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Linguagem Visual Composição e Estruturação da Forma A percepção está na interação entre o objeto físico, o meio de luz agindo como transmissor de informação, e as condições que prevalecem no sistema nervoso do observador, que é, em parte, determinada pela própria experiência visual Ponto É a unidade mais simples e mínima. É qualquer elemento que funcione como forte centro de atração visual. Linha Sucessão de pontos. O propósito da linha é conformar, contornar e delimitar objetos. Plano Comprimento, largura, posição e direção. É limitado por linhas e define os limites extremos de um volume. Volume Algo que se propaga em dimensões espaciais, podendo ser: → Físico: pode tocar, consegue pegar → Pictórico: imagem que representa um item em 3 dimensões. Categorias Conceituais Harmonia Disposição formal, organizada entre todos os elementos do objeto. Uniformidade entre as unidades, equilíbrio visual. Desarmonia Os elementos são desordenados, resultando em discordâncias e inconstância formal. Equilíbrio Pesos ou direção, iguais ou balanceados. Desse modo, peso e direção são as propriedades que mais o influenciam. Desequilíbrio Esse estado pode chamar a atenção do observador, inquietando-o e/ou surpreendendo-o. Contraste Elementos, que se opõem visualmente, através da Cor; vertical ou horizontal, de movimento, proporção e dinamismo, entre outros Técnicas Visuais Aplicadas Clareza, Simplicidade, Minimidade, Complexidade, Profusão, Coerência, Incoerência, Exageração, Arredondamento, Transparência Física, Transparência Sensorial, Opacidade, Redundância, Ambiguidade, Espontaneidade, Aleatoriedade, Fragmentação, Sutileza, Diluição, Distorção, Profundidade, Superficialidade, Sequencialidade, Sobreposição, Ajuste Óptico e Ruído Visual. Clareza Manifestação visual bem-organizada, em que há visualização unificada, harmoniosa e equilibrada. O objeto pode ter estrutura simples ou complexa Simplicidade Livre de complicações, contém baixo número de informações ou unidade visuais. São organizações fáceis de serem assimiladas e compreendidas. Minimidade É uma técnica econômica, na qual há pouquíssimos elementos de composição e, por esse motivo, enfatiza as técnicas de Clareza e Simplicidade. Complexidade Tende a ter muitas unidades formais em sua composição, o que pode dificultar a compreensão rápida do que se quer comunicar. Profusão Está relacionada ao poder da riqueza apresentando elementos visuais rebuscados e detalhes geralmente supérfluos, de cunho decorativo. Textura Qualidades táteis, que podem ser conferidas pela junção de visão e toque. É possível, ainda, que uma textura tenha apenas qualidade visual. Coerência Expressa, sobretudo, compatibilidade de estilo e linguagem formal uniforme e consonante, em qualquer objeto. Exageração A exageração refere-se à uma expressão visual intensa, amplificada e extravagante, conferindo admirável foco de atração em algum elemento no seu todo. Arredondamento Suavidade e delicadeza que as formas transmitem. Ligado à continuidade, faz com que os olhos percorram de maneira tranquila a configuração do objeto. Transparência Física E Sensorial Utilização de matérias-primas específicas em objetos, as quais possibilitam visualização, parcial ou total, do que está no interior. Opacidade É o oposto da transparência, ou seja, nela não se pode visualizar o que está por trás do objeto sobreposto. Profundidade É caracterizada principalmente pelas variações de imagens retilíneas, provocando uma percepção de profundidade ou distância. Ruído Visual Ocorre quando existe alguma interferência ou até mesmo algo inesperado que atrapalha, em partes, a harmonia visual do objeto Comunicação Visual O processo de Comunicação, seja visual ou não, é estabelecido de acordo com três elementos básicos: Emissor, Receptor e Mensagem → Emissor ou destinador: aquele que cria a mensagem. → Receptor ou destinatário.: aquele para qual a mensagem é direcionada. → Mensagem: produto, projeto. → Código: o que estou utilizando para mensagem (fala, imagem). → Referente: estrutura que faz parte do código. → Canal.: visual, auditivo. A evolução da comunicação começou com imagens, passando para pictogramas, unidades fonéticas e, finalmente, chegou ao que atualmente é chamado de alfabeto. O design se apropria do processo de comunicação e utiliza dos elementos citados como recurso para mensagens visuais que se configuram também em produtos. Gestalt Introdução a Gestalt Significa “forma”, "configuração da forma", ou "padrão". É uma teoria que estuda os fenômenos da percepção humana. PERCEPÇÃO VISUAL A Gestalt analisa o processo pelo qual o cérebro percebe, interpreta e organiza as informações visuais que observa. O movimento gestaltista atua no campo da teoria da forma: Percepção, linguagem, inteligência, aprendizagem, memória, motivação. Cérebro X Retina Pois existe um conjunto de entidades físicas e simbólicas que unidas formam um conceito que é maior do que a soma de suas partes. Leis da Gestalt As leis ou forças iniciais da teoria da Gestalt são a unificação e a segregação. Unificação Age em nossa percepção visual em virtude da igualdade de estímulos, ou seja, quando há equilíbrio e ordenação visual. Segregação Age em virtude da desigualdade de estimulação. Significa a capacidade perceptiva de separar, identificar, evidenciar, notar ou destacar unidades, em um todo compositivo ou em partes deste todo, dentro das relações formais, dimensionais de posicionamento. A lei de segregação também contempla uma tendência perceptiva chamada segregação figura-fundo. Unidade Nela uma ou mais unidades são percebidas dentro de um todo por meio de pontos, linhas, planos, volumes, cores, sombras, brilhos, texturas, entre outros atributos - isolados ou combinados entre si. Fechamento A lei de fechamento abrange as forças internas de organização da forma em nosso sistema perceptível que, de maneira natural, tendem a formar unidades em todos fechados. 1. O fator cultural. 2. Analisar a abrangência geográfica de atuação da marca. 3. A clareza do projeto, ponderando que, mesmo dentro de uma mesma cultura, um objeto pode não ser reconhecido Continuidade Diz respeito à impressão visual de como as partes (pontos, linhas, planos, volumes, texturas, brilhos, etc.) se sucedem através da organização perceptiva da forma, de modo coerente, sem quebras ou interrupções nas suas trajetórias ou fluidez visual. Proximidade Coisas que são próximas entre si são percebidas como mais relacionadas do que coisas que estão espalhadas e distantes. O conceito subjacente ao conceito de proximidade é o conceito de grupo, isto é, pela proximidade, formamos unidades. Semelhança Se refere à capacidade do nosso cérebro, por uma tendência natural, de estabelecer mais relações entre elementos similares do que com elementos diferentes. Pregnância Da Forma As forças de organização da forma buscam por clareza, unidade, equilíbrio da boa Gestalt ou boa forma. um objeto com alta pregnância é um objeto que: Simplicidade, Equilíbrio, Regularidade, Clareza forma. Técnicas Visuais Aplicadas Simplicidade Defende uma composição livre de complicações, caracteriza-se por organizações formais fáceis de serem assimiladas, lidas e compreendidas. Coerência Diz respeito à organização visual em que o resultado formal se apresenta absolutamente integrado, congruente, sem contradição em relação ao todo. Complexidade Essa técnica pressupõe que, quase sempre, uma complicação visual ocorre graças a presença de numerosas unidades formais na organização do objeto ou figura - o que gera um maior tempo para leitura. Incoerência Aborda a utilização de “linguagens formais distintas, contraditórias, incongruentes ou conflitivas, na parte ou no todo compositivo. Geralmente, os objetos apresentam resultados formais desarticulados, desintegrados e desarmônicos”. Exageração Configurações extravagantes, criam um enorme foco de atração e uma expressão visual intensa, gerando um “chamamento de atenção ao objeto”. RedundânciaNesse conceito, é utilizada estrategicamente a repetição ou o excesso de elementos iguais ou semelhantes. Espontaneidade Se caracteriza pela falta aparente de um planejamento visual rígido. É uma técnica natural, instintiva, quase sempre não pretendida. Sobreposição É entendida como a organização dos elementos uns em cima de outros, que podem ser opacos, translúcidos ou transparentes. Semiótica Introdução À Semiótica E Signos Semióticos Formas sociais de comunicação e significação. → Europa: Semiologia linguística; o signo é a união do sentido e da imagem acústica, concebendo-se, assim, uma relação entre significado e significante. Fala (som) / Escrita (palavra)= Expressão (Significante) O que quer dizer = Conteúdo (Significado) →Semiótica norte Americana de Peirce: O estudo de três signos, pois o autor parte da condição do objeto, de sua representação (que é o signo) e do representante (para quem o signo vai fazer sentido). Essa tríade se desdobra em classificações como primeiridade, secundidade, terceiridade e tipos de signos: ícone, índice e símbolo. Signo O signo é uma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto. Ele só pode funcionar como signo se carregar esse poder de representar, substituir uma outra coisa diferente dele. Ora, o signo não é o objeto. Ele apenas está no lugar do objeto. Os signos se organizam em códigos, constituindo sistemas de linguagem que formam toda e qualquer maneira de comunicação. A Semiótica descreve e analisa a estrutura de signos de cada objeto por meio do interpretante, que é o mediador entre o objeto e o signo em si. Morris (1946), estrutura o processo de semiose em três dimensões distintas: pragmática, semântica e sintática. → Dimensão Sintática: relações formais entre os signos e sua correspondência com outros signos, como descrição do funcionamento técnico do produto: organização física-estrutural, visual e estética-formal. Organização física, implica a definição → Dimensão Semântica: relação entre os signos e os objetos, ou seja, seus significados. É a dimensão do próprio objeto, do que ele pode significar no contexto de várias relações entre signos diversos. É a significação do produto Significado, porque é importante, designa e denota o objeto → Dimensão Pragmática: relação entre os signos e seus usuários, ou seja, seus intérpretes. Abrange a descrição lógica do produto, como ele é formado, suas leis de funcionamento e utilidade Como eu entendo o funcionamento do objeto, estrutura, expressa o pensamento (o modo como interpreta) O signo em si, também denominado como Representâmen, corresponde às dimensões sintáticas e materiais de produto e possui três aspectos: qualisigno, sinsigno e legisigno. Qualisigno Se refere às características que menos particularizam o Representâmen, como cores, materiais, texturas e acabamento. Sinsigno É o aspecto que particulariza o signo como ocorrência, compreendendo sua forma e dimensões. Legisigno Representa os padrões, conversões e regras manifestadas no Representâmen, envolvendo as normas, questões relativas à perspectiva. Desse modo, o signo em si (ou representâmen), possui três possibilidades interpretativas, que acontecem em âmbitos diferentes, mas que se referem ao mesmo objeto. → VISÃO + ASSOCIAÇÃO + INTERPRETAÇÃO = SEMIÓTICA Teoria triádica - Charles Peirce Primeiridade, Secundidade, Terceiridade 1. Primeiridade: tem como base a relação do signo consigo mesmo, está ligada à qualidade, algo que falamos ou sentimos (sensações). 2. Secundidade: está relacionada à existência, a algo que existe em algum lugar, e tem uma relação com alguma coisa com a qual já temos relação de identificação e sentimento. 3. Terceiridade: está pautada a lei. Representamos e interpretamos o todo, de forma simbólica. É a representação de algo com os nossos sentimentos, mas agora já com fator cognitivo. Ícone Também conhecido como signo mimético, ou seja, remete-se ao seu objeto pela similaridade de suas qualidades. São aqueles cujo significante (forma), tem certos aspectos em comum com o significado (conteúdo/conceito). Índice Indicam ou são o indício de algo. O simples efeito de uma causa, uma pista, como rastros, pegadas e resíduos, indicam que alguma coisa passou por determinado local e deixou marcas. Símbolo Ao contrário dos outros dois, não guarda qualquer semelhança com a coisa/objeto representado. Ao contrário, depende de códigos aprendidos, ou seja, significados obtidos por sua