Prévia do material em texto
Prof. Msc. Johnathan Carvalho Teixeira de Freitas – 2025 Curso de Graduação em Farmácia Fisiopatologia e Farmacoterapia do Sistema Respiratório, Renal e Terapia Inovadora de Medicamentos Apresentação johnathan.carvalho@kroton.com.br (27) 99532-4160 Prof. Msc. Johnathan Carvalho - Graduado em Farmácia - Mestre em Bioquímica e Farmacologia Área de concentração: Farmacologia bioquímica e molecular (Ênfase em Neuropsicofarmacologia) - Professor da Faculdade Anhanguera Teixeira de Freitas - Farmacêutico do Setor de Oncologia do Hospital Estadual Costa das Baleias - Esp. em Farmácia Clínica Oncológica - Esp. em Oncohematologia - Esp. em Radiofarmácia - Esp. em Farmácia Clínica Hospitalar - Esp. em Farmácia Clínica em UTI - Esp. em Gestão Hospitalar - Esp. em Docência do Ensino Superior Referências Bibliográficas Datas importantes: 08 de abril: Avaliação Oficial 1 03 de junho: Avaliação Oficial 2 17 de junho: Segunda chamada 24 de junho: Exame final Interno Externo os ureteres têm menos de 6 mm de diâmetro e 25 a 30 cm de comprimento Peso médio para um adulto: 125 a 170g 11,25 cm de comprimento e 5 a 7,5 cm de largura Coluna de Bertini Corpúsculo de Malpighi S2 e S3 hipogastrico esplânico Musculo Trigono Agonistas Colinérgicos (Colinérgicos de ação direta) - Funções dos Rins - Funções dos Rins https://medicalsuite.einstein.br/Servicos/Paginas/calculadora-gault.aspx Ml/min Sistema Renina-angiotensina-aldosterona Calcitriol Túbulo proximal Situação problema O paciente J.K.L., 35 anos, chega a unidade de saúde para iniciar o tratamento de anemia associada a insuficiência renal crônica. Ele apresenta a seguinte prescrição médica: Alfaepoetina 4000 UI......................12 ampolas Aplicar 1 ampola SC 3 vezes por semana. Uso contínuo Situação problema O relatório médico diz: Trata-se de um paciente com esquizofrenia, D.M., H.A.S., I.C.C. com fração de ejeção de 49%, Hiperuricemia, I.R.C. em tratamento e anemia secundária a doença renal. Paciente necessita do uso de alfaepoetina humana para manter níveis de HB favoráveis. Situação problema Hemograma completo Eritograma Hemácias...........3,28 milhões/mm3 Hemoglobina.......................9,4g/dL Hematócrito..............................28% VCM......................................85,4 fL HCM......................................28,7pg CHCM.................................33,6g/dL RDW.......................................14,2% Observação: hemácias normocíticas e normocrômicas Valores de Referência 4,3 a 6,0 milhões/mm3 13,5 a 17,8g/dL 41,0 a 54,0 % 80,0 a 100 fL 27,0 a 33,0 pg 32,0 a 36,0 g/dL 10,0 a 15,0 % Clearance de Creatinina Creatinina (Sangue).......................5,26 mg/dL Creatinina........................19,3ml/min/1,73m2 Valores de referência: Creatinina (sangue)..........0,4 a 1,2mg/dL Homens: de 85,0 a 130,0 ml/min/1,73m2 Situação problema Cálcio sérico.......................8,4 mg/dL Valor de referência: 8,8 a 11,0 mg/dL Fósforo.............................5,2 mg/dL Valor de referência: 2,5 a 4,5 mg/dL Ácido úrico.......................7,5 mg/dL Valor de referência: 2,5 a 7,0 mg/dL Paratormônio...................85pg/mL Valor de referência: 12 a 89 pg/mL Vitamina D......................................................23,1 ng/mL Valor de referência: Até os 60 anos, superior a 20 ng/mL Ferritina...............................53,0 ng/mL Valor de referência: 23,9 a 336,2 ng/mL Ferro sérico.......................72µg/dL Valor de referência: 65 a 175µg/dL Situação problema História Clínica: Um paciente do sexo masculino, 62 anos, tabagista há mais de 30 anos, foi diagnosticado