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Guia Prático Laboratorial habilidades odontológicas vi Autores: Emanuelle Beserra Prof. Fábio Gomes Monitora Docente O objetivo desse guia é orientar, de maneira objetiva, os passos laboratoriais vistos na disciplina de habilidades odontológicas vi, correlacionando teoria e prática. Índice 1 3 4 5 6 Anatomia Acesso à câmara pulpar Instrumentos Odontometria Instrumentação 7 Obturação .............................. ........ ........................ ....................... ................ ........... 5 2 RADIOGRAFIAS ........ 25 26 40 56 58 62 Incisivo cENTRAL superior Raízes Canais 99,94%: 1 raiz 0,06%: 2 raízes 99,2%: 1 canal 0,8%: 2 canais Anatomia LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 - Coroa trapezoidal - Câmara pulpar achatada no sentido V-P e alargada M-D - Canal radicular longo, único e amplo, podendo haver discreto desvio para distal - Dois divertículos bem pronunciados Anatomia Comprimento médio: 21,8mm Incisivo cENTRAL superior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Incisivo lateral superior Raízes Canais 98,5%: 1 canal 1,5%: 2 canais (V-L) Anatomia 99,94%: 1 raiz 0,06%: 2 raízes LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 Anatomia - Semelhante ao central, mas com dimensões menores - Discreto achatamento com maior diâmetro V-P - Canal radicular único e cônico - A raiz apresenta uma tendência a curvar-se para distal, ao nível de terço apical (80% dos casos) Incisivo lateral superior Comprimento médio: 22mm LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 canino superior Raízes Canais 100%: 1 raiz 97%: 1 canal 3%: 2 canais Anatomia LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 Anatomia - Maior dente da arcada dentária - Câmara pulpar ampla, com maior diâmetro V-P - Coroa pentagonal - Canal único, amplo e longo, podendo apresentar um desvio, geralmente para a distal - Raiz cônica piramidal Comprimento médio: 26,4mm Canino superior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Incisivo central inferior Raízes Canais 100%: 1 raiz Anatomia 72%: 1 canal 28%: 2 canais Gomes FA, Amorim SBB, Fernandes TF, Souza LL, Vitoriano MM, Ferreira CM. Prevalência de dois canais em incisivos inferiores permanentes humanos. Full Dent. Sci. 2016; 7(26):134-138. Anatomia - Menor dente da arcada dentária - Coroa trapezoidal - Canal radicular achatado no sentido M-D - Frequentemente seu canal radicular é amplo na porção média, podendo apresentar bifurcação Comprimento médio: 20,8mm incisivo central inferior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Incisivo lateral inferior Raízes Canais 99,02%: 1 raiz 0,08%: 2 raízes Anatomia 72%: 1 canal 28%: 2 canais Gomes FA, Amorim SBB, Fernandes TF, Souza LL, Vitoriano MM, Ferreira CM. Prevalência de dois canais em incisivos inferiores permanentes humanos. Full Dent. Sci. 2016; 7(26):134-138. Anatomia - Levemente maior que o incisivo central inferior - Coroa trapezoidal - Canal radicular achatado no sentido M-D - Canal radicular amplo na porção média, podendo apresentar bifurcação em 70% dos casos Comprimento médio: 20,7mm incisivo lateral inferior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Canino inferior Raízes Canais 97%: 1 raiz 3%: 2 raízes 92,4%: 1 canal 7,3%: 2 canais 0,3%: 2+ canais Anatomia LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Anatomia - Menor que o canino superior - Câmara pulpar e canal radicular amplo V-L e achatado M-D - Raízes retas na maioria das vezes Comprimento médio: 25mm Canino inferior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 1° pré-molar superior Raízes Canais 43,1%: 1 raiz 55,3%: 2 raízes 1,6%: 3 raízes 20,1%: 1 canal 77,3%: 2 canais 1,2%: 3 canais 1,3%: 3+ canais Anatomia LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Anatomia - Coroa cubóide - Câmara pulpar e canal radicular amplo V-P e achatado M-D - Dois divertículos (V > P) - Cúspides V e P de mesmo tamanho - Divergência de raízes Comprimento médio: 22mm 1° pré-molar superior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 2° pré-molar superior Raízes Canais 86,2%: 1 raiz 13,5%: 2 raízes 0,3%: 3 raízes 42,7%: 1 canal 56,7%: 2 canais 0,4%: 3 canais 0,3%: 3+ canais Anatomia LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Anatomia - Coroa cubóide - Câmara pulpar e canal radicular amplo V-P e achatado M-D - Dois divertículos - Cúspides V > P - Convergência de raízes ou fusão (parcial ou total) Comprimento médio: 21mm 2° pré-molar superior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 1° pré-molar inferior Raízes Canais 97,5%: 1 raiz 2,5%: 2 raízes 71,3%: 1 canal 27,9%: 2 canais 0,1%: 3 canais 0,7%: 3+ canais Anatomia LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Anatomia - Coroa cubóide - Câmara pulpar e canal radicular amplo V-L e achatado M-D - Dois divertículos (V > L) - Cúspides V > P - Ponte de esmalte Comprimento médio: 21mm 1° pré-molar inferior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 2° pré-molar inferior Raízes Canais 98,5%: 1 raiz 1,5%: 2 raízes 84,7%: 1 canal 15,05%: 2 canais 0,05%: 3 canais 0,2%: 3+ canais Anatomia LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008 Anatomia - Coroa cubóide - Câmara pulpar e canal radicular amplo V-L e achatado M-D - Dois divertículos (V > L) - Cúspides V > P Comprimento médio: 22mm 2° pré-molar inferior LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 LEONARDO M.R. Endodontia: Tratamento de Canais Radiculares - Princípios Técnicos e Biológicos (Vol. 1), 2008Radiografia inicial: > Antes do acesso > Avaliar anatomia interna 1 Odontometria: > Após o acesso, com a lima de DA dentro do canal > Obter o comprimento de trabalho 2 3 Prova do cone: > Após a odontometria, com o cone principal travado no CT Radiografia final: > Câmara pulpar limpa e obturação rebaixada > Anteriores: 2mm abaixo da junção amelocementária > Posteriores: ao nível da embocadura do canal 4 RADIOGRAFIAS Etapas: RX inicial (verificar anatomia)1 Seleção da broca: Broca diamantada de alta rotação de haste curta. 2 3 Ponto de eleição: Fase inicial da abertura coronária onde é desgastada a superfície do esmalte até a dentina. Direção de trepanação: direção dada à broca para atingir a área de maior volume da câmara pulpar. 4 Acesso à câmara pulpar Etapas: Queda no vazio: você sentirá que a broca subitamente perdeu resistência, como se entrasse em um “buraco vazio”. 5 6 Forma de contorno: segue a forma da câmara pulpar. Caso haja presença lesão cariosa, deve ser envolvida no preparo. 3 7 Remoção do teto da câmara pulpar: deve ser removido para não comprometer o sucesso do tratamento endodôntico e causar escurecimento da coroa. Acesso à câmara pulpar Etapas: Divergência e alisamento das paredes com endo-z. Também pode-se iniciar a remoção do ombro cervical com essa broca. 8 9 a forma de contorno final depende da remoção completa da câmara pulpar (teto) + remoção da cárie (se houver) 3 Localização e preparo da entrada do canal: Localização e exploração com limas especiais e o preparo da embocadura do canal com brocas Gates-Glidden. IMPORTANTE! Acesso à câmara pulpar Acesso à câmara pulpar 3 BROCAS E PONTAS DIAMANTADA ESFÉRICA (1012, 1014, 1016): ponto de eleição até determinação da forma de contorno, remoção de teto e ombro cervical. ENDO-Z: divergência e alisamento das paredes da câmara pulpar e remoção de teto e ombro cervical. GATES-GLIDDEN: alargamento da embocadura do canal e remoção de ombro cervical. Acesso à câmara pulpar 3 PASSO A PASSO CLÍNICO 1 2 3 4 5 6 7 Acesso à câmara pulpar 3 8 9 10 11 PASSO A PASSO CLÍNICO Acesso à câmara pulpar Acesso em Incisivos Ponto de eleição: face palatina/lingual, 2-3mm acima do cíngulo Direção de trepanação: 45º em relação longo eixo do dente Forma de contorno: triangular, com base para incisal Preservação do cíngulo, cristas marginais e borda incisal Remoção do ombro cervical com movimentos de tração (de dentro para fora) Acesso em Caninos Ponto de eleição: face palatina/lingual, 2- 3mm acima do cíngulo Direção de trepanação: 45º em relação longo eixo do dente Forma de contorno: losango alongado Preservação do cíngulo, cristas marginais e ponta de cúspide Remoção do ombro cervical com movimentos de tração (de dentro para fora) Acesso em Incisivos Incisivo inferior possuindo 2 canais (V e L) Acesso em Caninos Acesso à câmara pulpar Acesso à câmara pulpar Ponto de eleição: face oclusal, no centro do sulco principal Direção de trepanação: perpendicular ao plano oclusal (broca paralela ao longo eixo do dente) Forma de contorno: oval (esticada) Preservação das cristas marginais e pontas de cúspide Começar pelo divertículo lingual que é mais volumoso Acesso em Pré-molares Superiores Acesso em Pré-molares Superiores Pré-molares superiores apresentando lesões cariosas Acesso à câmara pulpar Acesso à câmara pulpar Ponto de eleição: face oclusal, no centro do sulco principal Direção de trepanação: perpendicular ao plano oclusal (broca paralela ao longo eixo do dente) Forma de contorno: oval (2 canais) ou circular (1 canal) Preservação das cristas marginais, pontas de cúspide e ponte de esmalte Começar pelo divertículo lingual que é mais volumoso Acesso em Pré-molares Inferiores Acesso em Pré-molares Inferiores Observe o acesso direto e reto ao canal radicular Acesso à câmara pulpar Acesso à câmara pulpar Considerações Importantes O ponto de eleição depende da integridade física do dente. O ombro cervical impede a visualização total do canal e cria resistência no instrumento, dificultando a limpeza e alisamento das paredes. Alterações devido à cárie, idade, calcificações, etc., vão exigir que a forma de contorno e ponto de eleição sejam adequados às características da câmara pulpar do dente em tratamento. A abertura coronária deve ter extensão necessária para permitir o acesso adequado e ser suficientemente pequena para não fragilizar a coroa. INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS 3 BROCA ESFÉRICA: Brocas de haste curta são mais seguras e capazes de resolver a maioria das situações clínicas. Tronco-cônica laminada 9 mm de comprimento Corte em lateralidade Ponta sem poder cortante Alisamento e divergência das paredes do canal Disponível para alta rotação e baixa rotação ENDO-Z: Preparo da embocadura do canal Usada nos terços cervical e médio Confere conicidade adequada e acesso direto dos instrumentos endodônticos ao terço apical Comprimentos: 32mm ou 28mm Parte ativa em formato de chama Ponta inativa Numeradas de 1 a 6 de acordo com o diâmetro da parte ativa, indicadas na base do instrumento através de sulcos Tamanho escolhido compatível com a entrada do canal GATES GIDDLEN: INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS A broca deve entrar e sair do canal radicular rotacionando Não utilizar no terço apical Ponto de menor resistência (quebra): entre a base e o intermediário Não utilizar em canais atrésicos ou calcificados Irrigação abundante durante o uso Introdução e retirada evitando movimentos de lateralidade Sequência de uso decrescente de diâmetro (maiores para menores) Realizar de 2 a 3 passagens no interior do canal Após sua utilização, retirar a broca imediatamente do contra-ângulo para evitar acidente perfurocortante GATES GIDDLEN E CUIDADOS: INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS Ponta inativa Numeração de diâmetro PADRONIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS CABO: O número e cor informam o calibre da ponta ativa. As formas geométricas indicam o tipo de instrumento. INTERMEDIÁRIO: Entre o cabo e a parte ativa. Determina o comprimento do instrumento (21, 25 ou 31mm) PARTE ATIVA: Comprimento de 16mm com ponta ativa ou arredondada. A forma de sua secção determina o tipo de instrumento. PADRONIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS Instrumentos padronizados apresentam aumento contínuo da conicidade, desde a ponta até o intermediário. 