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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO SIMULADO 9 BÔNUS PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO DO TRABALHO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” “Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” **Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas. Padrão de resposta simulado Prova prático-profissional – 42º Exame de Ordem Unificado Página 1 PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL Enunciado Carmem Linda ajuizou reclamação trabalhista em face da sociedade empresária Mundo Mágico, pleiteando o reconhecimento de estabilidade em razão de ter sido dispensada sem justa causa, logo após ter recebido diagnóstico de ser portadora do vírus HIV. Em sua ação buscou o reconhecimento da dispensa discriminatória, com correspondente indenização por dano moral, e o pagamento de horas extras, alegando ter cumprido 1 hora extra por dia de trabalho. A reclamada, em defesa, postulou a improcedência dos pedidos, tendo confirmado que ficou sabendo da doença da reclamante, mas afirmou que a dispensa seria por diminuição de pessoal, nada tendo juntado além de documentos da contratação, relação de empregados que apontavam a existência de 38 empregados, e a rescisão da empregada, devidamente quitada. Durante a instrução processual, o juiz indeferiu a oitiva de duas testemunhas da reclamante, por também terem litigado em juízo contra a mesma empregadora, e a testemunha da reclamada confirmou que após a dispensa da reclamante outra pessoa foi contratada para a sua vaga. Em sentença, foi julgada improcedente a reclamação trabalhista, ao argumento de ausência de provas por parte da reclamante da realização de horas extras e de que a dispensa não tinha ocorrido por motivo de discriminação, sendo condenada a reclamante aos ônus de sucumbência. Inconformada, Carmen Linda interpôs recurso ordinário, pleiteando a nulidade processual pelo indeferimento da prova testemunhal, por haver entendimento do TST no sentido de que as testemunhas não seriam suspeitas e, no mérito, buscou a reforma da decisão para que fosse reconhecida a dispensa discriminatória, bem como a condenação da reclamada ao pagamento de horas extras, pois a empresa não juntou aos autos os controles de jornada, o que geraria presunção de veracidade de suas alegações. O Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região negou provimento ao recurso ordinário da reclamante fundamentando que não teria a parte reclamante comprovado a dispensa discriminatória e que, ao contrário do que entende o TST, o posicionamento do Tribunal Regional seria da necessidade de prova robusta da intenção discriminatória e, finalmente, que tampouco seriam devidas as horas extras, igualmente por ausência de prova por parte da reclamante da sua realização, sendo afastada a aplicação do entendimento do TST, por constituir presunção que fere o princípio da realidade dos fatos. A parte reclamante opôs embargos de declaração, com o objetivo de prequestionar a matéria relativa ao indeferimento da oitiva das testemunhas, já que a decisão nada tratou sobre o assunto, tendo mencionado que: “Não tendo a Turma analisado o ponto 1 do Recurso, que refere sobre o cerceamento de defesa em razão de indeferimento da prova testemunhal pelo juízo a quo, ao argumento de que pelo fato de litigar contra o mesmo empregador as tornava suspeitas, requer seja sanada a omissão, tendo em vista o posicionamento firmado pelo TST, em sentido contrário”. Porém, mesmo diante dos embargos de declaração, o Tribunal Regional se manteve omisso sobre esse ponto, apenas mencionando que: “Não constatada omissão na decisão, já que afastado o direito a parcela objeto da prova”. Em face dessa situação hipotética, na qualidade de advogado(a) contratado(a) pela reclamante, redija a peça processual cabível em face de tal decisão, expondo os argumentos legais pertinentes para a defesa de sua cliente. (Valor: 5,00) ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO SIMULADO 9 BÔNUS PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO DO TRABALHO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” “Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” **Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas. Padrão de resposta simulado Prova prático-profissional – 42º Exame de Ordem Unificado Página 2 Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação. Nos casos em que a lei exigir liquidação de valores, não será́ necessário que o examinando a apresente, admitindo-se que o escritório possui setor próprio ou contratado especificamente para tal fim. Gabarito comentado FORMATO/ESTRUTURA – O(a) examinando(a) deverá elaborar um RECURSO DE REVISTA, fundamentado no art. 896, alínea “a” OU art. 896 alínea “a” e “c” da CLT, com peça de interposição para o TRT da 4ª Região e razões para o TST. Deve realizar a Identificação da parte recorrente – Carmem Linda – e recorrida – Mundo Mágico; TEMPESTIVIDADE – O(a) examinando(a) deverá indicar que o recurso foi apresentado no prazo de 8 dias; DA PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – O(a) examinando(a) deverá arguir em preliminar que não houve manifestação do TRT sobre a questão do indeferimento da prova testemunhal, sob o argumento de que as testemunhas litigavam contra o mesmo empregador, conforme art. 896, §1º - A, IV da CLT; DA TRANSCENDÊNCIA – O(a) examinando(a) deverá mencionar que as matérias estão abarcadas pela transcendência política e social por desrespeito de entendimento de Tribunal Superior do Trabalho, por tratar de direito social constitucionalmente assegurado, conforme art. 896-A, §1º II e III da CLT; DO PREQUESTIONAMENTO – O(a) examinando(a) deverá defender que as matérias foram prequestionadas, conforme determina a Súmula 297 do TST, já que objetos de apreciação pelo Tribunal Regional, e quanto a prova testemunhal, opostos embargos de declaração para provocar o prequestionamento; DA PROVA TESTEMUNHAL – CONTRARIEDADE A SÚMULA 357 DO TST – O(a) examinando(a) deverá sustentar a contrariedade a Súmula 357 do TST, que claramente refere que não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado contra o mesmo empregador. Logo, deve ser requerida a reforma da decisão, reconhecendo-se a nulidade por cerceamento de defesa; DAS HORAS EXTRAS – ÔNUS DA PROVA – CONTRARIEDADE A SÚMULA 338, I, DO TST – O(a) examinando(a) deverá defender que a decisão contraria o entendimento do TST consubstanciada na Súmula 338, inciso I do TST E/OU art. 74, § 2º da CLT, pois tendo a reclamada 38 funcionários e não tendo apresentado o controle de jornada há presunção relativa de veracidade da jornada; DA DISPENSA DISCRIMINATÓRIA – CONTRARIEDADE A SÚMULA 443 DO TST – O(a) examinando(a) deverá sustentar que a decisão contrária ao entendimento do TST, consubstanciada na Súmula 443 do TST, segundo o qual estabelece que se presume discriminatória a despedida de empregado portador do vírus HIV, logo, como o contexto demonstra que a justificativa da reclamada para a demissão – corte de pessoal – não subsiste já que a prova ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO SIMULADO 9 BÔNUS PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO DO TRABALHO “O gabaritopreliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” “Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” **Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas. Padrão de resposta simulado Prova prático-profissional – 42º Exame de Ordem Unificado Página 3 demonstrou que houve contratação de novo funcionário, o pedido deve ser julgado procedente; DOS PEDIDOS – O(a) examinando(a) deverá requerer o conhecimento e provimento do recurso; acolhimento da preliminar de nulidade por negativa da prestação jurisdicional e a reforma do acórdão; FECHAMENTO – O(a) examinando(a) deverá indicar Local... Data... Advogado... OAB... Distribuição de pontos ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO ESTRUTURA 0 1. Elaboração de um RECURSO DE REVISTA, fundamentado no art. 896, alínea “a” OU art. 896 alíneas “a” e “c” da CLT (0,10), com peça de interposição para o TRT da 4ª Região (0,10) e razões para o TST (0,10) 0,00/0,10/0,20/0,30 2. Identificação das partes: recorrente: Carmem Linda; (0,10); e recorrida: Mundo Mágico (0,10). 0,00/0,10/0,20 DA PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL 0 3. Arguir em preliminar que não houve manifestação do TRT sobre a questão do indeferimento da prova testemunhal (0,70), conforme art. 896, § 1º-A, IV da CLT (0,10); 0,00/0,70/0,80 DA TRANSCENDÊNCIA 4. Mencionar que as matérias estão abarcadas pela transcendência política e social por desrespeito de entendimento do TST (0,50), conforme art. 896-A, §1º, incisos II e III da CLT (0,10); 0,00/0,50/0,60 DO PREQUESTIONAMENTO 5. Defender que as matérias foram prequestionadas (0,30), conforme determina a Súmula 297 do TST (0,10), e quanto a prova testemunhal, opostos embargos de declaração para provocar o prequestionamento (0,20); 0,00/0,20/0,30 0,40/0,50/0,60 DA PROVA TESTEMUNHAL – CONTRARIEDADE A SÚMULA 357 DO TST 6. Sustentar a contrariedade a Súmula 357 do TST (0,30), requerendo a reforma da decisão (0,20), reconhecendo-se a nulidade por cerceamento de defesa (0,20); 0,00/0,20/0,30 0,40/0,50/0,70 DAS HORAS EXTRAS – ÔNUS DA PROVA – CONTRARIEDADE A SÚMULA 338, I, DO TST E/OU art. 74, § 2º da CLT 7. Defender que a decisão contraria o entendimento do TST consubstanciada na Súmula 338, inciso I do TST E/OU art. 74, § 2º da CLT (0,40), pois tendo a reclamada 38 funcionários e não tendo apresentado o controle de jornada há presunção relativa de 0,00/0,30/0,40/0,70 ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO SIMULADO 9 BÔNUS PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO DO TRABALHO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” “Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” **Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas. Padrão de resposta simulado Prova prático-profissional – 42º Exame de Ordem Unificado Página 4 veracidade da jornada (0,30); DA DISPENSA DISCRIMINATÓRIA – CONTRARIEDADE A SÚMULA 443 DO TST 8. Sustentar que a decisão contraria entendimento do TST na Súmula 443 (0,30), indicando que não subsiste a alegação de corte de pessoal, já que a prova demonstrou que houve contratação de novo funcionário (0,30); 0,00/0,30/0,60 DOS PEDIDOS 0 9. Requerer o conhecimento (0,10) e provimento do recurso (0,10) para acolhimento da preliminar de nulidade por negativa da prestação jurisdicional (0,10) e reforma do acórdão (0,10); 0,00/0,10 0,20/0,30/0,40 FECHAMENTO 0 10. Local..., Data..., Advogado..., OAB... (0,10). 0,00/0,10 TOTAL 5,00 Carmem Linda ajuizou reclamação trabalhista em face da sociedade empresária Mundo Mágico, pleiteando o reconhecimento de estabilidade em razão de ter sido dispensada sem justa causa, logo após ter recebido diagnóstico de ser portadora do vírus HIV. Em sua ação buscou o reconhecimento da dispensa discriminatória, com correspondente indenização por dano moral, e o pagamento de horas extras, alegando ter cumprido 1 hora extra por dia de trabalho. A reclamada, em defesa, postulou a improcedência dos pedidos, tendo confirmado que ficou sabendo da doença da reclamante, mas afirmou que a dispensa seria por diminuição de pessoal, nada tendo juntado além de documentos da contratação, relação de empregados que apontavam a existência de 38 empregados, e a rescisão da empregada, devidamente quitada. Durante a instrução processual, o juiz indeferiu a oitiva de duas testemunhas da reclamante, por também terem litigado em juízo contra a mesma empregadora, e a testemunha da reclamada confirmou que após a dispensa da reclamante outra pessoa foi contratada para a sua vaga. Em sentença, foi julgada improcedente a reclamação trabalhista, ao argumento de ausência de provas por parte da reclamante da realização de horas extras e de que a dispensa não tinha ocorrido por motivo de discriminação, sendo condenada a reclamante aos ônus de sucumbência. Inconformada, Carmen Linda interpôs recurso ordinário, pleiteando a nulidade processual pelo indeferimento da prova testemunhal, por haver entendimento do TST no sentido de que as testemunhas não seriam suspeitas e, no mérito, buscou a reforma da decisão para que fosse reconhecida a dispensa discriminatória, bem como a condenação da reclamada ao pagamento de horas extras, pois a empresa não juntou aos autos os controles de jornada, o que geraria presunção de veracidade de suas alegações. O Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região negou provimento ao recurso ordinário da reclamante fundamentando que não teria a parte reclamante comprovado a dispensa discriminatória e que, ao contrário do que entende o TST, o posicionamento do Tribunal Regional seria da necessidade de prova robusta da intenção discriminatória e, finalmente, que tampouco seriam devidas as horas extras, igualmente por ausência de prova por parte da reclamante da sua realização, sendo afastada a aplicação do entendimento do TST, por constituir presunção que fere o princípio da realidade dos fatos. A parte reclamante opôs embargos de declaração, com o objetivo de prequestionar a matéria relativa ao indeferimento da oitiva das testemunhas, já que a decisão nada tratou sobre o assunto, tendo mencionado que: “Não tendo a Turma analisado o ponto 1 do Recurso, que refere sobre o cerceamento de defesa em razão de indeferimento da prova testemunhal pelo juízo a quo, ao argumento de que pelo fato de litigar contra o mesmo empregador as tornava suspeitas, requer seja sanada a omissão, tendo em vista o posicionamento firmado pelo TST, em sentido contrário”. Porém, mesmo diante dos embargos de declaração, o Tribunal Regional se manteve omisso sobre esse ponto, apenas mencionando que: “Não constatada omissão na decisão, já que afastado o direito a parcela objeto da prova”. Em face dessa situação hipotética, na qualidade de advogado(a) contratado(a) pela reclamante, redija a peça processual cabível em face de tal decisão, expondo os argumentos legais pertinentes para a defesa de sua cliente. (Valor: 5,00) Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação. Nos casos em que a lei exigir liquidação de valores, não será́ necessário que o examinando a apresente, admitindo-se que o escritório possui setor próprio ou contratadoespecificamente para tal fim. 0 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO Processo nº ... CARMEM LINDA, já qualificada nos autos do processo em epígrafe, em que litiga com a sociedade empresária MUNDO MÁGICO, também já qualificada nos autos, vem, perante esse juízo, por intermédio de seu advogado, interpor RECURSO DE REVISTA, com fundamento no art. 896 alínea, “a” da CLT, OU art. 896, alínea “a” e “c” da CLT, ao Tribunal Superior do Trabalho Estão presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo o recurso tempestivo, pois apresentado dentro do prazo de 8 dias, conforme o art. 6º da Lei nº 5.584/70. Diante do exposto, requer o recebimento do presente recurso, a intimação da parte adversa para apresentar contrarrazões, e posterior remessa ao Tribunal Superior. Nestes termos, pede deferimento. Local..., Data... Advogado... OAB... EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Colenda Turma Processo de origem: ... Recorrente: Carmem Linda Recorrido: Mundo Mágico Objeto: Razões do Recurso de Revista Eminentes Julgadores, Nos autos do processo em epígrafe, foi julgado recurso ordinário, porém a decisão não deve ser mantida, pelas razões que passa a expor. DA PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL Preliminarmente, informa que não houve manifestação do Tribunal Regional do Trabalho sobre o indeferimento da prova testemunhal, que restou indeferida em 1ª instância sob o argumento de que as testemunhas litigavam contra o mesmo empregador. Foram opostos embargos de declaração acerca deste ponto, conforme transcreve: “Não tendo a Turma analisado o ponto 1 do Recurso, que refere sobre o cerceamento de defesa em razão de indeferimento da prova testemunhal pelo juízo a quo, ao argumento de que pelo fato de litigar contra o mesmo empregador as tornava suspeitas, requer seja sanada a omissão, tendo em vista o posicionamento firmado pelo TST, em sentido contrário”. Contudo, mesmo diante dos embargos de declaração, o Tribunal Regional se manteve omisso sobre tal ponto, apenas mencionando que: “Não constatada omissão na decisão, já que afastado o direito a parcela objeto da prova”. Assim, requer o cotejo e verificação da ocorrência da omissão, conforme dispõe o art. 896, §1º-A, inciso IV da CLT. DA ADMISSIBILIDADE – DA TRANSCENDÊNCIA E PREQUESTIONAMENTO As matérias apresentadas neste recurso estão abarcadas pela transcendência política e social, uma vez que o acórdão desrespeita entendimento deste Tribunal Superior do Trabalho, por tratar de direito social constitucionalmente assegurado, conforme art. 896-A, § 1º, incisos II e III da CLT. Ademais, tais matérias já foram objeto de prequestionamento, conforme estabelece a Súmula 297 do TST, uma vez que já foram apreciadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, e quanto a prova testemunhal, foram opostos embargos de declaração, a fim de provocar o prequestionamento. Demonstrada, assim, a transcendência e o prequestionamento do presente recurso. DA PROVA TESTEMUNHAL – CONTRARIEDADE A SÚMULA 357 DO TST Em sede de recurso ordinário, a recorrente pleiteou a nulidade processual pelo indeferimento da prova testemunhal, com base na Súmula 357 deste Tribunal Superior, que refere que não torna suspeita a testemunha o fato de estar litigando ou de ter litigado contra o mesmo empregador. O Tribunal Regional não se manifestou acerca deste ponto do recurso, sendo opostos embargos de declaração, tendo o Tribunal Regional permanecido omisso. Assim, e com base na Súmula 357 do TST, requer seja reformada a decisão, reconhecendo-se a nulidade por cerceamento de defesa. DAS HORAS EXTRAS – ÔNUS DA PROVA – CONTRARIEDADE A SÚMULA 338, I, DO TST E/OU art. 74, § 2º, da CLT Ainda, em sede de recurso ordinário, o Tribunal Regional negou provimento ao pedido de horas extras da recorrente, entendendo que havia ausência de prova por parte da recorrente da sua realização, sendo afastada a aplicação de entendimento sumulado deste Tribunal Superior, por constituir presunção que fere o princípio da realidade dos fatos. Diante disso, houve clara contrariedade ao que estabelece a Súmula 338, I, deste Tribunal Superior E/OU art. 74, § 2º da CLT, que trata do ônus do empregador em comprovar a jornada de trabalho quando a empresa conta com mais de 20 empregados, sendo o caso da parte recorrida, que possui 38 funcionários em seu quadro, e não apresentou o controle de jornada da recorrente, havendo, assim, presunção relativa de veracidade da jornada. Diante do exposto, requer a reforma da decisão, reconhecendo-se o direito às horas extras da recorrente. DA DISPENSA DISCRIMINATÓRIA – CONTRARIEDADE A SÚMULA 443 DO TST Ademais, em decisão do Tribunal Regional, restou negado provimento em sede de recurso ordinário acerca da dispensa discriminatória, alegando o Tribunal que ao contrário do que entende este Tribunal Superior, seria necessário prova robusta da intenção discriminatória no momento da dispensa. Tal decisão contraria o entendimento da Súmula 443 deste Tribunal Superior, o qual estabelece que se presume discriminatória a despedida de empregado portador de HIV. A reclamada aduziu que a dispensa ocorreu por corte de pessoal, contudo, tal argumento não subsiste, pois, a prova dos autos demonstrou que houve contratação de novo funcionário logo após a dispensa da recorrente. Diante do exposto, requer a reforma da decisão, a fim de julgar procedente o pedido, com reconhecimento da dispensa discriminatória e correspondente indenização por dano moral. DOS PEDIDOS Diante do exposto, requer o conhecimento e provimento do presente recurso para: A) Acolhimento da preliminar de nulidade por negativa da prestação jurisdicional, a fim de verificar a ocorrência da omissão, nos termos do art. 896, § 1º-A, inciso IV da CLT; B) A reforma do acórdão para reformar a decisão reconhecendo-se a nulidade por cerceamento de defesa; reconhecer a presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho da recorrente e reconhecer a dispensa discriminatória. Nestes termos, pede deferimento. Local..., data... Advogado... OAB... ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO SIMULADO 9 BÔNUS PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Padrão de Resposta Simulado Prova Prático-Profissional – 42º Exame de Ordem Unificado Página 12 ÁREA: DIREITO DO TRABALHO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” “Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” **Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas. PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1 Enunciado Maria Eduarda Lopes trabalha em uma indústria do ramo de calçados na cidade de Fortaleza – CE, e que após a vistoria de um auditor fiscal, foi interditada por 35 dias, decorrente de irregularidades estruturais, período no qual a empresa demorou para fazer os devidos ajustes em sua estrutura. Referente ao período de paralisação, analise os questionamentos a seguir: A) A empresa terá que pagar os salários de Maria Eduarda durante o período de interdição? Justifique. (Valor: 0,65) B) O período de interdição irá influenciar na concessão de férias da empregada? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. Gabarito comentado A) Sim, durante o período de paralisação do serviço por interdição do local de trabalho, osempregados receberão os seus salários como se estivessem exercendo normalmente seu trabalho, conforme art. 161, § 6º da CLT. B) Sim, quando o empregado deixa de trabalhar por mais de trinta dias, recebidos como período normal de trabalho, em virtude de paralisação dos serviços da empresa, não terá direito a férias no curso no período aquisitivo, conforme o art. 133, inciso III da CLT. Distribuição de pontos ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO A. Durante o período de paralisação do serviço por interdição do local de trabalho, os empregados receberão os seus salários como se estivessem exercendo normalmente seu trabalho (0,55), conforme art. 161, § 6º da CLT (0,10). 0,00/0,55/0,65 B. Irá influenciar pois quando o empregado deixa de trabalhar por mais de trinta dias, recebidos como período normal de trabalho, em virtude de paralisação dos serviços da empresa, não terá direito a férias no curso no período aquisitivo (0,50), conforme art. 133, inciso III da CLT (0,10). 0,00/0,50/0,60 TOTAL: ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO SIMULADO 9 BÔNUS PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL Padrão de Resposta Simulado Prova Prático-Profissional – 42º Exame de Ordem Unificado Página 13 ÁREA: DIREITO DO TRABALHO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” “Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” **Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas. PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2 Enunciado Carlos Luiz Fonseca ficou afastado do trabalho por 12 meses em razão do serviço militar obrigatório, no quartel localizado na cidade de Canoas – RS. Após o término do serviço militar, verificou que durante o período de afastamento não houve o pagamento do seu FGTS por parte da empresa. Na qualidade de advogado(a) de Carlos Luiz, responda os questionamentos a seguir: A) Como Carlos deverá proceder para informar a empresa que pretende retornar ao trabalho após o término do serviço militar? Justifique. (Valor: 0,65) B) Está correta a empresa ao não efetuar o pagamento do FGTS de Carlos durante o seu afastamento? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A simples menção ao dispositivo legal não será pontuada. Gabarito comentado A) Carlos deverá notificar a empresa avisando o empregador de sua intenção de voltar ao cargo que antes possuía, no prazo de até 30 dias após o término do serviço militar obrigatório, conforme art. 472, § 1º da CLT. B) Não, a atitude da empresa está em desacordo com as normas trabalhistas, pois o depósito do FGTS é obrigatório nos casos de afastamento do empregado para prestar serviço militar obrigatório, conforme art. 15, § 5º da Lei nº. 8.036/90. OBS: Não será aceito a indicação do art. 4º, § 1º da CLT, visto que referido não menciona sobre a obrigatoriedade do depósito do FGTS. Distribuição de pontos ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO A. Carlos deverá notificar a empresa avisando o empregador de sua intenção de voltar ao seu cargo (0,30) no prazo de até 30 dias após o término do serviço militar obrigatório (0,25), conforme art. 472, § 1º da CLT (0,10). 0,00/0,25/0,30 0,35/0,40/0,55/0,65 B. O depósito do FGTS é obrigatório nos casos de afastamento do empregado para prestar serviço militar obrigatório (0,50), conforme art. 15, § 5º da Lei nº. 8.036/90 (0,10). 0,00/0,50/0,60 TOTAL: Padrão de Resposta Simulado Prova Prático-Profissional – 42º Exame de Ordem Unificado Página 14 ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO SIMULADO 9 BÔNUS PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO DO TRABALHO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” “Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” **Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas. PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3 Enunciado Luiz Felipe Louzada estava empregado em uma sociedade empresária do ramo de alimentação, mas foi injustamente dispensado por justa causa, com base em uma falsa acusação de concorrência desleal, no dia 25/07/2024. Você, como advogado(a) de Luiz, ajuizou reclamação trabalhista requerendo a reversão da justa causa e pagamento das verbas rescisórias, indenizatórias, dano extrapatrimonial no valor de R$ 70.000,00 (setenta mil reais), e honorários. Ocorre que a única testemunha do seu cliente está com receio de comparecer na audiência e ter o seu salário descontado na empresa em que atualmente trabalha. Com base nas informações do enunciado, responda: A) É possível o desconto do salário de uma testemunha que comparece a uma audiência na Justiça do Trabalho? Justifique. (Valor: 0,65) B) Quantas testemunhas no máximo a empresa poderá levar na audiência de instrução? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. Gabarito comentado A) Não, o empregador de uma testemunha não poderá descontar as faltas de um empregado em serviço quando essas decorrerem de comparecimento a audiência para depor, conforme art. 822 da CLT E/OU art. 473, inciso VIII da CLT, E/OU art. 463, parágrafo único do CPC. B) Uma vez que o valor da causa excede a 40 salários-mínimos, tramitando assim o processo pelo rito ordinário, a empresa poderá levar no máximo 3 (três) testemunhas na audiência de instrução, conforme art. 821 da CLT. OBS: é obrigatório trazer a justificativa do rito para conseguir a pontuação. Distribuição de pontos ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO A. O empregador não poderá descontar as faltas de um empregado em serviço quando essas decorrerem de comparecimento a audiência (0,55), conforme art. 822 da CLT E/OU art. 473, inciso VIII da CLT, E/OU art. 463, § único do CPC (0,10) 0,00/0,55/0,65 B. Como o processo tramita pelo rito ordinário, a empresa poderá levar no máximo 3 (três) testemunhas na audiência de instrução (0,50), conforme art. 821 da CLT (0,10). 0,00/0,50/0,60 TOTAL: Padrão de Resposta Simulado Prova Prático-Profissional – 42º Exame de Ordem Unificado Página 15 ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO SIMULADO 9 BÔNUS PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL ÁREA: DIREITO DO TRABALHO “O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” “Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” **Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas. PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 4 Enunciado Em uma reclamação trabalhista na qual o reclamante postula apenas o pagamento das verbas devidas pela extinção do contrato mais horas extras, a sociedade empresária alegou, em sua defesa, que nada seria devido porque o ex- empregado praticou uma falta grave e, por isso, foi dispensado por justa causa. Na audiência de instrução, cada parte conduziu uma testemunha e após ouviros depoimentos pessoais, houve a oitiva das testemunhas. No final da audiência foi concedido prazo para cada advogado realizar as razões finais. Nesse sentido, responda aos itens a seguir: A) Qual é o prazo na Justiça do trabalho para realização de razões finais? Justifique. (Valor: 0,65) B) Caso a sentença proferida pelo juízo nada mencione sobre o pedido de horas extras, você como advogado(a) do reclamante, que peça processual deverá fazer e em qual prazo? Justifique. (Valor: 0,60) Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A simples menção ao dispositivo legal não será pontuada. Gabarito comentado A) Na justiça do trabalho o prazo para realização das razões finais é de 10 minutos em audiência para cada parte, conforme art. 850 da CLT. B) Como a sentença apresenta omissão deverá ser oposto embargos de declaração, dentro do prazo de 5 dias, conforme art. 897-A da CLT OU 897-A caput da CLT. OBS: 1) O aluno deve mencionar o termo omissão ou sinônimo. 2) Aqui não caberá indicação de artigo do CPC, visto a previsão legal na CLT. Distribuição de pontos ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO A. O prazo para realização das razões finais é de 10 minutos em audiência para cada parte (0,55), conforme art. 850 da CLT (0,10). 0,00/0,55/0,65 B. Deverá ser oposto embargos de declaração, dentro do prazo de 5 dias (0,50), conforme art. 897-A da CLT OU 897-A caput da CLT (0,10). 0,00/0,50/0,60 TOTAL: