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SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA
O GUIA COMPLETO DA
Descomplique o seu atendimento, desde 
a anamnese às manobras semiológicas!
A semiologia é a área que dedica sua atenção aos sinais e sintomas apresentados 
pelos pacientes (tanto os verbais quanto os não verbais), sendo fundamental para 
compor o diagnóstico do paciente durante um atendimento, por meio do exame 
físico.
Por isso, é com grande prazer que trazemos este e-book para te ajudar em uma fase 
tão importante do ciclo básico da sua formação médica - afinal, é de fundamental 
importância que saibamos avaliar e examinar nossos pacientes, certo? Para isso, a 
semiologia é muito importante!
Nas próximas páginas, você vai receber uma série de informações importantes sobre 
a semiologia e propedêutica das mamas, ginecológica, obstétrica, neurológica, 
do sistema respiratório, do sistema cardiovascular, lesões elementares de pele, 
ortopédica e do abdome.
Ao final deste e-book, esperamos que você esteja craque nos principais pontos a 
serem analisados e examinados no dia a dia na sua prática clínica, tanto na anamnese 
quanto no exame físico.
Vamos juntos!
OPA, BOM TE VER POR AQUI!
ANAMNESE
SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA
Anamnese
7
O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
Conceitos Gerais
Como vocês já devem saber, apesar de tantas descobertas, tecnologias, a parte principal do 
exercício profissional do médico é ainda o exame clínico. É com ele que conseguimos criar 
uma boa relação médico-paciente, e, a partir daí, conseguir captar os elementos que vão nos 
permitir realizar hipóteses diagnósticas e, consequentemente, tratamento adequado. Na 
maioria das vezes o paciente vai na consulta ansioso, com dúvidas, e cabe a nós reconhecer 
esse sofrimento e acolher o paciente. E claro, guardar para si seus preconceitos, posição 
política, filosófica, religiosa, de forma que isso não interfira no julgamento clínico. Pessoal, 
quem tem a doença é o paciente, por isso sempre temos que valorizar, ouvir atentamente, 
com empatia e respeitar as queixas apresentadas.
Mas aqui nossa proposta é conversar um pouco mais sobre um dos elementos do exame 
clínico: sim, aquela que com certeza foi uma das primeiras palavras que você aprendeu na 
faculdade – a anamnese.
Como não podia faltar numa introdução, vamos ao que significa a palavra: “aná” = trazer de 
novo, “mnesis” =memória. É então a história que o paciente traz, que é a primeira parte de 
uma consulta médica.
E gente, não se iludam. Temos vários exames complementares à nossa disposição, mas ficar 
solicitando um monte deles não supre falhas de uma anamnese incompleta. É uma história 
clínica completa, abordando todos os seus aspectos que permitirá inclusive a solicitação de 
exames adequados dependendo do quadro do paciente.
A nossa querida anamnese não é só um simples registro de uma conversa, mas sim o resultado 
de um diálogo, conduzida pelo examinador (no caso, a gente), com o objetivo de criar hipóteses 
diagnósticas. Trocando em miúdos, é a história clínica que o paciente vai te contar e que cabe 
a você direcionar.
E tem que ser persistente! No início, como tudo, é difícil… um monte de pergunta, horas falando 
com o paciente, e quando seu professor pergunta algo, bem aquilo você não abordou… mas a 
gente tá aqui para tentar te ajudar a arrumar as ideias!
Mas tem mais uma coisa… temos jeitos diferentes de registrar a história. Aqui vamos falar 
da anamnese tradicional, a mais amplamente conhecida, e o Registro Clínico Orientado por 
Problemas (RCOP) - faz parte dela o SOAP, mas fica tranquilo que nos próximos minutos você 
vai entender o que vem sendo cada vez mais utilizado na Atenção Primária. Então bora lá!
Anamnese
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O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
Partes da Anamnese Tradicional
Gente, antes de tudo e independentemente de qualquer coisa, temos que tentar deixar a 
situação o mais confortável possível, tanto para o paciente como para nós. Então preparar 
o ambiente, ver um local que garanta privacidade, seja silencioso, estar usando roupas 
adequadas (jaleco, avental, roupas padronizadas); e pessoal, sempre se apresentar: Boa tarde! 
Sr. João! Meu nome é... sou aluno do terceiro ano da faculdade de medicina, gostaria de 
entender um pouco mais sobre sua história, o que trouxe o senhor aqui...outra coisa que 
vale a pena reforçar aqui: sempre chamar o paciente e o acompanhante pelo nome… ficar 
chamando a mãe da criança de “mãezinha” não tá com nada!
