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Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 1/12 GABRIELA ROCHA LIMA Avaliação Online (Curso Online - Automático) Atividade finalizada em 30/01/2025 21:23:34 (2602413 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: HISTORIOGRAFIA [1289367] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - Todos] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-AGO/2024 - SGegu0A300824 [141563] Aluno(a): 91668926 - GABRIELA ROCHA LIMA - Respondeu 19 questões corretas, obtendo um total de 47,50 pontos como nota [358652_1150 58] Questão 001 Complete a frase e marque a alternativa correta. Ao denotar o seu caráter literário, ______________ colocou em questão a cientificidade da história como campo do conhecimento. Desta forma, a partir da análise de obras clássicas do século XIX aproximou a história de um _______________ . Lucien Febvre – esquema mental. Eric Hobsbawm – relação de classes. Fernand Braudel – modelo estrutural. X Hayden White – gênero literário. Lawrence Stone – debate. [358652_1150 37] Questão 002 (CAMPOS NOVOS 2019) Sobre a História Oral é correto afirmar que X é uma estratégia que permite aos historiadores a abordagem de acontecimentos históricos ocorridos recentemente e a escrever a história das minorias. é uma forma de se escrever a história utilizando exclusivamente fontes orais, quando suficientes para tratar de um tema. é uma teoria da história fundada na gravação de depoimentos de pessoas que vivenciaram experiências históricas dignas de registro. trata-se de uma técnica que tem por base os depoimentos gravados submetidos a outros tratamentos como a transcrição. trata-se de um método histórico fundamental para a criação de acervos documentais sobre temas que não têm registros escritos. [358652_1150 50] Questão 003 (SECULT CE/2018) Na obra, A identidade cultural na pós-modernidade, de Stuart Hall, percebe-se que o autor aponta como impactos da “Globalização” nas identidades culturais nacionais: a desintegração; o reforço pela resistência; a mutação, representada pela hibridização das identidades nacionais com outras. Em certa passagem, ele afirma: “Quanto mais a vida social se torna mediada pelo mercado global de estilos, lugares e imagens, pelas viagens internacionais, pelas imagens da mídia e pelos sistemas de comunicação globalmente interligados, mais as identidades se tornam desvinculadas – desalojadas – de tempos, lugares, histórias e tradições específicos e parecem “flutuar livremente”. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. o afrouxamento das identidades culturais nacionais se dá em função da ausência de incentivos dos estados nacionais em perpetuar sua cultura e sua identidade própria. no processo de globalização é inevitável uma certa homogeneização da identidade cultural daqueles globalizados o que levará à extinção das culturas locais. todas as afirmativas estão incorretas. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 2/12 X as identidades nacionais se fragilizam com a globalização, mas há resistências que as mantêm, apesar das transformações próprias do processo. enquanto existir movimentos de estímulo às práticas culturais locais a identidade nacional, ou local, estará totalmente protegida de mutações. [358652_1150 53] Questão 004 (IFPB 2019) O “tempo histórico” é entendido como uma experiência particular de cada sociedade que no presente se relaciona com seu passado (“espaço de experiência”) e seu futuro (“horizonte de expectativa”), possibilitando a consideração da existência de tempos plurais, heterogêneos e não lineares, tendo em vista que estas relações variam. Esta é uma construção conceitual apresentada por qual destes autores em sua respectiva obra? Jacques Le Goff (História e Memória). Marc Bloch (Apologia da História). José Carlos Reis (História e Teoria). X Reinhart Koselleck (Futuro Passado). Paul Ricoeur (Tempo e Narrativa). [358652_1147 72] Questão 005 (BÚZIOS 2012) O século XX conheceu, no campo da historiografia, uma extraordinária mudança na concepção do documento e das fontes históricas disponíveis ao historiador. Sobre este aspecto, pode-se afirmar que a escola do Annales, da qual Fustel de Coulanges e Georges Duby fizeram parte, foi responsável por uma mudança considerável nos paradigmas historiográficos sobre o documento histórico, bem como nas novas possibilidades metodológicas ao afastarem da análise econômica e da história política a história cultural. A cultura, a partir de então, deveria ser