com câncer de bexiga invasivo. O oncologista prescreveu um protocolo de quimioterapia neoadjuvante baseado em cisplatina e gencitabina, visando reduzir o tamanho do tumor antes da ressecção cirúrgica. Evolução do Paciente: Após o segundo ciclo de quimioterapia, o paciente apresenta fadiga intensa, náuseas persistentes e redução do volume urinário. Exames laboratoriais: Creatinina sérica: 2,3 mg/dL Taxa de filtração glomerular estimada (TFG): 40 mL/min; Ureia: 68 mg/dL; Sódio: 138 mEq/L; Potássio: 5,3 mEq/L. História Clínica: Um paciente do sexo masculino, 62 anos, tabagista há mais de 30 anos, foi diagnosticado com câncer de bexiga invasivo. O oncologista prescreveu um protocolo de quimioterapia neoadjuvante baseado em cisplatina e gencitabina, visando reduzir o tamanho do tumor antes da ressecção cirúrgica. Evolução do Paciente: Após o segundo ciclo de quimioterapia, o paciente apresenta fadiga intensa, náuseas persistentes e redução do volume urinário. Exames laboratoriais: Creatinina sérica: 2,3 mg/dL VR: 0,6 e 1,2 mg/dL Taxa de filtração glomerular estimada (TFG): 40 mL/min; VR: ≥ 90 mL/min/1,73 m² Ureia: 68 mg/dL; VR: 7 a 20 mg/dL Sódio: 138 mEq/L; VR: 136 a 145 mEq/L Potássio: 5,3 mEq/L. VR: 5 a 5,0 mEq/L Interpretação da TFG: •TFG acima de 90 ml/min/1,73 m²: Função renal normal, sem evidências de doença renal. •TFG entre 60 e 89 ml/min/1,73 m²: Pode ser normal em idosos, mas valores menores podem indicar uma possível redução da função renal. •TFG abaixo de 60 ml/min/1,73 m²: Indica dano renal significativo e pode estar associado a doença renal. •TFG abaixo de 30 ml/min/1,73 m²: Indica insuficiência renal grave e pode necessitar de tratamento como diálise. • Diuréticos osmóticos 1. Diuréticos que atuam por modificação do conteúdo do filtrado • Inibidores da anidrase carbônica • Inibidores da anidrase carbônica acetazolamida, diclorfenamida, metazolamida - alcalinização da urina e à acidose metabólica - reabsorção de amônia - agravamento da acidose respiratória ou metabólica - contra-indicada para pacientes com cirrose hepática e pacientes com DPOC • Inibidores da anidrase carbônica acetazolamida, diclorfenamida, metazolamida Indicações - Glaucoma: redução da produção do humor aquoso - Alcalose metabólica - Efeito agudo: Aumento da excreção do ácido úrico - Efeito crônico: hiperuricemia - AINES: atenuam a resposta do diurético - Toxicidade: hiponatremia, hipotassemia e redução do H+ (alcalose) e hipocalcemia - Hiperglicemia e aumento do LDL - Favorecimento de Urolitíase • Diuréticos de Alça • Diuréticos de Alça - Administrados por via oral atuam em 1 hora; - via intravenosa, produzem efeito máximo em 30 minutos - A variação molecular do transportador Na+/K+/2Cl (resistência a diuréticos) • Diuréticos de Alça Indicações: - edema agudo de pulmão - insuficiência cardíaca crônica - cirrose hepática complicada por ascite - síndrome nefrótica - insuficiência renal Principais características da síndrome nefrótica: Proteinúria maciça (>3,5 g/24h): perda elevada de proteínas na urina. Edema: principalmente em torno dos olhos (periorbital), pernas e abdômen (ascite). Tendência à trombose e infecções devido à perda de proteínas como antitrombina III e imunoglobulinas. A furosemida diminui a resistência periférica em pacientes hipertensos e dilata as veias em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva. Há evidências de que ambas as ações são devidas a um efeito no tônus dos vasos sanguíneos que requer a presença dos rins, mas não é resultado de uma perda de volume induzida por diuréticos. John Gerkens apresenta evidências experimentais que apoiam