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Anatomia da cavidade pulpar • É o espaço que abriga a polpa dentária, estando geralmente no terço médio; • A câmara pulpar é a porção mais coronária da cavidade pulpar e os canais na porção radicular Câmara pulpar • Cavidade única, quase sempre volumosa, que aloja a polpa coronária e ocupa o centro da coroa. A câmara pulpar fica no terço médio e localiza-se geralmente na junção amelocementária; • Nos dentes anteriores a câmara faz continuidade com o canal, enquanto nos posteriores tem o formato de prisma quadrangular, com seis lados: teto, assoalho e quatro paredes axiais; • O teto possui um formato côncavo e localiza-se abaixo da superfície oclusal em dentes posteriores e margem incisal nos anteriores; • Quando apresenta reetrâncias correspondentes as cúspides e outras saliências, são chamadas de divertículos pulpares ou cornos; • O assoalho da câmara localiza-se no centro e é a face oposta ao teto da câmara, ainda nele localizam-se as entradas dos canais, orifícios e aberturas que conectam a câmara pulpar aos canais radiculares. Câmara radicular Fica localizado na porção radicular do dente, os canais ficam nos vértices, logo abaixo das cúspides, o canal radicular vai se afunilando a medida em que vá chegando próximo a raiz. Dividido em terço cervical, médio e apical. São achatados ou ovais no sentido M-D ou V-L, seguindo a direção das raízes. A anatomia do SCR é complexa e a presença de um canal reto com forame único é excessão. Canais acessórios São ramificações pequenas do canal radicular que fazem a comunicação do canal com a superfície externa da raiz, quando localizado no terço cervical ou médio da raiz e estende-se horizontalmente pelo espaço do canal principal, chama-se de canal lateral. Contém tecido conjuntivo e vasos, sendo formados pelo entreleçamento de vasos de origem periodontal, que servem de via de passagem de soluções, principalmente da polpa necrótica. Esses canais laterais geralmente não aparecem em radiografias, porém, suspeita-se da presença quando há espessamento localizado no LP ou lesão na superfície lateral da raiz. Quando grandes, permitem que um processo inflamatório se difunda da polpa para o periodonto. Istmos Área estreita, em formato de fita, que conecta dois ou mais canais radiculares, os métodos de desinfecção tem ação limitada nessas regiões Canal radicular apical Apresenta um menor diâmetro e por vezes coincide com a zona de união entre dentina e cemento, essa porção é chamada de constricção apical ou forame menor. A partir dessa constricção, o canal amplia-se a medida em que se aproxima do forame apical ou maior, esse forame é a principal abertura do canal radicular na região apical, por onde os tecidos pulpares e periodontais comunicam-se e penetram os vasos supridores da polpa • O delta apical presente no ápice radicular é definido como uma variação do canal principal e origina as coraminas; • Grande parte dos canais radiculares são curvos na região apical, tendendo para V-L OBS: O avanço da idade e depositação contínua de dentina secundária ou terciária, além da formação de calcificações distróficas e nódulos pulpares, promovem a redução da câmara pulpar Anatomia dental • Raiz única com canal reto e amplo; • Câmara pulpar estreita no sentido V-P e alargada M-D; • Saída do forame apical: 0,5 a 1mm de distância do ápice anatômico; • Canais acessórios são comuns, principalmente no terço apical; • O ombro palatino precisa ser removido durante o preparo do terço apical, permitindo o acesso direto ao canal radicular; • O ápice radicular pode apresentar curvatura bruta para V; • Os eixos da coroa e raiz não coincidem; • Tamanho médio - 22,6mm; • Coroa clínica - 11mm. • Menor que o ICS, de raiz única, com um canal amplo; • A raiz é ligeiramente cônica, com achatamento M-D, porção apical tende a uma curvatura no sentido D-P; • A secção transversal do canal varia de ovalada na porção cervical e arredondada no apical; • Coroa trapezoidal, tendendo a triangular; • Inclinação maior para dentro da maxila; • Câmara pulpar alargada M-D e estreita V-P; • O ombro palatino deve ser removido; • O ápice radicular localiza-se próximo à tábua óssea vestibular, podendo estar em proximidade com a cavidade nasal; • Tamanho médio - 22,1mm. • Maior dente permanente, raiz única e com um canal; • Canal radicular reto e longo, exigindo instrumentos a partir de 25mm; • V-P maior que M-D; • A secção transversal é oval em toda extensão do canal, com maior diâmetro na V-L, na porção apical da raiz; • A porção apical da raiz é cônica e fina, com curvatura no sentido V ou P ou D; • Menor frequência de canais acessórios; • Ombro palatino é removido; • Devido o seu tamanho, a cavidade nasal é muito próxima do ápice radicular; • Coroa pentagonal • Câmara pulpar reproduz a forma externa da coroa; • Divertículo pronunciado; • Limas - 31mm; • Tamanho médio - 27,2mm. • Menores dentes permanentes e normalmente de raiz única; • Pode haver um canal único que estende-se da câmara ao ápice, porém, é frequente dois canais V-L originarem-se da câmara e unirem-se no ápice, também pode ocorrer dois canais separados; • Curvatura na porção apical da raiz no sentido D-P; • A secção transversal do canal é ovalada ou achatada; • Caso apresente dois canais, faz-se necessária a remoção do ombro língual para acesso do canal lingual; • O ápice radicular encontra-se próximo da tábua óssea lingual; • O achatamento no sentido M-D pode separar em dois (30%) canais, esse segundo canal fica na região do cíngulo; • Câmara achatada no sentido V-L a nível incisal e achatada inversamente sentido M-D próximo do colo anatômico; • Quando há um achatamento no terço cervical para o médio, pode indicar que há dois canais; • O canal radicular é bastante achatado no sentido M-D e acentuada