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Gestão de Estoques 
2025 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ 
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA 
GERÊNCIA DE PRODUÇÃO 
2 
Organização da Apresentação 
• Introdução 
• Administração dos estoques 
• Classificação ABC dos estoques 
• Tamanho do lote de reposição 
• Modelos de controle de estoques 
• Estoques de Segurança 
• Referências 
3 
Introdução 
• Com base no plano-mestre da produção e nos registros de controle de estoque, a 
programação da produção define quanto e quando comprar, fabricar ou montar 
cada item necessário à composição dos produtos acabados propostos pelo plano. 
 
• Nesse sentido, a programação da produção emite ordens para compra, de 
fabricação e montagem para os produtos definidos no plano-mestre no sentido de 
minimizar os lead times e estoques do sistema. 
 
 
 
 
 
 
4 
Introdução 
Plano de Produção Longo 
Prazo 
Programação da Produção 
Ordens de 
Compra 
Ordens de 
Fabricação 
Ordens de 
Montagem 
Emissão e Liberação 
das ordens Sequenciamento 
Administração de 
estoques 
Plano-Mestre de Produção 
Curto 
Prazo 
Médio 
Prazo 
5 
Introdução 
• Se o plano de produção providenciou os recursos necessários e um plano-mestre da 
produção viável foi elaborado, não devem ocorrem problemas de capacidade 
durante a execução do programa de produção. 
 
• Antes de falar das atividades da programação da produção, vale lembrar que os 
sistemas produtivos podem operar de duas formas: puxando ou empurrando. 
 
 
 
 
 
 
6 
• Na produção empurrada as estações de trabalho produzem de acordo com uma 
previsão de demanda que é apresentada, a qual pode ou não ser confirmada. 
 
 
Fonte: Mileski Júnior [4] 
Introdução 
7 
• Características: 
• Há possibilidade de interferir na demanda para que a mesma tenha pouca 
variação (gestão da demanda); 
 
• Menor variação das receitas; 
 
• A capacidade de produção é fixa ou com mínimas variações, sendo próxima da 
demanda média; 
 
• Maiores níveis de estoque tendem a ser estabelecidos. 
 
 
Introdução 
8 
• Na produção puxada as estações de trabalho produzem de acordo com a demanda 
real. 
 
 
Agrega valor 
A produção só é acionada 
Fonte: Mileski Júnior [4] 
Introdução 
9 
• Características: 
• Não acumula estoque tão facilmente. 
 
• Sistema de controle Kanban. 
 
• Pode gerar ciclos ociosos quando houver baixa demanda. 
 
• Trabalha com capacidade de produção flexível ou dimensionada para o pico de 
demanda. 
 
• Pode levar a atrasos na entrega do produto ou até a falta dele se houver 
demanda acima do normal. 
 
 
Introdução 
10 
Introdução 
Ótica da programação 
convencional da 
produção 
Ótica da filosofia Just-in-
time 
11 
Introdução 
• Dentro do sistema de empurrar a produção, as atividades da programação da 
produção, para atender o PMP podem ser divididas em três grupos: 
• Administração de estoques 
 
• Sequenciamento 
 
• Emissão e liberação de ordens 
 
 
 
 
 
 
Encarregada de planejar e controlar os estoques 
definindo os tamanhos dos lotes, a forma de reposição e 
os estoques de segurança. 
12 
Introdução 
• Dentro do sistema de empurrar a produção, as atividades da programação da 
produção, para atender o PMP podem ser divididas em três grupos: 
• Administração de estoques 
 
• Sequenciamento 
 
• Emissão e liberação de ordens 
 
 
 
 
 
 
Busca gerar um programa de produção que utilize 
inteligentemente os recursos disponíveis, promovendo 
produtos com qualidade e custos baixos. 
13 
Introdução 
• Dentro do sistema de empurrar a produção, as atividades da programação da 
produção, para atender o PMP podem ser divididas em três grupos: 
• Administração de estoques 
 
• Sequenciamento 
 
• Emissão e liberação de ordens 
 
 
 
 
 
 
Implementa o programa de produção, emitindo a 
documentação para o início das operações (compra, 
fabricação e montagem) e liberando quando os recursos 
estiverem disponíveis. 
15 
Administração de Estoques 
• Os estoques podem ter um funcionamento análogo ao de uma represa. 
Os níveis de 
armazenamento podem 
ser maiores ou menores 
dependendo das taxas. 
16 
Administração de Estoques 
• Os estoques são criados para absorver diferentes problemas do sistema de 
produção. 
 
• Alguns deles, como a sazonalidade, são insolucionáveis. 
 