sua proposta de que a furosemida pode liberar um hormônio do rim, possivelmente da papila renal, o que leva a uma inibição da vasoconstrição. Alto risco de ototoxicidade: Infusão rápida (>4 mg/min). • Taxas recomendadas para minimizar o risco: • Infundir ≤4 mg/min em pacientes gerais. • Para doses altas (ex.: ≥80 mg IV), usar bomba de infusão e administrar lentamente. • Se necessário dose >120 mg IV, diluir em 50-100 mL de SF 0,9% ou SG 5% e infundir ao longo de 30-60 minutos. • Diuréticos que atuam no túbulo distal Hidroclorotiazida e fármacos relacionados(clortalidona, indapamida e metolazona) - Efeitos mais brandos que os de alça - Menor depleção de cálcio - Indicados para: Hipertensão arterial não complicada; Edemas leves e Diabetes insipidus • Diuréticos que atuam no túbulo distal Reações adversas - Hipocalemia - Alcalose metabólica - Disfunção erétil - Reações alérgicas de baixa intensidade: reações cutâneas - Reações alérgicas graves: anemia hemolítica, pancreatite, trombocitopenia. - Aumento do nível de colesterol LDL Espironolactona e amilorida - Indicados para : Insuficiência cardíaca; Hipertensão com perda de potássio e/ou magnésio; Hipertensão essencial resistente; Hiperaldosteronismo primário e Hiperaldosteronismo secundário • Antagonistas da Aldosterona Espironolactona e amilorida - Principais reações adversas: paralisia, hipotensão, náuseas, cefaleia, ginecomastia, impotência masculina e alterações menstruais nas mulheres - Acidose metabólica: retenção de H+ - Favorecimento de Urolitíase - Lesão renal em uso crônico • Antagonistas da Aldosterona Hormônio Antidiurético (ADH ou vasopressina) Um paciente do sexo masculino, 45 anos, dá entrada no ambulatório com queixa de poliúria intensa (cerca de 8-10 litros por dia) e polidipsia há seis meses. Relata que a diurese não diminui mesmo reduzindo a ingestão hídrica. Nega histórico de diabetes mellitus, infecções urinárias recorrentes ou uso de medicamentos diuréticos. Ele refere episódios de desidratação leve, com tontura e fadiga ao longo do dia. O exame físico revela PA de 100/65 mmHg, FC de 90 bpm, mucosas levemente secas e sinais de desidratação discreta. Exames laboratoriais: • Sódio sérico: 150 mEq/L (VR: 135-145 mEq/L) • Osmolalidade plasmática: 310 mOsm/kg (VR: 275-295 mOsm/kg) • Osmolalidade urinária: 150 mOsm/kg (VR: >600 mOsm/kg) • Glicemia de jejum: 92 mg/dL Qual a abordagem de controle da poliúria? Há um mês, João percebe um descontrole ou incapacidade de controlar a saída de urina. Ao procurar atendimento, nota-se que o paciente perdeu o controle do esfíncter uretral, havendo dificuldades para conter a micção após uma cirurgia de retirada da próstata. Nesta situação, o que se sabe é que: há seis meses, João fez a retirada da próstata devido a um câncer, retirando também toda vascularização linfática que estava envolvida com a próstata, entendendo que essa vascularização poderia conter células malignas ligadas ao tumor. Como os sintomas não cedem, são solicitados alguns exames que devem levar ao diagnóstico do porquê de esse paciente apresentar uma certa facilidade em soltar urina. Mais uma vez deve ser colocado para a equipe médica que há alguns meses esse paciente fez uma cirurgia de retirada de próstata e toda a vascularização dos linfonodos na região púbica também foi extraída. Qual a relação da cirurgia para retirada de próstata e o problema enfrentado com a perda de controle da saída da urina? Não se esqueça de que já há algum tempo João nota um certo descontrole da retenção de urina, com dores ao urinar. Ele, então, procura um atendimento em um hospital. Situação problema