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03/08 D. administrativo: É o conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. ● legalidade estrita ● limitação do poder do estado Sistemas típicos administrativo Francês: ● Caracteriza-se por haver uma jurisdição administrativa, vedada a intervenção do Judiciário na atividade administrativa (dualidade de jurisdição). ● Regulamento autônomo. Anglo americano: ● Há grande influência dos costumes e da eqüidade na aplicação do direito pelos Juízes, inclusive no direito administrativo. ● Há preponderância das leis em relação aos costumes, no entanto, maior influência se dá na interpretação dada pelas Cortes às leis, criando os precedentes. ● Enquanto no direito francês há radical separação do Judiciário e do Executivo, não havendo sequer a apreciação dos juízes da aplicação das regras do Executivo, no anglo-americano, o Executivo submete-se ao Judiciário. A integração das normas administrativas ● O sistema jurídico, estaticamente considerado, possui lacunas; no entanto, do ponto de vista dinâmico, não as possui. O direito positivo prevê uma hierarquia de mecanismos, métodos ou critérios para suprir a inexistência de normas. ● Analogia – Aplicação à hipótese não prevista em lei de dispositivo legal relativo a caso semelhante. Ex: aplicação de regras sobre responsabilidade sobre passageiros e bagagens no sistema ferroviário a outras formas de transporte. ● Costume – composto do uso e da convicção jurídica. É a prática uniforme, constante, pública e geral de determinado ato, com a convicção de sua necessidade. Ex: usar cheque pré-datado, não o utilizando como título à vista. ● Princípios Gerais do Direito – regras que se encontram na consciência dos povos e são universalmente aceitas, mesmo não escritas. Ex: veda o enriquecimento sem causa; ninguém pode valer-se da própria torpeza; segurança jurídica. ● Equidade – É recurso auxiliar da aplicação da norma. Em sentido amplo confunde-se com a ideia de justiça. Em sentido estrito, no nosso ordenamento, surge quando a própria lei cria lacunas e determina ao juiz a aplicação da equidade. Art. 127 do CPC, “o juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei”. Ex: art. 13 da lei de divórcio – autoriza a aplicação pelo juiz de maneira diversa dos critérios legais, se houver motivos graves e a bem do menor; art. 424, II CC – que permite ao tutor reclamar do juiz que providencie, “como houver por bem”, quando o menor tutelado haja mister correção. Quando a lei dá alternativas ao juiz sem definir a situação a ser aplicada. Origem e Evolução Histórica ● Ramo autônomo, surgiu no final do Século XVIII, produto do constitucionalismo pós Revolução Francesa. Anteriormente, existiam regras administrativas, porém, nada sistematizado. ● O Direito Administrativo surge com o Estado de Direito, decorre do princípio da legalidade e da separação de poderes. Evolução Histórica ● O conteúdo do Direito Administrativo varia em cada Estado e em cada estrutura. Nos Estados de Polícia (Estado Liberal), o objeto do direito administrativo limita-se à manutenção da ordem pública. No Estado de Bem-Estar (Estado Providência), o Estado desenvolve atividades e serviços variados como os de saúde e educação, logo, maior é a abrangência do Direito Administrativo. 10/08 PRINCÍPIOS 1. supremacia do interesse público ● interesse público prevalece sobre o particular ex: desapropriação de uma casa p/ construção de uma rodovia. 2. hierarquia ● possibilidade da hierárquico: - editar atos normativos; - dar ordens aos subordinados - controlar atividades dos órgãos inferiores; - aplicar sanções; - avocar; (decisões) (processo vai direto ao hierárquico) - delegar; - coordenar. 3. continuidade do serviço público ● serviço público não pode parar 4. motivação ● expor os motivos das decisões PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 1. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE ● Lei ● Legalidade X Legalidade Estrita ● Poder Estatal só faz o'que a lei permite 2. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE • Consiste em: ● Não favorecer em especial algumas pessoas; ● Não prejudicar em especial algumas pessoas; ● Não prestigiar a pessoa do Governante. 3. PRINCÍPIO DA MORALIDADE ● É pressuposto de validade de todo ato da Administração Pública. ● O administrador deve manter o elemento ético de sua conduta. ● A moralidade administrativa está intimamente ligada ao conceito do “bom administrador”, “é aquele que, usando de sua competência legal, se determina não só pelos preceitos vigentes, mas também pela moral comum”. 17/08 PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE ● É obrigatória a divulgação dos atos, contratos e outros instrumentos celebrados pela Administração Pública direta, indireta ou fundacional, para conhecimento, controle e início de seus efeitos. ● Excepcionam o princípio os preceitos relativos à segurança nacional. ● Existem segredos que não podem ser revelados a qualquer do Povo na esfera do Poder Judiciário (segredo de justiça - ações de adoção, direito de família, proteção à testemunha), do Poder Executivo (investigação criminal) e do Poder Legislativo (voto secreto para derrubada de veto presidencial). ● A publicação, para surtir efeitos, é a realizada em órgão oficial: Jornal, público ou privado, destinado à publicação dos atos estatais; afixação de atos, contratos e outros instrumentos jurídicos em quadro de editais, colocado em local de fácil acesso na sede do órgão emanador. ● A publicação de atos, contratos e outros instrumentos jurídicos, salvo os normativos, desde que autorizados pela Lei, pode ser resumida. ● A Lei pode determinar certo número de publicações ou prazo máximo para publicação de atos, sem os quais consideram-se sem efeitos os atos que não observam estes procedimentos. ● Para Hely Lopes Meirelles, a publicidade não é elemento formativo do ato; é requisito de eficácia e moralidade. Por isso mesmo, os atos irregulares não se convalidam com a publicação, nem os regulares a dispensam para sua exequibilidade, quando a lei ou o regulamento a exige. ● Efeitos da publicação oficial: - presumir o conhecimento dos interessados em relação ao comportamento da Administração Pública direta, indireta e fundacional; - desencadear o decurso dos prazos de interposição de recursos; - marcar o início dos prazos de decadência e prescrição; - impedir a alegação de ignorância em relação ao comportamento da Administração Pública direta, indireta e fundacional. PRINCÍPIO DA IGUALDADE ● Igualdade Formal X Igualdade Material PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA ● O princípio da eficiência impõe à Administração Pública direta e indireta a obrigação de realizar suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, além, por certo, de observar outras regras, a exemplo do princípio da legalidade. ● Com efeito, o ato administrativo precisa estar em sintonia direta com o plexo de princípios constitucionais, não apenas com as regras, o que engrandece a missão do controle: a liberdade do administrador não há de ser apenas política, mas constitucionalmente defensável. ● Para ilustrar, na relação entre discricionariedade e os princípios da eficiência (dever de fazer de modo certo), da eficácia (dever de fazer aquilo que deve ser feito e da economicidade (dever de otimizar a ação estatal), o administrador público, no exercício das suas escolhas administrativas, está obrigado a trabalhar tendo como meta a melhor atuação. Em outro dizer, tem o compromisso indeclinável de encontrar uma solução ponderada quanto às consequências do seu agir. MACETE PARA DECORAR ● Outros princípios que aparecem na doutrina: - Boa Administração - Razoabilidade - Proporcionalidade - Presunção de Legitimidade - Especialidade - Indisponibilidade do interesse público - Autotutela - Finalidade entre outros 31/08 Descentralização por Serviços, Funcionalou Técnica Portanto, os entes descentralizados têm como características: • personalidade jurídica; • capacidade de autoadministração; • patrimônio próprio; • capacidade específica da qual não pode se desviar; • controle ou tutela. • É a que se verífica quando, pela vila contratual ou por ato administrativo unilateral, o Poder Público transfere a execução de um serviço público a uma pessoa jurídica de direito privado, previamente existente, conservando a titularidade do serviço. • Neste caso, temos como característica dos entes descentralizados por colaboração: - delegação do serviço por ato administrativo ou por contrato; - atribuição somente da execução do serviço; - maior poder de controle pelo Poder Público titular. desconcentração: descentralização: estado cria várias entidades e cada entidade tem seu comando e suas competências. Referências de Administração Indireta • Art. 37 CF - Administração Direta, Indireta e Fundacional • XIX - somente por lei específica (vai criar a entidade)poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada pela Emenda Constitucional n° 19, de 1998) • XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; -> autarquia decorrente diretamente da lei -> a lei autoriza a criação e poder público vai tomar as providências ( ex sabesp) pessoa de direito público: regime estatutário, a pessoa vai ter um cargo público privado: os trabalhadores são seletivos Constituição do Estado de São Paulo Art. 116 • XXI - a criação, transformação, fusão, cisão, incorporação, privatização ou extinção das sociedades de economia mista, autarquías, fundações e empresas públicas depende de prévia aprovação da Assembleia Legislativa; (depende de uma lei, precisa levariam projeto a assembleia legislativa) XXII - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; Lei Orgânica do Município de São Paulo • Art. 80 - A Administração Pública Municipal compreende: • I - administração direta, integrada pelo Gabinete do Prefeito, Secretarias, Subprefeituras e demais órgãos auxiliares, previstos em lei; • II - administração indireta, integrada pelas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, e outras entidades dotadas de personalidade jurídica. • Parágrafo único - Os órgãos da administração direta e as entidades da administração indireta, serão criados por lei específica, ficando estas últimas vinculadas às Secretarias ou órgãos equiparados, em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade. Referências de Administração Indireta •Dec. Lei 200/67 - instituiu a reforma administrativa federal - arts. 49 e 5°. Administração pública = administração direta (órgãos que integram os ministérios) e a administração indireta. •Lei 13.303/2016 - Dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias Referências de Administração Indireta • Justiça Federal (art. 109 CF) - compete, além de julgar causas relativas à União, julgar as autarquias e empresas públicas federais. (empresas públicas tbm, ex: caixa econômica federal) (fundações com caráter público) • Justiça Estadual - competência não definida, utilização da expressão "entidades paraestatais". (tudo que não estiver na justiça federal) • Consórcios Públicos (mais de uma entidade federativa) (Art. 241 CF) - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. (ex: Olimpíadas) (Ex limpeza do rio tietê, não adianta 1 só município, cria-se um consórcio com vários municípios ) prova escolher 1 e dissertar sobre ele