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Ações Tributárias - Estratégia OAB

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ESTRATÉGIA OAB 
Direito Tributário – Rodrigo Martins 
 
 
 
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ESTRATÉGIA OAB 
Direito Tributário – Rodrigo Martins 
 
 
 
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Sumário 
1 - AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA ............................................ 4 
1.1 – Introdução (os três grandes grupos das ações tributárias) .................................................................. 5 
1.2 - Cabimento .............................................................................................................................................. 6 
1.3 - Elaboração ............................................................................................................................................. 7 
1.3.1 - Fundamento processual ................................................................................................................. 8 
1.3.2 – Nome da peça ................................................................................................................................ 8 
1.3.3 - As partes ......................................................................................................................................... 9 
1.3.4 - Verbo correto .................................................................................................................................. 9 
1.3.5 - Da Tutela Provisória Antecipada .................................................................................................... 9 
1.3.6 - Dos pedidos .................................................................................................................................. 13 
1.3.7 - Do Valor da Causa ......................................................................................................................... 16 
1.3.8 - Das Provas ..................................................................................................................................... 16 
1.3.9 - Da Dispensa da Audiência de Conciliação ou Mediação .............................................................. 17 
1.3.10 - Desfecho ..................................................................................................................................... 17 
1.4 - Estrutura .............................................................................................................................................. 18 
1.5 - Modelo ................................................................................................................................................. 18 
1.6 - Análise de peça prático-profissional já exigida no exame de ordem .................................................. 21 
2 - AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL ...................................................................................................... 22 
2.1 - Cabimento ............................................................................................................................................ 22 
2.2 - Elaboração ........................................................................................................................................... 24 
2.2.1 - Fundamento processual ............................................................................................................... 25 
2.2.2 – Nome da peça .............................................................................................................................. 26 
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ESTRATÉGIA OAB 
Direito Tributário – Rodrigo Martins 
 
 
 
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2.3.3 - As partes ....................................................................................................................................... 27 
2.2.4 - Verbo correto ................................................................................................................................ 27 
2.2.5 - Da Tutela Provisória Antecipada .................................................................................................. 27 
2.2.6 - Dos pedidos .................................................................................................................................. 33 
2.2.7 - Do Valor da Causa ......................................................................................................................... 36 
2.2.8 - Das Provas ..................................................................................................................................... 36 
2.2.9 - Da Dispensa da Audiência de Conciliação ou Mediação .............................................................. 36 
2.2.10 - Desfecho ..................................................................................................................................... 37 
2.3 - Renúncia ou desistência ao processo administrativo pela propositura da Ação Anulatória de Débito 
Fiscal ............................................................................................................................................................. 37 
2.4 - Estrutura .............................................................................................................................................. 39 
2.5 - Modelo ................................................................................................................................................. 40 
2.6 - Análise de peças prático-profissionais exigidas em exames anteriores .............................................. 43 
3 - PASSO A PASSO DE ELABORAÇÃO DE UMA PETIÇÃO INICIAL .................................................................... 47 
3.1 - Como identificar, estruturar e elaborar qualquer petição inicial em direito tributário ..................... 47 
4 – PRIMEIROS EXERCÍCIOS PARA APLICAÇÃO DO PASSO A PASSO DE ELABORAÇÃO DE PETIÇÕES INICIAIS 48 
4.1 - Enunciados ........................................................................................................................................... 48 
4.2 - Gabaritos .............................................................................................................................................. 49 
CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................................................. 50 
 
 
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Direito Tributário – Rodrigo Martins 
 
 
 
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AULA 01 
Olá, OABeiro! 
Tudo certo? 
Espero que sim! 
Dando continuidade ao nosso curso, hoje aprenderemos a elaborar as duas primeiras petições iniciais: 
 Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-tributária; e 
 Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
Vocês irão perceber que essas duas petições iniciais são muito semelhantes, de modo que: sabendo fazer 
uma, sabe-se fazer a outra! 
As diferenças entre as duas são pequenos detalhes! 
Inclusive, uma ótima forma de aprender ambas é comparando-as, isto é, entendendo essas pequenas 
diferenças! 
Outra dica valiosíssima: grifem, em seu material (código, vade mecum etc.) os artigos de 
lei que serão abordados nessa aula! 
Logo após estudá-las teoricamente (por enquanto), faremos, junto, uma petição inicial, passo a passo, 
para que você compreenda a dinâmica de elaboração de peças. 
Pois bem, vou reiterar o que já destaquei em momentos passados: é extremamente 
importante ver e rever as nossas videoaulas referentes aos aspectos processuais (como 
a presente) após a leitura do respectivo livro digital (PDF), pois nos vídeos demonstramos 
a dinâmica de identificação da peça, a elaboração de seu rascunho etc. Demonstramos, 
pois, nas videoaulas, informações que nem sempre ficam bem claras aqui “no papel”. 
Portanto, assistam a videoaula! Um material complementa o outro! 
Deixo um forte abraço e os meus contatos. 
Prof. Rodrigo Martins 
 
@professorrodrigomartins 
mailto:rodrigodireitotributario@gmail.com
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ESTRATÉGIA OAB 
Direitoinciso II, do CTN e, ainda, 
(iii) há violação ao princípio da anterioridade nonagesimal, previsto no Art. 150, inciso III, alínea c, da 
CRFB/88, visto que o aumento de alíquota de IPTU somente pode ser cobrado depois de decorridos 90 dias 
da publicação da norma que o aumentou. 
Além disso, o examinando deve formalizar pedido de concessão de tutela antecipada ou tutela de urgência 
para suspender a exigibilidade do crédito tributário, na forma do Art. 151, inciso V, do CTN, durante o 
trâmite desta Ação. 
(...). 
A exigência de requerimento de concessão de Tutela Provisória também foi feita na peça prático-profissional 
do XXXI EXAME DE ORDEM UNIFICADO: 
A sociedade empresária Beta S/A, sediada no Município Y do Estado Z, foi autuada por ter deixado de 
recolher o Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre as receitas oriundas de sua atividade principal, qual seja, a de 
locação de veículos automotores. 
Cumpre esclarecer que sua atividade é exercida exclusivamente no território do Município Y e não 
compreende qualquer serviço acessório à locação dos veículos. 
Quando da lavratura do Auto de Infração, além do montante principal exigido, também foi lançada multa 
punitiva correspondente a 200% do valor do imposto, além dos respectivos encargos relativos à mora. 
Mesmo após o oferecimento de impugnação e recursos administrativos, o lançamento foi mantido e o débito 
foi inscrito em dívida ativa. Contudo, ao analisar o Auto de Infração, verificou-se que a autoridade fiscal 
deixou de inserir em seu bojo os fundamentos legais indicativos da origem e natureza do crédito. 
A execução fiscal não foi ajuizada até o momento, e a sociedade empresária pretende a ela se antecipar. 
Neste contexto, a sociedade empresária Beta S/A, considerando que pretende obter certidão de 
regularidade fiscal, sem prévio depósito, e, ainda, considerando que já se passaram seis meses da decisão 
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ESTRATÉGIA OAB 
Direito Tributário – Rodrigo Martins 
 
 
 
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do recurso administrativo, procura seu escritório, solicitando a você que sejam adotadas as medidas judiciais 
cabíveis para afastar a exigência fiscal. 
Na qualidade de advogado(a) da sociedade empresária Beta S/A, redija a medida judicial adequada à 
necessidade da sua cliente, com o objetivo de afastar a cobrança perpetrada pelo Município Y. (Valor: 5,00). 
Gabarito comentado: 
O examinando deverá elaborar a petição inicial de uma ação anulatória de débito fiscal, uma vez que se 
pretende a anulação dos créditos tributários lançados. (...). 
No mérito, o examinando deverá alegar que 
a. o auto de infração é nulo por vício formal, conforme Art. 142 do CTN 
b. a atividade da autora consiste na locação de bens móveis, sobre a qual não incide ISS, nos termos da 
Súmula Vinculante 31 do STF. 
c. conforme entendimento firmado no STF, é inconstitucional a imposição de multa que ultrapasse o valor 
do tributo, por malferir o princípio do não confisco, normatizado no Art. 150, inciso IV, da CRFB. 
Por fim, deve o examinando requerer, preliminarmente, que seja concedida a tutela de evidência, (Art. 
311 do CPC) (...) para suspensão da exigibilidade do crédito (...). 
Atenção: além de abrir o tópico em questão em sua petição inicial, o examinando 
também deverá formular o respectivo pedido, conforme veremos abaixo. 
2.2.6 - Dos pedidos 
Conforme vimos na parte geral (aula 06), cada tipo de peça ou de petição tem os seus respectivos pedidos. 
Explicamos, também, que há uma certa estrutura e ordem lógica na elaboração dos pedidos, que é uma 
espécie de “linha mestra” comum a todas as petições iniciais. 
Porém, é preciso prestar muita atenção às peculiaridades da peça ou petição que está sendo redigida, pois, 
apesar dessa estrutura, os pedidos sofrerão alguma alteração a depender do tipo de peça ou petição. 
Vejamos abaixo, então, os pedidos correspondentes à Ação Anulatória de Débito Fiscal com pedido de Tutela 
Provisória Antecipada de Urgência, com destaque e comentários para as suas peculiaridades (o modelo 
abaixo foi elaborado com Pedido de Tutela Provisória Antecipada de Urgência, mas é importante reiterar 
que essa petição pode ser elaborada com Pedido de Tutela Provisória Antecipada de Evidência, se for o 
caso, desde que presentes os seus pressupostos). 
Tais pedidos encontram-se na ordem sugerida para a resolução do problema prático-profissional da OAB. 
2.2.6.1 - Pedido de concessão de tutela antecipada 
Vejamos o exemplo: 
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Diante do exposto a Autora requer à Vossa Excelência: 
a) A concessão da tutela jurisdicional antecipada de urgência, de acordo com o art. 
300 do CPC, suspendendo-se a exigibilidade do crédito tributário relativo ao ICMS, nos 
termos do art. 151, inciso V, do CTN, pois a probabilidade do direito e o perigo de dano 
foram suficientemente demonstrados. 
Assim, de acordo com o “modelo” acima, devem ser mencionados no item “a” do pedido dessa ação, 
necessariamente: 
EM ROXO: a frase de introdução ou chamamento. 
EM AZUL: a concessão do provimento acautelatório de urgência, com o apontamento de seu fundamente 
legal (pode ser a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, expedição de certidão etc.). 
EM VERDE: a finalidade objetivada com a concessão do provimento acautelatório de urgência 
anteriormente referido, com o apontamento de seu fundamente legal (pode ser a suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário, expedição de certidão etc.). 
EM VERMELHO: a menção de que os pressupostos do provimento acautelatório de urgência estão 
presentes no caso 
Atenção: é extremamente importante que todos os itens destacados sejam mencionados 
nesse pedido, pois todos são objetos de pontuação na peça prático-profissional do Exame 
da OAB. 
Obs.: cumpre destacar, ainda, que ao invés da tutela de urgência, poderá ser a de 
evidência. 
2.2.6.2 - Pedido de procedência da ação 
Vejamos: 
b) o julgamento procedente do pedido, para anular o lançamento tributário 
relativo ao ICMS constituído sob o n°... , em face da violação do Princípio da Legalidade, 
constante no art. 150, inciso I, da CF/88, confirmando-se, por fim, a tutela anteriormente 
concedida. 
Assim, de acordo com o “modelo” acima, devem ser mencionados no item “b” do pedido dessa ação, 
necessariamente: 
EM ROXO: o pedido expresso de procedência da ação. 
EM AZUL: o tipo de provimento (anulatório) e sua finalidade (desconstituição de crédito tributário). 
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EM VERDE: breve menção “do direito” sobre o qual se fundamenta o pedido, com apontamento do seu 
fundamento legal. 
EM VERMELHO: confirmação da tutela antecipada requerida no item “a” (pressupõe-se que fora 
concedida). 
Atenção: da mesma maneira, é extremamente importante que todos os itens destacados 
sejam mencionados nesse pedido, pois todos são objetos de pontuação na peça prático-
profissional do Exame da OAB. 
2.2.6.3 - Pedido de citação da parte adversa 
Vejamos: 
c) a citação do Estado de São Paulo, no endereço já declinado e na pessoa de seu 
Representante Legal, nos termos do art. 242, § 3º, do CPC, para, se quiser, apresentar 
contestação. 
Assim, de acordo com o “modelo” acima, devem ser mencionados no item “c” do pedido dessa ação, 
necessariamente: 
EM ROXO: a citação da parte adversa (atenção: a palavra é “citação”, e não intimação ou algo semelhante). 
EM AZUL: indicação do endereço e da pessoa que receberá a citação. 
EM VERMELHO: o fundamento legal do pedido de citação do Representante Legal do Réu. 
EM VERDE: como contestar é uma faculdade, o pedido para contestar, se quiser. 
Atenção: mais uma vez, importa destacar que é extremamente importante que todos os 
itens destacados sejam mencionados nesse pedido, pois todos são objetos de pontuação 
na peça prático-profissional do Exame da OAB. 
2.2.6.4 - Pedido de condenação daparte adversa ao pagamento das custas e honorários 
Vejamos: 
d) a condenação da Ré ao pagamento das custas processuais e dos honorários 
advocatícios, nos termos do art. 85, § 3º, do CPC. 
Assim, de acordo com o “modelo” acima, devem ser mencionados no item “d” do pedido dessa ação, 
necessariamente: 
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EM ROXO: pedido de condenação em custas. 
EM AZUL: pedido de condenação em honorários. 
EM VERMELHO: fundamento legal do pedido de condenação em custas e honorários. 
Atenção: pela última vez, é extremamente importante que todos os itens destacados 
sejam mencionados nesse pedido, pois todos são objetos de pontuação na peça prático-
profissional do Exame da OAB. 
2.2.7 - Do Valor da Causa 
Deverá ser feita a indicação do valor da causa em conformidade com os dados apresentados no problema, 
conforme visto na parte geral acima. 
Exemplo: 
IV – DO VALOR DA CAUSA 
Dá-se à presente causa o valor de ... (valor por extenso). 
2.2.8 - Das Provas 
Conforme explicamos acima, essa petição inicial demanda um pedido genérico de produção de provas, com 
a necessária indicação (conforme exigido pelo CPC) de que a prova documental já existente está sendo 
juntada. Vejamos o “modelo”: 
V - DAS PROVAS 
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, 
especialmente a documental já acostada e outras que se fizerem necessárias ao 
esclarecimento do D. juízo, nos termos do art. 319, inciso VI, do CPC. 
EM ROXO: indicação (em conformidade com o CPC) de que a prova documental já existente está sendo 
juntada. 
EM AZUL: a indicação do fundamento legal da produção de prova. 
2.2.9 - Da Dispensa da Audiência de Conciliação ou Mediação 
Conforme visto acima, considerando o princípio da indisponibilidade do crédito tributário, sugerimos que o 
examinando formule pedido de dispensa dessa audiência, dessa forma: 
VI – DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO OU MEDIAÇÃO 
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O Autor requer, ainda, a dispensa da audiência de conciliação, nos termos do art. 
334, § 4º, inciso II, do CPC, por tratar-se de direito que não admite autocomposição. 
EM ROXO: pedido de dispensa da audiência de conciliação, por tratar-se de direito que não admite 
autocomposição. 
EM AZUL: a indicação do fundamento legal do pedido de dispensa da audiência de autocomposição. 
2.2.10 - Desfecho 
Trata-se da parte final da peça, onde são indicados o pedido geral de deferimento, o local, a data e o nome e 
inscrição do Advogado. 
Atenção: o preenchimento do desfecho da peça deve ser – necessariamente – genérico, 
de modo que não possa levar à identificação do examinando, sob pena de anulação da 
prova, conforme igualmente visto na parte geral acima. 
Vejamos um exemplo: 
Termos em que, 
pede deferimento. 
Local, data. 
Advogado(a) 
OAB n°... 
2.3 - Renúncia ou desistência ao processo administrativo pela 
propositura da Ação Anulatória de Débito Fiscal 
Essa ação – Ação Anulatória de Débito Fiscal – tem a seguinte particularidade: a sua propositura implica em 
renúncia ou desistência ao processo administrativo, nos termos do parágrafo único do art. 38 da Lei Federal 
nº 6.830/80 – Lei de Execução Fiscal: 
LEF: Art. 38 - A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é admissível em 
execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de 
repetição do indébito ou ação anulatória do ato declarativo da dívida, esta precedida do 
depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros 
e multa de mora e demais encargos. 
Parágrafo Único - A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo importa 
em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso 
interposto. 
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O dispositivo legal em questão visa evitar a concomitância das instâncias administrativa e judiciária, já que 
a decisão judicial irá sempre preponderar. 
Dessa forma, se houver processo administrativo em trâmite questionando a exigência de determinado 
tributo e o contribuinte vier posteriormente questioná-lo (o mesmo tributo), também, em processo judicial, 
sem o anterior encerramento daquele administrativo, ele (o administrativo) deverá ser extinto. 
Nesse caso será considerada desistência do processo administrativo. 
Ao contrário, se houver processo judicial em trâmite questionando a exigência de determinado tributo e o 
contribuinte vier posteriormente questioná-lo, também, em processo administrativo (o mesmo tributo), ele 
(o administrativo) será sumariamente extinto sem análise. 
Nesse caso será considerada, diferentemente, renúncia ao processo administrativo. 
O assunto acima foi objeto de questionamento no XXXIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO: 
A Administração Tributária Federal lavrou auto de infração em face da indústria Friozão Ltda., por ter 
recolhido o IPI a menor no ano de 2020, sob o fundamento de que a sociedade empresária teria 
classificado seus produtos como “geladeiras”, que possuíam alíquota de 5%, quando deveria tê-los 
classificado como “adegas refrigeradas de vinhos”, que possuíam alíquota de 45%, embora tenham 
fabricação e sistema de refrigeração similares. 
Aplicou também uma multa qualificada de 100% por entender ter havido dolo e prestação de declaração 
falsa sobre o produto para reduzir o imposto. A sociedade empresária impugnou administrativamente o 
auto de infração, mas lhe foi exigido um depósito do montante integral cobrado para a admissão e análise 
da defesa. Diante disso, a sociedade empresária resolveu ajuizar uma ação anulatória para contestar tal 
lançamento tributário. 
A) É válida a exigência de depósito do montante cobrado para a apreciação da impugnação na esfera 
administrativa? Justifique. (Valor: 0,65). 
B) Com o ajuizamento da ação anulatória, quais os efeitos sobre o processo administrativo? Justifique. 
(Valor: 0,60). 
Gabarito oficial: 
A) Não, pois é inconstitucional a exigência de depósito prévio de dinheiro ou bens para admissibilidade de 
recurso administrativo ou para a apreciação da impugnação na esfera administrava, conforme entendimento 
consignado na Súmula Vinculante nº 21: “É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios 
de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.” OU Art. 5º, inciso LIV, da CFRB/88. 
B) A propositura pelo contribuinte da ação anulatória importa renúncia ao poder de recorrer na esfera 
administrativa e desistência do recurso acaso interposto, conforme Art. 38, parágrafo único, da Lei nº 
6830/80. 
Esse tema também foi objeto de questionamento em questão dissertativa (item B) do XVI EXAME DE ORDEM 
UNIFICADO (reaplicação em Porto Velho): 
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Em 2008, constou na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) da pessoa jurídica AB&C 
Participações Ltda. que era devido, a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – 
COFINS, o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais). No entanto, a AB&C Participações Ltda. não 
efetuou o recolhimento antes do vencimento do tributo. 
Em 2009, antes do início de qualquer fiscalização por parte da Fazenda Nacional, a AB&C Participações 
Ltda. efetuou o recolhimento daquele montante da COFINS informado no ano anterior na DCTF, sem, no 
entanto, o acréscimo da multa de mora, em razão da ocorrência da denúncia espontânea. Por não 
concordar com a AB&C Participações Ltda., a Fazenda Nacional lavrou auto de infração cobrando o valor 
integral do tributo (deduzido do montante já recolhido), sendo a AB&C Participações Ltda. intimada para 
pagar ou apresentar defesa. 
Sobre o caso, responda aos itens a seguir. 
A) Está corretoo entendimento da pessoa jurídica AB&C Participações Ltda. sobre a ocorrência da denúncia 
espontânea? (Valor: 0,65) 
B) Caso a pessoa jurídica proponha ação anulatória buscando desconstituir o auto de infração, poderá 
apresentar, simultaneamente, defesa no processo administrativo? (Valor: 0,60) 
Comentário: 
A) Não. O benefício da denúncia espontânea, com a exclusão da multa de mora, não se aplica nos casos de 
tributos sujeitos ao lançamento por homologação, como no caso da COFINS, quando, regularmente 
declarados, foram pagos a destempo, conforme enunciado da Súmula nº 360, do STJ. 
B) Não. A Lei nº 6.830/1980 (a chamada Lei de Execuções Fiscais) prevê, em seu Art. 38, parágrafo único, 
que “A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo (que é a ação anulatória) importa em 
renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto”. 
2.4 - Estrutura 
A Ação Anulatória de Débito Fiscal com Pedido de Tutela Provisória Antecipada é estruturada da seguinte 
forma: 
ENDEREÇAMENTO DA PEÇA 
(inciso I do art. 319) 
PREÂMBULO (QUALIFICAÇÃO DAS PARTES, NOME DA PEÇA E SEU FUNDAMENTO PROCESSUAL) 
(inciso II do art. 319 + art. 77, inciso V, do CPC) 
I – DO CABIMENTO 
(art. 38, caput, da LEF – não consta no rol dos requisitos da petição inicial do art. 319 do CPC 
II – DOS FATOS 
(inciso III, 1ª parte, do art. 319 do CPC) 
III – DO DIREITO 
(inciso III, 2ª parte, do art. 319 do CPC) 
IV – DA TUTELA ANTECIPADA (DE URGÊNCIA OU DE EVIDÊNCIA) 
(arts. 300 ou 311 do CPC – não consta no rol dos requisitos da petição inicial do art. 319 do CPC 
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V – DOS PEDIDOS 
(inciso IV do art. 319 do CPC) 
VI – DO VALOR DA CAUSA 
(inciso V do art. 319 do CPC) 
VII – DAS PROVAS 
(inciso VI do art. 319 CPC) 
VIII – OPÇÃO OU NÃO POR CONCILIAÇÃO E/OU MEDIAÇÃO 
(inciso VI do art. 319 do CPC) 
DESFECHO 
2.5 - Modelo 
Segue abaixo o nosso modelo da peça em estudo, que foi elaborado com Pedido de Tutela Provisória 
Antecipada de Urgência, senso necessário reiterar, porém, que essa petição pode ser elaborada com Pedido 
de Tutela Provisória Antecipada de Evidência, se for o caso, desde que presentes os seus pressupostos: 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA... VARA CÍVEL FEDERAL DA 
SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE... 
 
(SOCIEDADE), pessoa jurídica de direito privado, devidamente inscrita no CNPJ/MF 
sob o nº ..., endereço eletrônico..., com sede na..., bairro..., cidade..., Estado..., neste ato 
representada por meio de seu sócio administrador (conforme Contrato Social anexo), por 
meio de seu Advogado que esta subscreve (Instrumento de Mandato anexo), com 
escritório na..., bairro..., cidade..., Estado..., onde receberá as devidas intimações, nos 
termos do art. 77, inciso V, do CPC, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, 
com fundamento nos artigos 38, caput, da Lei Federal nº 6.830/80 – Lei de Execução Fiscal, 
e artigos 300 e 319 do CPC, propor a presente 
AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA 
ANTECIPADA DE URGÊNCIA 
em face da UNIÃO, pessoa jurídica de direito público interno, com endereço na..., bairro..., 
cidade..., Estado..., onde receberá a citação por meio de seu Represente Judicial, pelos 
motivos de fato e de direito a seguir aduzidos: 
 
I - DOS FATOS 
A Autora é pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço não optante pelo 
SIMPLES Nacional e, como tal, é contribuinte do IRPJ – Imposto de Renda das Pessoas 
Jurídicas. 
No último dia 22 do corrente mês foi surpreendida com o recebimento de um 
lançamento constituído de ofício por agente pertencente à Receita Federal do Brasil. 
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O referido lançamento foi constituído com base nas disposições do Decreto nº 
12.345/2017, que majorou as alíquotas do referido imposto. 
Não concordando com essa exigência, vem a Autora ingressar com a presente Ação. 
 
II - DO CABIMENTO 
De acordo com o caput do art. 38 da Lei Federal nº 6.830/80 – Lei de Execução Fiscal, 
a discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é admissível em execução, na 
forma da referida lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de repetição do 
indébito ou ação anulatória do ato declarativo da dívida. 
Considerando a constituição do crédito tributário acima narrado, e não sendo cabível 
a impetração do Mandado de Segurança, de rigor reconhecer o cabimento da presente 
Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
 
III – DIREITO 
De acordo com o inciso I do art. 150 da Constituição Federal, é vedado à União 
majorar tributo sem lei que o estabeleça. Trata-se do constitucionalmente consagrado 
Princípio da Estrita Legalidade Tributária. 
Ocorre que o lançamento constituído de ofício pelo agente pertencente à Receita 
Federal do Brasil foi baseado nas disposições do Decreto nº 12.345/2017, que majorou as 
alíquotas do IRPJ. Importa destacar: as alíquotas foram majoradas por meio de um Decreto. 
Dessa forma, por contrariar o referido Princípio Constitucional, o Decreto em 
questão deve ser consequentemente julgado inconstitucional. 
 
IV – DA TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA DE URGÊNCIA 
Segundo o artigo 300 do CPC, são pressupostos autorizadores da concessão da tutela 
antecipatória de urgência (i) a probabilidade do direito e (ii) o perigo de dano ou o risco ao 
resultado útil do processo. 
A concessão da tutela antecipada justifica-se, pois (i) a violação ao Princípio da 
Legalidade é uma prova inequívoca da probabilidade do direito da Autora. 
O risco de dano irreparável é demonstrado pela iminência da inscrição do débito na 
dívida ativa, com o consequente ajuizamento da Execução Fiscal, podendo implicar na 
inviabilidade econômica da Autora. 
Posto isso, uma vez evidente a presença dos pressupostos ensejadores da tutela 
antecipatória de urgência, espera a Autora lograr suspender a exigibilidade do crédito 
tributário, consoante disposto no artigo 151, inciso V, do Código Tributário Nacional, 
evitando-se, com isso, arcar com o ônus tributacional relativo ao imposto em exame, que 
é indevido. 
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ESTRATÉGIA OAB 
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V - DOS PEDIDOS 
Pelo exposto a Autora requer a Vossa Excelência: 
a) a concessão da tutela antecipada de urgência, de acordo com o artigo 300 do 
Código de Processo Civil, suspendendo, assim, a exigibilidade do crédito tributário 
relativamente ao IRPJ, nos termos do art. 151, inciso V, do Código Tributário Nacional, pois 
a probabilidade do direito e o perigo de dano foram plenamente demonstrados; 
b) o julgamento de procedência do pedido, para anular o lançamento tributário 
relativo ao IRPJ constituído sob o n°..., em face da violação do Princípio ao Legalidade, 
previsto no art. 150, inciso I, da CF/88, confirmando-se, ao final, a tutela anteriormente 
concedida; 
c) a citação da União na pessoa de seu representante legal, nos termos do art. 242, 
§ 3º, do CPC, para, se quiser, apresentar contestação; e 
d) a condenação da Ré ao pagamento das custas processuais e dos honorários 
advocatícios, nos termos do art. 85, § 3º, do CPC. 
 
VI – DO VALOR DA CAUSA 
Dá-se à presente causa o valor de ... (valor por extenso). 
 
VII - DAS PROVAS 
Protesta provar o alegado por todos os meios em direito admitidos, notadamente 
pela prova documental já acostada e outras que se fizerem necessárias ao esclarecimento 
deste Douto Juízo, nos termos do art. 319, inciso VI, do CPC. 
 
VIII – DA DISPENSA DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E/OU MEDIAÇÃO 
A Autora requer, ainda, a dispensa da audiência de conciliação, nos termos do art. 
334, § 4º, inciso II, do CPC, por tratar-se de direito que não admite autocomposição. 
 
Termos em que, 
pede deferimento. 
Local, data. 
Advogado(a) 
OAB n°... 
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Obs.: muito embora contendo todos os requisitos necessários, fizemos um modelo simples. Mas o 
conhecimento e o estilo do examinando podem levá-lo à redação de uma peça muito mais “bonita”! 
2.6 - Análise de peças prático-profissionais exigidas em exames 
anteriores 
PROBLEMA DA PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL DO XXXIX EXAME UNIFICADO DA OAB: Pedro de Camões, 
residente e proprietário de imóvel no Município Alfa, comarca judicial de Vara Única, foi surpreendido ao 
receber, no dia 15/04/2022, em sua residência, uma notificação com guia de recolhimento de Contribuição 
de Melhoria lançada em seu nome como contribuinte, por ser proprietário de tal imóvel, no valor de R$ 
15.000,00 (quinze mil reais), emitida pela Secretaria de Fazenda Municipal. Tal valor deveria ser pago em até 
três parcelas iguais, mensais, sendo que a primeira (ou cota única) venceria em 15 (quinze) dias 
(30/04/2022). O referido tributo foi instituído pela Lei Municipal nº 12.345/22, publicada em 10/01/2022. 
Ao examinar os termos da lei e do edital prévio a que se referia a Contribuição de Melhoria, Pedro verificou: 
1) que o tributo havia sido instituído pouco mais de 90 (noventa) dias antes de receber a notificação de 
pagamento pela guia de recolhimento, referente à obra realizada no ano anterior; 
2) que o imóvel de sua propriedade se encontrava no bairro Beta, diverso e bastante distante do bairro 
Gama, local da realização da obra pública de iluminação, arborização e recuperação do Parque Municipal da 
Liberdade, objeto da exação custeada pelos cofres da municipalidade; 
3) que o valor cobrado de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) representava mais de dez vezes a valorização do 
seu imóvel no último ano, e que a pequena valorização de seu imóvel no ano transcorrido seria mera 
decorrência do mercado imobiliário naquela cidade; 
4) que o somatório dos valores cobrados pelo Município dos imóveis relacionados no edital ultrapassava o 
valor total de custo da obra em 50%. 
Pedro de Camões, então, o(a) contrata como advogado(a), para defender seus interesses de não ter que 
pagar tal tributo, registrando que está em vias de efetivar a venda do seu imóvel, que, por isso, deverá estar 
com todos os documentos e certidões livres e desembaraçados e que será necessário contratar um perito 
imobiliário para emitir laudo pericial a fim de demonstrar que a pequena valorização do seu imóvel em 
nada tem a ver com a obra pública realizada. 
Diante dos fatos expostos, redija a medida judicial cabível para que seu cliente não tenha que pagar tal 
tributo, com atenção às solicitações por ele feitas quando lhe contratou. (Valor: 5,00). 
De acordo com o gabarito oficial foi aceita a peça de Ação Anulatória de Débito Fiscal, devido à presença dos 
elementos que veremos adiante. 
EM VERMELHO: o examinador deixou bem claro que houve a constituição de um crédito tributário 
(lançamento) de IPTU e pede para que seja apresentada medida judicial para a desconstituição do crédito 
tributário, denotando, assim, o cabimento de Ação Anulatória, que possui natureza desconstitutiva. Esse 
é, pois, o primeiro indicativo do cabimento da Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
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EM VERDE: ao afirmar que " contratar um perito imobiliário para emitir laudo pericial a fim de demonstrar 
que a pequena valorização do seu imóvel em nada tem a ver com a obra pública realizada”, o examinador 
deixou muito bem claro que não é possível impetrar o referido Mandado de Segurança, uma vez que o MS 
exige prova pré-constituída, não admitindo, assim, a produção de prova pericial no curso da ação. Não se 
preocupe, nesse momento, com essas referências ao Mandado de Segurança e à sua lei, pois essa medida 
será muito bem estudada na próxima aula. Pois bem, a exclusão da possibilidade de impetrar o Mandado 
de Segurança foi o segundo indicativo do cabimento da Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
Esses foram, pois, os indicativos da peça prático-profissional de Ação Anulatória de Débito Fiscal com pedido 
de Tutela Provisória Antecipada de Urgência cabível para o problema do XXXIX Exame Unificado em questão. 
PROBLEMA DA PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL DO XXXIV EXAME UNIFICADO DA OAB: Diante de grave crise 
econômica que assolou os cofres municipais, o Prefeito do Município XYZ resolveu, em 31 de dezembro de 
2021, editar o Decreto nº 1.234/21, que determinava a atualização da base de cálculo do Imposto sobre a 
Propriedade Territorial e Predial Urbana (IPTU) em percentual superior ao índice oficial de correção 
monetária e a majoração da alíquota do IPTU para todas as propriedades localizadas na zona urbana do 
Município XYZ. O decreto entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2022, e o Município XYZ imediatamente 
iniciou a emissão dos carnês de IPTU. 
João, proprietário de um imóvel localizado na área urbana do Município XYZ, recebeu o carnê de IPTU do 
ano de 2022 já com as alterações previstas no Decreto nº 1.234/21. Preocupado, uma vez que o imóvel 
está prestes a ser vendido e a existência de um débito de IPTU pode afastar compradores e impedir a 
concretização do negócio, e não querendo realizar o pagamento por discordar da cobrança, João procura 
você, como advogado(a), para apresentar medida judicial para a desconstituição do crédito tributário. 
Diante dos fatos acima e sabendo-se que (a) será necessária a produção de prova pericial para demonstrar 
que a atualização da base de cálculo foi superior ao índice oficial de correção monetária; 
(b) se pretende que o Município XYZ seja condenado em honorários de sucumbência; 
(c) não há processo judicial em trâmite a respeito desse caso; e 
(d) João tem urgência em vender logo seu imóvel, 
redija a peça processual adequada para a garantia dos direitos de João. (Valor: 5,00). 
De acordo com o gabarito oficial foi aceita a peça de Ação Anulatória de Débito Fiscal, devido à presença dos 
elementos que veremos adiante. 
EM VERMELHO: o examinador deixou bem claro que houve a constituição de um crédito tributário 
(lançamento) de IPTU e pede para que seja apresentada medida judicial para a desconstituição do crédito 
tributário, denotando, assim, o cabimento de Ação Anulatória, que possui natureza desconstitutiva. Esse 
é, pois, o primeiro indicativo do cabimento da Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
EM VERDE: Como o examinador solicitou a propositura de uma medida judicial desconstitutiva (parte 
acima grifada em vermelho), seriam cabíveis, assim, em princípio (com base nesse único critério), tanto a 
referida Ação Anularia quanto o Mandado de Segurança (que estudaremos na próxima aula). Contudo, ao 
afirmar que "será necessária a produção de prova pericial”, o examinador deixou muito bem claro que 
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ESTRATÉGIA OAB 
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não é possível impetrar o referido Mandado de Segurança, uma vez que o MS exige prova pré-constituída, 
não admitindo, assim, a produção de prova no curso da ação. Não se preocupe, nesse momento, com essas 
referências ao Mandado de Segurança e à sua lei, pois essa medida será muito bem estudada na próxima 
aula. Pois bem, a exclusão da possibilidade de impetrar o Mandado de Segurança foi o segundo indicativo 
do cabimento da Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
EM AZUL: o examinador informou que o contribuinte (autor da ação) está preocupado, uma vez que o 
imóvel está prestes a ser vendido e a existência de um débito de IPTU pode afastar compradores e impedir 
a concretização do negócio, mas que ele não quer realizar o pagamento por discordar da cobrança. Isso 
denota o cabimento da Tutela Antecipada que, no caso, foi a de Urgência. 
Esses foram, pois, os indicativos da peça prático-profissional de Ação Anulatória de Débito Fiscal com pedido 
de Tutela Provisória Antecipada de Urgência cabível para o problema do XXXIV Exame Unificado em questão. 
Vejamos, agora, como essapeça foi cobrada em outro exame: 
PROBLEMA DA PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL DO XXXI EXAME UNIFICADO DA OAB: A sociedade 
empresária Beta S/A, sediada no Município Y do Estado Z, foi autuada por ter deixado de recolher o Imposto 
Sobre Serviços (ISS) sobre as receitas oriundas de sua atividade principal, qual seja, a de locação de veículos 
automotores. Cumpre esclarecer que sua atividade é exercida exclusivamente no território do Município Y 
e não compreende qualquer serviço acessório à locação dos veículos. Quando da lavratura do Auto de 
Infração, além do montante principal exigido, também foi lançada multa punitiva correspondente a 200% 
do valor do imposto, além dos respectivos encargos relativos à mora. Mesmo após o oferecimento de 
impugnação e recursos administrativos, o lançamento foi mantido e o débito foi inscrito em dívida ativa. 
Contudo, ao analisar o Auto de Infração, verificou-se que a autoridade fiscal deixou de inserir em seu bojo 
os fundamentos legais indicativos da origem e natureza do crédito. A execução fiscal não foi ajuizada até o 
momento, e a sociedade empresária pretende a ela se antecipar. Neste contexto, a sociedade empresária 
Beta S/A, considerando que pretende obter certidão de regularidade fiscal, sem prévio depósito, e, ainda, 
considerando que já se passaram seis meses da decisão do recurso administrativo, procura seu escritório, 
solicitando a você que sejam adotadas as medidas judiciais cabíveis para afastar a exigência fiscal. Na 
qualidade de advogado(a) da sociedade empresária Beta S/A, redija a medida judicial adequada à 
necessidade da sua cliente, com o objetivo de afastar a cobrança perpetrada pelo Município Y. 
De acordo com o gabarito oficial foi aceita a peça de Ação Anulatória de Débito Fiscal, devido à presença dos 
elementos que veremos adiante. 
EM VERMELHO: o examinador deixou bem claro que houve a constituição de um crédito tributário pelo 
auto de infração (parte acima grifada em vermelho), que foi impugnado e cuja decisão administrativa 
definitiva já foi proferida (constituindo, definitivamente, o crédito tributário), ressaltando, ainda, que 
ainda não fora proposta a Execução Fiscal e que a autuada objetiva propor medida judicial para afastar a 
exigência fiscal, denotando, assim, o cabimento de Ação Anulatória (além do Mandado de Segurança, em 
princípio, cuja impetração será descartada diante do quando adiante será explicado), já que essa medida 
– a Ação Anulatória – possui natureza desconstitutiva. Esse é, pois, o primeiro indicativo do cabimento da 
Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
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EM VERDE: Como o examinador solicitou a propositura de uma medida judicial desconstitutiva (parte 
acima grifada em vermelho), seriam cabíveis, assim, em princípio (com base nesse único critério), tanto a 
referida Ação Anularia quanto o Mandado de Segurança (que estudaremos na próxima aula). Contudo, ao 
afirmar que "passaram seis meses da decisão do recurso administrativo”, o examinador deixou muito bem 
claro que não é possível impetrar o referido Mandado de Segurança, uma vez que já ocorreu a decadência 
à sua impetração (prazo decadencial de até 120 dias, contados da ciência do ato coator, conforme art. 23 
da Lei Federal nº 12.016/09 – Lei do Mandado de Segurança). Não se preocupe muito, nesse momento, 
com essas referências ao Mandado de Segurança e à sua lei, pois essa medida será muito bem estudada 
na próxima aula. Pois bem, a exclusão da possibilidade de impetrar o Mandado de Segurança foi o segundo 
indicativo do cabimento da Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
EM AZUL: o examinador informou que a sociedade empresária pretende obter certidão de regularidade 
fiscal sem prévio depósito, o que exige a utilização de uma medida acautelatória visando à imediata 
liberação das mercadorias apreendidas. No caso, foi aceita a Tutela Antecipatória de Evidência. 
Esses foram, pois, os indicativos da peça prático-profissional de Ação Anulatória de Débito Fiscal com pedido 
de Tutela Provisória Antecipada de Evidência cabível para o problema do XXXI Exame Unificado em questão. 
Vejamos, agora, como essa peça foi cobrada em outro exame: 
PROBLEMA DA PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL DO XXV EXAME UNIFICADO DA OAB (REAPLICAÇÃO EM 
PORTO ALEGRE/RS): Por ocasião da importação de equipamentos eletrônicos realizada pela pessoa jurídica 
PJ, a União entendeu que o recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por parte da 
contribuinte havia sido realizado de forma incorreta. De acordo com a União, no caso de desembaraço 
aduaneiro, o IPI deveria incidir sobre o valor correspondente a 200% do preço corrente dos equipamentos 
no mercado atacadista da praça do remetente, acrescido do Imposto de Importação (II), das taxas exigidas 
para a entrada do produto no país e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador. Assim, 
considerando equivocado o recolhimento do tributo, a União determinou a apreensão dos equipamentos, 
bem como a interdição do estabelecimento da pessoa jurídica, até pagamento integral do montante devido. 
Lavrado auto de infração para a cobrança dos valores supostamente devidos, a pessoa jurídica PJ, 
inconformada com esta situação, decide apresentar medida judicial para a desconstituição do crédito 
tributário e, nesse sentido, contestar as medidas adotadas pela Fazenda Nacional. Diante dos fatos narrados, 
sabendo que as medidas adotadas pela Fazenda Nacional datam de mais de 120 dias e estão causando 
prejuízos irreparáveis e que não há processo judicial em trâmite a respeito desse caso, redija a peça 
processual adequada para a garantia dos direitos da pessoa jurídica PJ, que pretende ver a União condenada 
em honorários de sucumbência. (Valor: 5,00) Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito 
que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo 
legal não confere pontuação. 
De acordo com o gabarito oficial foi aceita a peça de Ação Anulatória de Débito Fiscal, devido à presença dos 
elementos que veremos adiante. 
EM VERMELHO: o examinador deixou bem claro que houve a constituição de um crédito tributário pelo 
auto de infração (parte acima grifada em vermelho), ressaltando, ainda, que a autuada objetiva propor 
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medida judicial para desconstituí-lo, denotando, assim, o cabimento de Ação Anulatória (além do 
Mandado de Segurança, em princípio, cuja impetração será descartada diante do quando adiante será 
explicado), já que essa medida – a Ação Anulatória – possui natureza desconstitutiva. Esse é, pois, o 
primeiro indicativo do cabimento da Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
EM VERDE: Como o examinador solicitou a propositura de uma medida judicial desconstitutiva (parte 
acima grifada em verde), seriam cabíveis, assim, em princípio (com base nesse único critério), tanto a 
referida Ação Anularia quanto o Mandado de Segurança (que estudaremos na próxima aula). Contudo, ao 
afirmar que “as medidas adotadas pela Fazenda Nacional datam de mais de 120 dias”, o examinador 
deixou muito bem claro que não é possível impetrar o referido Mandado de Segurança, uma vez que já 
ocorreu a decadência à sua impetração (prazo decadencial de até 120 dias, contados da ciência do ato 
coator, conforme art. 23 da Lei Federal nº 12.016/09 – Lei do Mandado de Segurança). Não se preocupe 
muito, nesse momento, com essas referências ao Mandado de Segurança e à sua lei, pois essa medida 
será muito bem estudada na próxima aula. Pois bem, a exclusão da possibilidade de impetrar o Mandado 
de Segurança foi o segundo indicativo do cabimento da Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
EM AZUL: danos irreparáveis! O examinador também deixou bem claro que a empresa está sofrendo danos 
irreparáveis (parte acima grifada em azul), o que exige a utilização de uma medida acautelatória visandoà imediata liberação das mercadorias apreendidas. No caso, foi aceita a Tutela Antecipatória de Urgência. 
EM ROXO: O examinador informou que a PJ pretende ver a União condenada em honorários. Isso também 
afasta a possibilidade de utilização do Mandado de Segurança, pois, de acordo com o art. 25 da Lei Federal 
nº 12.016/09 – Lei do Mandado de Segurança, não haverá condenação em honorários nesse tipo de ação. 
Esses foram, pois, os indicativos da peça prático-profissional de Ação Anulatória de Débito Fiscal com pedido 
de Tutela Provisória Antecipada de Urgência cabível para o problema do XXV Exame Unificado em questão. 
3 - PASSO A PASSO DE ELABORAÇÃO DE UMA 
PETIÇÃO INICIAL 
3.1 - Como identificar, estruturar e elaborar qualquer petição 
inicial em direito tributário 
Abaixo você encontrará o enunciado de uma peça prático-profissional: 
ENUNCIADO INÉDITO: O Município X realizou a desapropriação de grande área urbana, obedecendo a todos 
os trâmites e requisitos exigidos pela legislação pertinente. Após receber todos os valores indenizatórios, 
alguns munícipes que tiveram seus imóveis desapropriados incluíram tais valores em suas declarações de 
rendimentos como ganhos não tributáveis. Ocorre que o Fisco autuou tais contribuintes e constituiu ex 
officio o crédito tributário relativo ao IRPF – Imposto de Renda da Pessoa Física, sobre o entendimento de 
que os valores por eles recebidos em razão da desapropriação são superiores ao custo de aquisição original 
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dos respectivos imóveis, sendo devido, assim, o referido imposto. Nicanor, que recebeu a notificação do 
lançamento há 5 meses, lhe consulta a respeito da legalidade dessa cobrança e solicita as medidas que 
impeçam, imediatamente, a cobrança desse crédito tributário. 
Na qualidade de advogado de Nicanor, redija a peça processual adequada a ser proposta em oposição a tal 
cobrança. A peça deve abranger todos os fundamentos de direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão do cliente. 
Pois bem: preciso que você tente fazê-la sozinho(a), do teu jeito, a partir do que você já sabe e/ou do 
estudamos até aqui, mesmo sem ter feito - AINDA - qualquer peça de treino (serão feitas a seguir). 
Não sinta receio ou medo porque a tua peça pode não ficar tão boa: é só um "pontapé" inicial! 
Nós vamos lapidar! 
Depois que você fizer esta peça sozinho(a), do teu jeito, daí eu também a farei, na sequência, porém, do 
meu jeito, passo a passo. 
Atenção: é neste momento que a "mágica" acontece! Após ter feito o "passo a passo" 
dessa peça comigo (quando você terá aprendido a fazer uma inicial no "padrão OAB", 
você poderá, então, começar a elaborar as peças de treino, porém, da forma correta! 
Acreditando que você tenha se esforçado para elaborar a petição inicial referente ao enunciado acima, vamos 
conferir, a partir de agora, como é que se faz do jeito certo para ser aprovado no Exame de Ordem: 
4 – PRIMEIROS EXERCÍCIOS PARA APLICAÇÃO DO 
PASSO A PASSO DE ELABORAÇÃO DE PETIÇÕES 
INICIAIS 
4.1 - Enunciados 
Agora que você já sabe elaborar uma petição inicial "no padrão", vou deixar abaixo dois enunciados para 
você treinar! 
Faça as petições e só depois confira o gabarito que segue logo abaixo. 
Segue o primeiro enunciado: 
ENUNCIADO INÉDITO 1: : O Estado ABC publicou, em 14/11/2018, um Decreto determinando a majoração 
da alíquota do IPVA, de 2% para 4%. Tendo em vista que no referido Estado o fato gerador do IPVA é 
considerado ocorrido em 1º de janeiro de cada ano, Alexandra recebeu, em 10/01/2019, um lançamento de 
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IPVA incidente sobre o seu veículo automotor. Diante de tais fatos, como Advogado(a) de Alexandra, maneje 
a ação ordinária adequada para a defesa dos seus direitos. 
Eis o 2º enunciado: 
ENUNCIADO INÉDITO 2: A entidade de educação sem lucrativos XYZ possui um imóvel alugado a terceiro, 
onde está estabelecida uma agência de um importante banco. O valor do aluguel é integralmente utilizado 
para a manutenção das finalidades educacionais da entidade. Ocorre que o Diretor dessa instituição de 
educação tomou conhecimento de que outras entidades semelhantes não sofrem a incidência do IPTU sobre 
os seus imóveis alugados, enquanto a entidade de educação sem lucrativos XYZ da qual ele é Diretor vem 
pagando, anualmente, o IPTU que vem sendo lançado pelo Município Beta. Com essa informação, o Diretor 
da entidade o contrata para que ingresse com a ação judicial visando exclusivamente afastar exigência do 
IPTU dos exercícios seguintes em relação ao imóvel que se encontra alugado, já que o imposto deste 
exercício já se encontra extinto pelo pagamento. 
Diante de tais fatos, como Advogado(a) da instituição de educação, maneje a ação ordinária adequada para 
a defesa dos seus direitos. 
4.2 - Gabaritos 
Segue abaixo o gabarito do enunciado inédito nº 1 acima: 
1) Ação: Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
2) Cabimento/fundamento processual: artigo 38, caput, da LEF, e artigos 300 e 319 do CPC. 
3) Juiz competente: Juiz de Direito (comum). 
4) Foro competente: da Comarca de... 
5) Polo ativo: Alexandra. 
6) Polo passivo: Estado ABC. 
7) Tempestividade: não se aplica a esta ação. 
8) Fatos: texto padrão. 
9) Tese Jurídica: afronta ao Princípio da Legalidade previsto no art. 150, I, da CF/88, uma vez que Decreto 
não pode majorar alíquota de IPVA, e afronta ao Princípio da Anterioridade Nonagesimal previsto no art. 
150, III, “c”, da CF/88, uma vez que não foi obedecido o interregno mínimo de 90 dias entre a publicado do 
ato normativo e sua aplicação. 
10) Tutela/Liminar/efeito suspensivo: tutela antecipada de urgência, com fundamento no art. 300 do CPC. 
11) Pedidos: i) suspensão da exigibilidade; ii) procedência com a anulação do débito tributário; iii) citação; e 
iv) condenação em custas e honorários. 
12) Valor da causa: texto padrão. 
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13) Prova: texto padrão. 
14) Conciliação: texto padrão. 
15) Desfecho: texto padrão. 
Segue abaixo, agora, o gabarito do enunciado inédito nº 2: 
1) Ação: Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-tributária. 
2) Juiz competente: Juiz de Direito (comum). 
3) Foro competente: Comarca de... 
4) Polo ativo: XYZ. 
5) Polo passivo: Município Beta. 
6) Cabimento/fundamento processual: art. 19, inciso I, art. 311, inciso II, e art. 319, todos do CPC. 
7) Tempestividade: não se aplica a esta ação. 
8) Fatos: texto padrão. 
9) Tese Jurídica: imunidade das entidades de educação sem lucrativos, nos termos do art. 150, VI, “c”, da 
CF/88. O imóvel alugado permanece imune ao IPTU, pois a renda é destinada à atividade essencial da 
entidade, conforme Súmula Vinculante nº 52. 
10) Tutela/Liminar/efeito suspensivo: tutela antecipada de evidência, com base no art. 311, II, do CPC. 
11) Pedidos: i) suspensão da exigibilidade; ii) procedência com a declaração de inexistência de relação 
jurídico-tributária; iii) citação; e iv) condenação em custas e honorários. 
12) Valor da causa: texto padrão. 
13) Prova: texto padrão. 
14) Conciliação: texto padrão. 
15) Desfecho: texto padrão. 
Obs.: atentar-se que no caso tem cabimento a tutela antecipada de evidência, uma vez que as alegações de 
fato podem ser comprovadas apenas documentalmente e que há tese firmada em súmula vinculante. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Pessoal, 
Já estudamos as duas primeiras petições iniciais das ações tributárias, quais sejam, a Ação Declaratória de 
Inexistência de Relação Jurídico Tributária e a Ação Anulatória de Débito Fiscal. 
Após estudá-las, elaboramos, juntos, uma petição inicial. 
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ESTRATÉGIA OAB 
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E na sequência você fez as duas primeiras peças de exercíciode fixação e treino. 
Pois bem: na próxima aula estudaremos o Mandado de Segurança. 
Não custa relembrar quão importante é estudar com afinco as primeiras lições, que dão, além do panorama 
acerca da elaboração das peças, um sólido alicerce. 
Prof. Rodrigo Martins 
 