analisada fora da área de influência da economia e da política. Lucien Febvre, historiador francês integrante dos Annales, foi o responsável pela sistematização da vertente historiográfica posteriormente conhecida como História das Mentalidades. Nesta modalidade a compreensão dos sentimentos e subconscientes dos atores históricos era possibilitada por meio da análise de relatos obtidos junto à psicologia. Ciência, que com Sigmund Freud, ganhara notoriedade no início do século XX. houve, a partir dos pressupostos da escola metódica, uma reavaliação do valor de fontes históricas tradicionalmente utilizadas enquanto documentos históricos. Ou seja, as fontes orais, vestígios arqueológicos, objetos e utensílios deixaram de ter valor documental, dando espaço para as fontes textuais e escritas que permitiam aos historiadores confirmar sua veracidade. X a expansão documental começa com a gradual diversificação do que se entendia por fontes textuais, tradicionalmente registradas por meio da escrita. Por conseguinte, amplia a noção de fontes não textuais, que a partir de então também estariam disponíveis ao historiador: fontes orais, fontes iconográficas, objetos e utensílios, fontes naturais, etc. Marc Bloch foi um expoente desta problematização. a História Social inglesa, da qual fizeram parte os historiadores Christopher Hill e E. P. Thompson, esteve envolvida na busca de novas fontes e novas concepções de documentos, bem como na ruptura com o materialismo histórico e a superação da metodologia marxista de análise histórica das sociedades. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 3/12 [358652_1147 74] Questão 006 Leia a seguinte afirmação: “A história é ciência dos homens no tempo” (BLOCH, Marc. Apologia da História ou O ofício de Historiador. Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar, 2001.) Com sua famosa afirmação, o historiador francês Marc Bloch relaciona três categorias essenciais para a Historiografia. Assinale a opção correta. Cultura, ciência e sociedade. Religião, tempo e cultura. X Ciência, tempo e sociedade. Tempo, sociedade e cultura. Ciência, tempo e religião. [358652_1150 51] Questão 007 (FLORIANÓLPOLIS 2019) Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F) sobre a Antropologia e o debate pós-moderno. ( ) Afirma que a Antropologia é apenas mais uma interpretação de interpretações, pois a realidade é sempre interpretada e percebida sob uma perspectiva subjetiva do autor. ( ) Privilegia a discussão acerca do discurso antropológico, mediado pelos recursos retóricos presentes no modelo das etnografias. ( ) Critica a politização da relação observador- -observado na pesquisa antropológica, na tentativa de validar a utilização do poder do etnógrafo sobre os seus informantes. ( ) Defende que na etnografia devem estar presentes, de forma clara, as vozes dos vários informantes. ( ) Propagam a ideia da relatividade absoluta da antropologia, principalmente quando as investigações são fundadas em informações orais ou testemunhos de comunidades ágrafas. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. V • F • V • V • F. F • V • V • F • V. V • F • F • V • V. F • V • F • V • V. X V • V • F • V • F. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 4/12 [358652_1221 87] Questão 008 (ENADE 2014) A escassez de testemunhos sobre o comportamento e atitudes das classes subalternas do passado é com certeza o primeiro –mas não o único – obstáculo contra o qual as pesquisas históricas do gênero se chocam. Porém, é uma regra que admite exceções. Esse livro conta a história de um moleiro friuliano, Domenico Scandella, conhecido por Menochio – queimado por ordem do Santo Ofício, depois de uma vida transcorrida em total anonimato. A documentação dos dois processos abertos contra ele, nos dá um quadro de suas ideias e sentimentos, fantasias e aspirações. Outros documentos nos fornecem indicações sobre suas atividades econômicas, sobre a vida de seus filhos. Temos também algumas páginas escritas por ele mesmo e uma lista parcial de suas leituras (sabia ler e escrever_. Gostaríamos, é claro, de saber muitas coisas sobre Menochio. Mas o que temos em mãos já nos permite reconstruir um fragmento do que se costuma denominar “cultura das classes subalternas”, ou ainda “cultura popular”. GINZBURG, C. O queijo e os vermes. São Paulo: Cia das Letras, 1987, p. 16 (adaptado) O autor dessa passagem, Carlo Giznburg, é considerado um dos mais influentes autores da chamada micro-história e da cultura popular na Idade Moderna. Com base