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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA GRANDE DOURADOS Curso: Engenharia de Produção Semestre: 6º Disciplina: Planejamento e Controle de Manutenção ATIVIDADE AVALIATIVA ESPECIAL (AAE) 1 - referente as aulas 1 a 4 Professor: Julio Gonçalves 1º) No início dos anos 70, foi levado em questão o envolvimento dos aspectos de custos no processo de gestão da manutenção, que ficou conhecido como Terotecnologia. O que essa técnica propunha? Cite dois exemplos. (Peso 0,5) 1. Planejamento de Manutenção Preventiva: Adotar estratégias que antecipem problemas em máquinas e equipamentos para evitar falhas inesperadas e reduzir custos de reparo, garantindo que o equipamento funcione com eficiência durante mais tempo. 2. Análise do Custo do Ciclo de Vida: Avaliar não apenas o custo inicial de aquisição, mas também os custos de operação, manutenção e descarte, para selecionar equipamentos que ofereçam melhor relação custo-benefício ao longo de sua vida útil. 2º) Ainda na década de 1970 os japoneses criaram a Total Productive Maintenance (TPM) ou traduzindo, Manutenção Produtiva Total, envolvendo o ciclo produtivo ocioso da operação para execução de rotinas de manutenção permitindo o manutentor fazer parte das análises da Engenharia de Manutenção. Após, nos anos 80, teve outro marco na área de manutenção, o que aconteceu? Qual foi a contribuição desse acontecimento para a área de manutenção? (Peso 0,5). Nos anos 1980, ocorreu o desenvolvimento da Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC), ou Reliability-Centered Maintenance (RCM). Essa metodologia foi inicialmente desenvolvida na indústria aeronáutica, nos Estados Unidos, com o objetivo de melhorar a confiabilidade e segurança dos sistemas críticos, reduzindo ao mesmo tempo os custos de manutenção. A principal contribuição da MCC foi introduzir uma abordagem sistemática para identificar e implementar práticas de manutenção que maximizem a confiabilidade dos equipamentos, considerando os riscos e impactos potenciais de falhas específicas. A MCC ajudou a área de manutenção a evoluir para um modelo mais estratégico, focado em entender a função dos equipamentos, as possíveis falhas e as consequências dessas falhas, promovendo ações de manutenção mais direcionadas e eficazes, além de maior segurança e confiabilidade operacional. 3º) Com base no que estudamos sobre manutenção preditiva em análise de falhas (parâmetro medido x tempo), após a fase 3 qual será o próximo passo? e após a fase 4 qual será o próximo passo?Cite um exemplo de aplicação para cada fase (3 e 4). (Peso 1). Na manutenção preditiva em análise de falhas (parâmetro medido x tempo), as fases indicam os estágios de monitoramento e de ação conforme o comportamento do equipamento. Após a fase 3 e a fase 4, os próximos passos são: • Após a Fase 3 (Ação de Correção Planejada): Na fase 3, os sinais de degradação já estão evidentes, indicando a necessidade de uma ação corretiva, mas ainda com tempo para planejamento. O próximo passo após essa fase é planejar e executar a correção antes que o problema cause falha funcional. • Exemplo de Aplicação: Em motores elétricos, a fase 3 pode envolver a análise de vibrações indicando desgaste de rolamentos. Ao identificar uma alteração no padrão de vibração, a equipe de manutenção planeja a substituição dos rolamentos na próxima parada programada, evitando uma falha não planejada. • Após a Fase 4 (Ação Imediata): Na fase 4, o equipamento está muito próximo de uma falha iminente, e uma ação imediata é necessária. O próximo passo é executar uma intervenção de emergência para evitar a falha total do equipamento. • Exemplo de Aplicação: No caso de uma turbina que apresenta superaquecimento crítico, detectado por sensores de temperatura, a fase 4 exigiria um desligamento imediato para inspeção e reparo, evitando danos maiores à turbina. 4º) Entre os indicadores de desempenho da gestão em manutenção, tem-se o MTBF (Mean Time Between Failures) a qual são os períodos que se perdem na operação de uma máquina. Onde se aplica o tempo total do desempenho natural durante um ciclo preestabelecido sob o número de erros ocorridos durante esse tempo. Outro indicador é o MTTR (Mean Time Between Repair) a qual é calculado aplicando a média de tempo que demora para desempenhar uma reparação após o episódio da falha. Com base nos indicadores acima, responder o valor final do MTBF e MTTR do cenário a seguir. Considere a situação em que um moedor de canaopere em turno único de 10 horas por dia, sendo que, em determinada data apresentou três falhas no mesmo turno. A primeira parada demorou 10 minutos, a segunda 110 minutos e a terceira é correspondente