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pode haver reabsorção dos dentes 
inferiores então na hora de desocluir o 
paciente precisa desocluir em grupo. 
-0 que é desocluir em grupo? Quando 
desocluo o paciente de lado, quando o faz 
guia canina, o canino superior e inferior 
toca e não toca em mais ninguém, isso é 
desoclusão em guia e em grupo todo 
mundo toca junto (tem que ser todo 
mundo tocando junto e isso é chamado 
ajuste oclusal)
• Quem ajusta muito no ajuste oclusal é o
pessoal da prótese e o ortodontista tem
que saber sobre ajuste oclusal
• Se o canino descer no lugar do lateral
manter ele no lugar e depois pede o
pessoal da estética reanatomizar, se o
paciente quiser (o bom de reanatomizar a
primeira coisa é a questão da estética e a
segunda coisa é a parte da oclusão).
Aula de ortodontia – crescimento e desenvolvimento crânio-facial (Dia 18/02) 
- O que se precisa entender sobre crescimento crânio-facial?
- Uma criança de 4 anos pode colocar aparelho? Pode, porém não é muito comum e não vai 
fazer grandes efeitos e só tem dentição mista. Colocar aparelho só faixa de 7/8 anos com ajuda 
da odontopediatra e quando o primeiro molar permanente nasce e ele prepara tudo para 
colocar aparelho.
- O é que Cefalometria? É o crescimento da face e crescimento de crânio e tem que entender 
quando pegar um trançado cefalométrico (é uma técnica que avalia a estrutura óssea e 
dentária de um paciente, sendo utilizada para o planejamento ortodôntico.)
- A face do paciente ele diz muito sobre qual tipo de aparelho usar.
- Existe um crescimento facial avalia um crescimento do crânio. Hunter afirmou que ao passar 
do tempo a região de pré-molar e primeiros molares não tem alteração de investimento ou não 
sofre alteração significativa. A distância dos primeiros molares de leite e com a substituição dos 
pré-molares permanentes não tem alteração. O osso cresce porque ele cresce na região 
posterior e na região do ramo.
- Como a mandíbula cresce? No centro de crescimento dela, o centro de crescimento da 
mandíbula cabeça da mandíbula (côndilo mandibular).
- Na década de 80 se usava muito um aparelho ortopédico em crianças chamada mentoneira -
aparelho mentoneira são apoiados e com base na mandíbula, na tentativa de alterar a direção 
de crescimento da mesma (vem de mento), (usava dos 5 anos até os 18/21 anos) usava um 
capacete que segurava o queixo e a intenção era de não deixar o paciente crescer e o virar uma 
paciente classe III com um queixo lá pra frente. Quando retirava a mentoneira o que acontecia 
a cabeça do côndilo se remodelava (ele não endurecida) e paciente voltava até crescimento 
mandibular.
- Espaço livre de nance esse espaço corresponde a 1.8 milímetros a mais do espaço na arcada 
inferior e 0.8 na arcada superior, esse espaço é fundamental do primeiro e segundo molar de 
leite é fundamental para o nascimento do primeiro pré-molar.
- Quando se fala de etiologia da classificação está falando de fatores que atrapalham o 
crescimento.
- Um menino de 8 anos de idade que já tem os primeiros molares perdidos já tem que indicar 
para o ortodontista porque ele vai manter esses espaços porque se não vai ter que fazer 
extração lá na frente. Porque diminuiu muito na literatura fala em 32% em 2018 no índice 
extração pré-molar.
- Por que, hoje em dia, algumas odontopediatrias estão vendo esse erro acontecer, já estão 
encaminhando aos ortodontistas e o dentista está fazendo sua intervenção. Então, Humphrey, 
ele realizou uma pesquisa com porcos. O que que ele fez? Bem interessante, em 1861, ele 
amarrou um fio de latão na altura da mandíbula para que ele avaliasse o ramo anterior da 
mandíbula e o ramo posterior.
- Se o Humphry está falando que o ramo posterior está crescendo e o ramo anterior está sendo 
reabsorvido, então depois de um tempo, quando eu tirar esse anel, o que que vai acontecer?
Esse anel não recebe o fio, isso aqui vai estar cheio de osso, isso aqui vai dar um pouco de osso.
- Foi exatamente o que aconteceu. Olha a mandíbula crescendo para trás. Há o ramo anterior 
no ramo posterior da mandíbula e o centro de crescimento é aqui. Então, aqui está tendo o 
que? Uma cripta óssea. É fácil. É só a gente pegar uma mandíbula, não sei se vocês tiveram 
acesso.
- Então, cem anos de diferença, Humphry, 1871, e o Hunter, 1771. O que eles quiseram falar?
Que o crescimento da mandíbula acontece na região posterior, e existe uma reabsorção na 
região anterior, exatamente isso aqui.
- Quando você pega a mandíbula de uma pessoa de uns 5 ou 10 anos que já morreu, você vai 
ver que tem um crescimento de osso muito maior que na mandíbula. É muito raro, muito raro, 
quando o paciente toma uma porrada, ele quer dar o osso da mandíbula. Isso é muito ruim. 
Fora que a mandíbula, junto com o osso da gente, é uma região de muita deposição óssea.
- Galera, falando de crescimento, eu não vou falar especificamente de cefalometria, mas só 
para vocês entenderem como é fácil o entendimento de crescimento cefalométrico, todo 
mundo, principalmente até dentro da especialização, a galera tem muito medo de 
cefalometria. A cefalometria, eu achava que eu ia colocar aparelho, não, você tem que 
entender de cefalometria.
- Óbvio que vocês vão ver um 5% do que a gente fala no nosso dia a dia de cefalometria, mas 
tem coisas muito simples de avaliar para vocês entenderem. Nós temos, óbvio, eu vou avaliar 
quatro pontos só para vocês verem como é que é simples.
- O ponto naso, o nome mesmo que já está falando, ele fica entre o osso frontal e o osso nasal, 
tá, o ponto naso, isso aí você vai falar mais especificamente para vocês na 3º unidade, na 
verdade.
- O ponto sela, que é um ponto que fica na sela túrcica, sela túrcica é onde fica a glândula 
hipófise, né, sela túrcica. A sela túrcica é uma cavidade do osso esfenoide, na base do crânio, 
que abriga a glândula pituitária.
- O ponto A, que é o ponto mais profundo da maxila, e o ponto B, que é o ponto mais profundo 
da mandíbula.
- Com esses quatro pontos, eu já consigo começar a fazer uma interpretação de cefalometria, 
né, eu consigo ver alguns traçados que vão me ajudar.
- Esses quatro pontos aí, eu começo a fazer um traçado deles, sela, naso, A, sela, naso, B. E 
com isso aí a gente vai começar a fazer uma interpretação ortodôntica sobre isso. Então, sela, 
naso, A, sela, naso, B. Existe uma medida padrão que o ângulo de sela, naso, A, corresponde a 
82 graus, e sela, naso, B, corresponde a 30 graus.
- Daqui a gente tira uma medida que é o ângulo, que a média é 22 graus, ok? Quanto maior 
esse ponto, quanto maior esse ângulo aqui, mais isso aqui fica assim, ó, ele vai crescendo, aqui 
é 82, aqui é 88, aqui é 95, tudo aí vai embora. O que que isso significa? Quanto maior esse 
ângulo, a média é 82. Quanto maior esse ângulo, mais a maxila está inclinada.