nas concepções desse autor e da micro-história, avalie as afirmações a seguir: I. Apesar das diferenças entre a cultura popular e a cultura de elite, havia entre elas uma relação de interações e de influências recíprocas, isto é, havia uma “circularidade”. II. A falta de evidências sobre a cultura popular impediu que se realizassem pesquisas, por exemplo, sobre a vida dos camponeses que, por serem iletrados, não participavam do que os historiadores consideram como esfera “produtora de cultura”. III. Entre a cultura das classes populares e os setores aristocráticos da sociedade europeia da Idade Moderna havia uma fronteira bem definida, que refletia o abismo econômico e de status social entre ambos e, nesse sentido, o caso do moleiro Menochio deve ser interpretado como curiosidade e exceção. IV. Baseada na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica, a micro- história adota uma perspectiva de observação dos fenômenos em escala reduzida, diferentemente das propostas da história serial e quantitativa. É correto apenas o que se afirma em: II e III. I e II. X I e IV. II, III, e IV. I, III e IV. [358652_1221 81] Questão 009 (IFPE 2012) “Os cercamentos (deixando-se de lado todos os artifícios) representaram claramente um caso de roubo de classe, cometido de acordo com as regulamentações sobre a propriedade baixadas por um Parlamento de proprietários e advogados.” E ainda: “[...] a violência social dos cercamentos consistiu precisamente na imposição total e drástica das definições de propriedade capitalista sobre as vilas.” THOMPSON, Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. I. A árvore da liberdade. 4ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004, p. 45 e p. 46. Sobre os textos acima, e com base em seus conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que a Revolução Industrial: Possibilitou aos camponeses em condições de servidão uma liberdade, há muito tempo desejada, de abandonar os lotes de terra e partir para as cidades. Promoveu os cercamentos para libertar os camponeses do controle despótico de uma nobreza pouco interessada na expansão do comércio e da indústria. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 5/12 Foi consequência direta da ação política do parlamento inglês, que soube contornar a luta de classes no campo, entre nobreza e camponeses, e promover uma agricultura em moldes capitalistas. Resultou de revoluções ocorridas no âmbito estritamente político (revolução puritana, revolução gloriosa), em nada relacionadas com a condição dos camponeses e com os cercamentos. X Foi o resultado de um longo processo de modificações econômicas, sociais e jurídicas, que destituiu os camponeses dos direitos costumeiros em nome de um novo conceito de propriedade que se estava forjando. [358652_1222 21] Questão 010 (SÃO LUIZ 2017) O aprendizado histórico deve ser organizado de modo que as suas diferentes formas sejam abordadas, praticadas e articuladas em uma relação consistente e dinâmica de desenvolvimento. Nesse processo, têm importância não apenas os fatores cognitivos, mas nele também devem ser considerados os componentes estéticos e políticos da consciência da história e da cultura histórica como pré-requisitos, condições e determinações essenciais dos objetivos do aprendizado histórico. Jörn Rüsen. Aprendizado histórico. In: Jörn Rüsen e o ensino de história. Maria Auxiliadora Schmidt et al. (Orgs.). Curitiba: Ed. UFPR, 48 (com adaptações). Com referência ao texto precedente, é correto afirmar que, no que concerne à teoria do ensino e da aprendizagem de história, Jörn Rüsen. Desarticula o aprendizado de história da pesquisa histórica, orientada por componentes cognitivos ausentes nesse aprendizado. Orienta o ensino e a aprendizagem de história por metas políticas, tais como a disseminação dos valores da cidadania. Pressupõe a incomunicabilidade entre teoria da historiografia e teoria da aprendizagem histórica. Defende uma posição antinarrativista nos âmbitos da teoria e da didática da história. X Confere caráter pluralista ao aprendizado histórico, ao considerar suas múltiplas formas e diferentes componentes. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 6/12 [358653_1147 82] Questão 011 (IFSC 2015) A adoção de teorias para produção de conhecimento histórico é uma prerrogativa essencial para a cientificidade da História e pressupõe os balizamentos necessários na relação do professor pesquisador com o seu objeto de pesquisa. Associe as teorias expostas na coluna da esquerda, com as devidas características expostas na coluna da direita. (1) Escola Metódica (2) Positivismo (3) Materialismo Histórico (4) Escola dos Annales ( ) A História é compreendida na perspectiva teórico filosófica como uma ciência pautada na razão e que tem como objetivo estudar os fatos a partir da ideia da universalidade e das leis que regem o desenvolvimento humano. ( ) Pressupõe uma visão objetiva do passado em que o historiador deve se manter “fiel” ao fato. O método está baseado em uma análise crítica documental, pautada em critérios metodológicos rigorosos, a fim de encontrar a verdade histórica objetiva. ( ) Busca a compreensão da História a partir de múltiplas dimensões amparada na concepção interdisciplinar do fazer historiográfico. A produção do conhecimento visa a uma concepção mais global da História em detrimento da fragmentação. ( ) Teoria social que percebe a História a partir de um conjunto de ações dos homens em que se faz presente forças geradoras de transformações estruturais na sociedade. Assinale a alternativa que contém a ordem CORRETA de associação, de cima para baixo. 1, 3, 4, 2. 3, 4, 2, 1. X 2, 1, 4, 3. 1, 4, 2, 3. 2, 4, 1, 3. [358653_1147 71] Questão 012 (ENADE 2014) Ao se problematizar a produção do conhecimento histórico, as representações do tempo, do passado e da ciência com que operamos, um novo conceito de temporalidade se tornou possível: não mais o de um tempo definido aprioristicamente, em que o historiador inscreveria os acontecimentos, como num filme linear; mas o tempo da experiência, do acontecimento em sua singularidade, o que torna possível perceber que há diferença na repetição e que trabalhamos com a multitemporalidade, ao invés de restringirmo-nos a uma temporalidade única. ROSSI, V.L.S.; ZAMBONI, E. (org.) Quanto tempo o tempo tem! 2a ed. Campinas: Editora Alínea, 2005 (adaptado) O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma determinada temporalidade, a qual expressa sinais do pensamento, das ações e experiências humanas em uma determinada época. Sobre o conceito de tempo, a partir das perspectivas teóricas mais atuais, avalie as afirmações a seguir: I – Valoriza-se o tempo plural e em diferentes sintonias, em detrimento do tempo linear e progressivo, entendido como sentido único. II – A História se constrói com base na ideia de tempo cumulativo, na qual a curta duração formaa longa duração. III – Reconhecem-se múltiplas temporalidades, onde o tempo cronológico coexiste com o tempo das rupturas e das continuidades. IV – O tempo deve ser entendido em seu contexto histórico e, nesse sentido, a divisão cronológica da História é o principal instrumento para explicar as ações humanas. É correto apenas o que se afirma em Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 7/12 I, III e IV. II e III. X I e III. II e IV. I, II e IV. [358653_1150 54] Questão 013 (SÃO LUIZ 2017) O aprendizado histórico deve ser organizado de modo que as suas diferentes formas sejam abordadas, praticadas e articuladas em uma relação consistente e dinâmica de desenvolvimento. Nesse processo, têm importância não apenas os fatores cognitivos, mas nele também devem ser considerados os componentes estéticos e políticos da consciência da história e da cultura histórica como pré-requisitos, condições e determinações essenciais dos objetivos do aprendizado histórico. Jörn Rüsen. Aprendizado histórico. In: Jörn Rüsen e o ensino de história. Maria Auxiliadora Schmidt et al. (Orgs.). Curitiba: Ed. UFPR, 48 (com adaptações). Com referência ao texto precedente, é correto afirmar que, no que concerne à teoria do ensino e da aprendizagem de história, Jörn Rüsen defende uma posição antinarrativista nos âmbitos da teoria e da didática da história. X confere caráter pluralista ao aprendizado histórico, ao considerar suas múltiplas formas e diferentes componentes. desarticula o aprendizado de história da pesquisa histórica, orientada por componentes cognitivos ausentes nesse aprendizado. orienta o ensino e a aprendizagem de história por metas políticas, tais como a disseminação dos valores da cidadania. pressupõe a incomunicabilidade entre teoria da historiografia e teoria da aprendizagem histórica. [358653_1150 48] Questão 014 (FLORIANÓPOLIS 2019) Analise as afirmativas abaixo acerca das características do modo pós-modernista de fazer história, que Ciro Flamarion Cardoso denomina paradigma pós-moderno. 1. Desvalorização da presença em favor da representação. 2. Rejeição da unidade em favor da pluralidade. 3. Conhecimento das coisas em si mesmas ou das essências. 4. Análise centrada na alteridade constitutiva. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. X São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4. São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3. É correta apenas a afirmativa 2. São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4. São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 8/12 [358653_1147 78] Questão 015 (SEE-MG 2012) Leia o texto abaixo: A Escola dos Annales, inaugurada por Marc Bloch e Lucien Febvre, centrou-se na produção da história-problema para fornecer respostas às demandas surgidas no tempo presente. Esse grupo de historiadores insurgiu-se contra a história política, centrada em ações individuais e o poder bélico como motor da história. (BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. p. 145) A história-problema caracteriza-se por X buscar a compreensão das relações entre presente e passado, conferindo maior sentido ao conhecimento histórico, ao analisar as questões contemporâneas considerando diferentes momentos históricos. compreender que toda a produção historiográfica surge de um único problema, relacionado ao desenvolvimento progressivo e racional da humanidade. valorizar a neutralidade do historiador, que deve evitar o posicionamento político em nome de uma coletividade estável e marcada pela ausência de conflitos. preocupar-se com a narrativa dos acontecimentos históricos, voltados para a busca de uma verdade absoluta, por meio da adoção de um rigoroso método científico. reconstituir os acontecimentos históricos em uma perspectiva cronológica, sempre no sentido do passado para o presente, aproximando-se da realidade vivenciada pelos alunos. [358653_1147 68] Questão 016 (IFRN 2012) A análise criteriosa do discurso historiográfico é uma das habilidades exigidas do professor de História. Considerando essa habilidade, analise os dois documentos a seguir: I – “Em seus escritos, os pensadores iluministas insistiam: somente a partir do uso da razão os homens atingiriam o progresso, em todos os sentidos. A razão permitiria instaurar no mundo uma nova ordem, caracterizada pela felicidade ao alcance de todos”. (MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio.x São Paulo: Moderna, 2002, p. 250). II – “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, se lembrou de dizer: Isto é meu; e encontrou pessoas, suficientemente simples, que acreditaram nele. Quantos crimes, guerras, homicídios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado aos seus semelhantes: não deveis escutar este impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos pertencem a todos e que a terra não é de ninguém”. (ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1977, p. 86) (Grifo do autor). A partir desses documentos e do conhecimento sobre o pensamento iluminista, pode- se afirmar corretamente que as reflexões de Rousseau se diferenciam das ideias de outros autores iluministas na medida em que X relativiza a importância da razão como elemento decisivo para o progresso e sugere outros aspectos que precisam ser considerados para a conquista da felicidade dos homens. questiona a bondade natural dos homens com base na ideia de que a razão individualista dificulta a construção de projetos sociais coletivos. aproxima razão e posse de terras. A ideia de razão e de propriedade são dependentes. aponta a Monarquia Esclarecida como única alternativa para conter a propriedade privada, considerada por ele o principal entrave para a felicidade humana. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 9/12 defende a construção de uma nova ordem gerida por um Contrato Social, segundo a qual o progresso humano viria com a superação do estado natural. [358654_1150 35] Questão 017 (ENADE 2014) “A escassez de testemunhos sobre o comportamento e atitudes das classes subalternas do passado é com certeza o primeiro – mas não o único – obstáculo contra o qual as pesquisas históricas do gênero se chocam. Porém, é uma regra que admite exceções. Esse livro conta a história de um moleiro friuliano, Domenico Scandella, conhecido por Menochio – queimado por ordem do Santo Ofício, depois de uma vida transcorrida em total anonimato. A documentação dos dois processos abertos contra ele, nos dá um quadro de suas ideias e sentimentos, fantasias e aspirações. Outros documentos nos fornecem indicações sobre suas atividades econômicas, sobre a vida de seus filhos. Temos também algumas páginas escritas por ele mesmo e uma lista parcial de suas leituras (sabia ler e escrever_. Gostaríamos, é claro, de saber muitas coisas sobre Menochio. Mas o que temos em mãos já nos permite reconstruir um fragmento do que se costuma denominar “cultura das classes subalternas”, ou ainda “cultura popular”.” GINZBURG, C. O queijo e os vermes. São Paulo: Cia das Letras, 1987, p. 16 (adaptado) O autor dessa passagem, Carlo Giznburg, é considerado um dos mais influentes autores da chamada micro-história e da cultura popular na Idade Moderna. Com base nas concepções desse autor e da micro-história, avalie as afirmações a seguir: I – Apesar das diferenças entre a cultura popular e a cultura de elite, havia entre elas uma relação de interações e de influências recíprocas, isto é, havia uma “circularidade”. II – A falta de evidências sobre a cultura popular impediu que se realizassem pesquisas, por exemplo, sobre a vida dos camponeses que, por serem iletrados, não participavam do que os historiadores consideram como esfera “produtora de cultura”. III – Entre a cultura das classes populares e os setores aristocráticos da sociedade europeia da IdadeModerna havia uma fronteira bem definida, que refletia o abismo econômico e de status social entre ambos e, nesse sentido, o caso do moleiro Menochio deve ser interpretado como curiosidade e exceção. IV – Baseada na exploração exaustiva das fontes e na descrição etnográfica, a micro- história adota uma perspectiva de observação dos fenômenos em escala reduzida, diferentemente das propostas da história serial e quantitativa. É correto apenas o que se afirma em X I e IV. I, III e IV. II e III. II, III e IV. I e II. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 10/12 [358654_1150 60] Questão 018 (SEDU-ES - 2016) Considere o texto: “Para Jörn Rüsen a consciência histórica pode ser definida como uma categoria que se relaciona a toda forma de pensamento histórico, através do qual os sujeitos possuem a experiência do passado e o interpretam como história. Em outras palavras ela é ‘[...] a suma das operações mentais com as quais os homens interpretam sua experiência da evolução temporal de seu mundo e de si mesmos, de forma tal que possam orientar, intencionalmente, sua vida prática no tempo’.” (MARRERA, Fernando Milani & SOUZA, Uirys Alves de. “A tipologia da consciência histórica em Rüsen”. Revista Latino-Americana de História. v. 2, n. 6. Ago. 2013 – Edição Especial, p. 1070. Disponível em: http://projeto.unisinos.br/rla/index.php/rla/article/viewFile/256/209. Acesso em: 07 de dezembro de 2015) Segundo o texto acima, a importância da consciência histórica reside em sua vocação para orientar o sentido da vida, viabilizando o sujeito pôr em prática a percepção do tempo vigente em seu mundo e suas intenções individuais. X na possibilidade do homem interpretar-se a si mesmo e a seu mundo historicamente, compreendendo-os em termos de experiência e evolução temporal. na capacidade de um sujeito julgar a qualidade do passado que viveu, sua evolução através dos tempos, evitando praticar os erros cometidos. em sua relação com todas as formas de pensamento sintetizando todo o conhecimento que é fruto das operações mentais dos sujeitos históricos. na necessidade do sujeito em posicionar-se diante da vida por meios de suas interpretações do mundo, independentemente do pensamento histórico. [358654_1150 45] Questão 019 – (ENADE 2017) Entre o final dos anos 1980 e o início da década seguinte, o mundo passou, nos termos do historiador francês Ernest Labrousse, por uma “conjuntura histórica de transformação”, separando a bipolaridade estrita do pós-guerra de uma nova situação econômica e política caracterizada por múltiplas polaridades, cujos contornos não estão ainda muito bem definidos. ALMEIDA, P. R. “As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização. In.: SARAIVA, J.F.S. (org.) História das relações internacionais contemporâneas: da sociedade internacional do século XIX à era da globalização. 2. ed., São Paulo: Saraiva, 2008 (adaptado). No texto acima, assinala-se a dificuldade em definir os contornos da nova ordem mundial, iniciada entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990. Entretanto, com relação a esse período, há concordância entre os historiadores quanto ao papel central desempenhado pela(o) Otan, em decorrência da adesão ao Pacto de Varsóvia e como resultado da conscientização da interdependência econômica. fim dos regionalismos, com a dissolução do bloco soviético e a difusão dos planos econômicos quinquenais. X crescente inter-relação dos mercados globais devido à mudança de percepção do papel das fronteiras políticas. decadência do regime liberal, em decorrência da consolidação das fronteiras nacionais e da crescente regulamentação do mercado. universalização do padrão-ouro como resultado da internacionalização dos mercados e da concorrência entre capitais internacionais. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 11/12 [358654_1150 55] Questão 020 (CABEDELO 2020) “O historiador François Hartog (2013), elaborou o conceito de “Regime de historicidades”, para nomear como as maneiras como dadas sociedades em dados momentos perceberam, pensaram e se relacionaram com o tempo, para indicar como elaboraram e articularam, através de suas narrativas, as categorias de passado, presente e futuro, para descrever como um dado indivíduo ou grupamento humano se instaurou e se desenvolveu no tempo”. Sobre esse conceito de Regime de Historicidades de Hartog (2013) é CORRETO afirmar que o regime de historicidade é a maneira de engrenar passado, presente e futuro ou de compor um misto das três categoriais, justamente como se falava, na teoria política grega, de constituição mista (misturando aristocracia, oligarquia e democracia, sendo dominante de fato um dos três componentes). Portanto é legítimo falar de historicidade antes da formação do conceito moderno de história, entre o fim do século XVIII e o início do século XIX, se por "historicidade" se entender esta experiência primeira de afinidade, de distância de si para si mesmo que, justamente, as categorias de passado, presente e futuro permitem apreender e dizer, ordenando-a e dando-lhe sentido individualizado frente ao conjunto social. X o regime de historicidade não é uma realidade dada. Nem diretamente observável nem registrado nos almanaques dos contemporâneos; é construído pelo historiador. Não deve ser assimilado às instâncias de outrora: um regime que venha suceder mecanicamente a outro, independentemente de onde venha. Não coincide com as épocas e não se calca absolutamente nestas grandes entidades incertas e vagas que são as civilizações. Ele é um artefato que valida sua capacidade heurística. Noção, categoria formal, aproxima-se do tipo-ideal weberiano. Conforme domine a categoria do passado, do futuro ou do presente, a ordem do tempo resultante não será evidentemente a mesma. o regime de historicidades é a hipótese (o presentismo) e o instrumento (o regime de historicidade), que são solidários, completam-se mutuamente. O regime de historicidade permite formular a hipótese e a hipótese leva a elaborar a noção. Pelo menos de início, um não anda sem o outro. "Por que, perguntaram-me, preferir o termo regime ao de forma (de historicidade)"? E por que "regime de historicidade" em vez de "regime de temporalidade"? Regime: a palavra remete ao regime alimentar (regimen, em latim, diaita, em grego), ao regime político (politeia), ao regime dos ventos e ao regime de um motor. São formulações conceituais para história, que compartilham, pelo menos, o fato de se organizarem em torno das noções de mais e de menos, de grau, de mescla, de composto e de equilíbrio sempre provisório ou instável. o regime de historicidades pode nos servir da noção de História antes ou independentemente da formulação posterior do conceito moderno de história, tal como a delineou bem o historiador alemão Reinhart Koselleck. Como categoria (sem conteúdo), que pode tornar mais inteligíveis as experiências do tempo, nada o confina apenas ao mundo europeu ou ocidental. Ao contrário, sua vocação é ser um instrumento comparatista: assim o é por construção e livre de uma metodologia teórica que pressupõe cuidados com a relação entre o passado, presente e futuro, mas estabelece percepções da sociedade para o indivíduo. Pincel Atômico - 24/02/2025 16:59:32 12/12 o regime de historicidade pode ser tanto amplo, como restrito: macro ou micro histórico. Ele pode ser um artefato para esclarecer a biografia de um personagem histórico, ele pode questionar a arquitetura de uma cidade, ontem e hoje, ou então comparar as grandes escansões da relação com o tempo de diferentes sociedades, próximas ou distantes. E, a cada vez, por meio da atenção muito particular dada aos momentos de crise do tempo e às suas expressões, visa-se a produzir mais inteligibilidade. Ele pode estabelecer uma relação próxima com o empirismo e outras escolas históricas com o objetivo de estabelecer uma hipótese formulada para confirmá-la como conceito teórico.