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Questões Comentadas 
 
 
(ESAF – Susep) Caracterizam-se por serem regidos pelo 
direito privado quanto ao conteúdo e aos efeitos, porém sem 
ignorar as limitações trazidas pelo regime jurídico público, 
os contratos de: 
a) fornecimento de mão de obra. 
b) locação em que o Poder Público seja locatário. 
c) concessão de serviço público. 
d) fornecimento de bens de consumo. 
e) construção de obra pública. 
 
Comentários: A Lei 8.666/1993, ao dispor sobre sua 
abrangência, dispôs no seu art. 1º: 
 
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e 
contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, 
inclusive de publicidade, compras, alienações e locações 
no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios. 
 
Para a doutrina, a despeito da previsão do dispositivo, os 
contratos de locação (assim como os de alienação) são 
contratos de direito privado (e não contratos 
administrativos). Segundo Carvalho Filho, a sujeição ao 
direito privado ocorre tanto quando a Administração figura 
como locadora quanto como locatária. Portanto, nesses 
tipos de ajuste, as partes estão no mesmo nível jurídico, 
sem qualquer preponderância da Administração sobre o 
particular. 
 
Do elenco traçado no art. 1º da lei, são realmente contratos 
administrativos os de obras, serviços e fornecimento. 
Também são contratos administrativos os contratos de 
concessões e permissões de serviços públicos e as 
parcerias público-privadas, regidos por leis próprias. 
 
Interessante observar que a preocupação da banca em 
especificar que o Poder Público seria o “locatário” no 
contrato é porque essa hipótese está prevista de forma 
expressa no art. 62, §3º da Lei 8.666/1993 como uma 
espécie de contrato regido por norma de direito privado: 
 
§ 3o Aplica-se o disposto nos arts. 55 e 58 a 61 desta Lei e 
demais normas gerais, no que couber: 
 
I - aos contratos de seguro, de financiamento, de locação 
em que o Poder Público seja locatário, e aos demais cujo 
conteúdo seja regido, predominantemente, pornorma de 
direito privado; 
 
II - aos contratos em que a Administração for parte como 
usuária de serviço público. 
 
Gabarito: alternativa “b” 
 
 
 
(ESAF – CGU) A coluna I, abaixo, traz as características 
de três instrumentos jurídicos utilizados para a 
recomposição da equação econômico-financeira. Já a 
coluna II traz a nomenclatura desses institutos. 
Correlacione as colunas I e II para, ao final, assinale a 
sequência correta para a coluna I. 
 
 
 
a) 1 / 2 / 3 
b) 3 / 1 / 2 
c) 2 / 1 / 3 
d) 1 / 3 / 2 
e) 3 / 2 / 1 
 
Comentário: Revisão, reajuste e repactuação não são a 
mesma coisa. A relação correta é a seguinte: 
 
* Repactuação: solução aplicável apenas para os contratos 
de serviços contínuos, que venham a ser objeto de 
renovação, de forma a garantir a manutenção do equilíbrio 
econômico-financeiro do contrato em face da variação dos 
custos contratuais (principalmente custos trabalhistas). 
Deve 
haver previsão para tanto no instrumento convocatório. 
 
* Revisão: consiste em análise realizada ordinária e 
extraordinariamente, destinada a reestabelecer a relação 
original entre encargos e vantagens, independentemente de 
previsão contratual. Resume-se numa comparação entre as 
situações existentes em dois momentos distintos. 
 
* Reajuste: envolve uma previsão contratual de indexação 
da remuneração devida ao particular a um determinado 
índice (ex: índice de inflação), de modo a promover a 
alteração do preço periodicamente de acordo com a 
variação do referido índice. 
 
Gabarito: alternativa “b” 
 
 
 
(ESAF – CGU) Julgue os itens, se verdadeiros ou falsos, a 
respeito da formalização dos contratos com a 
Administração Pública e assinale a opção que indica a 
sequência correta. 
 