- Pra trás ou pra frente? Pra frente. Então, são pacientes que têm excesso de maxila, são 
pacientes que têm uma orvejet muito grande. Vocês entendem quando falo orvejet? Um 
orvejet muito grande.
- É, a gente chama de trespasse, é uma coisa. Eles têm uma orvejet muito grande. Né? E o
contrário acontece. Quando o paciente tem um SNA menor do que 82, 75, SNA 70, o que que
acontece? A maxila do paciente está pra trás. Então, geralmente são pacientes que tem
mordida cruzada anterior.
- Aonde a gente vê isso? A gente vê na face. Primeiro, aqui já avalia a face. A gente olha dentro
e a gente olha sempre no interior. Não tem segredo não. Vou dar um exemplo pra vocês. A
média é SNA 82 e SNP 80.
- Eu vou dar um exemplo aqui, ó. O meu SNP tá igualzinho. Era pra ser 80, o paciente tá com
80. Ok? Mas o SNA era pra ser 82, o paciente tá com 89. Então, o que que eu espero? Eu
espero, ó, 82 e 80. A média é essa. Mas o meu paciente, ele tá com 80 aqui embaixo, mas ele tá
com 82 aqui.
- Então, eu espero o paciente com um orvejet grande. Olhando pra face desses pacientes, face,
esquecem o número, isso aí é ancestral. Olhando pra face dele, eu tenho um paciente que o
lábio superior tá bem mais nafrente do que o lábio inferior.
- E eu tenho um paciente oposto, que o labio inferior tá na frente do lábio superior. Tendo isso
aqui como exemplo, falando que a mandíbula desse paciente tá ok e que a maxila dele tá
grande, você acha que esse exemplo é do paciente 1 ou do paciente 2? Paciente 1. Isso a gente
olha na face. Não tem segredo.
- A gente vê o número do paciente, por isso que os traçados cefalométricos e por isso que a
nossa interpretação, quando você pede uma documentação ortodôntica, não sei se algum de
vocês já tiveram essa curiosidade, quando a gente pede os traçados cefalométricos, a primeira
coisa que a gente vê é a face do paciente. Depois é o dente e lá no fundo são os traçados se
falam cefalométricos. É dessa avaliação que a gente faz.
- Então, olha a língua deitária. Paciente com overjet grande e o paciente com mordida cruzada
anterior. Você acha que qual é esse exemplo? Mandíbula tá boa e a maxila do paciente tá
grande.
- É esse paciente aqui, ó. Esse paciente aqui é um paciente que tem excesso de maxila. Então,
se ele tem excesso de maxila, o ortodontista vai trabalhar onde? Na maxila. E onde é o
problema? Se ele tivesse um problema na mandíbula, a gente tivesse ou mexia na mandíbula.
- Olhando o exemplo contrário, eu tenho um paciente que a maxila tá boa, a média é 82 e ele
tá com 82. A mandíbula tá 80, tá com 89. Agora o problema desse paciente é a mandibular.
Precisa traçar esses pontos. O ortodontista dentro da especialização, a gente tem que traçar
todos esses pontos. Só que quando você vai pegando prática, a gente não faz mais esses
traçados.
- Ele já vem pronto na cefalometria o problema é que você tem que saber interpretar. Se você
não souber interpretar, você não vai saber tratar o paciente.
- Essa é a história. O paciente... Só pra dar uma noção pra vocês como é que funciona hoje. Se
você não tem muita prática de acompanhar em alguma clínica ortodôntica ou odontológica por
aí.
- Então, um paciente que tem a mandíbula grande é um paciente que tem isso aqui. Essa é a
característica aqui. Essa é a característica. É uma mordida cruzada anterior. Então, qual é o pior
tipo de mordida que a gente tem? Mordida cruzada.
- O que é mordida cruzada? Qualquer dente superior está atrás do dente inferior. Qualquer 
dente superior está atrás do dente inferior. Isso é mordida cruzada.
- Então, é o pior tipo de mordida que existe. Ela tem que ser resolvida para ontem. Entendeu?
Eu estou com o caminho daqui em cima, está atravessado na máxima. Deixa ele lá. Ele está 
provocando mal nenhum. Descruza a mordida.
- Esses valores de SNA e SNB são valores de referência, né? São valores de referência. 
Dependendo da idade, do sexo, da raça, esse valor de referência muda? Não. É sempre o 
mesmo/ é uma média.
- Todos os passados que a gente usa hoje são passados cefalométricos americanos. Isso tem 
uma grande discussão, só que a galera também não está muito afim de briga, não. O que 
acontece? Como eu falei para vocês, o padrão americano é muito igual.
- O branco americano e o negro americano são iguais. Eles têm um padrão muito igualzinho. As 
cefalometria que a gente usa são cefalometria vindas dos Estados Unidos, que não tem o 
padrão de crescimento nosso.
- Só que o cara demorou vinte, trinta, quarenta, cinquenta anos para fazer essa pesquisa. 
Então, os brasileiros, até porque nós aprendemos a cefalometria com eles, então a galera não 
quer mexer. Então, se fosse para fazer um padrão brasileiro, exemplo, exige a cefalometria que 
a cefalometria USP, da Universidade de São Paulo.
- Aí você fala, nossa, a USP inventou a cefalometria. Não é nenhuma. A USP só fez pegar várias 
cefalometrias juntas, dividiram no que eles acreditavam, o que eles gostavam mais e fizeram a 
cefalometria deles. Eu uso a cefalometria de Higgins. Higgins foi um ortodontista americano. 
Então, a padronização é igual.
- Só que, por isso, Danilo, que hoje a gente avalia isso, a cefalometria ela me dá um norte, mas 
ela não me posiciona, exemplo, quando eu vejo uma medida dessa, quando eu vejo uma face 
dessa, eu estou lá, um pouco preocupado se isso aqui é 82, 90, 91, meu olho clínico já está me 
dizendo que isso aqui está ruim. É meu olho que define. Lógico que isso é uma dúvida e 
aprendizado.
- Cada um, exemplo, dentro da própria ortodontia, vocês vão ver, quem for ser ortodontista, a 
ortodontia ela é gigantesca ali dentro. Tem gente hoje, dentro da ortodontia, que só trabalha 
com criança, que só trabalha com alinhador, alinhador é o invisalign, que é uma marca mais 
famoso, tem gente que só trabalha com aparelho fixo, cada um tem sua habilidade e o seu 
nicho clínico da ortodontia.
- Tem uma classificação que tem somente 125 anos. E que, até hoje, todo mundo fala dessa 
classificação. Ela nunca vai mudar. Nunca. Então, essa classificação é uma classificação que vai 
seguir a vida toda. Ela já tem 125 anos, e não vai mudar.
- Que é classe I, classe II e classe III. Que é a classificação das maloclusões. Falar uma coisa para 
vocês que já me perguntaram. Esse nome, maloclusões, é um termo americanizado, como todo
o nosso, da ortodontia, vem tudo dos Estados Unidos. Os maiores ortodontias eram
americanos. E 90% deles já morreram. Então, a maioria dos termos ortodônticos são
americanos.
https://www.invisalign.com.br/
https://www.invisalign.com.br/
https://www.invisalign.com.br/
https://www.invisalign.com.br/
- Então, quando eu falo má oclusão, fica parecendo que toda oclusão que eu falo, ela é I. Não, 
não, não. Nós temos 3 masoclusões. Classe I, classe II, classe III. A classe I é uma maloclusão 
boa.
- E por que tem esse nome maloclusão? É por causa de um termo americanizado. Então, 
quando eu falar para vocês, o paciente está em classe I, como é que funciona? Eu estou lá na 
clínica. Daniel, chegou um paciente novo. Quem é o paciente? É o Joãozinho lá. Ô, aluno, esse 
paciente está em que classe? Eu não preciso ir lá. Ele já tem que classificar para mim.
- Ele fala assim, professor, o paciente está em classe I. Eu vou ensinar para vocês a classe de 
molar. Mas hoje a gente usa muito mais a classe de canino. Mas vocês não vão aprender isso.
- Isso não faz parte do nível de graduação. Aí o aluno fala, Daniel, ele está em classe I do lado 
direito de molar, classe II do lado direito de canino. Quando ele vai falando isso, eu já vou 
arquitetando aqui na minha cabeça.
- Como que está o paciente? Como é que é? Porque eu classifiquei ele. Ele já está classificado. 
Ah, beleza. Continua aí. Aí eles ficam falando comigo. Como é que você consegue conectar 
isso? Ele fala, está em classe II do lado direito, classe I. Ele está com apinhamento ou não? Está, 
entendi.
- Então, a classificação serve para a gente se comunicar com o ortodontista. Aí, as patologias 
entre as maiores prevalências do ser humano. É a maloclusão, ele serve para quê? Para a gente 
trocar ideia com o ortodontista. Ou com o dentista.
- A classificação foi feita pelo Angle, tanto que a gente chama classe de Angle, classe I de Angle, 
tá? Ela foi feita, esse é o Angle, em 1900, ele é considerado o quê? O pai da ortodontia. Então, 
não existe um ortodontista, nenhum lugar do mundo que não conheça o Angle.
- Ele inventou esse negócio de classe I, classe II e classe III em 1900. Em 1900, ele fundou a 
primeira escola americana e mundial de ortodontia. Então, a ortodontia é a especialidade mais 
antiga que existe na odontologia.
- Em 1900, o Angle inventou essa classificação e a gente segue ela até hoje. E não tem como 
mudar. Então, o cara é um gênio, em 1900, o cara já fez uma classificação que até hoje ela tá 
correta. Já tentaram modificar, mas não tem como, ela tá muito amarrada, muito embasada 
cientificamente. Então, ele escreveu, olha o que o Angle alava, a ortodontia é aquela ciência 
que tem como objetivo a correção da má oclusão dos dentes. Por isso, é um termo 
americanizado.
- Má oclusão. Então, o que a gente faz? A gente desalinha os dentes, né? Então, olha o que ele 
pensou em 1900. Colocarvários anéis em cada dente.
- Gente, até a década de 70/80, se usava a ortologia dessa forma, tá? Desse jeito, colocando 
anel nos dentes e colocando um aparelho pra tentar ganhar espaço. Então, o aparelho, ele 
pensou dessa forma, como ele poderia movimentar os dentes. Ok? Então, ele criou essa 
técnica que se hoje no dia se for muito comum, que se chama Edwards, hoje em dia não se usa 
mais essa técnica, é a técnica que se usa fio reto, que a gente tira as borrachinhas, coloca um 
fio novo e coloca as borrachinhas novas.
- É assim que se chama Straight-Wire. Então, antigamente é como fazia. E tinha muitas alças. 
Então, o paciente ficava uma hora, duas horas de cadeira pra você conseguir fazer isso. Hoje
em dia o paciente fica 10 minutos, 5 minutos. Tira, coloca a borrachinha. Então, essa é a 
técnica. Então, falar, galera, da classe I, classe II. Primeira coisa, um erro, tá? 
- Um erro bem simplesinho, mas muita gente comete. Não é classe 1 numeral. É classe I dessa 
forma aqui, ó. I, II e III. Então, não é numeral 1, não. Então, não pode colocar numeral 1, 2 e 3.
- Então, vamos falar de cada uma dessas classificações. Essa é a classe que a gente mais sonha 
em terminar os tratamentos ortodônticos. É a classe I. Então, se vocês, pacientes de fundo, lá 
pra trás, terminaram os seus casos em classe I, significa que você tem uma boa conclusão.
- Significa que o seu ortodontista trabalhou bem, tá? Algumas vezes, a gente já recebe isso aqui 
pronto no paciente. Ótimo!
- Genética, que é o primeiro fato de maloclusão. Então, pra ficar de uma forma fácil, bem 
simplesinha, o que é classe I? É super fácil. Ó, a cúspide mesiovestibular do primeiro molar 
superior, ela tem que estar encaixada no sulco das duas cúspides mesial e distal do primeiro 
molar inferior. Um dente 16 e um dente 46. Essa cúspide aqui, ó. A mesiovestibular, essa a 
cúspide mesiovestibular, ela tem que encaixar exatamente entre a cúspide mesial e a cúspide 
distal. Quando vocês, quando esse encaixe tá feito, é o paciente classe I. Então, quando a gente 
tá lá, eu tô lá do outro lado da clínica, aí um colega fala Daniel, o paciente Joãozinho tá em 
classe I. Ele tá me dizendo que o paciente tá essa posição, classe I. A cúspide mesiovestibular, 
ela tá ocluindo no meio da cúspide mesial e na cúspide distal. Então, essa é a classe I.
- E a classe II e a classe III, ela é bem simples. Quando esse molar inferior anda pra frente, o 
paciente é classe III. Quando esse molar inferior anda pra trás, é classe II. Simples assim. Então, 
essa é a cúspide, essa é a classe I. Então, essa é a classe I, é a vida toda.
- Essa é a melhor oclusão que o paciente pode ter. Então, vocês vão perceber que o molar 
quando ele tá em classe I, é muito comum, é muito comum ele até assentar de tão bem 
posicionado. Então, Daniel, exige uma linha que vai tá crescendo um pouquinho, vai demorar 
ainda, mas tá crescendo.
- Exigem ortodontistas que confiam tanto na sua oclusão pós tratamento no protocolo que já 
indica onde o paciente ia não usar a contenção. Ele fala, eu confio no lugar que eu deixei os 
meus dentes. Eu já tive vários pacientes que eu já tirei aparelho e eles relatavam para mim que 
nunca usarão aquela contenção. Usei um mês, depois perdi, joguei fora, esqueci o shopping, 
sei lá. E eu nunca mais usei. Depois de 5, 6, 7 anos, o que que a gente vê? Que a oclusão 
continua assentada.
- Se você deixar o seu molar em oclusão e o seu caninho em oclusão, pouquíssimas coisas saem 
do lugar. Principalmente os pré-molares não saem do lugar nenhum. O pré-molar nada mais é 
do que um puxa saco, não é? O pré-molar ou ele puxa o saco do caninho ou ele puxa o saco do 
molar.
- Ele tá exatamente no meio. Se o molar encaixou e o caninho encaixou, o pré-molar não vai 
pra lugar nenhum, tá? Ou o que atrapalha são os incisivos. Por que os incisivos movimentam?
Os incisivos movimentam porque estão na região mais anterior da arcada, onde as forças 
musculares (língua, lábios e bochechas) exercem maior influência. Diferente dos molares e 
caninos, que possuem raízes maiores e um encaixe mais estável na oclusão.
- Nosso dente, ele nada mais é, ele tá preso agora vamos falar do incisivo inferior. O dente tá 
preso no osso por quê? Por um ligamento periodontal. O que que é um ligamento periodontal?
- Pega uma borracha, vocês não são dessa época não, os pais, vocês são, pegava dinheiro e
amarrava com a borracha, né? Bolo de dinheiro amarrava com a borracha. Pega uma borracha
daquela, estica ela, esticou aqui, e solta. Ela volta pra posição original. Esticou, volta pra
posição original. Quando você estica ela e ela rompe o limite de elasticidade, e você solta ela,
ela tende a voltar pra sua posição original.
- Só que ela vem toda flácida. E exige uma situação pior, que você esticou tanto ela que ela
rompeu. Nosso ligamento periodontal é a mesma coisa.
- Quando você faz um movimento ortodôntico, o dente tá assim, e você posicionou ele assim.
Você esticou o ligamento periodontal. Quando você tira o aparelho, ele tem tendência de
querer voltar pra sua posição original.
- Por isso que a gente usa a contenção. Então é o seguinte, quanto mais estável você deixa o
seu aparelho, desculpa, a sua mordida, menos esse movimento que os dentes querem fazer
acontece. Mas, isso vai acontecer a vida toda.
- Tem um estudo da PUC do Rio Grande do Sul, muito legal. Top estudo. Agora tem dois
estudos. A pessoa morreu, morreu. Os caras, pegam o cara morto, mas os caras tem que ter
até três horas que eles tenham morrido, e os caras fazem movimento ortodôntico. E avaliam o
movimento ortodôntico.
- Existe movimento ortodôntico mesmo depois da morte. Significa que você vai ter movimento
ortodôntico a vida toda. O tratamento está estável ou não, por isso que a gente usa a
contenção.
- Agora, o que que a gente vê no dia a dia? Quanto mais estável é o seu tratamento
ortodôntico, mais os dentes vão querer sair do lugar. Qual é o lugar da nossa boca que menos
osso a gente tem? Você sabe? Onde tem maior dificuldade de osso. Onde é? Simples.
- Aqui, olha. Você sente a raiz do dente. Significa que o dente que mais movimenta pós
tratamento ortodôntico são as quatro sensíveis inferiores. Por isso você tem que terminar o
tratamento e acabou o tratamento e colocar uma contenção.
- Um dia a gente vai brigar sobre contenção. Porque muita gente usa uma contenção que é
assim, não é isso? Vocês não usam essa contenção? A gente usa essa contenção. A gente usa
essa contenção, eu uso desde quando eu faço o tratamento. Essa contenção não é higiênica.
Ela tem o nome de higiênica porque você consegue passar o fio deitado.
- Só que já está comprovado por mais de mil anos que essa contenção ela fica muito na base do
incisivo. E na hora que você instala ela, como que a gente instala a contenção? A gente segura
a contenção com o fio dental ou com o próprio dedo e coloca resina. Tem vários e vários
estudos que vão contar esse pedido de estudo que quando você coloca o seu dedo você gerou
pressão no dente e o dente sai do lugar com essa pressão.
- Esse é o primeiro fator. E o segundo como ela é em zig-zag o incisivo do paciente não está
assim o incisivo do paciente está assim ela não faz isso essa região aqui é a região de acúmulo
gigantesco de tártaro. E aí a gente divide.
- Qual o maior inimigo do ortodontista? O periodontista. O periodontista odeia o ortodontista
claro que está certo porque o ortodontista esculhamba o periodonto ele faz uma
movimentação que não é para fazer e ele coloca uma porcaria com a contenção que não era
suportável então não use contenções higiênicas já caíram por terra.
- Tem que usar a contenção reta, reta quando você coloca a contenção reta alguém vai falar, 
mas com a contenção reta você não vai conseguir passar o fio dental o que a gente faz, a gente 
coloca a contenção um pouco mais para o cervical e ensina o paciente a entrar com o fio dental 
angulado ele consegue higienizar aqui essa região.
- A internet está explodindo de relatosnão existe na literatura um único relato de a contenção 
higiênica melhor que a reta.
- Classe II presta atenção aqui eu não falei para vocês que a classe I é essa posição a cúspide 
mesiovestibular está ocluindo no meio da cúspide vestibular e distal, o que é a classe I? A 
cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior oclui no suco mesiovestibular do primeiro 
molar inferior vocês, como estudantes de graduação, têm que saber isso aqui certinho ok?
- Classe II quando ele está para a frente esse molar inferior ele é classe III então, ele acontece o 
que? Uma mesio oclusão, e quando ele está para trás, ele acontece uma disto oclusão, então, o 
que é a classe II? essa cúspide aqui, galera, vocês estão percebendo que essa cúspide não está 
mais no sulco olha o sulco aqui vocês estão vendo a região mais escura? essa região mais 
escura é o sulco mesiovestibular, ele já passou o sulco mesiovestibular, ou seja, de duas uma ou 
o molar inferior andou para trás ou o molar superior andou para frente, tanto faz a 
interpretação, se ele não está no sulco, se esse suco está para trás ele está em disto oclusão, 
então, é um paciente classe II se eu for classificar esse paciente é um paciente classe II lado 
direito classe II lado esquerdo, 70% dos brasileiros são classe II setenta por cento de nós se a 
gente for fazer uma avaliação ortodôntica de todos nós setenta por cento da gente vai estar 
em classe II, ok?
- A classe II é de origem genética, vieram de onde? Dos portugueses e a gente já sabe de tudo 
portugueses, negros, índios e por aí vai embora e a gente está em classe II e setenta por cento 
da gente, tá?
- A classe III, a tão temida classe III, todo mundo morre de medo da classe III olha o que que 
acontece óbvio que eu mostrei uma classe III gigantesca olha o molar superior onde é que está, 
olha o molar inferior onde é que está, uma classe III gigante olha o molar superior a cúspide 
mesiovestibular ela tenta ocluir o sulco, ou seja, o molar inferior está para frente ele está 
mesializado então é um paciente classe III.
- Então, o que que a gente tem que entender? a gente tem que entender o que vai ser o futuro 
se eu tenho um paciente com essa arquitetura de boca com isso aqui, tudo para frente você 
acha que o paciente vai com o queixo para trás ou com o queijo para frente? está tudo para 
frente então, o paciente está assim se chover muito, ele vai afogar então olha a face do 
paciente com a classe II.
- Então, por isso que a gente já avalia o paciente, galera. Por face. Quando eu bato o olho nesse 
paciente aqui, ó. Eu já sei que o paciente é classe II.
- A classe I, galera. Ô Daniel, quais são os maiores problemas da classe I? É só um detalhe. A 
maioria, a esmagadora maioria, os pacientes da classe I, eles não têm problemas no que?
Esqueléticos.
- O osso dele é todo bonitinho. Quando você vai olhar lá na cefalometria, tá tudo dentro do 
padrão. Quando você vai olhar a face do paciente, tá tudo dentro do padrão. Tá? Então, a 
classe I, ele tem muito que é alteração dentária. Por exemplo, vocês estão vendo o dente 22 
cruzada, mas é um dentinho só cruzado e não é esquelético.