utilização, convenção e/ou cultura. Desse modo, tal signo é mais complexo e, para identificá-lo, é necessário aprender socialmente o que ele significa e representa. De maneira simplificada, os tipos de signos também podem ser intitulados como de representação (ícone), indicação (índice) e sugestão (símbolo). Semiótica Aplicada ao Design Produtos imprimem significados. São resultados de um processo metodológico e teórico do Design. Logo, a Semiótica auxilia na obtenção de profundidade na construção estrutural e visual do projeto. A identidade de marca funciona como a identidade de uma pessoa. • O Produto por si só não basta (necessidade de algo à mais). • Marca como Estilo de Vida. • Proximidade com o Público-alvo. • Estimular o desejo de aquisição. Em suma, a Semiótica, auxilia na pesquisa de significados que possam ser atribuídos ao produto. Todo produto de Design é um portador de representações, transmite sensações e emoções por meio de sua forma, material, cor, textura e cheiro, entre outros aspectos. Linguagens Verbais e Não Verbais e o Hibridismo em Design Sob a ótica do Design, é possível categorizar o sistema de linguagem em três categorias: → Linguagem verbal – formada por palavras orais ou escritas. → Linguagem não verbal – formada por elementos imagéticos, gestos, sons, movimentos etc. → Linguagem sincrética/híbrida – formada por códigos de natureza distintas. que pode culminar em composições de natureza única, e consequentemente vir a se tornar um estilo do criador. Já a linguagem sincrética, também conhecida como linguagem mista, múltipla ou hibrida, é mais complexa, constituída da utilização de diversos elementos no mesmo objeto/produto/composição. Teoria das Cores Percepção Visual da Cor A cor não é um elemento físico, ou seja, ela não apresenta existência material; é uma sensação relacionada aos estímulos nervosos aplicados no órgão da visão. Portanto, só há cor se existir luz, uma vez que nosso olho reage a tais estímulos para então vermos as cores. Os estímulos que causam as sensações cromáticas são divididos em dois grupos: → A cor-luz (luz colorida), é a radiação luminosa visível que tem como síntese aditiva a luz branca. Luz Solar, por reunir de forma equilibrada todos os matizes existentes na natureza. → A cor-pigmento é a substância material, que, conforme sua natureza, absorve, refrata e reflete os raios luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela. É a qualidade da luz refletida que determina a sua denominação. O processo de percepção visual da cor se dá por meio do olho, e de sua reação frente à luminosidade exercida sobre um objeto. Para utilizarmos as cores de modo eficiente nas composições visuais projetadas, é necessário compreender como funciona o processo. O fenômeno de percepção da cor é bastante complexo, pois trabalha em duas frentes sensoriais: a questão física, conforme vimos acima (Luz, Olho, Estímulo visual); e a questão psicológica, de interpretação e associação da cor percebida com sua representatividade simbólica para o observador. Diante de todas as pesquisas acerca do processo de percepção das cores, chegou-se à organização das cores com relação à sua combinação: Cores Primárias. Cores secundárias. Cores terciárias. Cores complementares. Cores análogas. Cores Quentes. Cores Frias. Algumas variantes de interpretação acerca das cores: Cor natural. Cor aparente ou acidental. Cor induzida. Cor irisada. Cor dominante. Cor local- Cor crua. Cor cambiante. Psicologia das Cores A cor interfere muito na comunicação e na visualidade do mundo que noscerca. interfere muito na comunicação e na visualidade do mundo que nos cerca. O efeito psicológico gerado por certas cores está profundamente enraizado em nossa mente - e o seu simbolismo tem força arquetípica. Tanto o efeito psicológico quanto o simbolismo estão baseados em experiências básicas de calor e frio, de existência e inexistência, de valor e de irrelevância. Amarelo O amarelo é a cor mais contraditória, pois gera otimismo, mas também ciúme. É caracterizada como a cor do entendimento, da recreação, da diversão e da traição. Azul Caracterizado como a cor da simpatia, é visto como a cor predileta entre as pessoas Branco A cor da paz, da inocência, do bem e dos espíritos para os pintores. No que diz respeito à sua simbologia, o branco é a mais perfeita das cores, pois não há nenhuma interpretação negativa ao seu respeito Cinza Caracterizada como a cor da crueldade, é vista como antiquada e tediosa, uma cor sem força. Suas tonalidades podem ganhar interpretações variadas e, por ser uma cor dita conformista, cabe em quase todas as combinações. Dourado/Ouro Associado ao dinheiro, ao luxo e à sorte, o dourado ou o ouro é a cor da fama, do vencedor, daquele que conquista o primeiro lugar no pódio ou em qualquer outro lugar. O simbolismo que o ouro produz é o de mais alto mérito ou conquista. Laranja Considerada exótica, laranja é a cor da recreação, do divertimento. É uma das cores mais penetrantes, a que transita entre os marrons terrosos e os vermelhos calientes. Marrom É a cor menos apreciada. Dificilmente conseguimos combinações harmônicas com o marrom e mais difícil ainda é agradar o observador por meio dessa cor Prata Prata é a cor da velocidade, do dinheiro e da lua, associada ao brilho dos metais, que remete ao futurismo, ao cyber universo. Por também ser associada à riqueza e à preciosidade dos metais, logo temos a visão da prata junto ao ouro. Preto Considerada a mais elegante das cores, é tida como a cor do poder, da negação, da violência e da morte. No Design, é a cor preferida entre os profissionais, além de ser a predileta também entre os mais jovens. Rosa É a cor doce, da delicadeza, charme e gentileza. Muito além do vermelho fraquinho, o rosa está atrelado ao erótico e à nudez. No universo infantil é suave, gentil e pequena. Pode ser criativo e chocante como a sua versão Pink. Verde A cor da natureza, frescor, vitalidade, esperança e fertilidade. É a cor da prosperidade, significa crescimento, e gera o vigor de novos tempos. Está associada à natureza e à toda beleza e riqueza que ela nos oferece Vermelho Conhecida como a cor de todas as paixões, o vermelho vai do amor ao ódio. É a cor do fogo, e o fogo é divino. Assim, o simbolismo do vermelho é grande e vai desde o poder até a sensualidade, passando pelo luxo e pela justiça. Violeta A enigmática violeta é conhecida como a cor do feminismo, da teologia e da magia. É a mistura de sentimentos, a representatividade da penitência, da cor da vaidade, dos pecados, da beleza, é singular e extravagante, atrelada à sexualidade pecaminosa. Aplicações Práticas das Cores O simbolismo e a percepção acerca do fenômeno cor envolvem diversas interpretações e questionamentos, e varia conforme a cultura de cada povo, uma vez que o aspecto simbólico da cor representa inúmeras variáveis singulares e de significância no contexto histórico desses povos. Diante da sensação obtida por meio da aplicação de uma cor em determinado objeto ou composição, podemos inferir uma sensação ao espectador - e tal sensação pode ser positiva ou negativa. As cores são variáveis tonais que causam inúmeros efeitos conforme a aplicação e as possíveis combinações existentes entre elas. Expressão Gráfica Compreensão e Percepção Da Imagem O processo se inicia com a visão, com o observar o mundo ao redor. Depois temos o tato, pois a criança aprende ao tocar nos elementos visuais que lhe chamam a atenção ao seu redor. Olfato, audição e paladar vêm logo em seguida e se desenvolvem juntamente com os outros dois sentidos. Quanto mais informações temos, mais associações fazemos e maior se torna a nossa possibilidade criativa. Com um vasto repertório imagético, o ser humano é capaz de criar mentalmente inúmeras variações de resolução para um determinado problema Por meio das referências artísticas e dos elementos Figurativos, Abstratos ou Simbólicos que são expressos nas criações, podemos observar a aplicação dos elementos básicos da linguagem visual - o ponto, a linha e o plano - que se unem e se transformam em composições visuais carregadas de significado e simbolismo. Então, pensar na organização dos componentes visuais a fim de estimular a sensibilidade e agradar ao olhar é a principal função do Designer. O grande desafio, portanto, é