I. A publicação resumida do contrato e dos seus aditivos na 
imprensa oficial é condição indispensável para a sua 
eficácia. 
II. A lei faculta à Administração Pública substituir o 
instrumento de contrato por outro, como, por exemplo, a 
Nota de Empenho, para valores situados abaixo dos limites 
de Tomada de Preços e Concorrência. 
III. Os contratos podem ser alterados unilateralmente pela 
Administração Pública quando houver modificação do 
projeto ou das especificações, para melhor adequação 
técnica aos seus objetivos. 
IV. A variação do valor contratual em razão de reajustes 
nele previstos é também considerada alteração contratual. 
 
a) V,V,V,F 
b) F,V,F,V 
c) F,V,F,F 
d) V,F,V,V 
e) V,V,F,V 
 
Comentários: Vamos analisar cada alternativa: 
 
I) VERDADEIRO, nos termos do art. 61, parágrafo único 
da Lei 8.666/1993: 
 
Parágrafo único. A publicação resumida do instrumento 
de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial, 
que é condição indispensável para sua eficácia, será 
providenciada pela Administração até o quinto dia útil do 
mês seguinte ao de sua assinatura, para ocorrer no prazo de 
vinte dias daquela data, qualquer que seja o seu valor, ainda 
que sem ônus, ressalvado o disposto no art. 26 desta Lei. 
 
II) VERDADEIRO, nos termos do art. 62 da Lei 
8.666/1993: 
 
Art. 62. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos 
de concorrência e de tomada de preços, bem como nas 
dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam 
compreendidos nos limites destas duas modalidades de 
licitação, e facultativo nos demais em que a Administração 
puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis, tais 
como carta-contrato, nota de empenho de despesa, 
autorização de compra ou ordem de execução de 
serviço. 
 
III) VERDADEIRO, nos termos do art. 65, I, “a” da Lei 
8.666/1993: 
 
Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser 
alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes 
casos: 
 
I - unilateralmente pela Administração: 
a) quando houver modificação do projeto ou das 
especificações, para melhor adequação técnica aos seus 
objetivos; 
 
b) quando necessária a modificação do valor contratual em 
decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu 
objeto, nos limites permitidos por esta Lei; Importante 
ressaltar que, em havendo alteração unilateral do contrato 
que aumente os encargos do contratado, a Administração 
deverá restabelecer, por aditamento, o equilíbrio 
econômico-financeiro inicial (art. 65, §6º). 
 
IV) FALSO. A variação do valor contratual em razão de 
reajustes nele previstos não é considerada alteração 
contratual. Geralmente, os reajustes servem apenas para 
adequar o valor do contrato às variações decorrentes da 
inflação, podendo ser registrados por simples apostila, 
dispensando a celebração de aditamento (art. 65, §8º): 
 
§ 8o A variação do valor contratual para fazer face ao 
reajuste de preços previsto no próprio contrato, as 
atualizações, compensações ou penalizações financeiras 
decorrentes das condições de pagamento nele previstas, 
bem como o empenho de dotações orçamentárias 
suplementares até o limite do seu valor corrigido, não 
caracterizam alteração do mesmo, podendo ser 
registrados por simples apostila, dispensando a celebração 
de aditamento. 
 
Gabarito: alternativa “a” 
 
 
 
(ESAF – Pref./RJ) Referente aos contratos 
administrativos, assinale a opção incorreta. 
a) É motivo de rescisão contratual a subcontratação parcial 
do objeto do ajuste, desde que não admitida no edital e no 
contrato. 
b) Considera-se condição de eficácia do contrato 
administrativo a publicação do seu extrato na imprensa 
oficial. 
c) A Lei 8.666, de 1993, mitigou a lição tradicional de óbice 
à "Exceção de Contrato não Cumprido", por parte do 
particular, quando houver inadimplemento da 
Administração, prevendo hipótese de rescisão contratual 
em face do atraso de pagamento pelo Poder Público. 
d) É vedada a realização, pela Administração, de 
contratação verbal, de sorte que todo ajuste pressupõe 
formalizaçãomediante termo de contrato. 
e) O contratado é responsável pelos danos causados 
diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de 
sua culpa ou dolo na execução contratual, não excluindo ou 
reduzindo tal responsabilidade a fiscalização do ajuste por 
agente da Administração. 
 