• Outros como o atraso na entrega de matérias-primas ou a produção de itens 
defeituosos podem ser resolvidos. 
17 
Administração de Estoques 
• Tipos de estoques: 
• Matérias-primas; 
• Itens comprados de terceiros; 
• Produtos semiacabados; 
• Produtos acabados; 
• Ferramentas e dispositivos para as máquinas; 
• Peças de manutenção. 
18 
Administração de Estoques 
• Funções dos estoques 
• Garantir a independência entre etapas produtivas 
• Permitir uma produção constante 
• Possibilitar o uso de lotes econômicos 
• Reduzir os lead times produtivos 
• Colocar segurança no sistema produtivo 
• Obter vantagens de preço Estoques amortecedores para se proteger de: 
• Atrasos de fornecedores 
• Quebras de máquinas 
• Interrupção na produção 
19 
Administração de Estoques 
• Funções dos estoques 
• Garantir a independência entre etapas produtivas 
• Permitir uma produção constante (ritmo de produção) 
• Possibilitar o uso de lotes econômicos 
• Reduzir os lead times produtivos 
• Colocar segurança no sistema produtivo 
• Obter vantagens de preço 
Em caso de: 
• Flutuações de demanda 
• Var. de disponibilidade de matéria-prima. 
20 
Administração de Estoques 
• Funções dos estoques 
• Garantir a independência entre etapas produtivas 
• Permitir uma produção constante 
• Possibilitar o uso de lotes econômicos 
• Reduzir os lead times produtivos 
• Colocar segurança no sistema produtivo 
• Obter vantagens de preço Em caso de: 
• Produção ou movimentação econômica de lotes 
maiores do que a necessidade imediata, gerando 
excedente que precisa se administrado. 
21 
Administração de Estoques 
• Funções dos estoques 
• Garantir a independência entre etapas produtivas 
• Permitir uma produção constante 
• Possibilitar o uso de lotes econômicos 
• Reduzir os lead times produtivos 
• Colocar segurança no sistema produtivo 
• Obter vantagens de preço 
Por meio da retirada imediata de: 
• Matéria-prima; 
• Produtos semiacabados. 
22 
Administração de Estoques 
• Funções dos estoques 
• Garantir a independência entre etapas produtivas 
• Permitir uma produção constante 
• Possibilitar o uso de lotes econômicos 
• Reduzir os lead times produtivos 
• Colocar segurança no sistema produtivo 
• Obter vantagens de preço 
Por meio de estoques protetores que permitem 
absorver: 
• Variações aleatórias de demanda; 
• Manutenção inesperadas; 
• Atrasos de fornecedores, produção e manutenção. 
23 
Administração de Estoques 
• Funções dos estoques 
• Garantir a independência entre etapas produtivas 
• Permitir uma produção constante 
• Possibilitar o uso de lotes econômicos 
• Reduzir os lead times produtivos 
• Colocar segurança no sistema produtivo 
• Obter vantagens de preço 
Por meio de: 
• prevenção de aumento de preços de matérias-primas; 
• Compras em quantidades superiores as necessárias; 
• Manutenção dos produtos acabados em estoque para 
vende-los com preços mais altos. 
24 
Administração de Estoques 
• Apesar de todas as suas funções, os estoques não agregam valor aos produtos. Por 
isso, quanto menor o nível de estoques com que um sistema produtivo conseguir 
trabalhar, mais eficiente e enxuto esse sistema será. 
 
• Nesse sentido, um dos melhores indicadores de desempenho da eficiência dos 
sistemas produtivos é a análise e acompanhamento do giro de estoques. 
• Giro de estoque: quantidade de vezes que o estoque se renova durante um 
determinado período – dado pela divisão entre o total de vendas em um período 
pelo estoque médio do mesmo período. 
• Giro de estoque Eficiência25 
Administração de Estoques 
• No planejamento e controle de estoques há necessidade de determinar: 
• Tamanho dos lotes de reposição 
• Relacionado aos custos envolvidos com a reposição e manutenção dos 
estoques no sistema produtivo 
• Modelo de controle de estoque 
• Relacionado à importância relativa do item e a seu sistema de produção 
• Tamanho dos estoques de segurança 
• Relacionado com os erros de previsão e com o nível de serviço previsto 
26 
Administração de Estoques 
• Antes de ver esses diferentes tópicos, vamos falar da importância relativa dos itens 
através da classificação ABC de Pareto. 
28 
Classificação ABC dos Estoques 
• A classificação ABC, ou curva de Pareto, é um método de diferenciação dos 
estoques segundo sua maior ou menor abrangência em relação a determinado fator, 
consistindo em separar os itens por classes de acordo com sua importância relativa. 
 
• Os itens de maior importância devem ter um controle mais rígido, o que pode ser 
alcançado por: 
• Determinação exata dos custos de armazenagem e reposição; 
• Atualização constante dos dados; 
• Maior acuracidade durante a previsão de demanda e nos estoques de segurança. 
29 
Classificação ABC dos Estoques 
• Fatores que podem ser considerados: 
• Demanda valorizada, que é a quantidade de demanda vezes o custo unitário do 
produto (mais utilizado); 
• Por peso; 
• Por volume; 
• Por volume financeiro investido em estoque; 
• Por número de reposições por período. 
30 
Classificação ABC dos Estoques 
• Podemos elaborar a classificação ABC por demanda valorizada empregando a 
seguinte rotina: 
1. Calcula-se a demanda valorizada de cada item, multiplicando a demanda pelo 
custo unitário do item; 
2. Colocam-se os itens em ordem decrescente de valor de demanda valorizada; 
3. Calcula-se a demanda valorizada total dos itens; 
4. Calculam-se os % da demanda valorizada de cada item em relação a demanda 
valorizada total, podendo calcular também os % acumulados; 
5. Em função de critérios de decisão, estabelecem-se as classes A, B e C, ou 
quantas quisermos. 
31 
Classificação ABC dos Estoques 
• O critério para escolha das faixas é uma questão pessoal do analista. 
 
• Como regra geral, deve-se comparar a quantidade de recursos voltados para o item 
com quanto pretende-se gastar com controle, ou seja, o item deve “pagar” o 
controle. 
 
32 
Exercício 1 
Item X1 X2 X3 X4 X5 X6 X7 X8 X9 X10 
Demanda anual 9000 4625 1075 15000 59500 16000 10000 4250 13500 1000 
Custo unitário 10 4 80 1 5 5 2 50 1 17 
Ordem Item Dem. Cust. Dem. Val. DV (%) DV Acu. % Acu. Classe 
1 X5 59500 5 297500 35,0 297500 35,0 A 
2 X8 4250 50 212500 25,0 510000 60,0 A 
3 X1 9000 10 90000 10,6 600000 70,6 B 
4 X3 1075 80 86000 10,1 686000 80,7 B 
5 X6 16000 5 80000 9,4 766000 90,1 B 
6 X7 10000 2 20000 2,4 786000 92,5 C 
7 X2 4625 4 18500 2,2 804500 94,6 C 
8 X10 1000 17 17000 2,0 821500 96,6 C 
9 X4 15000 1 15000 1,8 836500 98,4 C 
10 X9 13500 1 13500 1,6 850000 100,0 C 
TOTAL 850000 100 
• Considerando os seguintes itens, realize uma classificação utilizando o Gráfico de 
Pareto. 
33 
Exemplo 1 
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0 2 4 6 8 10
%
 d
o
 v
al
o
r 
Itens 
A 
B 
C 
35 
Tamanho do lote de reposição 
• Uma vez identificada a importância relativa à cada item, deve-se definir o tamanho 
dos lotes de reposição dos itens por compra ou fabricação. 
 
• Depois, é necessário estabelecer um sistema de controle de estoques que permita a 
reposição dos itens dentro deste tamanho de lote. 
 
• Por fim, deve-se definir o tamanho dos estoques de segurança que darão conta das 
variações aleatórias do sistema de controle. 
 
36 
Tamanho do lote de reposição 
• A determinação do tamanho dos lotes de compra ou fabricação é obtida através da 
análise dos custos que estão envolvidos no sistema de reposição e de armazenagem 
dos itens. 
 
• O melhor lote de reposição, chamado de “lote econômico”, é aquele que minimiza 
os custos totais. 
 
• A seguir vamos conferir o comportamento desses custos e quais variáveis 
influenciam. 
 
37 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
• Há três componentes de custos associados ao processo de reposição e armazenagem 
dos itens: 
 
• Os custos diretos; 
 
• Os custos de preparação para reposição; 
 
• Os custos de manutenção de estoque. 
38 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
CUSTOS DIRETOS (CD) 
• É incorrido diretamente com a compra ou fabricação do item. 
 
• É proporcional à demanda e aos custos unitários do item (de fabricação ou 
compra). 
CD = D × C 
 
• D = demanda do item para o período. 
• C = custo unitário de compra ou fabricação do item. 
 
 
39 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
CUSTOS DE PREPARAÇÃO (CP) 
• São todos aqueles referentes ao processo de reposição do item pela compra ou 
fabricação do lote de itens. 
 
• Exemplos: mão de obra para emissão e processamento das ordens de compra ou de 
fabricação, materiais e equipamentos para a confecção de ordens; custos indiretos 
de compras ou do PCP para a confecção das ordens (água, luz, telefone etc.). 
 
• Em termos de itens fabricados: custo de preparação dos equipamentos e máquinas – 
Setup. 
 
40 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
CUSTOS DE PREPARAÇÃO (CP) 
 
CP = N × A = D / Q × A 
Pois, N = D / Q. 
 
• N = número de pedidos de compra ou fabricação no período. 
• A = custo unitário de preparação. 
• D = demanda do item para o período. 
• Q = tamanho do lote de reposição. 
 
