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Luciano Martinez e Eugênio Hainzenreder Júnior LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E RELAÇÕES DE TRABALHO Luciano Martinez O Estado é o árbitro supremo das liberdades individuais e coletivas 2 Conheça o livro da disciplina CONHEÇA SEUS PROFESSORES 3 Conheça os professores da disciplina. EMENTA DA DISCIPLINA 4 Veja a descrição da ementa da disciplina. BIBLIOGRAFIA DA DISCIPLINA 5 Veja as referências principais de leitura da disciplina. O QUE COMPÕE O MAPA DA AULA? 6 Confira como funciona o mapa da aula. MAPA DA AULA 7 Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. RESUMO DA DISCIPLINA 43 Relembre os principais conceitos da disciplina. AVALIAÇÃO 44 Veja as informações sobre o teste da disciplina. 3 Advogado. Professor de direito do trabalho e processo do trabalho da PUC/RS, nos cursos de graduação e pós-graduação em Direito. Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Sevilla, Espanha, 2018-2019. Doutor em Direito pela PUC/RS (período de pesquisa na Universidad Complutense de Madrid). É mestre em Direito pela PUC/RS. Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS. É Presidente da SATERGS - Sociedade dos Advogados Trabalhistas de Empresa do Estado do Rio Grande do Sul. Titular da cadeira n 23 da Academia Sul-Rio-Grandense de Direito do Trabalho (ASRDT). É professor convidado dos Cursos de Especialização em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho da UPF (Universidade da Passo Fundo). É professor da Fundação Dom Cabral. Autor de diversos livros e artigos jurídicos. É membro do Conselho Editorial da revista Justiça do Trabalho, da HS Editora. Sócio Diretor do Escritório RMMG Advogados desde 2019. Presidente da SATERGS - biênio 2018/2020. EUGÊNIO HAINZENREDER JÚNIOR Professor PUCRS Doutor em Direito do Trabalho e da Seguridade Social pela USP e juiz do trabalho, atuando como titular na 9ª Vara do Trabalho de Salvador, desde 1995. Pós-doutor em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), especialista em Direito Processual, especialista em Direito Constitucional do Trabalho e especialista em Direito Previdenciário. Desde 2010, atua como professor adjunto IV do Direito do Trabalho e da Seguridade Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e juiz do trabalho, desde 1995, titular da 9ª Vara do Trabalho de Salvador. Em 2009, ingressou como titular da cadeira 52 da Academia Brasileira de Direito do Trabalho. Anos mais tarde, assumiu como titular a cadeira 26 da Academia de Letras Jurídicas da Bahia. Atua nas áreas de Direitos Fundamentais, Direito do Trabalho (relações individuais e coletivas), Processo do Trabalho, Direito da Seguridade Social e Mediação de Conflitos. Desde 2005, é colunista da seção empregos do Jornal A Tarde. LUCIANO MARTINEZ Professor Convidado Conheça seus professores 4 Ementa da Disciplina Estudo das complexidades sociais no Brasil e adequação de leis trabalhistas. Análise da influência que a legislação trabalhista exerce sobre as relações de trabalho. Conceitos estruturantes e temas atuais atinentes a legislação trabalhista e às relações de trabalho. Reforma na previdência e os impactos nas empresas e trabalhadores e as modalidades de contratos de trabalho; as novas relações de trabalho, como a terceirização, fenômeno ainda em evolução; as modalidades do término do contrato de trabalho e formas tradicionais e modernas de remuneração. 5 Bibliografia da Disciplina As publicações destacadas têm acesso gratuito. Bibliografia básica MARTINEZ, Luciano. Curso de Direito do Trabalho. Saraiva. 13.ed. 2022. MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. Saraiva. 38.ed. 2022. CARRION, Valentin. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 46.ed. 2022. Bibliografia complementar BATISTA, Homero. Direito do Trabalho Aplicado. Revista dos Tribunais. 2021. GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Curso de Direito do Trabalho. Saraiva. 17. ed. 2022. LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de Direito do Trabalho. Saraiva. 14.ed. 2022. NASCIMENTO. Amauri Mascaro; NASCIMENTO, Sônia Mascaro. Iniciação ao Direito do Trabalho. LTr. 4.ed., 2018. PAMPLONA FILHO, Rodolfo; SANTOS, Claiz Gunça dos; Assédio Moral Organizacional - Presencial e Virtual – Físico. Saraiva. 2020. 6 O que compõe o Mapa da Aula? MAPA DA AULA São os capítulos da aula, demarcam momentos importantes da disciplina, servindo como o norte para o seu aprendizado. Frases dos professores que resumem sua visão sobre um assunto ou situação. DESTAQUES Conteúdos essenciais sem os quais você pode ter dificuldade em compreender a matéria. Especialmente importante para alunos de outras áreas, ou que precisam relembrar assuntos e conceitos. Se você estiver por dentro dos conceitos básicos dessa disciplina, pode tranquilamente pular os fundamentos. FUNDAMENTOS Questões objetivas que buscam reforçar pontos centrais da disciplina, aproximando você do conteúdo de forma prática e exercitando a reflexão sobre os temas discutidos. Na versão online, você pode clicar nas alternativas. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Fatos e informações que dizem respeito a conteúdos da disciplina. CURIOSIDADES Conceituação de termos técnicos, expressões, siglas e palavras específicas do campo da disciplina citados durante a videoaula. PALAVRAS-CHAVE Assista novamente aos conteúdos expostos pelos professores em vídeo. Aqui você também poderá encontrar vídeos mencionados em sala de aula. VÍDEOS Inserções de conteúdos para tornar a sua experiência mais agradável e significar o conhecimento da aula. ENTRETENIMENTO Apresentação de figuras públicas e profissionais de referência mencionados pelo(a) professor(a). PERSONALIDADES Neste item, você relembra o case analisado em aula pelo professor. CASE A jornada de aprendizagem não termina ao fim de uma disciplina. Ela segue até onde a sua curiosidade alcança. Aqui você encontra uma lista de indicações de leitura. São artigos e livros sobre temas abordados em aula. LEITURAS INDICADAS Aqui você encontra a descrição detalhada da dinâmica realizada pelo professor. MOMENTO DINÂMICA 7 Mapa da Aula Os tempos marcam os principais momentos das videoaulas. AULA 1 • PARTE 1 Será apresentado um panorama sobre os conceitos estruturantes e temas atuais relacionados à legislação trabalhista e às relações de trabalho. Será apresentado um estudo das complexidades sociais no Brasil e da adequação das leis trabalhistas. Além disso, haverá uma análise da influência que a legislação trabalhista exerce sobre as relações de trabalho. Os alicerces estruturais do Direito do Trabalho são os sustentáculos que mantêm erguido o edifício justrabalhista. Entre eles, destacam-se o protecionismo, o intervencionismo estatal e o expansionismo, que são seus principais fundamentos. O protecionismo visa equilibrar as relações entre o trabalho e a livre iniciativa. O intervencionismo estatal busca civilizar a antinomia entre a patrimonialidade do trabalho e a extrapatrimonialidade do corpo e da mente do trabalhador. Por fim, o expansionismo almeja a progressividade (o progresso e o crescimento também se tornaram desejos da classe trabalhadora desde o início do século XX) e a rejeição da estagnação e do retrocesso. Os alicerces estruturais 07:02 09:33 ‘‘Direito essencialmente trabalha com isso: [...] durante todo o tempo nós estamos querendo saber se o limite foi transposto ou se o limite não foi transposto, e se eventualmente o limite foi transposto nos interessa muito fortemente as consequências que adviriam dessa ação. ’’ PERSONALIDADE Francisco Meton Marques de Lima é um jurista brasileiro, especialista em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho, conhecido por suas contribuições acadêmicas e atuação como desembargador no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região. Ele é autor de diversos livros e artigos sobre legislação trabalhista.de maneira proporcional e é essencial que o empregado seja informado claramente sobre o motivo da punição e a duração da suspensão. Esse tempo fora do trabalho deve servir como um alerta para o empregado corrigir suas atitudes antes que medidas mais severas sejam necessárias. Poder Disciplinar do Empregador 00:26 02:02 A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma agência da ONU dedicada à promoção de direitos trabalhistas, ao fomento de oportunidades de emprego decente, à melhoria da proteção social e ao fortalecimento do diálogo sobre questões de trabalho. Fundada em 1919, a OIT reúne governos, empregadores e trabalhadores para estabelecer normas internacionais e políticas que promovem o trabalho digno em todo o mundo. Clique aqui para acessar. Organização Internacional do Trabalho LEITURA INDICADA https://c190.lim.ilo.org/?lang=pt-br 39 A justa causa é a penalidade mais severa prevista no artigo 482 da CLT, resultando na rescisão imediata do contrato de trabalho devido à quebra total da confiança entre empregado e empregador. A aplicação da justa causa exige rigor e clareza: a falta grave que motivou a decisão deve ser comunicada por escrito ao empregado, incluindo uma descrição detalhada dos fatos e a hipótese legal correspondente. É fundamental que essa comunicação seja assinada pelo empregado, formalizando o recebimento e o conhecimento da decisão. Além disso, a documentação relativa ao relacionamento com o funcionário, como avaliações, e-mails e advertências escritas, deve ser mantida de forma organizada para respaldar a decisão e evitar questionamentos futuros. Ao aplicar a justa causa, é crucial evitar a exposição desnecessária dos fatos que levaram à decisão, mantendo a confidencialidade para proteger a dignidade do empregado e a integridade do ambiente de trabalho. Manter a confidencialidade em casos de punições é uma prática essencial para preservar a dignidade dos envolvidos e evitar a criação de um clima de desconfiança ou constrangimento no ambiente de trabalho. Quando uma punição, especialmente a justa causa, é aplicada, a divulgação dos detalhes deve ser limitada ao necessário, evitando rumores e prevenindo impactos negativos sobre a moral dos demais funcionários. O respeito à privacidade e à confidencialidade ajuda a manter um ambiente de trabalho saudável e profissional, onde os conflitos são resolvidos com discrição e justiça. . Poder Disciplinar do Empregador O assédio no ambiente de trabalho é um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis que podem manifestar- se de forma única ou repetida, tendo a capacidade de causar danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos. Segundo a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assédio inclui violência e acosso por razão de gênero, direcionados contra pessoas devido ao seu sexo ou gênero, afetando desproporcionalmente pessoas de um determinado sexo ou gênero, e abrange o assédio sexual. O assédio vertical ocorre em relações hierárquicas, podendo ser descendente, quando um superior assedia um subordinado, ou ascendente, quando um subordinado assedia um chefe. No assédio descendente, o chefe pode utilizar seu poder para intimidar, humilhar ou sobrecarregar o empregado, afetando sua dignidade e desempenho profissional. No assédio ascendente, embora menos comum, o empregado ou grupo de empregados pode criar um ambiente hostil para o chefe, desrespeitando sua autoridade e dificultando a gestão. O assédio horizontal acontece entre colegas de mesma hierarquia e pode ser motivado por competitividade, inimizades ou problemas de convivência com diferenças individuais, como gênero ou orientação sexual. Esse tipo de assédio inclui comportamentos como difamação, sabotagem, isolamento social e discriminação. Por exemplo, uma mulher em um grupo predominantemente masculino ou uma pessoa homossexual podem ser alvos de atitudes hostis e preconceituosas de seus pares. Assédio07:04 40 Lei Nº 14.457, de 21 de setembro de 2022 Institui o Programa Emprega + Mulheres; e altera a Consolidação das Leis do Trabalho. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 15:54 14:42 Intimidação sistemática virtual (cyberbullying): Parágrafo único. Se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social, de aplicativos, de jogos on-line ou por qualquer outro meio ou ambiente digital, ou transmitida em tempo real: Pena – reclusão, de 2 (dois) anos a 4 (quatro) anos, e multa, se a conduta não constituir crime mais grave. PALAVRA-CHAVE 14:12 Intimidação sistemática (bullying): Art.146-A. Intimidar sistematicamente, individualmente ou em grupo, mediante violência física ou psicológica, uma ou mais pessoas, de modo intencional e repetitivo, sem motivação evidente, por meio de atos de intimidação, de humilhação ou de discriminação ou de ações verbais, morais, sexuais, sociais, psicológicas, físicas, materiais ou virtuais: Pena – multa, se a conduta não constituir crime mais grave. PALAVRA-CHAVE O assédio moral institucional ocorre quando a própria organização incentiva ou tolera práticas de assédio, muitas vezes como estratégia para aumentar a produtividade. Esse tipo de assédio cria uma cultura institucional de humilhação e controle, onde os empregados são submetidos a metas inatingíveis, cobranças excessivas e desumanização. A organização, ao permitir ou promover essas práticas, compromete o bem-estar dos funcionários e cria um ambiente de trabalho tóxico. O assediador pode ser uma única pessoa ou um grupo de indivíduos que se voltam contra um colega. Em alguns casos, grupos inteiros podem isolar, intimidar ou humilhar um novo colega, utilizando a força coletiva para exercer pressão psicológica. O comportamento do assediador visa minar a autoestima e a estabilidade emocional da vítima, muitas vezes levando a sérias consequências para sua saúde mental e física. O assédio sexual é caracterizado por condutas libidinosas indesejadas, não sendo necessário a consumação do ato sexual para sua configuração. Propostas e Favores Sexuais: Pedir ou sugerir favores sexuais em troca de vantagens profissionais, especialmente em relações hierárquicas, constitui assédio sexual. Crime de Assédio Sexual: Previsto no artigo 216-A do Código Penal, é crime com pena de até dois anos. Define-se como constranger alguém para obter favores sexuais, aproveitando-se de uma posição de poder. Relação de Poder: O assédio sexual pode envolver uma relação de poder, como entre chefe e subordinado, ou entre um cliente e um prestador de serviços. Pode ocorrer dentro ou fora do local de trabalho e do horário de expediente, incluindo eventos corporativos e interações digitais. Assédio https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14457.htm 41 Prevenir o assédio no ambiente de trabalho exige ações estruturadas e comprometimento por parte da organização. Uma medida essencial é instituir e divulgar um código de ética que reforce que o assédio é incompatível com os princípios organizacionais. Esse código deve ser de conhecimento público e incluir normas de conduta claras, promovendo um ambiente de trabalho saudável e respeitoso. A conscientização e o treinamento contínuo da equipe são fundamentais para prevenir o assédio. Isso inclui cursos de atualização sobre comportamento e a utilização segura de maquinário, conforme a lei 14.457/22, que incentiva o uso da CIPA para tais fins. Os treinamentos devem capacitar os colaboradores a reconhecer, evitar e denunciar práticas de assédio. Os líderes e gestores devem dar exemplo de comportamento e condutas adequadas, abordando imediatamente qualquer situação de assédio. A omissão diante de tais situações pode ser interpretada como tolerância ou conivência, minando os esforços de prevenção. Oferecer apoio psicológico e orientação às vítimas de assédio é crucial. Isso demonstrao compromisso da empresa com o bem-estar de seus colaboradores e proporciona um canal seguro para que os afetados possam buscar ajuda. Estabelecer canais eficientes para o recebimento de denúncias e protocolos claros para seu encaminhamento é essencial. Esses canais devem garantir a confidencialidade e a segurança dos denunciantes. Além disso, a criação de um comitê de investigação para apurar todas as denúncias com cautela e sigilo é necessária para tratar os casos de forma justa e imparcial. . Prevenção ao Assédio 20:53 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Em relação às medidas disciplinares e justa causa no encerramento do contrato de trabalho, assinale a alternativa correta: R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 2 . 42 Cuidados na extinção do contrato de trabalho A publicização de medidas disciplinares deve ser feita com cautela para evitar difamação. Em casos graves, como a demissão por justa causa, é possível realizar reuniões de alerta aos demais colaboradores para reforçar a importância do cumprimento das normas. No entanto, atos desproporcionais, como escoltar um empregado até a portaria, devem ser evitados, pois podem ser vistos como humilhação pública. Despedidas discriminatórias, seja por orientação sexual, condição de saúde como HIV, são proibidas e ilegais conforme a Súmula 443 do TST e a Lei 9.029/95. A empresa deve estar atenta para evitar práticas discriminatórias e assegurar que todas as decisões de desligamento sejam baseadas em critérios objetivos e legais. 22:19 Em relação ao assédio sexual nas organizações, assinale a alternativa correta: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 4 . Lei Nº 9.029, de 13 de abril de 1995. Proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho, e dá outras providências. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 31:38 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9029.htm 43 Resumo da disciplina Veja, nesta página, um resumo dos principais conceitos vistos ao longo da disciplina. AULA 1 AULA 2 AULA 3 Os limites do poder disciplinar do empregador e os aspectos legais acerca de assédios no trabalho. As Diferenças entre Trabalho e atividades em sentido estrito. Temas de alerta sobre as relações de emprego e o cumprimento da legislação trabalhista. O propósito de contratar e expectativas e abordagens sobre a discriminação no emprego. A compreensão do sistema jurídico e o contexto das Leis do Trabalho. A organização dos regimes de previdência e as reformas previdenciárias. Apresentação de fundações do edifício juslaboral e o passado histórico. Elementos caracterizadores do contrato de emprego. Formas tradicionais e modernas de resilição e parcelas devidas nos contratos de emprego. 44 Veja as instruções para realizar a avaliação da disciplina. Já está disponível o teste online da disciplina. O prazo para realização é de dois meses a partir da data de lançamento das aulas. Lembre-se que cada disciplina possui uma avaliação online. A nota mínima para aprovação é 6. Fique tranquilo! Caso você perca o prazo do teste online, ficará aberto o teste de recuperação, que pode ser realizado até o final do seu curso. A única diferença é que a nota máxima atribuída na recuperação é 8. Avaliação Conheça seus professores Conheça os professores da disciplina. Ementa da Disciplina Veja a descrição da ementa da disciplina. Bibliografia da Disciplina Veja as referências principais de leitura da disciplina. O que compõe o Mapa da Aula? Confira como funciona o mapa da aula. Mapa da Aula Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. Resumo da disciplina Relembre os principais conceitos da disciplina. Avaliação Veja as informações sobre o teste da disciplina. Botão 310: Botão 311: Botão 312: Botão 313: Botão 315: Botão 316: Botão 317: Botão 318: Botão 320: Botão 321: Botão 322: Botão 323: Botão 325: Botão 328: Botão 329: Botão 330: Botão 331: Botão 332: Botão 335: Botão 337: Botão 339: Botão 345: Botão 346: Botão 347: Botão 348: Botão 355: Botão 356: Botão 357: Botão 358: Botão 351: Botão 353: Botão 360: Botão 361: Botão 362: Botão 363: Botão 365: Botão 366: Botão 367: Botão 368:Francisco Meton Marques de Lima 18:32 15:22 ‘‘O Estado é o árbitro supremo das liberdades individuais e coletivas. ’’ 8 PERSONALIDADE Américo Plá Rodriguez (1923-2008) foi um destacado jurista uruguaio, especialista em Direito do Trabalho, conhecido por suas obras influentes na área, incluindo livros e artigos que são referências essenciais para estudiosos e profissionais do direito trabalhista. Américo Plá Rodriguez 18:48 Economistas liberais, como Adam Smith e Jean Baptiste Say, apontavam ironicamente que a escravatura era um “erro” econômico. Eles observavam que os escravos custavam mais caro do que os trabalhadores livres, tornando a escravidão um absurdo econômico. Para esses economistas, era mais vantajoso “alugar” o serviço de um trabalhador livre, que trabalharia por um salário- mínimo pago de forma parcelada, do que comprar um escravo. Esse entendimento levou à gradual substituição da mão de obra escrava por trabalhadores livres. Para o desenvolvimento da sociedade burguesa, era essencial que o trabalhador se tornasse livre em dois sentidos: livre das condições de produção e livre para dispor de si mesmo e vender sua força de trabalho. Assim, a relação de capital se estabeleceu de forma que o proprietário das condições de produção e o proprietário da força de trabalho se vinculassem por um ato de vontade, e não por violência direta. Essa nova lógica criou uma situação em que o indivíduo, para ser livre, se tornava um “escravo das circunstâncias”, obrigado a vender sua força de trabalho conforme as regras do mercado. O trabalhador se encontrava como um possuidor de mercadoria diante de outros possuidores de mercadorias. O contrato de trabalho, embora formalmente livre, na prática revelava que o trabalhador era forçado a vender sua força de trabalho por necessidade. Modo de produção escravagista 26:10 PERSONALIDADE Jean Baptiste Say (1767-1832) foi um economista francês conhecido por formular a “Lei de Say”, que postula que a oferta cria sua própria demanda, fundamentando o conceito de equilíbrio de mercado. Sua vida foi marcada por contribuições significativas para a teoria econômica clássica e para o pensamento liberal. Jean Baptiste Say 26:51 9 Marx, em “O Capital: Livro 1”, argumenta que, para se proteger das condições opressivas do mercado, os trabalhadores precisavam se unir e lutar por leis estatais que impedissem a exploração extrema, garantindo limites sociais que protegessem a si mesmos e suas futuras gerações da venda forçada de sua força de trabalho. Modo de produção escravagista PERSONALIDADE Adam Smith (1723-1790) foi um filósofo e economista escocês, amplamente reconhecido como o pai da economia moderna. Ele é famoso por sua obra “A Riqueza das Nações”, onde introduz conceitos fundamentais como a mão invisível do mercado e a divisão do trabalho. Suas ideias formaram a base do pensamento econômico clássico. Adam Smith 26:55 PERSONALIDADE Karl Marx (1818-1883) foi um filósofo, economista e teórico político alemão, conhecido por co-fundar o marxismo. Sua obra mais influente, “O Capital”, analisa a dinâmica do capitalismo e a luta de classes. As suas ideias revolucionaram o pensamento econômico e político, influenciando movimentos socialistas e comunistas ao redor do mundo. Karl Marx 29:40 De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, para que uma pessoa seja caracterizada como empregado, é necessário que ela preste serviços ao empregador com: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 4 . 10 31:55 Etimologia de Sindicato : “o prefixo grego syn- ou sun- significa “junto”, “associado”, e que, nessa mesma condição, produz, por derivação, palavras como, por exemplo, sincronia (juntos ao mesmo tempo), sintonia (juntos no mesmo tom) ou simetria (juntos na mesma medida). Registre- se também que o terminativo –dikós ou –dike, também de origem grega, significa direito, justiça. A associação das partículas ora destacadas sugere a ideia do syn- (juntos) + -dikós (no mesmo direito ou na mesma situação de direito), valendo dizer juntos em busca do direito ou da justiça” (MARTINEZ, Luciano, Curso de DT. Saraiva). PALAVRA-CHAVE 33:30 32:57 “Germinal”, baseado no homônimo romance francês de Émile Zola, Germinal. O Filme é uma representação bem realista do que fora a vida dos mineiros na França em meados do séc. XVIII. O enredo do longa-metragem retrata o crescimento dos movimentos grevistas e do início da organização trabalhista em torno de um objetivo: a melhoraria das condições de trabalho e o aumento de salário. Germinal ENTRETENIMENTO Na década de 1890, o padre Adolf Daens (Jan Decleir) vai a Aalst uma cidade têxtil onde as condições de trabalho são deploráveis. Ele publica textos defendendo os trabalhadores, desafiando a Igreja, que apoia os burgueses. O filme mostra várias das características do processo de industrialização e os conflitos entra as classes burguesas, trabalhadoras, socialistas e católicos. Deans, um grito de justiça ENTRETENIMENTO 11 Durante a Revolução Industrial, a exploração exacerbada dos trabalhadores pelas elites capitalistas levou a um “novo erro”: a ativação do sentimento de solidariedade entre os operários. Nicolau Maquiavel escreveu que “não é sensata a decisão de causar desespero nos homens, pois quem não espera o bem não teme o mal”. Assim, o desespero fomentou uma conscientização coletiva e a busca por formas de resistência. Vicent Colapietro afirmou que “ser humano é viver uma tensão entre a solidão e a solidariedade”, e, neste contexto, a solidariedade emergiu como uma resposta natural ao isolamento e à opressão enfrentados pelos trabalhadores. A necessidade de defesa contra inimigos comuns, seja contra feras ou homens, como apontado por Francisco José de Oliveira Viana, fez da solidariedade um produto histórico do medo e da necessidade de proteção mútua. Orlando Gomes e Elson Gottschalk reforçam essa ideia ao dizer que “indivíduos colocados em condições de vida semelhantes tendem sempre ao associacionismo, e com tanto mais força atrativa quanto mais precárias sejam suas condições de existência”. Assim, as precárias condições de vida e trabalho incentivaram a formação de sindicatos, que se tornaram fundamentais para a luta por melhores condições laborais. O sentimento de solidariedade 33:53 36:54 ‘‘Se não temos a solidariedade como elemento orientador das nossas vidas o que nos orienta? Uma tensão entre a solidariedade e a solidão. ’’ 37:21 “O Príncipe” (1513), de Nicolau Maquiavel, é um tratado político que oferece conselhos pragmáticos e, por vezes, controversos sobre como governantes podem adquirir e manter o poder. A obra é famosa por sua abordagem realista e cínica da política, introduzindo a noção de que os fins justificam os meios. Este texto é considerado fundamental para o estudo da ciência política moderna. O príncipe LEITURA INDICADA 12 PERSONALIDADE Francisco José de Oliveira Viana (1883- 1951) foi um sociólogo, historiador e jurista brasileiro, conhecido por suas análises sobre a formação social e racial do Brasil. Viana teve grande influência no pensamento social e político do Brasil no início do século XX. Francisco José de Oliveira Viana 39:47 39:59 “Populações Meridionais do Brasil” (1920), de Francisco José de Oliveira Viana, é uma obra sociológica que examina a formação étnica e social das regiões sul e sudeste do Brasil. Viana analisa a influência dos imigrantes europeus e as dinâmicas de mestiçagem, discutindo os impactos dessas populações na identidade e no desenvolvimento nacional. O livro é um marco no estudo das questões raciais e culturais brasileiras. Populações Meridionais do Brasil LEITURA INDICADA Sobre o assédio moral no ambiente organizacional, assinale a alternativa correta: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R esp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 2 . 13 AULA 1 • PARTE 2 A luta pelos direitos sociais foi impulsionada por uma conscientização coletiva dos trabalhadores, a ideologia socialista de Karl Marx, a intervenção católica com a encíclica Rerum Novarum de 1891, e o temor das elites de novas insurgências populares. Os direitos trabalhistas e previdenciários emergiram como direitos sociais, necessitando de ação política estatal para se concretizarem, ao contrário dos direitos individuais que existem por si mesmos. Esse movimento histórico transformou a solidariedade dos trabalhadores em uma força motriz para a conquista de direitos sociais e a melhoria das condições de vida na era industrial. Os direitos sociais 00:26 04:40 ‘‘Então o mundo começou a pensar na figura do trabalhador, o mundo do começo do século XX. ’’ PERSONALIDADE Eric Hobsbawm (1917-2012) foi um renomado historiador britânico, conhecido por suas obras sobre a história do século XIX e XX. Ele escreveu extensivamente sobre a ascensão e queda dos movimentos revolucionários e as transformações socioeconômicas da era moderna. Eric Hobsbawm 04:51 Durante as décadas de 1930 e 1940, o Brasil presenciou a aparição de discursos que promoveram o protecionismo interesseiro e o intervencionismo estatal de conveniência. Sob os auspícios da Constituição de 1937, Getúlio Vargas implementou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943, marcando uma fase de “fascismo à brasileira”. Esse período foi caracterizado por nacionalismo, progressividade econômica, autoritarismo, e a absorção da sociedade pelo Estado. Além disso, houve uma síntese da solidariedade social, antiliberalismo, populismo, e a restrição de liberdades que desafiassem o poder estatal. Construção e crise 05:18 14 A Constituição de 1937 garantiu liberdade de associação profissional ou sindical, mas apenas aos sindicatos reconhecidos pelo Estado, conferindo-lhes direitos exclusivos de representação legal, defesa de direitos, estipulação de contratos coletivos, e imposição de contribuições. A Justiça do Trabalho foi instituída para resolver conflitos entre empregadores e empregados, declarando greve e lock-out como recursos anti-sociais nocivos. Dessa forma, os sindicatos foram domesticados, e a gestão dos conflitos ficou sob controle estatal. Os sindicatos receberam suporte financeiro através da contribuição sindical, independentemente do interesse ou participação dos trabalhadores. Essa situação levou a um desinteresse generalizado tanto dos trabalhadores quanto da sociedade, resultando em uma estagnação dos sindicatos. Construção e crise PERSONALIDADE Claude Lévi-Strauss (1908 – 2009) antropólogo, professor e filósofo francês, nascido na Bélgica. É considerado o fundador da antropologia estruturalista. Lévi- Strauss fez diversas expedições pelo interior brasileiro, onde estudou comunidades indígenas. É o registro dessas viagens que está presente em “Tristes Trópicos” (1955), livro que mescla elementos antropológicos de estudos acadêmicos com a descrição pessoal e narrativa literária. Claude Lévi-Strauss 17:51 PERSONALIDADE Alain Supiot (nascido em 1949) é um jurista e acadêmico francês, especializado em direito do trabalho e teoria do direito. Suas obras exploram a relação entre direito, trabalho e sociedade, destacando os impactos da globalização e das transformações no mundo do trabalho. Supiot é reconhecido por suas contribuições à compreensão dos direitos sociais e do estado de bem-estar. Alain Supiot 07:36 PERSONALIDADE Getúlio Vargas (1882-1954) foi um político e presidente brasileiro que governou de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Em seu governo foram implementadas políticas de industrialização e de proteção social, incluindo leis trabalhistas e previdência social. Seu governo deixou um legado duradouro na estrutura política e econômica do Brasil. Getúlio Vargas 11:44 15 17:54 “Tristes Trópicos” é uma obra autobiográfica do antropólogo Claude Lévi-Strauss, publicada em 1955. O livro apresenta uma reflexão profunda sobre as experiências do autor em expedições etnográficas na América do Sul, abordando temas como a diversidade cultural, o impacto da colonização europeia e a complexidade das relações humanas e sociais. Tristes Trópicos LEITURA INDICADA Compreender os motivos que levam os homens ao conflito é crucial para entender o sistema jurídico, visto que o Direito é essencialmente um discurso de poder, moldado pelas circunstâncias históricas e sociais. Todo ordenamento político busca legitimidade através da adesão dos governados, fundamentando-se indiretamente na ideologia. Nesse sentido, o Direito não é puro, sendo influenciado pelo político, econômico e ideológico. O dever emerge como uma forma de autolimitação da liberdade para promover a solidariedade social e a convivência humana. A história do Direito é marcada por uma constante luta entre liberdade e opressão, com avanços e retrocessos que refletem as condições do tempo e do espaço em que se insere. O Direito e o Poder 27:34 R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 3 . Assinale a alternativa correta em relação à figura jurídica do empregado, conforme definição legal: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 30:11 ‘‘Não há dúvida que o jurídico depende do político. ’’ 16 Há uma série de desafios a superar diante das crises do direito do trabalho. Destacamos três deles: 1º como fazer caber na CLT os conflitos da atualidade, 2º como legitimamente manter o que se conquistou diante de eventual modificação legislativa e 3º como aplicar os princípios do direito do trabalho aos novos arranjos contratuais e às novas características dos trabalhadores da atualidade. Dentro desse quadro de desafios é possível pensar perspectivas no Direito Trabalhista. 1ª perspectiva: A organização do trabalho terá novos arranjos e exigirá novas regulamentações. A CLT será a cada dia mais questionada diante de seu anacronismo e da sua ausência de conformidade entre as partes e o todo, mas o medo de perda dos direitos nela inseridos adiará o projeto de um código do trabalho. 2ª perspectiva: O direito do trabalho será deformado, mas não eliminado, porque a sempre presente vulnerabilidade de muitos trabalhadores imporá uma reserva normativa em seu favor. 3ª perspectiva: Alguns contratos de trabalho deixarão paulatinamente de ter a proteção das normas estatais, salvo em relação ao conteúdo mínimo contido na Constituição, mas a regulação pela autonomia da vontade tende a aumentar. 4ª perspectiva: O mercado e os direitos sociais manterão as suas constantes tensões sem o triunfo de um sobre o outro. O mercado, porém, cada vez mais aceitará remunerar bem o trabalho, mas preferirá formas sem tributação sobre essa remuneração, desde que não se questionem as quitações. 5ª perspectiva: A desregulamentação da segurança do trabalho aumentará as demandas fundadas na responsabilidade civil dos empregadores. Onde não houver prevenção, haverá reparação. Desafios e perspectivas 35:00 36:40 Leito de Procusto: O Leito de Procusto é uma metáfora originária da mitologia grega, que descreve um ladrão chamado Procusto que vivia na região de Ática. Ele tinha um leito de ferro em sua casa e convidava os viajantes a descansar nele. Se o viajante fosse mais alto que o leito, Procusto o cortava para que se ajustasse; se fosse mais baixo, esticava-o até que coubesse. Na mitologia, esse leito representa a ideia de forçar algo ou alguém a se ajustar a um padrão arbitrário, mesmo que isso implique em violência ou mutilação. Hoje em dia, o termo “Leito de Procusto” é utilizado como uma metáfora para descrever a imposição de padrões ou medidas fixas sobre situações variáveis, sem considerar suas particularidades ou diferenças individuais. PALAVRA-CHAVE 17 AULA 1 • PARTE 3 03:42 ‘‘Se o Direitodo Trabalho protege o trabalhador em face das suas relações de trabalho, o Direito Previdenciário protege o trabalhador em face das situações em que lhe falta o trabalho. ’’ 11:15 A organização dos regimes de previdência RGPS - Regime Geral de Previdência Social: O RGPS é o sistema previdenciário público brasileiro, destinado a trabalhadores do setor privado. Ele é administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e oferece benefícios como aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, por invalidez, pensão por morte, entre outros. Os trabalhadores contribuem com uma porcentagem de seu salário para o RGPS, que é utilizado para financiar os benefícios previdenciários. RGPS Art. 201: A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei. RPPS - Regime Próprio de Previdência Social: O RPPS é o sistema previdenciário destinado aos servidores públicos federais, estaduais e municipais. Cada ente federativo (União, estados e municípios) possui seu próprio regime próprio, administrado por órgãos específicos. Os servidores contribuem para o RPPS durante sua vida laboral e têm direito a benefícios como aposentadoria, pensão por morte e auxílio-doença, de acordo com as regras estabelecidas pelo ente federativo. RPPS Art. 40: O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. 02:46 CURIOSIDADE Sistemas contributivos 18 A organização dos regimes de previdência RPC - Regime de Previdência Complementar: O RPC é um sistema previdenciário opcional, voltado para a complementação da aposentadoria dos trabalhadores que desejam obter um benefício maior do que o oferecido pelo RGPS ou pelo RPPS. Ele funciona por meio de fundos de pensão, entidades fechadas de previdência complementar, ou por meio de planos de previdência privada, oferecidos por instituições financeiras. Os trabalhadores contribuem voluntariamente para o RPC, visando acumular reservas que serão utilizadas para complementar sua aposentadoria no futuro. RPC Art. 202: O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. AULA 1 • PARTE 4 Regime Geral de Previdência Social O “Regime Geral de Previdência Social” (RGPS) não apenas abarca todos os trabalhadores não contemplados por regime previdenciário próprio, como também todos aqueles que, tendo idade para o trabalho, não realizam atividade remunerada, embora contribuam facultativamente. 00:26 01:18 CURIOSIDADE Sistema Previdenciário 19 Há sempre a necessidade atualização do sistema previdenciário, pois a sociedade passa por mudanças que solicitam novas demandas e reconfigurações do sistema. Entre as mudanças desde sua criação (na década de 30) houve, por exemplo, o aumento do valor de contribuição e o aumento da idade para aposentar- se. A maior reforma previdenciária que ocorreu foi a efetuada em 2019. Nela há as seguintes alterações: • a busca do equilíbrio financeiro e atuarial dos regimes de previdência social. • majoração tributária. • combate às fraudes: a realização de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão de benefícios por incapacidade. • combate às evasões. • combate aos privilégios. • contenção do judiciário. • o combate às desigualdades. • uniformização dos tratamentos jurídico-previdenciários com vista a unificação dos regimes previdenciários sociais. • desconstitucionalização dos direitos previdenciários com a constitucionalização das obrigações previdenciárias: a erosão do qualificativo “social” dado à previdência. • desconstitucionalização dos detalhamentos com remessas para a legislação infraconstitucional. • incentivo à readaptação do trabalhador incapacitado nas esferas privada e pública. • linguagem técnica e rica em vedações. Reformas Previdenciárias 07:48 Lei Nº 9.032, de 28 de abril de 1995. Dispõe sobre o valor do salário-mínimo, altera dispositivos das Leis nº 8.212 e nº 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, e dá outras providências. Clique aqui para acessar LEITURAS INDICADAS 13:11 Emenda constitucional Nº 20, DE 15 de dezembro de 1998 Modifica o sistema de previdência social, estabelece normas de transição e dá outras providências. Clique aqui para acessar. LEITURAS INDICADAS 14:10 16:25 ‘‘O equilibro financeiro é aquele que todo mundo quer para a as suas vidas, que os ingressos sejam maiores que as saídas. ’’ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9032.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc20.htm 20 • mudança de paradigma e desaparecimento de institutos como a invalidez, benefícios por “doença” e a aposentadoria por puro tempo de contribuição.. Apesar da desconstitucionalização, a reforma da previdência, ainda assim, pode ser considerada como um texto minudenciado, pois desce a particularidades não encontráveis em outros sistemas jurídicos que inspiram a ordem normativa interna. Reformas Previdenciárias Discussões sobre retrocesso social A reforma previdenciária de 2019 trouxe diversas discussões sobre retrocesso social. Nesse sentido é ônus do Estado demonstrar a existência: de um interesse estatal qualificado; do caráter imperioso da medida; da inexistência de cursos de ação alternativos. Neste quadro, “a argumentação do Estado não é livre. O Estado deve demonstrar que considerou as medidas alternativas, mas que, mesmo assim, houve razões de peso a justificar a medida regressiva. Esta medida deve ser justificada em referência à totalidade dos direitos previstos e no contexto de aproveitamento pleno dos recursos de que se dispõe” (CHRISTIAN COURTIS. Ni un paso atrás). 23:59 Ni un paso atrás Ni un paso atrás: la prohibición de regresividad en materia de derechos sociales. Christian Courtis. Clique aqui para acessar. LEITURAS INDICADAS 27:19 https://www.cels.org.ar/web/publicaciones/ni-un-paso-atras-la-prohibicion-de-regresividad-en-materia-de-derechos-sociales/ 21 AULA 2 • PARTE 1 Trabalho e atividades em sentido estrito É necessário categorizar pelo nome as atividades, pois há ações que mesmo sendo realizadas pelo ser humano não são categorizadas como trabalho. Há, portanto, a diferença entre atividade em sentido estrito e trabalho. O trabalho é uma atividade que gera sustento pessoal e ou familiar. Trata-se aqui, em realidade, de “trabalho” no seu sentido técnico-jurídico, ou seja, o “trabalho”, indispensavelmente remunerado, tem por escopo o sustento próprio e, se for o caso, familiar do trabalhador. “Atividade em sentido estrito,” geralmente realizada sem qualquer custo ou com uma compensação meramente simbólica, tem objetivos variados, às vezes relacionados ao aperfeiçoamento pessoal, outras vezes associados a ações puramente solidárias. Por exemplo: estágios e serviço voluntário. Nas “atividades em sentido estrito”, os objetivos diferem dos do “trabalho”. Os contratos dessas atividades possuem metas distintas, que não são atingidas apenas pela existência de uma contraprestação financeira. A “atividade em sentido estrito” pode ser utilizada como justificativa para a atuação de atores, cantores, modelos e atletas mirins. Contudo, é necessário destacar que é proibido trabalho noturno, perigoso ou insalubre para menores de dezoito anos, bem como qualquer trabalhopara menores de dezesseis anos, exceto na condição de aprendiz a partir dos quatorze anos. Como os menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos quatorze anos, não podem trabalhar, caberá ao Juiz da Infância e da Juventude analisar situações relacionadas a essas atividades em sentido estrito e autorizar, se for o caso, a sua execução. 01:08 15:53 ‘‘Só vai ser destinatário de serviço voluntário, porque é um ato de altruísmo, o próprio Estado, as entidades públicas e [...] as instituições em fins lucrativos ’’ 19:05 ‘‘A difusão da fé não é considerada como um fato ensejador da formação de um vínculo de emprego. ’’ Lei Nº 10170, DE 29 de dezembro de 2000. Acrescenta parágrafos ao art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, dispensando as instituições religiosas do recolhimento da contribuição previdenciária incidente sobre o valor pago aos ministros de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 21:50 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10170.htm 22 Convenção Nº 138 Acerca da idade mínima de admissão ao emprego. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA ADI 5326 Ação direta de inconstitucionalidade. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 29:25 31:22 Trabalho” e “atividade em sentido estrito” O direito previdenciário possui uma clara visão da diferença entre “trabalho” e “atividade em sentido estrito” nos conceitos de segurados obrigatórios e facultativos. A filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada para os segurados obrigatórios. O múnus público refere-se a uma obrigação ou dever de interesse público que uma pessoa deve cumprir, geralmente sem remuneração significativa, como parte de sua responsabilidade cívica. Ao considerar o múnus público como uma “atividade em sentido estrito”, busca- se uma compreensão clara da natureza jurídica dessa atividade, realizada em benefício do Estado, e reconhecida como um dever do cidadão. Como por exemplo: “praças” do serviço militar obrigatório, mesários eleitorais, jurados e comissários de menores. 36:51 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Em relação ao fenômeno da “pejotização”e da reforma trabalhista, assinale a alternativa correta: R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 4 . https://www.tst.jus.br/documents/2237892/0/Conven%C3%A7%C3%A3o+138+da+OIT++Idade+m%C3%ADnima+de+admiss%C3%A3o+ao+emprego https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4781750 23 AULA 2 • PARTE 2 Atividades desenvolvidas nas unidades prisionais É importante distinguir as duas posições jurídicas que o apenado pode ocupar. A primeira é a posição de exercente de atividade em sentido estrito. Esta categoria inclui (i) as tarefas cotidianas realizadas nas unidades penais, (ii) as situações em que o encarcerado participa de atos educativos, e (iii) para aqueles que não foram presos, as atividades determinadas por sentença criminal na forma de prestação de serviços à comunidade como pena alternativa à restrição de liberdade. Nesses casos, não se trata de “trabalho” propriamente dito, mas de “atividade em sentido estrito” que, por suas particularidades, não visa ao sustento pessoal ou familiar do preso. A segunda posição é a de trabalhador. Esta situação se aplica quando o apenado é contratado, com base na ampla autonomia negocial, para realizar uma atividade produtiva com valor de troca. Apesar dessa distinção, o TST considera que os presos sempre realizam “atividade em sentido estrito”, tanto interna quanto externamente. O tribunal entende esse serviço como um “dever social” e uma “relação institucional entre o condenado e o Estado”, e não como trabalho assalariado. Operação primária e operação secundária O conceito de eventualidade é balizar para compreender os matizes do trabalho. Eventualidade consiste em não possuir uma previsibilidade de repetição do serviço ou ação. Existem diferenças importantes entre os tipos de trabalho Trabalho autônomo por conta própria: O trabalhador exerce suas atividades de forma independente, sem vínculo empregatício, assumindo os riscos e responsabilidades de sua profissão. Ele gerencia seu próprio negócio, define seus horários e presta serviços diretamente aos seus clientes. Autônomo eventual: Esse trabalhador realiza atividades de forma esporádica e sem continuidade. Autônomo não eventual: Neste caso, o trabalhador atua de maneira contínua e regular, mas ainda de forma independente. Trabalho subordinado por conta alheia: Aqui, o trabalhador possui um vínculo empregatício e trabalha sob as ordens e supervisão de um empregador. Ele recebe salário e benefícios, e sua atividade é direcionada pelo empregador, que assume os riscos do negócio. Subordinado eventual: Trata-se de um trabalhador que, apesar de atuar sob supervisão de um empregador, realiza atividades de forma esporádica e não contínua. Ele não possui uma relação de emprego regular e sua contratação ocorre apenas em ocasiões específicas. Subordinado não eventual: Neste caso, o trabalhador possui uma relação de emprego contínua e regular com o empregador. Ele trabalha de forma permanente sob a direção e controle do empregador, recebendo salário e benefícios de acordo com as normas trabalhistas. 00:26 04:23 07:10 ‘‘Eventual é algo que se realiza hoje, mas que você não tem mais previsibilidade da ocorrência da repetição. ’’ 24 Lei Nº 12.815, de 5 de junho de 2013. Dispõe sobre a exploração direta e indireta pela União de portos e instalações portuárias e sobre as atividades desempenhadas pelos operadores portuários Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA Lei Nº 12.023, de 27 de agosto de 2009. Dispõe sobre as atividades de movimentação de mercadorias em geral e sobre o trabalho avulso. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 11:55 12:28 Os elementos que caracterizam o contrato de emprego são: Pessoalidade ou intransferibilidade: Considera-se empregada toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Onerosidade: O empregado presta serviços em troca de uma remuneração, que pode ser composta por salário, benefícios, comissões, entre outros. A onerosidade implica que o trabalho não é gratuito e o pagamento pelo serviço prestado é um dos direitos fundamentais do trabalhador. Não Assunção (pelo prestador) dos Riscos da Atividade do Tomador de Serviços: Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. Contrato de emprego 14:01 PERSONALIDADE Orlando Gomes (1909-1988) foi um jurista brasileiro, especialista em Direito Civil, cujas obras influenciaram profundamente a legislação e a doutrina jurídica no Brasil. Ele é autor de importantes livros e artigos que contribuíram para a compreensão e desenvolvimento do Direito Civil e do Direito do Trabalho no país. Gomes também exerceu a docência e foi membro de diversas instituições jurídicas, sendo uma referência acadêmica e profissional. Orlando Gomes 20:51 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12815.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12023.htm 25 Duração Contínua ou não eventual: Considera-se empregada toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. Subordinação: Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva,que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. Um elemento adicional a considerar: a “dependência econômica: Considera-se empregada toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Contrato de emprego São elementos que caracterizam o contrato de emprego: Pessoalidade, não- eventualidade, onerosidade e subordinação. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO AULA 2 • PARTE 3 A Lei Nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, conhecida como Lei do Trabalho Temporário, foi a primeira regulamentação sobre terceirização no Brasil, permitindo a contratação de trabalhadores temporários para atender à demanda sazonal das empresas. Esta legislação estabeleceu regras específicas para esse tipo de contratação, visando proteger os direitos dos trabalhadores temporários Terceirização 00:10 Taylorismo : Sistema de produção implementado por Frederick Taylor, engenheiro norte-americano considerado o pai da administração científica. O foco dessa linha de produção é a eficiência operacional das tarefas desempenhadas; ou seja, busca-se maximizar a produção no menor tempo possível. PALAVRA-CHAVE R e sp o st a d e st a p á g in a : v e rd a d e ir o . 26 Já a Lei Nº 13.429, de 31 de março de 2017, conhecida como Lei da Terceirização, alterou dispositivos da legislação trabalhista brasileira para possibilitar a terceirização de qualquer atividade, inclusive as atividades-fim das empresas. Essa mudança representou uma flexibilização significativa das relações de trabalho, gerando debates sobre os impactos na segurança e nos direitos dos trabalhadores, além de reflexões sobre a precarização do emprego. Na terceirização de trabalhadores, a empresa contratante contrata pessoas físicas por meio de uma empresa intermediária para realizar atividades diretamente relacionadas ao seu negócio principal, como produção, atendimento ao cliente, entre outros. Nesse caso, os trabalhadores terceirizados podem desempenhar funções semelhantes aos funcionários efetivos da empresa contratante, mas são formalmente empregados pela empresa terceirizadora. Por outro lado, na terceirização de serviços, a empresa contratante contrata uma empresa especializada para fornecer serviços específicos, como limpeza, segurança, tecnologia da informação, entre outros, sem que haja uma relação de subordinação direta entre os trabalhadores da empresa contratada e a contratante. Nesse modelo, os trabalhadores da empresa terceirizada são exclusivamente dedicados à prestação dos serviços contratados, e não têm vínculo empregatício com a empresa contratante. A empresa contratada é quem admite, remunera e dirige o trabalho realizado pelos trabalhadores terceirizados. Embora a reforma trabalhista considere legítima a terceirização das atividades-fim da empresa contratante, quaisquer ações realizadas com o intuito de contornar, obstruir ou fraudar a aplicação das normas estabelecidas na Consolidação das Leis do Trabalho serão consideradas nulas de forma absoluta. . Terceirização PERSONALIDADE Frederick Taylor (1856-1915) foi um engenheiro mecânico americano, considerado o pai da administração científica, cujas teorias sobre eficiência e organização do trabalho revolucionaram a indústria moderna. Suas metodologias focaram na padronização de tarefas e na maximização da produtividade. Frederick Taylor 02:31 PERSONALIDADE Henry Ford foi um industrial e empreendedor americano, fundador da Ford Motor Company e pioneiro na produção em massa de automóveis, revolucionando a indústria automobilística no século XX. Henry Ford 02:36 27 Fordismo : O Fordismo é um sistema de produção em massa desenvolvido por Henry Ford, caracterizado pela linha de montagem e pela produção em larga escala de produtos padronizados, revolucionando a indústria automobilística e influenciando o desenvolvimento econômico mundial. PALAVRA-CHAVE Toyotismo: O Toyotismo é um modelo de produção originário no Japão pela Toyota, focado na flexibilidade, eficiência e redução de desperdícios, através de práticas como o just-in- time e a produção enxuta, adaptando- se às demandas do mercado e promovendo uma maior colaboração entre os trabalhadores. PALAVRA-CHAVE PERSONALIDADE Taiichi Ohno foi um engenheiro e executivo japonês conhecido como o pai do Sistema Toyota de Produção. Suas contribuições revolucionaram a indústria ao desenvolver princípios como o Just-in-Time e o Kaizen, promovendo eficiência, qualidade e inovação na produção industrial. Taiichi Ohno 05:14 Lei Nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974. Dispõe sobre o Trabalho Temporário nas Empresas Urbanas, e dá outras Providências. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 09:39 Lei Nº 13.429, de 31 de março de 2017. Altera dispositivos da Lei n o 6.019, de 3 de janeiro de 1974, que dispõe sobre o trabalho temporário nas empresas urbanas e dá outras providências; e dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de prestação de serviços a terceiros. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 09:13 22:14 Art. 455, CLT - Nos contratos de subempreitada responderá o subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que celebrar, cabendo, todavia, aos empregados, o direito de reclamação contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro. Parágrafo único - Ao empreiteiro principal fica ressalvada, nos termos da lei civil, ação regressiva contra o subempreiteiro e a retenção de importâncias a este devidas, para a garantia das obrigações previstas neste artigo. Subempreitada FUNDAMENTO https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6019.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13429.htm 28 AULA 2 • PARTE 4 Contratação mediante a intermediação de plataformas A gig economy ressurgiu para descrever trabalhadores que, por diversas razões, optam por executar serviços requisitados por uma ampla gama de clientes, através de plataformas digitais. A introdução desses recursos eletrônicos resultou na aplicação de um termo antigo em um novo contexto, agora referindo-se aos gig workers, os quais disponibilizam seu trabalho sob demanda através de infraestruturas digitais operadas por algoritmos e alimentadas por dados. Assim, um novo conceito foi formado a partir de uma ideia preexistente. A plataformização surgiu inicialmente na esfera da internet, abrangendo desde pequenas até grandes instituições, além de influenciar a cultura, o mercado e a economia global. Atualmente, observa- se uma crescente dependência e sensibilidade em relação às plataformas digitais e seus diversos mecanismos para a realização das atividades laborais. 00:26 Parcelas devidas nos contratos de emprego O elemento fundamental que distingue o empregado em relação ao trabalhador autônomo é a subordinação jurídica. Nos contratos de emprego, os trabalhadores têm direito a diversas parcelas, que podem ser classificadas em parcelas oriundas do trabalho, de natureza remuneratória e de natureza não remuneratória. A seguir, explicamos cada uma dessas categorias em detalhes. Parcelas de natureza remuneratória: Parcelas de natureza remuneratória são aquelas que compõem a remuneração do trabalhador, ou seja, os valores que ele recebe como contraprestação pelo trabalho realizado. Dentro dessa categoria, encontramos o salário-base, complementos salariais e suplementos salariais. Salário-base: O salário-base é a parcela fixa e principal da remuneração do trabalhador, estabelecida no contrato de trabalho. Ele serve como referência para o cálculo de outros direitos trabalhistas, como férias, 13º salário e FGTS. Complementos salariais: Os complementos salariais são adicionais pagos ao trabalhador que podem variar de acordo com a função, tempo de serviço ou condições específicas de trabalho.Exemplos incluem adicionais de insalubridade, periculosidade, e gratificações por tempo de serviço. Suplementos salariais: Os suplementos salariais são benefícios adicionais que podem ser pagos por força de acordos coletivos, convenções, ou decisões da empresa. Incluem participação nos lucros, comissões e bonificações por desempenho. 11:15 22:02 ‘‘Existe o dever de documentação do empregador. É o empregador que precisa documentar tudo que existe na relação de emprego. ’’ 29 Parcelas devidas nos contratos de emprego Parcelas de natureza não remuneratória: Parcelas de natureza não remuneratória são aquelas que não representam uma contraprestação pelo trabalho realizado, mas são devidas em situações específicas, como indenizações, penalidades e ressarcimentos. Indenização: Indenização é um valor pago ao trabalhador para compensar danos ou prejuízos sofridos em decorrência da relação de trabalho. Exemplos incluem indenização por dispensa sem justa causa e por danos morais. Penalidade: Penalidade refere-se a valores pagos pelo empregador ao empregado devido a infrações cometidas pelo empregador, como multas por atraso no pagamento de salários ou por não cumprir obrigações trabalhistas. Ressarcimento: Ressarcimento é o pagamento realizado ao trabalhador para cobrir despesas feitas em razão do trabalho, como gastos com transporte, alimentação em viagens a serviço, ou compra de materiais necessários para a execução das funções. Por força de lei: Tanto as parcelas de natureza remuneratória quanto as de natureza não remuneratória podem ser definidas por força de lei. Isso significa que são estabelecidas pela legislação trabalhista, que determina os direitos mínimos que devem ser assegurados a todos os trabalhadores. Essas disposições legais visam garantir a proteção e a segurança jurídica nas relações de trabalho, evitando abusos e promovendo condições dignas de emprego. 16:22 Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. § 1º Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) § 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio- alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. § 3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados (Redação dada pela Lei nº 13.419, de 2017) CLT. Art. 457 FUNDAMENTO 30 O fim de contratos de emprego pode ocorrer de diversas formas, cada uma com suas características específicas. Vamos explicar os termos com base na estrutura fornecida: Dissolução: A dissolução de um contrato de emprego é o término da relação empregatícia, e pode se dar de três formas principais: resilição, resolução e rescisão. Resilição: A resilição ocorre quando uma das partes decide encerrar o contrato, sem que haja um motivo legal específico. A resilição pode ser: unilateral, quando apenas uma das partes decide terminar o contrato. Patronal, quando é o empregador que decide pela resilição. Isso é comum em demissões sem justa causa. E operária: quando é o empregado que decide pela resilição. Isso acontece quando o empregado pede demissão. A resilição também pode ser bilateral: quando ambas as partes concordam em encerrar o contrato, também conhecida como resilição consensual. A resolução acontece devido a situações que impedem a continuidade do contrato, podendo ser: por causas voluntárias: quando uma das partes comete uma falta grave, dando motivo para a outra parte resolver o contrato. Por exemplo, o empregado pode ser demitido por justa causa. Pode ocorrer por causas involuntárias: quando fatores externos impedem a continuidade do contrato, como a morte do empregador (se pessoa física) ou do empregado, ou falência da empresa. A rescisão por nulidade ocorre quando o contrato é considerado nulo desde o início devido a alguma irregularidade legal ou falta de requisitos essenciais. Isso significa que o contrato nunca deveria ter existido em primeiro lugar, por exemplo, se for comprovado que houve coação na assinatura do contrato. Resilição 31:08 39:48 48:08 O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero 2021 trata da implementação das Políticas Nacionais relativas ao Enfrentamento à Violência contra as Mulheres pelo Poder Judiciário e ao Incentivo à Participação Feminina no Judiciário. Clique aqui para acessar. Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero LEITURA INDICADA CURIOSIDADE Aviso Prévio https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2021/10/protocolo-para-julgamento-com-perspectiva-de-genero-cnj-24-03-2022.pdf 31 AULA 3 • PARTE 1 A saúde mental do trabalhador tem se tornado uma preocupação crescente nas organizações, especialmente com a crescente incidência da síndrome de burnout e outras doenças ocupacionais. Esses problemas de saúde mental podem ser agravados por ambientes de trabalho inadequados e pressões excessivas, exigindo uma abordagem mais cuidadosa e preventiva por parte das empresas. Nesse contexto, o meio ambiente de trabalho precisa ser rigorosamente fiscalizado para garantir a aplicação das Normas Regulamentadoras (NRs), que são fundamentais para a medicina e segurança do trabalho. A fiscalização dessas normas assegura que as condições de trabalho não prejudiquem a saúde física e mental dos colaboradores, promovendo um ambiente mais seguro e saudável. A nova realidade do home office e do trabalho híbrido, regulamentada pela CLT (art. 75-A e seguintes), traz novos desafios e oportunidades. O teletrabalho exige adaptações tanto por parte dos trabalhadores quanto das empresas, que devem garantir que as condições de trabalho remoto sejam adequadas e que a legislação trabalhista seja cumprida, incluindo a ergonomia e o bem-estar dos trabalhadores. Em relação aos empregados em regime de teletrabalho aplicam-se as disposições previstas na legislação local e nas convenções e nos acordos coletivos de trabalho relativas à base territorial do estabelecimento de lotação do empregado. Assédio e discriminação no ambiente de trabalho são questões críticas que precisam ser abordadas com seriedade. As exigências e metas não podem justificar o assédio moral vertical, que é a extrapolação do poder de direção. Relações de emprego 04:29 14:53 ‘‘O meio ambiente de trabalho é de responsabilidade do empregador. ’’ Lei Nº 8.213, de 24 de julho de 1991 Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA Lei Nº 14.611 de 3 de julho de 2023 Dispõe sobre a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens; e altera a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 15:20 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14611.htm 32 A implementação da Nova CIPA+A (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio) é uma medida importante para combater essas práticas, promovendo um ambiente de trabalho mais justo e equitativo. A responsabilidade do gestor é crucial na construção de relações horizontais de trabalho, que se baseiam na colaboração e no respeito mútuo. Gestores devem atuar como facilitadores dessas relações, assegurando que a comunicação seja clarae que todos os membros da equipe sejam tratados com igualdade e respeito. Finalmente, a Lei da transparência salarial (Lei 14.611/23 e Decreto 11.795/23) busca promover a equidade salarial, exigindo que as empresas sejam transparentes quanto às remunerações oferecidas. Esta lei é um passo importante para reduzir a discriminação salarial e garantir que todos os trabalhadores sejam remunerados de forma justa e adequada, refletindo a importância da transparência e da justiça no ambiente de trabalho. A contratação de empregado menor de dezesseis anos é proibida, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. A concatenação desses tópicos evidencia a complexidade e a importância de uma abordagem integrada para melhorar o ambiente de trabalho, proteger a saúde mental dos trabalhadores e promover práticas justas e equitativas nas relações laborais. Relações de emprego Cumprimento da legislação trabalhista I O cumprimento da legislação trabalhista no Brasil envolve a atuação coordenada de diversos órgãos jurídicos, cada um com suas especificidades, deveres e áreas de atuação. Compreender as funções e diferenças entre esses órgãos é fundamental para garantir a aplicação eficaz das normas trabalhistas e a proteção dos direitos dos trabalhadores. O “Ministério do Trabalho e Previdência” (MTP) é o órgão responsável pelo âmbito administrativo das relações de trabalho. Ele é encarregado de regulamentar e fiscalizar as Normas Regulamentadoras (NRs), que estabelecem os padrões de segurança e saúde no trabalho. O MTP tem a autoridade para aplicar multas e interdições quando identifica infrações às NRs, visando garantir que as empresas cumpram as exigências legais e mantenham um ambiente de trabalho seguro e saudável. Por outro lado, o Ministério Público do Trabalho (MPT) atua principalmente no âmbito judicial. Ele é responsável por investigar denúncias de irregularidades trabalhistas e pode firmar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com as empresas, exigindo que elas corrijam práticas inadequadas. O MPT também pode ajuizar Ações Civis Públicas para proteger os direitos coletivos dos trabalhadores, buscando a reparação de danos morais coletivos e outras medidas compensatórias. No caso de violação grave, o MPT pode buscar indenizações e ressarcimento para os trabalhadores prejudicados. 32:39 33 AULA 3 • PARTE 2 05:14 ‘‘A legislação trabalhista impõe limitação a vontade das partes. ’’ 06:38 Art. 444 da CLT: “As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes”. PALAVRA-CHAVE 10:55 Instrumentos normativos: Normalmente denominados de “dissídios da categoria”, compreendem as convenções e acordos coletivos do trabalho, bem como a sentença normativa. (reajustes, PLR, adicionais, abono de faltas, etc). PALAVRA-CHAVE Cumprimento da legislação trabalhista II No âmbito judicial, além do trabalho realizado pelo MPT, existem ações civis e trabalhistas que podem ser movidas para garantir a aplicação da legislação e compensar os danos sofridos pelos trabalhadores. A justiça trabalhista lida com questões como indenizações por danos sofridos e ressarcimentos financeiros. Além disso, a previdenciária, por meio de ações regressivas, busca o ressarcimento de gastos previdenciários causados por negligência das empresas na manutenção de um ambiente de trabalho seguro. No campo criminal, as penalidades podem ser aplicadas aos responsáveis por práticas que violem a legislação trabalhista de maneira grave. Isso inclui penas que podem variar conforme a gravidade da infração, abrangendo desde multas até penas de reclusão para os infratores Em resumo, o sistema jurídico trabalhista no Brasil envolve uma complexa interação entre órgãos administrativos e judiciais, cada um com responsabilidades específicas. O MTP foca na regulamentação e fiscalização das normas de segurança e saúde no trabalho, enquanto o MPT atua na investigação e judicialização de casos de violações trabalhistas. Juntos, esses órgãos trabalham para assegurar que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e que qualquer dano causado por infrações seja devidamente reparado. A reforma trabalhista do Brasil em 2017 introduziu a prevalência do “negociado sobre o legislado”, permitindo que acordos e convenções coletivas entre empregadores e sindicatos prevaleçam sobre a legislação em determinados aspectos. Isso significa que, em certas condições, o que for negociado coletivamente pode ter mais força do que o previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 00:26 19:21 O Princípio da Territorialidade: Estabelece que as leis de um país se aplicam exclusivamente dentro de seus próprios limites geográficos. Isso significa que qualquer fato ocorrido dentro desse território deve ser julgado conforme a legislação local. Portando, deve sempre se considerar as especificidades de cada estado. PALAVRA-CHAVE 34 O Princípio da Primazia da Realidade é um conceito fundamental no Direito do Trabalho, que enfatiza a prevalência dos fatos sobre as formas. Esse princípio assegura que, em situações onde há conflito entre o que está documentado e o que ocorre na prática, a realidade dos fatos será sempre preponderante. Esse princípio é especialmente relevante na análise das relações de emprego e na verificação das condições de trabalho. A especificidade do contrato de trabalho, conforme o artigo 442 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), prevê que o ajuste correspondente à relação de emprego pode ser tácito ou expresso. Isso significa que, para a configuração de um vínculo empregatício, não é estritamente necessário um contrato formal por escrito; a relação de trabalho pode ser reconhecida pela simples observação das condições práticas em que o trabalho é realizado. A preponderância da informalidade nas relações de trabalho destaca que muitos contratos de trabalho e condições laborais são estabelecidos de forma verbal ou através de acordos informais. No entanto, é essencial que, mesmo em tais situações, as partes envolvidas tenham cuidado na preservação de provas desde o processo seletivo, utilizando e-mails, cópias arquivadas de comunicações e trocas de mensagens via WhatsApp. Essa documentação pode ser crucial para resolver disputas e comprovar a existência e as condições do vínculo empregatício. Princípio da Primazia da Realidade 28:44 24:01 Normas coletivas aplicáveis no teletrabalho: Art. 75-B da CLT: “§ 7º Aos empregados em regime de teletrabalho aplicam-se as disposições previstas na legislação local e nas convenções e nos acordos coletivos de trabalho relativas à base territorial do estabelecimento de lotação do empregado”. (Lei 14.442/22). PALAVRA-CHAVE 31:43 ‘‘O dever de documentação é do empregador. ’’ Em relação à terceirização de serviços e à atual legislação trabalhista, assinale a alternativa correta: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 3 . 35 O Artigo 9º da CLT estabelece que são nulos de pleno direito todos os atos praticados com o intuito de fraudar as normas trabalhistas. No Direito do Trabalho, o aspecto formal não é absoluto. Quando há confronto entre a forma e a prática, o julgador sempre dará prevalência à realidade dos fatos observados. Isso é fundamental para evitar fraudes e garantir a proteção dos direitos dos trabalhadores. Princípio da Primazia da Realidade 34:21 ‘‘Se aquilo que está no papel não é aquilo que ocorre na prática não vale o que está no papel. ’’ AULA 3 • PARTE 3 Propósito de contratar e expectativas A fase pré-contratual, que antecede a formação do contrato de trabalho, é um período delicado devido à informalidade doDireito do Trabalho e às expectativas do candidato. Eventuais danos ocorridos nessa fase podem resultar em indenização, e a responsabilidade pré- contratual deriva do descumprimento dos deveres de informação, sigilo (conforme a LGPD) e boa-fé. Segundo o Art. 422 do Código Civil (CC), os contratantes devem agir com lealdade e boa-fé na conclusão e execução do contrato. A boa-fé objetiva implica retidão, lealdade, honestidade e confiança mútua. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não trata especificamente da fase pré-contratual, mas o Código Civil, nos artigos 462 a 466, aborda o “contrato preliminar”. O processo de recrutamento e seleção é crucial e precede as negociações preliminares, que aproximam as partes e produzem efeitos jurídicos ao gerar expectativas e confiança. Se as negociações indicarem a formação de um contrato definitivo e uma parte rompe sem justificativa, a outra pode reivindicar ressarcimento por danos. 00:26 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Sobre a discriminação na fase pré- contratual, assinale a alternativa que caracteriza prática discriminatória pelo empregador: R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 4 . 36 Propósito de contratar e expectativas Contudo, o empregador não deve ser responsabilizado apenas pelas expectativas não correspondidas do candidato se a proposta não foi claramente definida. Problemas na fase pré-contratual frequentemente surgem quando o candidato interpreta as ações do empregador como uma certeza de contratação, especialmente se documentos para admissão são solicitados ou se há um pedido para apresentar a Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS. O contrato de trabalho pode ser tácito ou expresso, e promessas efetivas de contratação geram obrigações recíprocas. Há o dever de o empregador indenizar quando há: • Dano. • Relação de causalidade. • Culpa. 05:10 ‘‘A mera expectativa não gera nenhum dever de indenizar por óbvio. ’’ A “discriminação positiva” envolve aquelas práticas deliberadamente adotadas, em caráter temporário, para, por meio de atitudes diferenciadoras, procurar promover socialmente determinados grupos historicamente prejudicados, conferindo-lhe maior igualdade de oportunidades. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : v e rd a d e ir o .. A discriminação negativa no emprego ocorre quando alguém é tratado de maneira menos favorável em comparação a outros, resultando em exclusão ou prejuízo acentuado. Segundo o Ministro Delgado, isso se dá quando se nega a alguém um tratamento compatível com padrões jurídicos devido a um critério injustamente desqualificante. A Constituição Federal, no artigo 5º, XLI, estabelece que a lei punirá qualquer discriminação que atente contra direitos e liberdades fundamentais, enquanto os artigos 7º, XXX, XXXI e XXXII, e a Convenção nº 111 da OIT tratam da discriminação no acesso ao trabalho e ao emprego. A discriminação positiva envolve medidas temporárias adotadas para promover a igualdade de oportunidades de grupos historicamente prejudicados, integrando-os no mercado de trabalho. Exemplos legais incluem políticas voltadas para pessoas com deficiência (PCDs) e aprendizes. A discriminação pré-contratual é praticada pelo empregador ao utilizar parâmetros que não se relacionam com a capacidade do candidato, aplicar critérios de seleção inadequados ou procedimentos que excluem categorias específicas. Isso inclui discriminação contra LGBTQIA+ e baseada em características estéticas. Discriminação no Emprego 23:22 37 Os anúncios de vagas devem evitar critérios discriminatórios, como político, religioso, etnia, gênero, estado civil, idade, sexualidade, origem e outros. A seleção deve se basear em critérios técnicos e pertinentes à função, evitando padrões discriminatórios como gravidez, doenças, antecedentes criminais, ou deficiências físicas. Exceções são permitidas apenas quando há necessidades específicas justificadas. É importante que os critérios de admissão sejam objetivos, aplicados de forma igualitária, e claramente informados aos candidatos. Um fluxograma claro do processo seletivo pode ajudar a garantir a isonomia e evitar interpretações equivocadas. Discriminação no Emprego 35:28 Art. 373-A CLT: Art. 373-A. Ressalvadas as disposições legais destinadas a corrigir as distorções que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho e certas especificidades estabelecidas nos acordos trabalhistas, é vedado: I - publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo, à idade, à cor ou situação familiar, salvo quando a natureza da atividade a ser exercida, pública e notoriamente, assim o exigir; II - recusar emprego, promoção ou motivar a dispensa do trabalho em razão de sexo, idade, cor, situação familiar ou estado de gravidez, salvo quando a natureza da atividade seja notória e publicamente incompatível; III - considerar o sexo, a idade, a cor ou situação familiar como variável determinante para fins de remuneração, formação profissional e oportunidades de ascensão profissional; IV - exigir atestado ou exame, de qualquer natureza, para comprovação de esterilidade ou gravidez, na admissão ou permanência no emprego; V - impedir o acesso ou adotar critérios subjetivos para deferimento de inscrição ou aprovação em concursos, em empresas privadas, em razão de sexo, idade, cor, situação familiar ou estado de gravidez; VI - proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias. Parágrafo único. O disposto neste artigo não obsta a adoção de medidas temporárias que visem ao estabelecimento das políticas de igualdade entre homens e mulheres, em particular as que se destinam a corrigir as distorções que afetam a formação profissional, o acesso ao emprego e as condições gerais de trabalho da mulher. PALAVRA-CHAVE Lei Nº 9.029, de 13 de abril de 1995. Proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho, e dá outras providências. Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 37:15 Lei Nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Clique aqui para acessar. LEITURA INDICADA 39:12 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9029.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm 38 AULA 3 • PARTE 4 O poder disciplinar do empregador é a capacidade de aplicar sanções aos empregados que descumpram normas ou comprometam o ambiente de trabalho. Esse poder deve ser exercido de forma justa e proporcional, respeitando os direitos dos trabalhadores e garantindo a manutenção da ordem e da produtividade na empresa. O empregador pode aplicar diferentes tipos de penalidades, como advertências, suspensões e a demissão por justa causa, dependendo da gravidade da infração cometida. A advertência é uma penalidade leve que pode ser verbal ou escrita. Serve como um aviso ao empregado de que seu comportamento não está de acordo com as expectativas da empresa. A advertência verbal é uma abordagem inicial e menos formal, usada para infrações menores e como uma primeira tentativa de correção. Já a advertência escrita é mais formal e documentada, proporcionando um registro oficial que pode ser útil em caso de reincidência. Ambas têm o objetivo de corrigir o comportamento do empregado sem recorrer a medidas mais severas. A suspensão é uma penalidade de média gravidade aplicada quando o comportamento inadequado do empregado persiste ou é mais sério do que aquele que justifica apenas uma advertência. Trata-se de uma censura a um ato faltoso que pode ser corrigido, resultando na ausência temporária do empregado de suas funções sem remuneração. A suspensão deve ser usada