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Questões resolvidas

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Idade Antiga
Grécia
H0003 - (Upf)
“No tempo de Péricles (461-429 a.C), o comparecimento
à assembleia soberana era aberto a todo o cidadão. A
assembleia era um comício ao ar livre que reunia
centenas de atenienses do sexo masculino, com idade
superior a 18 anos. Todos os que compareciam �nham
direito de fazer uso da palavra. As decisões da assembleia
representavam a palavra final na guerra e na paz, nos
tratados, nas finanças, nas legislações, nas obras
públicas, no julgamento dos casos mais importantes, na
eleição de administradores, enfim na totalidade das
a�vidades governamentais”.
(BRAICK, P. R.; MOTA, M. B. História: Das cavernas ao
terceiro milênio. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2013, p.
102)
 
O texto acima refere-se a Atenas, considerada o berço da
Democracia no mundo an�go. Sobre aquele regime
democrá�co, está correto afirmar que
a) apenas os homens livres, proprietários, nascidos em
Atenas, filhos de pais e mães atenienses, eram
considerados cidadãos, com direito à par�cipação
direta nas decisões tomadas. 
b) baseava-se na par�cipação direta de toda a população
nas Assembleias Legisla�vas, que uma vez por ano se
reuniam em praça pública, chamada de Ágora, e
deliberavam sobre os mais variados assuntos. 
c) os estrangeiros, bem como os escravos libertos,
podiam par�cipar livremente das decisões tomadas
nas assembleias, representando seus próprios
interesses. 
d) é um equívoco chamá-lo de democrá�co, pois negava
a par�cipação dos representantes eleitos pelos
proprietários de terras. 
e) como não havia escravos em Atenas, a quase
totalidade da população �nha par�cipação polí�ca
daquela Cidade-Estado. 
H0050 - (U�f)
Observe os quadrinhos abaixo:
 
O quadrinho do cartunista Gilmar, publicado em 2010,
expõe uma crí�ca contemporânea ao que se apresentou
como “democracia” na Atenas da an�guidade clássica.
Das alterna�vas abaixo, qual expressa de modo
consistente tal crí�ca?
1@professorferretto @prof_ferretto
Highlight
Highlight
a) A apa�a da população, que não �nha o hábito de
par�cipar das decisões tomadas nas assembleias
dirigidas pelos cidadãos. 
b) A contradição envolvendo um ideal democrá�co e a
exclusão real da par�cipação polí�ca de sujeitos
considerados “não cidadãos”. 
c) A equivalência entre a forma democrá�ca ateniense e
a que é u�lizada atualmente na sociedade brasileira
desde a Cons�tuição de 1988. 
d) A necessidade de se cons�tuir, na sociedade grega da
an�guidade, uma forma de democracia
representa�va, na qual cada eleitor escolhia seus
representantes. 
e) O favorecimento sistemá�co de representantes de
par�dos polí�cos que nem sempre representavam a
maioria da população. 
H0025 - (Fatec)
Em 2015, o no�ciário internacional deu grande destaque
à Grécia, país europeu que vivia uma grave crise
econômica e convocou a população para decidir, via
referendo, as medidas que deveriam ser adotadas pelo
governo para gerir a crise. Parte da imprensa destacou o
caráter democrá�co de tal medida e, em muitos textos,
lembrou que os gregos foram os criadores da
democracia.
 
Assinale a alterna�va que indica corretamente quais são
as principais diferenças entre as concepções de
democracia na An�guidade grega e no mundo
contemporâneo.
a) Na An�guidade grega, a democracia surgiu da
necessidade de administrar países cada vez maiores;
nas democracias contemporâneas, a polí�ca ajuda a
administrar unidades menores, como as cidades. 
b) Na An�guidade grega, o espaço reservado à a�vidade
polí�ca eram os templos religiosos ou as residências
das pessoas mais importantes; nas democracias
contemporâneas, a a�vidade polí�ca se realiza no
espaço público. 
c) Na An�guidade grega, polí�ca e religião eram esferas
sociais separadas; nas democracias contemporâneas, a
noção de cidadania vincula-se estreitamente às
concepções religiosas. 
d) Nas democracias contemporâneas, a par�cipação
polí�ca é vinculada à renda, com o voto censitário; na
Grécia An�ga, apenas os proprietários de terras,
homens e mulheres, �nham direito à par�cipação
polí�ca. 
e) Nas democracias contemporâneas, o direito à
par�cipação polí�ca se estende a todos os grupos
sociais; na Grécia an�ga, apenas os homens livres
nascidos na polis eram considerados cidadãos. 
H0010 - (Fac. Pequeno Príncipe)
Com o surgimento das primeiras cidades – que
remontam 12 mil anos atrás – na convivência social e
polí�ca, começaram a se destacar algumas pessoas,
grupos ou famílias em cargos de liderança, surgindo as
primeiras ins�tuições polí�cas, religiosas e
administra�vas com a função de coordenar os estoques
de alimentos, as prá�cas e cultos religiosos e a defesa da
cidade. Com o passar dos anos, esta organização tornou-
se mais complexa e assumiu diferentes formas de
atuação e modelos polí�cos.
 
Sobre as formas polí�cas desenvolvidas no Ocidente ao
longo de sua história, assinale a alterna�va CORRETA. 
2@professorferretto @prof_ferretto
a) O significado da palavra democracia atualmente é o
mesmo desde a Grécia an�ga. 
b) A democracia ateniense, diferente das democracias
modernas, era excludente, pois, metecos, escravos,
mulheres e crianças não eram considerados cidadãos. 
 
c) A República romana se formou com a ascensão de
Júlio Cesar ao cargo de imperador. 
d) A construção da modernidade envolveu mudanças na
maneira de pensar as relações de poder e a polí�ca.
As teorias de Bodin e Hobbes defendiam um governo
democrá�co e par�cipa�vo. 
e) Entre os séculos XVII e XVIII, alguns soberanos
europeus, por ideologia e pelas crescentes pressões da
população, adotaram como prá�ca de governo, uma
postura liberal e democrá�ca. 
H0020 - (Uece)
Atente ao seguinte excerto: “Vivi a guerra inteira, tendo
uma idade que me permi�a formar meu próprio juízo, e
segui-a atentamente, de modo a obter informações
precisas. A�ngiu-me também uma condenação ao exílio
que me manteve longe de minha terra por vinte anos
após o meu período de comando em An�polis e, diante
de minha familiaridade com as a�vidades de ambos os
lados, especialmente aquelas do Peloponeso, em
consequência do meu banimento, graças ao meu ócio,
pude acompanhar melhor o curso dos acontecimentos.
Relatarei, então, as divergências surgidas após os dez
anos, e o rompimento da trégua e as hos�lidades
supervenientes”.
(TUCÍDIDES, História da Guerra do Peloponeso, V, 26).
 
Sobre a Guerra do Peloponeso, registrada por Tucídides,
é correto afirmar que
a) se trata de conflito armado entre gregos e troianos. 
b) foi uma guerra entre Atenas e Esparta. 
c) não ocorreu propriamente: trata-se de uma ficção do
mundo an�go. 
d) foi o conflito que ficou conhecido como Guerras
Médicas. 
H0030 - (U�pr)
No século V a.C., a vitória dos gregos sobre os persas nas
Guerras Médicas assinalou o apogeu da Grécia An�ga.
Atenas, sob o governo de Péricles, a�ngiu o apogeu da
democracia ateniense e grande desenvolvimento
econômico. Essa democracia beneficiava:
a) a todos os habitantes da cidade de Atenas, mesmo
que estrangeiros. 
b) a todos os considerados cidadãos atenienses
c) apenas aos polí�cos do par�do democrá�co. 
d) apenas aos juízes do Supremo Tribunal que podiam
julgar mais livremente. 
e) a toda a elite ateniense, incluindo as mulheres. 
H0026 - (Ifce)
É bastante difundida a ideia de que o berço da
democracia foi a cidade de Atenas, da An�ga Grécia,
onde os cidadãos alcançaram possibilidades de par�cipar
das discussões das questões públicas. Sabe-se, contudo,
que havia exceções e graves problemas sociais, polí�cos e
econômicos. Caracteriza uma dessas exceções
a) a Eclésia, assembleia popular, com as reformas de
Clístenes, que teve seus poderes ampliados,
fortalecendo a prá�ca democrá�ca. 
b) o fato de mulheres não possuírem direitos polí�cos,
na medida em que a democracia ateniense era restrita
aos homens adultos, considerados cidadãos. 
c) o ostracismo (exílio por dez anos), que era um
instrumento de defesa da democracia ateniense para
quem a pusesse em perigo. 
d) o fato de a democracia ateniense ter posto fim às
brigas sociais,possibilitando aos camponeses o direito
de voto. 
e) a incorporação dos escravos à sociedade ateniense,
apesar de não terem a liberdade. 
H0029 - (U�pr)
Para além das conquistas militares, um dos mais
importantes feitos de Alexandre, o Grande, foi favorecer
o surgimento de uma nova cultura, com forte influência
grega. As cidades de Alexandria, no Egito, Pérgamo, na
An�óquia, e a Ilha de Rodes, no Mar Egeu, cons�tuíram-
se em centros difusores de novos valores e de novos
saberes, que se estenderam pelas artes, pelas ciências e
por novas vertentes filosóficas. O nome dado a essa
expressão cultural foi:
a) modernista. 
b) renascen�sta. 
c) contemporânea. 
d) realista. 
e) helenís�ca. 
H0022 - (Unisc)
Leia o texto a seguir:
 