 
41 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
CUSTOS DE PREPARAÇÃO (CP) 
• O custo unitário de preparação (A) pode ser estimado de forma simplificada para 
grande maiorias dos itens comprados, dividindo os custos totais do departamento 
de compras em um período pelo número de ordens emitidas no mesmo período. 
42 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
CUSTOS DE MANUTENÇÃO DE ESTOQUES (CM) 
• É incorrido pela necessidade de manter estoques no período. 
 
• Exemplos: mão de obra para armazenagem e movimentação dos itens, aluguel, luz, 
seguro, telefone, sistemas e equipamentos para armazenagem e movimentação dos 
itens, custo do capital investido. 
43 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
CUSTOS DE MANUTENÇÃO DE ESTOQUES (CM) 
 
CM = Qm × C × I 
 
• Qm = estoque médio do período. 
• C = custo unitário de compra ou fabricação do item. 
• I = taxa de encargos financeiros sobre estoque. 
 
44 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
CUSTOS DE MANUTENÇÃO DE ESTOQUES (CM) 
• O valor de I (taxa de encargos financeiros sobre estoque) é dada em %, podendo 
ser estimada pela divisão dos custos totais que incidem sobre a manutenção dos 
estoques no sistema produtivo pelo valor do estoque médio no período. 
 
• Considerando que a entrega do lote no período é feita de uma só vez, ou seja, 
com entregas totais, temos que: 
𝑄𝑚 = 
𝑄
2
 
 
45 
Custos relacionados ao tamanho do lote 
CUSTO TOTAL (CT) do Sistema produtivo 
 
CT = CD + CP + CM 
 
• CD = custo direto do período. 
• CP = custo de preparação do período. 
• CM = custo de manutenção de estoque do período. 
46 
Exercício 2 
• Um comerciante vende máquinas fotográficas que são compradas em Manaus 
com o custo de $ 50/máquina. Em cada viagem se gasta $ 1.300 (A), 
independentemente da quantidade trazida. A demanda anual das máquinas é de 
600 unidades, e sobre o capital empatado se paga uma taxa de 78% ao ano. 
• Quantas viagens o comerciante deve fazer por ano? Qual o tamanho do lote a 
ser comprado em cada viagem? 
47 
Exercício 2 
0
5000
10000
15000
20000
25000
30000
35000
40000
45000
50000
0 100 200 300 400 500 600 700
$
 
Tamanho do lote 
CT
CD
CP
CM
48 
Tamanho do lote de reposição 
CUSTO TOTAL (CT) do Sistema produtivo 
CT = CD + CP + CM 
CT = D × C + D/Q × A + Qm × C × I 
 
• O Ponto mínimo da curva de CT pode ser obtido pela derivaçãoda equação da curva 
em relação à quantidade, igualando-se a zero e isolando a variável desejada (Q). 
 
49 
• Lote de reposição que leva ao CT mínimo, ou seja, o lote econômico (Q*): 
𝑄∗ = 
2. 𝐷. 𝐴
𝐶. 𝐼
 
• Como N = D/Q, temos um número de pedidos econômico (N*): 
𝑁∗ = 
𝐷. 𝐶. 𝐼
2. 𝐴
 
Tamanho do lote de reposição 
50 
• Considerando os dados do exercício 2, temos: 
𝑄∗ = 
2. 𝐷. 𝐴
𝐶. 𝐼
=
2 . 600 . 1300
50 . 0,78
= 200 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑟𝑒𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜 
𝑁∗ = 
𝐷. 𝐶. 𝐼
2. 𝐴
=
600 . 50 . 0,78
2 . 1300
= 3 𝑟𝑒𝑝𝑜𝑠𝑖çõ𝑒𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑎𝑛𝑜 
Tamanho do lote de reposição 
51 
• Há várias fórmulas para o cálculo de lotes econômicos para diversas situações. 
 
• Basta desenvolver uma equação de custos representativa da situação e determinar o 
pto de mínimo em termos da quantidade ou à periodicidade de reposição. 
 
• Ao avaliar a curva de CT é nítida uma pequena variação em termos do mínimo, ou 
seja, se o lote reposto for um pouco maior ou menor do que o ideal, a variação de 
CT não será grande. 
Considerações sobre o lote econômico 
52 
Considerações sobre o lote econômico 
53 
• Logo, a teoria do lote econômico deve ser entendida como a busca por uma “faixa 
econômica”. 
 
• Até porque problemas práticos podem impedir que o PCP programe exatamente o 
valor encontrado. 
Considerações sobre o lote econômico 
54 
• Exemplos de problemas práticos: 
• Dificuldade de levantar as variáveis (A, I, D, C); 
 
• Logística de movimentação ou armazenagem impede o uso da valor exato; 
 
• Proporcionalidade do Produto acabado não se encaixa no valor exato do lote. 
Considerações sobre o lote econômico 
56 
• Determinado o tamanho de lote que tende a minimizar os custos, deve-se 
determinar a época oportuna para repor o item nesta quantidade. 
 
• Isso depende do modelo de controle de estoque utilizado, que varia de acordo com 
a operação do Sistema produtivo. 
Modelos de controle de estoques 
57 
Modelos de controle de estoques 
60 
• Não divide os itens em itens de demanda dependente e demanda independente: 
• Modelo de controle por ponto de pedido; 
• Modelo de reposições periódicas. 
 
• Divide os itens em itens de demanda dependente e demanda independente: 
• MRP (Material Requirement Planning – Cálculo das necessidades de materiais) 
Modelos de controle de estoques 
61 
• Itens de demanda independente – a demanda não depende da demanda de nenhum 
outro item, portanto, sua necessidade de reposição é função apenas da previsão da 
demanda do item no mercado (Ex. produtos acabados e peças de reposição 
fornecidas para o mercado consumidor). 
 
• Itens de demanda dependente – a demanda depende da demanda de algum outro 
item ou grupo de itens, sendo que suas necessidades de reposição só são conhecidas 
quando a demanda dos itens aos quais este item tem dependência seja determinada 
(Ex. Itens componentes de um produto acabado). 
Modelos de controle de estoques 
62 
• Como os dois primeiros modelos não consideram esta dependência de itens, eles 
exercem um controle mais fraco sobre os níveis de estoque, porém, são mais fáceis 
de operacionalizar. 
 
• Por isso, estes são recomendados para itens pouco significativos (Classe C). 
Modelos de controle de estoques 
63 
• Nesse modelo, sempre que o ponto de pedido ou de reposição é atingido há a 
partida do processo de reposição do item em uma quantidade preestabelecida. 
 
• Nesse caso, o estoque é separado em duas partes: 
• A 1ª é usada até a data da encomenda de um novo lote; 
• A 2ª é usada entre a encomenda e o recebimento do lote. 
Controle de estoques por ponto de pedido 
64 
• PP = ponto de pedido 
• d = demanda por unidade de tempo 
• t = tempo de ressuprimento 
• Qs = estoque de segurança 
• 𝑑 =
𝐷
𝑡𝑎𝑛𝑜
 
Controle de estoques por ponto de pedido 
65 
• Importante observar que “t” depende de 4T‟s: 
• Tempo de preparação da ordem de reposição; 
• Tempo de preparação da operação ou fabricação; 
• Tempo de entrega da fabricação interna ou externa; 
• Tempo gasto com transporte e recepção do lote. 
 
• t PP 
 
• Quando Qmax e Qmin são frequentemente ultrapassados há mudanças nas variáveis 
do sistema (d ou t, nesse caso). 
Controle de estoques por ponto de pedido 
66 
Exercício 3 
• Supondo que um item tenha uma demanda anual de 1200 unidades, um custo de 
preparação de $200,00, uma taxa de encargos financeiros sobre os estoques de 
50% ao ano e um custo unitário de $10,00. Vamos admitir que este item tenha 
um estoque de segurança de 80 unidades, e um tempo de ressuprimento de 15 
dias. 
• Supondo um ano com 300 dias úteis e a reposição através de lotes econômicos, 
monte o modelo de controle por ponto de pedido. 
67 
• Enquanto o modelo por ponto de pedido trabalha no eixo das quantidades, o modelo 
por revisões periódicas trabalha no eixo dos tempos, estabelecendo datas nas quais 
serão analisadas a demanda e as demais condições dos estoques para decidir pela 
reposição dos mesmos. 
Controle de estoques por revisões periódicas 
68 
• O tempo entre cada revisão (tr) pode ser escolhido através da periodicidade 
econômica (tr*) ou datas específicas, como: 
• Realização de inventários. 
• Aproveitar frete do fornecedor para ganhar descontos. 
 
• Se for usado tr*, temos: 
Controle de estoques por revisões periódicas 
69 
Controle de estoques por revisões periódicas 
• tr* = periodicidade econômica entre 
revisões 
• tano = número de dias no ano 
• D = demanda do item para o período 
70 
• Além de definir o valor de tr, há a necessidade de calcular o tamanho do lote de 
reposição (Q). 
 
• O valor de Q tende a se aproximar do valor do lote econômico (Q*), mas o seu valor 
dependerá do desempenho da demanda e dos níveis de estoque durante o período 
entre cada revisão. Por isso, é importante fazer revisões periódicas do mesmo. 
Controle de estoques por revisões periódicas 
71 
• Logicamente, se o tr=tr* e as variáveis iniciais não sofrerem grandes mudanças, o 
valor de Q deve estar dentro da faixa econômica. 
Controle de estoques por revisões periódicas 
72 
Exercício 4 
• Vamos supor que um item tenha demanda anual de 12000 unidades, custo de 
colocação do pedido de $400,00, taxa de encargos financeiros sobre os estoques 
de 96% ao ano e custo unitário de $10,00. Supondo também estoque de 
segurança de 250 unidades e tempo de ressuprimento de 10 dias, com a 
empresa trabalhando 240 dias úteis por ano. 
• A) Determine o período entre revisões admitindo o lote econômico. 
• B) Para exemplificar a dinâmica do modelo de revisões periódicas, determine o 
lote de reposição considerando que em uma das revisões o saldo em estoque 
seja de 730 unid, sem compras pendentes (t0). 
73 
• O modelo de controle de estoques baseado no planejamento das necessidades de 
materiais (MRP – Material Requirement Planning) foi desenvolvido na década de 60, 
visando aproveitar a capacidade de armazenagem e processamento de dados 
(demanda, produção, estoques, estrutura de produtos), que surgiu com a introdução 
na informática nas empresas, para exercer as funções de programação da produção. 
Controle de estoques pelo MRP 
74 
• Nos anos 80, levaram a ampliação de funções do sistema para as demais áreas da 
empresa (engenharia, marketing, finanças, RH), gerando sistemas de informações 
gerenciais (SIG) amplos, chamados de MRP-II (Manufacturing Resource Planning, ou 
planejamento dos recursos de manufatura). 
Controle de estoques pelo MRP 
75 
• O modelo baseado pelo MRP considera a dependência que existe entre os itens 
componentes de produtos acabados. 
 
• Ou seja, a partir das quantidades de produtos acabados definidos no PMP passamos a 
calcular as necessidades brutas dos demais itens dependentes de acordo com a 
estrutura do produto. 
 