V-L; • O grande achatamento M-D leva a uma divisão do canal radicular em V e L, que convergem para um único forame apical; • As vezes pode seguir caminhos diferentes e terminarem em forames diferentes; • Utilizar brocas diamantadas esféricas; • Tamanho médio - 21mm; • 1 canal 73,4% e 2 canais 26,6% • Semelhante ao ICI, com dimensões maiores; • Um pouco mais largo M-D; • Coroa trapezoidal; • Raiz com forte achatamento M-D, com sulcos longitudinais em suas faces proximais; • Câmara achatada no sentido V-L a nível incisal e achatada inversamente sentido M-D próximo do colo anatômico; • Divertículos não são pronunciados; • Canal com pequenas dimensões, quase sempre único e retilíneo, achatados M-D; • Pode ter dois canais; • Tamanho médio - 22mm • Raiz única, com um único canal, mas também pode ter duas raízes e dois canais; • Para acessar o canal lingual precisa retirar o ombro; • Raiz parecida a do CS, porém, muito mais achatada no sentido M-D e alongada V-L, com curvatura apical para V ou L; • Geralmente o canal radicular é oval em toda extensão e torna-se arredondada na apical, com maior diâmetro na porção média da raiz; • Possui divertículo; • Grande achatamento M-D leva a uma divisão do canal radicular em V e L que convergem por caminhos diferentes ou unem-se em alturas variáveis para terminarem em um forame único; • CI e PMI quando há bifurcação, é a nível de terço médio; Canal acessório • 12% raiz única com dois canais; • 1 raiz 94%; • 2 raízes 6%; • 1 canal 88,2%. Canino Inferior - CI Canino Superior - CS Incisivo lateral inferior - ILI Incisivo lateral superior - ILS Incisivo central inferior - ICI Incisivo central superior - ICS S - • 2 canais 11,8%; • Tamanho médio - 25mm. • Apresenta duas raízes (84%) e dois canais com forames independente, localizados próximos ao ápice anatômico; • Quando as duas raízes estão fusionadas, os dois canais podem continuar independentes ou unir-se no terço médio ou apical; • Quando são trirradiculares, o orifício de entrada dos canais V encontra-se no terço médio com dimensões menores, o que dificulta a localização, preparo e obturação, por isso, precisa de uma ampliação do acessocoronário no sentido V; • Apresenta concavidade radicular na porção M da raiz logo abaixo da câmara, aumentando o risco de perfuração lateral durante o preparo químico-mecânico ou na inserção de retentores intrarradiculares; • A secção transversal do canal P é ligeiramente maior que o canal V, na altura da junção cementoesmalte tem formato de rim com maior diâmetro na M-D; • Coroa cubóide, V-P maior que M-D, com duas cúspides; • Câmara acompanha forma externa da coroa; • Dois divertículos; • Canais estreitos quase sempre retos; • 1 raiz 35,5%; • 2 raízes 61%; • 3 raízes 3,5%; • 1 canal 8,3%; • 2 canais 84,2%; • 3 canais 7,5%; • Tamanho médio - 21,4mm. • 2 canais 46,3%; • Tamanho médio - 21,8mm. • Normalmente de raiz única, com um canal; • Secção transversal mais ampla V-P, sendo oval na cervical e arredondada nos terços médio e apical; • O sistema de canais pode ser múltiplo, esses canais geralmente dividem-se nos terço médios ou apicais; • O canal L quando presente tende a divergir do canal principal de forma aguda; • Canais em forma de “C” em 14%, em dentes com um canal e duas saídas foraminais; • Coroa ovóide bicuspidada; • Raiz achatada M-D, geralmente única; • Raramente três raízes 2V e 1L; • Câmara pulpar cubóide com ligeira inclinação para distal; • 1 raiz 82%; • 2 raízes 18%; • 1 canal 66,6%; • 2 canais 31,3%; • 3 canais 2,1%; • Tamanho médio - 21,6mm. • Morfologia semelhante ao 1ºPMS, apresentando uma raiz (94,6%); • Canal único, com secção transversal oval; • Maior diâmetro V-P; • Pode apresentar dois ou três canais separados e com origem em um único orifício ou dois canais conectados por istmos; • Quando há dois canais que se unem na apical, o canal palatino é o que apresenta acesso direto ao ápice; • Curvatura apical é comum; • Pode haver presença de canais acessórios; • Porção apical é bem próxima ao assoalho do seio maxilar; • Câmara acompanha a forma externa da coroa, com achatamento M-D e alongado V-L; • Divertículos pronunciados; • 1 raiz 94,6%; • 2 raízes 5,4%; • 1 canal 53,7%; • Raiz única, quase sempre cônica; • Com menos variações radiculares que o 1ºPMI; • Secção transversal é oval com maior diâmetro V-L; • O canal lingual quando presente converge do canal principal em um ângulo agudo; • Na porção apical é frequente a deposição secundária de cemento; • Coroa mais curta bicuspidada e cubóide; • Canal amplo V-L; • 1 raiz 92%; • 2 raízes 8%; • 1 canal 89,3%; • 2 canais 10,7%; • Tamanho médio - 22,1mm. 2º Pré-molar Superior - 2ºPMS 2º Pré molar inferior - 2ºPMI 1º Pré molar superior - 1ºPMS 1º Pré molar inferior - 1ºPMI & - 7 I • O mais volumoso dos molares superiores; • Frequentemente tem 3 raízes divergentes M-V, D-V e P, com três ou quatro canais, com raras apresentações de fusão radicular; • A raiz palatina tem maior volume e possui acesso mais fácil, com curvatura da porção radicular no sentido V, e raras aparições de duas saídas foraminais; • A raiz D-V é reta e geralmente com um canal, podendo apresentar dois canais que unem-se na apical, o seu orifício localiza-se mais próximo do orifício palatino que do M-V; • A raiz M-V geralmente apresenta dois canais que são conectados por meio de istmos, podendo ainda unirem-se na porção apical ou terem saídas foraminais independentes; • A posição do orifício do segundo canal da raiz M-V varia bastante, normalmente encontra-se em algum ponto entre o orifício do canal M-V principal e o P; • A linha de desenvolvimento que fica no assoalho da câmara pulpar (coloração escurecida) conectando os orifícios da raiz M-V e P, servindo como referencia pela sua própria localização; • A presença de um sulco no assoalho pulpar que sai da raiz M-V é