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ROTEIRO DA APA PARA O ALUNO PROJETO INTEGRADOR: INTRODUÇÃO ALIMENTAR Professor(a): Isabella Cristina de Alvarenga Barradas 2 ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE INTRODUÇÃO ALIMENTAR 01. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos. 02. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas, a atividade será zerada. 03. Cópias de terceiros, como livros e internet, sem citar a fonte, caracterizam-se como plágio, sendo o trabalho zerado. 04. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem ser referenciados conforme as normas da ABNT. 05. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no campo indicado, clique em responder e finalize a atividade. 06. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina. 07. Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12. ORIENTAÇÕES GERAIS 3 POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ? Caro(a) aluno(a), A introdução alimentar infantil é uma fase crucial na vida das crianças, compreender os princípios dessa etapa é essencial para que, como futuros nutricionistas, possam fornecer orien- tações adequadas e baseadas em evidências para pais e cuidadores. Primeiramente, a introdução alimentar é um período de transição entre o aleitamento exclusivo e a alimentação variada, e seu manejo correto influencia diretamente o crescimento e desenvolvi- mento das crianças. Conhecer as necessidades nutricionais específicas, os sinais de prontidão para novos alimentos e as estratégias para promover a aceitação de alimentos variados são competên- cias-chave que um nutricionista deve dominar. Além disso, esta fase oferece uma oportunidade para prevenir e identificar precocemente condições como alergias alimentares e deficiências nutricionais. A capacidade de elaborar planos alimentares personalizados e educar sobre a importância de hábitos alimentares saudáveis desde cedo é fundamental para a prática profissional. Objetivos: • Conhecer sobre os métodos de introdução alimentar. • Capacitar o(a) aluno(a) a oferecer orientação e suporte adequado para os responsá- veis das crianças no processo de introdução alimentar. • Entender os princípios e práticas envolvidos na introdução alimentar. • Compreender as diferenças entre o método tradicional e o método BLW para introdu- ção alimentar. • Desenvolver habilidades práticas para aplicar cada método. • Discutir as vantagens e desvantagens de cada abordagem. 4 AMBIENTE NA PRÁTICA Caro(a) aluno(a), A presente atividade prática será realizada em um laboratório de gastronomia. – Obs.: Caro(a) aluno(a), no caso de atividades práticas em ambientes profissionais, você deve verificar o calendário destas atividades com o seu polo de apoio presencial UniFatecie. Caso haja dúvidas, ou não possua um polo, entre em contato com seu tutor. 5 EMBASAMENTO TEÓRICO 01. Introdução A introdução alimentar é um ponto crucial no crescimento infantil, marcando a transição do consumo exclusivo de leite para uma dieta variada com alimentos sólidos. Esse processo vai além de simplesmente alterar a textura dos alimentos, ele também oferece uma chance vital para estabelecer hábitos alimentares saudáveis e assegurar uma nutrição adequada nos primeiros anos de vida, uma introdução alimentar bem planejada é essencial para garantir que a criança receba os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento adequados. O nutricionista desempenha um papel fundamental nesse processo, orientando os pais e cuidadores sobre as melhores práticas para a introdução de novos alimentos. Isso inclui a escolha de alimentos adequados, a elaboração de cardápios variados e a identificação de sinais de prontidão da criança para novos alimentos. O nutricionista também auxilia na prevenção de alergias alimentares e na adaptação da dieta às necessidades específicas de cada criança. Portanto, a introdução alimentar é uma oportunidade valiosa para promover uma alimen- tação equilibrada e saudável, estabelecendo as bases para um futuro alimentar positivo. Com o suporte de profissionais qualificados, essa fase pode ser uma experiência prazerosa e educativa para toda a família. 02. Importância da introdução alimentar A introdução alimentar é uma etapa fundamental no desenvolvimento infantil, pois marca a transição do aleitamento materno ou fórmula para uma dieta diversificada de alimentos sólidos. Essa fase não se limita apenas à mudança de texturas, mas desempenha um papel crucial na formação de hábitos alimentares saudáveis e na garantia de uma nutrição adequada, essencial para o crescimento e desenvolvimento das crianças, durante os primeiros meses de vida, o leite materno ou a fórmula fornecem a maior parte das necessidades nutricionais. No entanto, a partir dos seis meses, é necessário complementar a alimentação com alimentos ricos em nutrientes, como ferro e zinco, que são essenciais para o desenvolvimento saudável do bebê (WHO, 2023). A introdução de alimentos sólidos ajuda a prevenir a anemia ferropriva, que é comum nesta faixa etária, além de promover a aceitação de uma variedade de sabores e texturas, estabelecendo um padrão alimentar diversificado para o futuro (Gartner et al., 2021). Além disso, a introdução alimentar adequada está associada ao desenvolvimento de habi- lidades motoras e sensoriais. Ao explorar diferentes alimentos, a criança desenvolve a coorde- nação motora ao pegar, mastigar e engolir, fatores que são fundamentais para seu crescimento integral (American Academy of Pediatrics, 2021). 6 03. Cuidados com a mãe para a amamentação. A saúde física e mental da mulher é crucial e seu cuidado é essencial. Isso inclui atenção à alimentação, priorizando alimentos frescos e minimamente processados, conforme orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, não há evidências de que algum alimento ou bebida possa alterar a produção de leite materno, ou causar cólicas no bebê. Como a amamen- tação pode aumentar a sede, é fundamental manter uma ingestão regular e frequente de água. Além disso, o descanso desempenha um papel importante na produção de leite, portanto, é necessário compartilhar os cuidados com o bebê, as responsabilidades com outras crianças, se houver, e as tarefas domésticas, incluindo as relacionadas à alimentação (Brasil, 2021). 04. Aleitamento Materno O leite materno é a principal fonte de nutrição para o bebê até os 6 meses de vida, repre- sentando também um vínculo afetivo entre mãe e filho. Além disso, oferece proteção contra doenças infecciosas e contribui para a diminuição das internações infantis (Brasil, 2019). Portanto, o recomendável é que o aleitamento materno seja mantido exclusivamente até os seis meses de idade. Mesmo após esse período, a amamentação deve continuar, pois é uma importante fonte de proteínas e outros nutrientes, além de garantir uma imunidade prolongada, atualmente, a interrupção precoce do aleitamento materno e a introdução precoce de alimentos sólidos, entre três e cinco meses, pode ser um dos geradores da obesidade infantil, que é um exemplo de doença bastante comum, onde ocorre devido ao aumento dos níveis de gordura cor- poral (Brophy et al., 2009). Nesse contexto, a conexão entre aleitamento materno e a introdução de novos alimentos é crucial para o desenvolvimento infantil na fase correta, sendo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a introdução de alimentos sólidos deve começar somente após os seis meses de idade. Isso ocorre porque, nesse período, a criança já é capaz de sustentar o tronco e a coluna cervical, sentar-se sem apoio e apresentar movimentos de língua e mandíbula mais adequados para a mastigação (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2017). O leite materno contém anticorpos que ajudam a proteger o bebê contra infecções e doenças. Estudos demonstram que bebês amamentados exclusivamente têm menor risco de desenvolver doençascomo diarreia, infecções respiratórias e alergias (Victoria et al., 2016). Além disso, a amamentação promove um vínculo afetivo entre mãe e filho, fundamental para o desenvolvimento emocional da criança. Os benefícios da amamentação não se restringem apenas à saúde da criança. Para as mães, a amamentação pode ajudar na recuperação pós-parto, promovendo a contração uterina e reduzindo o risco de hemorragias. Além disso, amamentar pode contribuir para a perda de peso gradual após a gravidez (Dewey, 2001). É importante destacar que, apesar dos benefícios comprovados, a prática de amamentar enfrenta desafios. Dificuldades como dor mamária, baixa produção de leite e falta de apoio social podem levar as mães a interromper a amamentação precocemente. Por isso, o apoio de profissionais de saúde e a criação de redes de suporte são essenciais para incentivar e facilitar 7 essa prática. Portanto, o aleitamento materno é uma ação que traz benefícios significativos para a saúde da criança e da mãe, devendo ser incentivado e apoiado por toda a sociedade. Investir na amamentação é investir na saúde pública e no futuro das crianças (WHO, 2023). 05. Alimentação Precoce Oferecer alimentos diferentes antes dos seis meses para crianças que ainda são amamen- tadas não só é desnecessário, como pode ser prejudicial. Isso pode elevar o risco de doenças e interferir na absorção de nutrientes essenciais presentes no leite materno, como ferro e zinco. Além disso, em geral, a criança só está pronta para começar a receber outros alimentos após completar seis meses de idade (Brasil, 2021), pois o sistema digestivo de um recém-nascido é ainda imaturo e passa por um desenvolvimento considerável durante o primeiro ano de vida, sendo que no momento do nascimento, o trato gastrointestinal é capaz de digerir e absorver leite, porém, a habilidade para processar alimentos sólidos e mais complexos se desenvolve de forma gradual (Gartner et al., 2021). A introdução alimentar deve levar em conta o processo de maturação do trato gastroin- testinal, sendo um dos exemplos o esfíncter esofágico inferior, responsável por evitar o refluxo que continua seu processo de desenvolvimento até cerca de 6 meses de idade, além disso, a produção de enzimas digestivas e a capacidade de absorver nutrientes melhoram com o tem- po, permitindo que o bebê passe a lidar com uma variedade mais ampla de alimentos sólidos (Corkins, 2020). 06. Introdução alimentar A OMS recomenda que a introdução de alimentos sólidos comece por volta dos 6 meses de idade, pois, nesse estágio, o bebê já possui habilidades motoras adequadas para lidar com alimentos sólidos e o leite materno ou fórmula (WHO, 2023). Os sinais de prontidão para iniciar a alimentação sólida incluem a capacidade de sentar-se com suporte, interesse nos alimentos consumidos por adultos e a perda do reflexo de protrusão da língua, que faz com que o bebê empurre objetos para fora da boca (American Academy of Pediatrics, 2019). Após os 6 meses, o leite materno deve continuar sendo oferecido, enquanto novos alimen- tos devem ser introduzidos com uma variedade de cores, sabores, texturas e cheiros. Uma dieta equilibrada e saudável é essencial para o crescimento e desenvolvimento da criança, durante esse período, a criança não apenas ganha peso e altura, mas também aprende novas habili- dades, sua agilidade aumenta, e há mudanças significativas na forma como ela interage com o ambiente e com as pessoas ao seu redor, ela desenvolve habilidades como sustentar a cabeça, pegar objetos, sentar, engatinhar, ficar de pé, andar e falar, além da capacidade de mastigar. Como os bebês não conseguem expressar suas necessidades e desejos com palavras, eles utilizam outros métodos de comunicação, como sons, choro, risos e movimentos corporais. A partir dos 6 meses, ao começar a introduzir alimentos sólidos, é fundamental observar e respeitar 8 os sinais de fome e saciedade da criança para apoiar seu aprendizado sobre alimentação e seu desenvolvimento completo (Brasil, 2021). O Guia Alimentar para a População Brasileira (Brasil, 2019) classifica os alimentos em quatro categorias com base no grau e propósito do processamento: alimentos in natura ou mini- mamente processados; ingredientes culinários processados; alimentos processados; e alimentos ultraprocessados. Sendo eles: Os alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou animais e não pas- sam por modificações após serem colhidos ou abatidos, alimentos minimamente processados sofrem algumas alterações, como limpeza, remoção de partes indesejáveis, moagem, secagem, fermentação, pasteurização, refrigeração ou congelamento, sem adição de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original. Ingredientes culinários processados são produtos feitos pela indústria a partir de alimentos in natura e usados para preparar refeições, como sal de cozinha e açúcar branco. Alimentos processados são aqueles elaborados a partir de alimentos in natura, mas geralmente incluem adição de sal, açúcar ou outros ingredientes culinários para aumentar a durabilidade ou permitir outras formas de consumo, como conservas de legumes ou extrato de tomate com açúcar e sal. Os alimentos ultraprocessados são produtos fabricados industrialmente através de várias técnicas e etapas de processamento, contendo muitos ingredientes que são exclusivamente industriais e geralmente apresentam pouca ou nenhuma presença de alimentos in natura, ou minimamente processados. Quando esses alimentos in natura ou minimamente processados estão presentes, eles constituem apenas uma pequena parte da lista de ingredientes. Ingredien- tes típicos dos ultraprocessados incluem açúcares (como frutose, xarope de milho, concentrado de suco de frutas, açúcar invertido, maltodextrina, dextrose, lactose), óleos modificados (como hidrogenados ou interesterificados), fontes proteicas (como proteínas hidrolisadas, isolado de soja, proteína do soro do leite, carne mecanicamente separada) e aditivos alimentares (como corantes artificiais, conservantes, adoçantes, aromatizantes, emulsificantes, e realçadores de sabor) (Brasil, 2021). Um ponto importante para a introdução alimentar é que não aconselhamos que a criança seja alimentada enquanto está andando ou brincando pela casa, distrações, como televisão, celular, computador ou tablet, podem desviar a atenção da criança da comida, fazendo com que ela coma de maneira automática e sem perceber o que está consumindo, podendo levar a um consumo excessivo de alimentos e a problemas futuros, como desregulação do apetite e ganho ou perda de peso excessivo (Brasil, 2021). Com o início da alimentação sólida, a água se torna fundamental para a hidratação da criança e deve ser oferecida assim que novos alimentos além do leite materno forem introduzi- dos, é de suma importância evitarmos substituí-lá com água de coco, sucos naturais, bebidas industrializadas (como refrescos, bebidas à base de frutas, xaropes saborizados, chás adoçados, refrigerantes e bebidas gaseificadas), pois podem conter açúcar, sódio e aditivos químicos, além de acostumar a criança com bebidas açucaradas, aumentando o risco de sobrepeso, cáries 9 e diabetes, nos primeiros dois anos de vida, frutas e bebidas não devem ser adoçadas com nenhum tipo de açúcar (como branco, mascavo, cristal, demerara, açúcar de coco, xarope de milho, mel, melado ou rapadura) e preparações caseiras com açúcar (como bolos, biscoitos, doces e geléias) devem ser evitadas. O açúcar também está presente em muitos alimentos ultraprocessados (como refrigerantes, achocolatados, farinhas instantâneas, bolos prontos, biscoitos, pães tipo bisnaguinha, iogurtes e sucos de caixinha). O consumo de açúcar pode levar a ganho excessivo de peso, diabetes, hipertensão, câncer e cáries, e pode dificultar a aceitação de verduras, legumes e outros alimentos saudáveis, embora o mel seja um produto natural, não deve ser oferecido a crianças menoresde 2 anos devido ao seu conteúdo de açúcar e ao risco de contaminação com uma bactéria associada ao botulismo, que pode causar graves sintomas gastrointestinais e neurológicos, especialmente em crianças menores de 1 ano (Brasil, 2021). TABELA 1: NECESSIDADE DE ÁGUA PELA IDADE. Idade Necessidade de Água (mL/Kg/dia) 10 dias 125-150 3 meses 140-160 6 meses 130-155 1 ano 120-135 2 anos 115-125 6 anos 90-100 10 anos 70-85 14 anos 50-60 Fonte: Barnes (2004). O Conselho Regional de Nutrição (Brasil, 2019) fornece diretrizes e orientações sobre a introdução alimentar, fundamentais para assegurar práticas alimentares adequadas e seguras para bebês e crianças pequenas, como a seguir: – Início da introdução alimentar: sugere-se que a introdução de alimentos sólidos comece por volta dos 6 meses de idade, simultaneamente com a continuidade do leite materno ou fórmula infantil. Essa introdução deve ser gradual para permitir que o sistema digestivo do bebê se adapte aos novos alimentos. – Alimentos iniciais: os primeiros alimentos devem ser bem cozidos e amassados ou em purês para facilitar a digestão. Frutas e vegetais são comumente oferecidos inicial- mente, seguidos por cereais, carnes e leguminosas. É crucial introduzir os alimentos individualmente e monitorar possíveis reações alérgicas. – Variedade e equilíbrio: destaca-se a importância de uma dieta diversificada e equi- librada, que inclui diferentes grupos alimentares. A variedade assegura que a criança receba todos os nutrientes necessários e pode ajudar na aceitação de uma maior gama de alimentos no futuro. 10 – Textura e consistência: à medida que a criança se acostuma com alimentos sólidos, a textura deve ser gradualmente ajustada para incluir opções mais sólidas e menos trituradas, conforme o desenvolvimento das habilidades de mastigação e deglutição da criança. – Segurança alimentar: orienta-se sobre práticas seguras para o preparo e armazena- mento de alimentos para evitar contaminação e garantir a segurança alimentar, incluindo a preparação higiênica e o armazenamento apropriado. 07. Método Tradicional A introdução alimentar é um momento importante no desenvolvimento de um bebê, e o método tradicional, também conhecido como o método da papinha, é amplamente utilizado por muitas famílias. O método tradicional de introdução alimentar utiliza purês e papinhas como abordagem inicial. Esse método permite que os pais introduzam um alimento por vez, o que fa- cilita a detecção de possíveis alergias alimentares e a adaptação da consistência dos alimentos conforme o desenvolvimento do bebê (Formon, 2018). Segundo Lima e Silva (2022), esse método é apoiado por evidências de que expor a criança a uma variedade de alimentos pode promover uma aceitação alimentar mais ampla e reduzir a seletividade alimentar no futuro. O processo geralmente começa com a oferta de alimentos em purês e, conforme a criança se ajusta, os alimentos são gradualmente apresen- tados em texturas mais variadas. Adicionalmente, o método tradicional é visto como um processo educacional tanto para os pais quanto para a criança. Os pais são incentivados a oferecer alimentos de maneira paciente e repetitiva, mesmo diante da rejeição inicial da criança a alguns alimentos. Essa abordagem está alinhada com as recomendações de organizações de saúde que destacam a importância da persistência e da diversidade na alimentação infantil (American Academy of Pediatrics, 2021). 11 IMAGEM 1: EXEMPLO DE PREPARO DO MÉTODO TRADICIONAL. Fonte: Freepik 08. Método BLW (Baby-Led Weaning) O método Baby-Led Weaning (BLW) permite que o bebê comece a comer alimentos sólidos de forma mais autônoma, alimentando-se com as próprias mãos. Essa abordagem pode promo- ver a independência e o desenvolvimento de habilidades motoras, embora exija maior atenção para prevenir riscos de engasgo (Ziegler, 2019). A introdução de alimentos complementares ao leite materno a partir dos seis meses é essencial para atender às necessidades nutricionais do lactente. A discussão sobre o método mais adequado para essa introdução tem sido amplamente debatida. De acordo com a Organização Mundial da Saú- de, dois métodos principais são reconhecidos: o método Tradicional e o Baby-Led Weaning (BLW), cada um com suas características e desafios (Ramos; Medeiros; Neumann, 2020). No método tradicional, a primeira oferta de alimentos ao bebê é feita com preparações pas- tosas, amassadas ou liquidificadas para evitar riscos de engasgo e sufocamento, embora esse aspecto tenha gerado debates (Scarpatto; Forte, 2018). Por outro lado, o método BLW, conforme Rapley (2018), sugere que a partir dos seis meses, bebês com desenvolvimento motor adequado podem comer alimentos em pedaços sem necessidade de alterar a consistência dos mesmos. Contudo, Arantes et al. (2015) ressaltam que bebês que não apresentarem o desenvolvimento esperado para a idade não devem iniciar a introdução de alimentos sólidos em pedaços. Ao oferecer alimentos, pais e responsáveis devem considerar a frequência, a quantidade e a densidade dos alimentos, reconhecendo que a criança ainda está sendo amamentada e suas necessidades alimentares são menores. Esses cuidados podem influenciar a relação da criança com a comida (Rapley, 2018). O guia alimentar nacional do Ministério da Saúde recomenda que, além de alimentos amassados oferecidos com colher, também se pode oferecer alimentos ma- cios em pedaços grandes para que a criança os pegue com as mãos e leve à boca (Brasil, 2019). A Sociedade Brasileira de Pediatria (2012) descreve que a exploração de diferentes texturas ao experimentar alimentos em pedaços contribui para o aprendizado sensório-motor da criança. Ambos os métodos apresentam benefícios e desafios. O método tradicional pode ser mais simples para os pais no início e pode ajudar a evitar engasgos, enquanto o BLW pode promover a aceitação de uma maior variedade de texturas e sabores (AAP, 2019). 12 IMAGEM 2: EXEMPLO DE PREPARO DO MÉTODO BABY-LED WEANING Fonte: Freepik. 09. Macronutrientes e Micronutrientes A introdução alimentar é um período crucial no desenvolvimento de uma criança, onde a oferta de alimentos sólidos deve ser cuidadosamente planejada para garantir a ingestão ade- quada de macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes, que incluem carboidratos, proteínas e gorduras, são fundamentais para fornecer a energia necessária para o crescimento e desenvolvimento infantil. Os carboidratos devem fornecer energia, as proteínas são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento, e as gorduras são importantes para o desenvolvimento cerebral e para a absorção de vitaminas lipossolúveis (Gartner et al., 2021). Os carboidratos devem ser introduzidos na forma de cereais e tubérculos, como arroz, bata- ta-doce e mandioca, que são importantes fontes de energia. As proteínas, essenciais para o cres- cimento e a reparação de tecidos, podem ser oferecidas por meio de carnes, ovos e leguminosas, como feijão e lentilha. As gorduras saudáveis, presentes em alimentos como abacate e azeite de oliva, também são importantes, pois favorecem o desenvolvimento cerebral (Brasil, 2021). Além dos macronutrientes, os micronutrientes, como vitaminas e minerais, desempenham um papel vital na saúde infantil. O ferro, por exemplo, é crucial para o desenvolvimento cognitivo e auxilia na prevenção da anemia ferropriva, podendo ser encontrado em carnes e leguminosas. A vitamina C, presente em frutas como laranja e kiwi, ajuda na absorção do ferro e fortalece o sistema imunológico (Corkins, 2020). De acordo com o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos, “a va- riedade na alimentação é fundamental para garantir a oferta de todos os nutrientes necessários ao crescimento saudável da criança”. Essa diversidade alimentar não apenas ajuda a suprir as necessidades nutricionais, mas também estimula a aceitação de novos sabores e texturas, portanto, ao planejar a introdução alimentar, éessencial considerar a inclusão de uma ampla gama de alimentos, garantindo que o bebê receba todos os macronutrientes e micronutrientes necessários para um crescimento saudável e equilibrado (Brasil, 2019). 13 10. Suplementação A suplementação na introdução alimentar é um tema importante a ser considerado, es- pecialmente para garantir que as crianças recebam todos os nutrientes necessários para um crescimento saudável. Durante os primeiros anos de vida, a alimentação deve ser equilibrada e diversificada, mas em algumas situações, a suplementação pode ser necessária para atender às necessidades nutricionais específicas (AAP, 2019). Um dos nutrientes que frequentemente requer atenção é o ferro, pois a deficiência de ferro pode levar à anemia, afetando o desenvolvimento cognitivo e motor da criança. O leite materno e as fórmulas infantis contêm quantidades adequadas de ferro, mas, a partir dos seis meses, é essencial incluir alimentos ricos em ferro na dieta, como carnes, leguminosas e vegetais fo- lhosos. Se a dieta não fornecer ferro suficiente, a suplementação pode ser indicada, conforme recomendação médica (Brasil, 2021). Além do ferro, a vitamina D é outro nutriente que pode necessitar de suplementação, espe- cialmente em regiões com pouca exposição solar. A vitamina D é crucial para a saúde óssea e o sistema imunológico (AAP, 2019). É importante ressaltar que a suplementação deve ser sempre orientada por um profissio- nal de saúde, pois o excesso de determinados nutrientes pode ser prejudicial. A avaliação das necessidades nutricionais da criança deve ser individualizada, levando em conta fatores como a dieta, o estado de saúde e o desenvolvimento geral. Em resumo, a suplementação pode ser uma ferramenta valiosa na introdução alimentar, mas deve ser utilizada com cuidado e orientação adequada, sempre priorizando uma alimenta- ção variada e equilibrada. 11. Alergias e Intolerâncias Alimentares A introdução alimentar é uma fase essencial no desenvolvimento de uma criança, e é importante que os pais e cuidadores estejam atentos ao risco de alergias e intolerâncias alimen- tares. Essas reações podem ocorrer quando o sistema imunológico da criança identifica certos alimentos como ameaças, resultando em sintomas que podem variar de leves a graves, alergias alimentares mais comuns em crianças incluem reações a leite, ovos, amendoim, nozes, trigo, soja, peixe e frutos-do-mar. Por outro lado, as intolerâncias alimentares, como a intolerância à lactose e ao glúten, não envolvem o sistema imunológico, mas podem causar desconfortos gastrointestinais e outros sintomas (SBP, 2021). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (2021), a introdução de alimentos alergênicos deve ser feita entre os seis e os doze meses, de preferência em casa, para observar possíveis reações. Essa prática permite que os responsáveis identifiquem reações adversas de forma controlada, ao introduzir novos alimentos, recomenda-se começar com pequenas quantidades e observar a criança por três a cinco dias antes de adicionar outro alimento. Essa estratégia ajuda a identificar qualquer reação adversa e facilita a gestão de uma dieta variada e equilibrada. Além disso, é importante que os cuidadores conheçam os sinais de alerta de reações alérgicas, que podem incluir urticária, inchaço, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, dificuldade para respirar. Em qualquer sinal de reação alérgica, deve-se procurar orientação médica imediatamente. Com um acompanhamento adequado e uma abordagem cuidadosa, a introdução alimentar pode ser uma experiência positiva, contribuindo para o desenvolvimento saudável e seguro das crianças. 14 12. Recusa de Alimentos A recusa de alimentos é uma situação frequente e pode representar um desafio. Algumas abordagens para lidar com a seletividade alimentar incluem apresentar os mesmos alimentos de formas variadas, manter paciência e persistência, e envolver a criança no preparo dos alimentos (Corkins, 2020). 13. Desenvolvimento do Paladar O desenvolvimento do paladar ocorre de maneira gradual e pode ser afetado por fatores genéticos e ambientais. A exposição contínua a uma variedade de sabores e texturas pode faci- litar a aceitação de novos alimentos (Gartner et al., 2021). 14. Interação Familiar A interação familiar e o ambiente durante as refeições têm uma importância significativa. Compartilhar as refeições em conjunto e estabelecer um ambiente positivo pode encorajar hábi- tos alimentares saudáveis e melhorar a aceitação de novos alimentos (AAP, 2019). 15. Orientação e Aconselhamento Os nutricionistas têm um papel crucial em orientar e aconselhar os pais sobre a introdução alimentar. Oferecer informações claras e fundamentadas em evidências é essencial para garantir que as necessidades nutricionais da criança sejam adequadamente atendidas e para que o processo de introdução alimentar seja bem-sucedido (Corkins, 2020). 16. Educação Nutricional A educação nutricional deve abranger estratégias para a introdução de alimentos, reco- nhecimento dos sinais de prontidão e manejo de problemas frequentes. Oficinas e consultas individuais podem ser métodos eficazes para instruir pais e cuidadores (WHO, 2023). 17. Conclusão A introdução alimentar é um momento decisivo na vida da criança, com implicações significativas para sua saúde e desenvolvimento. Este processo não apenas garante que as necessidades nutricionais sejam atendidas, mas também promove a formação de hábitos ali- mentares saudáveis que podem durar toda a vida. A orientação de profissionais qualificados, como nutricionistas, é essencial para apoiar os pais na escolha dos alimentos adequados, na identificação de sinais de prontidão e na abordagem de possíveis alergias ou intolerâncias. A promoção de uma dieta variada e equilibrada, respeitando o tempo e as necessidades individuais de cada criança, é fundamental para o desenvolvimento saudável. As práticas recomen- dadas, como a oferta de alimentos frescos e minimamente processados, contribuem para a criação de um ambiente alimentar positivo. Ao educar e capacitar as famílias sobre a introdução alimentar, podemos garantir que essa fase seja uma experiência enriquecedora e prazerosa, ajudando as crianças a desenvolver uma relação saudável com a comida desde os primeiros anos de vida. 15 RECURSOS UTILIZADOS Materiais de consumo: Descrição Observação Equipamentos de cozinha (fogão, panelas, liquidificador, etc.) Material a ser fornecido pela UniFatecie Ingredientes para preparo de papinhas e sólidos. Material a ser fornecido pela UniFatecie Pratos, talheres e utensílios para servir Material a ser fornecido pela UniFatecie Câmera ou celular para registro Material a ser fornecido pelo aluno Papel ou caderno e caneta Material a ser fornecido pelo aluno Software/aplicativo/simulador Sim ( ) Não ( x ) Em caso afirmativo, qual? Pago ( ) Não Pago ( ) Tipo de Licença: Não se aplica Descrição do software/aplicativo/simulador: Não se aplica Kit laboratório individual de atividade prática Sim ( x ) Não ( ) Em caso afirmativo, qual? Pago ( ) Não Pago ( ) Tipo de Licença: Não se aplica Descrição dos materiais do kit: Touca descartável. 16 ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA Caro(a) aluno(a), Os itens indispensáveis para que a prática ocorra com segurança e ergonomia, é a utilização de jaleco, touca descartável, calça comprida sem rasgos ou fendas e sapato fechado. No local de realização da atividade, o laboratório de gastronomia pode gerar riscos, como queimaduras e lesões. 17 O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA Durante a atividade prática proposta, vocês irão preparar os dois métodos da introdução alimentar abordados na teoria, sendo o método tradicional e o método BLW em grupos. Sendo para o método tradicional o preparo de uma papinha salgada de frango com legumes e uma papinha doce de pêra, maçã e banana, e para o método BLW o preparo de ovo cozido e legumes noscortes corretos e um bolo de banana com ameixa. Para o método tradicional, teremos as seguintes receitas: 01. Receita papinha salgada: ◦ Ingredientes: 1 col. sopa de azeite, meia cebola triturada, 2 dentes de alho amas- sados, 5 batatas médias, 2 cenouras médias, 200g de peito de frango. ◦ Modo de preparo: Primeiramente, higienize todos os legumes e remova a gordura e a veia do interior do peito do frango, em seguida pique de forma grosseira. Em uma panela de pressão adicione o azeite e ligue o fogo médio, adicione a cebola tri- turada e o alho amassado, refogue bem, após ficar dourado, adicione o peito de frango e deixe refogar até ficar dourado, adicione 500ml de água e os legumes e deixe pegar pressão e aguarde 10 minutos, retire a pressão e com auxílio de um garfo verifique se os legumes estão macios. Com os legumes macios e o frango cozido, levar ao liquidificador sem a água do cozimento, bater até virar uma papinha e servir. 02. Receita papinha doce: ◦ Ingredientes: 2 maçãs, 2 peras, 1 banana. ◦ Modo de preparo: Primeiramente, higienize todas as frutas, descasque e pique a maçã e a pera, em uma panela coloque a água e deixe ferver, em seguida adicione as frutas picadas, faça o teste para verificar se as frutas atingiram a consistência macia e retire da panela para um recipiente, adicione a banana e com auxílio de um garfo amasse as frutas até atingir a consistência de uma papinha. ◦ Degustação: Após o preparo, os alunos devem provar as papinhas e discutir a textura e sabor, lembrá-los de anotar e tirar as fotos. Vídeo - Prática I https://www.youtube.com/watch?v=4H3oTk0Qlxk&list=PLMygX6qaUk9IMfLTPvEq_nvhyg8YDYO0A&index=2 https://www.youtube.com/watch?v=4H3oTk0Qlxk&list=PLMygX6qaUk9IMfLTPvEq_nvhyg8YDYO0A&index=2 https://www.youtube.com/watch?v=4H3oTk0Qlxk&list=PLMygX6qaUk9IMfLTPvEq_nvhyg8YDYO0A&index=2 18 O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA Para o método BLW teremos as seguintes receitas: 01. Receita salgada: ◦ Ingredientes: 1 ovo, 1 cenoura média e 4 pedaços do brócolis. ◦ Modo de preparo: Higienize os legumes e pique a cenoura em palitos. Pré-aqueça o forno a 180ºc por 10 minutos, após, em uma forma, despeje os legumes com um pouco de azeite e leve ao forno por 15 minutos ou até ficarem macios. Em uma panela, colocar água e levar ao fogo médio até levantar fervura, adicionar o ovo e aguardar 8 minutos. Após retirar o ovo e com cuidado descascá-lo, cortar o ovo em 4 pedaços, ficando no formato de fatias, retirar os legumes do forno e servir o ovo cozido com os legumes assados. 02. Receita de bolo de banana e ameixa: ◦ Ingredientes: 140g de farinha de trigo, 2 bananas, 1 ovo, 4 col. de sopa de leite, 4 ameixas hidratadas, 1 col. de sopa de fermento em pó. ◦ Modo de preparo: Pré-aqueça o forno a 180ºc por 10 minutos, após adicione no liquidificador a banana, o ovo, o leite e a ameixa hidratada, bata até virar um creme e reserve, em uma tigela adicione a farinha e aos poucos incorpore com o creme que deixamos reservado, após a mistura ficar homogênea adicione o fermento em pó. Logo em seguida, dispor sobre a forma de cupcake as forminhas descartáveis e adicionar a massa, levar ao forno por 20 a 25 minutos, após fazer o teste do palito, se sair limpo, está pronto para o consumo. ◦ Degustação: Após o preparo, os alunos devem provar os alimentos e discutir a textura e sabor, lembrá-los de anotar e tirar as fotos. Atente-se ao passo a passo da receita e às texturas que ficaram ao final do processo de cocção, pois a diferenciação dos métodos é a textura oferecida ao bebê. Vídeo - Prática II https://www.youtube.com/watch?v=xwW73Wzt4zs&list=PLMygX6qaUk9IMfLTPvEq_nvhyg8YDYO0A&index=1 https://www.youtube.com/watch?v=xwW73Wzt4zs&list=PLMygX6qaUk9IMfLTPvEq_nvhyg8YDYO0A&index=1 https://www.youtube.com/watch?v=xwW73Wzt4zs&list=PLMygX6qaUk9IMfLTPvEq_nvhyg8YDYO0A&index=1 19 Durante os preparos, devem ser tiradas fotos dos utensílios utilizados para cada método, dos ingredientes e do alimento durante e no final do preparo. O template da prática deverá ser preenchido com as informações da parte teórica e o resultado da prática realizada no laboratório de gastronomia. 20 RELATÓRIO Caro(a) aluno(a), Você deverá entregar o relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça o download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo. 21 MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES Caro(a) Aluno(a), Seguem alguns artigos científicos para melhor compreensão e absorção do conteúdo pro- posto nesta aula: ◦ COELHO, Andressa Della Justina; DE SOUZA, Daniela Escobar; DA SILVA, Josia- ne Barbosa. Abordagens de introdução alimentar BLW e BLISS: um estudo sobre as preocupações. In: AMORIM, Carolina Belli. Dieta, alimentação, nutrição e saúde, v. 4. Ponta Grossa: Aya, 2022. 211 p. Disponível em: https://ayaeditora.com.br/livros/L239. pdf#page=107. Acesso em: 12 set. 2024. ◦ SANTOS, Caline; MELO, Lorena; ROSA, Thaís. Introdução Alimentar: aspectos importantes dos métodos tradicional e baby-led weaning (BLW). Trabalho de conclusão de curso. Anápolis: Faculdade Metropolitana de Anápolis, 2021. Disponível em: https:// repositorio.faculdadefama.edu.br/xmlui/handle/123456789/266. Acesso em: 12 set. 2024. ◦ UNICEF. Os 10 passos para alimentação e hábitos saudáveis, do nascimento até os 2 anos de idade. Brasília: UNICEF, 2020. Disponível em: https://www.unicef.org/ brazil/media/1081/file/Os-10-passos-para-alimentacao-e-habitos-saudaveis.pdf. Acesso em: 12 set. 2024. https://ayaeditora.com.br/livros/L239.pdf#page=107 https://ayaeditora.com.br/livros/L239.pdf#page=107 https://repositorio.faculdadefama.edu.br/xmlui/handle/123456789/266 https://repositorio.faculdadefama.edu.br/xmlui/handle/123456789/266 https://www.unicef.org/brazil/media/1081/file/Os-10-passos-para-alimentacao-e-habitos-saudaveis.pdf https://www.unicef.org/brazil/media/1081/file/Os-10-passos-para-alimentacao-e-habitos-saudaveis.pdf 22 AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS (AAP). Feeding and nutrition: guidelines for the first year. Pediatrics, v. 144, n. 1, e20193057. Disponível em: https://www.aap.org/en/patient-care/ healthy-active-living-for-families/infant-food-and-feeding/?srsltid=AfmBOorMgv0GHtiR76ABx- 1g4p_5q4ou1S8u9jeTJbpYBLdmeR9cFzkX- Acesso em: 10 set. 2024. AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Pediatric Nutrition Handbook. 7. ed. Elk Grove Villa- ge: American Academy of Pediatrics, 2021. ARANTES, Ana Letícia Andries et al. Método Baby-Led Weaning (BLW) no contexto da alimenta- ção complementar: uma revisão. Revista Paulista de Pediatria, v. 36, p. 353-363, 2018. BARNESS. Nutrition and nutritional disorders. IN: BEHRMAN, Richard E. Nelson Textbook of pediatrics. 17.ed., Philadelphia, 2004. BRASIL. Ministério da Saúde; Secretaria de Atenção Primária à Saúde; Departamento de Pro- moção da Saúde. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Brasília, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_crianca_brasi- leira_versao_resumida.pdf. Acesso em: 10 set. 2024. BRASIL. 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