Comentários: Vamos procurar a alternativa incorreta: 
 
a) CERTA, nos termos do art. 78, VI da Lei 8.666/1993: 
 
Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato: 
 
(...) 
VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a 
associação do contratado com outrem, a cessão ou 
transferência, total ou parcial, bem como a fusão, cisão ou 
incorporação, não admitidas no edital e no contrato; 
 
b) CERTA, nos termos do art. 61, parágrafo único da Lei 
8.666/1993: 
 
Parágrafo único. A publicação resumida do instrumento 
de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial, 
que é condição indispensável para sua eficácia, será 
providenciada pela Administração até o quinto dia útil do 
mês seguinte ao de sua assinatura, para ocorrer no prazo de 
vinte dias daquela data, qualquer que seja o seu valor, ainda 
que sem ônus, ressalvado o disposto no art. 26 desta Lei. 
 
c) CERTA. De fato, não há restrição absoluta a que o 
particular oponha a exceção do contrato não cumprido em 
desfavor da Administração. Nos termos do art. 78, XV da 
Lei 8.666/19993, o contratado pode requerer a rescisão do 
ajuste no caso de atraso superior a 90 dias dos pagamentos 
devidos pela Administração. Antes desse prazo de atraso, 
porém, o contratado não pode se opor à execução do 
contrato, mesmo que não receba o pagamento devido. 
 
d) ERRADA. Em regra, os ajustes firmados pela 
Administração devem ser escritos e formalizados mediante 
instrumento de contrato (caso o valor esteja nos limites de 
concorrência e tomada de preços) ou outros instrumentos 
hábeis, tais como carta-contrato, nota de empenho de 
despesa, autorização de compra ou ordem de execução de 
serviço (art. 62). Assim, em regra, é nulo e de nenhum efeito 
o contrato verbal com a Administração. Todavia, a lei 
admite exceção, permitindo a contratação verbal em caso 
de pequenas compras (valores não superiores a R$ 
4.000,00), o chamado regime de adiantamento (art. 60, 
parágrafo único). 
 
e) CERTA, nos exatos termos do art. 70 da Lei 8.666/1993: 
 
Art. 70. O contratado é responsável pelos danos causados 
diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de 
sua culpa ou dolo na execução do contrato, não excluindo 
ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o 
acompanhamento pelo órgão interessado. 
 
Gabarito: alternativa “d” 
 
 
 
(ESAF – Mtur) Assinale a opção correta. 
a) É possível, em determinadas situações previstas 
legalmente, contrato verbal com a Administração Pública. 
b) Segundo a legislação vigente, a licitação destina-se a 
garantir apenas a observância do princípio constitucional da 
isonomia e a promoção do desenvolvimento nacional. 
c) O pregão é modalidade licitatória prevista na Lei n. 
8.666, de 1993. 
d) Não se observa a existência de cláusulas exorbitantes em 
contratos administrativos. 
e) Uma vez publicado o edital, a licitação não pode ser 
revogada. 
 
Comentário: Vamos analisar cada alternativa: 
 
a) CERTA. Segundo a Lei 8.666/1993, é possível contrato 
verbal com a Administração Pública no caso de pequenas 
compras de pronto pagamento (até R$ 4.000,00), feitas em 
regime de adiantamento. 
 
b) ERRADA. Além do princípio constitucional da isonomia 
e da promoção do desenvolvimento nacional, a licitação 
também se destina a garantir a seleção da proposta mais 
vantajosa para a administração, nos termos do art. 3º da 
Lei 8.666/1993: 
 
Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do 
princípio constitucional da isonomia, a seleção da 
proposta mais vantajosa para a administração e a 
promoção do desenvolvimento nacional sustentável e 
será processada e julgada em estrita conformidade com os 
princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da 
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade 
administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, 
do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. 
 
c) ERRADA. O pregão é modalidade licitatória prevista na 
Lei 10.520/2002, e não na Lei 8.666/1993. 
 
d) ERRADA. A característica marcante dos contratos 
administrativos é justamente a presença de cláusulas 
exorbitantes, que conferem certos privilégios à 
Administração na relação contratual, com fundamento na 
supremacia do interesse público sobre o particular. São 
cláusulas exorbitantes: alteração e rescisão unilateral, 
fiscalização do contrato, aplicação de sanções, ocupação 
temporária de bens, pessoal e serviços, exigência de 
garantias e restrição à oposição da exceção do contrato não 
cumprido. 
 
e) ERRADA. A Lei 8.666/1993 prevê duas hipóteses nas 
quais a licitação poderá ser revogada (após a publicação do 
edital, logicamente): 
 
* por razões de interesse público decorrente de fato 
superveniente devidamente comprovado, pertinente e 
suficiente para justificar tal conduta, mediante parecer 
escrito e devidamente fundamentado (art. 49). 
 
* a critério da Administração, quando o convocado não 
assinar o termo de contrato ou não aceitar ou retirar o 
instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos 
(art. 64, §2º). 
 
Ressalte-se que a licitação não poderá ser revogada depois 
de assinado o contrato. 
 
Gabarito: alternativa “a” 
 
 
 
(ESAF – CGU) Na elaboração dos contratos a serem 
celebrados pela Administração Pública, são cláusulas 
necessárias, exceto: 
a) os casos de rescisão. 
b) o regime de execução e a forma de recebimento. 
c) o cronograma de desembolso dos recursos. 
d) o crédito pelo qual ocorrerá a despesa. 
e) o objeto e seus elementos característicos. 
 
Comentários: O art. 55 da Lei 8.666/1993 define que “são 
cláusulas necessárias em todo contrato as que 
estabeleçam”: 
 
I. Objeto e seus elementos característicos. 
II. Regime de execução ou forma de fornecimento. 
III. Preço, condições de pagamento e critérios de ajuste. 
IV. Prazos de início e de conclusão, de entrega. 
V. Crédito pelo qual correrá a despesa. 
VI. Garantias oferecidas, quando exigidas. 
VII. Direitos e responsabilidades das partes, penalidades 
cabíveis e valores das multas. 
VIII. Casos de rescisão. 
IX. Reconhecimento de direitos da Administração em caso 
de rescisão por inexecução do contrato. 
X. Condições de importação, quando for o caso. 
XI. Vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a 
dispensou. 
XII. Legislação aplicável. 
XIII. Obrigação do contratado de manter as condições de 
habilitação e qualificação exigidas na licitação. 
 
Verifica-se que, dentre as alternativas, apenas o 
cronograma de desembolso dos recursos (opção “c”) não 
é uma cláusula necessária prevista na lei. 
 
Gabarito: alternativa “c” 
 
 
 
(ESAF – ATRFB) Conforme determina a Lei n. 8.666, de 
21 de junho de 1993, são cláusulas necessárias em todo 
contrato administrativo: 
 
I. o objeto e seus elementos característicos. 
II. o preço e as condições de pagamento. 
III. o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação 
da classificação funcional programática e da categoria 
econômica. 
IV. a obrigação do contratado de manter, durante toda a 
execução do contrato, em compatibilidade com as 
obrigações por ele assumidas, todas as condições de 
habilitação e qualificação exigidas na licitação. 
V. os casos de rescisão. 
 
a) Todas as assertivas estão corretas. 
b) Apenas as assertivas I, II, IV e V estão corretas. 
c) Apenas as assertivas I, II e V estão corretas. 
d) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas. 
e) Apenas as assertivas I e II estão corretas. 
 
Comentário: Trata-se do mesmo tema da questão anterior. 
Neste caso, todas as alternativas listadas constituem 
cláusulasnecessárias previstas no art. 55 da Lei 8.666/1993. 
Portanto, correta a alternativa “a”. 
 
Gabarito: alternativa “a” 
 
 
 
(ESAF – CGU) São contratos que podem durar além da 
vigência da Lei Orçamentária Anual, exceto: 
a) os contratos autorizados pelo plano plurianual. 
b) a contratação de serviços contínuos. 
c) a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos 
históricos, de autenticidade certificada, desde que 
compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou 
entidade. 
d) a contratação de equipamentos e programas de 
informática. 
e) a locação de imóvel destinado ao atendimento das 
finalidades precípuas da administração, cujas necessidades 
de instalação e localização condicionem a sua escolha, 
desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, 
segundo avaliação prévia. 
 
Comentários: De acordo com o art. 57 da Lei 8.666/1993, 
a duração dos contratos administrativos ficará adstrita à 
vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto 
quanto aos relativos: 
 
I - aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas 
metas estabelecidas no Plano Plurianual, os quais poderão 
ser prorrogados se houver interesse da Administração e 
desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório; 
 
II - à prestação de serviços a serem executados de forma 
contínua, que poderão ter a sua duração prorrogada por 
iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de 
preços e condições mais vantajosas para a administração, 
limitada a sessenta meses; (Redação dada pela Lei nº 9.648, 
de 1998) 
 
IV - ao aluguel de equipamentos e à utilização de 
programas de informática, podendo a duração estender-
se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início 
da vigência do contrato. 
 
V - às hipóteses previstas nos incisos IX [segurança 
nacional], XIX [material de uso das Forças Armadas], 
XXVIII [alta complexidade tecnológica e defesa nacional] 
e XXXI [pesquisa científica] do art. 24, cujos contratos 
poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses, caso 
haja interesse da administração. 
 
Portanto, as opções “a”, “b” e “d” estão contempladas nos 
incisos acima, de tal sorte que ficamos entre as alternativas 
“c” e “e”. Quanto a esta última, referente aos contratos de 
locação de imóveis para uso da Administração, a 
jurisprudência do TCU entende que eles não estão sujeitos 
aos limites constantes do art. 57 da Lei 8.666/1993 
(Acórdão 1.127/2009-Plenário). Portanto, só nos restou a 
letra “c”, que é o gabarito. Com efeito, a aquisição ou 
restauração de obras de arte e objetos históricos constitui 
hipótese de licitação dispensável, mas está prevista no 
inciso XV do art. 24 da Lei 8.666/1993, ou seja, não está 
em um daqueles incisos do art. 24 que autorizam a 
prorrogação por prazo superior à vigência dos créditos, 
conforme se vê no art. 57, V, acima transcrito. 
 
Gabarito: alternativa “c” 
 
(ESAF – CGU) O Tribunal de Contas da União, em sede 
de tomada de contas ordinária, recomendou a autarquia 
federal que se abstivesse de prorrogar determinado contrato 
firmado após procedimento licitatório ocorrido sob a 
modalidade de Pregão. 
 
Acatando a recomendação do TCU, a autarquia iniciou 
procedimento licitatório para a contratação do mesmo 
objeto, deixando de prorrogar a contratação. 
 
Acerca do caso concreto acima narrado, indique a opção 
correta. 
a) O TCU deveria ter chamado a empresa prejudicada em 
oitiva, visando garantir o contraditório e a ampla defesa. 
b) A empresa prejudicada teve ferido seu direito a 
contratação, adquirido quando se saiu vencedora da 
licitação. 
c) Há apenas expectativa de direito da empresa à 
prorrogação do ajuste, estando a decisão no âmbito de 
discricionariedade da Administração. 
d) Sendo a relação jurídica travada entre o TCU e a 
Administração Pública Federal, ambos deveriam ter se 
preocupado em garantir o contraditório e a ampla defesa 
à empresa prejudicada. 
e) O contratado somente não faria jus à prorrogação se a 
contratação não tivesse sido precedida de licitação. 
 
Comentário: Para resolver a questão, necessário conhecer 
a jurisprudência do STF firmada no MS 26.250/DF, de 
17/2/2010: 
 
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃO 
DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, QUE 
DETERMINOU A NÃO PRORROGAÇÃO DE 
CONTRATO ADMINISTRATIVO. INEXISTÊNCIA DE 
DIREITO LÍQUIDO E CERTO. VIOLAÇÃO DAS 
GARANTIAS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA 
DEFESA NÃO CONFIGURADA. 1. Não há direito 
líquido e certo à prorrogação de contrato celebrado com 
o Poder Público. Existência de mera expectativa de 
direito, dado que a decisão sobre a prorrogação do ajuste 
se inscreve no âmbito da discricionariedade da 
Administração Pública. 2. Sendo a relação jurídica 
travada entre o Tribunal de Contas e a Administração 
Pública, não há que se falar em desrespeito às garantias 
constitucionais do contraditório e da ampla defesa. 
3. Segurança denegada. 
 
Portanto, há apenas expectativa de direito da empresa à 
prorrogação do ajuste, estando a decisão no âmbito de 
discricionariedade da Administração. No caso, o TCU (que 
determinou à Administração que não prorrogasse 
o contrato) não precisaria ter chamado a empresa 
prejudicada em oitiva. Assim, correta a alternativa “c”. 
 
Por oportuno, vale saber que, de modo contrário, em se 
tratando de determinação do TCU para que a 
Administração promova a anulação de contrato 
administrativo, o Tribunal de Contas deve promover a 
oitiva dos particulares prejudicados, garantindo-lhes, 
assim, o direito ao contraditório e à ampla defesa (MS 
23.550/DF(23)). 
 
23 Ver jurisprudência ao final da aula. 
 
Gabarito: alternativa “c” 
 
 
 
(ESAF – CGU) Em se tratando de serviços, executado o 
contrato, o seu objeto será recebido provisoriamente, pelo 
responsável por seu acompanhamento e fiscalização, 
mediante termo circunstanciado assinado 
a) pelo fiscal em até cinco dias úteis da comunicação escrita 
do contratado. 
b) pelo fiscal em até quinze dias úteis da comunicação oral 
do contratado. 
c) pelo gestor administrativo em até três dias úteis da 
comunicação escrita do contratado. 
d) pelas partes em até quinze dias da comunicação escrita 
do contratado. 
e) pelas partes em até três dias da comunicação escrita do 
contratado. 
 
Comentários: A resposta é a letra “d”, nos termos do art. 
73, I, “a” da Lei 8.666/1993: 
 
Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será recebido: 
 
I - em se tratando de obras e serviços: 
a) provisoriamente, pelo responsável por seu 
acompanhamento e fiscalização, mediante termo 
circunstanciado, assinado pelas partes em até 15 (quinze) 
dias da comunicação escrita do contratado; 
 
b) definitivamente, por servidor ou comissão designada 
pela autoridade competente, mediante termo 
circunstanciado, assinado pelas partes, após o decurso do 
prazo de observação, ou vistoria que comprove a adequação 
do objeto aos termos contratuais, observado o disposto no 
art. 69 desta Lei; 
 
Gabarito: alternativa “d” 
 
 
 
(ESAF – CGU) São motivos para a rescisão do contrato 
administrativo, exceto: 
a) a alteração social ou a modificação da finalidade ou da 
estrutura da empresa, que prejudique a execução do 
contrato. 
b) a subcontratação total ou parcial do seu objeto, não 
admitidas no edital e no contrato. 
c) a alteração do valor do contrato para reduzi-lo em vinte 
por cento. 
d) o atraso injustificado no início da obra, serviço ou 
fornecimento. 
e) o não cumprimento de cláusulas contratuais, 
especificações, projetos e prazos. 
 
Comentários: Para responder a questão, necessário 
conhecer o art. 78 da Lei 8.666/1993: 
 
Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato: 
 
I - o não cumprimento de cláusulas contratuais, 
especificações, projetos ou prazos; 
 
II - o cumprimento irregular de cláusulas contratuais, 
especificações, projetos e prazos; 
 
III - a lentidão do seucumprimento, levando a 
Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão 
da obra, do serviço ou do fornecimento, nos 
prazos estipulados; 
 
IV - o atraso injustificado no início da obra, serviço ou 
fornecimento; 
 
V - a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, 
sem justa causa e prévia comunicação à Administração; 
 
VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a 
associação do contratado com outrem, a cessão ou 
transferência, total ou parcial, bem como a fusão, cisão 
ou incorporação, não admitidas no edital e no contrato; 
 
VII - o desatendimento das determinações regulares da 
autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua 
execução, assim como as de seus superiores; 
 
VIII - o cometimento reiterado de faltas na sua execução, 
anotadas na forma do § 1o do art. 67 desta Lei; 
 
IX - a decretação de falência ou a instauração de insolvência 
civil; 
 
X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do 
contratado; 
 
XI - a alteração social ou a modificação da finalidade ou 
da estrutura da empresa, que prejudique a execução do 
contrato; 
 
XII - razões de interesse público, de alta relevância e amplo 
conhecimento, justificadas e determinadas pela máxima 
autoridade da esfera administrativa a que está subordinado 
o contratante e exaradas no processo administrativo a que 
se refere o contrato; 
 
XIII - a supressão, por parte da Administração, de obras, 
serviços ou compras, acarretando modificação do valor 
inicial do contrato além do limite permitido no § 1o do art. 
65 desta Lei; 
 
XIV - a suspensão de sua execução, por ordem escrita da 
Administração, por prazo superior a 120 (cento e vinte) 
dias, salvo em caso de calamidade pública, 
grave perturbação da ordem interna ou guerra, ou ainda por 
repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo, 
independentemente do pagamento obrigatório 
de indenizações pelas sucessivas e contratualmente 
imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras 
previstas, assegurado ao contratado, nesses casos, o direito 
de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações 
assumidas até que seja normalizada a situação; 
 
XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos 
devidos pela Administração decorrentes de obras, serviços 
ou fornecimento, ou parcelas destes, já recebidos ou 
executados, salvo em caso de calamidade pública, grave 
perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao 
contratado o direito de optar pela suspensão do 
cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada 
a situação; 
 
XVI - a não liberação, por parte da Administração, de área, 
local ou objeto para execução de obra, serviço ou 
fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das fontes 
de materiais naturais especificadas no projeto; 
 
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, 
regularmente comprovada, impeditiva da execução do 
contrato. 
 
Parágrafo único. Os casos de rescisão contratual serão 
formalmente motivados nos autos do processo, assegurado 
o contraditório e a ampla defesa. 
 
XVIII – descumprimento do disposto no inciso V do art. 27, 
sem prejuízo das sanções penais cabíveis. 
 
A alteração do valor do contrato em até 25% é uma cláusula 
exorbitante, que será aplicada independentemente do 
consentimento do particular, daí o erro da opção “c”. 
 
Gabarito: alternativa “c” 
 
 
 
(ESAF – CGU) A secretaria de obras de determinado 
Estado membro da Federação firma, em nome do Estado, e 
após regular procedimento licitatório, contrato 
administrativo para a realização de obra pública. Entre as 
demais cláusulas do termo de contrato, há dispositivo que 
prevê a possibilidade de paralisação da obra por parte da 
Administração, hipótese em que as partes acordariam a 
respeito. 
 
Considerando o caso concreto acima narrado, assinale a 
opção correta à luz da jurisprudência do STJ. 
 
a) Trata-se de hipótese em que o contrato merecia aditivo 
capaz de resguardar o seu equilíbrio econômico-financeiro. 
b) Quando a suspensão das obras se der em razão de 
interesse público, não há que se falar em indenização ou 
reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. 
c) Como a paralisação da obra constava do termo de 
contrato, a contratada deveria tê-la embutido no preço 
contratado. 
d) Em se tratando de contrato administrativo, era dado à 
Administração rescindir ou suspender unilateralmente o 
pactuado sem qualquer indenização. 
e) A paralisação da obra, já prevista em instrumento 
contratual integra a álea ordinária, ainda que o termo 
contratual disponha que haverá acordo a seu respeito. 
 
Comentário: A jurisprudência do STJ a que o comando da 
questão se refere é a seguinte decisão, tomada no REsp 
734.696/SP, de 16/10/2007 (Informativo 336): 
 
ADMINISTRATIVO – CONTRATO 
ADMINISTRATIVO PARA EXECUÇÃO DE OBRA –
PARALISAÇÃO TEMPORÁRIA POR INTERESSE DA 
ADMINISTRAÇÃO – PREVISÃO CONTRATUAL – 
ARTS. 65 E 78 DA LEI 8.666/93 – 
RESSARCIMENTO DOS PREJUÍZOS – VIOLAÇÃO 
DO ART. 535 DO CPC: INEXISTÊNCIA. 
 
1. Inexiste ofensa ao art. 535 do CPC se o Tribunal, ainda 
que implicitamente, examina a tese em torno dos 
dispositivos tidos por violados. 
2. Persiste o dever de indenizar os prejuízos causados em 
decorrência de interrupção temporária de obra pública, por 
iniciativa da Administração. 
3. Embora legítima a interrupção contratual, impõe-se o 
dever de indenizar os prejuízos suportados pelo particular 
em decorrência da paralisação, para resguardar 
a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do 
contrato. 
4. Recurso especial provido em parte. 
 
Agora vamos ver cada alternativa: 
 
a) CERTA. A assertiva me parece incompleta, mas quer 
dizer que a paralisação da obra prevista numa das cláusulas 
do contrato de fato ocorreu durante a sua execução. Sendo 
assim, o contrato precisaria ser revisto, 
mediante aditivo, a fim de resguardar a manutenção do 
equilíbrio-econômico 
financeiro do ajuste. 
 
b) ERRADA. Segundo a jurisprudência do STJ, embora 
legítima a interrupção contratual, impõe-se o dever de 
indenizar os prejuízos suportados pelo particular em 
decorrência da paralisação, para resguardar a 
manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do 
contrato. 
 
c) ERRADA. No fundamento da decisão acima, o STJ 
manifestou o entendimento de que, embora a possibilidade 
de paralisação da obra já estivesse prevista do contrato, não 
seria óbvio que qualquer contratante, nessas circunstâncias, 
embutisse no preço do contrato os eventuais 
prejuízos advindos de uma eventual paralisação, até porque 
não seria previsível, de antemão, o montante desses 
prejuízos, se não estabelecido previamente quanto tempo 
duraria a interrupção e se essa, efetivamente, iria ocorrer. 
Daí, portanto, a justificativa para se reestabelecer, por meio 
de aditivo, o equilíbrio econômico-financeiro inicial, se por 
acaso ocorrer a efetiva paralisação da obra durante a 
execução do contrato. 
 
d) ERRADA. Como dito, a suspensão ou a rescisão 
unilateral do ajuste impõe à Administração o dever de 
indenizar o contratado pelos prejuízos suportados. 
 
e) ERRADA. Segundo a jurisprudência do STJ, a 
possibilidade de paralisação da obra já prevista em 
instrumento contratual não integra a álea ordinária, pois não 
há como saber, de antemão, por quanto tempo a paralisação 
irá durar e mesmo se, de fato, irá ocorrer. Sendo assim, 
a paralisação da obra durante a execução do contrato 
constitui motivo para revisão mediante aditivo, a fim de 
reestabelecer o equilíbrio econômicofinanceiro. 
 
Gabarito: alternativa “a”

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