- Ao invés dele nascer pra vestibular, ele nasceu pra palatina. É só você colocar o aparelho e 
descruzar isso. Não tem dificuldade nenhuma, não tem segredo nenhum.
- A classe II é a única classe que tem divisão. Divisão 1, divisão 2.
- Divisão 1, os incisivos superiores estão vestibularizados.
- Divisão 2, os incisivos superiores estão retro inclinados.
- Divisão 1, vocês estão vendo que o paciente não tá em classe 2? Olha que molar, ó. Que classe 
é essa? II. Por que II? O meu molar não tá para trás? Quando ele não tá para trás, ele não é 
classe II? Ele já é classe II. Só que a classe II, eu divido isso, que é divisão 1, divisão 2.
- Divisão 1, quando os meus incisivos estão vestibularizados. Dá pra perceber que eles estão 
vestibularizados? Então esse paciente é uma classe II divisão 1. É como eu tô falando com 
vocês. Eu tô lá do outro lado da clínica, o aluno fala, Daniel, o paciente é classe II. Eu nem 
preciso perguntar pra ele. Ele já é treinado pra isso. Daniel, ele é classe II, divisão 1. Então ele 
tem os incisivos superiores vestibularizados.
- E a classe II, os incisivos estão reto inclinados. Tá vendo que eles estão olhando pra trás? Eles 
estão reto inclinados. Tá? Geralmente, galera, quando os incisivos estão vestibularizados, o 
paciente é como se ele fosse um bico. Ele fica com um biquinho, porque os incisivos estão pra 
frente. E quando ele tá reto inclinado, isso aqui do paciente fica mais achatado. Isso aqui fica 
mais achatado. E ele pode ser dividido por lado direito ou lado esquerdo.
- O superior, na maioria dos pacientes classe II, ele é assim, inclinado pra trás. E o inferior, 
inclinado pra frente. Por que que o organismo faz que o superior incline pra trás e o inferior 
incline pra frente? Por que que o organismo faz que isso é natural? Esse paciente nunca usou 
aparelho.
- Por que que o incisivo superior é inclinado pra trás na classe III e o inferior pra frente? Você 
falou a oclusão. Existe um nome na ortodontia que se usa muito - compensação. O organismo 
tá tentando compensar algum tamanho esquelético. Então, o que que ele faz quando ele tenta 
compensar? Ele joga o inferior pra frente e o superior pra trás. Pra que que você tem a toque?
Na classe III, é o oposto.
- Na classe III não é assim. Então, o que que acontece na classe III? O incisivo inferior olhando 
pra trás, reto, inclinado, e o superior pra frente. Tá com toque. Agora a classe III. Olha o 
tamanho da classe III. Ou seja, o molar inferior tá pra frente. Classe III, ó. Estão percebendo 
que os incisivos inferiores estão reto inclinados? Ele tá compensando.
- Eles estão tendo compensação. O que eles estão compensando, Daniel? O organismo, ele é 
muito esperto. Ele tenta compensar um problema ósseo. Quando mais essa mandíbula cresce, 
mais esse toque vai se distanciando. E o que que o organismo deixa fazer? Reto, inclinado, o 
inferior, e vestibularizar o superior. Tá com toque.
- Só que um paciente que tem uma discrepância dentária muito grande, esse paciente faz 
cirurgia ortognática. Não dá pra ser compensar. 70% dos casos a gente consegue compensar. 
Mas tem casos que não dá pra compensar. Então, casos de classe III. Por que que muita gente 
tem medo da classe III? Porque a classe III é uma classe que incomoda a face.
- A origem da classe III já é esquelética. Vocês estão percebendo que o paciente está com o lábio inferior 
na frente do superior? Protocolo de classe 3. Eu usei máscara facial mesmo. Ele está em formação e 
você consegue manipular o uso.
AULA DE ORTODONTIA – OCLUSÃO MORMAL NA DENTADURA DECÍDUA E MISTA (dia 25/02) 
- O objetivo da aula de hoje é você compreender as características normais dessa dentição
decídua. É um período de transição de decídua para o permanente, que é o que a gente chama
de dentadura ou dentição mista. Existem algumas coisas que acontecem durante,
principalmente na dentição mista, que para pessoas que não estão com aquele conhecimento
sobre a oclusão, podem achar que é um aparecimento de uma má oclusão, mas não.
- Então, algumas coisas são características que, com a evolução dos permanentes, influenciam
a estabelecer uma oclusão normal. E, muitas vezes, quando a gente não tem alguma dessas
características, aí sim que a gente pode confiar que vai surgir uma má oclusão aí. Então, a
gente vai trabalhar, na aula de hoje, nessa questão das características.
- Então, quando a gente tem um bebê que não tem nenhum dente na boca, vai erupcionar,
geralmente, o padrão, são os primeiros incisivos centrais interiores. A gente sabe que os dentes
decíduos, eles são guias de erupção para os permanentes. Mas, para os decíduos, não existe
um dente prévio para a guia de erupção.
- Então, no caso dos decíduos, eles apresentam. Então, ele acaba tendo como guia de erupção
lábios, língua, bochecha, para orientação no momento de erupção do dente.
- Então,normalmente, os primeiros dentes são incisivos centrais inferiores a se erupcionar.
- Então, quando está acontecendo esses processos de erupção, o dente não está
desempenhando nenhum tipo de função, porque ele ainda está em processo de
estabelecimento até o plano oclusal. Então, ao erupcionar, a criança vai ter um espaço entre
língua e lábio, porque vai ter um incisivo central impedindo essa comunicação direta de lábio
inferior com a língua do paciente.
- Então, a língua e o lábio guiaram esses dentes no caminho correto da erupção, posicionando
corretamente ali na arcada. Então, a língua também serve como esse guia de erupção.
- Então, depois da erupção do incisivo central, erupciona-se o incisivo lateral inferior.
- Então, vai aparecer aquela cavidade bucal após algumas semanas, logo inserida. E aí, ao
encontrar os antagonistas inferiores, vai ter o estabelecimento da primeira relação oclusal,
após a erupção do incisivo inferior, após a erupção dos incisivos superiores, e aí a gente
começa a ter um contato oclusal ali dos superiores com os inferiores. E aí, em relação à ATM,
após a erupção desses dentes, começa-se a remodelação da ATM, além da criança.
- Então, tem um processo de levar o dente, a mandíbula mais pra frente, o movimento da
língua, sem abrir a boca. Então, remodela-se a ATM. E aí, a gente tem a erupção do primeiro
molar inferior, que também não tem o dente como guia de erupção.
- A erupção, eles são os tecidos moles que se fundam, o dente ali, através das características
morfológicas. Então, a superfície oclusal do primeiro molar inferior, nas proporções magistral,
com uma fossa a profunda, com as paredes também acentuadas, e vai erupcionar antes dos
seus antagonistas. Normalmente, a gente tem a erupção dos inferiores, ali primeiro, e dos
superiores.
- Obviamente, existe, às vezes, uma mudança na ordem de erupção, na ordem cronológica. A
gente existe uma ordem cronológica, mas, às vezes, há essa alteração ali, que também é
normal. Então, depois da erupção do primeiro molar inferior, vem a erupção do primeiro molar 
superior. 
- E aí, a gente tem ali o contato dessa cúspide mais proeminente, que é a mesiolingual, vai
encontrar em contato ali com o sulco central do primeiro molar inferior. E a gente tem uma
relação de oclusão aqui.
- E a gente vem para os caninos, que é uma característica normal da dentadura decídua, é a
gente ter um espaço entre a mesial canino superior e a distal do caminho inferior, que a gente
chama de espaços primatas.
- Então, geralmente, na erupção decídua, a gente tem esse diastema. Esse diastema favorece a
arcada para a troca dos incisivos decíduos para os incisivos permanentes, porque a distância
mesiolingual dos incisivos permanentes é bem maior do que os incisivos decíduos. E como a
maxila e a mandíbula está em processo de crescimento, de remodelação, então a gente já
deixa o espaço sobrando para que consiga ter esse processo de erupção até o crescimento da
arcada.
- Então, por isso que o normal é que a gente tenha esse espaço primata. Quando não se tem, a
tendência é que aquela criança tenha um apinhamento no momento de erupção desses
incisivos centrais permanentes. Então, é normal essa questão dos espaços primatas na arcada
dos tecidos.
- Então, a gente tem aqui como guia de erupção dos caninos, a distal, o canino superior a distal,
do lateral superior, ele é guia de erupção, não, é isso, e a mesial do primeiro molar inferior
como guia de erupção para o canino decíduo. Então, o canino inferior apresenta a superfície
distal incisivo lateral como guia e no superior a mesial do primeiro molar. E a gente tem o
segundo molar inferior que vai funcionar depois do primeiro molar.
- Então, a gente tem também como guia de erupção os tecidos moles e como a gente já tem o
primeiro molar em boca, o primeiro molar serve como guia de erupção para o segundo molar
também. Então, a face distal do primeiro molar vai ser esse guia de erupção para o segundo
molar. Então, no superior, o segundo molar vai funcionar depois no inferior e a gente tem uma
cúspide mais preeminente que é a mesiolingual que é que vai erupcionar primeiro e vai entrar
em contato primeiro em oclusão ali com o segundo molar inferior decíduo. E sua crista vai
desliza da inclinação da cúspide vestibular para distal do segundo molar inferior e entra na
oclusão no sulco distovestibular.
- Então, a gente tem aqui o que seria normal da guia de erupção dos dentes decíduos.
- Então, a gente tem primeiro os incisivos centrais dos dentes inferiores que vai nascer a partir
dos 6 meses que é normal até 10 meses, chegando até 1 ano, até 12 meses também a gente
fica normal a erupção dos dentes decíduos.
- Então, às vezes o atraso na erupção dos dentes acontece e não é um coisa ruim, não.
- Obviamente, a gente tem que ficar de alerta e se demorar muito mesmo, né? Se tem um ano
e meio e a criança ainda não teve a erupção dos dentes, a gente pode pensar em alguma coisa
de síndrome, agenesia, mas em fases de atraso acaba sendo normal, não é incomum, não.
Então, a gente tem os inferiores de 6 a 10 meses, superiores de 8 a 10 meses e a gente vai ter
normalmente primeiro a erupção dos inferiores e em seguida dos superiores.
- Então, central, depois lateral, depois primeiro molar, segundo molar e por último, às vezes
oscila, às vezes o segundo molar erupciona primeiro do que o canino, às vezes canino
erupciona primeiro porque o segundo molar, às vezes tem essa alteração aí.
- Então, a gente tem a erupção dos decíduos e aí vai começar a esfoliação.
- E aí, depois da erupção, a gente tem os movimentos expulsivos da mandíbula. Começa os
movimentos de lateralidade, de protrusão, retrusão e da mandíbula da criança. Então, a
protrusão da mandíbula é mais rasa e a excursão lateral apresenta um movimento mais
anteriorizado e horizontalizado.
- As excursões mandibulares de crianças com dentição decídua envolvem não apenas
translação, mas também rotação ali do disco da ATM, né? Do côndilo mandibular
- Então, vamos analisar um pouquinho essa dentição decídua. Então, a dentição decídua, ela
vai estar completa quando erupcionar todos os dentes. Obviamente, os segundos molares
decíduos e os caninhos estiverem todos em oclusão.
- Então, quando a gente olha na foto aqui dessa dentadura decídua dessa criança, a gente
percebe vários espaços, vários diastemas. O que, pra dentadura decídua, isso daqui é muito
bom, é muito favorável, porque provavelmente essa criança vai ter espaço para a erupção ali
dos permanentes. Obviamente, espaços muito exagerados pode ser que também fiquem esses
espaços exagerados na hora da erupção e diastemas também.
- Mas esse aqui, no caso da foto, não está tão exagerado não. Você tem uma dentição favorável
para a erupção dos permanentes, sem a preocupação de apinhamentos. Então, se vocês
observarem aqui, a gente tem uns espaços primatas, na mesial do caninho aqui, na distal do
canino, a gente também tem espaço primata.
- Então, isso aqui favorece muito. E aí, a gente tem a erupção do primeiro molar permanente
nas crianças, que é o mais comum, né? O mais comum é que a gente tenha a primeira erupção
dos primeiros molares inferiores. E é característico do início da dentição mista.
- Então, até passa a ser percebida por muitos pais desse dentinho aqui, que acham que é um
dente de leite/decíduo e já é um dentinho permanente. Quando a gente olha na mandíbula de
uma criança, a gente tem os dentes mais posicionados verticalmente na base óssea, porque a
gente tem essa região da atm mais paralela, do mesmo nível, né? Porque com o crescimento,
né? Com o crescimento, a gente tem uma deposição óssea aqui nessa região.
- Nessa região, então, vai crescendo, a atm em côndilo mandibular em altura e em tamanho,
em profundidade. Então, nas crianças, a gente tem essa posição aqui mais horizontal. Então, os
dentes, eles estão posicionados mais verticais aqui na base óssea.
- Então, a gente tem um plano aqui, a gente não tem uma curva despee muito acentuada na
dentição decídua. A gente tem aqui essa parte mais plana. A curva de Wilson, também, a gente
não consegue visualizar também nessa dentição decídua.
- Ela é característica mais para a dentição permanente. Então, a atm vai se localizar próxima ao
plano oclusal.
- E aí, vocês sabem que até a técnica pra bloqueio do nervo alveolar inferior é um pouquinho
diferente. Mais baixo, né? Porque é mais próximo aqui da região por conta da localização da
anatomia mesmo da mandíbula do nosso paciente e de uma criança, né? Então, a técnica, ela 
altera porque essa técnica, ela está localizada mais próximo do plano oclusal. 
- Então, à medida que a criança vai crescendo, a gente vai tendo essa articulação mais alta
porque a gente vai tendo deposição óssea aqui nessa região. Então, a atm ela vai ficando mais
distante do plano oclusal. E a gente tem a característica do crescimento facial.
- Então, às vezes, a gente tem até algumas anomalias que são crianças que têm um
crescimento exagerado aí. Por exemplo, se tiver um crescimento exagerado, a gente pode ter
um paciente que desenvolve uma característica de face longa, né? Então, às vezes, esse
paciente de face longa pode ter uma vida aberta, pode ter a exposição exagerada de gengiva,
de osso maxilar, pode ser respirador bucal. Se tiver um crescimento aqui anormal nesse
processo aqui de remodelação de ATM.