também indicativo da presença de um segundo canal na raiz; • O trajeto do segundo canal da raiz M-V geralmente é tortuoso, o que dificulta o preparo; • Os canais M-V apresentam curvaturas imensas na direção V-P, não visível em radio; • Apresenta concavidade na distal da raiz M-V que favorece perfurações caso haja preparo excessivo da porção coronária; • Próximo do seio maxilar, por isso, podem surgir infecções sinusiais decorrentes de alterações patológicas pulpares; • Coroa tetracuspidada, de cúspides definidas e volumosas; • A ponte de esmalte é ponto de localização dos canais; • Canal de molares são atrésicos devido a deposição de dentina; • Base maior para V e menor para P; • Utilizar brocas especiais; • 3 canais 30%; • 4 canais 70%; • 3 raízes com 3 canais 30%; • 3 raízes com 4 canais 70%. • Anatomia como a do 1MS, com presença de três raízes (M-V, D-V e ), com três ou quatro canais; • As raízes são mais curtas e menos divergentes e curvas, tendendo ao fusionamento parcial ou total, principalmente entre as raízes M-V e P; • Normalmente há um canal para cada raiz, porém, pode ocorrer a existência de dois ou três canais na raiz (M-V). • Normalmente de raiz única, com um canal de secção transversal mais ampla na direção V-L; • Pode haver múltiplos canais, os canais normalmente dividem-se nos terços médio ou apical, o canal lingual quando presente, tende a divergir do canal principal, o que faz necessária uma adequação no acesso coronário; • A secção transversal é oval na cervical e arredondada na porção média e apical; • Pode haver um segundo canal (30%) e três canais (2V e 1L), os canais são muito divergentes; • Canais em forma de “C”, com canal único e duas saídas foraminais; • O forame mentual pode estar distalmente entre o 1PMI e 2PMI; • Coroa com 5 cúspides (3V e 2L); • Duas raízes, achatada na M-D e amplas na VL; • Raiz mesial com acentuada curvatura e distalmente encurvada ou reta; • Sulco profundo na face distal da raiz mesial; • Curvatura na distal devido a inervação; • Tamanho médio de 21 mm; • Assoalho convexo, de forma trapezoidal, com base maior para mesial e menor para distal; • Entre M-V e M-L pode haver um canal medial caso tenha um sulco profundo que interliga os canais • Canais distais com dimensões reduzidas; • 2 raízes 97,5%; • 3 raízes 2,5%; • 2 canais 8%; • 3 canais 53%; • 4 canais 36%. • Normalmente apresenta raiz única, quase sempre cônica; • Na secção transversal geralmente oval e com maior diâmetro na V-L; • O canal lingual tende a divergir do canal principal; • É frequente a deposição de cemento na porção apical. 2º Molar superior - 2ºMS 2º Molar inferior - 2ºMI 1º Molar superior - 1ºMS 1º Molar inferior - 1ºMI - % -- I Acesso coronário (1) Inicia com o estabelecimento de uma área de eleição (2) Confecção de uma forma de contorno (3) Direção de trepanação • Área de eleição: área mais central da superfície palatina, próximo do cíngulo; • Direção de trepanação: inicia com a broca operada perpendicularmente à linha do longo eixo do dente. Entra com profundidade em toda a espessura do esmalte, logo após, muda a direção da inclinação para paralela aprofundando alguns milímetros, diminuindo a espessura da dentina em direção à câmara, mas sem penetrar; • Forma de contorno inicial: triangular, com base voltada para incisal e o vértice para o cíngulo. A forma de contorno estende-se 2 a 3mm da borda incisal e aproximadamente 2mm em direção aao cíngulo. Nos caninos pode ser necessária uma extensão no sentido cervicoincisal, devido a presença do divertículo central que é voltado em direção à cúspide perfurante, com a broca posicionada e mantida paralela, realiza-se a trepanação. • Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e preparo das paredes V-P da câmara pulpar, trabalhando com a broca de dentro para fora, fazendo também a remoção dos divertículos pulpares e complementa-se a forma do contorno inicial; • Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): remoção das irregularidades e alisamento dos ângulos M-D do vértice da câmara pulpar, remoção da projeção dentinária na região do cíngulo, proporcionando um acesso direto e amplo ao canal. Limpeza e antissepsia da cavidade • Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partirde 30 mm K; • Abertura - brocas diamantadas; • Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111; • Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5. • Área de eleição: área mais central da superfície lingual, próximo do cíngulo; • Direção de trepanação: necessário duas manobras, a primeira com a broca perpendicular. Penetra em toda a espessura do esmalte. Depois, muda a direção da broca ainda no mesmo ponto, porém, a broca agora deve ficar paralela ao longo eixo do dente, aprofundando alguns milímetros em direção à câmara pulpar, mas sem penetrar; • Forma de contorno inicial: triangular com base para incisal e vértice para o cíngulo. Estende-se até aproximadamente 2 mm da borda incisal e 1 a 2 mm acima do cíngulo. A forma de abertura é muito semelhante ao dos superiores , porém, é mais estendida no sentido incisal e lingual. Nos CI pode ser necessária uma maior extensão no sentido cervicoincisal devido o divertículo incisal mediano. Por isso, é mais oval em relação aos ICI; • Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das paredes laterais da câmara pulpar, principalmente as paredes V e L; • Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): remoção das anfractuosidades, regularização e alisamento dos ângulos M-D do vértice da câmara pulpar, remoão da projeção dentináriaa na região do cíngulo, para remoção do ombro lingual, proporcionando um acesso direto e amplo ao canal; • Limpeza e antissepsia da cavidade • Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 mm K; • Abertura - brocas diamantadas; • Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111; • Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5. Incisivos e caninos superiores Área de eleição: local em que será feita a primeira perfuração, incisivos e caninos superiores na face palatina, 1 a 2 mm abaixo do cíngulo, incisivos e caninos inferiores na face lingual, 1 a 2 mm acima do cíngulo. Pré-molares e molares na face oclusal, junto à fossa central em ambos os arcos Trepanação: direção em que a broca será inserida, tendo duas direções, perpendicular e paralela Contorno: é obtida partindo do ponto de eleição, o contorno é feito respeitando a anatomia de cada dente, normalmente utilizando brocas 1557 ou similar Incisivos e caninos inferiores . I • Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das paredes laterais da câmara pulpar. Complementa-se a forma cônica elíptica achatada no sentido M-D da cavidade pulpar; • Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): Com o auxílio de uma sonda endodôntica tipo Rhein ou de um instrumento endodôntico tipo K de diâmetro compatível com o orifício de entrada do canal (06, 08, 10 ou 15), observa-se a direção e a inclinação com a exploração inicial. A seguir, verifica-se a necessidade de realização de desgastes compensatórios, a fim de um acesso direto e reto ao canal ou canais radiculares; • Limpeza e antissepsia da cavidade • Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 mm K; • Abertura - brocas diamantadas; • Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111; • Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5. • Área de eleição: área central da superfície oclusal, junto à fossa central; • Direção de trepanação: Paralela ao longo eixo; • Forma de contorno inicial: forma cônico-ovóide, achatada no sentido M-D, com extensões maiores de preparo no sentido V-P. Remove-se toda a dentina cariada restante, se ainda existente. Logo a seguir, com a broca operando paralelamente ao longo eixo do dente, realiza-se a trepanação do teto da câmara pulpar, no sentido do canal palatino. No caso da presença de um único canal, o local será central, ligeiramente inclinado em direção ao corno pulpar palatino; • Área de eleição: área central da oclusal junto à fossa central, com discreta tendência para mesial; • Direção de trepanação: Paralela ao longo eixo; • Forma de contorno inicial: forma cônico-ovóide, que deve ser iniciada com um alargamento da área do ponto de eleição, aprofundando a broca em direção à câmara pulpar, com maior dimensão no sentido V-L para favorecer a eliminação das angulações do teto. A seguir, com a broca paralelamente ao longo eixo do dente, realiza-se a trepanação do teto. Caso tenha apenas um canal, a forma de contorno é mais circular, caso tenha dois ou três canais, a forma de contorno pode ser ligeiramente achatada sentido M-D ou V-L com um aspecto mais elíptico; • Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das paredes laterais da câmara pulpar; • Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): complementa-se a forma cônica, elíptica e achatada no sentido M-D da cavidade pulpar. A presença de dois ou três canais podem exigir maior abertura da cavidade; • Limpeza e antissepsia da cavidade • Área de eleição: área central da superfície oclusal, no centro da fossa mesial; • Direção de trepanação: paralela ao longo eixo; • Forma de contorno inicial: triangular, com base para vestibular e vértice para palatina. A forma de contorno inicia no centro da fossa mesial, próximo a cúspide M-V. Segue em direção distal, até ultrapassar o sulco oclusovestibular. Depois, continua em direção palatina, atravessa a fossa central, para se unir novamente ao ponto inicial junto à cúspide M-V, tendo uma forma triangular, irregular e plana. Logo após, aprofunda-se a penetração da broca, operando paralelamente ao longo eixo do dente. Durante a trepanação, a broca deve mudar a direção de inclinação na direção do canal palatino; • Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das paredes laterais da câmara pulpar; • Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): complementa-se a forma cônica, elíptica e achatada no sentido M-D da cavidade pulpar. A presença de dois ou três canais podem exigir maior abertura da cavidade; • Limpeza e antissepsia da cavidade: - Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 mm K; • Abertura - brocas diamantadas; • Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111; • Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5. • Área de eleição: área central da oclusal junto à fossa central, com discreta tendência para mesial; • Direção de trepanação: Paralela ao longo eixo; • Forma de contorno inicial: forma cônico-ovóide, que deve ser iniciada com um alargamento da área do ponto de eleição, aprofundando a broca em direção à câmara pulpar, com maior dimensão no sentido V-L para favorecer a eliminação das angulações do teto. A seguir, com a broca paralelamente ao longo eixo do dente, realiza-se a trepanação do teto. Caso tenha apenas um canal, a forrma de contorno é mais circular, caso tenha dois ou três canais, a forma de contorno pode ser ligeiramente achatada sentido M-D ou V-L com um aspecto mais elíptico; • Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das paredes laterais da câmara pulpar; • Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): complementa- se a forma cônica, elíptica e achatada no sentido M-D da cavidade pulpar. A presença de dois ou três canais podem exigir maior abertura da cavidade; • Limpeza e antissepsia da cavidade: • Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 mm K; • Abertura - brocas diamantadas; • Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111; • Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5. • Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 mm K; • Abertura - brocas diamantadas; • Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111; • Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5. Pré-molares superiores Pré-molares inferiores Molar inferior Molares superiores I O preparo biomecânico é uma das partes mais importantes. As limas promovem uma remoção mecânica dos micro-organismos presentes, juntamente com auxílio de substância química através da solução irrigadora, sendo um ótimo solvente orgânico e antimicrobiano. Ação mecânica Usinagem etorção A ação mecânica e a solução irrigadora é o suficiente para eliminação de micro- organismos e tecido degenerado do interior do sistema de canais. Foi constatado que o diâmetro final do preparo irá depender diretamente do volume radicular e das curvaturas, os instrumentos rotatórios manuais de Ni-Ti alargam canais curvos com menores riscos de acidentes, quanto mais amplos os canais melhor a irrigação. As ligas de Ni-Ti por terem a propriedade de manterem sua forma original ela promove um alargamento do canal preservando a anatomia. Instrumentação As limas são utilizadas para exploração e ampliação dos canais por meio dos movimentos de limagem e cateterismo. Ligas metálicas Aço inoxidável - Resistência à corrosão e fratura, apresentando tenacidade e dureza Liga Níquel-Titânio - Possui efeito de memória de forma (EMF) e elasticidade Propriedades mecânicas Resistência mecânica - Capacidade dos materiais de resistirem a força estática ou dinâmica sem apresentar fratura Força - Grandeza vetorial aplicada a um corpo, deformando ou mudando seu estado de repouso ou movimento Tensão - Tensão é a relação entre a força aplicada no corpo de acordo com a área atuante Deformação - Plástica: permanente Elasticidade: material volta ao estado normal após retirada a força Elasticidade - Capacidade de sofrer deformações elásticas • Comportamento elástico em torção (rotação): quando uma extremidade do instrumento é imobilizada e na outra aplica-se um torque • Comportamento elástico na flambagem: quando o instrumento é submetido à compressão na direção de seu longo eixo, o material então encurva-se e forma um arco • Comportamento elástico em flexão: deformação elástica Fabricação Partes da lima • Cabo • Stop • Corpo • Intermediário • Parte de trabalho • Ponta • Base da ponta Preparo cervical e médio O preparo é a ampliação da entrada e do terço cervical, criando um acesso reto ao terço médio e apical do canal, fazendo um desgaste anti curvatura que serve para superar a curvatura apical. Essa curvatura do instrumento ocorre quando jogamos o instrumental para trás, fazendo uma curvatura na mesma direção, colocamos ele em uma posição em que são desgastadas área finas e que deveriam ser preservadas, por isso, é necessário realizar a técnica de anti-curvatura, onde é feita uma movimentação oposta, desgastando apenas o necessário, esta técnica é utilizada na região de furca ou assoalho. Odontometria • CAD: comprimento aparente do dente • CPT: comprimento provisório de trabalho Terço apical - Zona crítica O terço apical mede 0,4mm • CRI: comprimento real do instrumento • CRT: comprimento real de trabalho • CRD: comprimento real do dente • Diâmetro anatômico (cônico) - canal antes da obturação • Diâmetro cirúrgico - após a cirurgia O canal cementário mede em torno de 0,6 mm,em dentes com polpa viva deve-se preservar cerca de 1 mm, pois assim estará sendo preservado uma parte do canal, sendo 1mm aquém do ápice radiografico Ao chegar a nível de forame apical faz-se um desbridamento para ampliação e limpeza do forame Instrumentos - limas tipo k limas protaper ultimate Sequence MKlife Canal Cementário As limas especiais são as cinzas (#8, 10, 15) utilizadas para explorar toda a extensão do canal até o comprimento apical, fazendo o desbridamento, o desgaste deve ser mantendo anatomia, sentido coroa-ápice (crown down). Limas tipo K • Toda parte ativa possui 16mm; • Os ângulos mais agudos ou mais obtusos possuem mais poder de corte; • O restos cortados nos canais vem nas concavidades das limas; • O aço inox possui deformações plásticas, por isso, a lima deve ser utilizada pelo bom senso para que não haja fratura, pois toda fratura por desgaste é inesperada; • Na secção transversal as limas de 2º série são triangulares, mais finas e mais flexíveis, sendo ideal para canais mais curvos; • Na secção transversal as limas de 1º série são quadrangulares ou triangulares; • Limas especiais; 06, 08 e 10; • Limas de 1º série: 15-40; • Limas de 2º série: 45-80; • Limas de 3º série. -Comprimento: 21, 25 e 31mm -Lâmina ativa: 16mm -Conicidade: 0,02mm/m. -D0: base da ponta, medida inicial -D16: final D0 #15 - 0,15 - branco #20 - 0,20 - amarelo #25 - 0,25 - vermelho #30 - 0,30 - azul #35 - 0,35 - verde #40 - 0,40 - preta D0 #45 - 0,45 - branco #50 - 0,50 - amarelo #55 - 0,25 - vermelho #60 - 0,60 - azul #70 - 0,70 - verde #80 - 0,80 - preta Limas especiais D0 #8 - 0,08 - cinza #10 - 0,10 - roxa Ex: #30 0,030 - D0 16 x 0,02 (0,32) + 0,30 D16 - 0,62 - 16mm (final da parte ativa) Cinemática - • Movimento de cateterismo: pequenos avanços, roda a direita e esquerda e retira (insere, tensiona e puxa) • Movimento de limagem/balanceamento: insere, avança a direita e remove (movimento pendular) Brocas Gates Glidden Utilizada com a caneta de baixa e sempre com o canal irrigado, pois por ser broca, irá alterar a temperatura dentro do canal. A função desta broca é de retificar a curvatura 1 (#50) 2 (#70) 3 (#90) 4 (#110) 5 (#130) 6 (#150) As brocas 4, 5 e 6 são utilizados apenas em posteriores Instrumentos de NiTi - Protaper ultimate (ligas inteligentes Possui EMF (efeito memória de forma), o que lhe confere resistência a deformidade • Conicidades variadas; • Tratamentos térmicos; • Natureza da liga metálica; • Possui cor dourada; • Manutenção da anatomia; • Limas FX (35/0,12mm/mm) e FXL (50/0,10mm/ mm) - utilizadas em canais mais amplos; • F1, F2 e F3 para ampliação do terço apical. CAD na radiografia CPT (CPT = CAD -4mm) Determinação do CRI = CAD -2mm (comprimento real do instrumento) Ex: CAD: 22mm CPT: 18mm CRI: 20mm CRT: 22mm Terço apical tem 4mm -4mm do terço apical -2mm A radiografia é feita com a lima inserida no dente Movimento dos instrumentos Quando o CAD mede até 25mm pode-se utilizar protaper ultimate PASSO A PASSO Movimento de remoção: composto de três manobras, sendo elas: • Avanço do instrumento • Rotação de uma a duas voltas a direita • Tração em sentido a coroa Os instrumentais mais utilizados são: extirpa-polpas e Limas Hedstrom ou tipo H Movimento de exploração ou cateterismo: • Pequenos avanços no sentido apical • Discretos movimentos a direita e esquerda • Pequenos retrocessos O seu objetivo é de explorar a anatomia interna, iniciar um esvaziamento do canal e determinar a odontometria. Os intrumentais mais utilizados são: lima do tipo K Movimento de alargamento: amplia o canal • Movimento de rotação parcial à direita e à esquerda • Avanço • Necessário que o alargador esteja justo Movimento de limagem ou raspagem: • Avanço do instrumento • Tração e força lateral contra as paredes • A lima só será retirada do canal a cada tração quando estiver em plena liberdade no interior do canal e vai ser substituída por outra de diâmetro maior ICS/ICI 1ª parte: CAD Com as limas tipo K #10 ou 15 (slider 016, 002) realizar o movimento de cateterismo, sempre com irrigação em abundância Odontometria CRI = CAD -2mm 3ª parte: Ampliação Ampliar o terço apical (CRT - 1mm aquém do ápice) com limagem e ampliação F1 020. 007 F2 025. 008 F3 030. 009 IAI (instrumento apical inicial) IAF (instrumento apical final) CS Utilizar limas tipo K 1ª parte: CAD Fazer o movimento de cateterismo com a broca #10, 15 2ª parte: Exploração Explorar o terço cervical e médio com a broca gates glidden #3, 4 e 5, sempre entre a troca de uma broca e outra irrigar e fazer o movimento de cateterismo 3ª parte: Explorar Exploração do terço médio (CAD -4mm) com a lima#50, 45, 40, 35 e 30, de forma progressiva até o terço apical, sempre entre uma lima e outra irrigar e fazer o movimento de cateterismo. Odontometria: CRI = CAD -2mm 4º parte: Ampliação Ampliar o terço apical com lima de 2° série (CRT) 1+1 ou 1+2 Exploraçãoinicial Usar sempre de 2º série, mas usar as de 1º entre a troca de limagem PMS/PMI 1º parte: CAD Fazer movimento de cateterismo com a lima tipo K #10 ou 15 (slider 016, 002), sempre com irrigação em abundância 2º parte: Exploração Explorar o terço cervical e médio (CAD -4mm) com a lima (shaper 020. 004), irrigando, aspirando e irrigando Odontometria: CRI - CAD -2mm A ponta de cúspide é elegida como referência Utilizar a técnica de Clarck Tudo que vier para frente é palatino e vestibular para distal 3º parte: Ampliação Ampliar o terço apical com limagem e ampliação CRT 1mm aquém do ápice F1 020. 007 F2 025. 008 F3 030. 009 IAI (instrumento apical inicial) IAF (instrumento apical final) IAI (instrumento apical inicial) IAF (instrumento apical final) Comprimento provisório de trabalho Asa do grampo para palatina -1mm 2ª parte: Exploração do terço cervical e médio (CAD -4mm) Explorar o canal com as limas (shaper 020. 004), irrigando, aspirando e irrigando novamente = - irrigacao Possui objetivo um preparo químico-mecânico que limpa, ajuda a ampliar e modelar o canal radicular. Esta limpeza é um conjunto de ação mecânica dos instrumentos nas paredes internas dos canais e as substâncias químicas que auxiliam no momento da irrigação-aspiração. SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS AUXILIARES DA INSTRUMENTAÇÃO Essas substâncias possuem o objetivo de promoção da dissolução de tecidos orgânicos vivos ou necrosado, gerando eliminação ou o máximo possível de redução dos micro- organismos, além de lubrificação, quelação de íons de cálcio e suspensão de detritos, também utilizada para remoção de smear layer dos canais. REQUISITOS PARA SER UM BOM IRRIGADOR • Tensão superficial: quanto menor a tensão superficial, maior a capacidade de molhamento e penetração, o que aumenta o grau de limpeza; • Viscosidade: quanto maior a viscosidade, menor o escoamento; • Atividade de solvente de tecido: qualquer tecido pulpar, seja ele vivo ou não infectado, deve ser removido durante o tratamento, para que o mesmo não seja potencial de proliferação bacteriana; • Atividade antimicrobiana: a ação antimicrobiana somada com ação mecânica auxiliam na limpeza e desinfecção dos canais; • Atividade quelante: em canais atresiados faz-se o uso de quelantes para ajudar no alargamento do canal. Devido a ação descalcificante, o quelante diminui a resistência dentinária ao corte dos instrumentos; • Atividade lubrificante; • Suspensão de detritos: os detritos acumulados durante a instrumentação podem obstruir os canais, facilitando desvios e perfurações, por isso que essa ação é importante; • Biocompatibilidade: toda solução desinfetante apresenta toxicidade, portanto, irá depender diretamente da toxicidade, concentração, tempo e área de contato. SOLUÇÕES: HIPOCLORITO DE SÓDIO • Líquido de Dakin a 0,5%; • Líquido de Dausfrene a 0,5%; • Líquido de Milton a 1%; • Licor de Labarraque a 2,5%; • Água sanitária a 2-2,5%. Apresenta propriedades de: • Ação de atividade antimicrobiana; • Ação de solvente de matéria orgânica; • Ação desodorizante; • Ação clareadora; • Ação lubrificante; • Detergente (saponificação de lipídios); • Baixa tensão superficial. SOLUÇÕES: CLOREXIDINA Apresenta propriedades de: • Ação antibacteriana; • Substantividade (prolongamento de ação); • Ausência de toxicidade; • Eficiente antimicrobiano. SOLUÇÕES: ÁCIDO ETILENODIAMINO TETRACÉTICO DISSÓDICO (EDTA) Apresenta propriedades de: • Quelação de íons de cálcio da dentina; • Descalcificação; • Biocompatibilidade; • Ação desmineralizadora de dentina; • Permeabilidade de dentina. Desvantagem: • Demora de 10 a 15 minutos para ação do efeito quelante Utilizada em associação com hipoclorito Canais mais atresiados IRRIGAÇÃO-ASPIRAÇÃO • Remoção de detritos; • Reduzir micro-organismos. A obturação não significa o fim do tratamento endodôntico, pois é preciso revisões após o tratamento. OBS: Se o dente for restaurado proteticamente, ele precisa de um núcleo de suporte (núcleo de preenchimento), nesse caso, faz-se toda a obturação e depois quando for fazer a restauração protética aí desobtura até o terço médio. É preciso que toda restauração protética seja planejada. obturacao 1. Acesso coronário; 2. Instrumentação; 3. Obturação. MATERIAIS OBTURADORES - GUTA PERCHA Vantagens: • Adaptação; • Bem tolerado; • Radiopacidade; • Facilmente plastificado; • Estabilidade dimensional; • Facilmente removido do canal; • Não altera a cor do dente (se usado no limite adequado). Desvantagens: • Pequena resistência à flexocompressão (rigidez); • Pouca adesividade; • Deslocados sob pressão. O cimento serve como um adesivo, fazendo uma interface entre o cimento e a dentina Propriedades: • Fácil inserção e remoção; • Bom tempo de trabalho; • Selamento tridimensional; • Estabilidade dimensional; • Escoamento; • Radiopacidade; • Não mancha os dentes; • Adesividade (mesmo que pouca); • Reabsorção; • Antimicrobiano. OBS: O cone selecionado depende diretamente do IAF OBS: A desinfecção é feita pela imersão em hipoclorito de sódio 2,5% até 5,25% por um minuto, lavando em seguida com soro fisiológico. MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS Utilizado para fazer adesividade da guta-percha nas paredes dentinárias, também reduz a interface entre os cones, ocasionando em uma obturação mais homogênea. Propriedades: • Fácil inserção e remoção; • Bom tempo de trabalho; • Selamento tridimensional; • Estabilidade dimensional; • Escoamento; • Radiopacidade; • Insolúvel; • Biocompatibilidade; • Atividade antimicrobiana. MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS (OZE) Vantagens: • Antimicrobiano; • Anestésico; • Anti-inflamatório. Desvantagens: • Efeito citotóxico; • Baixa adesividade; • Baixo escoamento; • Muito tempo de trabalho; • Extravasamento gera efeitos deletérios. MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS (HIDRÓXIDO DE CÁLCIO) Vantagens: • Efeitos biológicos benéficos Desvantagens: • Fracas propriedades físico-químicas MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS (CIMENTOS RESINOSOS) CIMENTO DE GROSSMAN: • Boa seladora; • Baixa permeabilidade; • Estabilidade dimensional; • Adesividade adequada; • Baixa solubilidade; • Baixa desintegração PULP CANAL SEALER (CIMENTO DE RICKERT): • Boa estabilidade dimensional; • Seladora; • Adesão satisfatória; • Escoamento; • Baixa solubilidade; • Radiopacidade elevada; • Baixa desintegração; • Atividade antimicrobiana satisfatória. ENDOMÉTHASONE: • Antimicrobiano; • Anestésico; • Anti-inflamatório. TUBLI-SEAL: Iguais aos outros • Capacidade antibacteriana; • Indução de tecido cementóide; • Excelentes propriedades físico-químicas AH PLUS JETAH 26 METASEAL EPIPHANY (REAL-SEAL) ENDO-REZ SEALAPEX CRCS SEALER 26 APEXIT PLUS ACROSEAL MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS (CIMENTOS BIOCERÂMICOS) • Vedamento físico e biológico; • Preferível em casos de reabsorção; Contém silano BIO C SEALER MTA SEALAPEX AH PLUS BIOCERÂMICO Escoa mais OBS: Cimentos que apresentam silicato na composição sentem uma certa dificuldade quando utilizado com hipoclorito • Não mancha os dentes; • Adesividade; • Força coesiva; - tecnicas TÉCNICA DE SHILDER OU COMPACTAÇÃO VERTICAL DA GUTA- PERCHA AQUECIDA DE SCHILDER, 1967 (desuso) Terço apical - desobtura e obtura Fase coroa-ápice (downpack) Terço apical Fase ápice-coroa (backfill) TÉCNICA DE CONE ÚNICO Plastificação do cone no terço cervical • Separa a lima memória que é o IAF e deixa no tamborel; • Irrigação-aspira e repassa a lima IAF; • Passa o papel absorvente para secar o conduto e fazer a prova do cone; • Com o conduto seco, inicia a prova do cone; • Com a pinça pega o cone selecionado e coloca no conduto, tendo como ponto de eleição a ponta de cúspide ou borda incisal; • Mede o cone na régua pra ver se bate com o CRT; • Caso fique aquém, pega outro cone; • Coloca o cone no hipoclorito de sódio por 1min, retira e enxuga em gaze; • Passa o cone no cimento ou coloca o cimento diretamente no conduto;• Insere o cone no movimento de bombeamento; • E após confirmar que o cone está em todo comprimento do conduto, esquenta o instrumento de Lucas no maçarico e corta o cone; • Faz o condensamento com condensador Odus de Deus • Corta o cone para que fique adaptado a entrada dos canais radiculares; • Com a Microbrush embebida de álcool faz a limpeza da cavidade para retirar excesso de material que extravasa; • E faz a radiografia para confirmação do sucesso do tratamento endodôntico. Dobra o cone para saber até onde deve ir, servindo como um guia Precisa estar um pouco justo TÉCNICA DE CONDENSAÇÃO LATERAL Cone principal + cone acessório Realizada apenas com lima K file 1° ou 2° série - conicidade 02 Utilizar espaçador digital • Geralmente começa com o cone azul e depois pega o vermelho; • Quando não entrar mais cones, esquenta o instrumento de Lucas e em golpe único corta; • O corte precisa estar rente a entrada do canal radicular; • Condensa com o condensador de Odus de Deus; • Faz o toalete final Relatório de endodontia Maria Eduarda Batista Alves - 01344935 5° período MA Relatório das Práticas de Endodontia Maria Eduarda Batista Alves - 01344935 Incisivo Central Superior - ICS • Radiografia periapical do dente ICS; • 24mm no CAD; • Iniciada a abertura com a broca diamantada 1013, tendo como ponto de eleição a área mais central da superfície palatina, próximo do cíngulo; • Feita a remoção completa do teto e as paredes vestibular e palatina preparadas, com a cureta pulpar foi testado presença de irregularidade das paredes e com a broca 3083 as paredes foram alisadas e refinadas. ABERTURA E PREPARO INSTRUMENTAÇÃO • CAD = 24mm 1. Terço cervical • Exploração inicial com a lima especial 10; • O terço cervical foi explorado com a slider (016.002) com movimento de cateterismo, irrigação e aspiração e retornando para lima especial; • Realizado o CPT - CAD -4mm = 20mm; 2. Terço médio • Utilizou-se a shaper de 20 fazendo movimento de limagem e alargamento entre uma lima e outra até chegar ao fim do terço médio; • Sempre com o cursor da lima ajustado ao CPT; 3. Terço apical • CRI - CAD -2 = 22mm; • Foi utilizada a F2 em toda extensão, tendo como referência a borda da incisal, recuando até o limite do forame, com o objetivo de ampliação do terço apical; • Quando a ponta da lima apontou no forame apical fez-se o toalet final; • CRT - CAD -1 = 23mm; • IAI - F2; • IAF - F3. OBTURAÇÃO • CRT - 23mm; • Separada a lima memória F3 que é o IAF e deixada no tamborel; • Foi feita a irrigação e aspiração e repassada a lima F3; • Foi passado o papel absorvente para secar o conduto e fazer a prova do cone; • Secado o conduto, iniciou-se a prova do cone, sendo escolhido o cone 30; • Colocou-se o cone no hipoclorito de sódio por 1min, retirado e enxuto em gaze; • Devido a espessura do cimento MTA, aplicou-se determinada quantidade no papel; • Passou o cone no cimento afim e colocou no conduto; • Inserido o cone no movimento de bombeamento; • E após confirmado que o cone estava em todo comprimento do conduto, esquentou o instrumento de Lucas no maçarico e cortou o cone; • Feito o condensamento com condensador Odus de Deus • O cone cortado ficou adaptado a entrada dos canais radiculares; • Com a Microbrush embebida de álcool foi feita a limpeza da cavidade para retirar excesso de material que extravasou; • E feita a radiografia para confirmação do sucesso do tratamento endodôntico. Canino Superior - CS • Radiografia periapical do dente CS; • 26mm no CAD; • Iniciada a abertura com a broca diamantada 1014FL, tendo como ponto de eleição a área mais central da superfície palatina, próximo do cíngulo; • Feita a remoção completa do teto e as paredes vestibular e palatina preparadas, com a cureta pulpar foi testado presença de irregularidade das paredes e com a broca 3083 as paredes foram alisadas e refinadas. INSTRUMENTAÇÃO ABERTURA E PREPARO • CAD = 26mm 1. Terço cervical • Exploração inicial em movimento de cateterismo com a lima especial #10; • O terço cervical foi explorado com a lima K de cateterismo 31mm (15#) com movimento de cateterismo, irrigação e aspiração e retornando para lima especial. 2. Terço médio • Realizado o CPT - CAD -4mm = 22mm; • Utilizada a lima K de segunda série (80#) fazendo movimento de limagem e alargamento entre uma lima e outra até chegar ao fim do terço médio, utilizando as limas de forma progressiva e decrescente; • Sempre com o cursor da lima ajustado ao CPT de 22mm; 3. Terço apical • CRI - CAD -2 = 24mm; • Foi utilizada a (80#) em escalonamento progressivo e de forma descrescente, tendo como referência a borda da incisal, recuando até o limite do forame, com o objetivo de ampliação do terço apical; • Quando a ponta da lima apontou no forame apical fez-se o toalet final; • CRT - 25mm • IAI - (80#); • IAF - (50#). I Pré - molar Superior - PMS ABERTURA E PREPARO • Radiografia periapical do dente PMS; • 25mm no CAD; • Iniciada a abertura com a broca diamantada 1013, tendo como ponto de eleição a área central da superfície oclusal, junto à fossa central; • Feita a remoção completa do teto e as paredes vestibular e palatina preparadas, com a cureta pulpar foi testado presença de irregularidade das paredes e com a broca 3083 as paredes foram alisadas e refinadas. INSTRUMENTAÇÃO DO CANAL VESTIBULAR • CAD = 25mm 1. Canal vestibular - Terço cervical • Exploração inicial em movimento de cateterismo com a lima especial #10, sempre com irrigação em abundância; • O terço cervical foi explorado com a lima slider (016.002) com movimento de cateterismo, irrigação e aspiração e retornando para lima especial. 2. Canal vestibular - Terço cervical e médio • Realizado o CPT - CAD -4mm = 21mm; • Utilizada a lima shaper (020.004) fazendo movimento de limagem e alargamento entre uma lima e outra até chegar ao fim do terço médio; • Sempre com o cursor da lima ajustado ao CPT de 21mm; 3. Canal vestibular - Terço apical • CRI - CAD -2 = 23mm; • Foi utilizada a F1, tendo como referência a ponta de cúspide, recuando até o limite do forame, com o objetivo de ampliação do terço apical; • Quando a ponta da lima apontou no forame apical fez-se o toalet final; • CRT - 24mm; • IAI - F1; • IAF - FXL. INSTRUMENTAÇÃO DO CANAL PALATINO • CAD = 25mm 1. Canal palatino - Terço cervical • Exploração inicial em movimento de cateterismo com a lima especial #10, sempre com irrigação em abundância; • O terço cervical foi explorado com a lima slider (016.002) com movimento de cateterismo, irrigação e aspiração e retornando para lima especial. 2. Canal palatino - Terço cervical e médio • Realizado o CPT - CAD -4mm = 21mm; • Utilizada a lima shaper (020.004) fazendo movimento de limagem e alargamento entre uma lima e outra até chegar ao fim do terço médio; • Sempre com o cursor da lima ajustado ao CPT de 21mm; 3. Canal palatino - Terço apical • CRI - CAD -2 = 23mm; • Foi utilizada a F3, tendo como referência a ponta de cúspide, recuando até o limite do forame, com o objetivo de ampliação do terço apical, com movimento de linagem e ampliação; • Quando a ponta da lima apontou no forame apical fez-se o toalet final; • CRT - 24mm; • IAI - F3; • IAF - FX. I