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Anatomia da cavidade pulpar 
• É o espaço que abriga a polpa dentária, estando geralmente no terço 
médio;
• A câmara pulpar é a porção mais coronária da cavidade pulpar e os 
canais na porção radicular 
Câmara pulpar
• Cavidade única, quase sempre volumosa, que aloja a polpa coronária e ocupa 
o centro da coroa. A câmara pulpar fica no terço médio e localiza-se 
geralmente na junção amelocementária;
• Nos dentes anteriores a câmara faz continuidade com o canal, enquanto nos 
posteriores tem o formato de prisma quadrangular, com seis lados: teto, 
assoalho e quatro paredes axiais;
• O teto possui um formato côncavo e localiza-se abaixo da superfície oclusal 
em dentes posteriores e margem incisal nos anteriores;
• Quando apresenta reetrâncias correspondentes as cúspides e outras 
saliências, são chamadas de divertículos pulpares ou cornos;
• O assoalho da câmara localiza-se no centro e é a face oposta ao teto da 
câmara, ainda nele localizam-se as entradas dos canais, orifícios e aberturas 
que conectam a câmara pulpar aos canais radiculares.
Câmara radicular
Fica localizado na porção radicular do dente, os canais ficam nos vértices, logo 
abaixo das cúspides, o canal radicular vai se afunilando a medida em que vá 
chegando próximo a raiz. Dividido em terço cervical, médio e apical.
São achatados ou ovais no sentido M-D ou V-L, seguindo a direção das raízes. A 
anatomia do SCR é complexa e a presença de um canal reto com forame único é 
excessão.
Canais acessórios 
São ramificações pequenas do canal radicular que fazem a comunicação do canal com 
a superfície externa da raiz, quando localizado no terço cervical ou médio da raiz e 
estende-se horizontalmente pelo espaço do canal principal, chama-se de canal lateral.
Contém tecido conjuntivo e vasos, sendo formados pelo entreleçamento de vasos de 
origem periodontal, que servem de via de passagem de soluções, principalmente da 
polpa necrótica. Esses canais laterais geralmente não aparecem em radiografias, 
porém, suspeita-se da presença quando há espessamento localizado no LP ou lesão na 
superfície lateral da raiz.
Quando grandes, permitem que um processo inflamatório se difunda da polpa para o 
periodonto.
Istmos 
Área estreita, em formato de fita, que conecta dois ou mais canais radiculares, os 
métodos de desinfecção tem ação limitada nessas regiões 
Canal radicular apical 
Apresenta um menor diâmetro e por vezes coincide com a zona de união entre 
dentina e cemento, essa porção é chamada de constricção apical ou forame menor. A 
partir dessa constricção, o canal amplia-se a medida em que se aproxima do forame 
apical ou maior, esse forame é a principal abertura do canal radicular na região 
apical, por onde os tecidos pulpares e periodontais comunicam-se e penetram os 
vasos supridores da polpa
• O delta apical presente no ápice radicular é definido como uma 
variação do canal principal e origina as coraminas;
• Grande parte dos canais radiculares são curvos na região apical, 
tendendo para V-L
OBS: O avanço da idade e depositação contínua de dentina secundária ou 
terciária, além da formação de calcificações distróficas e nódulos pulpares, 
promovem a redução da câmara pulpar 
Anatomia dental
• Raiz única com canal reto e amplo;
• Câmara pulpar estreita no sentido V-P e alargada M-D;
• Saída do forame apical: 0,5 a 1mm de distância do ápice anatômico;
• Canais acessórios são comuns, principalmente no terço apical;
• O ombro palatino precisa ser removido durante o preparo do terço 
apical, permitindo o acesso direto ao canal radicular;
• O ápice radicular pode apresentar curvatura bruta para V;
• Os eixos da coroa e raiz não coincidem;
• Tamanho médio - 22,6mm;
• Coroa clínica - 11mm.
• Menor que o ICS, de raiz única, com um canal amplo;
• A raiz é ligeiramente cônica, com achatamento M-D, porção apical 
tende a uma curvatura no sentido D-P;
• A secção transversal do canal varia de ovalada na porção cervical e 
arredondada no apical;
• Coroa trapezoidal, tendendo a triangular;
• Inclinação maior para dentro da maxila;
• Câmara pulpar alargada M-D e estreita V-P;
• O ombro palatino deve ser removido;
• O ápice radicular localiza-se próximo à tábua óssea vestibular, 
podendo estar em proximidade com a cavidade nasal;
• Tamanho médio - 22,1mm.
• Maior dente permanente, raiz única e com um canal;
• Canal radicular reto e longo, exigindo instrumentos a partir de 25mm;
• V-P maior que M-D;
• A secção transversal é oval em toda extensão do canal, com maior 
diâmetro na V-L, na porção apical da raiz;
• A porção apical da raiz é cônica e fina, com curvatura no sentido V ou 
P ou D;
• Menor frequência de canais acessórios;
• Ombro palatino é removido;
• Devido o seu tamanho, a cavidade nasal é muito próxima do ápice 
radicular;
• Coroa pentagonal
• Câmara pulpar reproduz a forma externa da coroa;
• Divertículo pronunciado;
• Limas - 31mm;
• Tamanho médio - 27,2mm.
• Menores dentes permanentes e normalmente de raiz única;
• Pode haver um canal único que estende-se da câmara ao ápice, 
porém, é frequente dois canais V-L originarem-se da câmara e 
unirem-se no ápice, também pode ocorrer dois canais separados;
• Curvatura na porção apical da raiz no sentido D-P;
• A secção transversal do canal é ovalada ou achatada;
• Caso apresente dois canais, faz-se necessária a remoção do ombro 
língual para acesso do canal lingual;
• O ápice radicular encontra-se próximo da tábua óssea lingual;
• O achatamento no sentido M-D pode separar em dois (30%) canais, 
esse segundo canal fica na região do cíngulo;
• Câmara achatada no sentido V-L a nível incisal e achatada 
inversamente sentido M-D próximo do colo anatômico;
• Quando há um achatamento no terço cervical para o médio, pode 
indicar que há dois canais;
• O canal radicular é bastante achatado no sentido M-D e acentuada 
V-L;
• O grande achatamento M-D leva a uma divisão do canal radicular em 
V e L, que convergem para um único forame apical;
• As vezes pode seguir caminhos diferentes e terminarem em forames 
diferentes;
• Utilizar brocas diamantadas esféricas;
• Tamanho médio - 21mm;
• 1 canal 73,4% e 2 canais 26,6%
• Semelhante ao ICI, com dimensões maiores;
• Um pouco mais largo M-D;
• Coroa trapezoidal;
• Raiz com forte achatamento M-D, com sulcos longitudinais em suas faces 
proximais;
• Câmara achatada no sentido V-L a nível incisal e achatada inversamente 
sentido M-D próximo do colo anatômico;
• Divertículos não são pronunciados;
• Canal com pequenas dimensões, quase sempre único e retilíneo, achatados 
M-D;
• Pode ter dois canais;
• Tamanho médio - 22mm
• Raiz única, com um único canal, mas também pode ter duas raízes e dois canais;
• Para acessar o canal lingual precisa retirar o ombro;
• Raiz parecida a do CS, porém, muito mais achatada no sentido M-D e alongada 
V-L, com curvatura apical para V ou L;
• Geralmente o canal radicular é oval em toda extensão e torna-se arredondada 
na apical, com maior diâmetro na porção média da raiz;
• Possui divertículo;
• Grande achatamento M-D leva a uma divisão do canal radicular em V e L que 
convergem por caminhos diferentes ou unem-se em alturas variáveis para 
terminarem em um forame único;
• CI e PMI quando há bifurcação, é a nível de terço médio;
Canal acessório 
• 12% raiz única com dois canais;
• 1 raiz 94%;
• 2 raízes 6%;
• 1 canal 88,2%.
Canino Inferior - CI
Canino Superior - CS
Incisivo lateral inferior - ILI
Incisivo lateral superior - ILS
Incisivo central inferior - ICI
Incisivo central superior - ICS
S
-
• 2 canais 11,8%;
• Tamanho médio - 25mm. 
• Apresenta duas raízes (84%) e dois canais com forames 
independente, localizados próximos ao ápice anatômico;
• Quando as duas raízes estão fusionadas, os dois canais podem 
continuar independentes ou unir-se no terço médio ou apical;
• Quando são trirradiculares, o orifício de entrada dos canais V 
encontra-se no terço médio com dimensões menores, o que dificulta 
a localização, preparo e obturação, por isso, precisa de uma 
ampliação do acessocoronário no sentido V;
• Apresenta concavidade radicular na porção M da raiz logo abaixo da 
câmara, aumentando o risco de perfuração lateral durante o 
preparo químico-mecânico ou na inserção de retentores 
intrarradiculares;
• A secção transversal do canal P é ligeiramente maior que o canal V, 
na altura da junção cementoesmalte tem formato de rim com maior 
diâmetro na M-D;
• Coroa cubóide, V-P maior que M-D, com duas cúspides;
• Câmara acompanha forma externa da coroa;
• Dois divertículos;
• Canais estreitos quase sempre retos;
• 1 raiz 35,5%;
• 2 raízes 61%;
• 3 raízes 3,5%;
• 1 canal 8,3%;
• 2 canais 84,2%;
• 3 canais 7,5%;
• Tamanho médio - 21,4mm. 
• 2 canais 46,3%;
• Tamanho médio - 21,8mm.
• Normalmente de raiz única, com um canal;
• Secção transversal mais ampla V-P, sendo oval na cervical e arredondada nos 
terços médio e apical;
• O sistema de canais pode ser múltiplo, esses canais geralmente dividem-se nos 
terço médios ou apicais;
• O canal L quando presente tende a divergir do canal principal de forma aguda;
• Canais em forma de “C” em 14%, em dentes com um canal e duas saídas 
foraminais;
• Coroa ovóide bicuspidada;
• Raiz achatada M-D, geralmente única;
• Raramente três raízes 2V e 1L;
• Câmara pulpar cubóide com ligeira inclinação para distal;
• 1 raiz 82%;
• 2 raízes 18%;
• 1 canal 66,6%;
• 2 canais 31,3%;
• 3 canais 2,1%;
• Tamanho médio - 21,6mm.
• Morfologia semelhante ao 1ºPMS, apresentando uma raiz (94,6%);
• Canal único, com secção transversal oval;
• Maior diâmetro V-P;
• Pode apresentar dois ou três canais separados e com origem em 
um único orifício ou dois canais conectados por istmos;
• Quando há dois canais que se unem na apical, o canal palatino é o 
que apresenta acesso direto ao ápice;
• Curvatura apical é comum;
• Pode haver presença de canais acessórios;
• Porção apical é bem próxima ao assoalho do seio maxilar;
• Câmara acompanha a forma externa da coroa, com achatamento 
M-D e alongado V-L;
• Divertículos pronunciados;
• 1 raiz 94,6%;
• 2 raízes 5,4%;
• 1 canal 53,7%;
• Raiz única, quase sempre cônica;
• Com menos variações radiculares que o 1ºPMI;
• Secção transversal é oval com maior diâmetro V-L;
• O canal lingual quando presente converge do canal principal em um ângulo agudo;
• Na porção apical é frequente a deposição secundária de cemento;
• Coroa mais curta bicuspidada e cubóide;
• Canal amplo V-L;
• 1 raiz 92%;
• 2 raízes 8%;
• 1 canal 89,3%;
• 2 canais 10,7%;
• Tamanho médio - 22,1mm.
2º Pré-molar Superior - 2ºPMS
2º Pré molar inferior - 2ºPMI
1º Pré molar superior - 1ºPMS
1º Pré molar inferior - 1ºPMI
&
-
7
I
• O mais volumoso dos molares superiores;
• Frequentemente tem 3 raízes divergentes M-V, D-V e P, com três 
ou quatro canais, com raras apresentações de fusão radicular;
• A raiz palatina tem maior volume e possui acesso mais fácil, com 
curvatura da porção radicular no sentido V, e raras aparições de 
duas saídas foraminais;
• A raiz D-V é reta e geralmente com um canal, podendo apresentar 
dois canais que unem-se na apical, o seu orifício localiza-se mais 
próximo do orifício palatino que do M-V;
• A raiz M-V geralmente apresenta dois canais que são conectados 
por meio de istmos, podendo ainda unirem-se na porção apical ou 
terem saídas foraminais independentes;
• A posição do orifício do segundo canal da raiz M-V varia bastante, 
normalmente encontra-se em algum ponto entre o orifício do canal 
M-V principal e o P;
• A linha de desenvolvimento que fica no assoalho da câmara pulpar 
(coloração escurecida) conectando os orifícios da raiz M-V e P, 
servindo como referencia pela sua própria localização;
• A presença de um sulco no assoalho pulpar que sai da raiz M-V é 
também indicativo da presença de um segundo canal na raiz;
• O trajeto do segundo canal da raiz M-V geralmente é tortuoso, o 
que dificulta o preparo;
• Os canais M-V apresentam curvaturas imensas na direção V-P, não 
visível em radio;
• Apresenta concavidade na distal da raiz M-V que favorece 
perfurações caso haja preparo excessivo da porção coronária;
• Próximo do seio maxilar, por isso, podem surgir infecções sinusiais 
decorrentes de alterações patológicas pulpares;
• Coroa tetracuspidada, de cúspides definidas e volumosas;
• A ponte de esmalte é ponto de localização dos canais;
• Canal de molares são atrésicos devido a deposição de dentina;
• Base maior para V e menor para P;
• Utilizar brocas especiais;
• 3 canais 30%;
• 4 canais 70%;
• 3 raízes com 3 canais 30%;
• 3 raízes com 4 canais 70%.
• Anatomia como a do 1MS, com presença de três raízes (M-V, D-V e ), com 
três ou quatro canais;
• As raízes são mais curtas e menos divergentes e curvas, tendendo ao 
fusionamento parcial ou total, principalmente entre as raízes M-V e P;
• Normalmente há um canal para cada raiz, porém, pode ocorrer a existência de 
dois ou três canais na raiz (M-V).
• Normalmente de raiz única, com um canal de secção transversal mais ampla na 
direção V-L;
• Pode haver múltiplos canais, os canais normalmente dividem-se nos terços médio 
ou apical, o canal lingual quando presente, tende a divergir do canal principal, o 
que faz necessária uma adequação no acesso coronário;
• A secção transversal é oval na cervical e arredondada na porção média e apical;
• Pode haver um segundo canal (30%) e três canais (2V e 1L), os canais são 
muito divergentes;
• Canais em forma de “C”, com canal único e duas saídas foraminais;
• O forame mentual pode estar distalmente entre o 1PMI e 2PMI;
• Coroa com 5 cúspides (3V e 2L);
• Duas raízes, achatada na M-D e amplas na VL;
• Raiz mesial com acentuada curvatura e distalmente encurvada ou reta;
• Sulco profundo na face distal da raiz mesial;
• Curvatura na distal devido a inervação;
• Tamanho médio de 21 mm;
• Assoalho convexo, de forma trapezoidal, com base maior para mesial e menor 
para distal;
• Entre M-V e M-L pode haver um canal medial caso tenha um sulco profundo 
que interliga os canais
• Canais distais com dimensões reduzidas;
• 2 raízes 97,5%;
• 3 raízes 2,5%;
• 2 canais 8%;
• 3 canais 53%;
• 4 canais 36%.
• Normalmente apresenta raiz única, quase sempre cônica;
• Na secção transversal geralmente oval e com maior diâmetro na V-L;
• O canal lingual tende a divergir do canal principal;
• É frequente a deposição de cemento na porção apical. 
2º Molar superior - 2ºMS
2º Molar inferior - 2ºMI
1º Molar superior - 1ºMS 1º Molar inferior - 1ºMI
-
%
--
I
Acesso coronário 
(1) Inicia com o estabelecimento de uma área de eleição 
(2) Confecção de uma forma de contorno 
(3) Direção de trepanação 
• Área de eleição: área mais central da superfície palatina, próximo do 
cíngulo; 
• Direção de trepanação: inicia com a broca operada perpendicularmente à 
linha do longo eixo do dente. Entra com profundidade em toda a 
espessura do esmalte, logo após, muda a direção da inclinação para 
paralela aprofundando alguns milímetros, diminuindo a espessura da 
dentina em direção à câmara, mas sem penetrar;
• Forma de contorno inicial: triangular, com base voltada para incisal e o 
vértice para o cíngulo. A forma de contorno estende-se 2 a 3mm da 
borda incisal e aproximadamente 2mm em direção aao cíngulo. 
Nos caninos pode ser necessária uma extensão no sentido cervicoincisal, devido 
a presença do divertículo central que é voltado em direção à cúspide 
perfurante, com a broca posicionada e mantida paralela, realiza-se a 
trepanação.
• Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e preparo das 
paredes V-P da câmara pulpar, trabalhando com a broca de dentro para 
fora, fazendo também a remoção dos divertículos pulpares e 
complementa-se a forma do contorno inicial;
• Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): remoção 
das irregularidades e alisamento dos ângulos M-D do vértice da câmara 
pulpar, remoção da projeção dentinária na região do cíngulo, 
proporcionando um acesso direto e amplo ao canal.
Limpeza e antissepsia da cavidade 
• Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partirde 30 mm K;
• Abertura - brocas diamantadas;
• Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111;
• Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5.
• Área de eleição: área mais central da superfície lingual, próximo do cíngulo;
• Direção de trepanação: necessário duas manobras, a primeira com a broca 
perpendicular. Penetra em toda a espessura do esmalte. Depois, muda a direção 
da broca ainda no mesmo ponto, porém, a broca agora deve ficar paralela ao 
longo eixo do dente, aprofundando alguns milímetros em direção à câmara 
pulpar, mas sem penetrar;
• Forma de contorno inicial: triangular com base para incisal e vértice para o 
cíngulo. Estende-se até aproximadamente 2 mm da borda incisal e 1 a 2 mm 
acima do cíngulo. A forma de abertura é muito semelhante ao dos superiores , 
porém, é mais estendida no sentido incisal e lingual. Nos CI pode ser necessária 
uma maior extensão no sentido cervicoincisal devido o divertículo incisal mediano. 
Por isso, é mais oval em relação aos ICI;
• Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das paredes 
laterais da câmara pulpar, principalmente as paredes V e L;
• Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): remoção das 
anfractuosidades, regularização e alisamento dos ângulos M-D do vértice da 
câmara pulpar, remoão da projeção dentináriaa na região do cíngulo, para 
remoção do ombro lingual, proporcionando um acesso direto e amplo ao canal; 
• Limpeza e antissepsia da cavidade 
• Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 mm K;
• Abertura - brocas diamantadas;
• Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111;
• Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5.
Incisivos e caninos superiores 
Área de eleição: local em que será feita a primeira perfuração, incisivos e 
caninos superiores na face palatina, 1 a 2 mm abaixo do cíngulo, incisivos e 
caninos inferiores na face lingual, 1 a 2 mm acima do cíngulo. Pré-molares 
e molares na face oclusal, junto à fossa central em ambos os arcos
Trepanação: direção em que a broca será inserida, tendo duas direções, 
perpendicular e paralela
Contorno: é obtida partindo do ponto de eleição, o contorno é feito 
respeitando a anatomia de cada dente, normalmente utilizando brocas 
1557 ou similar
Incisivos e caninos inferiores 
.
I
• Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das 
paredes laterais da câmara pulpar. Complementa-se a forma cônica 
elíptica achatada no sentido M-D da cavidade pulpar;
• Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): Com o 
auxílio de uma sonda endodôntica tipo Rhein ou de um instrumento 
endodôntico tipo K de diâmetro compatível com o orifício de entrada do 
canal (06, 08, 10 ou 15), observa-se a direção e a inclinação com a 
exploração inicial. A seguir, verifica-se a necessidade de realização de 
desgastes compensatórios, a fim de um acesso direto e reto ao canal ou 
canais radiculares;
• Limpeza e antissepsia da cavidade
• Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 mm K;
• Abertura - brocas diamantadas;
• Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111;
• Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5.
• Área de eleição: área central da superfície oclusal, junto à fossa central;
• Direção de trepanação: Paralela ao longo eixo;
• Forma de contorno inicial: forma cônico-ovóide, achatada no sentido M-D, 
com extensões maiores de preparo no sentido V-P. Remove-se toda a 
dentina cariada restante, se ainda existente. Logo a seguir, com a broca 
operando paralelamente ao longo eixo do dente, realiza-se a trepanação 
do teto da câmara pulpar, no sentido do canal palatino. No caso da 
presença de um único canal, o local será central, ligeiramente inclinado em 
direção ao corno pulpar palatino;
• Área de eleição: área central da oclusal junto à fossa central, com discreta 
tendência para mesial;
• Direção de trepanação: Paralela ao longo eixo;
• Forma de contorno inicial: forma cônico-ovóide, que deve ser iniciada com um 
alargamento da área do ponto de eleição, aprofundando a broca em direção à 
câmara pulpar, com maior dimensão no sentido V-L para favorecer a 
eliminação das angulações do teto. A seguir, com a broca paralelamente ao 
longo eixo do dente, realiza-se a trepanação do teto. Caso tenha apenas um 
canal, a forma de contorno é mais circular, caso tenha dois ou três canais, a 
forma de contorno pode ser ligeiramente achatada sentido M-D ou V-L com 
um aspecto mais elíptico;
• Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das 
paredes laterais da câmara pulpar;
• Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): complementa-se 
a forma cônica, elíptica e achatada no sentido M-D da cavidade pulpar. A 
presença de dois ou três canais podem exigir maior abertura da cavidade;
• Limpeza e antissepsia da cavidade
• Área de eleição: área central da superfície oclusal, no centro da fossa mesial;
• Direção de trepanação: paralela ao longo eixo;
• Forma de contorno inicial: triangular, com base para vestibular e vértice para 
palatina. A forma de contorno inicia no centro da fossa mesial, próximo a cúspide 
M-V. Segue em direção distal, até ultrapassar o sulco oclusovestibular. Depois, 
continua em direção palatina, atravessa a fossa central, para se unir novamente 
ao ponto inicial junto à cúspide M-V, tendo uma forma triangular, irregular e 
plana. Logo após, aprofunda-se a penetração da broca, operando paralelamente 
ao longo eixo do dente. Durante a trepanação, a broca deve mudar a direção de 
inclinação na direção do canal palatino; 
• Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das 
paredes laterais da câmara pulpar;
• Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): 
complementa-se a forma cônica, elíptica e achatada no sentido M-D da 
cavidade pulpar. A presença de dois ou três canais podem exigir maior 
abertura da cavidade;
• Limpeza e antissepsia da cavidade: 
- Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 mm K;
• Abertura - brocas diamantadas;
• Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111;
• Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5.
• Área de eleição: área central da oclusal junto à fossa central, com discreta 
tendência para mesial;
• Direção de trepanação: Paralela ao longo eixo;
• Forma de contorno inicial: forma cônico-ovóide, que deve ser iniciada com um 
alargamento da área do ponto de eleição, aprofundando a broca em direção à 
câmara pulpar, com maior dimensão no sentido V-L para favorecer a eliminação 
das angulações do teto. A seguir, com a broca paralelamente ao longo eixo do 
dente, realiza-se a trepanação do teto. Caso tenha apenas um canal, a forrma de 
contorno é mais circular, caso tenha dois ou três canais, a forma de contorno 
pode ser ligeiramente achatada sentido M-D ou V-L com um aspecto mais 
elíptico;
• Preparo da câmara pulpar: remoção completa do teto e o preparo das 
paredes laterais da câmara pulpar;
• Configuração final da câmara pulpar (forma de conveniência): complementa-
se a forma cônica, elíptica e achatada no sentido M-D da cavidade pulpar. A 
presença de dois ou três canais podem exigir maior abertura da cavidade;
• Limpeza e antissepsia da cavidade: • Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 
30 mm K;
• Abertura - brocas diamantadas;
• Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111;
• Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5.
• Limas endodônticas - CAD até 25 mm (protaper), a partir de 30 
mm K;
• Abertura - brocas diamantadas;
• Refinamento - endo z (molares). 3083, 1111;
• Ao chegar no corno utilizar a sonda exploratória nº5.
Pré-molares superiores 
Pré-molares inferiores 
Molar inferior 
Molares superiores 
I
O preparo biomecânico é uma das partes mais importantes.
As limas promovem uma remoção mecânica dos micro-organismos presentes, 
juntamente com auxílio de substância química através da solução irrigadora, sendo 
um ótimo solvente orgânico e antimicrobiano.
Ação mecânica 
Usinagem etorção 
A ação mecânica e a solução irrigadora é o suficiente para eliminação de micro-
organismos e tecido degenerado do interior do sistema de canais.
Foi constatado que o diâmetro final do preparo irá depender diretamente do volume 
radicular e das curvaturas, os instrumentos rotatórios manuais de Ni-Ti alargam 
canais curvos com menores riscos de acidentes, quanto mais amplos os canais 
melhor a irrigação. 
As ligas de Ni-Ti por terem a propriedade de manterem sua forma original ela 
promove um alargamento do canal preservando a anatomia.
Instrumentação 
As limas são utilizadas para exploração e ampliação dos canais por meio dos 
movimentos de limagem e cateterismo.
Ligas metálicas 
Aço inoxidável - Resistência à corrosão e fratura, apresentando tenacidade e 
dureza
Liga Níquel-Titânio - Possui efeito de memória de forma (EMF) e elasticidade 
Propriedades mecânicas 
Resistência mecânica - Capacidade dos materiais de resistirem a força estática 
ou dinâmica sem apresentar fratura
Força - Grandeza vetorial aplicada a um corpo, deformando ou mudando seu 
estado de repouso ou movimento 
Tensão - Tensão é a relação entre a força aplicada no corpo de acordo com a 
área atuante 
Deformação - Plástica: permanente 
Elasticidade: material volta ao estado normal após retirada a 
força 
Elasticidade - Capacidade de sofrer deformações elásticas 
• Comportamento elástico em torção (rotação): quando uma extremidade 
do instrumento é imobilizada e na outra aplica-se um torque 
• Comportamento elástico na flambagem: quando o instrumento é submetido 
à compressão na direção de seu longo eixo, o material então encurva-se e 
forma um arco 
• Comportamento elástico em flexão: deformação elástica 
Fabricação 
Partes da lima 
• Cabo 
• Stop
• Corpo
• Intermediário 
• Parte de trabalho 
• Ponta 
• Base da ponta
Preparo cervical e médio 
O preparo é a ampliação da entrada e do terço cervical, criando um acesso reto ao 
terço médio e apical do canal, fazendo um desgaste anti curvatura que serve para 
superar a curvatura apical.
Essa curvatura do instrumento ocorre quando jogamos o instrumental para trás, 
fazendo uma curvatura na mesma direção, colocamos ele em uma posição em que são 
desgastadas área finas e que deveriam ser preservadas, por isso, é necessário 
realizar a técnica de anti-curvatura, onde é feita uma movimentação oposta, 
desgastando apenas o necessário, esta técnica é utilizada na região de furca ou 
assoalho.
Odontometria
• CAD: comprimento aparente do dente 
• CPT: comprimento provisório de trabalho
Terço apical - Zona crítica 
O terço apical mede 0,4mm
• CRI: comprimento real do instrumento 
• CRT: comprimento real de trabalho 
• CRD: comprimento real do dente
• Diâmetro anatômico (cônico) - canal antes da obturação
• Diâmetro cirúrgico - após a cirurgia 
O canal cementário mede em torno de 0,6 mm,em dentes com polpa viva deve-se 
preservar cerca de 1 mm, pois assim estará sendo preservado uma parte do canal, 
sendo 1mm aquém do ápice radiografico 
Ao chegar a nível de forame apical faz-se um desbridamento para ampliação e limpeza 
do forame
Instrumentos - limas tipo k
 limas protaper ultimate
 
Sequence MKlife
Canal Cementário
As limas especiais são as cinzas (#8, 10, 15) utilizadas para explorar toda a 
extensão do canal até o comprimento apical, fazendo o desbridamento, o desgaste 
deve ser mantendo anatomia, sentido coroa-ápice (crown down).
Limas tipo K
• Toda parte ativa possui 16mm;
• Os ângulos mais agudos ou mais obtusos possuem mais poder de 
corte;
• O restos cortados nos canais vem nas concavidades das limas;
• O aço inox possui deformações plásticas, por isso, a lima deve ser 
utilizada pelo bom senso para que não haja fratura, pois toda 
fratura por desgaste é inesperada;
• Na secção transversal as limas de 2º série são triangulares, mais 
finas e mais flexíveis, sendo ideal para canais mais curvos;
• Na secção transversal as limas de 1º série são quadrangulares ou 
triangulares;
• Limas especiais; 06, 08 e 10;
• Limas de 1º série: 15-40;
• Limas de 2º série: 45-80;
• Limas de 3º série.
-Comprimento: 21, 25 e 31mm 
-Lâmina ativa: 16mm
-Conicidade: 0,02mm/m. 
-D0: base da ponta, medida inicial 
-D16: final
 D0
#15 - 0,15 - branco
#20 - 0,20 - amarelo
#25 - 0,25 - vermelho
#30 - 0,30 - azul
#35 - 0,35 - verde
#40 - 0,40 - preta
 D0
#45 - 0,45 - branco
#50 - 0,50 - amarelo
#55 - 0,25 - vermelho
#60 - 0,60 - azul
#70 - 0,70 - verde
#80 - 0,80 - preta
Limas especiais 
 D0
#8 - 0,08 - cinza
#10 - 0,10 - roxa
Ex: #30 0,030 - D0
 16 x 0,02 (0,32)
 +
 0,30
 D16 - 0,62 - 16mm (final da parte ativa)
Cinemática - 
• Movimento de cateterismo: pequenos avanços, roda a direita e esquerda e 
retira (insere, tensiona e puxa)
• Movimento de limagem/balanceamento: insere, avança a direita e remove 
(movimento pendular)
Brocas Gates Glidden
Utilizada com a caneta de baixa e sempre com o canal irrigado, pois por ser broca, 
irá alterar a temperatura dentro do canal. A função desta broca é de retificar a 
curvatura
1 (#50)
2 (#70)
3 (#90)
4 (#110)
5 (#130)
6 (#150)
As brocas 4, 5 e 6 são utilizados apenas em posteriores 
Instrumentos de NiTi - Protaper ultimate (ligas inteligentes 
Possui EMF (efeito memória de forma), o que lhe confere resistência a deformidade
• Conicidades variadas;
• Tratamentos térmicos;
• Natureza da liga metálica;
• Possui cor dourada;
• Manutenção da anatomia; 
• Limas FX (35/0,12mm/mm) e FXL (50/0,10mm/
mm) - utilizadas em canais mais amplos;
• F1, F2 e F3 para ampliação do terço apical.
CAD na radiografia 
CPT (CPT = CAD -4mm) 
Determinação do CRI = CAD -2mm (comprimento real do instrumento)
Ex:
CAD: 22mm
CPT: 18mm
CRI: 20mm
CRT: 22mm
Terço apical tem 4mm
-4mm do terço apical
-2mm
A radiografia é feita com a lima inserida no dente 
Movimento dos instrumentos 
Quando o CAD mede até 25mm pode-se utilizar protaper ultimate 
PASSO A PASSO
Movimento de remoção: composto de três manobras, sendo elas:
• Avanço do instrumento 
• Rotação de uma a duas voltas a direita 
• Tração em sentido a coroa 
Os instrumentais mais utilizados são: extirpa-polpas e Limas Hedstrom ou tipo 
H
Movimento de exploração ou cateterismo: 
• Pequenos avanços no sentido apical 
• Discretos movimentos a direita e esquerda
• Pequenos retrocessos 
O seu objetivo é de explorar a anatomia interna, iniciar um esvaziamento do 
canal e determinar a odontometria.
Os intrumentais mais utilizados são: lima do tipo K
Movimento de alargamento: amplia o canal
• Movimento de rotação parcial à direita e à esquerda 
• Avanço 
• Necessário que o alargador esteja justo 
Movimento de limagem ou raspagem: 
• Avanço do instrumento 
• Tração e força lateral contra as paredes 
• A lima só será retirada do canal a cada tração quando estiver em plena 
liberdade no interior do canal e vai ser substituída por outra de diâmetro 
maior 
ICS/ICI
1ª parte: CAD
Com as limas tipo K #10 ou 15 (slider 016, 002) realizar o movimento de 
cateterismo, sempre com irrigação em abundância
Odontometria CRI = CAD -2mm
3ª parte: Ampliação 
Ampliar o terço apical (CRT - 1mm aquém do ápice) com limagem e ampliação 
F1 020. 007
F2 025. 008
F3 030. 009
IAI (instrumento apical inicial)
IAF (instrumento apical final)
CS
Utilizar limas tipo K
1ª parte: CAD
Fazer o movimento de cateterismo com a broca #10, 15
2ª parte: Exploração 
Explorar o terço cervical e médio com a broca gates glidden #3, 4 e 5, sempre 
entre a troca de uma broca e outra irrigar e fazer o movimento de cateterismo
3ª parte: Explorar
Exploração do terço médio (CAD -4mm) com a lima#50, 45, 40, 35 e 30, de 
forma progressiva até o terço apical, sempre entre uma lima e outra irrigar e fazer 
o movimento de cateterismo.
Odontometria: CRI = CAD -2mm
4º parte: Ampliação 
Ampliar o terço apical com lima de 2° série (CRT)
 
 1+1 ou 1+2
Exploraçãoinicial
Usar sempre de 2º série, mas usar as de 1º entre a troca de 
limagem 
PMS/PMI
1º parte: CAD
Fazer movimento de cateterismo com a lima tipo K #10 ou 15 (slider 016, 002), 
sempre com irrigação em abundância 
2º parte: Exploração 
Explorar o terço cervical e médio (CAD -4mm) com a lima (shaper 020. 004), 
irrigando, aspirando e irrigando
Odontometria: CRI - CAD -2mm
A ponta de cúspide é elegida como referência 
Utilizar a técnica de Clarck
Tudo que vier para frente é palatino e vestibular para distal
3º parte: Ampliação 
Ampliar o terço apical com limagem e ampliação 
CRT 1mm aquém do ápice 
F1 020. 007
F2 025. 008
F3 030. 009
IAI (instrumento apical inicial)
IAF (instrumento apical final)
IAI (instrumento apical inicial)
IAF (instrumento apical final)
Comprimento provisório de trabalho 
Asa do grampo para palatina 
-1mm
2ª parte: Exploração do terço cervical e médio (CAD -4mm)
Explorar o canal com as limas (shaper 020. 004), irrigando, aspirando e 
irrigando novamente
=
-
irrigacao 
Possui objetivo um preparo químico-mecânico que limpa, ajuda a ampliar e modelar o 
canal radicular. Esta limpeza é um conjunto de ação mecânica dos instrumentos nas 
paredes internas dos canais e as substâncias químicas que auxiliam no momento da 
irrigação-aspiração.
SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS AUXILIARES DA INSTRUMENTAÇÃO 
Essas substâncias possuem o objetivo de promoção da dissolução de tecidos orgânicos 
vivos ou necrosado, gerando eliminação ou o máximo possível de redução dos micro-
organismos, além de lubrificação, quelação de íons de cálcio e suspensão de detritos, 
também utilizada para remoção de smear layer dos canais.
REQUISITOS PARA SER UM BOM IRRIGADOR
• Tensão superficial: quanto menor a tensão superficial, maior a capacidade de 
molhamento e penetração, o que aumenta o grau de limpeza;
• Viscosidade: quanto maior a viscosidade, menor o escoamento;
• Atividade de solvente de tecido: qualquer tecido pulpar, seja ele vivo ou não 
infectado, deve ser removido durante o tratamento, para que o mesmo não seja 
potencial de proliferação bacteriana;
• Atividade antimicrobiana: a ação antimicrobiana somada com ação mecânica auxiliam 
na limpeza e desinfecção dos canais;
• Atividade quelante: em canais atresiados faz-se o uso de quelantes para ajudar no 
alargamento do canal. Devido a ação descalcificante, o quelante diminui a resistência 
dentinária ao corte dos instrumentos;
• Atividade lubrificante;
• Suspensão de detritos: os detritos acumulados durante a instrumentação podem 
obstruir os canais, facilitando desvios e perfurações, por isso que essa ação é 
importante;
• Biocompatibilidade: toda solução desinfetante apresenta toxicidade, portanto, irá 
depender diretamente da toxicidade, concentração, tempo e área de contato.
SOLUÇÕES: HIPOCLORITO DE SÓDIO
• Líquido de Dakin a 0,5%;
• Líquido de Dausfrene a 0,5%;
• Líquido de Milton a 1%;
• Licor de Labarraque a 2,5%;
• Água sanitária a 2-2,5%.
Apresenta propriedades de:
• Ação de atividade antimicrobiana;
• Ação de solvente de matéria orgânica;
• Ação desodorizante;
• Ação clareadora;
• Ação lubrificante;
• Detergente (saponificação de lipídios);
• Baixa tensão superficial.
SOLUÇÕES: CLOREXIDINA
Apresenta propriedades de:
• Ação antibacteriana;
• Substantividade (prolongamento de ação);
• Ausência de toxicidade;
• Eficiente antimicrobiano.
SOLUÇÕES: ÁCIDO ETILENODIAMINO 
TETRACÉTICO DISSÓDICO (EDTA)
Apresenta propriedades de:
• Quelação de íons de cálcio da dentina;
• Descalcificação;
• Biocompatibilidade;
• Ação desmineralizadora de dentina;
• Permeabilidade de dentina.
Desvantagem:
• Demora de 10 a 15 minutos para ação do efeito quelante 
Utilizada em associação com 
hipoclorito 
Canais mais atresiados 
IRRIGAÇÃO-ASPIRAÇÃO
• Remoção de detritos;
• Reduzir micro-organismos.
A obturação não significa o fim do tratamento endodôntico, pois é preciso 
revisões após o tratamento.
OBS: Se o dente for restaurado proteticamente, ele precisa de um núcleo de 
suporte (núcleo de preenchimento), nesse caso, faz-se toda a obturação e depois 
quando for fazer a restauração protética aí desobtura até o terço médio. É 
preciso que toda restauração protética seja planejada.
obturacao 
1. Acesso coronário;
2. Instrumentação;
3. Obturação.
MATERIAIS OBTURADORES - GUTA PERCHA
Vantagens:
• Adaptação;
• Bem tolerado;
• Radiopacidade;
• Facilmente plastificado;
• Estabilidade dimensional;
• Facilmente removido do canal;
• Não altera a cor do dente (se usado no limite adequado).
Desvantagens:
• Pequena resistência à flexocompressão (rigidez);
• Pouca adesividade;
• Deslocados sob pressão.
O cimento serve como um adesivo, fazendo 
uma interface entre o cimento e a dentina 
Propriedades:
• Fácil inserção e remoção;
• Bom tempo de trabalho;
• Selamento tridimensional;
• Estabilidade dimensional;
• Escoamento;
• Radiopacidade;
• Não mancha os dentes;
• Adesividade (mesmo que pouca);
• Reabsorção; 
• Antimicrobiano.
OBS: O cone selecionado depende diretamente do IAF
OBS: A desinfecção é feita pela imersão em hipoclorito de sódio 2,5% até 
5,25% por um minuto, lavando em seguida com soro fisiológico.
MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS
Utilizado para fazer adesividade da guta-percha nas paredes dentinárias, também 
reduz a interface entre os cones, ocasionando em uma obturação mais homogênea.
Propriedades:
• Fácil inserção e remoção;
• Bom tempo de trabalho;
• Selamento tridimensional;
• Estabilidade dimensional;
• Escoamento;
• Radiopacidade;
• Insolúvel;
• Biocompatibilidade;
• Atividade antimicrobiana.
MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS (OZE)
Vantagens:
• Antimicrobiano;
• Anestésico;
• Anti-inflamatório.
Desvantagens:
• Efeito citotóxico;
• Baixa adesividade;
• Baixo escoamento;
• Muito tempo de trabalho;
• Extravasamento gera efeitos 
deletérios.
MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS 
(HIDRÓXIDO DE CÁLCIO)
Vantagens: 
• Efeitos biológicos benéficos 
Desvantagens:
• Fracas propriedades físico-químicas 
MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS (CIMENTOS 
RESINOSOS)
CIMENTO DE GROSSMAN: 
• Boa seladora;
• Baixa permeabilidade;
• Estabilidade dimensional;
• Adesividade adequada;
• Baixa solubilidade;
• Baixa desintegração
PULP CANAL SEALER (CIMENTO 
DE RICKERT): 
• Boa estabilidade dimensional;
• Seladora;
• Adesão satisfatória;
• Escoamento;
• Baixa solubilidade;
• Radiopacidade elevada;
• Baixa desintegração;
• Atividade antimicrobiana satisfatória.
ENDOMÉTHASONE: 
• Antimicrobiano;
• Anestésico;
• Anti-inflamatório.
TUBLI-SEAL: 
Iguais aos outros 
• Capacidade antibacteriana;
• Indução de tecido cementóide;
• Excelentes propriedades físico-químicas 
AH PLUS JETAH 26
METASEAL
EPIPHANY (REAL-SEAL) ENDO-REZ
SEALAPEX CRCS SEALER 26 APEXIT PLUS ACROSEAL
MATERIAIS OBTURADORES - CIMENTOS ENDODÔNTICOS 
(CIMENTOS BIOCERÂMICOS)
• Vedamento físico e biológico;
• Preferível em casos de reabsorção;
Contém silano 
BIO C SEALER MTA SEALAPEX AH PLUS BIOCERÂMICO
Escoa mais 
OBS: Cimentos que apresentam silicato na composição sentem uma certa 
dificuldade quando utilizado com hipoclorito 
• Não mancha os dentes;
• Adesividade;
• Força coesiva;
-
tecnicas 
TÉCNICA DE SHILDER OU COMPACTAÇÃO VERTICAL DA GUTA-
PERCHA AQUECIDA DE SCHILDER, 1967 (desuso)
Terço apical - desobtura e obtura
Fase coroa-ápice (downpack) Terço apical
Fase ápice-coroa (backfill)
TÉCNICA DE CONE ÚNICO
Plastificação do cone no terço cervical 
• Separa a lima memória que é o IAF e deixa no tamborel;
• Irrigação-aspira e repassa a lima IAF;
• Passa o papel absorvente para secar o conduto e fazer a prova do cone;
• Com o conduto seco, inicia a prova do cone;
• Com a pinça pega o cone selecionado e coloca no conduto, tendo como ponto de 
eleição a ponta de cúspide ou borda incisal;
• Mede o cone na régua pra ver se bate com o CRT;
• Caso fique aquém, pega outro cone;
• Coloca o cone no hipoclorito de sódio por 1min, retira e enxuga em gaze;
• Passa o cone no cimento ou coloca o cimento diretamente no conduto;• Insere o cone no movimento de bombeamento;
• E após confirmar que o cone está em todo comprimento do conduto, esquenta 
o instrumento de Lucas no maçarico e corta o cone;
• Faz o condensamento com condensador Odus de Deus 
• Corta o cone para que fique adaptado a entrada dos canais radiculares;
• Com a Microbrush embebida de álcool faz a limpeza da cavidade para retirar 
excesso de material que extravasa;
• E faz a radiografia para confirmação do sucesso do tratamento endodôntico.
Dobra o cone para saber até onde deve ir, servindo como 
um guia 
Precisa estar um pouco justo
TÉCNICA DE CONDENSAÇÃO LATERAL
Cone principal + cone acessório
Realizada apenas com lima K file 
1° ou 2° série - conicidade 02 
Utilizar espaçador digital 
• Geralmente começa com o cone azul e depois pega o vermelho;
• Quando não entrar mais cones, esquenta o instrumento de Lucas e em golpe único 
corta;
• O corte precisa estar rente a entrada do canal radicular;
• Condensa com o condensador de Odus de Deus;
• Faz o toalete final
Relatório de endodontia 
Maria Eduarda Batista Alves - 01344935
 5° período MA
Relatório das Práticas de Endodontia
Maria Eduarda Batista Alves - 01344935
Incisivo Central Superior - ICS
• Radiografia periapical do dente ICS;
• 24mm no CAD;
• Iniciada a abertura com a broca diamantada 1013, tendo como 
ponto de eleição a área mais central da superfície palatina, próximo 
do cíngulo;
• Feita a remoção completa do teto e as paredes vestibular e palatina 
preparadas, com a cureta pulpar foi testado presença de 
irregularidade das paredes e com a broca 3083 as paredes foram 
alisadas e refinadas. 
ABERTURA E PREPARO 
INSTRUMENTAÇÃO 
• CAD = 24mm
1. Terço cervical 
• Exploração inicial com a lima especial 10;
• O terço cervical foi explorado com a slider (016.002) com 
movimento de cateterismo, irrigação e aspiração e retornando para 
lima especial;
• Realizado o CPT - CAD -4mm = 20mm;
2. Terço médio
• Utilizou-se a shaper de 20 fazendo movimento de limagem e 
alargamento entre uma lima e outra até chegar ao fim do terço 
médio;
• Sempre com o cursor da lima ajustado ao CPT;
3. Terço apical 
• CRI - CAD -2 = 22mm;
• Foi utilizada a F2 em toda extensão, tendo como referência a borda 
da incisal, recuando até o limite do forame, com o objetivo de 
ampliação do terço apical;
• Quando a ponta da lima apontou no forame apical fez-se o toalet 
final;
• CRT - CAD -1 = 23mm;
• IAI - F2;
• IAF - F3.
OBTURAÇÃO 
• CRT - 23mm;
• Separada a lima memória F3 que é o IAF e deixada no tamborel;
• Foi feita a irrigação e aspiração e repassada a lima F3;
• Foi passado o papel absorvente para secar o conduto e fazer a prova do 
cone;
• Secado o conduto, iniciou-se a prova do cone, sendo escolhido o cone 
30;
• Colocou-se o cone no hipoclorito de sódio por 1min, retirado e enxuto 
em gaze;
• Devido a espessura do cimento MTA, aplicou-se determinada quantidade 
no papel;
• Passou o cone no cimento afim e colocou no conduto;
• Inserido o cone no movimento de bombeamento;
• E após confirmado que o cone estava em todo comprimento do conduto, 
esquentou o instrumento de Lucas no maçarico e cortou o cone;
• Feito o condensamento com condensador Odus de Deus 
• O cone cortado ficou adaptado a entrada dos canais radiculares;
• Com a Microbrush embebida de álcool foi feita a limpeza da cavidade 
para retirar excesso de material que extravasou;
• E feita a radiografia para confirmação do sucesso do tratamento 
endodôntico.
Canino Superior - CS
• Radiografia periapical do dente CS;
• 26mm no CAD;
• Iniciada a abertura com a broca diamantada 1014FL, tendo como ponto de eleição a área mais central da superfície palatina, próximo do cíngulo;
• Feita a remoção completa do teto e as paredes vestibular e palatina preparadas, com a cureta pulpar foi testado presença de irregularidade das 
paredes e com a broca 3083 as paredes foram alisadas e refinadas. 
INSTRUMENTAÇÃO 
ABERTURA E PREPARO 
• CAD = 26mm
1. Terço cervical 
• Exploração inicial em movimento de cateterismo com a lima especial #10;
• O terço cervical foi explorado com a lima K de cateterismo 31mm (15#) com movimento de cateterismo, irrigação e aspiração e retornando para 
lima especial.
2. Terço médio
• Realizado o CPT - CAD -4mm = 22mm;
• Utilizada a lima K de segunda série (80#) fazendo movimento de limagem e alargamento entre uma lima e outra até chegar ao fim do terço médio, 
utilizando as limas de forma progressiva e decrescente;
• Sempre com o cursor da lima ajustado ao CPT de 22mm;
3. Terço apical 
• CRI - CAD -2 = 24mm;
• Foi utilizada a (80#) em escalonamento progressivo e de forma descrescente, tendo como referência a borda da incisal, recuando até o limite do 
forame, com o objetivo de ampliação do terço apical;
• Quando a ponta da lima apontou no forame apical fez-se o toalet final;
• CRT - 25mm
• IAI - (80#);
• IAF - (50#).
I
Pré - molar Superior - PMS
ABERTURA E PREPARO 
• Radiografia periapical do dente PMS;
• 25mm no CAD;
• Iniciada a abertura com a broca diamantada 1013, tendo como ponto de eleição a área central da superfície oclusal, junto à fossa central;
• Feita a remoção completa do teto e as paredes vestibular e palatina preparadas, com a cureta pulpar foi testado presença de irregularidade das 
paredes e com a broca 3083 as paredes foram alisadas e refinadas. 
INSTRUMENTAÇÃO DO CANAL VESTIBULAR
• CAD = 25mm
1. Canal vestibular - Terço cervical 
• Exploração inicial em movimento de cateterismo com a lima especial #10, sempre com irrigação em abundância;
• O terço cervical foi explorado com a lima slider (016.002) com movimento de cateterismo, irrigação e aspiração e retornando para lima especial.
2. Canal vestibular - Terço cervical e médio
• Realizado o CPT - CAD -4mm = 21mm;
• Utilizada a lima shaper (020.004) fazendo movimento de limagem e alargamento entre uma lima e outra até chegar ao fim do terço médio;
• Sempre com o cursor da lima ajustado ao CPT de 21mm;
3. Canal vestibular - Terço apical 
• CRI - CAD -2 = 23mm;
• Foi utilizada a F1, tendo como referência a ponta de cúspide, recuando até o limite do forame, com o objetivo de ampliação do terço apical;
• Quando a ponta da lima apontou no forame apical fez-se o toalet final;
• CRT - 24mm;
• IAI - F1;
• IAF - FXL.
INSTRUMENTAÇÃO DO CANAL PALATINO
• CAD = 25mm
1. Canal palatino - Terço cervical 
• Exploração inicial em movimento de cateterismo com a lima especial #10, sempre com irrigação em abundância;
• O terço cervical foi explorado com a lima slider (016.002) com movimento de cateterismo, irrigação e aspiração e retornando para lima especial.
2. Canal palatino - Terço cervical e médio
• Realizado o CPT - CAD -4mm = 21mm;
• Utilizada a lima shaper (020.004) fazendo movimento de limagem e alargamento entre uma lima e outra até chegar ao fim do terço médio;
• Sempre com o cursor da lima ajustado ao CPT de 21mm;
3. Canal palatino - Terço apical 
• CRI - CAD -2 = 23mm;
• Foi utilizada a F3, tendo como referência a ponta de cúspide, recuando até o limite do forame, com o objetivo de ampliação do terço apical, com 
movimento de linagem e ampliação;
• Quando a ponta da lima apontou no forame apical fez-se o toalet final;
• CRT - 24mm;
• IAI - F3;
• IAF - FX.
I