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FATORES PSICOSSOCIAIS DIAGNÓSTICO Representado por um grupo diversos de sintomas que incluem pensamentos intrusivos, rituais, preocupações e compulsões. Essa obsessão e/ou compulsão recorrentes levam a um sofrimento grave. São consumidos tempo e interferem significativamente na rotina, funcionamento ocupacional, social e relacionamentos. - Obsessão: pensamento, sentimento ou ideia recorrente ou intrusiva, sendo um evento mental. - Compulsão: é um comportamento consciente, padronizado e recorrente, como contar, verificar a mesma coisa várias vezes. - Epidemiologia: homens e mulheres adultos são afetados igualmente, porém em adolescentes os meninos costumam ser mais afetados. Começa por volta dos 20 anos. Solteiros costumam ser mais afetados. - Comorbidade: geralmente são afetados por outros transtornos clínicos. A maioria terá transtorno depressivo associado e fobia social. Alguns terão abuso de álcool, TAG e transtorno de personalidade. - Sistema serotonérgico: pode ocorrer desregulação da serotonina nos sintomas de obsessão e compulsão. - Sistema noradrenérgico: não há tantas evidências de que há envolvimento. - Neuroimunologia: pode haver uma ligação entre a infecção estreptocócica e o TOC, principalmente daqueles que desenvolveram febre reumática. - Genética: familiares que possuam TOC aumentam as chances de seus filhos ou parentes próximos de terem a patologia. As obsessões podem ser estímulos condicionados, associados a medo e a ansiedade por meio de processos condicionantes, replicando um sintoma a aquele evento. Já as compulsões são estabelecidas de maneira diferente, onde quando uma ação reduz a ansiedade associada a um pensamento obsessivo, uma pessoa desenvolvera estratégias para evitar a situação, fixando padrões. - Personalidade: o TOC difere do transtorno da personalidade obsessiva-compulsiva (associado a detalhes, perfeccionismo). - Psicodinâmicos: podem ser uteis para entender a adesão ao tratamento. Uma característica é se preocuparem muito com limpeza ou com agressividade. - Ambivalência: é uma característica importante das crianças saídas durante a fase anal-sádica do desenvolvimento, sentindo amor e ódio pelo mesmo objeto. - Pensamento mágico: a regressão revela modos iniciantes de pensamentos, muitas vezes impulsivos, ou seja, funções do ego são afetadas pela regressão. Por exemplo, as pessoas acham que mesmo sem fazer ações físicas, só pelo pensamento acreditam que será realizado. TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSSIVO FATORES BIOLÓGICOS ETIOLOGIA FATORES COMPORTAMENTAIS EXAME DO ESTADO MENTAL - Manifestações clínicas: obsessões e compulsões são essenciais, algumas comuns são: limpeza, como “minhas mãos estão sujas” ou dúvidas, “será que desliguei o fogão”, acompanhada de ansiedade sobre tal pensamento. - Contaminação: padrão mais comum é obsessão de contaminação, lavagem ou evitar objetos contaminados. Os pacientes podem arrancar a pele das mãos ou não conseguir sair de casa. - Dúvida patológica: o segundo padrão mais comum é a obsessão, seguida da compulsão de verificação, sendo que essa obsessão pode implicar em algum perigo de violência. Múltiplas viagens para casa, sentir- se culpado que esqueceram algo. - Pensamentos intrusivos: podem ocorrer pensamentos intrusivos sem uma compulsão. Costumam ser pensamentos repetitivos de um ato agressivo ou sexual repreensível para o paciente. - Simetria: a necessidade de simetria ou precisão, pode levar a uma compulsão de lentidão, levando horas para comer ou fazer a barba. - Outros sintomas: obsessões religiosas e acúmulo compulsivo, puxar o cabelo e roer as unhas de maneira compulsiva, além da masturbação compulsiva. Podem apresentar sintomas depressivos e podem ter traços de transtorno de personalidade obsessiva-compulsivo. A maioria tem início súbito, como uma gestação, problema sexual ou morte de alguém próximo. Cerca de 1/3 tem transtorno depressivo maior. Podem ser resistentes aos tratamentos. Os fármacos (1° linha são os ISRS ou clomipramina) começam a fazer 100% do efeito costumam ser vistos após 4 a 6 semanas PADRÃO DOS SINTOMAS CURSO E PROGNÓSTICO TRATAMENTO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO apesar de poderem ficar 8 a 16 semanas para termos esses efeitos. Além do uso de terapias para melhoria. - ISRS: doses de fluoxetina, como 80mg/dia. - Clomipramina: é a mais seletiva para recaptação de serotonina. Devemos aumentar a dose após 2 a 3 semanas do início do tratamento. - Terapia comportamental: a terapia é tão efetiva quanto a farmacoterapia. A terapia familiar pode auxiliar. - Terapias auxiliares: a estimulação cerebral profunda é feita com eletrodos e orientadas por RM. É normal termos ansiedade, juntamente com ela sintomas gerais, como: taquicardia, diarreia, insônia, suor. Na ansiedade patológica o paciente é afetado diariamente pelos sintomas, prejudicando o social, trabalho e as relações afetivas. Envolve o medo de situações sociais, incluindo aquelas envolvendo contato com estranhos. As pessoas temem se embaraçar com situações sociais. - Epidemiologia: mulheres são mais afetadas. Tende a começar no final da infância ou início da adolescência, costuma ser crônico. - Etiologia: as crianças podem ter traços caracterizado por um padrão consistente de inibição comportamental. ● Fatores neuroquímicos: podem ter uma teoria adrenérgica, que podem liberar mais norepinefrina e epinefrina central e perifericamente. ● Fatores genéticos: tem relação com história familiar. Combinação de psicoterapia com farmacoterapia, sendo os medicamentos mais usados: ISRS, clomipramina, benzodiazepínicos, venlafaxina e buspirona, nesta ordem (fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram são a primeira escolha). A resposta aos medicamentos costuma ocorrer em 4 a 6 semanas, podendo levar até 16 semanas. A terapia comportamental pode ser tão efetiva quanto a farmacológico, sendo que alguns dados indicam que seus benefícios sejam mais duradouros, Ansiedade não patológica x patológica TRANSTORNOS ANSIOSOS TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL/FOBIA SOCIAL CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS além dessa, pode ser usado terapia de apoio, terapia familiar. A fobia social relacionada com desempenho pode se beneficiar com o uso de betabloqueadores, como atenolol. A eletroconvulsoterapia (é feito antes de qualquer procedimento cirúrgico) e a psicocirurgia podem ser consideradas em últimos casos. A estimulação cerebral profunda não ablativa são investigadas para o tratamento do TOC. Pessoas que parecem ansiosas com tudo tem a possibilidade de serem classificadas com TAG. É definido como ansiedade e preocupação excessivas com vários eventos ou atividades diárias na maioria dos dias durante um período de pelo menos 6 meses. Essa preocupação se torna difícil de controlar e está associada a sintomas somáticos, como: tensão muscular, irritabilidade, dificuldade para dormir e inquietação. Essa ansiedade não deve estar relacionada com outras transtornos, nem ser induzida por substâncias ou por uma condição clínica. - Epidemiologia: é mais comum em mulheres, começando no fim da adolescência ou início da vida adulta, porém pode surgir em adultos mais velhos. - Comorbidade: em geral, está junto com fobia social, fobia específica, transtorno de pânico ou transtorno depressivo. Devemos diferenciar a TAG do transtorno de pânico. Sua causa não é conhecida. Entre os fatores biológicos podemos ter alteração dos neurotransmissores ácido y-aminobutírico e serotonina. A taxa metabólica em exames de imagem revelou-se baixa em gânglios da base e substância branca. No EEG pode ser visto um ritmo alfa e potenciais evocados. É caracterizado por um padrão de preocupaçãoe ansiedade frequente, persistente, desproporcional ao impacto do acontecimento ou circunstância que é o foco da preocupação, causando prejuízo e sofrimento significativo na vida do paciente. Preocupação e ansiedade contínuas e excessivas, acompanhadas por tensão e inquietação motora. A ansiedade é excessiva e interfere nos aspectos de vida cotidiana. Esse padrão deve ocorrer na maioria dos dias por pelo menos 6 meses. A tensão motora manifesta-se como tremor, inquietação e cefaleias. Geralmente procuram ajuda por sintomas somáticas não relacionados com sintomas psiquiátricos, como diarreia crônica. TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA ETIOLOGIA DIAGNÓSTICO - Curso