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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD RELATÓRIO DE PRÁTICA VIRTUAL IDENTIFICAÇÃO 1. Acadêmico: Rafaela Begnami 2. Matrícula: 4867384 3. Curso: Biomedicina 4. Turma: FLC 21386BBI 5. Disciplina: Imunologia Clínica 6. Tutor(a) Externo(a): Ana Paula Vieira / Andriane Soares dos Santos DADOS DA PRÁTICA 1. Título: VDRL 2. Semestre: 6º semestre 3. Data: 07/03/2025 INTRODUÇÃO A sífilis é uma doença infecciosa crônica, que desafia há séculos a humanidade. Acomete praticamente todos os órgãos e sistemas, e, apesar de ter tratamento eficaz e de baixo custo, vem-se mantendo como problema de saúde publica até os dias atuais. Ela é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, gênero Treponema, da família dos Treponemataceae, que inclui ainda dois outros gêneros: Leptospira e Borrelia. Esta bactéria possui forma espiral (10 a 20 voltas), com cerca de 5 a 20um de comprimento e apenas 0,1 a 0,2um de espessura. Não possui membrana celular e é protegido por um envelope externo com três camadas ricas em moléculas. Apresenta flagelos que se iniciam na extremidade distal da bactéria e encontram-se junto à camada externa ao longo do eixo longitudinal. Move-se por rotação do corpo em volta desses filamentos. A sífilis é uma doença transmitida pela via sexual (sífilis adquirida) e verticalmente (sífilis congênita) pela placenta da mãe para o feto. O contato com as lesões contagiantes (cancro duro e lesões secundarias) pelos órgãos genitais é responsável por 95% dos casos de sífilis. Os primeiros testes para diagnostico da sífilis foram reações de fixação de complemento. As reações de Wassermann e Khan utilizavam material extraído de tecidos de difícil estandardização e acabaram cedendo lugar aos antígenos mais purificados, como o VDRL (Veneral Disease Research Laboratory) que utiliza um antígeno constituído de lecitina, colesterol e cardiolipina purificada. A cardiolipina é um componente da membrana plasmática das células dos mamíferos liberado após dano celular e encontra-se presente também na parede do T. pallidum. A prova do VDRL positiva-se ente cinco e seis semanas após a infecção e entre duas a três semanas negativa na sífilis primária. Na sífilis secundária apresenta sensibilidade alta, e nas formas tardias a sensibilidade diminui. OBJETIVOS · realizar um teste antigênico não treponêmico; · reconhecer o processo de titulação para resultados semiquantitativos; · avaliar os resultados de teste não treponêmico; · interpretar os resultados e correlacioná-los com doenças clínicas. MATERIAIS · Agitador orbital; · Amostra sorológica; · Béquer de 50 mL contendo solução salina (0,9% NaCl); · Kit VDRL (Controle negativo; Controle positivo; Reagente VDRL); · Micropipeta de 50 µL; · Microscópio; · Placa escavada (Placa de Kline); · Ponteira de 50 µL. METODOLOGIA Higienizou-se as mãos na pia. Colocou-se os equipamentos de proteção individual localizados no “Armário de EPIs”: jaleco, luvas, óculos de proteção e máscara. Higienizou-se a bancada com hipoclorito de sódio, em seguida, passou o álcool 70%. Pipetou 50 µL do controle positivo, transferiu o controle positivo para o poço 1 da placa escavada. Em seguida, descartou e trocou a ponteira. Pipetou 50 µL do controle negativo e transferiu para o poço 2 da placa escavada, descartou e trocou a ponteira. Pipetou 50 µL da amostra sorológica, transferiu a amostra para o poço 3, descartou e trocou a ponteira. Regulou-se a micropipeta para 20 µL, pipetou 20 µL do reagente de VDRL, transferiu o reagente de VDRL para o poço 1, descartou e trocou a ponteira. Pipetou-se 20 µL do reagente de VDRL para o poço 2, descartou e trocou a ponteira. Pipetou-se 20 µL do reagente de VDRL para o poço 3, descartou e trocou a ponteira. Moveu-se a placa escavada para o agitador orbital e prendeu com o gancho. Configurou-se o agitador para 180 rpm por 4 minutos e iniciou a agitação da amostra clicando no botão “ON” do menu Speed e, em seguida, clicando no botão “ON” do menu Time. Retirou a placa do agitador e moveu-a para o microscópio óptico. Ligou o microscópio. Visualizou-se os poços com controle positivo, controle negativo e a amostra na objetiva de 10x e depois na de 40x. Atentou-se à instrução para movimentação do revólver ou para efetuar as configurações de posicionamento dos parafusos, condensador ou diafragma. Visualizou a reação e avaliou os resultados. Moveu a placa escavada para a bancada. Regulou a micropipeta para 50 µL. Pipetou 50µL da solução salina e transferiu para o poço 5. Descartou a ponteira. Transferiu 50 µL da solução salina para os poços 6, 7, 8, 9 e 10, sempre substituindo a ponteira. Pipetou 50 µL da amostra sorológica e transferiu para o poço o 5 (diluição 1:2) e homogeneizou a amostra. Pipetou 50 µL da solução do poço 5 para o poço 6 (diluição 1:4) e homogeneizou a amostra. Pipetou 50 µL da solução do poço 6 para o poço 7 (diluição 1:8) e homogeneizou a amostra. Pipetou 50 µL da solução do poço 7 para o poço 8 (diluição1:16) e homogeneizou a amostra. Pipetou 50 µL da solução do poço 8 para o poço 9 (diluição 1:32) e homogeneizou a amostra. Pipetou 50 µL da solução do poço 9 para o poço 10 (diluição 1:64) e homogeneizou a amostra. Pipetou 50 µL da solução do poço 10, descartou e trocou a ponteira. Regulou a micropipeta para 20 µL. Pipetou 20 µL do reagente de VDRL, transferiu o reagente de VDRL para o poço 5, descartou e trocou a ponteira. Pipetou 20 µL do reagente de VDRL nos poços 6, 7, 8, 9 e 10, sempre trocando a ponteira. Moveu a placa escavada para o agitador orbital e prendeu como gancho. Configurou o agitador para 180 rpm por 4 minutos e iniciou a agitação da amostra clicando no botão “ON” do menu Speed e, em seguida, clicando no botão “ON” do menu Time. Retirou a placa do agitador e moveu-a para o microscópio óptico. Ligou o microscópio. Visualizou os poços com a amostra diluída na objetiva de 10x e depois de 40x. Atentou-se à instrução que, para movimentação do revólver ou para efetuar as configurações de posicionamento dos parafusos, condensador ou diafragma. Visualizou a reação e avaliou os resultados. Limpou-se a bancada. Higienizou-se a bancada com hipoclorito de sódio e, em seguida, passe o álcool 70%. RESULTADOS E DISCUSSÕES 1. Qual doença pode ser detectada com esse tipo de teste? Causada por qual bactéria? Este tipo de teste é usado para identificar pacientes portadores de sífilis, uma doença sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema Pallidum. 2. Em quais casos esse teste pode dar falso positivo? Os resultados falsos positivos podem aparecer em um teste para sífilis acontecem quando há indícios da presença infecciosa, mas a pessoa na verdade não está infectada. Como por exemplo: lúpus e artrite reumatoide, hepatite, mononucleose, HIV, malária, leptospirose, doença de Lyme, hanseníase, tuberculose, mononucleose infecciosa ou infecções virais agudas, cirrose, gravidez, vacinas, idade avançada, uso de drogas intravenosas e transfusões de sangue. REGISTRO FOTOGRÁFICO Durante a prática realize 1 registro fotográfico em que você aparece executando a prática. Você pode tirar um selfie. REFERÊNCIAS Singh AE, Romanowski B. Syphilis: review with emphasis on clinical,epidemiologic and some biologic features. Clin Microbiol Rev. 1999;12:187-209. Rivitti EA. Sífilis Adquirida. In: Walter Belda Júnior. Doenças Sexualmente Transmissíveis. São Paulo: Atheneu; 1999. p. 9-21. image1.jpeg image2.png