Bom, apresentação feita, partimos para a abordagem de alguns pontos, que na anamnese 
tradicional são divididos em:
1. Identificação
2. Queixa e Duração
3. História da Doença Atual
4. Interrogatório Sobre os Diversos Aparelhos
5. Antecedentes Pessoais
6. Antecedentes Familiares
7. Hábitos e Vícios
8. Condições socioeconômicas e culturais
Vamos falar um pouco mais detalhadamente de cada uma dessas partes!
1. IDENTIFICAÇÃO
Pessoal, a identificação do paciente é a primeira coisa que vamos questionar, para tentar 
entender melhor quem é aquele paciente, lembrando que tem doenças mais prevalentes em 
determinado sexo, idade, ocupação… por isso, essa parte é essencial. O senhor se importa se 
eu fizer algumas perguntas?
• Nome – completo do paciente; se for criança, idoso… colocar o nome do acompanhante 
que está dando as informações e o vínculo com o paciente
• Idade/data de nascimento
• Sexo: feminino/masculino
• Cor da pele
• Estado Civil – se é casado, solteiro, divorciado, viúvo...
Anamnese
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O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
• Profissão – a partir de uma formação/Ocupação: com o que o paciente trabalha no 
momento e questionar também no que já trabalhou no passado
• Escolaridade – aqui colocar quantos anos estudou ou o grau de escolaridade
• Religião
• Naturalidade - cidade que nasceu
• Procedência – cidade que mora
E gente, não esquecer de sempre colocar a data que foi feita a anamnese!
2. QUEIXA E DURAÇÃO (QD)
O QD consiste no motivo que trouxe o paciente, e há quanto tempo isso está acontecendo. Às 
vezes, o paciente tem vários motivos, mas temos que entender qual o que mais incomoda: “Sr. 
João, o que fez o senhor procurar o hospital? E há quanto tempo isso vem acontecendo?”. Ah! 
Aqui pessoal, usamos as próprias palavras do paciente: “dor de cabeça há 3 dias”!
3. HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL (HDA)
Aqui é onde vamos destrinchar o motivo apontado no QD! A ideia é deixar o paciente falar sobre 
sua queixa e o ideal é a gente evitar interromper, de forma a não induzir respostas. Depois dele 
falar, cabe a nós perguntar algumas coisas para completar a história, usando o sintoma como 
fio-guia para estabelecermos conexões com outras queixas. Quando formos registrar no 
prontuário, a ideia no HDA é colocarmos os acontecimentos em ordem cronológica e utilizar 
termos técnicos. Ver direitinho a evolução, se já fez exames, algum tratamento… depois de ter 
toda a história em mãos, tente fazer um resumo para o paciente, para ele confirmar a história 
e ter a possibilidade de corrigir ou acrescentar algo.
Uma dica aqui, pessoal: evitem colocar datas – dia 10/08 iniciou cefaleia – imagina você lendo 
isso no ano seguinte, tendo que fazer as contas a partir da data da anamnese; é mais legal 
colocar há quantos dias as manifestações vem aparecendo – há 3 dias com cefaleia, com piora 
há 1 dia.
E uma das coisas que vai mais aparecer aqui é a queixa de dor. Sempre questionar como está 
o sintoma no momento da anamnese, exames que já foram feitos e até tratamentos. E temos 
que detalhar ao máximo essa queixa! São 10 coisas que eu odeio em você 10 características da 
dor que temos que perguntar:
1. Início – quando a dor começou e de que forma
2. Localização – onde dói? (pedir para paciente apontar)
3. Intensidade – aqui a gente pode tentar quantificar com base em escalas de dor, como a 
numérica (0 dor nenhuma, 10 a pior dor da vida)
Mobile User
Anamnese
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O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
4. Caráter/tipo – como é a dor? (Em peso, em facada, em queimação, em cólica,latejante/
pulsátil, em aperto, pontada...)
5. Irradiação – a dor vai para algum lugar?
6. Periodicidade – a dor é contínua? Vai e volta? De quanto em quanto tempo aparece?
7. Duração – quanto tempo dura a dor
8. Fatores de melhora – o que melhora a dor? (Remédio, posição, atividade física, alimentos...)
9. Fatores de piora – o que piora a dor?
10. Fatores que acompanham – tem algum outro sintoma quando tem essa dor?
11. Vale lembrar que esses aspectos também devem ser explorados em sintomas que 
aparecerem no ISDA.