@professorrodrigomartins 
 
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1 - AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE 
RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA 
1.1 – Introdução (os três grandes grupos das ações tributárias) 
As ações de natureza tributária podem ser classificadas em três grandes grupos: (i) das ações Exacionais; (ii) 
das ações antiexacionais e (iii) das demais ações. 
Partindo da premissa de que “exação” é sinônimo de tributo, as “ações exacionais” são aquelas que se 
prestam, assim, à cobrança e recebimento de créditos tributários (tributos e/ou multas tributárias). 
Ao contrário, as “ações antiexacionais” são aquelas que se prestam, por sua vez, ao “combate” de um 
crédito tributário. 
Portanto, é por meio das ações antiexacionais que o contribuinte combate a cobrança de um crédito 
tributário (de tributo e/ou de multa tributária) indevido, por ser inconstitucional, ilegal etc. 
Pois bem. As ações antiexacionais podem ser subdivididas, por sua vez, em “preventivas” e “repressivas”. 
Serão PREVENTIVAS quando propostas ANTES da constituição do crédito tributário (sabendo-se que a 
constituição do crédito ocorre com a regular notificação, ao contribuinte, do lançamento do tributo ou do 
AIIM – Auto de Infração e Imposição de Multa). 
Atenção: as ações antiexacionais preventivas são assim consideradas (preventivas) 
porque têm como finalidade EVITAR a constituição de um crédito tributário (do tributo 
ou do AIIM). O contribuinte age, dessa forma, preventivamente. 
As ações serão REPRESSIVAS, diferentemente, quando propostas APÓS a constituição de um crédito 
tributário. 
Atenção: no mesmo sentido, as ações antiexacionais repressivas são assim consideradas 
(repressivas) porque têm como finalidade DESCONSTITUIR um crédito tributário (do 
tributo ou do AIIM). O contribuinte age, nesse caso, repressivamente. 
As “demais ações” não são exacionais e nem antiexacionais, pois não servem para exigir (cobrar) ou para 
combater uma exigência tributária, mas, por serem ações de cunho tributário, com "outros fins", formam 
um grupo à parte. 
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ESTRATÉGIA OAB 
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Vejamos, pois, a nossa primeira petição inicial, que é de uma ação antiexacional preventiva: a Ação 
Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-Tributária. 
1.2 - Cabimento 
De modo geral, as ações declaratórias servem para trazer certeza jurídica acerca da existência ou inexistência 
de um fato e das suas consequências jurídicas, seja no Direito Tributário ou em outro ramo do direito, já que 
as ações declaratórias não são privativas desse nosso ramo. 
Portanto, deve haver um estado de incerteza por parte do autor para que essa ação possa ser proposta 
(incerteza quanto à existência ou não de uma relação jurídica decorrente de um fato, que no nosso caso, será 
“tributário”). 
No âmbito do direito tributário é frequentemente utilizada quando o contribuinte quer ter a certeza 
jurídica – posto que dada por um Juiz de Direito – sobre a existência ou não de uma relação jurídico-
tributária entre ele e o Estado-fisco. 
Sua dúvida pode decorrer, pois, da (i)legalidade ou (in)constitucionalidade de determinado tributo etc. 
Assim, enquanto não constituído o respectivo crédito, o autor busca junto ao Estado-juiz a declaração de 
existência ou inexistência da relação jurídico-tributária. 
Atenção, muita atenção: a Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-
Tributária não se presta à desconstituição de um crédito tributário (para isso existe a 
ação anulatória que estudaremos em seguida). Assim, ela só é cabível antes da 
constituição do crédito tributário relativo ao tributo ou à multa. Se já houver crédito 
tributário constituído, está afastado o cabimento da Ação Declaratória em estudo. 
Portanto, no que tange ao Direito Tributário, a referida ação não pode ser utilizada para desconstituir 
(cancelar) o lançamento de um tributo ou de um AIIM. 
De fato, devido ser uma ação antiexacional preventiva, a Ação Declaratória tem por finalidade EVITAR a 
constituição do crédito tributário (do tributo ou do AIIM), e não o desconstituir. 
O contribuinte age, dessa forma, preventivamente por meio da Ação Declaratória de Inexistência de 
Relação Jurídico-Tributária. 
Atenção, muita atenção: o enunciado do problema pode trazer determinadas palavras-
chaves ou expressões que são indicativas do cabimento da Ação Declaratória de 
Inexistência de Relação Jurídico-tributária em estudo, tais como “tributo que será 
exigido”, “o contribuinte deverá recolher o tributo quando a lei entrar em vigor”, “a lei 
entrará em vigor e o tributo passará a ser exigido etc. É possível perceber, nesses 
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exemplos, que o crédito tributário (do tributo e/ou da multa) ainda não foi constituído, 
sendo indicativos, assim, reitera-se, do cabimento da ação declaratória em estudo. 
Pois bem. Essa é uma ação com ampla utilização no Direito Tributário, podendo ser proposta, assim, por 
exemplo, para que o Estado-juiz dê um provimento (decisão) de natureza declaratória acerca de: 
 Existência ou inexistência (declaração) de uma obrigação tributária, principal ou acessória; 
 Reconhecimento (declaração) de imunidade ou de isenção etc. 
Vejamos, pois, como identificar o cabimento dessa petição inicial: 
Confira o enunciado e visualize, você mesmo(a), os elementos que caracterizam o cabimento dessa peça: 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL INÉDITA: O Estado X aprovou uma lei, no mês de dezembro, prevendo a 
incidência de IPVA - Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores sobre a propriedade de barcos, 
lanchas ou jet skis. De acordo com essa lei, que entrou em vigor e começou a produzir efeitos na data da sua 
publicação, as alíquotas do imposto são progressivas, com base no valor venal do bem objeto da tributação. 
Tício, proprietário de uma lancha de luxo, indignado com essa cobrança, procura o seu escritório na data da 
publicação dessa lei e solicita a adoção de todas as medidas judiciais cabíveis para afastar a cobrança. 
Como advogado(a) de Tício, considerando que o crédito tributário relativo ao imposto está na iminência de 
ser constituído e que o seu cliente quer ver a Fazenda Pública condenada em honorários advocatícios, redija 
a peça processual adequada para afastar a cobrança, garantindo, ainda, que Tício não figure como 
inadimplente junto ao Fisco Estadual. 
Gabarito comentado: 
Como ainda não foi constituído o crédito tributário relativamente ao IPVA, o que será feito a partir de 1º de 
janeiro do exercício seguinte ao de publicação da lei, tem cabimento, portanto, a Ação Declaratória de 
Inexistência de Relação Jurídico-tributária. 
1.3 - Elaboração 
Esta é uma petição inicial e, como tal, segue aquele roteiro que nos é dado pelo art. 319 do CPC. 
Então, não tem muito "segredo": a partir de agora você precisará aplicar tudo o que aprendemos na aula de 
"Petição inicial". 
Mas, não obstante isso, precisaremos destacar - e você precisa aprender - algumas particularidades relativas 
ao "conteúdo" que deve ser inserido naquela estrutura que fará a partir do art. 319 do CPC. 
O "pulo do gato", a partir de agora, é o seguinte, atenção: você sempre utilizará aquela 
estrutura dada pelo art. 319 do CPC e, a partir dela, irá realizar algumas poucas 
"customizações" para cada diferente peça prático-profissional, ou seja, todas as petições 
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iniciais terão por base o art. 319 do CPC, mas cada uma delas tem pequenas 
particularidades que demandarão atenção específica. 
Passemos, então, à exposição dessas peculiaridades: 
1.3.1 - Fundamento processual 
Sabe-se que a todo direito corresponde uma ação que o assegura, e que toda ação é prevista nas regras 
processuais. 
A Ação Declaratória de Inexistência de RelaçãoJurídico-tributária tem como embasamento processual o art. 
19, inciso I, do CPC. Vejamos: 
CPC: Art. 19. O interesse do autor pode limitar-se à declaração: 
I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica; 
(...). 
Atenção: em todas as ações sempre haverá um fundamento principal. 
Portanto: cada diferente ação tem seu próprio e específico fundamento processual. 
Atenção novamente: este artigo de lei que é o fundamento principal da peça deve ser 
indicado no tópico "Do Cabimento" da petição inicial. 
Conforma acima já exposto, no caso da Ação Declaratória de Inexistência de Relação 
Jurídico-tributária, tal fundamento é o art. 19, inciso I, do CPC, que dispõe acerca dos 
provimentos jurisdicionais de natureza declaratória. 
Adicionalmente, você observará que também indicaremos, mas somente no preâmbulo (ou seja, não serão 
mencionados no tópico "Do Cabimento"), os arts. 300 ou 311 e o art. 319, todos do CPC, pois eles indicam o 
fundamento do tipo de tutela antecipada requerida e os requisitos das petições iniciais. 
Atenção: todos os dispositivos que fundamentam a ação – qualquer uma delas – devem 
ser indicados no preâmbulo da petição inicial. 
1.3.2 – Nome da peça 
Já destacamos antecedentemente a importância do emprego da nomenclatura correta das peças prático-
profissionais. 
Considerando, pois, que essa petição inicial comportará, em regra, o pedido de Tutela Provisória Antecipada 
(de urgência ou de evidência), vejamos como ficará a sua nomenclatura correta: 
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AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA COM 
PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA DE URGÊNCIA (OU DE EVIDÊNCIA, SE FOR 
O CASO) 
Atenção: é exatamente essa a nomenclatura dessa petição inicial, que agrega em si o 
pedido principal (Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-tributária) e o 
pedido acautelatório (de Tutela Provisória Antecipada de Urgência ou de Evidência), que 
devem, necessariamente, ser conjuntamente indicados na nomenclatura da peça, com fácil 
visualização ao examinador. 
Portanto, quando requerida a concessão de Tutela Provisória Antecipada de Urgência, ela deve compor a 
nomenclatura da ação. 
Atenção novamente: na prática forense é possível encontrar variações quanto à 
nomenclatura (Ação Declaratória de Inexistência de obrigação etc.), contudo, para fins de 
Exame da OAB, deve-se utilizar a nomenclatura acima. 
1.3.3 - As partes 
As partes na ação declaratória são Autor/Autora e Réu/Ré. 
A ação deve ser proposta por quem está sofrendo a exigência em face da pessoa jurídica que detém 
capacidade tributária ativa para o tributo. 
É muitíssimo importante utilizar a nomenclatura correta ao referir-se às partes durante a resolução da prova 
aplicada pela FGV. 
Apesar de parecer um mero detalhe, o emprego correto da nomenclatura vem sendo um item pontuável 
na segunda fase do Exame de Ordem. 
1.3.4 - Verbo correto 
O examinando deve utilizar o verbo “propor” ao referir-se à apresentação da ação. 
Assim, deve mencionar que “(...) vem propor a presente ação: (...).” 
1.3.5 - Da Tutela Provisória Antecipada 
A ação em estudo pode ser proposta com ou sem o tópico e o pedido de concessão de Tutela Provisória 
Antecipada. 
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Porém, como a simples propositura da ação não afasta a natural exigibilidade do crédito tributário ou os 
efeitos de qualquer outro ato praticado pelo Estado-fisco (como a negativa de fornecimento de certidões), 
combinaremos o seguinte: 
Atenção: o tópico incidental da Tutela Provisória Antecipada sempre deve ser elaborado 
e o respectivo pedido sempre deve ser formulado quando da elaboração das peças 
prático-profissionais do Exame da OAB/FGV, com vistas, por exemplo, à suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário, à expedição de certidões ou a outro provimento que 
se mostrar necessário segundo a exposição do problema. 
Pois bem. A Tutela Provisória Antecipada pode ser de urgência ou de evidência. 
Vejamos, primeiramente, a de URGÊNCIA, prevista no art. 300 do CPC: 
CPC: Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que 
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do 
processo. 
(...). 
Portanto, a Tutela Provisória Antecipada de URGÊNCIA será cabível quando presentes, cumulativamente, os 
seguintes pressupostos previstos no art. 300 do CPC: 
 A probabilidade do direito: quando o direito alegado pelo autor for verossímil, plausível, provável, 
isto é, quando parecer que é verdadeiro e tal veracidade puder ser constatada de imediato pelo 
juiz. Atenção: como as ações de cunho tributário envolvem, em regra, na maioria dos casos, 
questões puramente de direito (análise e interpretação de textos normativos, como a Constituição 
Federal, leis, Decretos etc.), não é difícil demonstrar para o “juiz” (em verdade, para o examinador 
da FGV) o preenchimento desse requisito (a probabilidade do direito), pois será suficiente apontar 
a eventual inconstitucionalidade, ilegalidade etc.; e 
 O perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo: nesse caso, quando houver algum risco 
real ao autor, que também seja constatado de imediato pelo juiz. Atenção: como as ações de cunho 
tributário envolvem, em regra, na maioria dos casos, o recolhimento de tributos, expedição de 
certidões para participação em licitações etc., também não será difícil demonstrar o preenchimento 
desse outro requisito para o examinador da FGV (especificamente o perigo de dano), pois acaso não 
concedida a medida, o autor terá que recolher um valor inconstitucional, ilegal etc., conforme 
demonstrado na probabilidade do direito. 
Os requisitos acima devem estar simultaneamente presentes, isto é, cumulativamente. 
Vejamos, agora, a de EVIDÊNCIA, prevista no art. 311 do CPC: 
CPC: Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da 
demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: 
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I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório 
da parte; 
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver 
tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; 
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do 
contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto 
custodiado, sob cominação de multa; 
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos 
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente. 
Portanto, a Tutela Provisória Antecipada de EVIDÊNCIA que - atenção - dispensa a demonstração de perigo 
de dano ou de risco ao resultado útil do processo, será cabível quando presentes os pressupostos previstos 
no art. 311 do CPC, quais sejam: 
 Quando houver a caracterização do abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito 
