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Transtorno de ansiedade 
generalizada 
 
 
 
OBJETIVOS: 
● Estudar etio, epidemio., F.R., 
manifestações clínicas, diagnóstico 
e tratamento da TAG 
● diferenciar a ansiedade da 
patológica 
 
 O transtorno de ansiedade generalizada 
(TAG) é caracterizado como preocupação 
excessiva e prolongada, generalizada, isto é, 
ocorre mesmo sem a presença de claros 
estímulos agressores, ou, ainda, é 
desproporcional ao evento, durando pelo 
menos seis meses. 
 
Existem duas vertentes que tentam explicar a 
patologia da ansiedade. 
 
Corrente cognitivo-comportamental: 
pessoas ansiosas reagem de maneira 
exagerada e incorreta aos estímulos. Isso 
ocorreria devido à ênfase aos detalhes 
negativos, distorcendo informações 
percebidas, minimizando pontos positivos e 
generalizando estímulos potencialmente 
perigosos. 
 
Já a escola psicanalítica levanta a hipótese 
de que a ansiedade seja um sintoma 
advindo de conflitos internos e inconscientes 
não resolvidos. Freud postulou que a principal 
função da ansiedade é sinalizar que um 
impulso reprimido ou inconsciente está 
tentado vir à tona, ou seja, tentando 
tornar-se consciente. 
 
 
 
 
 
 
 
Epidemiologia: 
 
Estimativas indicam que o TAG afeta entre 5% 
e 10% da nossa população, sendo um dos 
transtornos psiquiátricos mais prevalentes na 
população geral. 
 
O sexo feminino, assim como nos transtornos 
do humor, é cerca de duas a três vezes mais 
afetado que o sexo masculino. 
 
A presença de história familiar de ansiedade 
em parentes de primeiro grau pode 
aumentar em seis vezes a chance do 
desenvolvimento de TAG. 
 
Além disso, ao menos uma outra 
comorbidade psiquiátrica é diagnosticada 
em até 90% dos pacientes. 
 
Estudos epidemiológicos mostram que o 
Transtorno de Ansiedade Generalizada afeta 
cerca de 4 a 6% da população brasileira ao 
longo da vida. Um estudo de grande escala 
realizado em várias cidades brasileiras, 
incluindo São Paulo, encontrou uma 
prevalência em torno de 7,7% em áreas 
urbanas. 
Gênero e idade: O TAG é mais comum em 
mulheres, com uma proporção de cerca de 
duas mulheres para cada homem 
diagnosticado. Além disso, tende a ocorrer 
mais frequentemente em adultos jovens, mas 
também pode afetar pessoas de todas as 
idades. 
 
Fatores de risco 
● Histórico familiar de ansiedade 
● Estresse emocional ou físico 
● Histórico de trauma emocional, físico 
ou sexual 
● Outro transtorno de ansiedade 
● Doença física crônica 
● Sexo feminino 
● Fatores psicológicos, como traços de 
personalidade 
● Timidez, pessimismo ou baixa 
autoestima 
● Estilo de vida com alto estresse 
Condições socioeconômicas: A prevalência 
do TAG pode ser maior em áreas com maior 
vulnerabilidade social, devido a fatores 
como desigualdade, violência e falta de 
acesso a cuidados de saúde mental 
adequados. 
Comorbidades: O TAG frequentemente está 
associado a outras condições psiquiátricas, 
como depressão maior, e também a 
condições físicas, como hipertensão e 
doenças cardiovasculares 
Manifestações clínicas 
Um paciente com transtorno de ansiedade 
generalizada define-se como “ansioso” e 
normalmente relata que sempre apresentou 
esse comportamento, conseguindo 
lembrar-se de situações de ansiedade 
desde a infância. 
o TAG uma doença de curso crônico e 
fflutuante, que se mistura com a história de 
vida do indivíduo 
Uma pessoa com transtorno de ansiedade 
generalizada, normalmente, pode sentir 
inquietação, fadiga fácil e tensão muscular, 
ranger de dentes, entre outros sintomas. 
Além desses, pacientes podem apresentar 
sintomas físicos, como palpitações, falta de 
ar, sudorese excessiva, náuseas e dores de 
cabeça. Essas manifestações interferem 
significativamente na vida diária e no 
desempenho social e profissional dos 
pacientes. 
Diagnóstico 
O diagnóstico do Transtorno de Ansiedade 
Generalizada (TAG), segundo Renato 
Delgalarrondo, segue critérios baseados em 
manuais diagnósticos internacionais, como 
o DSM-5 e a CID-10. 
 