3@professorferretto @prof_ferretto
Highlight
"Como ocorre na atualidade, também na An�guidade
[demos] era um termo ambíguo ou polissêmico, já que
em certos contextos de uso se referia ao conjunto dos
cidadãos, e em outros às pessoas comuns, à parte mais
pobre da população".
CARDOSO, Ciro Flamarion S. A Cidade-Estado An�ga. 3.
ed. São Paulo: Á�ca: 1990. p. 84.
 
Apesar das democracias modernas possuírem alguns
elementos que remetem à democracia ateniense, na
An�guidade percebe-se algumas caracterís�cas
específicas, conforme sugere o fragmento acima.
 
Considere as seguintes afirma�vas.
 
I. Os atenienses par�cipavam diretamente das discussões
e da tomada de decisões, pelo voto.
II. Os escravos eram considerados bárbaros e as mulheres
seres inferiores e, portanto, excluídos naturalmente de
qualquer debate. Porém, os estrangeiros gozavam de
direitos polí�cos, desde que par�cipassem dos negócios
públicos.
III. Na democracia ateniense, nem todos são cidadãos,
pois mulheres, escravos e estrangeiros são excluídos da
cidadania.
IV. Sendo uma democracia representa�va, como as
modernas, os atenienses par�cipavam da Eclésia – a
principal assembleia da democracia na Grécia An�ga.
 
Assinale a alterna�va correta.
a) Somente as afirma�vas I e II estão corretas
b) Somente a afirma�va II está correta. 
c) Somente a afirma�va III está correta. 
d) Somente a afirma�va IV está correta. 
e) Somente as afirma�vas II e IV estão corretas. 
H0032 - (Upe)
“O homem que destrói cidades é demente
como o profanador de templos e túmulos,
asilos sacrossantos dos parentes mortos.
Quem age dessa forma, cedo há de perder-se.”
 
Esse é um fragmento da tragédia As Troianas, escrita por
Eurípides. Apresentada pela primeira vez em 415 a.C.,
encontrou a cidade de Atenas e muitas outras poleis
gregas envolvidas na Guerra do Peloponeso (431-404
AEC).
 
Sobre esse conflito, é CORRETO afirmar que
a) envolveu a maior parte dos Estados do Mediterrâneo
Oriental, como a Pérsia e o Egito.
b) opôs as duas principais cidades-estado, Atenas e
Esparta, e seus aliados, organizados em ligas rivais. 
c) foi rápido graças à evolução militar das falanges.
d) apesar de ter durado décadas, seu impacto na vida
co�diana dos gregos foi limitado. 
e) as cidades marí�mas apoiaram Esparta, uma potência
militar mais avançada que Atenas. 
H0028 - (Fac. Albert Einstein)
Observe a imagem.
 
Entre as caracterís�cas da polis grega, podemos citar a:
a) dimensão híbrida da acrópole, que conjugava espaços
religiosos com grandes áreas de plan�o e produção de
alimentos. 
b) incorporação de elementos arquitetônicos de origem
etrusca na construção das habitações populares. 
c) conurbação, que provocava a junção de diversas
aldeias e cidades numa mesma unidade
administra�va. 
d) construção de templos e edi�cios públicos em locais
altos e o caráter for�ficado da acrópole. 
H0023 - (Fuvest)
O aparecimento da polis cons�tui, na história do
pensamento grego, um acontecimento decisivo.
Certamente, no plano intelectual como no domínio das
ins�tuições, só no fim alcançará todas as suas
consequências; a polis conhecerá etapas múl�plas e
formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se
pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um
começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e
4@professorferretto @prof_ferretto
as relações entre os homens tomam uma forma nova,
cuja originalidade será plenamente sen�da pelos gregos.
Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego.
Rio de Janeiro: Difel, 1981. Adaptado.
 
De acordo com o texto, na An�guidade, uma das
transformações provocadas pelo surgimento da polis foi
a) o declínio da oralidade, pois, em seu território, toda
estratégia de comunicação era baseada na escrita e no
uso de imagens. 
b) o isolamento progressivo de seus membros, que
preferiam o convívio familiar às relações travadas nos
espaços públicos. 
c) a manutenção de ins�tuições polí�cas arcaicas, que
reproduziam, nela, o poder absoluto de origem divina
do monarca. 
d) a diversidade linguís�ca e religiosa, pois sua difusa
organização social dificultava a construção de
iden�dades culturais. 
e) a cons�tuição de espaços de expressão e discussão,
que ampliavam a divulgação das ações e ideias de seus
membros. 
H0044 - (Upf)
Chico Buarque cantou em “Mulheres de Atenas”.
 
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça da Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fus�gadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas.
 
Tomando como ponto de par�da a letra da música,
podemos assinalar, sobre o papel desempenhado pela
mulher na an�guidade, que:
a) A mulher no Egito An�go teve apenas um papel
reprodu�vo, pois não possuía direitos sociais e
jurídicos que lhe garan�ssem qualquer forma de
liberdade. 
b) As mulheres hebraicas possuíam direitos polí�cos e
sociais equivalentes aos dos homens, derivados dos
preceitos religiosos do Pentateuco, os quais
defendiam que os homens e as mulheres são iguais,
pois ambos são filhos de Deus
c) A mulher ateniense casada vivia grande parte do seu
tempo confinada no lar, estando submissa a um
regime de quase reclusão, privada de uma
par�cipação efe�va nas decisões polí�cas. 
d) A sociedade guerreira espartana privava as mulheres
de qualquer forma de liberdade, restringindo as
funções destas à educação de seus filhos e filhas. 
e) Nas várias sociedades mesopotâmicas, a mulher
desempenhava um papel preponderante, pois, como
era a responsável pela procriação, cabia a ela o
exercício de mando. 
H0034 - (Enem)
O que implica o sistema da polis é uma extraordinária
preeminência da palavra sobre todos os outros
instrumentos do poder. A palavra cons�tui o debate
contraditório, a discussão, a argumentação e a polêmica.
Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogo
polí�co.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de
Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).
 
Na configuração polí�ca da democracia grega, em
especial a ateniense, a ágora �nha por função
a) agregar os cidadãos em torno de reis que governavam
em prol da cidade. 
b) permi�r aos homens livres o acesso às decisões do
Estado expostas por seus magistrados. 
c) cons�tuir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia
para deliberar sobre as questões da comunidade. 
d) reunir os exercícios para decidir em assembleias
fechadas os rumos a serem tomados em caso de
guerra. 
e) congregar a comunidade para eleger representantes
com direito a pronunciar-se em assembleias. 
H0019 - (Unesp)
Apesar de sua dispersão geográfica e de sua
fragmentação polí�ca, os gregos �nham uma profunda
consciência de pertencer a uma só e mesma cultura. Esse
fenômeno é tão mais extraordinário, considerando-se a
ausência de qualquer autoridade central polí�ca ou
5@professorferretto @prof_ferretto
Highlight
religiosa e o livre espírito de invenção de uma
determinada comunidade para resolver os diversos
problemas polí�cos ou culturais que se colocavam para
ela.
(Moses I. Finley. Os primeiros tempos da Grécia, 1998.
Adaptado.)
 
O excerto refere-se ao seguinte aspecto essencial da
história grega da An�guidade:
a) a predominância da reflexão polí�ca sobre o
desenvolvimentodas belas-artes. 
b) a fragilidade militar de populações isoladas em
pequenas unidades polí�cas. 
c) a vinculação do nascimento da filosofia com a
cons�tuição de governos �rânicos. 
d) a existência de cidades-estados conjugada a padrões
civilizatórios de unificação. 
e) a igualdade social sustentada pela exploração
econômica de colônias estrangeiras. 
H0043 - (Fatec)
Ao longo da História, muitas sociedades u�lizaram o
trabalho de pessoas escravizadas, como, por exemplo, a
Grécia Clássica e a América Portuguesa.
 