atrelar estética, forma, cor, funcionalidade e simbolismo, que são todos os itens que compõem o projeto no que diz respeito à comunicação visual dele. O Designer deve refletir sobre como e em que lugar o produto por ele criado será exposto, pois isso pode influenciar no processo de comunicação entre objeto e usuário (comprador). Para isso, consideramos as diferentes formas de Comunicação: Direta, Intermediária e Contemplativa. → Objeto --- Consumidor: O consumidor tem acesso ao objeto, pode tocá-lo, senti-lo e cheirá-lo. Todos os sentidos estão mais próximos e são utilizados. Supermercado → Objeto --- /-- Consumidor: Neste caso, o objeto criado não é acessível em um primeiro momento pelo consumidor, pois existe algo que impede tal acesso. Vitrine → Objeto ---/ /-- Consumidor: O consumidor, então, só vê o produto e, sem tocá-lo, opta por adquiri-lo ou não Internet PENSAR O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO: Comunicação Visual Casual. Comunicação Intencional. IMPACTAR POSITIVAMENTE O ESPECTADOR/CONSUMIDOR Construção da Imagem: Representando as Ideias As imagens podem ser manipuladas das mais diversas formas, a fim de se obter o resultado esperado em prol de um único objetivo, que é o de atingir o usuário e fazer funcionar o processo de comunicação Para compor um projeto de Design, além dos elementos básicos de estruturação da forma e de comunicação visual, o profissional pode, ainda, trabalhar o ESTILO do produto vinculado aos mais diversos elementos ou movimentos artísticos da história. Primitivismo A arte e o Design primitivos são estilisticamente simples. Na verdade, trata-se de um estilo muito rico em símbolos com forte carga de significado, e, por essa razão, podem ter muito mais a ver com o desenvolvimento da escrita do que com a expressão visual → Técnicas Primitivistas: Exagero. Espontaneidade. Atividade. Simplicidade. Distorção. Planura. Irregularidade. Rotundidade. Colorismo Produto Étnico Expressionismo O estilo Expressionista tem como elemento principal o exagero intencional, ou seja, o foco é chamar a atenção por meio da profusão de elementos. → Técnicas Expressionistas: Exagero. Espontaneidade. Atividade. Complexidade. Ousadia. Variação. Distorção. Irregularidade. Justaposição. Verticalidade Produto Maximalista Classicismo O estilo clássico tem como característica o culto à natureza e aos elementos que nela encontramos, no qual a elegância visual é obtida por uma execução perfeita e mesclada aos detalhes decorativos na escultura e na pintura. → Técnicas Clássicas: Harmonia. Simplicidade. Exatidão. Simetria. Agudeza. Monocromia. Profundidade. Estabilidade. Estase. Unidade. Produto clássico Ornamental Tem por característica a suntuosidade e a decoratividade associadas à riqueza e ao poder. É composto por elementos exagerados e enfatiza a atenuação dos ângulos → Técnicas Ornamentais: Complexidade. Profusão. Exagero. Rotundidade. Ousadia. Fragmentação. Variação. Colorismo. Atividade. Brilho Produto Barroco Funcionalidade O estilo funcional está sempre atrelado à utilidade do elemento. O estilo tem por característica a busca da beleza nas qualidades temáticas da estrutura básica dos objetos. → Técnicas Funcionais: Simplicidade. Simetria. Previsibilidade. Estabilidade. Unidade. Repetição.Economia. Sutileza. Regularidade. Monocromia. Mecanicidade Produto Funcional Aplicações Práticas Designer Produto Emissor ------- Receptor É pensando no retorno de forma positiva que o Designer trabalha, ou seja, se a proposta da composição visual projetada funcionar, o resultado será a aquisição do produto. Caso contrário, o projeto apresentará falhas. As técnicas visuais oferecem ao designer uma grande variedade de meios para a expressão visual do conteúdo. Existem como polaridades, ou como abordagens desiguais e antagônicas do significado As técnicas visuais não devem ser pensadas em termos de opções excludentes para a construção ou a análise de tudo aquilo que vemos. Nessas variantes encontram-se uma vastíssima gama de possibilidades de expressão e compreensão Equilíbrio E Instabilidade O Equilíbrio é o elemento mais importante das técnicas visuais, sendo