e prognóstico: chegam aos cuidados médicos por volta dos 20 anos. É uma condição crônica que pode durar toda a vida do paciente. - Tratamento: combinação de psicoterapia, farmacoterapia e apoio. ● Psicoterapia: a principal é a TCC, de apoio e a de orientação para insight. É a primeira linha de tratamento. ● Farmacoterapia: as 3 principais drogas usadas são: benzodiazepínicos (geralmente é a escolha para o tratamento, feito por 2 a 6 semanas e depois 1 a 2 semanas de retirada progressiva), ISRS, buspirona e venlafaxina. Geralmente é feita uma intervenção de 6 a 12 meses - Etiologia: podem ocorrer por hipertireoidismo, hipotireoidismo, hipoparatireoidismo e deficiência de vitamina B12, arritmia cardíaca, hipoglicemia. - Diagnóstico: requer a presença de sintomas de transtorno de ansiedade causado por uma ou mais doenças clínicas. - Características clínicas: a síndrome semelhante ao transtorno de pânico são os quadros clínicos mais comuns. Já a síndrome semelhante a fobia é a ocorrência menos comum. ● Ataques de pânico: ocorre aumento do tônus noradrenérgico, podendo provocar os sintomas de pânico. ● Ansiedade generalizada: pacientes com Síndrome de Sjogren e tem relação com os efeitos sobre as funções corticais e subcorticais, além da alteração de tireoide. - Exames laboratoriais: solicitar exames que auxiliem no diagnóstico específico, como: hemograma, eletrólitos, glicose, ureia, creatinina, função hepática, cálcio, magnésio, EEG, holter, entre outros. - Curso e prognóstico: pode ser incapacitante, porém com o tratamento da doença base ou erradicação do causador da ansiedade, os pacientes apresentam uma melhora geral dos sintomas. - Tratamento: primeiro tratamento é tratar a doença de base. Está ligado diretamente com uma substância tóxica, incluindo drogas de abuso, medicações, venenos, álcool. - Etiologia: várias substâncias podem levar a sintomas de ansiedade. Embora os simpaticomiméticos como as anfetaminas, cocaína e cafeína sejam os mais relacionados, os medicamentos serotoninérgicos (LSD e MDMA) também podem causar. - Diagnóstico: requer a presença de ansiedade ou ataques de pânico, devendo ser desenvolvido durante o uso de uma substância ou no período de um mês de cessação de seu uso. A estrutura do diagnóstico segue: (1) saber a substância; (2) o estado durante o início dos sintomas, como intoxicação; (3) e o padrão específico dos sintomas, como os ataques de pânico. TRANSTORNO DE ANSIEDADE DEVIDO A OUTRA CONDIÇÃO MÉDICA TRANSTORNO DE ANSIEDADE INDUZIDO POR SUBSTÂNCIAS - Manifestações clínicas: variam de acordo com a substância utilizada. Os psicoestimulantes podem causar ansiedade, comprometimento cognitivo, cálculo e memória. Esses déficits costumam cessar quando a substância é retirada. Praticamente todos que bebem álcool o utilizam para reduzir os sintomas de ansiedade (principalmente ansiedade social), porém, estudos provam que o álcool na ansiedade pode ser variável, dependendo da quantidade ingerida. - Tratamento: o primeiro tratamento é a remoção da substância causadora. Em seguida, se os sintomas de ansiedade persistirem, pode ser apropriado o tratamento com modalidades psicoterapêuticas ou farmacoterapêuticas. (triazolobenzodiazepínicos, como alprazolam, além da buspirona e venlafaxina). Descreve pacientes tanto com ansiedade quanto depressão, que não satisfazem os critérios diagnósticos para um transtorno de ansiedade ou de humor. - Epidemiologia: até 2/3 dos pacientes com sintomas depressivos persistentes apresentam sintomas de ansiedade. - Etiologia: podem ser causados por alterações neuroendócrinas que inclui uma resposta embotada do cortisol ao hormônio adrenocorticotrópico, hormônio do crescimento à clonidina e do TSH. Outra condição que pode ocorrer é a hiperatividade do sistema noradrenérgico. A serotonina e GABA podem estar envolvidos. - Diagnóstico: requerem a presença de sintomas subsindrômicos tanto de ansiedade como depressão e alguns sintomas autonômicos: tremores, boca seca, sensação de reviravolta no estômago. - Tratamento: o tratamento se baseia nos sintomas mais prevalentes no presente. Utiliza-se uma combinação de psicoterapia + farmacoterapia TRANSTORNO MISTO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO