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RASTREAMENTO [ D Inglê O s bás A ico D ULTO ASSINTOMÁTICO Nome: João Silva Idade: 50 anos Gênero: Masculino Profissão: Engenheiro Estado Civil: Casado História Familiar: Pai faleceu aos 65 anos de infarto do miocárdio. Mãe viva, 75 anos, com hipertensão. Irmão mais velho com diabetes tipo 2. História Médica Pessoal: Não apresenta doenças crônicas conhecidas. Não faz uso regular de medicamentos. Realizou check-up há 3 anos, sem anormalidades. Estilo de Vida: Não fumante. Consumo social de álcool (1-2 vezes por semana). Sedentário, relata falta de tempo para exercícios físicos. Dieta rica em carboidratos e gorduras, com baixo consumo de vegetais e frutas. Queixas Atuais: Nenhuma queixa específica. Consulta de rotina para check-up. Exame Físico: Peso: 85 kg Altura: 1,75 m IMC: 27,8 (Sobrepeso) Pressão Arterial: 140/90 mmHg Frequência Cardíaca: 78 bpm Exame de Cabeça e Pescoço: Sem alterações. Ausculta Cardíaca: Rítmica, sem sopros. Ausculta Pulmonar: Murmúrio vesicular presente e simétrico. Abdômen: Flácido, indolor, sem visceromegalias. Extremidades: Sem edemas. Exames Laboratoriais: Glicemia de Jejum: 110 mg/dL Colesterol Total: 220 mg/dL LDL: 140 mg/dL HDL: 45 mg/dL Triglicerídeos: 180 mg/dL Função Renal (Creatinina): 1,0 mg/dL Função Hepática: Dentro dos limites normais. 4o Discussão do Caso: Identificação de Fatores de Risco: História familiar de doenças cardiovasculares e diabetes. Sobrepeso e sedentarismo. Hipertensão arterial. Rastreamento Recomendado: Doenças Cardiovasculares: Avaliação do risco cardiovascular global e considerar o início de medidas preventivas, como mudanças no estilo de vida e, possivelmente, terapia medicamentosa. Diabetes: Realizar teste de tolerância à glicose ou hemoglobina glicada (HbA1c) para confirmação de pré-diabetes ou diabetes. Dislipidemia: Intervenção dietética e considerar a necessidade de tratamento com estatinas devido ao perfil lipídico alterado. Câncer: Considerar rastreamento para câncer de cólon (colonoscopia) e próstata (PSA) devido à idade do paciente. Hipertensão: Confirmar diagnóstico com medidas repetidas e considerar tratamento. Intervenções de Saúde e Educação: Aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida, incluindo aumento da atividade física e adoção de uma dieta equilibrada. Monitoramento regular da pressão arterial e acompanhamento médico periódico. Reflexão: Discutir com os alunos a importância do rastreamento em pacientes assintomáticos e como identificar fatores de risco que podem ser modificados para prevenir doenças crônicas. Esse caso clínico fornece uma base para que os alunos aprendam a realizar o rastreamento de doenças em adultos assintomáticos, considerando tanto os fatores de risco presentes quanto as diretrizes de saúde vigentes. Caso Clínico: Adulto Assintomático Nome: Maria Souza Idade: 50 anos Gênero: Feminino Profissão: Engenheira Estado Civil: Casada História Familiar: Pai faleceu aos 65 anos de infarto do miocárdio. Mãe viva, 75 anos, com hipertensão e osteoporose. Irmã com diagnóstico de câncer de mama aos 52 anos. História Médica Pessoal: Não apresenta doenças crônicas conhecidas. Não faz uso regular de medicamentos, exceto anticoncepcional oral até os 48 anos. Realizou check-up há 3 anos, sem anormalidades. Estilo de Vida: Não fumante. Consumo social de álcool (1-2 vezes por semana). Sedentária, relata falta de tempo para exercícios físicos. Dieta rica em carboidratos e gorduras, com baixo consumo de vegetais e frutas. História Reprodutiva e Hormonal: Menopausa aos 49 anos, sem terapia de reposição hormonal. G3/P2/A1 com 4 semanas(?)--> Último filho> 4 kg Queixas Atuais: Nenhuma queixa específica. Consulta de rotina para check-up. Exame Físico: Peso: 75 kg Altura: 1,65 m IMC: 27,5 (Sobrepeso) Pressão Arterial: 135/85 mmHg Frequência Cardíaca: 76 bpm Exame de Cabeça e Pescoço: Sem alterações. Ausculta Cardíaca: Rítmica, sem sopros. Ausculta Pulmonar: Murmúrio vesicular presente e simétrico. Abdômen: Flácido, indolor, sem visceromegalias. Extremidades: Sem edemas. Exames Laboratoriais: Glicemia de Jejum: 105 mg/dL Colesterol Total: 210 mg/dL LDL: 135 mg/dL HDL: 50 mg/dL Triglicerídeos: 170 mg/dL Função Renal (Creatinina): 0,9 mg/dL Função Hepática: Dentro dos limites normais. Exames Laboratoriais: Glicemia de Jejum: 105 mg/dL Colesterol Total: 210 mg/dL LDL: 135 mg/dL HDL: 50 mg/dL Triglicerídeos: 170 mg/dL Função Renal (Creatinina): 0,9 mg/dL Função Hepática: Dentro dos limites normais. RASTREAMENTO [ D Inglê O s bás A ico D ULTO ASSINTOMÁTICO Discussão do Caso: Identificação de Fatores de Risco: História familiar de doenças cardiovasculares e câncer de mama. Sobrepeso e sedentarismo. Pressão arterial levemente elevada. Rastreamento Recomendado: Doenças Cardiovasculares: Avaliação do risco cardiovascular global e considerar o início de medidas preventivas, como mudanças no estilo de vida e, possivelmente, terapia medicamentosa. Diabetes: Realizar teste de tolerância à glicose ou hemoglobina glicada (HbA1c) para confirmação de pré-diabetes ou diabetes. Dislipidemia: Intervenção dietética e considerar a necessidade de tratamento com estatinas devido ao perfil lipídico alterado. Câncer de Mama: Mamografia de rastreamento devido à história familiar e idade. Câncer do Colo do Útero: Papanicolau, se não realizado nos últimos três anos. Osteoporose: Considerar densitometria óssea devido à menopausa recente e história familiar de osteoporose. Hipertensão: Monitoramento da pressão arterial e considerar tratamento, se necessário. Intervenções de Saúde e Educação: Aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida, incluindo aumento da atividade física e adoção de uma dieta equilibrada. Discussão sobre a importância da detecção precoce de cânceres comuns em mulheres. Monitoramento regular da pressão arterial e acompanhamento médico periódico. Reflexão: Discutir com os alunos a importância do rastreamento em mulheres assintomáticas e como identificar fatores de risco específicos para o gênero feminino. Este caso clínico destaca a necessidade de atenção a aspectos como saúde reprodutiva, câncer de mama, e osteoporose, além dos fatores de risco cardiovascular. Prevenção é todo ato que tem impacto na redução de mortalidade e morbidade das pessoas. Uma distinção DEVE SER feita entre a intervenção que impede a ocorrência da doença antes de seu aparecimento – prevenção primária e a intervenção que diagnostica precocemente, detém ou retarda a sua progressão ou suas sequelas em qualquer momento da identificação – prevenção secundária. Prevenção primária: é a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição clínica. Inclui promoção da saúde e proteção específica (ex.: imunização, orientação de atividade física para diminuir chance de desenvolvimento de obesidade). Prevenção secundária é a ação realizada para detectar um problema de saúde em estágio inicial, muitas vezes em estágio subclínico, no indivíduo ou na população, facilitando o diagnóstico definitivo, o tratamento e reduzindo ou prevenindo sua disseminação e os efeitos de longo prazo (ex.: rastreamento, diagnóstico precoce). Prevenção terciária é a ação implementada para reduzir prejuízos funcionais consequentes de um problema agudo ou crônico, em um indivíduo ou população os incluindo reabilitação (ex.: prevenir complicações do diabetes, reabilitar paciente pós-infarto – IAM ou acidente vascular cerebral). Prevenção quaternária é a detecção de indivíduos em risco de intervenções, diagnósticas e/ou terapêuticas, excessivas para protegê-los de novas intervenções médicas inapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis. Estratégias para a detecção precoce são Diagnóstico Precoce: abordagem de indivíduos que já apresentam sinais e/ou sintomas de uma doença, Rastreamento: ação dirigida à população assintomática, na fase subclínica do problema em questão. Para a implantação de programas de rastreamento:o problema clínico a ser rastreado deve atender a alguns critérios, a seguir: A doença deve representar: importante problema de saúde pública que seja relevante para a população, levando em consideração os conceitos de magnitude, transcendência e vulnerabilidade; A história natural da doença ou do problema clínico deve ser bem conhecida; Deve existir estágio pré-clínico (assintomático) bem definido, durante o qual a doença possa ser diagnosticada; O benefício da detecção e do tratamento precoce com o rastreamento deve ser maior do que se a condição fosse tratada no momento habitual de diagnóstico; Os exames que detectam a condição clínica no estágio assintomático devem estar disponíveis, aceitáveis e confiáveis; O custo do rastreamento e tratamento de uma condição clínica deve ser razoável e compatível com o orçamento destinado ao sistema de saúde como um todo; O rastreamento deve ser um processo contínuo e sistemático. 1- AVALIAÇĀO DE RISCO CARDIOVASCULAR Pessoas assintomáticas sem doença arterial coronariana confirmada mas sabidamente de alto risco) necessitam ter uma melhor avaliação para que se possam estabelecer os riscos e os benefícios de intervir ou não na vida do paciente, quer farmacologicamente, quer por meio de aconselhamentos. Escore de risco de Framinghan ou o Escore de risco Global (ERB) para avaliação do risco de eventos cardiovasculares em 10 anos. - são utilizados fatores de risco como idade, sexo, PA, colesterol total e HDL-colesterol, tabagismo e diabetes Idade Média 35 a 70; ≥ 20 anos e 2-10 anos : Hipercol familiar; HF prematura DAC; Xantelasma, arco corneano Estratificação de Risco Cardiovascular Estima o risco de infarto do miocárdio ( IAM ) , acidente vascular encefálico (AVE), fatais e nāo fatais, insuficiência vascular periférica (IVP/ DAP) e insuficiência cardíaca em 10 anos, considerando variáveis como idade, valores de colesterol total e HDL, PAS, tabagismo e DM, classificando o indivíduo como baixo, intermediário e alto risco. 2- AVALIAÇĀO DE LÍPIDES -RASTREAMENTO Avaliação de risco cardiovascular e perfil lipídico Identificar homens e mulheres assintomáticas que são elegíveis para a terapia preventiva. Recomendado fortemente homens com 35 anos ou mulheres 45 ou mais. (Grau de recomendação A). Recomenda-se também em homens e mulheres a partir de com 20 anos quando se enquadram como um grupo de alto risco para doença coronariana. ( B) Todos indivíduos > 20 anos de idade Repetidos a cada 5 anos ou 6,5%, realizar confirmação. Rastreamento de DM entre 40-70 anos para todos e a qualquer momento se o paciente tiver outros fatores de risco como HAS, dislipidemia e obesidade. 5- RASTREAMENTO DO TABAGISMO Rastrear todos os adultos para uso de cigarro - USPSTF 2015 Está recomendado o rastreamento do tabagismo em todos os adultos, incluídas as gestantes. Grau de recomendação A. O tabagismo é o principal fator prevenível de morte. A abordagem breve (cerca de cinco minutos) pode levar a cerca de 5% do abandono do hábito do tabaco. 6- RASTREAMENTO DO ABUSO DE ALCOOL Rastrear adultos com mais de 18 anos e aconselhar sobre os riscos do abuso de álcool - USPSTF 2018 Recomenda-se o rastreamento e intervenções de aconselhamento na atenção primária para reduzir o uso inadequado de álcool em adultos, incluindo mulheres grávidas.( B). 2 testes mais conhecidos. O AUDIT (The Alcohol Use Disorders) e o CAGE (feeling the need to Cut down, Annoyed by criticism, Guilty about drinking, and need for an Eye-opener in the morning), sendo esse último o mais utilizado na atenção primária. O CAGE é constituído das quatro questões abaixo acerca do hábito de beber: Você já sentiu a necessidade de parar de beber? Você já se sentiu chateado por críticas que os outros fazem pelo seu modo de beber? Você já se sentiu culpado sobre seu jeito de beber? ○ ○ ○ ○ Você já teve que beber para iniciar o dia e “firmar o pulso”? ● Se duas ou mais respostas forem afirmativas, considera-se o rastreamento como sendo positivo . 7- RASTREAMENTO DE OBESIDADE 7- RASTREAMENTO DE OBESIDADE Rastrear todos os adultos para obesidade e Crianças maiores de seis anos ( oferta de intervenções de aconselhamento e de mudança de comportamento para sustentar a perda de peso. (B) O rastreamento é realizado por meio do cálculo do índice de massa corpórea (IMC), que corresponde ao peso (kg) dividido sobre a altura (metros) ao quadrado 8- MULHER NO CLIMATÉRIO Não existe recomendação de rastreamento de câncer de ovário ou endométrio com ultrassonografia transvaginal até o presente momento.( observa-se um exagero deste exame em mulheres assintomáticas sem fundamento em evidências científicas de boa qualidade. Esse momento do ciclo vital costuma vir acompanhado das crises de meia-idade, que podem apresentar os mais variados cenários: perda do sentido da função materna ou do lar, saída de filhos de casa ou filhos adolescentes em processo de transformação e questionamentos, revisão da relação conjugal e do papel da mulher. Também está associado ao surgimento da função de cuidadora, pois seus pais ou sogros, devido à idade avançada, viuvez ou adoecimento….. 9- Rastreamento de Osteoporose Rastrear Mulheres com 65 anos ou mais e Homens > 70 anos Rastrear mulheres mais jovens com alto risco, determinado por uma ferramenta formal de avaliação FRAX score) Exame : Densitometria óssea em 2 sítios: coluna L-S e fêmur ( ou 3, antebraço) Outras indicaçōes por alto risco : Deficiência estrogênica com menos de 45 anos; Amenorreia em paciente em idade reprodutiva > 1 ano; IMC 3 meses ) ou quimioterapico ou dose supressiva Ltiroxina por longo prazo tabagismo atual, alcoolismo https://frax.shef.ac.uk/FRAX/tool.aspx?country=55 Rastreamento de Osteoporose: Densitometria DIAGNÓSTICO: MENOPAUSA (NA PRÉ MENOPAUSA usa-se Z- score) T-score > ou = 1 à normal T-score -1 a -2,5 à osteopenia T-scoreNão tem recomendação específica quanto ao exame clínico das mamas por médico Quando identificado em estádios iniciais (6mm 16- CANCER DE BOCA Apesar das lesões serem facilmente visualizadas e acessíveis a procedimentos diagnósticos, a maioria dos casos é diagnosticada em estádios tardios de evolução, aumentando a morbimortalidade. Dessa forma, é necessário que os profissionais de saúde conheçam os sinais iniciais, que, em geral, são inespecíficos e se confundem com algumas condições benigna O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de boca. O uso excessivo de álcool tem efeito sinérgico para aumentar o risco Sinais de alerta: feridas nos lábios e na boca que não cicatrizam , manchas brancas ou avermelhadas nas gengivas, língua ou mucosa oral, tumorações ou endurações (caroços) na região da boca ou pescoço. IMUNIZAÇĀO NO ADULTO 20-59 anos Hepatite B (3 doses de acordo com a situação vacinal) Febre amarela (dose única de acordo com a situação vacinal) Tríplice viral (2 doses com intervalo de ≥ 30 dias entre 20-29 anos ou 1 dose entre 30-49 anos) dT reforço a cada 10 anos Pneumocócica 23-valente (1 dose para grupos-alvo específicos) ≥ 60 anos Hepatite B (3 doses de acordo com a situação vacinal) Febre amarela (dose única de acordo com a situação vacinal) dT reforço a cada 10 anos Pneumocócica 23-valente (1 dose para grupos-alvo específicos, como idosos acamados ou que vivem em instituições fechadas) Campanhas Influenza (campanha 2019) - ≥ 60 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias), trabalhadores de saúde, professores, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis Calendário Nacional de Vacinação do Adulto e Idoso 09.07.2024.pdf — 668 KB Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente – Pneumo 23v Esquema: Rotina de vacinação de pessoas de 60 anos e mais em condições especiais: Administrar 1 (uma) dose a partir de 60 anos, para idosos não vacinados que vivem acamados e/ou institucionalizados (como casas geriátricas, hospitais, unidades de acolhimento/asilos e casas de repouso). Administrar 1 (uma) dose de reforço, uma única vez, respeitando o intervalo mínimo de 5 (cinco) anos da dose inicial. image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.jpg image7.jpg image8.jpg image9.jpg image10.png image11.png image12.jpg image13.jpg image14.jpg image15.jpg image16.jpg image17.jpg image18.jpg image19.jpg image20.jpg image21.jpg image22.jpg image23.jpg image24.jpg image25.jpg image26.jpg image27.jpg image28.jpg image29.jpg image30.jpg image31.png image32.jpg image33.jpg image34.png image35.jpg image36.png