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Volta às aulas sem celular: saiba como vai funcionar a nova lei
Meta é proteger crianças e adolescentes dos impactos negativos
ISABELA VIEIRA* - REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Publicado em 04/02/2025 - 07:05 Rio de Janeiro
O ano letivo começa com a restrição do uso de celulares nas escolas públicas e privadas do país. A determinação é da Lei Federal 15.100, sancionada no início de janeiro deste ano, e que procura limitar o uso de dispositivos eletrônicos portáteis nas escolas públicas e privadas, tanto nas salas de aula quanto no recreio e intervalos, mas permite o uso pedagógico, ou seja, quando autorizado pelos professores.
A nova medida tem como meta proteger as crianças e adolescentes dos impactos negativos das telas na saúde mental, física e psíquica, segundo o Ministério da Educação (MEC) e já foi adotada em outros países, como França, Espanha e Dinamarca. Porém, por ser uma novidade no Brasil, a nova lei tem gerado dúvidas na comunidade escolar. Para tentar esclarecer, a Agência Brasil preparou uma série de perguntas e respostas sobre o que a nova lei libera ou proíbe, com base em informações do MEC, do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio) e do Instituto Alana. 
Quando começa a valer a restrição dos celular nas escolas?
Já está em vigor a Lei Federal 15.100, que proibiu o uso de celulares durante as aulas, recreios ou intervalos no ensino básico (infantil, fundamental e médio). A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 13 de janeiro de 2025. Para que a lei seja aplicada corretamente, o MEC prepara uma regulamentação que deve ser divulgada até o fim de fevereiro. Até lá, cabe às instituições de ensino definirem as próprias estratégias de implementação. Para isso, o ministério divulgou manuais para escolas e redes de ensino, citando casos onde a proibição já está em vigor e dados para embasar a medida.
Quais as razões para proibir o celular?
Segundo o Ministério da Educação, a medida foi tomada diante das fartas evidências sobre o impacto negativo dos dispositivos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens. O objetivo é permitir que os alunos participem das atividades e interajam. Estudos avaliados pelo MEC apontam que o uso excessivo de telas prejudica o desempenho acadêmico, reduz a interação social e aumenta as chances de depressão e ansiedade entre os jovens.
Dados do Programa de Avaliação de Estudantes (Pisa), uma avaliação internacional, concluiu que oito em cada dez estudantes brasileiros de 15 anos assumiram ter se distraído com o celular nas aulas de matemática.
“Sabemos que o mundo digital é importante e o quanto a educação digital é também uma dimensão fundamental”, disse, em nota, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt. "Queremos otimizar o uso [dos dispositivos] e potencializar os benefícios, mas mitigando os efeitos nocivos", completou.
A escola vai liberar tablets, no lugar dos celulares?
Não. A nova lei restringe também o uso aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, como tablets, relógios inteligentes conectados à internet ou não nas escolas.
Como devem ser guardados os aparelhos nas escolas?
As escolas têm autonomia para definir como vai funcionar a nova lei em cada instituição e as escolas devem definir as regras junto com pais, professores e alunos. Algumas escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo já orientam estudantes a manter os aparelhos desligados nas mochilas, mas pode haver a opção de colocar em armários individuais ou caixas coletivas.
Qual a punição para quem ligar o celular fora de hora?
O MEC explicou que cada escola deve determinar como fazer valer a lei em sala de aula em parceria com a comunidade escolar e como fiscalizar. Essa orientação também está no guia disponível na página da internet do Ministério.
Haverá multa às escolas que não cumprirem a lei?
A fiscalização do cumprimento da nova lei é uma atribuição das secretarias municipais e estaduais de educação, mas a lei não determina multas.
Quando o celular pode ser usado?
A lei permite o uso pedagógico da ferramenta. Em determinadas situações, o celular pode enriquecer as práticas de ensino, especialmente em contextos de desigualdade, onde há necessidade de desenvolver educação digital e midiática. Em muitas escolas, o celular é uma ferramenta pedagógica e o material didático é eletrônico.
Como os alunos poderão se comunicar com as famílias?
Para questões de acessibilidade, inclusão, de saúde ou emergências, o celular não foi proibido. Aqueles que precisam se comunicar com os pais para organizar a rotina familiar devem fazê-lo sob orientação e conhecimento da escola.
Qual o papel dos pais?
Nas orientações às escolas, o MEC reforça a atribuição dos pais, de modo que sejam informados sobre as regras e reforcem as medidas em casa, esclarecendo também sobre os impactos negativos do uso das telas.
"Estamos fazendo uma ação na escola, mas é importante conscientizar os pais para limitar e controlar o uso desses aparelhos fora de sala de aula, fora da escola", disse o ministro da Educação, Camilo Santana.
O material do ministério destaca ainda como efeitos negativos do uso inadequado das telas atrasos no desenvolvimento e na linguagem, miopia, problemas no sono e sobrepeso, citando pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Quais os benefícios esperados com a medida?
Segundo o presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio), Elson Simões de Paiva, a medida favorece a socialização dos jovens. “A socialização deles está sendo feita através de celular, mais de pessoa com pessoa. Então, é importante o uso do celular ser mais controlado dentro das escolas”, disse ele, cobrando também mais esclarecimentos por parte das redes públicas de ensino sobre como as novas medidas serão aplicadas.
Há recomendações para as crianças pequenas?
Na infância, há uma preocupação extra, depois do anúncio de afrouxamento da moderação de conteúdos por plataformas. O pesquisador Pedro Hartung, diretor de Políticas e Direitos das Crianças do Instituto Alana disse à Agência Brasil que os menores estão mais suscetíveis agora a crimes no ambiente digital.
"Estamos falando, por exemplo, de um crescimento de imagens advindas de violência contra a criança, que podem ser utilizadas, inclusive, para ameaçá-las”, destacou. “Um crescimento, por exemplo, de cyberbullying, e da exposição não autorizada da imagem e informações pessoais, ou a conteúdos que ou representam ou são mesmo tratamento cruel e degradante, discurso de ódio, incitação e apologia a crimes".
Para creche e pré-escola, o MEC recomenda atividades desplugadas, priorizando experiências que estimulem a criatividade, a interação e o desenvolvimento motor das crianças. Nos ensinos fundamental e médio, a recomendação é sempre priorizar, quando possível, o uso de dispositivos digitais da própria escola.
1. Localize na notícia as seguintes informações.
a) Headline (manchete).
b) Veículo responsável pelas informações.
c) Assunto principal.
d) Jornalista.
e) Data de publicação.
f) Local onde a notícia foi veiculada (televisão, site, rádio, jornal ou revista).
g) Nível de linguagem predominante (formal ou informal).
2. De acordo com o texto, qual é o órgão responsável pelo desenvolvimento do projeto de lei que propõe o banimento do celular em sala de aula? Quem é a pessoa responsável por este órgão?
3. A sigla é utilizada geralmente para reduzir algumas palavras a fim de gerar mais agilidade tanto ao falar quanto ao escrever. É formada, geralmente, pelas iniciais dos termos. Assim sendo, escreva os significados das siglas abaixo retiradas da notícia.
a) MEC _____________________________
b) PL _______________________________
c) UNESCO _________________________
4. Em: “A entidade faz uma relação entre o uso da tecnologia pelos estudantes e dificuldades de aprendizado, apontando, ainda, o surgimento de problemas de saúde mental.”, o emprego da palavra ainda, nesse trecho, tem a função de
a) contrastar as informações apresentadasanteriormente.
b) introduzir uma oposição ao que foi mencionado no início da frase.
c) adicionar uma informação complementar ao que já foi afirmado.
d) indicar uma ideia de tempo, sugerindo que o problema persiste até o momento.
5. Conforme o texto, é possível inferir que o Ministério da Educação decidiu desenvolver um projeto de lei para proibir o uso de celulares em sala de aula porque
a) as escolas brasileiras já estão utilizando outras tecnologias mais avançadas.
b) os alunos passaram a utilizar celulares apenas para fins educativos e pedagógicos.
c) o número de escolas que utilizam celulares em suas aulas está aumentando.
d) as recomendações anteriores sobre o uso de celulares em sala de aula não foram eficazes.
6. Quais são as melhorias citadas no texto que resultam do banimento dos celulares durante as aulas?
7. Considerando a crescente presença dos celulares na vida dos estudantes, surgem diversas questões positivas e negativas quanto ao seu uso no ambiente escolar. Assim sendo, indique abaixo pelo menos dois argumentos a favor e dois argumentos contra o uso do celular em sala de aula.
8. Há um consenso de que o uso do celular em sala de aula pode causar distrações que prejudicam o aprendizado. No entanto, muitos consideram a decisão de bani-lo completamente uma medida exagerada. Você concorda com a posição do MEC de proibir o uso de celulares nas escolas? Justifique sua resposta.
9. Considerando a crescente presença dos celulares na vida dos estudantes, surgem diversas questões positivas e negativas quanto ao seu uso no ambiente escolar. Assim sendo, indique abaixo pelo menos dois argumentos a favor e dois argumentos contra o uso do celular em sala de aula.
10. Há um consenso de que o uso do celular em sala de aula pode causar distrações que prejudicam o aprendizado. No entanto, muitos consideram a decisão de bani-lo completamente uma medida exagerada. Você concorda com a posição do MEC de proibir o uso de celulares nas escolas? Justifique sua resposta.
A notícia é um texto jornalístico que relata um fato socialmente relevante para amplo público, com intuito de acessibilizar as informações consideradas relevantes. A notícia abrange todas as áreas que são coletivamente importantes, como política, economia, cultura, segurança, saúde, educação, meio ambiente e outros.
Sua estrutura divide-se em: título, lide, informações secundárias e detalhes. A linguagem deve ser objetiva, acessível e impessoal, atendo-se a representar a realidade dos fatos, sem inserir julgamento pessoal.
Leia também: História em quadrinhos – gênero textual que mescla a linguagem verbal com a não verbal
Característica e estrutura da notícia
A notícia é um gênero textual que veicula um acontecimento real para o grande público ou para os leitores assinantes de determinado jornal. Ela pertence ao grupo de textos que relatam e, por isso, organiza-se de uma maneira própria ao tipo: apresenta tempo, espaço, personagens e fatos. Veja a seguir as características da linguagem de uma notícia.
· Referencial na realidade: a notícia deve apresentar fatos concretos, ocorridos na realidade. Desse modo, a linguagem deve priorizar a função referencial, ou seja, a função de representar a realidade por meio da língua.
· Conteúdo sintético: a notícia deve evitar todo tipo de informação que não seja relevante ao fato. Uma notícia demasiadamente longa pode afastar o leitor. Assim, é relevante apresentar um texto conciso e objetivo.
· Precisão vocabular: a notícia é um texto técnico, por isso o cuidado com a língua e com a variedade padrão é essencial. Dentre os cuidados necessários, a precisão vocabular ganha destaque, pois o texto deve evitar interpretações múltiplas, e o uso vocabular adequado garante que o sentido seja comunicado de modo mais claro.
· Acessibilidade: além de ser um texto técnico, a notícia também é um texto de amplo alcance, ou seja, possui um público-alvo vasto e diverso, por isso, em conjunto com a formalidade, o texto deve apresentar acessibilidade, evitando termos desconhecidos ou conceitos técnicos e priorizando uma linguagem simples e direta.
· Narração em terceira pessoa: a notícia deve ser contada na voz da terceira pessoa. O autor da notícia ocupa a perspectiva de observador externo que relata aquilo que vê e ouve, evitando todo tipo de expressão pessoal e julgamento subjetivo.
Outra característica relevante ao gênero é o lide. O lide ou “cabeça” é a parte inicial do texto, que é responsável por “guiar” o leitor, apresentando as informações mais relevantes ou o próprio clímax da história. Comumente, o lide responde às perguntas: “Quem?”; “O quê?”; “Quando?”; “Onde?”; “Como?”; “Por quê?”.
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A estrutura do gênero divide-se em:
· título: chamada para a notícia, comumente apresenta o enfoque que será trabalhado no fato;
· subtítulo: informações complementares ao título;
· lide: parágrafos iniciais que apresentam as principais informações do texto;
· informações secundárias: informações complementares àquelas apresentadas no lide;
· detalhes: detalhes adicionais da notícia.
Ao produzir um texto desse gênero, além de relatar o fato, é necessário apresentar concretude ao texto, ou seja, fortalecer a certeza de que a história é verídica, que ocorreu de fato. A comprovação da notícia se faz com o fornecimento de dados que concedam confiabilidade ao texto, como: data e local onde ocorreram os fatos; declaração e depoimentos de pessoas envolvidas nos ocorridos; imagens e outros. A notícia deve se mostrar confiável.
Passo a passo de como fazer uma notícia
Para auxiliar na construção de uma notícia, abaixo se apresenta um roteiro para a elaboração do texto.
1. Escolha um fato atual e relevante para o público-alvo.
2. Faça uma pesquisa para coletar o máximo de provas e dados sobre o fato que será noticiado.
3. Analise todas as informações obtidas e organize os dados conforme a prioridade e relevância na história.
4. Elabore um título criativo e instigante que apresente a mensagem central da notícia.
5. Construa seu subtítulo com as informações adicionais.
6. Inicie o corpo da sua notícia com o lide e, nos primeiros parágrafos, aponte as informações mais impactantes da notícia.
7. Acrescente as informações secundárias e, por último, detalhes da notícia.
Esse roteiro serve como uma ferramenta auxiliar para a estruturação de uma notícia. Além delas, outros tópicos são relevantes na produção textual.
· Utilize uma linguagem precisa, objetiva e acessível. Dê preferência a períodos mais curtos e em ordem direta.
· Mantenha uma organização textual, entre tamanho dos períodos e tamanhos dos parágrafos.
· Prefira sempre as palavras mais simples e de fácil compreensão.
· Evite todo tido de julgamento e ponto de vista pessoal.
· Apresente o máximo de dados possíveis para comprovar o fato.
· Utilize a variedade padrão da língua portuguesa.
Diferenças entre notícia e reportagem
A reportagem é um gênero textual de cunho jornalístico que visa apresentar uma análise, um estudo, pesquisa ou investigação a respeito de algum tema, no intuito de apresentá-lo, com determinado enfoque, de modo mais aprofundado e crítico, acrescentando comprovação, comparações e dados relevantes às argumentações e exposições presentes no texto. A reportagem trabalha com temáticas de relevância social, mas não se limita à narração de fatos concretos, embora possa utilizá-los em parte de sua composição.
A notícia, por outro lado, também é um gênero jornalístico, mas se foca somente em apresentar um fato específico ocorrido na realidade. Desse modo, a notícia é um texto curto e com uma abordagem fechada no relato, não apresentando pontos de vista nem reflexões críticas a respeito dos temas envolvidos. A notícia centra-se somente em compartilhar um acontecimento real a um amplo público.
Objeto do conhecimento: Gênero Notícia: Proibição de Celular nas Escolas.
Objetivo da Aula: Incentivar aos alunos a prática de leitura, desenvolvendo habilidades de interpretação de texto do gênero notícia, fazendo análise críticae reflexiva sobre o impacto das tecnologias, especificamente os celulares, no ambiente escolar.
Habilidade da BNCC: (EF69LP03) Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.(EF69LP13) Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social. (EF08LP01) Identificar e comparar as várias editorias de jornais impressos e digitais e de sites noticiosos, de forma a refletir sobre os tipos de fato que são noticiados e comentados, as escolhas sobre o que noticiar e o que não noticiar e o destaque/enfoque dado e a fidedignidade da informação.
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