4. INTERROGATÓRIO SOBRE OS DIVERSOS APARELHOS (ISDA)
Gente, aqui a gente tem que perguntar sobre todos os outros aparelhos, e se possível, 
correlacionar com a doença atual. É trabalhoso (e como é...), mas principalmente nesse início, 
para o ISDA ficar completo, vale a pena um esquema mais rígido, com várias perguntas 
que correspondam a todos os sintomas indicativos de alterações dos vários aparelhos do 
organismo. Aí aos poucos, com a prática, os principais aspectos de cada sistema vão se 
tornando automáticos para você. À medida que você for ficando mais experiente no ISDA, 
você vai conseguir adaptar as perguntas de acordo com o caso do paciente, conseguindo 
perceber qual pergunta te trará informações relevantes ao caso. Mas uma dica é realizar uma 
pergunta aberta – Sente algo na cabeça? – E a partir daí, ir detalhando!
Divide-se, então, o ISDA de maneira geral (Depende de qual referência você utiliza!):
Sintomas Gerais – febre, calafrios, sudorese, mal-estar, astenia, alteração de peso, edema e 
anasarca;
Pele e anexos: dor, manchas, palidez, ulceração, tumefação, prurido, alopecia e icterícia.
Cabeça e Pescoço
• Cabeça: cefaleia, enxaqueca, tonturas, vertigem e traumas;
• Olhos: dor, ardência, lacrimejamento, prurido, diplopia, fotofobia, nistagmo, secreção, 
escotomas, acuidade visual, exoftalmia, amaurose e xeroftalmia;
• Ouvidos: dor, otorreia, otorragia, acuidade auditiva, zumbido, vertigem e prurido;
• Nariz e cavidades paranasais: dor, espirros, obstrução nasal, epistaxe, anosmia, cacosmia, 
prurido e coriza;
Mobile User
Anamnese
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O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
• Orofaringe: sialorreia, halitose, dor de dentes, sangramentos, aftas, ulcerações, boca seca, 
uso de próteses dentárias, dor na articulação temporomandibular (ATM); odinofagia, 
pigarro, roncos, rouquidão, disfonia e globus faríngeo;
• Vasos e linfonodos: pulsações, turgência jugular e adenomegalias.
Sistema Respiratório: dor torácica, tosse, expectoração, hemoptise, vômica, dispneia, chiados 
e cianose.
Sistema Cardiovascular: dor precordial, palpitações, dispneia aos esforços, dispneia em 
decúbito, ortopneia, dispneia paroxística noturna, edema, síncope, lipotímia, cianose 
progressiva, sudorese fria, fadiga e claudicação.
Sistema Digestório: dispepsia, pirose, eructação, alterações do apetite (hiporexia, anorexia, 
perversão e compulsão alimentar), alteração da deglutição - disfagia, odinofagia; náuseas, 
vômitos, hematêmese, dor abdominal, distensão abdominal, flatulência, hábito intestinal – 
número de evacuações/dia, consistência das fezes - tenesmo, melena, enterorragia, hipocolia, 
acolia, escape fecal e constipação.
Sistema Geniturinário: diurese (volume, número de vezes no dia, alterações na urina, 
hematúria, coluria, sedimento e espuma), oliguria, anuria, poliúria, nictúria, polaciúria, disúria, 
enurese; no sexo feminino: corrimento, ciclo menstrual, dismenorreia, menorragia; mamas: 
nódulos, retrações e dor.
Aparelho Locomotor: fraqueza muscular, mialgia, artralgia, edema articular, crepitação 
articular e limitação funcional.
Sistema nervoso: tremores, convulsão, sonolência, movimentos involuntários, anestesia, 
hipoestesia, paresia e parestesia.
5. ANTECEDENTES PESSOAIS (AP)
Nos antecedentes pessoais precisamos saber coisas que já aconteceram na vida do paciente:
1. Antecedentes na infância: condições de nascimento, moléstias da infância e 
desenvolvimento neuropsicomotor;
2. Doenças do paciente – perguntar sobre as mais comuns da vida adulta - internações 
anteriores;
3. Alergias – doenças alérgicas, alergias a medicamentos e alimentos;
4. Cirurgias – tipo de cirurgia, motivo pela qual foi indicada e data do procedimento;
5. Traumatismo – perguntar se já sofreu acidentes; 
6. Transfusões sanguíneas – n° de transfusões, quando ocorreu e o motivo;
Mobile User
Anamnese
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O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
7. História obstétrica – n° gestações, n° partos (descrever se foi normal ou cesárea) e n° de 
abortos (G_P_A_);
8. Vacinação – investigar se tomou as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde, a 
depender da faixa etária;
9. Medicamentos em uso – qual é o remédio, posologia, motivo que foi prescrito e quem 
prescreveu.
 
6. ANTECEDENTES FAMILIARES (AF)
Aqui a ideia é perguntar sobre o estado de saúde principalmente dos pais, avós e irmãos. Em 
caso de falecimento, perguntar a causa do óbito e a idade em que aconteceu.
7. HÁBITOS E VÍCIOS
Temos que perguntar para o paciente sobre alimentação, atividades físicas (tipo de exercício, 
frequência, duração e há quanto tempo pratica), tabagismo (tipo, quantidade, frequência, 
duração do vício e abstinência se tentou parar de fumar), consumo de bebidas alcoólicas (tipo 
de bebida, quantidade habitualmente ingerida, frequência), uso de anabolizantes, alguns 
sedativos e consumo de drogas ilícitas. 
8. CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS E CULTURAIS
Aqui questionamos sobre a situação financeira, a família, crenças do paciente, condições de 
moradia e grau de escolaridade.
Com relação às condições de moradia, é importante perguntar se é feita de alvenaria ou não, 
quantidade de cômodos, se tem saneamento básico ou não, coleta de lixo, se abriga animais 
domésticos, quantas pessoas moram na casa...
Registro Clínico Orientado por Problemas (RCOP)
Já sabemos o quanto a história clínica é importante; agora é importante lembrar que também 
é essencial o registro adequado nos prontuários; é por ele que conseguimos acompanhar 
o paciente da maneira adequada. Ah, e você já deve ter ouvido falar que prontuário é um 
documento… e é. Tem que ser bem feito!
Na Atenção Primária à Saúde, vem-se cada vez mais usando o Registro Clínico Orientado por 
Problemas (RCOP), também conhecido como Registro de Saúde Orientado por Problemas 
(ReSOAP), e seu componente chamado de “SOAP” (Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano), 
uma outra maneira de fazer a anamnese que não a tradicional.
Anamnese
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O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
O RCOP tem 3 áreas principais para o registro das informações: a base de dados da pessoa, a 
lista de problemas e as notas de evolução clínica (notas SOAP). Tem uma quarta área, as fichas 
de acompanhamento, que apresentam os dados complementares à evolução. O intuito é ter 
um método eficiente, que a gente consiga achar de forma rápida as informações do paciente, 
sempre atualizado, e que garanta a longitudinalidade, e a articulação de cuidados dentro da 
equipe da APS.
• Base de dados da pessoa: aqui colocaremos informações obtidas na história clínica, no 
exame físico e exames complementares. Também entram os antecedentes pessoais e 
familiares, o problema de saúde atual e as informações de saúde prévias da pessoa. 
• Lista de problemas: como o nome já diz é uma lista de problemas, que aparecem logo 
após a identificação da pessoa, como uma folha de rosto. É para ficar mais prático entender 
o que se passa com aquele paciente, de forma que os problemas vão sendo colocados em 
ordem de aparecimento, o que é crônico, o que é agudo, o que foi resolvido, os fatores 
de risco. O problema clínico pode ser considerado como tudo aquilo que interfere na 
qualidade de vida da pessoa, e deve ter o máximo de precisão possível.
• Notas de evolução “SOAP” – não, não tem nada a ver com sabonete não. É um acrônimo 
para “Subjetivo”, “Objetivo”, Avaliação” e “Plano”, que vai nos guiar na hora de escrever as 
notas de evolução.
Subjetivo – aqui colocamos as informaçõescom base no relato do paciente sobre o problema 
de saúde; aqui também colocamos nossas impressões sobre o paciente e as expressadas por 
ele. Equivaleria à identificação, AF, AP, QD e HDA da tradicional
Objetivo – dados do exame físico que sejam relevantes e resultado de exames complementares; 
equivaleria ao ISDA (além de exame físico) da tradicional. 
Avaliação – aqui pontuamos os problemas evidenciados na consulta (na prática, as hipóteses 
diagnósticas)
Plano - última parte do SOAP! Colocamos aqui as condutas e programações em relação ao 
problema. Pode-se dividir em 4 tipos principais de planos:
• Plano Diagnóstico: exames ou procedimentos que precisam ser feitos para investigar o 
problema
• Plano Terapêutico: tudo o que é pensado para o tratamento – medicamentos, mudança 
de hábitos, dietas...
• Plano de Seguimento: a programação em relação à abordagem do problema
• Plano de Educação em Saúde: aqui registramos o que foi conversado e orientado ao 
paciente
Anamnese
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O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
Vamos ver um caso para ilustrar o SOAP e ver se você entendeu:
Josefa, 62 anos, mulher negra, acompanha na UBS por diabetes e hipertensão arterial. Há 
cerca de 10 dias, Josefa procura o PS devido a um desmaio seguido de perda de força em 
braço e perna esquerdos. No hospital terciário foi diagnosticada com AVE e foi encaminhada 
na alta ao endócrino, ao cardiologista e ao fisioterapeuta. Durante a consulta, Josefa mostrou-
se preocupada com o custo dos remédios prescritos no hospital e com a dificuldade de ir 
às consultas. Chora ao falar de suas dificuldades, ela que pagava as contas como diarista, 
filha está desempregada, um dos netos envolvido com álcool e drogas. Ao exame clínico, 
o médico constata hemiparesia desproporcionada à esquerda, com força muscular grau V 
em membro superior e grau III em membro inferior. O restante do exame clínico é normal. 
O médico conversa com Josefa e propõe tratamento de diabetes e hipertensão na UBS, 
cancelando os encaminhamentos. Planeja discutir o caso com equipe multidisciplinar para 
acionar fisioterapeuta e assistente social. O médico ainda combina retorno precoce de Josefa 
para conversar sobre a adaptação dela e de sua família a este novo ciclo de vida.
E aí? O que colocar em cada parte?
Subjetivo: Preocupada com o custo dos medicamentos
Objetivo: Hemiparesia
Avaliação: Acidente Vascular Periférico
Plano: Discussão com equipe multidisciplinar
Acha que é só um exemplo bobo? Não damos ponto sem nó, não! Esse caso foi questão de 
prova da USP de 2020 e esses itens do SOAP eram exatamente a resposta! Além de um tema 
importante para a vida, vale vaguinha! #ficaadica
CONCLUSÃO
Bom pessoal, vimos aqui um pouco sobre como abordar a história do paciente, sendo a 
anamnese tradicional, seus pontos e o quão importante é essa parte da consulta. Vimos 
também um outro método de registro que é o RCOP/ReSOAP, que vem sendo usado cada 
vez mais na atenção primária, e que garante maior facilidade de acesso às informações e 
longitudinalidade ao atendimento do paciente. Independentemente do método, o importante 
é adquirir uma boa história, para levantarmos as hipóteses adequadas e propormos para o 
paciente o melhor seguimento.
 
Gostaram deste início? Pois apertem os cintos que nas páginas a seguir vamos entregar para 
vocês os segredos da propedêutica dos grandes sistemas orgânicos.
Ficou um gostinho de quero mais? Aproveita e se inscreve no nosso canal do TELEGRAM de 
discussão de casos clínicos, a LIGA MEDWAY DE CASOS CLÍNICOS, onde toda semana temos 
casos interativos e específicos de cada grande área para vocês! Nos vemos lá?
Anamnese
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O Guia Completo da Semiologia e Propedêutica
REFERÊNCIAS
1. DEMARZO, Marcelo MP; OLIVEIRA, Cristina A.; GONÇALVES, Daniel A. Prática clínica na 
Estratégia Saúde da Família: organização e registro. Material institucional UNA-SUS, 2011.
2. Semiologia Médica - Celmo Celeno Porto - 8ª Edição. 2019. Editora Guanabara Koogan.
3. Propedêutica médica da criança ao idoso. 2ª ed – São Paulo: editora Atheneu, 2015
CLÍNICA MÉDICA
SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA
SEMIOLOGIA 
DO SISTEMA 
RESPIRATÓRIO
SEMIOLOGIA 
DO SISTEMA 
CARDIOVASCULAR
SEMIOLOGIA 
NEUROLÓGICA
PEDIATRIA
SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA
A ANAMNESE 
PEDIÁTRICA
GINECOLOGIA
SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA
SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA 
DAS MAMAS
SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA 
GINECOLÓGICA
SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA 
OBSTÉTRICA
CIRURGIA
SEMIOLOGIA E 
PROPEDÊUTICA
SEMIOLOGIA 
OTORRINOLA-
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SEMIOLOGIA 
ORTOPÉDICA
SEMIOLOGIA 
DO ABDOME
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