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🟡 Medicina Laboratorial Intoxicação aguda e crônica por drogas ilícitas e álcool e estruturas anatômicas envolvidas na exposição a tais agentes Dica: principais agentes de cada sp. SNP carbamato e organofosforato e efeitos que tem e foca na imagem e drogas ilícitas. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Analisar os efeitos dos agentes agonistas e antagonistas colinérgicos no sistema nervoso autônomo. Correlacionar os efeitos dos carbamatos e organofosforados com as manifestações clínicas apresentadas pelo paciente. Correlacionar o mecanismo de ação da atropina com seu uso nos casos de intoxicação por organofosforados e carbamatos. ESTAÇÃO 1 MECANISMO DE AÇÃO DOS AGENTES AGONISTAS E ANTAGONISTAS COLINÉRGICOS NO SISTEMA NERVOSO Os agentes colinérgicos atuam sobre os efeitos parassimpáticos porque imitam a ação da acetilcolina, o principal neurotransmissor do sistema nervoso parassimpático. SNP regula várias funções do corpo em condições de repouso, como reduzir a frequência cardíaca, aumentar a motilidade do trato Medicina Laboratorial 1 gastrointestinal, promover a secreção de glândulas digestivas e contração das vias respiratórias. A acetilcolina é liberada nas sinapses das fibras pós-ganglionares parassimpáticas, onde se liga aos receptores colinérgicos (muscarínicos e nicotínicos) nas células-alvo, desencadeando a resposta parassimpática. As fibras pré-ganglionares do sistema parassimpático liberam acetilcolina como neurotransmissor. Ela se liga a receptores nicotínicos nos neurônios pós-ganglionares. As fibras pós-ganglionares do sistema parassimpático também liberam acetilcolina, que se liga a receptores muscarínicos nos órgãos-alvo para produzir os efeitos parassimpáticos. ATIVIDADE 1 EXERCÍCIO EM GRUPO � Os agentes colinérgicos atuam sobre os efeitos parassimpáticos no nosso organismo. Com base nisso, analise a imagem apresentada a seguir, observando o efeito dos agentes parassimpáticos sobre nossos órgãos, e responda às questões de “Aˮ a “I .ˮ Medicina Laboratorial 2 A. Qual é a consequência de uma intoxicação promovida por um agente agonista colinérgico sobre o trato gastrointestinal de um paciente? Estímulo excessivo da motilidade e das secreções gastrointestinais. B. Quais manifestações clínicas relacionadas ao trato gastrointestinal podem estar presentes no indivíduo intoxicado com um agonista colinérgico? Náuseas, vômitos, diarreia, cólicas abdominais e aumento da secreção de sucos digestivos. C. Qual é a consequência de uma intoxicação promovida por um agente agonista colinérgico sobre o trato respiratório de um paciente? Contração dos músculos lisos das vias aéreas, resultando em broncoconstrição e aumento das secreções respiratórias. D. Quais manifestações clínicas relacionadas ao trato respiratório podem estar presentes no indivíduo intoxicado com um agonista colinérgico? Medicina Laboratorial 3 Dificuldade respiratória, sensação de falta de ar, sibilos e aumento de secreções bronquiais. E. Qual é a consequência de uma intoxicação promovida por um agente agonista colinérgico sobre o olho de um paciente? Contração do músculo ciliar e do esfíncter da íris, resultando em miose (pupilas contraídas) e espasmo de acomodação. F. Qual é a manifestação clínica relacionadas ao olho pode estar presente no indivíduo intoxicado com um agonista colinérgico? Visão embaçada e dificuldade para focar em objetos distantes. G. Qual é a consequência de uma intoxicação promovida por um agente agonista colinérgico sobre as glândulas salivares de um paciente? Aumento da secreção salivar. H. Qual é a manifestação clínica relacionadas às glândulas salivares pode estar presente no indivíduo intoxicado com um agonista colinérgico? Sialorreia (salivação excessiva). I. Qual é a classe de medicamentos pode ser uma alternativa terapêutica para reduzir as manifestações clínicas provocadas pelos agentes intoxicante agonista colinérgico? Anticolinérgicos (ou antimuscarínicos), como a atropina, que bloqueiam os receptores muscarínicos e antagonizam os efeitos do agonista colinérgico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SILVA, Penildon. Farmacologia, 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. E-book. ISBN 9788527720342. Disponível em: https://integrada. minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527720342/. Acesso em: 3 ago. 2023. WHALEN, Karen; FINKELL, Richard; PANAVELIL, Thomas A. Farmacologia ilustrada. Porto Alegre: Artmed, 2016. E-book. ISBN 9788582713235. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582713235/. Acesso em: 2 ago. 2023. Medicina Laboratorial 4 https://integrada/ http://minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-2034-2/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582713235/ ESTAÇÃO 2 INTOXICAÇÃO POR AGENTES AGONISTAS COLINÉRGICOS ATIVIDADE 1 CASO CLÍNICO � Leia o caso clínico e responda às questões “Aˮ a “H .