- Outra questão do crescimento que pode acontecer, por exemplo, se tiver um crescimento
exagerado de mandíbula. Então, o paciente que tem um crescimento exagerado pode
desenvolver a maloclusão que a gente chama de padrão classe III. Às vezes, o queixo, ele fica
mais proeminente, a gente acaba tendo uma mordida cruzada anterior, onde a mandíbula por
está mais proeminente. A gente não consegue ter a relação de taxa tampa, que é o normal,
que é a relação de oclusão normal que a gente espera.
- Então, a gente tem a mordida cruzada. Isso aí, na infância, pode... Esse crescimento
exagerado pode desencadear essas más oclusões. E aí, pra gente fazer o que nessas crianças
que a gente observa que tem uma relação de má crescimento? Tem situações clínicas na
ortodontia que a gente pode intervir no crescimento.
- A gente pode direcionar o crescimento. Então, por exemplo, se a gente perceber que uma
criança tem um crescimento exagerado de mandíbula, existe alguns aparelhos que a gente
pode utilizar no mento para segurar um pouco esse crescimento. Não quer dizer que a gente
vai impedir esse crescimento, mas a gente pode favorecer segurando.
- Ou, por exemplo, crianças que não têm o desenvolvimento adequado da maxila. Aí, a gente já
pode utilizar aparelhos, o ortopédico, que estimula esse crescimento de maxila, onde a gente
separa as estruturas intermaxilares ali, né? As arcadas. E a gente consegue um crescimento
ósseo ali na região.
- Quando vocês tiverem aula de aparelho, vocês vão entender melhor a função desses
aparelhos e cada situação clínica. Mas, às vezes, na orto, a gente consegue direcionar esse
crescimento. Por isso que é importante vocês entenderem o processo normal da dentição
decídua e mista.
- Porque tem coisas que a gente só consegue fazer durante a dentição mista. Depois que o
paciente já entrou em puberdade, a gente não consegue mais trabalhar direcionar esse
crescimento do paciente. Ah, o paciente nunca foi um dentista quando era criança. Já chegou
adulto, já teve um crescimento errado. E aí, como é que conserta? Aí, só uma ortognática
mesmo pra poder consertar. É uma cirurgia muito mais complexa.
- A gente já não consegue mais consertar só com o uso somente de aparelho. A gente
consertar de novo na cirurgia. E, na dentição decídua, a gente tem uma classificação que a
gente chama de classificação Baume.
- Na classificação Baume, ele apresenta dois tipos de arco. A gente tem o arco, que é o
característico da foto que está aqui em cima. A gente olha que tem vários diastemas, que, de
fato, já falei pra vocês, que favorecem durante o processo de troca da dentição decídua para
permanente, que a gente tem um arco aqui embaixo, tem um arco onde não tem nenhum tipo
de diastema.
- Então, a gente classifica como o arco superior tipo 1 e esse arco aqui tipo 2. Então, o tipo 1 é
esse arco aqui que tem esses diastemas que vai favorecer o bom posicionamento dos
permanentes. A gente tem uma distância mesiodistal dos decíduos que é bem menor dos
permanentes. Então, principalmente quando a gente vê uma criança ali na faixa de 7 anos, a
gente até acha um pouco feio aqueles dentes incisivos, centrais, permanentes, bem grandões,
numa boquinha pequenininha, fica tudo de estado perdido nessa região, porque ele está em
processo de crescimento mesmo.
- Então, nessa distância, quando o dente, o dente aí, não vai crescer mais. A próxima vez que
ele erupciona, ele não vai mudar de tamanho. Então, ele já erupciona grande.
- Então, por isso a importância desse diastema, porque se não tiver esse formato do tipo 2,
como esse aqui, a gente não tem diastema. Então, o dente, o que ele tem é apenas um
apinhamento. Porque na hora que esfoliar aqui, ele vai ocupar mais do que o espaço que ficou
disponível para ele.
- Então, acaba que os dentes, eles vão se apinhar e vão ficar ali com o espaço reduzido. E a
gente, em relação à classificação Baume, a gente tem os dois tipos de arco, que é o tipo 1 e o
tipo 2. E a gente tem, em relação ao degrau de distal, que a gente observa lá os molares, os
segundos molares decíduos ali. Então, a gente olha os segundos molares nas relações mais
distal.
- Geralmente, os de superiores, os segundos molares de superiores, eles ficam localizados mais
distal da arcada. Então, a gente chama de relação distal. Mas a gente tem outros tipos que
pode aparecer nos nossos pacientes.
- Então, por exemplo, pode ter paciente que tem esse degrau plano, onde a distal do segundo
molar superior onde coincide com a distal do segundo molar inferior, em relação a distal do
plano.
- Ou que tem uma característica normal, o segundo molar superior é um pouquinho mais
distalizado do que o primeiro molar inferior. E no, na relação mesial, a gente pode ter o inferior
um pouquinho mais distalizado.
- Então, a gente chama degrau distal, a gente chama aqui de degrau mesial, e aqui a gente
chama de distal e plano. Então, degrau plano aqui. Qual que é o degrau plano aqui? O distal.
- A diferença é o segundo molar aqui. O segundo molar, ele está mais para distal. Então, você
forma um degrau mesial. O degrau, ele está virado para mesial. Esse aqui tem uma relação
distal.
- O degrau distal ele vai causar alguma coisa na dentição permanente? Você vai causar em
relação a chave de oclusão né? Então, vai cair chave. É aquela chave que você está perdendo.
Classe I, classe II, classe III. Então, tem uma tendência para uma má oclusão de chave ali.
Porque se eu não tenho uma cúspide mesiovestibular ocluindo o sulco aqui eu tenho um
degrau mesial. É uma relação distal porque o superior está mais distalizado em relação ao 
inferior e ele forma um degrau virado para mesial. 
- O dente que é o segundo molar superior mais mesializado. Então, o inferior está mais
distalizado. Então, o degrau está virado para distal. Então, o degrau distal.
- Então, quando a gente observa o primeiro molar, ele não está com cúspide mesiovestibular
aqui. Ele fica aqui distal. Então, altera na relação molar essa relação distal.
- Então, se você já tem uma dentição decídua de um programa de relação de molar, então,
provavelmente na permanente pode erupcionar com esse problema. Então, provavelmente,
digamos que a gente tem um paciente que tem um degrau distal.
- Provavelmente, esse dente não tem essa criança, não tem o apinhamento anterior. Então,
esses dentes eles estão superiores. Eles estão mais mesializados. Então, por isso que formou
esse degrau.
- Ou no arco desse tipo aqui, a gente tem esse tipo de arco aqui. Não tem diastema nenhum.
Os dentes estão todos do lado de um do outro.
- Pode ser que esseaqui tenha um plano distal reto. Os molares eles se encontram aqui. A
distal superior com inferior se encontrou porque não teve diastema.
- Então, aparece também o parecido com uma oclusão. Em relação à curva de Wilson, eu já
falei para vocês que a gente não consegue ver essa curva de Wilson aqui na dentição decídua.
- Então, não é uma posição normal dessa dentição porque a gente tem os dentes ali, eu já falei
para vocês, mais inseridos, de maneira mais vertical na base óssea.
- Então, olhando com uma visão póstero-anterior, a gente tem uma leve inclinação ali do
superior e só para a gente conseguir formar a chave de oclusão ali.
- Mas a gente não consegue ver tanto essa curva de Wilson, igual a gente vê na dentição
permanente. E aqui, em relação a uma arcada, um esqueleto aqui de uma criança de 2 anos, a
gente consegue visualizar bem os germes dos permanentes aqui e na criança de 4 anos, a
gente consegue visualizar a diferença dos germes.
- Então, a gente tem uma rizogênese aqui formada melhor nos germes dos permanentes.
- Então, em relação ao desenvolvimento da dentição mista, a dentição mista inicia, como eu
falei para vocês, com a erupção dos primeiros molares inferiores permanente dá início a
dentição mista, e os dentes decíduos e permanentes estão simultaneamente presentes no
arco. Então, a partir do momento que a gente tem o permanente em arco, a gente denomina
essa dentição como mista, deixa de ser decídua, não precisa ter uma esfoliação de algum dente
para ser denominada como decídua.
- Então, quando a erupção do primeiro molar permanente, a gente marca a chave de oclusão
da dentição mista. Então, aqui a gente tem um paciente que está começando o processo de
erupção do primeiro molar permanente e aí a gente já tem os germes dentários dos outros
dentes para erupcionar e a gente já tem aqui os incisivos bem proeminentes, quase esfoliando
as raízes dos decíduos para acontecer esse processo de erupção. E aí, quando a gente tem a
erupção dos incisivos inferiores, que após o primeiro molar inferior, a gente tem a erupção dos
incisivos, essas raízes dos incisivos superiores, eles estão localizados mais para lingual dos
decíduos.
https://dicionario.priberam.org/p%C3%B3stero-anterior
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- Então, o que é muito normal, muito comum, acredito que vocês já tenham visto com bastante
frequência, é incisivo central inferior erupcionar na lingual dos decíduos e a gente tem aquela
retenção prolongada nos decíduos e a gente tem que extrair.
- E aí a gente não tem essas rizogênese, essa esfoliação da raiz do decíduo e a gente acaba
tendo que esfoliar, porque é uma característica do posicionamento dos incisivos permanentes,
eles erupcionam mais para lingual mesmo.
- E aí, quando a gente se depara no consultório com o paciente que tem uma retenção
prolongada no incisivo inferior decíduo, a gente extrai e aqueles permanentes ficam ali
localizados para lingual. Nessa situação, a gente não precisa se preocupar em, por exemplo,
instalar um aparelho pra poder trazer o dente pra posição vestibular normal. A gente não
precisa fazer isso, porque a própria força da língua dos movimentos de língua de deglutição vai
fazer esse movimento.
- O dente tende a se posicionar no local correto que é mais vestibularizado. É um processo
normal, acontece. O que não pode é deixar os decíduos no local e deixar a erupção completa
dos permanentes, porque tem mais dificuldade depois pra vestibularizar.
- Então, se for durante o processo de corrupção, é muito mais fácil a correção. Então, visualizou
isso, já tem que fazer a exodontia dos dentes que tem retenção prolongada. Isso serve pra
todos os dentes.
- A partir do momento que o dente começa a se erupcionar e o decíduo fica em retenção
prolongada, se não extrair, pode desencadear alguma má oclusão, porque aquele dente vai
ficar em mau posicionamento. E aí, a gente tem aqui nos incisivos, né? A gente tem os incisivos
irrompidos, e se vocês observarem os caninos, eles ficam que o canino permanente, ele fica
quase em cima da raiz aqui do lateral. As vezes a gente não tem muito espaço na arcada pra
canino.
- Então, canino é realmente muito comum que está impactado, muito comum, principalmente
em arcos de Baume tipo 2, onde não tem diastemas. Pode acontecer esse impactamento ali
dos caninos. Então, às vezes, pra orto, quando chega o paciente que não tem canino em boca,
a gente precisa achar um espaço, a gente precisa até extrair pré-molar permanente pra gente
conseguir tracionar o canino pro local dele.
- Porque, obviamente, você sabe que o canino é o dente mais importante da arcada em relação
de oclusão, movimento de lateralidade. É um dente muito robusto, com raiz robusta. Hoje em
dia, a gente não pode desperdiçar o canino, não.
- Eu prefiro mandar embora o pré-molar do que mandar embora o canino. E nessa fase em que
a criança está em processo de erupção dos incisivos superiores, da limitação decídua, que está
o período transitório da mista para permanente que está erupcionando os incisivos tanto
centrais quanto laterais, acontece, é uma coisa muito comum de acontecer nas crianças,
somente na faixa de 7 a 9 anos, essa fase do patinho feio. O que é essa fase do patinho feio? A
gente tem as coroas dos incisivos mais distalizadas, então elas ficam mais condicionadas de
maneira inclinada, que acaba causando um diastema grande nessa região.
- Aí já fica assim, a gente já tem uma criança que tem uma boca pequena, uns dedos enormes,
já fica uma coisa não muito bonita e aí muitas crianças aparecem com esse diastema na região
anterior. Como essa fase do patinho feio é um processo fisiológico normal dessa dentição
mista. Então, acontece e aí nessa fase do patinho feio a gente não intervém ortodonticamente.
- A gente não pode, por exemplo, instalar um aparelho aqui e tentar posicionar melhor esses
dedos na arcada e fechar esse diastema. Não é o momento de fazer isso.
- A gente precisa esperar concluir o processo de esfoliação e é muito difícil quando
ortodontista instala o aparelho fixo em dentição decídua e em 80% dos casos precisa se
esperar a formação da dentição permanente completa e precisa esperar para pensar em um
plano de tratamento daquele paciente obviamente existe situações que precisa fazer um
processo de ortopedia que a remodelação do crescimento aí é outro tipo (ortodontia fixa).
- Nessa fase do patinho feio não intervém ortodonticamente porque é um processo fisiológico
completo normal, tem essa raízes dos incisivos centrais lingualizadas e as coroas distalizadas,
por isso que se tem essa divergência dos incisivos eles se divergem e forma um diastema, esse
diastema ele tende a diminuir com a erupção dos laterais, a partir do momento que o laterais
permanentes se erupcionam começa a fechar esse diastema e quando o canino começa a
erupcionar o diastema ele é fechado completamente na maioria dos casos.
- Então a partir da erupção dos caninos é como se fosse os incisivos guardando o espaço dos
caninos e a raiz do canino fica mais posicionado em cima raiz do lateral então essa divergência
é como se fosse uma proteção que o próprio corpo faz para proteger essa raiz e a raiz faz o
movimento lingualização pare ceder o espaço para o canino se erupcionar e o canino vai se
erupcionando essa coroa que está divergente porque a raiz está lingualizada. Persiste por 3 a 4
anos, terminando entre os 10 a 14 anos.
- Com a erupção dos caninos e pré-molares vão ocorrer as grandes trocas na oclusão, o
crescimento prossegue com o osso depositando atrás do distal dos primeiros molares.
- Então a deposição óssea de crescimento ela vai acontecendo e a partir do que vai
acontecendo a troca e a partir do momento vai acontecendo a troca vai acontecendo mais
crescimento tanto de mandíbula como a de maxila.
- E o segundo molar é quando encerra o ciclo da dentição mista e quando acontece a esfoliação
do segundo molar decíduo, erupciona um dente na distal do primeiromolar permanente
aonde já se mantinha nenhum decíduo em boca e aí já começa a chamar com essa criança com
dentição permanente completa.