrite
necrotizante idiopática
GNMP primária*†
DDD Doença anti-MBG
Doença de lesões mínimas
GESF
Nefropatia membranosa
Apresentação clínica e causas comuns 
de doença glomerular ( cont )
Doenças
glomerulares
secundárias
comuns
Familiar
Síndrome de Alport
Farmacológica
Vasculite ou lúpus
fármaco-induzido†
Infecciosa
Glomerulonefrite pós-
infecciosa†
Crioglobulinemia
associada à hepatite C*†
Autoimune
LES*†
Vasculites ANCA-
associadas
Autoimune
Vasculite ANCA-associada
LES severo†
Infecciosa
Doença do
imunocomplexo pós-
infeccioso severa†
Familiar
Distúrbios hereditários de
proteínas de podócitos
Farmacológicas
Fármacos
AINH
Toxinas
Metais pesados
(ouro/mercúrio)
Metabólica
Diabetes melito
Infecciosa
HIV
Infecções parasitárias
Associada à malignidade
Amiloidose
Doença da deposição de Ig
monoclonal
Paraneoplásica
• SIGLAS E SIGNIFICADOS 
• *Pode ocorrer na síndrome nefrítica-nefrótica.
• †Baixo complemento.
• AINH = anti-inflamatórios não hormonais;
• ANCA = anticorpo anticitoplasma de neutrófilo;
• DDD = doença de depósito denso;
• GESF = glomerulosclerose segmentar focal;
• GNMP = glomerulonefrite membranoproliferativa; 
• GMRP = glomerulonefrite rapidamente progressiva; 
• LES = lúpus eritematoso sistêmico; 
• MBG = membrana basal glomerular; 
• NIgA = nefropatia por IgA; 
• PHS = púrpura de Henoch-Schönlein; 
• TFG = taxa de filtração glomerular.
• A síndrome nefrítica-nefrótica constitui o termo utilizado para 
descrever os pacientes que apresentam aspectos de ambas as 
síndromes anteriormente descritas (isto é, > 3,5 g proteinúria/dia e 
sedimento urinário ativo contendo hemácias e cilindros de 
hemácias).
• Esta síndrome sugere a existência de uma inflamação extensiva 
junto ao tufo glomerular e geralmente está associada a doenças 
que produzem um padrão de lesão membranoproliferativa
(glomerulonefrite membranoproliferativa [GNMP]) 
• O diagnóstico diferencial também inclui a nefrite lúpica e a 
nefropatia por IgA (NIgA), nefrite de Henoch-Schölein e certas 
formas de nefrite pós-infecciosa.
Diagnóstico
História e exame físico
• Uma história detalhada fornece os indícios essenciais ao 
diagnóstico e à etiologia da doença glomerular, em cada 
paciente.
• Os sintomas sugestivos incluem um ganho de peso 
inexplicável, edema, episódios recentes ou passados de 
hematúria . 
• Devem ser feitas perguntas específicas sobre os sintomas 
extrarrenais de doenças sistêmicas, como artralgia, 
erupção prurídica ou sensível à luz solar, alopécia, doença 
crônica no trato respiratório superior e hemoptise
Diagnóstico
História e exame físico
• Uma história familiar de doença renal como :
• síndrome de Alport, 
• formas familiares de NIgA, glomerulosclerose
segmentar e focal (GESF) e síndrome hemolítica-
urêmica atípica. 
• A predisposição familiar à nefropatia diabética, 
nefrosclerose hipertensiva e nefropatia associada 
à infecção pelo HIV (NAHIV) está bem descrita, 
sobretudo entre pacientes de ascendência 
africana recente. 
Diagnóstico
História e exame físico
• Durante o exame, é preciso procurar sinais de 
síndromes nefrítica ou nefrótica, incluindo 
hipertensão e edema, 
• Pacientes com nefrite aguda e hipertensão severa 
podem apresentar edema pulmonar e 
encefalopatia hipertensiva.
• É preciso procurar sinais da possível existência de 
doenças sistêmicas, incluindo um exame 
detalhado do trato respiratório superior, boca, 
articulações e pele
Diagnóstico
História e exame físico
• Deve ser feito um exame microscópico de urina, 
para determinar se o sedimento urinário é ativo e 
contém hemácias dismórficas e cilindros de 
hemácias – um sinal patognomônico de 
glomerulonefrite
• Além de definir a síndrome apresentada pelo 
paciente, a revisão dos sistemas e o exame físico 
podem ser úteis para identificar infecções (faringite, 
endocardite, hepatite ou osteomielite) que possam 
estar associadas à glomerulonefrite
Exames laboratoriais e investigação 
inicial
• Os exames de laboratório devem incluir as análises 
bioquímicas, que permitem o cálculo da TFG estimada e a 
identificação de distúrbios eletrolíticos capazes de complicar a 
insuficiência renal, tais como hipercalemia, hiperfosfatemia e 
hipocalcemia. 
• Os níveis séricos de albumina, perfil lipídico de jejum e 
quantificação da excreção urinária de albumina, seja na urina 
de 24 horas ou via proporção proteína:creatinina em amostra 
isolada, são essenciais para o diagnóstico difeencial do 
síndrome nefrótica. 
• é importante examinar um sedimento de urina fresco em busca 
de evidências de hemácias, cilindros de hemácias ou lipidúria.
• As investigações subsequentes são realizadas 
com o objetivo de excluir causas secundárias de 
glomerulonefrite :
• Os níveis de complemento 
• os títulos de anticorpos antinúcleo (Fator
antinúcleo – FAN),
• anticorpos anticitoplasma de neutrófilo (ANCA),
• sorologia de hepatite e 
• títulos de antiestreptolisina O
Exames laboratoriais para etiologia 
Exames de imagem 
• A ultrassonografia renal geralmente émenos 
significativa, mas pode permitir a observação 
de rins pequenos e ecogênicos na doença 
avançada ou de rins aumentados na 
glomerulonefrite aguda, nefropatia diabética 
em estágio inicial e NAHIV
Exames invasivos 
• Exame de biópsia renal
• É uma ferramenta diagnóstica definitiva, em muitos 
casos de doença renal, especialmente em casos de 
doença renal primária,
• As biópsias renais percutâneas costumam ser obtidas 
por um nefrologista ou radiologista guiada por 
ultrassom
• Havendo indicação, a biópsia deve ser realizada no 
momento adequado, uma vez que a rápida iniciação da 
terapia apropriada para a doença glomerular muitas 
vezes limita a lesão renal e preserva a função dos rins.
• complicações da biopsia renal
– desenvolvimento de hematomas perinéfricos, 
– hematúria grosseira, 
– fístulas arteriovenosas, 
– infecção e
– lesão de um órgão adjacente.
• A biópsia renal estabelece um diagnóstico patológico, 
determina se a doença é mediada por anticorpos ou 
complemento e auxilia na determinação da terapia doença-
específica.
• O exame de biópsia também fornece informação sobre o grau 
de cicatrização glomerular e intersticial. 
• O grau de cicatrização intersticial é importante como indicador 
prognóstico, uma vez que a lesão renal fibrótica geralmente é 
considerada irreversível
• Bibliografia :
• Propedêutica Clinica e semiologia Medica 
Raimundo Navarro
• Propedêutica médica Barbara Bates
• www.medicinanet.com.br

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