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NOME DO TUTOR / TURMA:
Nutrição Materno e Infantil
SITUAÇÕES COMUNS NA INFÂNCIA: Unidade 3 / Tópico 3
INTRODUÇÃO
A infância e adolescência compreende fases da vida de um indivíduo marcadas pelos processos de crescimento e desenvolvimento, formação intelectual, primeiras relações sociais e afetivas e todos esses processos assumem particularidades em cada período
INTRODUÇÃO
No início da vida, as crianças são totalmente dependentes dos pais para se alimentar.
 Garantir o crescimento e desenvolvimento adequado depende de vários fatores sendo a alimentação e nutrição os principais.
 Com o passar dos anos, a criança já vai tendo mais autonomia sobre seus atos incluindo a alimentação. 
Para o lactente e o pré-escolar a família exerce muita influência sobre os hábitos alimentares. 
Ao frequentar a escola esse ambiente também induz a criança a novos hábitos
FORMAÇÃO DOS HÁBITOS ALIMENTARES
ALIMENTAÇÃO
Trata-se de um ato voluntário e consciente. 
A vontade do indivíduo é fundamental para que o ato ocorra. 
As práticas alimentares envolvem escolhas. 
As escolhas vão ser influenciadas pelas opções e decisões acerca dos alimentos disponíveis, da quantidade que é consumida e da aceitação dos alimentos.
A alimentação também é influenciada pela forma de aquisição, preparo e conservação dos alimentos. 
O padrão alimentar também é definido pelos horários das refeições, local onde são realizadas e a dinâmica às refeições.
NUTRIÇÃO
Envolve um processo involuntário que depende da alimentação.
Está baseado nos processos fisiológicos que ocorrem a partir da chegada do alimento no trato digestório e os processos de mastigação, digestão, absorção dos nutrientes e aproveitamento destes pelo organismo
Os fatores que influenciam na formação dos hábitos alimentares são divididos em fisiológicos e ambientais:
Entre os fatores fisiológicos está uma tendência a preferências por sabores doces ou salgados, uma aversão pelos sabores azedos e amargos; 
A resistência a novos sabores, a neofobia e as preferências alimentares baseadas nas consequências corporais pós-ingestão. 
Os fatores que influenciam na formação dos hábitos alimentares são divididos em fisiológicos e ambientais:
A exposição a sabores do líquido amniótico e posteriormente ao leite materno, de acordo com a dieta da mãe, podem ajustar a experiência sensorial do feto e do bebê
O sentido do olfato parece também já influenciar no aprendizado dos sabores antes do nascimento. Os alimentos ingeridos pelas gestantes alteram o ambiente sensorial do feto, o saco amniótico. O líquido amniótico fica aromatizado pelos compostos da dieta da gestante
Como pudemos estudar até aqui, além das experiências intrauterina, o aprendizado sobre os alimentos que gosta ou não gosta ocorre na infância.
Esse processo se dá através da ingestão repetida de alimentos e a experiência gustativa, os aspectos fisiológicos provocados e o ambiente social em torno da experiência alimentar​
A família geralmente influência no padrão alimentar das crianças. 
Oliveira (2008) traz uma reflexão sobre o padrão alimentar dos pais e a atribuição deles em proporcionar as circunstâncias para que a alimentação seja saudável.
Além da família, a escola também pode influenciar na formação dos hábitos alimentares adequados na infância. 
Para isso é necessário que a Educação Alimentar e Nutricional esteja em destaque nas ações pedagógicas das escolas. 
Os meios de comunicação têm um impacto grande sobre as escolhas alimentares e as crianças fazem parte do público mais visado pelas empresas de publicidade focadas em alimentos. 
Nos dias atuais, tanto a televisão, como a internet fazem parte do dia a dia das famílias. Tal panorama é “aproveitado” pelas empresas de produtos alimentícios para ludibriar os prováveis consumidores a achar que tais produtos devam ser consumidos. 
Mesmo quando esses produtos possam fazer mal à saúde, acabam caindo no gosto popular
Como impacto negativo das mídias na alimentação infantil e de adolescentes muitas propagandas vinculadas pela televisão são de alimentos  altamente processados, com baixo valor nutritivo, alta densidade energética, com elevadas concentrações de açúcares, gordura, colesterol e reduzidos teores de fibras e micronutrientes.
INAPETÊNCIA
O lactente se relaciona com o mundo por via oral no primeiro ano de vida.
Durante o primeiro e parte do segundo ano de vida, o apetite tende a ser maior, pois é o período de taxas metabólicas e de crescimento maiores de toda a vida.
A mudança do apetite durante algumas etapas do crescimento é um fenômeno normal.
A criança na fase pré-escolar vai desenvolvendo cada vez mais suas habilidades de socialização. 
Passa a explorar seu espaço e sua autonomia. ​
Começa a perceber muitas coisas interessantes e sua atenção fica mais voltada às novidades do que para a alimentação. 
A queixa de que o filho “não come” é bem comum nas consultas de pediatria 
O nutricionista deverá fazer o diagnóstico nutricional da criança, considerando as adequações dos referenciais antropométricos indicados para cada fase. 
Avaliar a qualidade dos alimentos ingeridos em relação tanto a macro como micronutrientes, através dos inquéritos alimentares, também devem fazer parte da conduta do nutricionista ao atender crianças cujas mães referem casos de inapetência.
Avaliar exames laboratoriais.
Como é caracterizada a falta de apetite verdadeira? 
A ingestão alimentar é inadequada para garantir as demandas nutricionais.
O peso está baixo em relação à estatura.
Diminuição na velocidade de crescimento.
A baixa ingestão independe da presença ou não da mãe e do local das refeições
A inapetência pode ser classificada em comportamental ou orgânica.
Começaremos a explorar as características do tipo orgânico
 Este tipo de inapetência é frequentemente associado à deficiência de um ou mais micronutrientes.
A deficiência de ferro é a mais comum em crianças.
A inapetência comportamental é considerada de origem psicogênica, a dinâmica familiar influencia neste tipo de comportamento que envolve a recusa da alimentação. 
A criança usa este artifício como uma técnica para chamar a atenção dos pais. 
É frequente neste tipo de inapetência que a mãe, por medo que o filho não coma mais, aceite que se alimente com alimentos facilmente aceitos por ele e em horários definidos pela criança. 
Desta forma, a dinâmica de apetite que se espera fica comprometida. 
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