protelatório da parte; 
 Quando as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese 
firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante (estas hipóteses têm 
grande relevância para a segunda fase do Exame de Ordem, pois há Súmulas Vinculantes em 
matéria tributária. Assim, quando a tese a ser trabalhada “no direito” da peça encontrar 
fundamento em Súmula Vinculante, é um forte indicativo do cabimento da tutela antecipada de 
evidência; 
 Quando se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato 
de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado,sob cominação 
de multa; 
 Quando a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do 
direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 
Atenção: de acordo com o caput do art. 311 em questão, a tutela da evidência será 
concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao 
resultado útil do processo. Não se exige, portanto, a demonstração de perigo de dano ou 
de risco ao resultado útil do processo. 
Pois bem. Em que tipo de situação deve-se utilizar as medidas (Tutela Provisória Antecipada de Urgência ou 
de Evidência)? 
No âmbito das ações de cunho tributário essas medidas são utilizadas com mais frequência para as seguintes 
finalidades, dentre outras: 
 Suspensão da exigibilidade do crédito tributário, conforme art. 151, inciso V, do CTN; 
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 Emissão de certidão de regularidade fiscal (Certidão Negativa ou Positiva com Efeito de Negativa), 
conforme art. 206 do CTN; 
 Liberação de mercadoria ilegalmente apreendida com o objetivo de coagir ao recolhimento de 
tributo (Súmula nº 323 do STF); ou 
 Desinterdição de estabelecimento ilegalmente interditado com o objetivo de coagir o contribuinte 
ao recolhimento de tributo (Súmula nº 70 do STF)etc. 
Então o examinando sempre deverá abrir um tópico na petição em estudo após o desenvolvimento da tese 
(“Do Direito”), onde indicará o cabimento da Tutela Provisória Antecipada de Urgência ou de Evidência. 
Esse tópico deverá receber a nomenclatura “Da Tutela Provisória de Urgência” ou “Da Tutela Provisória de 
Evidência” e deverá ser desenvolvido – sugerimos – com base no silogismo já explicado. 
Vejamos, por exemplo, como fica a aplicação do art. 300 do CPC (pressupostos para a concessão da Tutela 
Provisória de Urgência) naquela estrutura (silogismo): 
ESTRUTURA DO 
SILOGISMO 
APLICADO NA 
FILOSOFIA/METODOLOGIA 
APLICADO NO DIREITO 
Premissa maior Todo homem é mortal 
Segundo o artigo 300 do CPC, são pressupostos 
autorizadores da tutela antecipatória de urgência 
(i) a probabilidade do direito e (ii) o perigo de dano 
ou o risco ao resultado útil do processo. 
Premissa menor Sócrates é homem 
A concessão da tutela antecipada justifica-se, pois 
(i) a violação do princípio da legalidade é uma 
prova inequívoca da probabilidade do direito da 
Autora. 
Por sua vez, como o IRPJ é lançado por 
homologação, e a data do recolhimento 
apresenta-se iminente, a Autora está sujeita 
imediatamente a uma prestação tributária maior 
que a devida, o que demonstra (ii) o receio de 
perda financeira (perigo de dano) de difícil 
reparação. 
Argumento de 
autoridade 
Platão disse que Sócrates é 
mesmo homem 
Obs.: Não é necessário para o desenvolvimento do 
raciocínio referente à Tutela Antecipada de 
Urgência 
Síntese ou conclusão Logo, Sócrates é mortal 
Posto isso, uma vez evidente a presença dos 
pressupostos ensejadores da tutela antecipatória 
de urgência a que visa a Autora, espera lograr 
suspender a exigibilidade do crédito tributário, 
consoante disposto no artigo 151, inciso V, do 
Código Tributário Nacional, evitando-se, com isso, 
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arcar com o ônus tributacional relativo ao imposto 
em exame. 
Vejamos, então, como ficou o nosso desenvolvimento do tópico relativo à Tutela Provisória Antecipada de 
Urgência: 
III – DA TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA DE URGÊNCIA 
Segundo o artigo 300 do CPC, são pressupostos autorizadores da tutela 
antecipatória de urgência (i) a probabilidade do direito e (ii) o perigo de dano ou o risco 
ao resultado útil do processo. 
A concessão da tutela antecipada justifica-se, pois (i) a violação do princípio da 
legalidade é uma prova inequívoca da probabilidade do direito da Autora. 
Por sua vez, como o IRPJ é lançado por homologação, e a data do recolhimento 
apresenta-se iminente, a Autora está sujeita imediatamente a uma prestação tributária 
maior que a devida, o que demonstra (ii) o receio de perda financeira (perigo de dano) 
de difícil reparação. 
Posto isso, uma vez evidente a presença dos pressupostos ensejadores da tutela 
antecipatória de urgência a que visa a Autora, espera lograr suspender a exigibilidade do 
crédito tributário, consoante disposto no artigo 151, inciso V, do Código Tributário 
Nacional, evitando-se, com isso, arcar com o ônus tributacional relativo ao imposto em 
exame. 
EM AZUL: as duas premissas maiores, consistentes no dispositivo normativo sobre o qual é fundamentado 
o pedido de Tutela Provisória Antecipatória de Urgência; 
EM VERDE: as duas premissas menores, consistentes na demonstração, no caso individualizado, do 
atendimento dos pressupostos estabelecidos nas premissas maiores. 
EM VERMELHO: a conclusão, que é a dedução lógica a partir da conexão das duas premissas, pela 
concessão da medida. 
Atenção: além de abrir o tópico em questão em sua petição inicial, o examinando 
também deverá formular o respectivo pedido, conforme veremos abaixo. 
1.3.6 - Dos pedidos 
Conforme vimos na parte geral, cada tipo de peça ou de petição tem os seus respectivos pedidos. 
Explicamos, também, que há uma certa estrutura e ordem lógica na elaboração dos pedidos, que é uma 
espécie de “linha mestra” comum a todas as petições iniciais. 
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Porém, é preciso prestar muita atenção às peculiaridades da peça ou petição que está sendo redigida, pois, 
apesar dessa estrutura, os pedidos sofrerão alguma alteração a depender do tipo de peça ou petição. 
Vejamos abaixo os pedidos correspondentes à Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-
tributária com pedido de Tutela Provisória Antecipada de Urgência, com destaque e comentários para as suas 
peculiaridades (o modelo abaixo foi elaborado com Pedido de Tutela Provisória Antecipada de Urgência, 
mas é importante reiterar que essa petição pode ser elaborada com Pedido de Tutela Provisória 
Antecipada de Evidência, se for o caso, desde que presentes os seus pressupostos). 
Tais pedidos encontram-se na ordem sugerida para a resolução do problema prático-profissional da OAB. 
1.3.6.1 - Pedido de concessão de tutela antecipada 
Vejamos o exemplo: 
Diante do exposto a Autora requer à Vossa Excelência: 
a) A concessão da tutela jurisdicional antecipada de urgência, de acordo com o art. 
300 do CPC, suspendendo-se a exigibilidade do crédito tributário relativo ao ICMS, nos 
termos do art. 151, inciso V, do CTN, pois a probabilidade do direito e o perigo de dano 
foram suficientemente demonstrados. 
Assim, de acordo com o “modelo” acima, devem ser mencionados no item “a” do pedido dessa ação, 
necessariamente: 
EM ROXO: a frase de introdução ou chamamento. 
EM AZUL: a concessão do provimento acautelatório de urgência, com o apontamento de seu fundamente 
legal (pode ser a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, expedição de certidão etc.). 
EM VERDE: a finalidade objetivada com a concessão do provimento acautelatório de urgência 
anteriormente referido, com o apontamento de seu fundamente legal (pode ser a suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário, expedição de certidão etc.). 
EM VERMELHO: a menção de que os pressupostos do provimento acautelatório de urgência estão 
presentes no caso 
Atenção: é extremamente importante que todos os itens destacados sejam mencionados 
nesse pedido, pois todos são objetos de pontuação na peça prático-profissional do Exame 
da OAB. 
Obs.: cumpre destacar, ainda, que ao invés da tutela de urgência, poderá ser a de 
evidência, a depender da situação narrada. 
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1.3.6.2 - Pedido de procedência da ação 
Vejamos: 
b) o julgamento procedente do pedido, declarando-sea inexistência de relação 
jurídico-tributária com o Estado de São Paulo relativamente ao ICMS, em face da violação 
do Princípio da Legalidade, constante no art. 150, inciso I, da CF/88, confirmando-se, por 
fim, a tutela anteriormente concedida. 
Assim, de acordo com o “modelo” acima, devem ser mencionados no item “b” do pedido dessa ação, 
necessariamente: 
EM ROXO: o pedido expresso de procedência da ação. 
EM AZUL: o tipo de provimento (declaratório) e sua finalidade (declaração de inexistência de relação 
jurídico-tributária) entre as partes processuais quanto a determinado tributo. 
EM VERDE: breve menção “do direito” sobre o qual se fundamenta o pedido, com apontamento do seu 
fundamento legal. 
EM VERMELHO: confirmação da tutela antecipada requerida no item “a” (pressupõe-se que fora 
concedida). 
Atenção: da mesma maneira, é extremamente importante que todos os itens destacados 
sejam mencionados nesse pedido, pois todos são objetos de pontuação na peça prático-
profissional do Exame da OAB. 
1.3.6.3 - Pedido de citação da parte adversa 
Vejamos: 
c) a citação do Estado de São Paulo, no endereço já declinado e na pessoa de seu 
Representante Legal, nos termos do art. 242, § 3º, do CPC, para, se quiser, apresentar 
contestação. 
Assim, de acordo com o “modelo” acima, devem ser mencionados no item “c” do pedido dessa ação, 
necessariamente: 
EM ROXO: a citação da parte adversa (atenção: a palavra é “citação”, e não intimação ou algo semelhante). 
EM AZUL: indicação do endereço e da pessoa que receberá a citação. 
EM VERMELHO: o fundamento legal do pedido de citação do Representante Legal do Réu. 
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EM VERDE: como contestar é uma faculdade, o pedido para contestar, se quiser. 
Atenção: mais uma vez, importa destacar que é extremamente importante que todos os 
itens destacados sejam mencionados nesse pedido, pois todos são objetos de pontuação 
na peça prático-profissional do Exame da OAB. 
1.3.6.4 - Pedido de condenação da parte adversa ao pagamento das custas e honorários 
Vejamos: 
d) a condenação da Ré ao pagamento das custas processuais e dos honorários 
advocatícios, nos termos do art. 85, § 3º, do CPC. 
Assim, de acordo com o “modelo” acima, devem ser mencionados no item “d” do pedido dessa ação, 
necessariamente: 
EM ROXO: pedido de condenação em custas. 
EM AZUL: pedido de condenação em honorários. 
EM VERMELHO: fundamento legal do pedido de condenação em custas e honorários. 
Atenção: pela última vez, é extremamente importante que todos os itens destacados 
sejam mencionados nesse pedido, pois todos são objetos de pontuação na peça prático-
profissional do Exame da OAB. 
1.3.7 - Do Valor da Causa 
Deverá ser feita a indicação do valor da causa em conformidade com os dados apresentados no problema, 
conforme visto na parte geral acima. 
Exemplo: 
IV – DO VALOR DA CAUSA 
Dá-se à presente causa o valor de ... (valor por extenso). 
1.3.8 - Das Provas 
Conforme explicamos acima, essa petição inicial demanda um pedido genérico de produção de provas, com 
a necessária indicação (conforme exigido pelo CPC) de que a prova documental já existente está sendo 
juntada. Vejamos o “modelo”: 
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IV - DAS PROVAS 
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, 
especialmente a documental já acostada e outras que se fizerem necessárias ao 
esclarecimento do D. juízo, nos termos do art. 319, inciso VI, do CPC. 
EM ROXO: indicação (em conformidade com o CPC) de que a prova documental já existente está sendo 
juntada. 
EM AZUL: a indicação do fundamento legal da produção de prova. 
1.3.9 - Da Dispensa da Audiência de Conciliação ou Mediação 
Conforme visto acima, considerando o princípio da indisponibilidade do crédito tributário, sugerimos que o 
examinando formule pedido de dispensa dessa audiência, dessa forma: 
VI – DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO OU MEDIAÇÃO 
O Autor requer, ainda, a dispensa da audiência de conciliação, nos termos do art. 
334, § 4º, inciso II, do CPC, por tratar-se de direito que não admite autocomposição. 
EM ROXO: pedido de dispensa da audiência de conciliação, por tratar-se de direito que não admite 
autocomposição. 
EM AZUL: a indicação do fundamento legal do pedido de dispensa da audiência de autocomposição. 
1.3.10 - Desfecho 
Trata-se da parte final da peça, onde são indicados o pedido geral de deferimento, o local, a data e o nome e 
inscrição do Advogado. 
Atenção: o preenchimento do desfecho da peça deve ser – necessariamente – genérico, 
de modo que não possa levar à identificação do examinando, sob pena de anulação da 
prova, conforme igualmente visto na parte geral acima. 
Vejamos um exemplo: 
Termos em que, 
pede deferimento. 
Local, data. 
Advogado(a) 
OAB n°... 
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1.4 - Estrutura 
A Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-tributária com Pedido de Tutela Provisória 
Antecipada (de urgência ou de evidência) é estruturada da seguinte forma: 
ENDEREÇAMENTO DA PEÇA 
(inciso I do art. 319) 
PREÂMBULO (QUALIFICAÇÃO DAS PARTES, NOME DA PEÇA E SEU FUNDAMENTO PROCESSUAL) 
(inciso II do art. 319 + art. 77, inciso V, do CPC) 
I – DO CABIMENTO 
(art. 19, inciso I, do CPC – não consta no rol dos requisitos da petição inicial do art. 319 do CPC 
II – DOS FATOS 
(inciso III, 1ª parte, do art. 319 do CPC) 
III – DO DIREITO 
(inciso III, 2ª parte, do art. 319 do CPC) 
IV – DA TUTELA ANTECIPADA (DE URGÊNCIA OU DE EVIDÊNCIA) 
(arts. 300 ou 311 do CPC – não consta no rol dos requisitos da petição inicial do art. 319 do CPC 
V – DOS PEDIDOS 
(inciso IV do art. 319 do CPC) 
VI – DO VALOR DA CAUSA 
(inciso V do art. 319 do CPC) 
VII – DAS PROVAS 
(inciso VI do art. 319 CPC) 
VIII – OPÇÃO OU NÃO POR CONCILIAÇÃO E/OU MEDIAÇÃO 
(inciso VI do art. 319 do CPC) 
DESFECHO 
1.5 - Modelo 
Segue abaixo o nosso modelo da peça em estudo, que foi elaborado com Pedido de Tutela Provisória 
Antecipada de Urgência, senso necessário reiterar, porém, que essa petição pode ser elaborada com Pedido 
de Tutela Provisória Antecipada de Evidência, se for o caso, desde que presentes os seus pressupostos: 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA... VARA CÍVEL FEDERAL DA 
SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE... (LOCAL DO DOMICÍLIO DO AUTOR) 
 
