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Assim, não há necessidade de comunicação à casa legislativa. 
Apenas se discute a necessidade ou não de comunicação à casa legislativa nos casos de 
controle difuso, o que não é o caso. 
Declarada a inconstitucionalidade de ato normativo em abstrato, em processo objetivo e 
não subjetivo, a decisão irradia-se. Vale dizer que fulminada a lei, não cabendo 
providência voltada à suspensão. (STF, RE 199.293/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 06-08-
04) 
 
Q7. TRF3/TRF3 – Juiz Federal Substituto/2018 
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) coloca em movimento a chamada jurisdição 
constitucional orgânica, tutelando a validade da lei e de atos normativos. No que concerne aos 
efeitos da decisão definitiva de mérito no processo de controle abstrato, por meio do qual a ADI 
é veiculada, é CORRETO afirmar que: 
a) Norma criada por lei e declarada inconstitucional pelo STF no processo objetivo ainda assim é 
suscetível de revogação pelo Congresso. 
b) A decisão proferida em ADI produzirá efeitos contra todos e eficácia erga omnes, desde que 
atendido o requisito de sua comunicação à autoridade ou órgão responsável pela expedição do 
ato para que lhe suste a execução. 
c) É inadmissível o ajuizamento de ADI ou ADPF contra lei ou ato normativo revogado ou de 
eficácia exaurida, diante da perda do objeto. 
d) No direito brasileiro, a decisão de rejeição da inconstitucionalidade não implica declaração de 
constitucionalidade da norma impugnada, podendo o STF reexaminar a questão em outro 
processo objetivo de controle concentrado. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
O STF não proíbe que o Poder Legislativo edite leis ou emendas constitucionais em 
sentido contrário ao que a Corte já decidiu. Não existe uma vedação prévia a tais atos 
normativos. O legislador pode, por emenda constitucional ou lei ordinária, superar a 
jurisprudência. Trata-se de uma reação legislativa à decisão da Corte Constitucional com 
o objetivo de reversão jurisprudencial. [STF. Plenário. ADI 5105/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 
julgado em 1º/10/2015 (Info 801)]. 
Se há revogação quando uma lei trate inteiramente de matéria tratada por lei anterior (art. 
2º da LINDB), a reação legislativa pode ser considerada verdadeira revogação de lei 
inconstitucional. 
 A alternativa B está incorreta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lei n. 9.868/99, Art. 28. Dentro do prazo de dez dias após o trânsito em julgado da 
decisão, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário da Justiça 
e do Diário Oficial da União a parte dispositiva do acórdão. 
Parágrafo único. A declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, 
inclusive a interpretação conforme a Constituição e a declaração parcial de 
inconstitucionalidade sem redução de texto, têm eficácia contra todos e efeito vinculante 
em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e 
municipal. 
O efeito vinculante e erga omnes é ex lege, não dependendo de comunicação a autoridade 
ou órgão. 
A necessidade da comunicação é discutida apenas no que tange ao controle difuso. 
A alternativa C está incorreta. Embora não caiba ADI (ADI n. 2.980, d.j. 05.02.2009), o STF 
tem admitido a utilização de ADPF em face de atos de eficácia exaurida ou já revogados (ADPF 
33). 
A alternativa D está incorreta. 
A ADI e ADC são ações dúplices, significando que a improcedência de uma ADC equivale 
à declaração de inconstitucionalidade. 
Lei n. 9.868/99, Art. 24. Proclamada a constitucionalidade, julgar-se-á improcedente a 
ação direta ou procedente eventual ação declaratória; e, proclamada a 
inconstitucionalidade, julgar-se-á procedente a ação direta ou improcedente eventual 
ação declaratória. 
Q8. TRF3/TRF3 – Juiz Federal Substituto/2018 
Um novo paradigma para o constitucionalismo surgiu entre o final do século XX e o início do século 
XXI. Procura ser uma resposta teórico-prática para a necessidade de se obterem eficácia e 
efetividade para as normas constitucionais, sobretudo as portadoras de direitos sociais. Implanta, 
no Brasil, modelo normativo-axiológico, com adoção expressa de valores e opções pela efetivação 
de políticas públicas com sede constitucional. Muitas destas bastante específicas, como os serviços 
de saúde, educação e assistência social a hipossuficientes. Esse paradigma constitucional possui 
algumas notas típicas, dentre as quais NÃO se encontram: 
a) Separação conceitual entre o direito constitucional e a moralidade política. 
b) Tendência a integração das diversas esferas da razão prática para solução dos casos 
constitucionais: o direito, a moral e a política. 
c) Compreensão da constitucionalidade enquanto critério último de validade das normas, em 
termos substantivos e não apenas formais. 
d) Os direitos constitucionais incorporam uma ordem objetiva de valores. Esses direitos e valores 
tornam-se onipresentes com “efeito irradiante” sobre os demais ramos do direito.