Logo Passei Direto
Buscar

TICS 5 Demência associada ao HIV

Tarefa sobre Demência Associada ao HIV: descreve manifestações neurocognitivas, invasão do SNC e baixa penetração de antirretrovirais; apresenta princípios do tratamento (TARV, manejo sintomático, reabilitação e suporte multidisciplinar), prognóstico e relação com mortalidade. Referências.

User badge image
Isabella

em

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

TICS 5- Demência associada ao HIV 
Data: 18/02/25 
A Demência Associada ao HIV (HAD) é o assunto da tarefa da 
semana. Quais os princípios gerais do tratamento desta patologia? Qual é 
o prognóstico desta patologia? Qual a relação desta demência com os 
índices de mortalidade dos pacientes portadores de HIV? 
Sabe-se que as principais complicações neurológicas primárias da AIDS 
temos os déficits cognitivos como a demência associada ao HIV, além de 
transtornos cognitivos/motor menor, devido o SNC ser um importante alvo para 
o HIV e frequentemente tem sido encontrado no LCR e tecidos cerebrais, 
independente dos sintomas neurológicos estarem presentes, além do fato do 
vírus ser neurotrópico e pela baixa penetração dos antirretrovirais no SNC devido 
a barreira hematoencefálica. 
 A natureza das alterações neurológicas é mutável, qualquer parte do 
neuroeixo pode ser acometida. O determinante mais importante da 
susceptibilidade é o grau de imunossupressão. Durante a infecção o vírus entra 
no SNC podendo causar problemas na função cognitiva causando déficits dos 
processos mentais, (atenção, aprendizado, memória, rapidez do processamento 
de informações, capacidade de resolução de problemas) e sintomas sensoriais 
e motores. As manifestações neurológicas mais comuns, ligadas diretamente ao 
HIV, são o transtorno cognitivo e motor menor e a demência associada ao HIV. 
 Os princípios do tratamento incluem a Terapia Antirretroviral (TARV) que 
consiste no tratamento primário para a demência associada ao HIV (HAD) 
envolve o uso de terapia antirretroviral (que visa suprimir a replicação viral e 
preservar a função imunológica) A TARV reduz a carga viral e a inflamação, 
ajudando a prevenir a progressão da demência. Assim como o tratamento dos 
Sintomas Neurológicos: Os sintomas neurológicos associados à HAD, como 
comprometimento cognitivo, distúrbios motores e alterações comportamentais, 
podem ser tratados com medicamentos específicos, terapia ocupacional e 
suporte psicossocial. 
 
 
 
Outrossim, temos o manejo de condições concomitantes , ao exemplo dos 
problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, são comuns em 
pacientes com HAD e devem ser tratados adequadamente para melhorar a 
qualidade de vida e o prognóstico. Além disso, a reabilitação e Suporte 
Multidisciplinar: Terapias de reabilitação, como fisioterapia, fonoaudiologia e 
terapia ocupacional, podem ajudar a maximizar a funcionalidade e a 
independência do paciente. O suporte multidisciplinar, incluindo assistência 
social e cuidados paliativos, é essencial para garantir uma abordagem 
abrangente e holística no tratamento da HAD. 
Além disso, o prognóstico da HAD melhorou significativamente com o 
advento da TARV, em que com o tratamento adequado, a progressão da 
demência pode ser retardada ou até mesmo interrompida em alguns casos. No 
entanto, o prognóstico pode variar dependendo de diversos fatores, incluindo o 
estágio da infecção por HIV no momento do diagnóstico, a adesão ao tratamento, 
a presença de comorbidades e o acesso aos cuidados médicos. 
Ademais, a HAD está associada a um aumento do risco de mortalidade em 
pacientes com HIV, pois a demência pode impactar adversamente a adesão ao 
tratamento e a capacidade do paciente de cuidar de si mesmo, o que pode levar 
a complicações médicas e aumento do risco de morte. Além disso, a presença 
de HAD muitas vezes indica uma progressão avançada da doença, o que pode 
estar associado a uma maior fragilidade e susceptibilidade a infecções 
oportunistas. 
 
REFERÊNCIAS 
CHRISTO, P. P.. Alterações cognitivas na infecção pelo HIV e Aids. Revista da 
Associação Médica Brasileira, v. 56, n. 2, p. 242–247, 2010. 
HAZIOT, M. E. J. et al. Neuroimaging of HIV-associated neurocognitive 
disorders. Dementia & Neuropsychologia, v. 9, n. 4, p. 380–384, dez. 2015. 
SILVA, Luiz; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Grupo GEN, 2022. 
E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em: 
https://integrada.minhabioteca.com.br/#/books/9788595159297/.

Mais conteúdos dessa disciplina