que sua importância está baseada no funcionamento da percepção humana e na necessidade de sua presença, tanto no Design quanto na reação diante de uma manifestação visual. Simetria E Assimetria A simetria é uma formulação visual totalmente resolvida, na qual os dois lados da composição são exatamente iguais. Já a assimetria trabalha com a diferenciação entre os lados e o deslocamento dos pesos visuais, dificultando o equilíbrio visual da forma. Regularidade E Irregularidade A regularidade no Design constitui o favorecimento da uniformidade dos elementos e o desenvolvimento de uma ordem constante e invariável. Já a irregularidade, enquanto estratégia de Design, enfatiza o inesperado, sem se ajustar a nenhum plano decifrável. Simplicidade E Complexidade Uniformidade e Ordem são as palavras que definem a simplicidade, é a compreensão imediata do elemento livre de complicações ou elaborações rebuscadas. Sua formulação visualmente oposta - a complexidade - apresenta inúmeras forças e resulta em um processo de difícil compreensão e organização. Unidade E Fragmentação Unidade compreende o processo de percepção da imagem como um todo em um equilíbrio adequado. Já a fragmentação é a decomposição dos elementos visuais que se relacionam, mas apresentam seu caráter e peso visual sozinhos. Economia E Profusão Esse contraste simbólico trabalha com a presença de unidades mínimas de meios de comunicação visual no caso da Economia, e com a sobrecarga de elementos diversos no caso da Profusão. Minimização E Exagero A Minimização procura garantir que o observador obtenha a máxima resposta a partir de elementos mínimos. Para ser eficaz, o exagero recorre à um relato profuso e extravagante, ampliando a expressividade para muito além da verdade, intensificando e ampliando a representação visual. Previsibilidade E Espontaneidade Associamos a previsibilidade a algo ordenado e convencional, onde é possível prever o caminho de toda a mensagem visual. A Espontaneidade, tem como característica a falta de planejamento, a impulsividade, a liberdade e a emoção. Atividade E Estase A Atividade sugere movimento e uma postura enérgica. Já a Estase é apresentada por meio do equilíbrio e do repouso absoluto. Sutileza E Ousadia A Sutileza é apresentada como uma abordagem visual sofisticada, delicada e de extremo requinte. A Ousadia, por sua vez, vê no Design a possibilidade da fuga do óbvio e tem suas raízes na audácia, na segurança e confiança, com o foco em obter a máxima visibilidade. Estabilidade E Variação Coerência e uniformidade definem a Estabilidade com riqueza de compatibilidade visual dos elementos. Já a variação oferece diversidade e sortimento por meio de mutações controladas por um tema dominante, como em uma música. Exatidão E Distorção A exatidão é a nossa percepção visual natural das coisas, a compreensão assertiva sobre o que estamos vendo. Já a distorção apresenta uma configuração difusa e distorcida da forma - algo fora do comum. Planura E Profundidade As duas técnicas envolvem o processo de percepção por meio da perspectiva, ou seja, a planura seria a apresentação sem perspectiva, diferente da profundidade, por meio da qual podemos perceber a existência das dimensões. Agudeza E Difusão A Agudeza está relacionada à clareza de expressão, ligada ao fato perceptivo no ato de olhar. A difusão, por sua vez, está associada à uma percepção sem precisão, isto é, distorcida. Repetição E Episodicidade A Repetição corresponde às conexões visuais ininterruptas. Na expressão visual, as técnicas episódicas representam a desconexão ou conexões muito frágeis que se tornam partes e não um todo, a exemplo do que ocorre na repetição. Essas técnicas contemplam alguns dos muitos possíveis modificadores de informação que se encontram à disposição do Designer. Em todo o esforço compositivo, as técnicas visuais se sobrepõem ao significado e o reforçam. Em conjunto, oferecem ao artista e ao leigo os meios mais eficazes de criar e compreender a comunicação visual expressiva, na busca de uma linguagem visual universal image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image1.png image2.png image3.png image4.png