ˮ H.M.S., sexo masculino, 37 anos, agricultor, foi conduzido para a unidade de pronto atendimento após apresentar alguns sintomas. O paciente relata que o problema surgiu após ter derramado uma quantidade do produto que aplica na lavoura no seu corpo, molhando parte da roupa. Quando questionado sobre o uso de Equipamentos de proteção individual EPIs, respondeu que não utiliza nenhum. O paciente relata visão turva, dificuldade respiratória, vômitos, diarreia, sudorese, fraqueza generalizada. Durante avaliação clínica do paciente foi observado excesso de saliva, bradicardia e hipotensão. Durante o atendimento na unidade de saúde, o paciente permaneceu com a roupa no corpo. Diante da situação, foi realizada uma coleta sanguínea do paciente para a dosagem da colinesterase, que apresentou concentração baixa, e foi administrada a droga atropina no paciente. Após a administração da atropina, o paciente apresentou melhora significativa dos sinais e sintomas. A. Quais são as principais classes de agrotóxicos podem estar envolvidas na intoxicação do paciente? Organofosforados e carbamatos, que são comuns em pesticidas agrícolas e conhecidos por seus efeitos colinérgicos. B. Qual dessas classes de agrotóxico é mais perigosa? Justifique. Organofosforados são mais perigosos, pois inibem irreversivelmente a enzima colinesterase, o que pode levar a intoxicações graves e de longa duração em comparação aos carbamatos, que inibem a colinesterase de forma reversível. C. Quais são as possíveis vias de exposição a este tipo de agrotóxicos, por meio de quais vias o paciente se expôs? As possíveis vias de exposição incluem inalação, ingestão e absorção dérmica. O paciente se expôs principalmente pela via dérmica, já que o agrotóxico entrou em contato com a pele e foi absorvido pelo corpo. D. Qual é o nome da síndrome toxicológica apresentada pelo paciente? Medicina Laboratorial 5 Síndrome colinérgica ou crise colinérgica. E. Qual é o mecanismo da intoxicação presente no paciente? A intoxicação ocorre devido à inibição da enzima colinesterase, que é responsável por degradar a acetilcolina nas sinapses. A acumulação de acetilcolina causa hiperestimulação dos receptores colinérgicos, resultando nos sintomas parassimpáticos observados. F. O que pode explicar a redução na concentração da enzima colinesterase no organismo do paciente? A redução da colinesterase ocorre porque os organofosforados ou carbamatos inibem essa enzima, impedindo que ela quebre a acetilcolina, levando ao acúmulo de acetilcolina e aos sintomas da intoxicação. G. Quais medidas poderiam ser tomadas durante o atendimento para reduzir a exposição do paciente ao agrotóxico? Remover imediatamente as roupas contaminadas, lavar a pele exposta com água e sabão, e evitar a inalação de vapores. Essas medidas reduzem a absorção adicional do agrotóxico. H. Por que o paciente apresentou melhora significativa após o uso do medicamento atropina? A atropina é um anticolinérgico que bloqueia os receptores muscarínicos, antagonizando os efeitos do excesso de acetilcolina e aliviando os sintomas colinérgicos.O paciente apresentou melhora significativa após o uso da atropina porque ela bloqueia especificamente os receptores muscarínicos, que são responsáveis pelos efeitos do sistema parassimpático estimulados pelo excesso de acetilcolina. Na intoxicação por agentes colinérgicos, como pesticidas organofosforados, a enzima colinesterase é inibida, e a acetilcolina não é degradada corretamente. Isso causa um acúmulo de acetilcolina nas sinapses e leva à hiperestimulação dos receptores colinérgicos. A atropina, ao bloquear os receptores muscarínicos, evita que a acetilcolina em excesso se ligue a esses receptores, interrompendo a estimulação excessiva. Isso reduz os sintomas parassimpáticos, como bradicardia, salivação Medicina Laboratorial 6 excessiva, broncoconstrição e hipotensão, proporcionando alívio rápido dos sintomas da síndrome colinérgica. Ou seja, a atropina age como um "antídoto funcional", permitindo que o paciente recupere o equilíbrio de suas funções corporais até que o corpo metabolize o agente tóxico ou que sejam administrados outros tratamentos auxiliares. Ao usar atropina, a colinesterase continua inibida. A atropina não atua diretamente sobre a enzima colinesterase; em vez disso, ela bloqueia os receptores muscarínicos, reduzindo os sintomas causados pelo excesso de acetilcolina. Dessa forma, a atropina alivia os efeitos colinérgicos, mas não reverte a inibição da colinesterase. Para reativar a colinesterase, especialmente em casos de intoxicação por organofosforados, pode ser necessário usar um reativador específico da colinesterase, como a pralidoxima. A pralidoxima age restaurando a atividade da colinesterase ao remover o organofosforado ligado à enzima, ajudando assim a recuperar a função normal da acetilcolina e reduzindo a intoxicação de maneira mais completa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS KLAASSEN, Curtis D.; WATKINS III, John B. Fundamentos em Toxicologia de Casarett e Doull Lange). Porto Alegre: Artmed, 2012. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo A, 2012. OLSON, Kent R. Manual de toxicologia clínica. Porto Alegre: Artmed, 2013. E- book. ISBN 9788580552669. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com. br/#/books/9788580552669/. Acesso em: 3 ago. 2023. Medicina Laboratorial 7 https://integrada.minhabiblioteca.com/