Refle�ndo sobre essa forma de exploração do trabalho, é
correto afirmar que
a) as duas sociedades citadas u�lizaram
predominantemente o trabalho de escravos africanos
da região subsaariana e da África oriental. 
b) a u�lização do trabalho escravo, nas duas sociedades
citadas, pode ser considerada a base da organização
econômica e produ�va. 
c) as duas sociedades citadas u�lizaram o trabalho de
escravos apenas na produção agrícola de exportação e
não nas cidades. 
d) o exercício da cidadania era permi�do aos escravos na
Grécia Clássica, mas era impedido na América
Portuguesa. 
e) havia, na Grécia, apenas escravos de origem romana e,
na América Portuguesa, apenas escravos de origem
africana. 
H0046 - (Enem)
TEXTO l
Olhamos o homem alheio às a�vidades públicas não
como alguém que cuida apenas de seus próprios
interesses, mas como um inú�l; nós, cidadãos atenienses,
decidimos as questões públicas por nós mesmos na
crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e
sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes
de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília:
UnB, 1987 (adaptado).
 
TEXTO II
Um cidadão integral pode ser definido por nada mais
nada menos que pelo direito de administrar jus�ça e
exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são
limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que
não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes
pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de
certos intervalos de tempo prefixados.
ARISTÓTELES. Polí�ca. Brasília: UnB, 1985.
 
Comparando os textos l e II, tanto para Tucídides (no
século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.),
a cidadania era definida pelo(a)
a) pres�gio social. 
b) acúmulo de riqueza. 
c) par�cipação polí�ca. 
d) local de nascimento. 
e) grupo de parentesco. 
H0005 - (Fatec)
A figura mostra uma tapeçaria funerária produzida no
Egito, durante o chamado Período Helenís�co, retratando
6@professorferretto @prof_ferretto
Highlight
Highlight
um homem ves�do como grego, posicionado entre dois
deuses egípcios, Osíris e Anúbis.
 
Assinale a alterna�va que explica, corretamente, a fusão
das culturas grega e egípcia representada na tapeçaria.
a) As sucessivas incursões militares empreendidas pela
rainha Cleópatra VI nos territórios gregos
proporcionaram o contato dos egípcios com a arte e a
filosofia helenís�ca, cuja concepção esté�ca
influenciou a produção dos artesãos do Baixo Egito. 
b) Educado por Aristóteles, o faraó Menés, responsável
pela unificação dos reinos do Baixo e do Alto Egito,
tornou-se grande admirador da arte e da filosofia
gregas, e foi o responsável pela difusão da cultura
helenís�ca em seu império. 
c) A polí�ca expansionista de Alexandre, o Grande,
promoveu o contato dos gregos com outros povos da
Europa, da Ásia e da África, e originou a cultura
helenís�ca, caracterizada pela miscigenação de
diversos elementos culturais. 
d) Os egípcios tomaram contato com a cultura helenís�ca
por meio do comércio com os povos visigodo,
ostrogodo, viking e alano que, par�ndo do norte da
Europa, navegavam até o Nilo levando produtos de
diferentes procedências. 
e) Resultado da união polí�ca da Grécia e do Egito, por
meio do casamento de Alexandre, o Grande, com
Cleópatra VI, a cultura helenís�ca foi imposta, muitas
vezes à força, a todos os súditos do novo império. 
H0033 - (Fgv)
É a par�r do século VIII a.C. que começamos a entrever,
em diferentes regiões do Mediterrâneo, o progressivo
surgimento das cidades-Estados ou polis. Elas formaram
a organização social e polí�ca dominante das
comunidades organizadas ao longo do Mediterrâneo nos
séculos seguintes.
(Norberto Luiz Guarinello, História An�ga, 2013, p. 77.
Adaptado)
 
Nas polis, é correto
a) assinalar a crescente importância da mulher e da
família nos espaços públicos. 
b) reconhecer a presença de espaços públicos, caso da
ágora. 
c) destacar uma caracterís�ca: a inexistência de espaços
rurais. 
d) iden�ficar a acumulação de capital pela ação do
Estado. 
e) apontar para a sua essência: a organização urbana
estruturada para a guerra. 
H0014 - (Fac. Albert Einstein)
Por muito tempo, entre os historiadores pensou-se que
os gregos formavam um povo superior de guerreiros que,
por volta de 2000 a.C., teria conquistado a Grécia,
submetendo a população local.
Hoje em dia, os estudiosos descartam esta hipótese,
considerando que houve um movimento mais complexo.
Segundo o pesquisador Moses Finley, a ‘chegada dos
gregos significou a introdução de um elemento novo que
se misturou com seus predecessores para criar,
lentamente, uma nova civilização e estendê-la como e
por onde puderam’.
FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo:
Contexto, 2001. Adaptado.
 
Segundo o texto, a formação da Grécia an�ga ocorreu
a) de forma negociada, por meio de alianças e acordos
polí�cos entre os líderes das principais tribos na�vas
da península balcânica. 
b) de forma gradual, a par�r da integração de povos
provenientes de outras regiões com habitantes da
parte sul da península balcânica. 
c) de forma planejada, pela expansão militar dos povos
na�vos da península balcânica sobre territórios
controlados por grupos bárbaros. 
d) de forma violenta, com a submissão dos habitantes
originais da península balcânica a conquistadores
recém-chegados do norte. 
H0021 - (Fgv)
(...) a par�r do século V a.C., a guerra tornou-se
endêmica no Mediterrâneo. Foram séculos de guerra
con�nua, com maior ou menor intensidade, ao redor de
toda a bacia. O trabalho acumulado nos séculos
anteriores tornara possível um adensamento dos
contatos, um compar�lhamento de informações e
estruturas sociais, uma organização dos territórios rurais
que propiciava a extensão de redes de poder. Foram os
pontos centrais dessas redes de poder que animaram o
conflito nos séculos seguintes.
Norberto Luiz Guarinello. História An�ga, 2013.
 
Sobre esses “séculos de guerra con�nua”, é correto
afirmar que
7@professorferretto @prof_ferretto
a) as Guerras Púnicas, entre Atenas e Cartago, foram uma
disputa pelo controle comercial sobre o mar
Mediterrâneo, terminando após três grandes
enfrentamentos, com a vitória de Cartago e a
hegemonia cartaginesa em todo o Mundo An�go
ocidental. 
b) as Guerras Macedônicas foram um longo conflito
entre o Reino da Macedônia, em aliança com os
persas, e o Império Romano, que venceu com muitas
dificuldades porque ainda estava em guerra com
outros povos. 
c) as Guerras Médicas, entre persas e gregos, resultaram
na vitória dos úl�mos e, em meio a esses confrontos,
permi�ram que Atenas liderasse a Liga de Delos,
aliança de cidades-Estados gregas com o intuito de
combater a presença persa no Mediterrâneo. 
d) as Campanhas de Alexandre, o Grande, aliado a
Esparta e Corinto, combateram e venceram as
poderosas forças persas e ampliaram os domínios
gregos até a Ásia Menor, propagando os princípios da
democracia ateniense pelo Mediterrâneo. 
e) a Guerra do Peloponeso, o mais importante conflito
bélico da An�guidade, envolveu as principais cidades-
Estados gregas que, aliadas a Roma, enfrentaram e
derrotaram as forças militares cartaginesas. 
H0024 - (Ufpa)
No Estado democrá�co ateniense, a Assembleia do Povo
era o poder soberano. Contudo, a democracia ateniense
�nha limites, como se observava na composição da
Assembleia uma vez que nela se estabelecia o(a)
a) direito à manifestação livre a todos os habitantes da
Á�ca, desde que fossem filhosde pais atenienses e
mães metecas. 
b) par�cipação de homens ricos, possuidores de terras e
de um número pequeno de escravos urbanos e
vinculados à elite. 
c) exclusão dos hoplitas e estrangeiros, mesmo que esses
�vessem cargos e fossem possuidores de alguma
honra militar. 
d) par�cipação de cidadãos atenienses maiores de vinte
anos, filhos de pai cidadão e de mãe ateniense,
excluindo-se as mulheres e os escravos. 
e) par�cipação de cidadãos atenienses maiores de 18
anos, desde que esses fossem honrados e �vessem
pelo menos um escravo. 
H0015 - (Fuvest)
Em relação à é�ca e à jus�ça na vida polí�ca da Grécia
Clássica, é correto afirmar: 
a) Tratava-se de virtudes que se traduziam na
observância da lei, dos costumes e das convenções
ins�tuídas pela polis. 
b) Foram prerroga�vas democrá�cas que não estavam
limitadas aos cidadãos e que também foram
estendidas aos comerciantes e estrangeiros. 
c) Eram princípios fundamentais da polí�ca externa, mas
suspensos temporariamente após a declaração formal
de guerra. 
d) Foram introduzidas pelos legisladores para reduzir o
poder assentado em bases religiosas e para
estabelecer critérios racionais de distribuição. 
e) Adquiriram importância somente no período
helenís�co, quando houve uma significa�va
incorporação de elementos da cultura romana. 
H0012 - (Unicamp)
Os gregos sen�ram paixão pelo humano, por suas
capacidades, por sua energia constru�va. Por isso,
inventaram a polis: a comunidade cidadã em cujo espaço
ar�ficial, antropocêntrico, não governa a necessidade da
natureza, nem a vontade dos deuses, mas a liberdade dos
homens, isto é, sua capacidade de raciocinar, de discu�r,
de escolher e de des�tuir dirigentes, de criar problemas e
propor soluções. O nome pelo qual hoje conhecemos
essa invenção grega, a mais revolucionária, poli�camente
falando, que já se produziu na história humana, é
democracia.
(Adaptado de Fernando Savater, Polí�ca para meu filho.
São Paulo: Mar�ns Fontes, 1996, p. 77.)
Assinale a alterna�va correta, considerando o texto
acima e seus conhecimentos sobre a Grécia An�ga.
a) Para os gregos, a cidade era o espaço do exercício da
liberdade dos homens e da �rania dos deuses. 
b) Os gregos inventaram a democracia, que �nha então o
mesmo funcionamento do sistema polí�co vigente
atualmente no Brasil. 
c) Para os gregos, a liberdade dos homens era exercida
na polis e estava relacionada à capacidade de invenção
da polí�ca. 
d) A democracia foi uma invenção grega que criou
problemas em função do excesso de liberdade dos
homens. 
H0048 - (I�a)
Analise o texto e a �rinha a seguir.
 