aos dois últimos dígitos do seu RGM. (Peso 2). Nesse caso, os resultados, em horas, do MTBF e do MTTR. MTBF = (Tempo total disponível – Tempo perdido) / (Número de paradas) MTTR = (Tempo total de reparo) / (quantidade de falhas) *Unidade de medida da resposta em horas. Tempo perdido : 3:13 horas Tempo total disponível: 6:47 horas Tempo total do reparo: 3:13 horas Quantidade de falhas: 3 5º) A manutenção produtiva total, além de preocupar-se com as correções e prevenções das falhas, tem como objetivo principal eliminar as perdas geradas no fluxo de produção através da integração dos setores de manutenção e operações. Cite os 3 principais princípios a qual a mesma se apoia e exemplifique como se aplicaria na prática (Peso 1). A Manutenção Produtiva Total (TPM) é uma metodologia que busca aumentar a eficiência dos equipamentos e eliminar perdas no processo produtivo, promovendo a integração entre as equipes de manutenção e operação. Os três principais princípios da TPM são: 1. Envolvimento Total dos Colaboradores: Todos os funcionários, desde operadores até gerentes, são envolvidos nas atividades de manutenção, incentivando a responsabilidade compartilhada pelos equipamentos. • Aplicação Prática: Em uma linha de produção, os operadores realizam rotinas básicas de inspeção e limpeza, reportando problemas para que a equipe de manutenção possa agir proativamente, aumentando a conscientização e engajamento em todos os níveis. 2. Manutenção Autônoma: Os operadores são treinados para realizar atividades de manutenção de rotina, como lubrificação e ajustes básicos, sem depender da equipe de manutenção para tarefas simples. • Aplicação Prática: Em uma fábrica de embalagens, os operadores são capacitados para realizar a lubrificação e a troca de peças menores em máquinas de corte. Isso reduz a carga de trabalho dos técnicos de manutenção e aumenta a autonomia dos operadores, minimizando o tempo de parada. 3. Melhoria Contínua (Kaizen): Busca-se a eliminação de todas as formas de desperdício e a melhoria contínua dos processos, equipamentos e práticas de manutenção, com foco na redução de falhas. • Aplicação Prática: Em uma planta de montagem automotiva, equipes de operação e manutenção trabalham juntas para identificar pontos de melhoria na linha de produção, como ajustes de layout ou atualização de componentes, visando reduzir o tempo de setup e aumentar a eficiência geral. Esses princípios, aplicados em conjunto, promovem um ambiente produtivo mais eficiente e com menor índice de falhas e desperdícios. 6º De acordo com que estudamos na aula 6, qual importância do relatório final? Cite três exemplos de consequências caso não tenha a prática do relatório final. (Peso 1). 1. Perda de Histórico de Manutenção: Sem o relatório final, perde-se o registro histórico das intervenções realizadas nos equipamentos, dificultando a análise de padrões de falhas e a identificação de causas recorrentes. 2. Dificuldade para Planejamento Preventivo e Preditivo: A falta de registros detalhados dificulta o planejamento de manutenções preventivas e preditivas, pois não há dados consistentes para prever falhas ou desgastes de componentes com precisão. 3. Aumento de Custos Operacionais: Sem a prática do relatório final, é mais difícil identificar áreas de melhoria ou otimização deprocessos, o que pode levar a paradas inesperadas e aumento de custos com reparos emergenciais e substituição de peças. O relatório final, portanto, é crucial para uma manutenção bem-sucedida, promovendo a confiabilidade e a eficiência dos equipamentos. 7º) Como vimos na aula 3, assinale a alternativa que corresponde ao pilar faltante. (Peso 1). a) Manutenção corretiva; b) Manutenção produtiva; c) (X) Manutenção planejada; d) Manutenção preditiva; e) Nenhuma das alternativas. 8º) Com base na figura, assinale a alternativa correta, quanto a qual análise elas representam. (Peso 1). a) Integridade, Vibração e Óleo; b) Óleo, Posição e Vibração; c) Somente Vibração e Termometria; d) (X) Vibração, Lubrificação e Óleo; e) Nenhuma das alternativas 9º) Quais as vantagens da manutenção preventiva? (Peso 1). a) Paradas programadas ao invés de paradas imprevistas; b) Maior vida útil do equipamento; c) Maior qualidade do produto; d) (X) Somente letras A e C; e) Todas as alternativas menos a D. 10°) Com base na figura, podemos afirmar que: (assinale a alternativa correta) (Peso 1) a) Quanto maior o tempo sem monitoramento (manutenção preventiva), mais confiável; b) Manutenção preventiva tem custo muito alto comparado à uma falha; c) (X) A falha é inevitável, onde manutenção preventiva não é benéfica; d) Manutenção corretiva é a melhor opção para equipamentoscríticos; e) Nenhuma das alternativas.