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Taquiarritmias - HAM ADULTO @leocboliveira Definição das taquiarritmias Ritmos cardíacos de causa patológica com frequência ventricular ≥ 100 bpm · Podemos classificar como estável ou instável · FC ≥ 150 → sintomas · Se a onda P é positiva nas derivações: DI, DII e AvF, negativa em AV Sintomas · Hipotensão · Sudorese · Edema pulmonar/ congestão · Estase de veia jugular · Dor no peito/desconforto · Dispneia · Adinamia/tonturas/vertigens · Estado mental alterado Classificação · Quanto ao QRS: largo ou estreito · Quanto a localização: supraventriculares ou ventriculares · Quanto ao ritmo: regular e irregular · Quanto a gravidade: estável ou instável Principais com QRS estreito · Taquicardia sinusal · Taquicardia por reentrada nodal (taquicardia supraventricular) · Flutter atrial com ou sem condução aberrante · Fibrilação atrial Principais com QRS largo · Taquicardia ventricular monomórfica · Taquicardia ventricular polimórfica, incluindo torsades de points · Taquicardia supraventricular ou FA com condução aberrante ou bloqueio de ramo QRS estreito Taquicardia sinusal Refere-se a um ritmo cardíaco rápido que é gerado no próprio nó sinusal, que é o marca-passo natural do coração. Normalmente, o nó sinusal controla o ritmo cardíaco, iniciando os impulsos elétricos que fazem o coração contrair-se. Em condições normais, o ritmo sinusal é regular e está dentro de uma faixa de frequência cardíaca considerada normal para a idade e a condição física da pessoa. · Mais comum, várias causas (sepse, transtornos de ansiedade) · Intervalos RR constantes · Ritmo regular · FC> 100, mas geralmente 300 batimentos por min) · RR irregular · Ausência de onda P QRS largo Taquicardias ventriculares A taquicardia ventricular é a causa mais comum de taquicardia de QRS largos, correspondendo a mais de 80% de todos os casos. Geralmente ocorrem na presença de doença cardíaca estrutural significativa, por exemplo, infarto do miocárdio prévio, cardiomiopatia dilatada ou cardiomiopatia hipertrófica · QRS largo · Dissociação AV Existem 2 tipos: 1. TV mono · Definição: Refere-se a uma taquicardia ventricular em que todos os complexos QRS no ECG têm a mesma morfologia (forma) e amplitude. · Características: Geralmente indica que o foco da arritmia é localizado em uma única região do ventrículo, resultando em complexos QRS consistentes no ECG. 2. TV Poli · Definição: Refere-se a uma taquicardia ventricular em que os complexos QRS no ECG têm morfologia e amplitude variáveis. · Características: Indica que o foco da arritmia pode ser instável ou que há múltiplos focos de origem da taquicardia no ventrículo, resultando em complexos QRS que mudam de aparência ao longo do tempo 3. TV tipo Torsades points · Definição: É um tipo específico de taquicardia ventricular (TV) caracterizada por complexos QRS que mudam de amplitude e orientação no ECG, dando um aspecto de "torção". · Características: Torsades de Pointes é geralmente associada a prolongamento do intervalo QT no ECG, o que pode ser causado por várias condições, como distúrbios eletrolíticos (por exemplo, hipocalemia), uso de certos medicamentos, síndromes genéticas, entre outros. MANEJO 1. Identifique critérios de instabilidade · Diminuição da consciência · Diminuição da PA (hipotensão) · Dor torácica tipo anginosa · Dispneia · Desmaio · Sinais de choque – hipoperfusão Se paciente 🥵Instável: na maior parte dos casos instabilidade é igual a cardioversão · Cardioverter todos, exceto TV poli que é feito choque · Lembre: antes de cardioverter, fazer o osasco (a seguir) · Também é importante decorar as cargas para cardioversão Ritmo Conduta Carga QRS estreito regular: TSV, Flutter atrial, taquicardia sinusal Cardioversão sincronizada 50 a 100 j QRS estreito irregular: fibrilação atrial Cardioversão sincronizada 120 a 200 j QRS largo regular: TV mono Cardioversão sincronizada 100 j QRS largo irregular: TV poli Choque/ desfibrilação 200j 🤩Estável: a partir desse ponto você questiona se o QRS é estreito ou largo QRS ESTREITO 1 passo - manobra vagal → Manobra de valsalva modificada · Assoprar serinda por 15 s na posição semi-reclinada · Reposicionamento para decúbito dorsal com 15 s de elevação passiva da perna em um ângulo de 45 graus 2º passo: terapia farmacológica (se a anterior for ineficaz) · Utiliza-se agente bloqueador nodal · Adenosina: 6mg → 1 dose · Adenosina: 12mg →2 dose · Faça um flush com 20ml de SF 0,9% ou água destilada a cada dose 3º passo: outras opções (se a anterior for ineficaz) · BCCs não dihidropiridínicos → verapamil e diltiazem · BB IV → propranolol, metoprolol ou esmolol · Amiodarona (reverter um possível flutter não identificado) 4º passo: cardioversão - se todas as anteriores forem ineficazes · cardioversão elétrica sincronizada 50-100j QRS LARGO TV mono (QRS regular) → Infusões antiarrítmicos · Procainamida IV Dose: 20 a 50mg/min · Amiodarona: Dose inicial de 150mg ao longo de 10 minutos Dose de manutenção: 1mg/min nas primeiras 6h · Se for taquicardia de complexo largo refratário ou recorrente a terapia inicial, devemos usar antiarrítmico classe I ou III intravenoso (amiodarona, lidocaína ou procainamida) TV poli (QRS irregular) A TV polimórfica é geralmente um ritmo rápido e hemodinamicamente instável, e a desfibrilação urgente geralmente é necessária. Além da desfibrilação imediata, a terapia adicional destina-se a tratar distúrbios subjacentes e prevenir recorrências → NÃO SE FAZ CARDIOVERSÃO EM TV POLI, pela impossibilidade do cardioversor identificar o complexo QRS Torsades points · Desfibrilação imediata · Pode ser administrado o sulfato de magnésio → 1 a 2g IV durante 15 minutos. Pode ser seguido de infusão contínua Vai cardioverter? OSASCO O → Oriente S → Sedação: para não sentir dor na cardioversão; · Analgesia: fentanil · Sedação: midazolam, etomidato, propofol A → “ambuze”: DBVM S → Sincronize C → Cardioversão O → Observe · Após o choque, mantenha as pás sobre o tórax do paciente · Observar no monitor: 1) A CVES foi um sucesso. O ritmo sinusal assume o comando do coração e agora você pode limpar e guardar o aparelho. 2) A CVES com a energia aplicada não resultou em reversão do ritmo. Nesse caso, já aproveitando a sedação ainda em curso, selecione uma energia maior e realize novo procedimento (Se necessário aumente a carga). 3) A CVES, apesar de feita adequadamente, degenerou o ritmo de taquicardia para uma FV. Sendo assim, realize uma desfibrilação com a carga recomendada pelo manual o aparelho ou, na dúvida, usando a carga máxima do mesmo, e atue conforme as manobras do ACLS. image3.png image8.png image7.png image1.png image4.png image10.png image9.png image6.png image5.png image2.png