I. “O fundamento do regime democrá�co é a liberdade,
(realmente costuma-se dizer que somente neste regime
par�cipa-se da liberdade, pois este é, segundo se afirma,
o fim de toda democracia). Uma caracterís�ca da
8@professorferretto @prof_ferretto
liberdade é ser governado e governar por turno; com
efeito, consis�ndo a jus�ça democrá�ca em ter todos o
mesmo, numericamente e não segundo merecimento,
forçosamente tem que ser soberana a mul�dão e aquilo
que é aprovado pela maioria tem que ser o justo.”
ARISTÓTELES. Polí�ca. In. PINSKY, Jaime. 100 Textos de
História An�ga.
SP: Contexto, 2009. p. 87-88.
 
II.
 
Compreendendo a experiência democrá�ca na Grécia
An�ga e na sociedade contemporânea, assinale a
proposição verdadeira:
 
a) Ao longo da história do Ocidente, a experiência
democrá�ca tem vigorado como sistema polí�co,
baseando-se em princípios de igualdade e jus�ça. 
b) A democracia grega possuía uma desigualdade de
direitos civis e polí�cos entre os setores da sociedade,
privilegiando as elites, excluindo grande parcela da
população. 
c) Aristóteles no texto destacado enaltece a democracia
como regime baseado na liberdade, que em seu
tempo significa o governo igualitário de todos os
habitantes da polis. 
d) A democracia nos tempos gregos foi pra�cada com o
mesmo sen�do moderno de par�cipação popular na
vida polí�ca e exercício da cidadania plena, sendo um
importante legado da Grécia An�ga. 
e) A experiência democrá�ca na polis ateniense, embora
não fosse popular, inaugurou um período de
par�cipação efe�va na vida polí�ca de metecos
(estrangeiros), libertos e escravos, excluindo, contudo,
a par�cipação de mulheres. 
H0047 - (Ifsp)
Em Atenas e em Esparta, as mais importantes polis
gregas da an�guidade, o trabalho era preferencialmente
distribuído do seguinte modo:
a) Em Atenas – realizado por todos os atenienses,
homens e mulheres, pois a isonomia (a igualdade) era
um valor fundamental; Em Esparta – reservado apenas
aos espar�atas, havendo alguns meses dedicados ao
militarismo.
b) Em Atenas – reservado aos escravos, fossem eles
escravos por dívidas ou ob�dos por guerras, pois o
ateniense livre dedicava-se à polí�ca e às artes; Em
Esparta – reservado aos hilotas, isto é, os servos do
Estado.
c) Em Atenas – reservado apenas aos estrangeiros, pois a
escravidão grega fora abolida pelo legislador Sólon; Em
Esparta – reservado a todos sem discriminação, pois
homens e mulheres eram considerados iguais tendo as
mesmas obrigações.
d) Em Atenas – reservado aos demiurgos que não eram
considerados cidadãos, portanto, não par�cipavam da
vida polí�ca; Em Esparta – reservado aos escravos que
eram considerados bens pessoais de cada família
espartana.
e) Em Atenas – reservado aos plebeus, homens livres e
pobres que precisavam ganhar para subsis�r; Em
Esparta – realizado tanto pelos escravos por dívida
(espartanos endividados com outros espartanos)
quanto pelos escravos de guerra.
9@professorferretto @prof_ferretto
Highlight
Highlight
H0049 - (Ufpr)
Sobre o período helenís�co (séculos IV a II a.C.) é correto
afirmar:
a) Com a rápida conquista territorial feita pelos
macedônios, liderados especialmente por Alexandre
Magno, houve a difusão da cultura grega do Egito até
a Índia, por meio da adoção da koiné, uma variante
mais simples do grego. Ocorreu a fusão entre culturas
orientais e a cultura grega, além da construção de
polos culturais, como Alexandria. Esse período deixou
uma influência duradoura, que se manteve também
dentro dos limites do Império Romano. 
b) Foi um longo período de desenvolvimento econômico,
em que a agricultura foi incen�vada por todos os
territórios conquistados por Alexandre Magno. O
obje�vo desse imperador era rivalizar com o Império
Romano, estabelecendo em Alexandria um governo
despó�co e centralizador. Nesse período, a cultura
grega se expandiu do Egito até a China. 
c) Foi marcado pelas conquistas de Alexandre Magno,
que teve dificuldades em expandir o seu governo, por
conta da resistência dos romanos e dos persas. Apesar
de ter reinado por décadas, Alexandre Magno não
conseguiu manter a independência grega, perdendo
seus territórios para o nascente Império Romano. 
d) Foi um período de decadência cultural, em que
manifestações culturais gregas misturaram-se a
influências de outras culturas conquistadas pelos
exércitos de Alexandre Magno. Devido ao seu rápido
crescimento, o império helenís�co permi�u que as
culturas e costumes locais se preservassem em troca
de lealdade polí�ca. Isso levou ao fim da língua, da
filosofia, do teatro e da arquitetura gregas. 
e) Foi uma era de violência endêmica e de escravidão dos
povos conquistados por Alexandre Magno, o que
explica sua breve duração. Logo após a morte de
Alexandre, o império se dividiu e foi conquistado pelos
persas. Dessa forma, o projeto de difusão da cultura
grega foi abandonado, deixando alguns poucos
monumentos e bibliotecas pelo Oriente. 
H0038 - (Uern)
Observe a charge e leia o trecho.
A Ágora ou praça central era o espaço onde se reuniam
os cidadãos para discu�r a vida polí�ca e decidir sobre as
ações a serem tomadas.
(Vainfas, 2010.)
 
Ao analisarmos a charge e o texto, e tendo em vista o
contexto da Grécia An�ga e o do Brasil atual em relação à
par�cipação polí�ca, é possível inferir que
a) em ambos os casos, apesar da ideia de democracia
preconizar a par�cipação de todos, exis�am (e
existem) limitespara o exercício pleno desse direito. 
b) na Grécia, cidadão era apenas aquele que par�cipava
das gerúsias, por ser considerado “homo poli�cus”. No
Brasil, só se considera cidadão o indivíduo com mais
de 18 anos. 
c) tanto na Grécia quanto no Brasil, a democracia era (e
é) caracterizada pela par�cipação universal, ou seja, de
toda a população votante e em dia com suas
obrigações eleitorais. 
d) como no Brasil o voto atual é direto e secreto, o
processo democrá�co torna-se mais transparente e
incorrup�vel, o que não era possível na Grécia, devido
ao controle de poder dos generais. 
H1084 - (Enem)
Na Grécia, o conceito de povo abrange tão somente
aqueles indivíduos considerados cidadãos. Assim é
possível perceber que o conceito de povo era muito
restri�vo. Mesmo tendo isso em conta, a forma
democrá�ca vivenciada e experimentada pelos gregos
atenienses nos séculos IV e V a.C. pode ser caracterizada,
fundamentalmente, como direta.
MANDUCO, A. Ciência polí�ca. São Paulo: Saraiva. 2011.
 