(SOCIEDADE), pessoa jurídica de direito privado, devidamente inscrita no CNPJ/MF 
sob o nº ..., endereço eletrônico..., com sede na..., bairro..., cidade..., Estado..., neste ato 
representada por meio de seu sócio administrador (conforme Contrato Social anexo), por 
meio de seu Advogado que esta subscreve (Instrumento de Mandato anexo), com 
escritório na..., bairro..., cidade..., Estado..., onde receberá as devidas intimações, nos 
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ESTRATÉGIA OAB 
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termos do art. 77, inciso V, do CPC, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, 
com fundamento nos artigos 19, inciso I, 300 e 319 do CPC, propor a presente 
AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA COM PEDIDO 
DE TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA DE URGÊNCIA 
em face da UNIÃO, pessoa jurídica de direito público interno, com endereço na..., bairro..., 
cidade..., Estado..., onde receberá a citação por meio de seu Represente Judicial, pelos 
motivos de fato e de direito a seguir aduzidos: 
 
I - DOS FATOS 
A Autora é pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço não optante pelo 
SIMPLES Nacional e, como tal, é contribuinte do IRPJ – Imposto de Renda das Pessoas 
Jurídicas. 
No último dia 22 do corrente mês foi surpreendida com a publicação, no Diário Oficial 
da União, do Decreto nº 12.345/2017, que majorou as alíquotas do referido imposto. 
Não concordando com essa exigência,vem a Autora ingressar com a presente Ação. 
 
II - DO CABIMENTO 
De acordo com o art. 19, inciso I, do CPC, o interesse do autor pode limitar-se à 
declaração da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica. 
Considerando que ainda não foi constituído o crédito tributário e que o Autor não 
concorda com a exigência tributária acima narrada, e não sendo cabível, ainda, a 
impetração do Mandado de Segurança, de rigor reconhecer o cabimento da presente Ação 
Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-tributária. 
 
III - DO DIREITO 
De acordo com o inciso I do art. 150 da Constituição Federal, é vedado à União 
majorar tributo sem lei que o estabeleça. Trata-se do constitucionalmente consagrado 
Princípio da Estrita Legalidade Tributária. 
Ocorre que fora publicado no Diário Oficial da União, no último dia 22 do corrente 
mês, o Decreto nº 12.345/2017, que majorou as alíquotas do IRPJ. Importa destacar: as 
alíquotas foram majoradas por meio de um Decreto. 
Dessa forma, por contrariar o referido Princípio Constitucional, o Decreto em 
questão deve ser consequentemente julgado inconstitucional. 
 
IV – DA TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA DE URGÊNCIA 
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Segundo o artigo 300 do CPC, são pressupostos autorizadores da concessão da tutela 
antecipatória de urgência (i) a probabilidade do direito e (ii) o perigo de dano ou o risco ao 
resultado útil do processo. 
A concessão da tutela antecipada justifica-se, pois (i) a violação ao Princípio da 
Legalidade é uma prova inequívoca da probabilidade do direito da Autora. 
Por sua vez, como o IRPJ é lançado por homologação, e como a data do recolhimento 
apresenta-se iminente, a Autora está sujeita imediatamente a uma prestação tributária 
indevida, o que demonstra o receio de perda financeira de difícil reparação. 
Posto isso, uma vez evidente a presença dos pressupostos ensejadores da tutela 
antecipatória de urgência, espera a Autora lograr suspender a exigibilidade do crédito 
tributário, consoante disposto no artigo 151, inciso V, do Código Tributário Nacional, 
evitando-se, com isso, arcar com o ônus tributacional relativo ao imposto em exame, que 
é indevido. 
 