• Começamos com os itensde nível superior e descemos até chegar nas matérias-
primas. 
Controle de estoques pelo MRP 
76 
• Com as necessidades brutas do item em cada período, desconta-se das mesmas as 
quantidades em estoque e as quantidade já programadas para chegar neste período, 
obtendo-se o valor das necessidades líquidas do item. 
• Se este valor atingir determinado nível, planejamos a emissão da OR. 
• Como para a produção desta OR há necessidade de empregar os itens de nível 
imediatamente inferior, gera-se a demanda dependentes desses itens, ou seja, as 
necessidades brutas. 
Controle de estoques pelo MRP 
77 
Períodos de planejamento, normalmente, semanais. Podendo ser em outra unidade, 
dependendo da velocidade de processamento das informações e da aplicação prática 
destas na programação da produção. 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
78 
Quantidade esperada por período deste item (filho) para atender a demanda do item 
superior (pai). 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
79 
Como um item componente, ou matéria-prima, pode servir para vários itens em nível 
superior, só chegamos as necessidades brutas depois de planejar as liberação de ordens 
de todos os pais deste item. 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
80 
Quantidade do item que é colocada diretamente no mercado, devendo ser previsto 
usando um modelo de Previsão de Demanda. 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
81 
Incluímos as ordens que foram liberadas em períodos anteriores, para as quais está 
correndo o lead time. 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
82 
Estoque = saldo em estoque período anterior + recebimentos programados – 
necessidades brutas - reposições 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
83 
• Surge na primeira vez que o est. Proj. for negativo ou ao atingir Qs; 
• Se não houver entregas planejadas para o período, a partir desse pto será dada: 
necessid. bruta + reposições. 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
84 
• Considera as restrições: lote de produção, lead time ou períodos de reposição. 
• É só um planejamento para as liberações. Só são emitidas quando chegar o período. 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
85 
Controle de estoques pelo MRP 
Item: Quadro cod:1100 Q: 300 unid Qs: 15 unid Lead time: 2 semanas 
Período 18 19 20 21 22 23 24 25 
Necessidades brutas 0 200 0 200 0 200 0 200 
Reposições 10 10 10 10 10 10 10 10 
Recebimentos programados 300 
Estoques projetados 40 130 120 -90 -100 -310 -320 -530 
Necessidades líquidas 105 10 210 10 210 
Liberação planejada de ordens 300 300 
• Planilha de cálculo das necessidades de materiais: 
86 
• Nos sistemas baseados na lógica MRP, existem 3 alternativas para o tamanho dos 
lotes de reposição: 
• Lote fixo – sempre resposto na mesma quantidade, podendo ser a do lote 
econômico; 
• Lote a lote (L4L – lot-for-lot) – a quantidade de reposição sempre respeita a 
quantidade das necessidades líquidas no período; 
• Períodos fixos (QPP – quantidade pedida no período) – o tamanho da reposição é 
feita pra atender um determinado número de períodos a frente. 
Controle de estoques pelo MRP 
87 
Exercício 5 
• Vamos admitir um sistema produtivo que monte bicicletas a partir de itens 
comprados de terceiros e fabricados internamente. A seguir é fornecida a 
estrutura do produto. 
• Considerando a lista de materiais do produto acabado (bicicleta), o PMP de 
montagem e as programações a seguir, planeje as ORs das duas rodas, que são 
montadas a partir de um pneu, uma câmara e um aro dianteiro ou traseiro, 
conforme a roda. 
• Os pneus e as câmaras são comprados de fornecedores externos, enquanto os 
aros são fabricados internamente a partir de uma matéria-prima composta de 
carbono. 
88 
Exercício 5 
Montagem final 
Cód: 1000 
SM quadro 
Cód: 1100 
SM roda dian. 
Cód: 1200 
Correia 
Cód: 1400 
SM roda tras. 
Cód: 1300 
Aro dian. 
Cód: 1210 
Pneu 
Cód: 1220 
Câmara 
Cód: 1230 
Aro tras. 
Cód: 1310 
Pneu 
Cód: 1220 
Câmara 
Cód: 1230 
MP carbono 
Cód: 1211 
MP carbono 
Cód: 1211 
89 
Exercício 5 
Lista de materiais do produto acabado (bicicleta) 
Item Código Consumo Padrão Lead time (semanas) Lote Estoque segurança 
Bicleta 1000 1 unid. 1 30 0 
Roda dianteira 1200 1 unid. 1 L4L 0 
Roda traseira 1300 1 unid. 1 50 0 
Pneu 1220 2 unid. 2 100 20 
Câmara 1230 2 unid. 2 50 10 
Aro dianteiro 1210 1 unid. 1 QPP: 2 sem. 0 
Aro traseiro 1310 1 unid. 1 QPP: 3 sem. 0 
MP carbono 1211 0,2 kg/aro 2 40 kg 0 
PMP para montagem da bicleta 
Item: bicicleta cod:1000 Q: 30 unid Qs: 0 unid Lead time: 1 semana 
Período 26 27 28 29 30 31 32 33 
Demanda prevista 20 20 20 20 20 20 20 20 
Demanda confirmada 25 18 15 10 5 0 0 0 
Recebimentos programados 30 
Estoques projetados 15 20 30 10 20 30 10 20 30 
PMP 30 30 30 30 30 
Liberação planejada de ordens 30 30 30 30 30 
90 
Exercício 5 
Programação da roda dianteira 
Item: roda diant. cod:1200 Q: L4L unid Qs: 0 unid Lead time: 1 semana 
Período 26 27 28 29 30 31 32 33 
Necessidades brutas 30 30 30 30 30 
Reposições 
Recebimentos programados 30 
Estoques projetados 0 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
Programação da roda traseira 
Item: roda traseira cod:1300 Q: 50 unid Qs: 0 unid Lead time: 1 semanas 
Período 26 27 28 29 30 31 32 33 
Necessidades brutas 30 30 30 30 30 
Reposições 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 40 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
91 
Exercício 5 
Programação do aro dianteiro 
Item: aro diant. cod:1210 QQP: 2 semanas Qs: 0 unidLead time: 1 semana 
Período 26 27 28 29 30 31 32 33 
Necessidades brutas 
Reposições 5 5 5 5 5 5 5 5 
Recebimentos programados 
Estoques projetados 50 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
Programação do aro traseiro 
Item: aro trasei. cod:1310 QQP: 3 semanas Qs: 0 unid Lead time: 1 semana 
Período 26 27 28 29 30 31 32 33 
Necessidades brutas 
Reposições 5 5 5 5 5 5 5 5 
Recebimentos programados 30 
Estoques projetados 5 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
92 
Exercício 5 
Programação do pneu 
Item: pneu cod:1220 Q: 100 unid Qs: 20 unid Lead time: 2 semanas 
Período 26 27 28 29 30 31 32 33 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 100 
Estoques projetados 20 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
Programação da câmara 
Item: câmara cod:1230 Q: 50 unid Qs: 10 unid Lead time: 2 semanas 
Período 26 27 28 29 30 31 32 33 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 50 
Estoques projetados 60 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
93 
Exercício 5 
Programação da matéria-prima 
Item: mp carbono cod:1211 Q: 40 kg Qs: 0 unid Lead time: 1 semana 
Período 26 27 28 29 30 31 32 33 
Necessidades brutas 
Reposições 
Recebimentos programados 40 
Estoques projetados 0 
Necessidades líquidas 
Liberação planejada de ordens 
95 
• d„- Absorver variações na demanda 
durante o tempo de ressuprimento. 
• t„- Amortecer variações de tempo de 
ressuprimento (internos e externos). 
• Garantir abastecimento dos recursos-
gargalos. 
• Quanto mais problemas, maiores os 
estoques de segurança! 
Estoques de Segurança 
96 
• Na prática, as empresas tendem a conviver com esses problemas e usar estoques de 
segurança nos modelos de controle de estoques para amortecê-los. 
 
• A colocação dos estoques de segurança não precisa ser feita em todos os itens 
administrados pelo sistema de controle, devendo-se considerar nesse aspecto a 
dependência entre os itens e os gargalos produtivos do sistema. 
 
• Além disso, deve-se avaliar o risco de obsolescência. 
 
Estoques de Segurança 
97 
• Atualmente, as modernas filosofias de produção (nos moldes do JIT) propõem a 
redução da segurança entre os processos como forma de identificar os problemas 
que devem ser resolvidos para maximizar a eficiência produtiva. 
 
• A ênfase é na prevenção de erros, e não na correção por meio dos estoques de 
segurança. 
Estoques de Segurança 
98 
• O dimensionamento do estoque de segurança considera: 
• Os custos decorrentes do esgotamento do item; 
• Os custo de manutenção dos estoques de segurança. 
Estoques de Segurança 
Não é facilmente determinado. 
Calculado em termos da taxa de 
encargos financeiros (I). 
Por isso, o dimensionamento 
tende a considerar o risco que 
estamos dispostos a correr. 
99 
• Esse risco é função de quantas faltas admitimos durante o período de planejamento 
como suportável para este item. 
 
• Ex: admitindo que um item com 52 reposições mensais pode ter 4 faltas, estamos 
considerando um nível de serviço de 92,3%. 
Estoques de Segurança 
100 
• Segundo Tubino [1], considerando que a demanda durante o tempo segue uma 
distribuição normal, podemos relacionar os níveis de serviço com o número de 
desvios padrões a serem cobertos pelos estoques de segurança. 
Estoques de Segurança 
101 
Estoques de Segurança 
• Qs = estoque de segurança 
• Z = número de desvios padrões 
• σ = desvio padrão 
𝜎 = 1,25 . 𝑀𝐴𝐷 
102 
Estoques de Segurança 
103 
• Segundo Tubino [1], outras possibilidades são: 
• Considerar uma % da demanda durante o tempo de ressuprimento; 
• Planejar a segurança em termos de um tempo (timer buffer). 
Estoques de Segurança 
104 
Exercício 6 
• Um planejador está estabelecendo os parâmetros dos produtos para a 
realização do plano-mestre da produção de sua empresa, e gostaria de definir o 
Estoque de Segurança para o Produto XYZ. Para este produto tem-se o histórico 
das demandas real e prevista dados a seguir. 
• Ajude o planejador e calcule o estoque de segurança para o produto referido, 
considerando um nível de serviço de 90%. 
105 
Exercício 6 
107 
Resumo 
• Estoques de diferentes tipos podem ser estabelecidos no sistema produtivo. 
• O uso de estoque pode ter diferentes funções: 
• Garantir a independência entre etapas produtivas 
• Permitir uma produção constante 
• Possibilitar o uso de lotes econômicos 
• Reduzir os lead times produtivos 
• Colocar segurança no sistema produtivo 
• Obter vantagens de preço 
 
108 
Resumo 
• Apesar de todas as suas funções, os estoques não agregam valor aos produtos. 
 
• Ou seja, não é o fato de estocar o produto que vai levar ao aumento do valor. 
 
 
109 
Resumo 
• Estoques Custos de manutenção 
• Exemplos de custos associados aos estoques: 
• mão de obra para armazenagem e movimentação dos itens; 
• Aluguel; 
• Luz; 
• Seguro; 
• Telefone; 
• sistemas e equipamentos para armazenagem e movimentação dos itens; 
• custo do capital investido. 
 
 
110 
Resumo 
• Quanto menor o nível de estoques com que um sistema produtivo conseguir 
trabalhar, mais eficiente e enxuto esse sistema será. 
 
• Giro de estoque Eficiência 
 
111 
Resumo 
• Nesse sentido, é necessário determinar alguns parâmetros visando promover a 
gestão dos estoques com o menor custo possível: 
1. Classificar o itens a serem estocados; 
• Gráfico de Pareto em termos de algum fator (Ex. demanda valorizada). 
2. Determinar o tamanho do lote de reposição; 
• Lote econômico. 
 
112 
Resumo 
• Nesse sentido, é necessário determinar alguns parâmetros visando promover a 
gestão dos estoques com o menor custo possível: 
3. Selecionar o modelo de controle de estoques; 
• Ponto de pedido; 
• Reposições periódicas. 
• Planejamento das necessidades de materiais (MRP) 
4. Dimensionar o estoque de segurança. 
• função de quantas faltas admitimos durante o período de planejamento 
como suportável para cada item. 
 
113 
Referências 
• [1] Tubino, D.F. Planejamento e controle da produção: teoria e prática,1ª edição, 
Atlas, 2007. 
• [2] Tubino, D.F. Manual de Planejamento e Controle da Produção. 2 ed. Atlas, 2000. 
• [3] Fernando Deschamps. Notas de aula. UFPR. 2018

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