Naquele contexto, a emergência do sistema de governo
mencionado no excerto promoveu o(a) 
10@professorferretto @prof_ferretto
a) compe�ção para a escolha de representantes. 
b) campanha pela revitalização das oligarquias. 
c) estabelecimento de mandatos temporários. 
d) declínio da sociedade civil organizada. 
e) par�cipação no exercício do poder.
H0004 - (Enem)
A soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era
imprescindível para a existência da cidade-estado.
Segundo os regimes polí�cos, a proporção desses
cidadãos em relação à população total dos homens livres
podia variar muito, sendo bastante pequena nas
aristocracias e oligarquias e maior nas democracias.
CARDOSO, C. F. A cidade-estado clássica. São Paulo: Á�ca,
1985.
 
Nas cidades-estado da An�guidade Clássica, a proporção
de cidadãos descrita no texto é explicada pela adoção do
seguinte critério para a par�cipação polí�ca:
a) Controle da terra. 
b) Liberdade de culto. 
c) Igualdade de gênero. 
d) Exclusão dos militares. 
e) Exigência da alfabe�zação. 
H0002 - (Unesp)
– São uma formosura os governantes que tu modelaste,
como se fosses um estatuário, ó Sócrates! [...]
– Ora pois! Concordais que não são inteiramente utopias
o que es�vemos a dizer sobre a cidade e a cons�tuição;
que, embora di�ceis, eram de algum modo possíveis, mas
não de outra maneira que não seja a que dissemos,
quando os governantes, um ou vários, forem filósofos
verdadeiros, que desprezem as honrarias atuais, por as
considerarem impróprias de um homem livre e
des�tuídas de valor, mas, por outro lado, que atribuem a
máxima importância à re�dão e às honrarias que dela
derivam, e consideram o mais alto e o mais necessário
dos bens a jus�ça, à qual servirão e farão prosperar,
organizando assim a sua cidade?
(Platão. A República, 1987.)
 
O texto, concluído na primeira metade do século IV a.C.,
caracteriza
a) a predominância das a�vidades econômicas rurais
sobre as urbanas e enfa�za o primado da
racionalidade. 
b) a organização da pólis e sustenta a existência de um
governo baseado na jus�ça e na sabedoria. 
c) o caráter aristocrá�co da pólis durante o período das
�ranias em Atenas e defende o princípio da igualdade
social. 
d) a estruturação social da pólis e destaca a importância
da democracia, consolidada durante o período de
Clístenes. 
e) a importância da ação de legisladores, como Drácon e
Sólon em Atenas, e apoia a consolidação da
militarização espartana. 
H0040 - (Espm)
Acolhidos com uma hospitalidade be nevolente, não se
sentem humilhados por uma discriminação injuriosa.
Excluídos dos direitos polí�cos e também da proprieda -
de imobiliária, pagando anualmente uma taxa módica,
são eles, de fato no tocante ao resto, assimilados aos
cidadãos sujeitos aos mesmos encargos militares e
fiscais. Exercem as mais variadas profissões li berais,
artesanais ou mercan�s. Não há, por assim dizer, um
ar�sta, um homem de letras ou de ciência que, sendo
grego e não ate niense, não tenha passado uma parte
mais ou menos importante de sua vida em Atenas.
(Maurice Crouset. O Oriente e a Grécia, in: História
Geral das Civilizações)
A respeito da sociedade ateniense, o texto deve ser
relacionado com: 
a) eupátridas; 
b) geórgois; 
c) metecos; 
d) hilotas; 
e) periecos. 
H0039 - (Ufpr)
Considere o texto abaixo:
 
“O surgimento das moedas liga-se (...) a três
transformações culturais notáveis da Grécia nos idos do
século VII a.C. (...): o desenvolvimento da polis (...) e da
vida polí�ca (...), a complexificação crescente das trocas
comerciais (...) [e] a alfabe�zação.”
FUNARI, Pedro Paulo. An�guidade Clássica: a História e a
cultura a par�r dos documentos. Campinas: Editora da
Unicamp, 1995, p. 50.
 
A par�r do excerto acima e dos conhecimentos sobre a
Grécia an�ga, assinale a alterna�va que relaciona
11@professorferretto @prof_ferretto
corretamente a polis, a expansão grega e o
desenvolvimento das moedas. 
a) A polis desenvolveu-se como uma cidade for�ficada,
caracterizando a ocupação da Magna Grécia por
Esparta. A expansão grega ocorre devido à
insuficiência de escravos nas cidades-Estado. Nas
guerras realizadas no Mediterrâneo, milhares de
prisioneiros foram feitos escravos e vendidos nas
colônias gregas, o que intensificou a circulação de
moedas. 
b) A polis era um �po específico de organização social
encontrada em Atenas e Esparta. No período em
questão, essas duas cidades-Estado rivalizaram-se na
expansão territorial, gerando a Guerra do Peloponeso.
Ao final deste conflito, os atenienses derrotados
fundaram colônias em regiões do Mediterrâneo e do
mar Negro, aumentando a circulação de moedas. 
c) A polis foi a principal forma de organização social na
Grécia, cons�tuindo-se em cidades autônomas com
governos e leis próprias. No século VII a.C., com o
aumento demográfico e a concentração la�fundiária,
houve a expansão grega para regiões do Mediterrâneo
e do mar Negro, causando intensa circulação de
moedas para o comércio marí�mo e terrestre. 
d) A polis surgiu como solução para os conflitos entre
Esparta e Atenas pelo domínio do restante da Grécia,
cons�tuindo-se como cidade autônoma for�ficada,
cujo isolamento a protegia de agressões. Isso permi�u
a expansão comercial marí�ma de Atenas pelo
Mediterrâneo, levando à formação de colônias e ao
aumento da circulação de moedas nas trocas
comerciais. 
e) A polis era um �po de cidade-Estado que se
desenvolveu em decorrência da expansão comercial
grega, ocasionando a fundação de colônias na Magna
Grécia. Por conta de seu caráter autônomo, algumas
cidades-Estado uniram-se na Liga de Delos para
conquistar territórios no Mediterrâneo, gerando
aumento na a�vidade comercial grega e o uso de
moedas. 
H0009 - (Acafe)
A Grécia an�ga é uma das civilizações da an�guidade
clássica. Na sua formação polí�ca e social, a civilização
dos helenos passou por diversas fases.
Acerca da história polí�ca, social e militar da Grécia
an�ga, todas as alterna�vas estão corretas, exceto a:
a) Com encenações feitas ao ar livre, o teatro grego era
dividido basicamente em tragédia e comédia,
abordando temas humanos e mitológicos. 
b) Em Esparta, os hilotas pertenciam ao Estado e eram
provenientes de populações conquistadas pelos
espartanos e sua mão de obra era u�lizada
principalmente na agricultura. 
c) Na Guerras Médicas, Esparta, liderando a Liga do
Peloponeso invadiu e destruiu a cidade de Atenas,
iniciando um período de hegemonia no mundo grego.
 
d) A chamada idade de ouro de Atenas está vinculada ao
governo de Péricles, que caracterizou sua
administração pelo embelezamento ar�s�co da polis
ateniense. 
H0027 - (Unesp)
A cidade �ra de seu império uma parte da honra, da qual
todos vós vos gloriais, e que deveis legi�mamente apoiar;
não vos esquiveis às provas, se não renunciais também a
buscar as honras; e não penseis que se trata apenas,
nesta questão, de ser escravos em vez de livres: trata-se
da perda de um império, e do risco ligado ao ódio que aí
contraístes.(Péricles apud Pierre Cabanes. Introdução à história da
An�guidade, 2009.)
 
O discurso de Péricles, no século V a.C., convoca os
atenienses para lutar na Guerra do Peloponeso e enfa�za
a) a rejeição à escravidão em Atenas e a defesa do
trabalho livre como base de toda sociedade
democrá�ca. 
b) a defesa da democracia, por Atenas, diante das
ameaças aristocrá�cas de Roma. 
c) a rejeição à �rania como forma de governo e a
celebração da república ateniense. 
d) a defesa do território ateniense, frente à inves�da
militar das tropas cartaginesas. 
e) a defesa do poder de Atenas e a sua disposição de
manter-se à frente de uma confederação de cidades. 
H0031 - (Ufpr)
Considere o excerto de poema espartano do século VII
a.C.:
 
[...] Pois não há homem valente no combate,
se não suportar a vista da carnificina sangrenta
e não atacar, colocando-se de perto. [...]
É um bem comum para a cidade e todo o povo,
que um homem aguarde, de pés fincados, na primeira
fila,
12@professorferretto @prof_ferretto
encarniçado e todo esquecido da fuga vergonhosa,
expondo a sua vida e ânimo sofredor,
e, aproximando-se, inspire confiança
com suas palavras ao que lhe fica ao lado.
(Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. In: Hélade:
Antologia da Cultura Grega, Coimbra: Faculdade de Letras
da Universidade de Coimbra / Ins�tuto de Estudos
Clássicos, 4. ed., 1982.)
 
Com base nesse excerto, considere as afirma�vas abaixo
sobre os valores ressaltados no poema e sobre
caracterís�cas da cidade-Estado de Esparta entre os
séculos VII e V a.C.:
 
1. Esparta e Atenas compar�lhavam do mesmo ideal
militar expresso no poema, mo�vo pelo qual juntaram
esforços na Liga de Delos.
2. O poema expressa os valores esperados dos soldados
espartanos: a coragem, o espírito de combate e a
cooperação com o cole�vo.
3. Para sustentar o exército, o Estado espartano formou a
Liga do Peloponeso e distribuiu as terras conquistadas
entre as cidades-Estado aliadas.
4. Esparta manteve uma elite militar, formada pela
educação rígida de suas crianças, que eram controladas
pelo Estado e separadas de suas famílias.
 
Assinale a alterna�va correta.
a) Somente as afirma�vas 1 e 3 são verdadeiras. 
b) Somente as afirma�vas 2 e 4 são verdadeiras.
c) Somente as afirma�vas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
d) Somente as afirma�vas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
e) As afirma�vas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
H0045 - (Fgv)
São caracterís�cas do período arcaico (séculos VIII-VI
a.C.), na Grécia An�ga:
a) desenvolvimento dos oikos e expansão creto-micênica.
 
b) desenvolvimento das poleis e expansão pelo
Mediterrâneo. 
c) rivalidades entre Esparta e Atenas e Guerra do
Peloponeso. 
d) enfraquecimento das poleis e expansão macedônica. 
e) guerras entre gregos e persas e o fim da democracia
ateniense. 
H0011 - (Espm)
Era considerada a engrenagem essen cial para assegurar
o bom funcionamento do regime. A tradição afirma que
sua ori gem remeteria a Sólon. A par�r de Clístenes
passou a contar com quinhentos membros sorteados
anualmente, à razão de cinquen ta por tribo, entre
todos os cidadãos, a par �r de listas estabelecidas em
cada demo, a principal função do órgão consis�a em
pre parar os decretos a serem subme�dos ao voto da
Assembleia.
(Claude Mossé. Dicionário da Civilização Grega)
 
O órgão em questão, tratado pelo texto é:
a) a Eclésia, órgão soberano da democracia ateniense; 
b) a Helieia, órgão responsável pela jus�ça na
democracia ateniense; 
c) a Boulé, órgão que preparava decretos vo tados pela
Assembleia dos Cidadãos na democracia ateniense; 
d) a Gerúsia, ou Conselho dos Anciãos, ór gão decisório
em Esparta; 
e) a Ápela, órgão encarregado de preparar projetos,
órgão consul�vo em Esparta. 
H0018 - (Ufrgs)
Na sua narra�va da Guerra do Peloponeso, Tucídides
assim relata as prá�cas funerais atenienses.
 
“Desse cortejo par�cipam livremente cidadãos e
estrangeiros; e as mulheres da família estão presentes,
ao túmulo, fazendo ouvir sua lamentação. Depositam-se,
em seguida, os despojos no monumento público, situado
na mais bela avenida da cidade, e onde as ví�mas de
guerra são sempre sepultadas – à exceção dos mortos de
Maratona: a estes, considerando-se seu mérito
excepcional, concedeu-se sepultura no próprio lugar da
batalha. Uma vez que a terra recobre os mortos, um
homem escolhido pela polis, reputado por dis�nguir-se
intelectualmente e gozar de alta es�ma, pronuncia em
sua honra um elogio apropriado; depois disto, todos se
re�ram. Assim têm lugar esses funerais; e, durante toda a
guerra, quando era o caso, aplicava-se o costume”.
Citado em LORAUX, N. A invenção de Atenas. Rio de
Janeiro: Editora 34, 1994. p. 39.
 
Assinale a alterna�va correta a respeito da história da
an�guidade grega, a par�r do texto apresentado.
13@professorferretto @prof_ferretto
a) Os ritos funerais na Grécia an�ga eram cerimônias
religiosas, des�nadas apenas a conduzir ao paraíso os
heróis mortos. 
b) Os metecos, par�cipantes das prá�cas funerais,
formavam parte do demos ateniense e possuíam os
mesmos direitos polí�cos que os cidadãos da pólis. 
c) Todos os soldados atenienses mortos nos confrontos
com Esparta, em razão do grande mérito de seus
feitos, eram sepultados no próprio lugar da batalha. 
d) A cena descrita, ocorrida na democracia ateniense,
indica o valor dado aos cidadãos mais eloquentes da
cidade. 
e) A realização de um discurso fúnebre por alguém
escolhido na massa de cidadãos de Atenas revela o
caráter secundário e improvisado da cerimônia. 
H0001 - (Fgv)
Aqueles que compõem a cidade, tão diferentes entre si
por suas origens, condições e funções, de certa forma
parecem “semelhantes” uns aos outros. Essa similitude
funda a unidade da pólis, porque para os gregos somente
os semelhantes podem permanecer mutuamente unidos
pela Philia, associados a uma mesma comunidade. Todos
aqueles que par�cipam do Estado definem-se como
Homoioi, semelhantes, depois de maneira mais abstrata,
como Isoi, iguais. Essa imagem das relações humanas
encontrará no século VI a.C. a sua expressão rigorosa no
conceito de isonomia: igual par�cipação de todos os
cidadãos no exercício do poder.
(Jean-Pierre Vernant. Les origines de la pensée grecque,
1995. Adaptado.)
 
O autor argumenta que a organização da pólis grega
a) desconhecia as desigualdades reais entre os cidadãos
na esfera das decisões polí�cas cole�vas. 
b) fundava-se no sen�mento recíproco de amizade entre
os cidadãos dos mesmos grupos econômicos. 
c) abria-se à par�cipação nas decisões públicas dos
aliados incondicionais da cidade nos períodos de
guerra. 
d) enaltecia o exercício da racionalidade polí�ca em
prejuízo dos cultos das divindades do mundo grego. 
e) distribuía o conjunto das tarefas públicas de acordo
com as ap�dões polí�cas de cada um dos cidadãos. 
H0041 - (Uepa)
Apesar das semelhanças quanto à língua e a religião
entre os gregos das diversas polis, a Grécia do Período
Clássico em diante era um mosaico de cidades
autônomas em termos polí�cos e econômicos. A criação
das cidades-estado seguiu por caminhos diferentes em
função da relação entre populações autóctones e povos
estrangeiros. Par�cularmente, a história da fundação de
Atenas e de Esparta teve clara relação com sua
organização sociopolí�ca, pois:
a) ocorreu em Atenas a par�lha de poder administra�vo
entre jônios e demais estrangeiros, enquanto em
Esparta se deu a dominação polí�ca dos dórios. 
b) o domínio jônico submeteu os povos autóctones na
formação de Atenas, enquanto os dórios par�lharam o
governo de Esparta com os na�vos lacedemônios. 
c) Atenas tornou-se centro cosmopolita do mundo
an�go, dada a proeminência social dos estrangeiros,
enquanto a elite dórica manteve-se predominante no
governo de Esparta. 
d) a formação de Atenas esteve vinculada ao trabalho
agrícola das populações camponesas, enquanto os
guerreiros dóricos de Esparta cons�tuíram uma
sociedade militarizada. 
e) Atenas formou-se com a reunião de jônios e
populações locais pré-helênicas, enquantoEsparta
resultou da invasão dórica, marcada pela submissão
dos habitantes autóctones. 
H0035 - (Ueg)
Como resultado das campanhas militares de Alexandre
(Magno), surgiu a cultura helenís�ca. Houve influência da
cultura oriental sobre a grega, porém não se deve
superes�mar a importância dessa influência. Na
realidade, os caracteres da cultura grega sempre foram
dominantes.
ORDOÑEZ, Marlene; QUEVEDO, Júlio. Horizontes da
História. São Paulo: IBEP, 2005. p. 41.
 
Essa hegemonia da cultura helênica verificou-se,
sobretudo no Ocidente, sendo jus�ficada pelo fato de
que
a) os persas logo revelariam pretensões imperialistas,
sendo liderados por Xerxes numa grande campanha
militar contra os gregos. 
b) os habitantes de Alexandria, a capital do Império de
Alexandre, se recusavam a admi�r a presença de
estrangeiros em suas fronteiras. 
c) os gregos man�nham forte resistência à liderança de
Alexandre Magno, por ele não ser grego de origem, já
que nascera na Macedônia. 
d) os orientais, mesmo tendo se integrado ao império de
Alexandre, con�nuaram sendo considerados bárbaros
pelos gregos. 
H0036 - (Fuvest)
14@professorferretto @prof_ferretto
Em certos aspectos, os gregos da An�guidade foram
sempre um povo disperso. Penetraram em pequenos
grupos no mundo mediterrânico e, mesmo quando se
instalaram e acabaram por dominá-lo, permaneceram
desunidos na sua organização polí�ca. No tempo de
Heródoto, e muito antes dele, encontravam-se colônias
gregas não somente em toda a extensão da Grécia atual,
como também no litoral do Mar Negro, nas costas da
atual Turquia, na Itália do sul e na Sicília oriental, na costa
setentrional da África e no litoral mediterrânico da
França. No interior desta elipse de uns 2500km de
comprimento, encontravam-se centenas e centenas de
comunidades que amiúde diferiam na sua estrutura
polí�ca e que afirmaram sempre a sua soberania. Nem
então nem em nenhuma outra altura, no mundo an�go,
houve uma nação, um território nacional único regido
por uma lei soberana, que se tenha chamado Grécia (ou
um sinônimo de Grécia).
FINLEY M. I. O mundo de Ulisses. Lisboa: Editorial
Presença, 1972. Adaptado.
 
Com base no texto, pode-se apontar corretamente 
a) a desorganização polí�ca da Grécia an�ga, que
sucumbiu rapidamente ante as inves�das militares de
povos mais unidos e mais bem preparados para a
guerra, como os egípcios e macedônios. 
b) a necessidade de profunda centralização polí�ca,
como a ocorrida entre os romanos e cartagineses,
para que um povo pudesse expandir seu território e
difundir sua produção cultural. 
c) a carência, entre quase todos os povos da An�guidade,
de pensadores polí�cos, capazes de formular
estratégias adequadas de estruturação e unificação do
poder polí�co. 
d) a inadequação do uso de conceitos modernos, como
nação ou Estado nacional, no estudo sobre a Grécia
an�ga, que vivia sob outras formas de organização
social e polí�ca. 
e) a valorização, na Grécia an�ga, dos princípios do
patrio�smo e do nacionalismo, como forma de
consolidar polí�ca e economicamente o Estado
nacional. 
H0016 - (Upe)
É bem provável que você tenha ouvido falar de
Alexandre, o Grande (no mínimo, por causa do filme com
Collin Farrell e Angelina Jolie). É bem provável que tenha
ouvido falar da democracia ateniense. Mas também é
bastante provável que nunca tenha se dado conta de que
esses dois extremos do espectro polí�co, a democracia e
a monarquia absoluta, assim como as sociedades e os
mundos diametralmente opostos por ele definidos
es�vessem separados no mundo an�go pela duração de
uma vida.
SCOTT, Michael. Dos democratas aos reis. Rio de Janeiro:
Record, 2012, p. 24.
 
Entre os anos finais da democracia ateniense (c. 403 a.C.)
e o domínio macedônico (388 a.C.), a(s) principal(ais)
caracterís�ca(s) sociopolí�ca(s) de Atenas foi(foram) a
a) formação dos grandes complexos filosóficos, em
especial o Socrá�co. 
b) ampliação da democracia que havia iniciado com
Péricles, cerca de cem anos antes. 
c) dissolução da cidade-estado e sua incorporação pelas
cidades vizinhas, como Tebas e Esparta. 
d) desagregação do regime democrá�co e as constantes
disputas com as cidades-estado vizinhas. 
e) ins�tucionalização da monarquia com a derrubada do
regime democrá�co, ins�tuído um século antes. 
H0017 - (Enem)
TEXTO I
Sólon é o primeiro nome grego que nos vem à mente
quando terra e dívida são mencionadas juntas. Logo
depois de 600 a.C., ele foi designado “legislador” em
Atenas, com poderes sem precedentes, porque a
exigência de redistribuição de terras e o cancelamento
das dívidas não podiam con�nuar bloqueados pela
oligarquia dos proprietários de terra por meio da força ou
de pequenas concessões.
FINLEY, M. Economia e sociedade na Grécia an�ga. São
Paulo: WMF Mar�ns Fontes, 2013 (adaptado).
 
TEXTO II
A “Lei das Doze Tábuas” se tornou um dos textos
fundamentais do direito romano, uma das principais
heranças romanas que chegaram até nos. A publicação
dessas leis, por volta de 450 a.C., foi importante pois o
conhecimento das “regras do jogo” da vida em sociedade
é um instrumento favorável ao homem comum e
potencialmente limitador da hegemonia e arbítrio dos
poderosos.
FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011
(adaptado).
 
O ponto de convergência entre as realidades
sociopolí�cas indicadas nos textos consiste na ideia de
que a
15@professorferretto @prof_ferretto
a) discussão de preceitos formais estabeleceu a
democracia. 
b) invenção de códigos jurídicos desar�culou as
aristocracias 
c) formulação de regulamentos oficiais ins�tuiu as
sociedades. 
d) definição de princípios morais encerrou os conflitos de
interesses. 
e) criação de normas cole�vas diminuiu as desigualdades
de tratamento. 
H0007 - (Mackenzie)
A Confederação de Delos, organizada no século V a. C.,
que chegou a registrar cerca de 400 políeis gregas, está
vinculada
a) à derrota grega nas Guerras Púnicas e à necessidade
de unir forças para enfrentarem um inimigo em
comum. 
b) à ex�nção do sistema de produção escravista grego e
ao caos econômico que tal fato determinou. 
c) à unificação polí�ca das cidades-estados gregas a fim
de fazerem frente à invasão macedônica. 
d) à defesa por parte grega do controle comercial do
Mediterrâneo ocidental diante da ascensão persa. 
e) à supremacia de Atenas diante das demais cidades
gregas após a vitória sobre os macedônios. 
H0037 - (Upf)
Leia o fragmento do documento a seguir, que trata da
escravidão na Idade An�ga.
 
“Ao lidarmos com escravos, não deveríamos permi�r que
fossem insolentes para conosco, nem deixá-los
totalmente sem controle. Aqueles cuja posição está mais
próxima da dos homens livres deveriam ser tratados com
respeito; aqueles que são trabalhadores deveriam
receber mais comida. Já que o consumo de vinho
também torna homens livres insolentes [...], é claro que o
vinho jamais deveria ser dado a escravos, ou só muito
raramente.”
(ARISTOTELES, in: CARDOSO, Ciro Flamarion. O trabalho
compulsório na an�guidade. Rio de Janeiro: Graal, 1984,
p. 108)
Sobre a escravidão na An�guidade, é correto afirmar:
a) Esteve presente com igual importância econômica em
todas as sociedades mediterrâneas. 
b) Foi restrita às cidades-estados da Grécia e à Roma
republicana e imperial. 
c) Foi tão importante nas sociedades do Egito e da
Mesopotâmia quanto nas da Grécia e de Roma. 
d) Foi marcante nas sociedades grega e romana só a
par�r de um determinado estágio do desenvolvimento
de ambas, quando surgiu a propriedade privada. 
e) Era desconhecida nas chamadas sociedades
hidráulicas do Egito e da Mesopotâmia e entre os
hebreus e fenícios. 
H0008 - (Ifce)
O modo de pensar dos gregos an�gos, sua organização
polí�ca, sua cultura e arte deixaram marcas profundas na
civilização ocidental. Sobre a história desse povo é
correto afirmar-se que 
a) foi no período clássico ateniense que as mulheres
conquistaram o direito de par�cipação polí�ca e o
livre exercício do voto. 
b) o período clássico grego, emAtenas, é iden�ficado
como o apogeu da democracia, quando os cidadãos
gozavam de ampla liberdade e o voto era universal e
direto. 
c) Esparta era uma cidade-estado que, apesar de
militarista e voltada para a guerra, era regida por um
sistema oligárquico que apresentava o pleno ideal de
democracia. 
d) a educação ateniense era voltada para a formação do
cidadão e da cidadã, conhecedor(a) das suas tradições
culturais e militares. 
e) as guerras médicas correspondem aos confrontos
entre atenienses e espartanos pelo controle da
Confederação de Delos. 
H0042 - (Ufrgs)
Com relação à vida social e polí�ca na Grécia clássica,
assinale a alterna�va correta.
16@professorferretto @prof_ferretto
a) A democracia grega foi ins�tuída no século VI a.C. por
Clístenes, colocando fim a um período de governo
�rânico e criando os princípios da República. 
b) A decadência da pólis grega no período arcaico, entre
os séculos VIII a.C. e VI a.C., e o surgimento do Império
ateniense permi�ram o florescimento cultural nas
cidades an�gas. 
c) O desenvolvimento de uma filosofia fundada na razão
ocorreu com o fim do período micênico na Grécia, o
que implicou a passagem do politeísmo para o
monoteísmo. 
d) Os habitantes �nham direitos polí�cos e eram
considerados cidadãos nas cidades-estado, com
exceção das mulheres e dos escravos. 
e) A união polí�ca entre atenienses e espartanos contra
os avanços do exército persa ocorreu no contexto da
Guerra do Peloponeso. 
H0013 - (Uefs)
Uma opinião aceita amplamente é a de que os gregos
receberam o alfabeto dos povos fenícios. O nosso próprio
alfabeto é derivado do alfabeto grego. Os intermediários
foram os etruscos, cuja escrita foi transmi�da aos
romanos.
(John F. Healey. “O primeiro alfabeto”. In: Lendo o
passado, 1996. Adaptado.)
 
O excerto explicita a existência de
a) igualdades culturais, linguís�cas e polí�cas entre as
sociedades das an�guidades Oriental e Clássica. 
b) desenvolvimentos paralelos e independentes dos
povos mesopotâmicos, semitas, africanos e greco-
romanos. 
c) encontros intercivilizacionais e polí�cos decorrentes
da formação do an�go Império Egípcio na Europa e na
Ásia. 
d) diálogos e trocas culturais transcorridos na região do
Mar Mediterrâneo na An�guidade. 
e) vínculos necessários entre difusão de regimes
democrá�cos e formação cultural dos cidadãos. 
H1344 - (Enem PPL)
Quando se trata de competência nas construções e
nas artes, os atenienses acreditam que poucos sejam
capazes de dar conselhos. Quando, ao contrário, se trata
de uma deliberação polí�ca, toleram que qualquer um
fale, de outro modo não exis�ria a cidade.
BOBBIO, N. Teoria geral da polí�ca. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2000 (adaptado).
 
De acordo com o texto, a atuação polí�ca dos cidadãos
atenienses na An�guidade Clássica �nha como
caracterís�ca fundamental o(a)
a) dedicação altruísta em ações cole�vas.
b) par�cipação direta em fóruns decisórios.
c) a�vismo humanista em debates públicos.
d) discurso formalista em espaços acadêmicos.
e) representação igualitária em instâncias parlamentares.
H1384 - (Enem PPL)
O aparecimento da pólis, situado entre os séculos VIII
e VII a.C., cons�tui, na história do pensamento grego, um
acontecimento decisivo. Certamente, no plano
intelectual como no domínio das ins�tuições, a vida
social e as relações entre os homens tomam uma forma
nova, cuja originalidade foi plenamente sen�da pelos
gregos, manifestando-se no surgimento da filosofia.
VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio
de Janeiro: Difel, 2004 (adaptado).
 
Segundo Vernant, a filosofia na an�ga Grécia foi
resultado do(a)
a) cons�tuição do regime democrá�co.
b) contato dos gregos com outros povos.
c) desenvolvimento no campo das navegações.
d) aparecimento de novas ins�tuições religiosas.
e) surgimento da cidade como organização social.
H1428 - (Fuvest)
A respeito da Guerra do Peloponeso no séc. V a.C., é
correto afirmar:
a) O conflito resultou das disputas comerciais e militares
entre a Liga de Delos, liderada pela cidade-estado de
Atenas, e os interesses assírios.
b) A guerra afetou a autonomia polí�ca e administra�va
das cidades-estados, dando lugar à organização
imperial.
c) A hegemonia ateniense foi dissolvida com o triunfo da
Liga do Peloponeso e as colônias na Ásia Menor foram
devolvidas aos persas.
d) A guerra marcou a decadência do militarismo
espartano frente aos exércitos atenienses, que
defendiam a democracia.
e) O desabastecimento de escravos e a desorganização
da produção agrícola contribuíram para a perda da
hegemonia grega no Mediterrâneo.
H1439 - (Fuvest)
17@professorferretto @prof_ferretto
“A Pólis apresenta-se como um universo homogêneo,
sem hierarquia, sem planos diversos, sem diferenciação.
(...) Segundo um ciclo regulamentado, a soberania passa
de um grupo a outro, de um indivíduo a outro, de tal
maneira que comandar e obedecer, em vez de se oporem
como dois absolutos, tornam-se os dois termos
inseparáveis de uma mesma relação reversível”.
VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento
Grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002.
 
Sobre a noção de pólis expressa no texto, é correto
afirmar que ela pressupõe
a) uma concepção excludente do poder polí�co.
b) uma oposição absoluta entre comando e obediência.
c) um modelo polí�co de democracia representa�va.
d) uma par�cipação isonômica dos cidadãos.
e) uma ausência de soberania no espaço cívico.
H1486 - (Unesp)
No pensamento grego, tudo o que é “musical” se
relaciona in�mamente com o ritual, sobretudo com as
festas, nas quais, evidentemente, o ritual possui sua
função específica. Talvez não haja uma descrição mais
lúcida das relações entre o ritual, a dança, a música e o
jogo do que a das Leis de Platão. Os deuses, diz ele,
cheios de piedade pela raça humana, condenada ao
sofrimento, ordenaram que se realizassem as festas de
ação de graças como descanso para suas preocupações, e
deram-lhes Apolo, as Musas e Dionísio como
companheiros dessas festas, a fim de que essa divina
comunidade fes�va restabelecesse a ordem das coisas
entre os homens.
(Johan Huizinga. Homo ludens, 2007.)
 
O excerto, que aborda história e pensamento na Grécia
An�ga, caracteriza
a) a dimensão material dos sen�mentos e das ações
polí�cas dos homens, sustentada pela filosofia
clássica.
b) a centralidade do mito na sociedade an�ga grega e o
vínculo desse mito com manifestações de caráter
público.
c) a fragilidade do politeísmo perante a lógica e a
incapacidade desse politeísmo de mobilizar
poli�camente a sociedade.
d) as origens filosóficas da piedade e do sen�mento de
culpa posteriormente apropriados pelo cris�anismo.
e) as matrizes religiosas da democracia grega e o
reconhecimento por essa democracia da igualdade
entre os homens livres.
H1565 - (Fuvest)
Leia o texto:
A corrupção nos costumes das mulheres é ainda uma
coisa prejudicial ao fim que se propõe o governo, e à boa
conservação das leis do Estado (...). É o que aconteceu
em Esparta (...).
Tais são as observações feitas entre os lacedemônios:
no tempo da sua dominação as mulheres resolviam
quase todas (as questões. De resto, que diferença existe
em que as mulheres governem, ou que os magistrados
sejam governados por mulheres? (...) as mulheres dos
lacedemônios, mesmo no caso de perigo, fizeram-lhes o
maior mal possível.
Aristóteles, A polí�ca. Rio de Janeiro: Ediouro, s./d,, p.
79-80.
 
É correto afirmar sobre as mulheres na Grécia An�ga:
a) Ob�veram o direito à educação e acesso às escolas
filosóficas da cidade-Estado de Atenas durante o
período clássico.
b) Em Esparta, recebiam educação �sica na infância,
�nham direito à herança e administravam as
propriedades na ausência dos maridos.
c) Adquiriram poderes polí�cos como cidadãs apenas
com o estabelecimento do Império Macedônico, sob a
liderança de Alexandre Magno.
d) Em Atenas, podiam par�cipar de algumas discussões
na Eclésia e possuíam direitos polí�cos durante o
período da democracia.
e) Tornaram-se legisladoras e integrantes do conselho
dos mais velhos na cidade-Estadode Tebas.
18@professorferretto @prof_ferretto