O diagnóstico do TAG é clínico. Contudo, 
pacientes com essa síndrome costumam 
procurar um clínico geral ou um 
cardiologista em busca de ajuda para um 
sintoma físico, como dor no peito, dores 
musculares, refluxo ou cansaço. Nesses 
casos, o exame físico na maioria das vezes é 
normal. 
A história clínica geralmente traz pistas 
sobre os padrões de funcionamento do 
paciente. Além disso, é comum coletar na 
entrevista um histórico familiar de 
depressão e ansiedade. Muitas vezes, a 
ajuda de um acompanhante para coletar a 
história é fundamental para o diagnóstico, 
pois o paciente crê que seus sintomas são 
explicados por uma doença clínica, 
duvidando que os sintomas tenham uma 
origem mental. 
Tratamento da TAG 
 A combinação de métodos é o tratamento 
mais eficaz para o tratamento do transtorno 
de ansiedade generalizada, como o 
tratamento farmacológico e o 
psicoterápico. 
Os inibidores da recaptação de serotonina 
(ISRS) são considerados como primeira 
linha de tratamento, devido ao seu perfil de 
efeitos colaterais mais tolerável e menor 
interação medicamentosa. 
Antidepressivos tricíclicos e os inibidores da 
recaptação de serotonina e noradrenalina 
(ISRN), ou “duais”, são considerados como 
medicação de segunda linha no 
tratamento. Antidepressivos atípicos 
deverão ser usados apenas em caso de 
falhas terapêuticas das primeiras e 
segundas linhas de tratamento 
O anticonvulsivante Pregabalina é muito útil 
no tratamento do transtorno de ansiedade 
generalizada, podendo ser indicado como 
tratamento de primeira ou segunda linha 
medicamentosa, em dosagens entre 150 mg 
a 600 mg ao dia. A Pregabalina apresenta 
efeitos ansiolíticos e sedativos, com um 
perfil de poucos efeitos colaterais e quase 
nenhuma interação medicamentosa. Além 
disso, a Pregabalina também apresenta 
importante efeito analgésico, ideal para 
aqueles pacientes com sintomas dolorosos 
crônicos 
 Os benzodiazepínicos têm sido uma classe 
medicamentosa muito usada nos 
transtornos de ansiedade. Podem ser 
prescritos conforme a necessidade clínica, 
podendo ser tomados quando os pacientes 
sentirem-se ansiosos ou antes de se 
exporem a eventos que geram ansiedade. 
Apesar disso, o foco do tratamento é com 
uso de um antidepressivo, especialmente 
ISRS, e o uso de benzodiazepínicos deve 
ocorrer, preferencialmente, em doses baixas 
e apenas no início do tratamento, durante 
as primeiras semanas, quando os efeitos 
das medicações de primeira linha ainda 
não controlarem os sintomas clínicos. 
Depois disso, deve ser retirado 
gradualmente no período de até duas 
semanas 
 
● Ansiedade Fisiológica: É uma 
resposta normal, temporária, 
proporcional ao estímulo e 
desaparece quando a situação de 
estresse termina. 
● Ansiedade Patológica: É 
desproporcional, constante, causa 
sofrimento e prejudica a qualidade 
de vida, sendo indicativa de um 
transtorno de ansiedade. 
A ansiedade fisiológica é uma reação 
adaptativa e funcional, enquanto a 
ansiedade patológica é disfuncional e requer 
tratamento. 
Ansiedade Fisiológica: 
● Natureza: É uma resposta natural do 
corpo a situações de estresse ou 
perigo. Faz parte do sistema de 
sobrevivência, preparando o 
indivíduo para enfrentar desafios (a 
chamada resposta de "luta ou fuga"). 
● Causas: Ocorre diante de situações 
que são percebidas como 
ameaçadoras ou desafiadoras, como 
falar em público, enfrentar uma 
entrevista de emprego, ou estar 
diante de um perigo físico real. 
● Sintomas: Inclui sintomas físicos 
como: 
○ Aumento dos batimentos 
cardíacos, 
○ Respiração rápida, 
○ Tensão muscular, 
○ Sudorese, 
○ Sensação de alerta. 
● Duração: É temporária, dura apenas 
o tempo necessário para enfrentar a 
situação estressante, e desaparece 
quando o estímulo estressor passa. 
● Impacto: Não interfere 
significativamente na vida cotidiana 
e, de fato, pode ser benéfica, pois 
ajuda na adaptação e na proteção.Ansiedade Patológica: 
● Natureza: É uma resposta 
desproporcional e excessiva a 
situações cotidianas ou a 
preocupações que não justificam tal 
nível de ansiedade. Não é mais uma 
reação adaptativa, mas uma 
condição que causa sofrimento e 
prejudica o funcionamento normal. 
● Causas: Pode ser desencadeada por 
diversos fatores, como predisposição 
genética, desequilíbrios químicos no 
cérebro, traumas, ou estresse 
prolongado, mesmo sem uma 
ameaça real ou imediata. 
● Sintomas: Os sintomas são mais 
intensos, frequentes e incluem: 
○ Preocupação excessiva e 
constante, 
○ Dificuldade para relaxar, 
○ Irritabilidade, 
○ Distúrbios do sono, 
○ Sintomas físicos (palpitações, 
tontura, falta de ar, náuseas), 
○ Sensação de catástrofe 
iminente, mesmo em 
situações banais. 
● Duração: É persistente, pode durar 
semanas, meses ou até anos, 
independentemente de uma 
situação estressante. 
● Impacto: Afeta negativamente a vida 
pessoal, profissional e social, muitas 
vezes interferindo na capacidade da 
pessoa de realizar atividades 
cotidianas. 
 
 
 
 
 
	Ansiedade Fisiológica: 
	 Ansiedade Patológica:

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