V - DOS PEDIDOS 
Pelo exposto a Autora requer a Vossa Excelência: 
a) a concessão da tutela antecipada de urgência, de acordo com o artigo 300 do 
Código de Processo Civil, suspendendo, assim, a exigibilidade do crédito tributário 
relativamente ao IRPJ, nos termos do art. 151, inciso V, do Código Tributário Nacional, pois 
a probabilidade do direito e o perigo de dano foram plenamente demonstrados; 
b) o julgamento de procedência do pedido, declarando-se a inexistência de relação 
jurídico-tributária com a União quanto à majoração da alíquota de IRPJ, em face da violação 
do Princípio ao Legalidade, previsto no art. 150, inciso I, da CF/88, confirmando-se, ao final, 
a tutela anteriormente concedida; 
c) a citação da União na pessoa de seu representante legal, nos termos do art. 242, 
§ 3º, do CPC, para, se quiser, apresentar contestação; e 
d) a condenação da Ré ao pagamento das custas processuais e dos honorários 
advocatícios, nos termos do art. 85, § 3º, do CPC. 
 
VI – DO VALOR DA CAUSA 
Dá-se à presente causa o valor de ... (valor por extenso). 
 
VII - DAS PROVAS 
Protesta provar o alegado por todos os meios em direito admitidos, notadamente 
pela prova documental já acostada e outras que se fizerem necessárias ao esclarecimento 
deste Douto Juízo, nos termos do art. 319, inciso VI, do CPC. 
 
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ESTRATÉGIA OAB 
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VIII – DA DISPENSA DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E/OU MEDIAÇÃO 
A Autora requer, ainda, a dispensa da audiência de conciliação, nos termos do art. 
334, § 4º, inciso II, do CPC, por tratar-se de direito que não admite autocomposição. 
 
Termos em que, 
pede deferimento. 
Local, data. 
Advogado(a) 
OAB n°... 
Obs.: muito embora contendo todos os requisitos necessários, fizemos um modelo simples. Mas o 
conhecimento e o estilo do examinando podem levá-lo à redação de uma peça muito mais “bonita”! 
1.6 - Análise de peça prático-profissional já exigida no exame de 
ordem 
PROBLEMA DA PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL DO X EXAME: Em ação de indenização, em que determinada 
empresa fora condenada a pagar danos materiais e morais a Tício Romano, o Juiz, na fase de cumprimento 
de sentença, autorizou a liberação parcial do pagamento efetuado pelo executado e determinou a dedução 
do percentual de 27,5% a título de imposto de renda sobre os valores depositados. Determinou ainda a 
expedição do mandado de pagamento relativo ao depósito da condenação e a baixa e arquivamento dos 
autos. 
Na qualidade de advogado de Tício, redija a peça processual adequada que deve ser proposta em oposição 
a tal retenção, já superada qualquer dúvida sobre o teor da decisão. A peça deve abranger todos os 
fundamentos de direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão do cliente, sendo certo que 
a publicação da decisão mencionada se deu na data de hoje (dia da realização desta prova). (Valor: 5,0) 
De acordo com a banca examinadora (FGV), a ausência de uma redação mais clara quanto ao enunciado da 
questão motivou a aceitação de sete diferentes peças! 
De fato, o enunciado está muito mal redigido, para dizer o mínimo, o que ensejou a aceitação de 7 diferentes 
peças! Foram aceitos o Recurso de Agravo de Instrumento, Recurso de Apelação, o Recurso Inominado (da 
Lei Federal nº 9.099/95), a Ação de Repetição de Indébito, o Mandado de Segurança com pedido de Liminar, 
a Ação Anulatória de Débito Fiscal e a Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídico-tributária. 
Muito embora você ainda não tenha estudado a maioria delas, não se espante se ficar “confuso” e identificar 
várias possibilidades! 
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ESTRATÉGIA OAB 
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Como alertado, o enunciado está mal redigido, e isso leva o examinando à identificação de várias 
possibilidades, todas elas aceitáveis. 
Contudo, queremos destacar as razões do cabimento da Ação Declaratória de Inexistência de Relação 
Jurídico-tributária, ou seja, queremos mostrar como são os “indicativos” dados pelo examinador quanto a 
esse tipo de petição inicial. 
Pois bem. O examinador não informa de forma expressa ou tácita que o crédito tributário já fora 
constituído. Ao contrário, informa que o juiz já fez a liberação dos valores, ou seja, que o pagamento já foi 
liberado, induzindo ao entendimento de que ainda não foi feito, o que exige, portanto, a propositura da 
ação declaratória, que possui natureza preventiva, ante a irregularidade da eventual cobrança. 
Quanto ao cabimento da Tutela Provisória Antecipada de Urgência, será requerida para preservar os 
direitos do autor, com base naquela nossa premissa de que sempre será cabível, salvo nas vedações legais, 
exigindo, assim, e a utilização de uma medida acautelatória visando evitar a cobrança do débito. 
Esse foram, pois, os indicativos da peça prático-profissional de Ação Declaratória de Inexistência de Relação 
Jurídico-tributária com pedido de Tutela Provisória Antecipada de Urgência cabível para o problema em 
questão. 
Se você quer saber o gabarito, acesse o site da OAB/FGV e baixe o padrão de respostas de Direito Tributário 
do X Exame Unificado da OAB. 
2 - AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL 
2.1 - Cabimento 
Ao contrário das ações declaratórias (ações antiexacionais preventivas), as ações anulatórias servem para 
desconstituir (anular) uma relação jurídica existente (por isso são ações antiexacionais repressivas). 
No âmbito do direito tributário, as Ações Anulatórias de Débito Fiscal são frequentemente utilizadas, pois, 
quando o contribuinte quer anular (desconstituir) um ato administrativo, como o lançamento de um 
tributo ou de uma multa (AIIM), devido a ilegalidades,inconstitucionalidades etc. 
Atenção: diferentemente do que ocorre em relação à ação declaratória, a Ação 
Anulatória será cabível quando já houver sido constituído o crédito tributário. 
Portanto, após constituído o respectivo crédito, o autor poderá buscar junto ao Estado-juiz a sua 
desconstituição, por isso não poderá valer-se de uma ação declaratória (pois na declaratória só de 
“declara”, não se desconstitui nada). 
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ESTRATÉGIA OAB 
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Atenção, muita atenção: a Ação Anulatória de Débito Fiscal não se presta à “declaração 
do direito” (para isso existe a ação declaratória que estudamos antecedentemente). 
De fato, devido ser uma ação antiexacional repressiva, tem por finalidade DESCONSTITUIR um ato 
administrativo, como um crédito tributário (de tributo ou de AIIM). 
Logo, diferencia-se da Ação Declaratória devido à existência de um ato passível de anulação. 
Um ato (crédito tributário, por exemplo) a ser anulado é o pressuposto dessa ação! 
O contribuinte age, portanto, repressivamente por meio da Ação Anulatória de Débito Fiscal, e não 
preventivamente. 
Atenção: essa ação pode ser proposta desde a constituição do crédito até o momento da 
citação na Execução Fiscal (após essa citação caberão outras medidas de defesa, 
conforme veremos adiante). 
Essa é uma ação com ampla utilização no Direito Tributário, podendo ser proposta, por exemplo, para que o 
Estado-juiz dê um provimento (decisão) de natureza desconstitutiva para: 
 Para anular lançamento de tributo; ou 
 Para anular um AIIM – Auto de Infração e Imposição de Multa. 
Atenção, muita atenção: o enunciado do problema pode trazer determinadas palavras-
chaves ou expressões que são indicativas do cabimento da Ação Anulatória de Débito 
Fiscal em estudo, tais como “desconstituir o crédito tributário”, “anular do crédito 
tributário”, “anular o AIIM – Auto de Infração e Imposição de Multa”, “anular a 
Notificação de Lançamento”, “o contribuinte não concorda com a cobrança do tributo e 
pretende a sua anulação” etc. É possível perceber, nesses exemplos, que o crédito 
tributário (do tributo e/ou da multa) já foi constituído, sendo indicativos, assim, reitera-
se, do cabimento da ação anulatória em estudo. 
Vejamos, pois, como identificar o cabimento dessa petição inicial: 
Confira o enunciado e visualize, você mesmo(a), os elementos que caracterizam o cabimento dessa peça: 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL DO XXXIV EXAME UNIFICADO DA OAB: Diante de grave crise econômica que 
assolou os cofres municipais, o Prefeito do Município XYZ resolveu, em 31 de dezembro de 2021, editar o 
Decreto nº 1.234/21, que determinava a atualização da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade 
Territorial e Predial Urbana (IPTU) em percentual superior ao índice oficial de correção monetária e a 
majoração da alíquota do IPTU para todas as propriedades localizadas na zona urbana do Município XYZ. O 
decreto entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2022, e o Município XYZ imediatamente iniciou a emissão 
dos carnês de IPTU. João, proprietário de um imóvel localizado na área urbana do Município XYZ, recebeu o 
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ESTRATÉGIA OAB 
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carnê de IPTU do ano de 2022 já com as alterações previstas no Decreto nº 1.234/21. Preocupado, uma vez 
que o imóvel está prestes a ser vendido e a existência de um débito de IPTU pode afastar compradores e 
impedir a concretização do negócio, e não querendo realizar o pagamento por discordar da cobrança, João 
procura você, como advogado(a), para apresentar medida judicial para a desconstituição do crédito 
tributário. Diante dos fatos acima e sabendo-se que: 
(a) será necessária a produção de prova pericial para demonstrar que a atualização da base de cálculo foi 
superior ao índice oficial de correção monetária; 
(b) se pretende que o Município XYZ seja condenado em honorários de sucumbência; 
(c) não há processo judicial em trâmite a respeito desse caso; e 
(d) João tem urgência em vender logo seu imóvel, 
redija a peça processual adequada para a garantia dos direitos de João. 
Gabarito comentado: 
O examinando deverá elaborar ação anulatória dada a sua natureza desconstitutiva, tendo por objetivo 
desconstituir ato administrativo de natureza tributária já ocorrido, a saber, lançamento tributário tido por 
ilegal ou irregular pelo contribuinte. 
(...). 
2.2 - Elaboração 
Esta também é uma petição inicial e, portanto, também segue aquele roteiro que nos é dado pelo art. 319 
do CPC. 
Então, importa alertar novamente: você precisará aplicar, na elaboração dessa petição inicial, tudo o que 
aprendemos na aula de "Petição inicial", ok? 
E seguindo a nossa metodologia, além da aplicação da "teoria geral da petição inicial" em questão, 
apresentaremos abaixo algumas particularidades relativas ao "conteúdo" que deve ser inserido naquela 
estrutura que você fará a partir do art. 319 do CPC. 
O "pulo do gato", a partir de agora, é o seguinte: você sempre utilizará aquela estrutura 
dada pelo art. 319 do CPC e, a partir dela, irá realizar algumas poucas "customizações" 
para cada diferente peça prático-profissional, ou seja, todas as petições iniciais terão por 
base o art. 319 do CPC, mas cada uma delas tem pequenas particularidades que 
demandarão atenção específica. 
Passemos, então, à exposição dessas peculiaridades: 
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2.2.1 - Fundamento processual 
Já vimos que a todo direito corresponde uma ação que o assegura, e que toda ação é prevista nas regras 
processuais. 
A Ação Anulatória de Débito Fiscal tem como fundamento processual o artigo 38, caput, da Lei Federal nº 
6.830/1980 – Lei de Execução Fiscal (LEF): 
LEF: Art. 38 - A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é admissível em 
execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de 
repetição do indébito ou ação anulatória do ato declarativo da dívida, esta precedida do 
depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros 
e multa de mora e demais encargos. 
(...). 
Atenção: em todas as ações sempre haverá um fundamento principal. 
Portanto: cada diferente ação tem seu próprio e específico fundamento processual. 
Atenção novamente: este artigo de lei que é o fundamento principal da peça deve ser 
indicado no tópico "Do Cabimento" da petição inicial. 
Conforma acima já exposto, no caso da Ação Anulatória de Débito Fiscal, tal fundamento 
é o art. 38, caput, da Lei Federal nº 6.830/80 (LEF). 
Adicionalmente, você observará que também indicaremos, mas somente no preâmbulo (ou seja, não serão 
mencionados no tópico "Do Cabimento"), os arts. 300 ou 311 e o art. 319, todos do CPC, pois eles indicam o 
fundamento do tipo de tutela antecipada requerida e os requisitos das petições iniciais. 
Atenção: todos os dispositivos que fundamentam a ação – qualquer uma delas – devem 
ser indicados no preâmbulo da petição inicial. 
2.2.1.1 - Da inexigibilidade de depósito 
Muito embora haja no caput do artigo 38 da Lei Federal nº 6.830/1980 a “exigência” de depósito do 
montante da dívida questionada, a Ação Anulatória não exige depósito! 
Essa exigência já foi declarada inconstitucional pelo STF, conforme Súmula Vinculante nº 28: 
Súmula Vinculante 28: É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de 
admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito 
tributário. 
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No mesmo sentido, a Súmula nº 247 do extinto TFR – Tribunal Federal de Recursos: 
Súmula 247: Não constitui pressuposto da ação anulatória do débito fiscal o depósito de 
que cuida o art. 38 da Lei 6.830/80. 
Portanto, o depósito não é uma condição à propositura da Ação Anulatória de DébitoFiscal, apesar do quanto 
prescrito no dispositivo legal em questão. 
A inconstitucionalidade da exigência de depósito foi objeto de questionamento em questão dissertativa 
(item B) do XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO (reaplicação em Porto Velho): 
O Estado X estabeleceu alíquotas diferenciadas de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores 
(IPVA), entre veículos nacionais e importados. Segundo a legislação estadual, a alíquota dos veículos 
importados será superior à dos veículos nacionais. Caio, proprietário de um automóvel importado, ajuizou 
ação questionando a diferença entre as alíquotas. No entanto, o juiz de 1ª instância determinou a 
realização do depósito integral do montante discutido, sob pena de extinção do processo sem julgamento 
de mérito, por entender que o depósito é requisito de admissibilidade de ação judicial. 
Sobre a hipótese, responda aos itens a seguir. 
A) O contribuinte tem razão quanto ao questionamento da diferença de alíquotas? 
B) Ao determinar a realização do depósito, o juiz está correto? 
Comentário 
A) Sim. O Art. 155, § 6º, inciso II, da CRFB/88 só admite a diferenciação da alíquota do IPVA em razão do tipo 
e da utilização do veículo, o que afasta a possibilidade de alíquota diferenciada em razão da origem do bem. 
B) O juiz não está correto. A exigência de depósito prévio, como requisito de admissibilidade de ação 
judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário, é inconstitucional, conforme 
redação da Súmula Vinculante nº 28 do Supremo Tribunal Federal. 
2.2.2 – Nome da peça 
Já destacamos antecedentemente a importância do emprego da nomenclatura correta das peças prático-
profissionais. 
Considerando, pois, que essa petição inicial comportará, em regra, o pedido de Tutela Provisória Antecipada 
de Urgência, vejamos como ficará a sua nomenclatura correta: 
AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA 
ANTECIPADA DE URGÊNCIA (OU DE EVIDÊNCIA, SE FOR O CASO) 
Atenção: é exatamente essa a nomenclatura dessa petição inicial, que agrega em si o 
pedido principal (Ação Anulatória de Débito Fiscal) e o pedido acautelatório (de Tutela 
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Provisória Antecipada de Urgência), que devem, necessariamente, ser conjuntamente 
indicados na nomenclatura da peça, com fácil visualização ao examinador. 
Portanto, quando requerida a concessão de Tutela Provisória Antecipada de Urgência, ela deve compor a 
nomenclatura da ação. 
Atenção novamente: na prática forense é possível encontrar variações quanto à 
nomenclatura (Ação Anulatória de Tributo, de Lançamento etc.), contudo, para fins de 
Exame da OAB, deve-se utilizar a nomenclatura acima. É a nomenclatura “oficial”, e você 
não pode correr o risco de o examinador entender que você propôs uma peça inadequada 
somente porque você utilizou uma nomenclatura diferente. Então, vamos usar a 
nomenclatura que o examinador conhece! 
2.3.3 - As partes 
As partes na ação anulatória são Autor/Autora e Réu/Ré. 
A ação deve ser proposta por quem está sofrendo a exigência em face da pessoa jurídica que detém 
capacidade tributária ativa para o tributo. 
É muitíssimo importante utilizar a nomenclatura correta ao referir-se às partes durante a resolução da prova 
aplicada pela FGV. 
Apesar de parecer um mero detalhe, o emprego correto da nomenclatura vem sendo um item pontuável 
na segunda fase do Exame de Ordem. 
2.2.4 - Verbo correto 
O examinando deve utilizar o verbo “propor” ao referir-se à apresentação da ação. 
Assim, deve mencionar que “(...) vem propor a presente ação: (...).” 
2.2.5 - Da Tutela Provisória Antecipada 
A ação em estudo pode ser proposta com ou sem o tópico e o pedido de concessão de Tutela Provisória 
Antecipada. 
Porém, como a simples propositura da ação não afasta a natural exigibilidade do crédito tributário ou os 
efeitos de qualquer outro ato praticado pelo Estado-fisco (como a negativa de fornecimento de certidões), 
combinaremos o seguinte: 
Atenção: o tópico incidental da Tutela Provisória Antecipada sempre deve ser elaborado 
e o respectivo pedido sempre deve ser formulado quando da elaboração das peças 
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prático-profissionais do Exame da OAB/FGV, com vistas, por exemplo, à suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário, à expedição de certidões ou a outro provimento que 
se mostrar necessário segundo a exposição do problema. 
Pois bem. A Tutela Provisória Antecipada pode ser de urgência ou de evidência. 
Vejamos, primeiramente, a de URGÊNCIA, prevista no art. 300 do CPC: 
CPC: Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que 
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do 
processo. 
(...). 
Portanto, a Tutela Provisória Antecipada de URGÊNCIA será cabível quando presentes, cumulativamente, os 
seguintes pressupostos previstos no art. 300 do CPC: 
 A probabilidade do direito: quando o direito alegado pelo autor for verossímil, plausível, provável, 
isto é, quando parecer que é verdadeiro e tal veracidade puder ser constatada de imediato pelo 
juiz. Atenção: como as ações de cunho tributário envolvem, em regra, na maioria dos casos, 
questões puramente de direito (análise e interpretação de textos normativos, como a Constituição 
Federal, leis, Decretos etc.), não é difícil demonstrar para o “juiz” (em verdade, para o examinador 
da FGV) o preenchimento desse requisito (a probabilidade do direito), pois será suficiente apontar 
a eventual inconstitucionalidade, ilegalidade etc.; e 
 O perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo: nesse caso, quando houver algum risco 
real ao autor, que também seja constatado de imediato pelo juiz. Atenção: como as ações de cunho 
tributário envolvem, em regra, na maioria dos casos, o recolhimento de tributos, expedição de 
certidões para participação em licitações etc., também não será difícil demonstrar o preenchimento 
desse outro requisito para o examinador da FGV (especificamente o perigo de dano), pois acaso não 
concedida a medida, o autor terá que recolher um valor inconstitucional, ilegal etc., conforme 
demonstrado na probabilidade do direito. 
Os requisitos acima devem estar simultaneamente presentes, isto é, cumulativamente. 
Vejamos, agora, a de EVIDÊNCIA, prevista no art. 311 do CPC: 
CPC: Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da 
demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório 
da parte; 
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver 
tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; 
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III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do 
contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto 
custodiado, sob cominação de multa; 
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos 
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente. 
Portanto, a Tutela Provisória Antecipada de EVIDÊNCIA que - atenção - dispensa a demonstração de perigo 
de dano ou de risco ao resultado útil do processo, será cabível quando presentes os pressupostos previstos 
no art. 311 do CPC, quais sejam: 
 Quando houver a caracterização do abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito 
protelatório da parte; 
 Quando as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese 
firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante(estas hipóteses têm 
grande relevância para a segunda fase do Exame de Ordem, pois há Súmulas Vinculantes em 
matéria tributária. Assim, quando a tese a ser trabalhada “no direito” da peça encontrar 
fundamento em Súmula Vinculante, é um forte indicativo do cabimento da tutela antecipada de 
evidência; 
 Quando se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato 
de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação 
de multa; 
 Quando a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do 
direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 
Atenção: de acordo com o caput do art. 311 em questão, a tutela da evidência será 
concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao 
resultado útil do processo. Não se exige, portanto, a demonstração de perigo de dano ou 
de risco ao resultado útil do processo. 
Pois bem. Em que tipo de situação deve-se utilizar as medidas (Tutela Provisória Antecipada de Urgência ou 
de Evidência)? 
No âmbito das ações de cunho tributário essas medidas são utilizadas com mais frequência para as seguintes 
finalidades, dentre outras: 
 Suspensão da exigibilidade do crédito tributário, conforme art. 151, inciso V, do CTN; 
 Emissão de certidão de regularidade fiscal (Certidão Negativa ou Positiva com Efeito de Negativa), 
conforme art. 206 do CTN; 
 Liberação de mercadoria ilegalmente apreendida com o objetivo de coagir ao recolhimento de 
tributo (Súmula nº 323 do STF); ou 
 Desinterdição de estabelecimento ilegalmente interditado com o objetivo de coagir o contribuinte 
ao recolhimento de tributo (Súmula nº 70 do STF)etc. 
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Então o examinando sempre deverá abrir um tópico na petição em estudo após o desenvolvimento da tese 
(“Do Direito”), onde indicará o cabimento da Tutela Provisória Antecipada de Urgência ou de Evidência. 
Esse tópico deverá receber a nomenclatura “Da Tutela Provisória de Urgência” ou “Da Tutela Provisória de 
Evidência” e deverá ser desenvolvido – sugerimos – com base no silogismo já explicado. 
Vejamos, por exemplo, como fica a aplicação do art. 300 do CPC (pressupostos para a concessão da Tutela 
Provisória de Urgência) naquela estrutura (silogismo): 
ESTRUTURA DO 
SILOGISMO 
APLICADO NA 
FILOSOFIA/METODOLOGIA 
APLICADO NO DIREITO 
Premissa maior Todo homem é mortal 
Segundo o artigo 300 do CPC, são pressupostos 
autorizadores da tutela antecipatória de urgência 
(i) a probabilidade do direito e (ii) o perigo de dano 
ou o risco ao resultado útil do processo. 
Premissa menor Sócrates é homem 
A concessão da tutela antecipada justifica-se, pois 
(i) a violação do princípio da legalidade é uma 
prova inequívoca da probabilidade do direito da 
Autora. 
Por sua vez, como o IRPJ é lançado por 
homologação, e a data do recolhimento 
apresenta-se iminente, a Autora está sujeita 
imediatamente a uma prestação tributária maior 
que a devida, o que demonstra (ii) o receio de 
perda financeira (perigo de dano) de difícil 
reparação. 
Argumento de 
autoridade 
Platão disse que Sócrates é 
mesmo homem 
Obs.: Não é necessário para o desenvolvimento do 
raciocínio referente à Tutela Antecipada de 
Urgência 
Síntese ou conclusão Logo, Sócrates é mortal 
Posto isso, uma vez evidente a presença dos 
pressupostos ensejadores da tutela antecipatória 
de urgência a que visa a Autora, espera lograr 
suspender a exigibilidade do crédito tributário, 
consoante disposto no artigo 151, inciso V, do 
Código Tributário Nacional, evitando-se, com isso, 
arcar com o ônus tributacional relativo ao imposto 
em exame. 
Vejamos, então, como ficou o nosso desenvolvimento do tópico relativo à Tutela Provisória Antecipada de 
Urgência: 
III – DA TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA DE URGÊNCIA 
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Segundo o artigo 300 do CPC, são pressupostos autorizadores da tutela 
antecipatória de urgência (i) a probabilidade do direito e (ii) o perigo de dano ou o risco 
ao resultado útil do processo. 
A concessão da tutela antecipada justifica-se, pois (i) a violação do princípio da 
legalidade é uma prova inequívoca da probabilidade do direito da Autora. 
Por sua vez, como o IRPJ é lançado por homologação, e a data do recolhimento 
apresenta-se iminente, a Autora está sujeita imediatamente a uma prestação tributária 
maior que a devida, o que demonstra (ii) o receio de perda financeira (perigo de dano) 
de difícil reparação. 
Posto isso, uma vez evidente a presença dos pressupostos ensejadores da tutela 
antecipatória de urgência a que visa a Autora, espera lograr suspender a exigibilidade do 
crédito tributário, consoante disposto no artigo 151, inciso V, do Código Tributário 
Nacional, evitando-se, com isso, arcar com o ônus tributacional relativo ao imposto em 
exame. 
EM AZUL: as duas premissas maiores, consistentes no dispositivo normativo sobre o qual é fundamentado 
o pedido de Tutela Provisória Antecipatória de Urgência; 
EM VERDE: as duas premissas menores, consistentes na demonstração, no caso individualizado, do 
atendimento dos pressupostos estabelecidos nas premissas maiores. 
EM VERMELHO: a conclusão, que é a dedução lógica a partir da conexão das duas premissas, pela 
concessão da medida. 
Para que você visualize, a exigência de requerimento de concessão de Tutela Provisória de Urgência foi feita 
na peça prático-profissional do XXXIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO: 
Diante de grave crise econômica que assolou os cofres municipais, o Prefeito do Município XYZ resolveu, em 
31 de dezembro de 2021, editar o Decreto nº 1.234/21, que determinava a atualização da base de cálculo 
do Imposto sobre a Propriedade Territorial e Predial Urbana (IPTU) em percentual superior ao índice oficial 
de correção monetária e a majoração da alíquota do IPTU para todas as propriedades localizadas na zona 
urbana do Município XYZ. O decreto entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2022, e o Município XYZ 
imediatamente iniciou a emissão dos carnês de IPTU. 
João, proprietário de um imóvel localizado na área urbana do Município XYZ, recebeu o carnê de IPTU do 
ano de 2022 já com as alterações previstas no Decreto nº 1.234/21. Preocupado, uma vez que o imóvel está 
prestes a ser vendido e a existência de um débito de IPTU pode afastar compradores e impedir a 
concretização do negócio, e não querendo realizar o pagamento por discordar da cobrança, João procura 
você, como advogado(a), para apresentar medida judicial para a desconstituição do crédito tributário. 
Diante dos fatos acima e sabendo-se que (a) será necessária a produção de prova pericial para demonstrar 
que a atualização da base de cálculo foi superior ao índice oficial de correção monetária; 
(b) se pretende que o Município XYZ seja condenado em honorários de sucumbência; 
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(c) não há processo judicial em trâmite a respeito desse caso; e 
(d) João tem urgência em vender logo seu imóvel, 
redija a peça processual adequada para a garantia dos direitos de João. (Valor: 5,00). 
Gabarito comentado: 
O examinando deverá elaborar ação anulatória dada a sua natureza desconstitutiva, tendo por objetivo 
desconstituir ato administrativo de natureza tributária já ocorrido, a saber, lançamento tributário tido por 
ilegal ou irregular pelo contribuinte. 
(...) 
No mérito, o examinando deverá sustentar que 
(i) segundo a Súmula nº 160 do STJ, “é defeso, ao Município, atualizar o IPTU mediante decreto, em 
percentual superior ao índice oficial de correção monetária.”; 
(ii) há violação ao princípio da legalidade, uma vez que é vedado ao Município aumentar tributo sem lei que 
o estabeleça, conforme o Art. 150, inciso I, da CRFB/88, e o Art. 97,

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