0,02mm crescentes a cada mm em direção ao intermediário do instrumento. Instrumentos não- padronizados ou mecanizados apresentam conicidades diversas. Intermediário PADRONIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS Parte ativa StopCabo Secção transversal CÓDIGO DE CORES 1° série 2° série 3° sériesérie especial LIMAS TIPO K (KERR / K-FILE) CÓDIGO: Lateral: quadrado cheio Extremidade: quadrado VAZADO SECÇÃO TRANSVERSAL: 1° série: Quadrangular 2° e 3° série: Triangular PONTA GUIA: ativa e cortante INDICAÇÃO: Canais retos / Sem curvaturas CONICIDADE: 0,02mm CARACTERÍSTICAS: + Resistência à torção -- Flexibilidade LIMAS TIPO K-FLEXOFILE (K-FLEX) CÓDIGO: Lateral: quadrado cheio Extremidade: quadrado CHEIO SECÇÃO TRANSVERSAL: Triangular PONTA GUIA: 1° série: inativa (favorece o deslize em curvaturas) INDICAÇÃO: Canais curvos CONICIDADE: 0,02mm CARACTERÍSTICAS: -- Resistência à torção + Flexibilidade + Corte em movimentos de rotação Aço inoxidável LIMAS TIPO HEDSTROEM CÓDIGO: Lateral: círculo Extremidade: círculo SECÇÃO TRANSVERSAL: vírgula ou gota PONTA GUIA: ativa e cortante INDICAÇÃO: Retratamentos, calcificações, excisão de polpa e limagem CONICIDADE: 0,02mm CARACTERÍSTICAS: Formada por pequenos cones superpostos e com base voltada para o cabo Alto poder de corte Aço inoxidável QUADRADO CHEIO QUADRADO VAZADO CÍRCULO CINEMÁTICA DOS INSTRUMENTOS EXPLORAÇÃO (CATETERISMO) > Uso de lima tipo K de fino calibre Avaliar anatomia interna, curvaturas e obliterações> Introdução com leve pressão apical seguida de uma ligeira rotação (¼ de volta) no sentido horário e anti- horário até atingir o comprimento desejado > Limitado ao início do terço apical CINEMÁTICA DOS INSTRUMENTOS MOVIMENTO OSCILATÓRIO > Uso de limas K e K-Flex. Não utilizar Hedstroem ! > Aumento do diâmetro do canal de maneira centralizada > Introdução com leve pressão apical até que sinta resistência. Após isso, fazer uma ligeira rotação (¼ de volta) no sentido horário e anti-horário e tração em direção à cervical > Repetir o movimento até o instrumento não prender mais CINEMÁTICA DOS INSTRUMENTOS LIMAGEM > Uso de limas K, K-Flex ou Hedstroem > Alargar e alisar as paredes internas do canal > Introdução com leve pressão apical seguida de pressão lateral e tração em direção à cervical com pequena amplitude (até 2mm) > Indicado em porções retas do canal CINEMÁTICA DOS INSTRUMENTOS EXTIRPAÇÃO PULPAR > Uso de limas K, K-Flex ou Hedstroem > Introdução com leve pressão apical seguida de 1 a 2 rotações e tração em direção à cervical > Depende da amplitude do canal e consistência e estado da polpa ODONTOMETRIA CAD Comprimento aparente do dente (borda incisal até o ápice) CT (comprimento de trabalho) 1mm aquém do forame apical DA Instrumento de Diâmetro Anatômico Primeira lima que trava no CT DC Instrumento de Diâmetro Cirúrgico Última lima utilizada no batente apical ODONTOMETRIA Medir o comprimento do dente na radiografia inicial (CAD) usando a régua milimetrada Através do CAD, será descoberto o CT (CAD -1mm) Medir na régua milimetrada o comprimento do CT na lima e marcar com o stop Introduzir a lima no canal até chegar no CT, verificando se o stop está na incisal / ponta de cúspide do dente Verificar se a lima está ligeiramente travada na medida correta Se o travamento estiver correto, essa será a lima de DA Radiografia com a lima travada no CT 1 2 3 4 5 6 7 ODONTOMETRIA INSTRUMENTAÇÃO Lima de DA para lima de DC #DA + 3 a 4 instrumentos Canal mais curvo ou estreito: instrumentar menos Canal mais amplo: instrumentar mais BATENTE APICAL patência A cada troca de lima Lima de baixo calibre + Irrigação p. Ex.: #10 ou #15 Recuo escalonado A cada 1 mm decrescente aumentar uma lima Usar limas + gattes É feito de acordo com o tamanho do dente, ou seja, um dente mais longo faz-se mais recuos e mais curtos menos recuos 4 a 6 instrumentos p. Ex: Em 22mm > lima #40 Em 21mm > lima #45 Em 20mm > lima #50 INSTRUMENTAÇÃO 22mm (CT) #35 (DA) #40 #45 #50 Lima de DA para lima de DC #DA + 3 a 4 instrumentos Patência + Irrigação a cada troca de lima BATENTE APICAL INSTRUMENTAÇÃO Lima de DA para lima de DC #DA + 3 a 4 instrumentos Patência + Irrigação a cada troca de lima BATENTE APICAL INSTRUMENTAÇÃO patência INSTRUMENTAÇÃO Recuo escalonado A cada 1 mm decrescente aumentar uma lima 4 a 6 instrumentos Patência + Irrigação a cada troca de lima p. Ex: 22mm (CT) #35 21mm #40 20mm #45 19mm #50 ETAPAS RX inicial Acesso Irrigação Exploração: lima K de baixo calibre (#10 ou #15) RX odontometria Batente apical Gates Glidden Recuo escalonado 1 2 3 4 5 6 7 8 OBTURAÇÃO Escolha do cone de acordo com o dente e preparo realizado Calibragem do cone no DC feito no batente apical utilizando a régua + Pequenos ajustes no cone Travamento do cone + RX Prova do cone Desinfecção dos cones de guta percha Aplicação do EDTA Manipulação do cimento Condensação Lateral ou McSpadden 1 2 3 4 5 6 7 OBTURAÇÃO XF (Extra-fine): 0,019 FF (Fine-fine): 0,025 MF (Medium-fine): 0,032 F (Fine): 0,038 FM (Fine-medium): 0,041 M (Medium): 0,054 ML (Medium-large): 0,063 L (Large): 0,082 XL (Extra-large): 0,083 escolha do cone Para dentes com comprimento maior, utiliza-se cones extra longos (EL) IMPORTANTE: OBTURAÇÃO 1. Inserir a ponta do cone no orifício da régua equivalente ao diâmetro cirúrgico (DC) e cortar o excesso com a lâmina de bisturi 2. Após a inserção do cone, realizar a marcação que vai servir como teste para saber se o cone chegou no CT 3. Remover o cone e medir na régua se o comprimento coincide com o do CT CALIBRAGEM no cone OBTURAÇÃO 1 2 3 4 OBTURAÇÃO Cone não chega no CT: Instrumentar novamente no CT Selecionar cone menos calibroso Cone não trava ou ultrapassa no CT: Selecionar cone mais calibroso Cortar a ponta do cone com a lâmina de bisturi e repetir se necessário Cone dobra ao chegar no CT: Não usar força para inserir o cone Ajustes no cone OBTURAÇÃO Visual: Ver se o cone principal entrou até o local previamente marcado, indicando o CT Tátil: Puxar levemente o cone e observar uma pequena dificuldade para sair Radiográfico: Radiografia para confirmar se o cone chegou no CT testes para a prova do cone OBTURAÇÃO prova do cone OBTURAÇÃO manipulação do cimento 1. Levar pouco pó ao líquido e espatular vigorosamente 2. Utilizar toda a placa de vidro para a espatulação 3. Colocar mais pó à mistura em pequenas quantidades e espatular até formar uma liga de cimento ao levantar a espátula com e que demore alguns segundo para se romper manipulação do cimento 1 2 3 4 OBTURAÇÃO inserção dos cones 1. Levar o cimento sem excessos na ponta do cone principal e inserir fazendo movimentos de vai e vem 2. Utilizar os espaçadores digitais B e C (do maior para o menor), inserindo em sentido horário e removendo em sentido anti-horário para criar espaço para os cones acessórios 3. As pontas dos cones acessórios devem ser molhadas no cimento endodôntico e inseridas no local criado pelo espaçador inserção dos cones 1 2 3 1 inserção dos cones 4 5 corte e obturação Selecionar o calcador de Paiva que melhor se adapta ao canal e aquecê-lo Cortar e remover o excesso de guta- percha com o calcador de menor diâmetro aquecido e condensar verticalmente com o de diâmetro adequado a frio Deve ser removido todo o material obturador da câmara pulpar A obturação deve ficar 2mm abaixo da junção amelocementária 1 2 3 4 corte e obturação Utilizar uma lima para orientar o quanto de material obturador deve ser removido, marcando com o stop. Remover o material até que, quando a lima for inserida no canal, o stop esteja em contato com a borda incisal. mcspadden Verificar se o micromotor está girando em sentido horário (teste da gaze) O instrumento deve entrar e sair girando em movimentos de vai-e-vem até 4mm do CT Manter girando no interior do canal por 10 a 12 segundos Remover ainda acionada e em contato com uma das paredes do canal Condensar a guta-percha plastificada com um calcador frio Remoção do excesso de material até a junção amelocementária utilizando Gates Glidden e depois condensar novamente com calcador frio 1 2 3 4 5 6 REFERÊNCIAS LOPES, H. P.; SIQUEIRA J. F. Endodontia Biologia e Técnica. 4a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015 COHEN, S.; BURNS, R.C. Caminhos da Polpa. 10a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. Gomes FA, Amorim SBB, Fernandes TF, Souza LL, Vitoriano MM, Ferreira CM. Prevalência de dois canais em incisivos inferiores permanentes humanos. Full Dent. Sci. 2016; 7(26):134-138.