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1 Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 2 Você acaba de adquirir o Método CLQ de Direito Civil para o Concurso do TRE – Unificado, cargo: Analista Judiciário – Área Judiciaria. Esse material é totalmente focado no certame e aborda principais pontos dessa disciplina. Assim, trabalharemos os assuntos mais importantes para a sua prova, a partir de uma metodologia exclusiva, na qual você terá a teoria, a legislação cobrada pelo edital e ao final, questões de fixação do conteúdo. Ao escolher nosso material que combina a teoria, legislação e questões de fixação, você está garantindo uma preparação completa e eficiente. Essa abordagem integrada ajudará você a desenvolver um entendimento mais sólido e aprimorado do assunto, além de fornecer uma robusta base para alcançar resultados positivos no concurso. Desta forma, em um único material, você estudará pelos três pilares da aprovação! 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Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 mailto:cadernomapeado@gmail.com 3 SUMÁRIO CADERNO MAPEADO ................................................................................................................................... 4 TEORIA DA RESPONSABILIDADE CIVIL .................................................................................................... 4 1) Introdução.................................................................................................................................................. 4 2) Conceito ...................................................................................................................................................... 4 3) Princípios da Responsabilidade Civil ................................................................................................... 5 4) Da Obrigação de Indenizar .................................................................................................................... 5 5) Da Indenização .......................................................................................................................................... 6 LEGISLAÇÃO MAPEADA............................................................................................................................... 8 TÍTULO IX: DA RESPONSABILIDADE CIVIL .............................................................................................. 8 Capítulo I: Da obrigação de indenizar ...................................................................................................... 8 Capítulo II: Da indenização ....................................................................................................................... 12 QUESTÕES MAPEADAS .............................................................................................................................. 16 Gabarito Comentado .................................................................................................................................. 18 Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 4 CADERNO MAPEADO Iniciaremos os estudos do dia com a teoria, através do nosso Caderno Mapeado. Neste ponto inicial, te disponibilizamos a teoria esquematizada e facilitada para que você, concurseiro, entenda a matéria antes de estudar a lei orgânica. Importante a sua atenção durante o estudo, pois a nomenclatura utilizada pelo edital nem sempre é a mesma utilizada pela legislação, mas o material segue os temas cobrados no certame. TEORIA DA RESPONSABILIDADE CIVIL 1) Introdução Trabalharemos agora acerca dos aspectos legais mais importantes sobre responsabilidade civil para a sua prova. 1 – Teoria da responsabilidade civil: conceito; princípio da responsabilidade civil; da obrigação de indenizar; da indenização. 2) Conceito Conforme lição de Stoco: “Responsabilidade civil é a aplicação de medidas que obriguem alguém a reparar o dano moral ou patrimonial causado a terceiros em razão de ato do próprio imputado, de pessoa por quem ele responde, ou de fato ou coisa ou animal sob sua guarda, ou ainda, de simples imposição legal, acrescentando que essa definição guarda, em sua estrutura, a ideia da culpa quando se cogita da existência de ilícito e a do risco, ou seja, da responsabilidade civil sem culpa”. A responsabilidade poderá ser: Contratual Extracontratual (aquiliana) O comportamento ilícito decorre do descumprimento de uma obrigação prevista no contrato. Conforme o art. 186 do CC: qualquer comportamento que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, configura ato ilícito. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 5 3) Princípios da Responsabilidade Civil Chaves, Rosenvald e Braga Netto elencam os seguintes princípios quanto à responsabilidade civil: Princípio da dignidade da pessoa humana: a dignidade, a partir de seu viés protetivo e promocional, fundamenta e rege o sistema aberto das relações civis-materiais. Como princípio normativo em permanente processo de construção e desenvolvimento, o princípio em comento convida à avaliação da responsabilidade civil, em especial em relação aos “novos danos” e à ponderação na aferição de danos quando da colisão de dois direitos. (p. ex. direito de imagem vs. Direito da sociedade ao acesso à informação). Princípio da solidariedade social: a solidariedade permeia a responsabilidade civil, promovendo o deslocamento da sanção ao ofensor para a tutela do ofendido – ao invés de buscar um culpado, quer-se encontrar o responsável pela reparação de danos. Princípio da prevenção: a prevenção é o cerne da responsabilidade civil contemporânea, visto que toda a pessoa ostenta o dever de causar um dano, devendo agir de acordo com a boa-fé e adotar comportamentos prudentes. Além disso, se o dano já tiver sido produzido, é necessário que se evite seu agravamento. Princípio da reparação integral: tem por escopo assegurar ao ofendido, o tanto quanto possível, o estado anterior à eclosão do dano. Tal princípio se concretiza de 2 formas: a priori, a reparação ser natural, mediante restituição ao ofendido do mesmo bem em substituição ao outro; ou, então, a reparação se dará em pecúnia, mediante pagamento de uma indenização razoavelmente possa equivaler ao interesse lesado. O maior desafio se traduz no trato e valoração dos danos extrapatrimoniais, seja pela própria resistência em se conceder a equivalência monetária ao maltrato de situações existenciais, seja pela ênfase ao princípio da prevenção pela via do mecanismo da tutela inibitória dos direitos da personalidade, evitando-se, assim, a própria consumação do ilícito e a necessidade de reparação de danos. 4) Da Obrigação de Indenizar Dispõe o art. 927 do CC que, aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. Esta indenização deverá ser equitativa e não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-126 5) Da Indenização Prevê o art. 944 do CC que a indenização se mede pela extensão do dano. Caso haja excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização. No caso de a vítima ter concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. Por outro lado, sendo indeterminada a obrigação, e não havendo na lei ou no contrato disposição fixando a indenização devida pelo inadimplente, será apurado o valor das perdas e danos na forma que a lei processual determinar. Diante da impossibilidade de o devedor cumprir a prestação na espécie ajustada, será substituída pelo seu valor, em moeda corrente. Já no caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido. Resultando defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou que diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu. Poderá ainda o prejudicado exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez. As disposições anteriores serão ainda aplicadas no caso de indenização devida por aquele que, no exercício de atividade profissional, por negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho. Determina o art. 952 que, havendo usurpação ou esbulho do alheio, além da restituição da coisa, a indenização consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros cessantes; faltando a coisa, dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, será estimada pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, contanto que este não se avantaje àquele. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações: no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família; na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 7 A indenização por injúria, difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido. Se o ofendido não puder provar prejuízo material, caberá ao juiz fixar, equitativamente, o valor da indenização, na conformidade das circunstâncias do caso. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 8 LEGISLAÇÃO MAPEADA Após o estudo da teoria iniciaremos o estudo dos dispositivos da legislação para a sua prova. Trata- se de um estudo fundamental em busca da sua aprovação e, portanto, requer muita atenção. TÍTULO IX: DA RESPONSABILIDADE CIVIL Capítulo I: Da obrigação de indenizar Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará- lo. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. Comentário: Momento da Jurisprudência Não caracteriza hipótese de responsabilidade civil a publicação de matéria jornalística que narre fatos verídicos ou verossímeis, embora eivados de opiniões severas, irônicas ou impiedosas, sobretudo quando se trate de figuras públicas que exerçam atividades tipicamente estatais, gerindo interesses da coletividade, e a notícia e crítica referirem-se a fatos de interesse geral relacionados à atividade pública desenvolvida pela pessoa noticiada. STJ. 4ª Turma. REsp 1.729.550-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 14/05/2021 (Info 696) A omissão de socorro à vítima de acidente de trânsito, por si, não configura hipótese de dano moral in reipsa. STJ. 4ª Turma. REsp 1.512.001-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 27/04/2021 (Info 694) A omissão de socorro à vítima de acidente de trânsito, por si, não configura hipótese de dano moral in reipsa. STJ. 4ª Turma. REsp 1.512.001-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 27/04/2021 (Info 694) Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem. Comentário: Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 9 Momento das Jornadas de Direito Civil: JDC 39: A impossibilidade de privação do necessário à pessoa, prevista no art. 928, traduz um dever de indenização equitativa, informado pelo princípio constitucional da proteção à dignidade da pessoa humana. Como consequência, também os pais, tutores e curadores serão beneficiados pelo limite humanitário do dever de indenizar, de modo que a passagem ao patrimônio do incapaz se dará não quando esgotados todos os recursos do responsável, mas se reduzidos estes ao montante necessário à manutenção de sua dignidade. JDC 40: O incapaz responde pelos prejuízos que causar de maneira subsidiária ou excepcionalmente como devedor principal, na hipótese do ressarcimento devido pelos adolescentes que praticarem atos infracionais nos termos do art. 116 do ECA, no âmbito das medidas socioeducativas ali previstas. JDC 41: A única hipótese em que poderá haver responsabilidade solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil. JDC 449: A indenização equitativa a que se refere o art. 928, parágrafo único, do Código Civil não é necessariamente reduzida sem prejuízo do Enunciado n. 39 da I Jornada de Direito Civil. Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram. Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art. 188, inciso I). Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação. Comentário: Momento das Jornadas de Direito Civil: JDC 42: O art. 931 amplia o conceito de fato do produto existente no art. 12 do Código de Defesa do Consumidor, imputando responsabilidade civil à empresa e aos empresários individuais vinculados à circulação dos produtos. JDC 43: A responsabilidade civil pelo fato do produto, prevista no art. 931 do novo Código Civil, também inclui os riscos do desenvolvimento. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 10 JDC 190: A regra do art. 931 do novo Código Civil não afasta as normas acerca da responsabilidade pelo fato do produto previstas no art. 12 do Código de Defesa do Consumidor, que continuam mais favoráveis ao consumidor lesado. JDC 378: Aplica-se o art. 931 do Código Civil, haja ou não relação de consumo. JDC 562: Aos casos do art. 931 do Código Civil aplicam-se as excludentes da responsabilidade objetiva Art. 932. São também responsáveis pelareparação civil: I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia; II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições; III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele; IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos; V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia. Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. Comentário: JDC 451: A responsabilidade civil por ato de terceiro funda-se na responsabilidade objetiva ou independente de culpa, estando superado o modelo de culpa presumida. Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz. Comentário: JDC 44: Na hipótese do art. 934, o empregador e o comitente somente poderão agir regressivamente contra o empregado ou preposto se estes tiverem causado danos com dolo ou culpa. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 11 Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. Comentário: JDC 45: No caso do art. 935, não mais se poderá questionar a existência do fato ou quem seja o seu autor se essas questões se acharem categoricamente decididas no juízo criminal. Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior. Comentário: JDC 452: A responsabilidade civil do dono ou detentor de animal é objetiva, admitindo-se a excludente do fato exclusivo de terceiro. Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta. Comentário: JDC 556: A responsabilidade civil do dono do prédio ou construção por sua ruína, tratada pelo art. 937 do CC, é objetiva. Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido. Comentário: JDC 557: Nos termos do art. 938 do CC, se a coisa cair ou for lançada de condomínio edilício, não sendo possível identificar de qual unidade, responderá o condomínio, assegurado o direito de regresso. Art. 939. O credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida, fora dos casos em que a lei o permita, ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para o vencimento, a descontar os juros correspondentes, embora estipulados, e a pagar as custas em dobro. Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 12 dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição. Art. 941. As penas previstas nos arts. 939 e 940 não se aplicarão quando o autor desistir da ação antes de contestada a lide, salvo ao réu o direito de haver indenização por algum prejuízo que prove ter sofrido. Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação. Parágrafo único. São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as pessoas designadas no art. 932. Comentário: Momento das Jornadas de Direito Civil JDC 453: Na via regressiva, a indenização atribuída a cada agente será fixada proporcionalmente à sua contribuição para o evento danoso. JDC 558: São solidariamente responsáveis pela reparação civil, juntamente com os agentes públicos que praticaram atos de improbidade administrativa, as pessoas, inclusive as jurídicas, que para eles concorreram ou deles se beneficiaram direta ou indiretamente. Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança. Comentário: JDC 454: O direito de exigir reparação a que se refere o art. 943 do Código Civil abrange inclusive os danos morais, ainda que a ação não tenha sido iniciada pela vítima. Capítulo II: Da indenização Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano. Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização. Comentário: Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 13 Momento das Jornadas de Direito Civil: JDC 46: A possibilidade de redução do montante da indenização em face do grau de culpa do agente, estabelecida no parágrafo único do art. 944 do novo Código Civil, deve ser interpretada restritivamente, por representar uma exceção ao princípio da reparação integral do dano, não se aplicando às hipóteses de responsabilidade objetiva. JDC 379: O art. 944, caput, do Código Civil não afasta a possibilidade de se reconhecer a função punitiva ou pedagógica da responsabilidade civil. JDC 380: Atribui-se nova redação ao Enunciado n. 46 da I Jornada de Direito Civil, pela supressão da parte final: não se aplicando às hipóteses de responsabilidade objetiva JDC 455: Embora o reconhecimento dos danos morais se dê, em numerosos casos, independentemente de prova (in re ipsa), para a sua adequada quantificação, deve o juiz investigar, sempre que entender necessário, as circunstâncias do caso concreto, inclusive por intermédio da produção de depoimento pessoal e da prova testemunhal em audiência. JDC 456: A expressão “dano” no art. 944 abrange não só os danos individuais, materiais ou imateriais, mas também os danos sociais, difusos, coletivos e individuais homogêneos a serem reclamados pelos legitimados para propor ações coletivas. JDC 457: A redução equitativa da indenização tem caráter excepcional e somente será realizada quando a amplitude do dano extrapolar os efeitos razoavelmente imputáveis à conduta do agente. JDC 458: O grau de culpa do ofensor, ou a sua eventual conduta intencional, deve ser levado em conta pelo juiz para a quantificação do dano moral. JDC 588: O patrimônio do ofendido não pode funcionar como parâmetro preponderante para o arbitramento de compensação por dano extrapatrimonial. Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. Art. 946. Se a obrigação for indeterminada, e não houver na lei ou no contrato disposição fixando a indenização devida pelo inadimplente, apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual determinar. Art. 947. Se o devedor não puder cumprir a prestação na espécie ajustada, substituir-se-á pelo seu valor, em moeda corrente. Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações: I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família; II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 14 Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantesaté ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido. Comentário: JDC 192: Os danos oriundos das situações previstas nos arts. 949 e 950 do CC/02 devem ser analisados em conjunto, para o efeito de atribuir indenização por perdas e danos materiais, cumulada com dano moral e estético. Art. 950. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu. Parágrafo único. O prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez. Comentário: Não pode ser decretada a prisão civil do devedor de alimentos devidos em razão da prática de ato ilícito. Os alimentos devidos em razão da prática de ato ilícito possuem natureza indenizatória (arts. 948, 950 e 951 do Código Civil) e, portanto, não se aplica o rito excepcional da prisão civil como meio coercitivo para o adimplemento. STJ. 4ª Turma. HC 523.357-MG, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, j. 01/09/2020 (Info 681). Art. 951. O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda no caso de indenização devida por aquele que, no exercício de atividade profissional, por negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho. Art. 952. Havendo usurpação ou esbulho do alheio, além da restituição da coisa, a indenização consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros cessantes; faltando a coisa, dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. Parágrafo único. Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, contanto que este não se avantaje àquele. Art. 953. A indenização por injúria, difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido. Parágrafo único. Se o ofendido não puder provar prejuízo material, caberá ao juiz fixar, equitativamente, o valor da indenização, na conformidade das circunstâncias do caso. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 15 Art. 954. A indenização por ofensa à liberdade pessoal consistirá no pagamento das perdas e danos que sobrevierem ao ofendido, e se este não puder provar prejuízo, tem aplicação o disposto no parágrafo único do artigo antecedente. Parágrafo único. Consideram-se ofensivos da liberdade pessoal: I - o cárcere privado; II - a prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé; III - a prisão ilegal. Comentário: Consideram-se ofensivos da liberdade pessoal o cárcere privado; a prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé; a prisão ilegal Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 16 QUESTÕES MAPEADAS Finalizaremos os estudos do tema com algumas questões de fixação! Responder as questões de fixação é importante para consolidar os conhecimentos adquiridos. Não tenha medo de errar, pois agora estamos treinando! Vamos lá! Responsabilidade Civil 1 (Inédito 2023) - Haverá obrigação de reparar o dano, somente em caso de culpa, e nos casos especificados em lei. ( ) Certo ( ) Errado 2 (Inédito 2023) – Na responsabilidade extracontratual o comportamento ilícito decorre do descumprimento de uma obrigação prevista no contrato. ( ) Certo ( ) Errado 3 (Inédito 2023) – A indenização possui um valor fixo, e não poderão ser medidas pela extensão do dano. ( ) Certo ( ) Errado 4 (Inédito 2023) – O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. ( ) Certo ( ) Errado 5 (Inédito 2023) – São também responsáveis pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. ( ) Certo ( ) Errado 6 (Inédito 2023) – O dono de edifício ou construção nunca responde pelos danos que resultarem de sua ruína. ( ) Certo ( ) Errado Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 17 7 (Inédito 2023) – Se o devedor não puder cumprir a prestação na espécie ajustada, substituir-se-á pelo seu valor, em moeda corrente. ( ) Certo ( ) Errado 8 (Inédito 2023) – No caso de homicídio, a indenização consiste, excluindo outras reparações, no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família. ( ) Certo ( ) Errado 9 (Inédito 2023) – A indenização por injúria, difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido. ( ) Certo ( ) Errado 10 (Inédito 2023) – Considera-se ofensivo da liberdade pessoal apenas o cárcere privado. ( ) Certo ( ) Errado Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 18 Gabarito Comentado 1 - Haverá obrigação de reparar o dano, somente em caso de culpa, e nos casos especificados em lei. Gabarito: Errado. Comentário: Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. 2 – Na responsabilidade extracontratual o comportamento ilícito decorre do descumprimento de uma obrigação prevista no contrato. Gabarito: Errado. Comentário: É na responsabilidade contratual que o comportamento ilícito decorre do descumprimento de uma obrigação prevista no contrato. 3 – A indenização possui um valor fixo, e não poderão ser medidas pela extensão do dano. Gabarito: Errado. Comentário: A indenização se mede pela extensão do dano. 4 – O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. Gabarito: Correto. Comentário: Está de acordo com o art. 928 do CC. 5 – São também responsáveis pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. Gabarito: Correto. Comentário: Está de acordo com o art. 932 do CC. 6 – O dono de edifício ou construção nunca responde pelos danos que resultarem de sua ruína. Gabarito: Errado. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12 19 Comentário: O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta. 7 – Se o devedor não puder cumprir a prestação na espécie ajustada, substituir-se-á pelo seu valor, em moeda corrente. Gabarito: Correto. Comentário: Está de acordo com o art. 947 do CC. 8 – No caso de homicídio, a indenização consiste, excluindo outras reparações, no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família. Gabarito: Errado. Comentário: No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família. 9 – A indenização por injúria, difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido. Gabarito: Correto. Comentário: Está de acordo com o art. 953 do CC. 10 – Considera-se ofensivo da liberdade pessoal apenas o cárcere privado. Gabarito: Errado. Comentário: Consideram-se ofensivos da liberdade pessoal: o cárcere privado; a prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé; a prisão ilegal. Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com- CPF: 093.315.009-12