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Fundamentos do 
Ensino da Língua 
Portuguesa
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Sumário
Fundamentos epistemológicos: históricos e metodológicos 
 Panorama histórico do ensino de Língua Portuguesa 
 Transformações na metodologia de ensino de Língua 
Portuguesa 
Aprender e ensinar na escola 
 Texto como unidade de ensino: como utilizá-lo? 
Objetivos - conteúdos e orientações para a docência do 
português 
 Educação infantil - objetivos - conteúdos e orientações 
didáticas 
 Ensino fundamental - objetivos - conteúdos e orientações 
didáticas 
 Tratamento didático dos conteúdos pelo professor de Língua 
Portuguesa 
Avaliação de aprendizagem na educação infantil e anos iniciais 
do ensino fundamental 
 Panorama histórico da avaliação 
 O que significa avaliar? 
 O processo avaliativo na educação infantil e primeiros anos 
do ensino fundamental 
 Avaliação e os tipos de função 
Referências 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forma necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma competência for concluído 
e questões forem explicadas. 
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@faculdadelibano_
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Fundamentos 
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Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa Capitulo 1
Fundamentos epistemológicos: 
históricos e metodológicos
Bentes e Mussalim (1997) denominam essas práticas que privilegiam a gramática de 
visão formalista da língua, aquela que se atém aos aspectos normativos e a como eles 
se relacionam.
Essa priorização da gramática pode ser como uma tradição histórica, que está embasada 
em uma concepção de caráter clássico da língua, que muitas vezes desconsidera as 
interações comunicativas e a diversidade linguística que possuímos em nosso país. Essa 
concepção de que saber português se dá pelo domínio da gramática tem seu cerne 
estabelecido com a chegada dos jesuítas no Brasil.
A priorização da gramática no ensino brasileiro teve sua base fundamentada com a 
chegada dos jesuítas, que propuseram em seu ensino o aperfeiçoamento do português 
que encontraram entre os indígenas que habitavam nossas terras. 
Assim, permitiam que professores que tivessem aprendido e tivessem completo domínio 
da gramática normativa apenas ensinassem gramática, completando, assim, uma 
tradição normativa com poucas perspectivas de mudanças.
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de perceber que no Brasil é 
priorizado o ensino da língua materna a partir da gramática tradicional, 
ou seja, da norma culta. Não é raro ouvirmos afirmações de que saber 
a gramática é dominar completamente a Língua Portuguesa, isto é, 
comunicar-se efetivamente nas mais diversas esferas comunicativas. 
Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Fundamentos epistemológicos: históricos e metodológicos Capitulo 1
Panorama histórico do ensino de Língua Portuguesa
FIGURA 1
Sala de aula tradicional
FONTE
Pixabay
A exaltação da gramática no ensino brasileiro foi sendo reforçada por algumas normas 
legislativas no decorrer dos tempos. 
Lima (1985) cita que, por exemplo, em 1959, tivemos a Portaria nº 36, do Ministério da 
Educação e Cultura (MEC), que, em suma, disciplinava a adoção da nomenclatura 
gramatical brasileira, bem como recomendava que esta fosse usada em um ensino 
de caráter programático, além de prever exercícios constantes de verificação da 
aprendizagem.
Ainda segundo esse estudioso, a Portaria nº 36 concebia grande relevância à revisão da 
doutrina gramatical com, por exemplo, exercícios de repetição, e também à realização 
de pesquisas constantes, para verificar os equívocos mais recorrentes em relação ao 
uso da gramática realizado pelos discentes.
Nesse sentido, podemos perceber que não havia espaço para variação e diversidade 
linguística, sendo considerado plausível aquele aluno que meramente fizesse bom 
uso das regras e normas gramaticais, práticas essas bastante comuns no ensino 
tradicional. 
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Fundamentos epistemológicos: históricos e metodológicos Capitulo 1
Essa portaria reforça, portanto, a importância da gramática em detrimento de outras 
práticas pedagógicos que considerassem o aluno em sua totalidade linguística.
Já a Lei nº 5.692/1971, apesar de ter apresentado uma pequena evolução no quadro da 
legislação, também reproduzia uma situação bastante paradoxal do ensino da Língua 
Portuguesa. 
Em síntese, segundo Lima (1985, p. 2), “a legislação assume a posição de distinguir um 
ensino centrado no uso da língua de um ensino a respeito da língua”. Isso fica muito 
evidente na leitura do Parecer nº 853/1971. 
Vejamos o que Lima (1985, p. 2) nos afirma:
O artigo 5º desse Parecer afirma que nas séries iniciais, sem ultrapassar a quinta, 
a língua será desenvolvida sob a forma de Comunicação e Expressão, tratada 
predominantemente como atividade; em seguida, até o fim desse grau, sob a 
forma de Comunicação em Língua Portuguesa, tratada predominantemente 
como área de estudo; no ensino do 2º grau, sob a forma de Língua Portuguesa e 
Literatura Brasileira, tratada predominantemente como disciplina. (LIMA, 1985, p. 2)
O estudioso também cita o artigo 4º, que definia que as atividades deveriam propor 
que os discentes atingissem a sistematização do conteúdo e também definia que, 
nas disciplinas, a aprendizagem seria desenvolvida, de forma predominante, sobre 
conhecimentos sistemáticos.
Explicando Melhor
Esses fatores, como podemos perceber, dificultavam os avanços na 
metodologia do ensino da Língua Portuguesa, devido, principalmente, 
à exclusividade da gramática em detrimento de outras práticas 
pedagógicas.
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Fundamentos epistemológicos: históricos e metodológicos Capitulo 1
Uma característica bastante marcante dessa época, impulsionada pelo processo de 
industrialização, era a apresentação de alunos prontos para o mercado de trabalho, 
com bastante foco na memorização de informações e conteúdos em vez de saber 
empregá-los de forma correta e agir em relação a eles.
Era característica dessa época a apresentação de produtos feitos e acabados, assim 
como a memorização. Surgiram, então, as transformações sociais decorrentes da 
industrialização. Seus valores começaram a passar pelo crivo de uma forte e contínua 
crítica e muita rejeição.
Transformações na metodologia de ensino de Língua Portuguesa
Com as transformações sociais no decorrer dos tempos, devido aos processos que 
decorreram da industrialização, começaram, então, a emergir fortes críticas e rejeição 
a esse modelo focado puramente no ensino da gramática.
Nesse novo modelo, o professor teria a tarefa de mediador de conhecimentos, levando 
a criança a saber questionar, criticar, pensar e criar novos modelos, partilhando 
conhecimento de uma forma constante e aberta, aceitando opiniões e diversas formas 
de pensar e falar.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certezade que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido os fundamentos epistemológicos, históricos e metodológicos, 
além do panorama histórico do ensino da língua portuguesa e as 
transformações na metodologia de ensino em português.
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@faculdadelibano_
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Aprender 
e ensinar 
na escola
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Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa Capitulo 2
Aprender e ensinar na escola
Como podemos notar, o ensino-aprendizagem não deve se prender somente ao 
ensino da gramática tradicional ou memorização de conteúdos. O professor de Língua 
Portuguesa deve compreender que o ensino não deve ser somente pautado na 
gramática normativa e que o seu domínio não é o bastante para determinar se um 
aluno tem conhecimentos suficientes para o domínio da Língua Portuguesa e de seus 
usos nas mais diversas esferas comunicativas. 
Assim, segundo Lima (1985), o ensino de Língua Portuguesa deve estar pautado em dois 
principais aspectos. Vejamos a seguir:
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender o que é aprender 
e ensinar na escola, bem como vai conhecer o texto como unidade de 
ensino e como utilizá-lo. Isto será fundamental para o exercício de sua 
profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá. Avante!
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Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa Aprender e ensinar na escola Capitulo 2
Exemplo: 
Um exemplo bastante claro que o professor de Língua Portuguesa pode utilizar é o uso 
das habilidades linguísticas em uma entrevista de emprego, na qual há necessidade 
de ser mais formal, normalmente, com um vocabulário mais rebuscado e o emprego 
adequado da norma culta. 
Por outro lado, em uma conversa com amigos, há espaço para informalidades, dialetos 
e gírias, já que esse é um contexto comunicativo em que existe maior proximidade com 
o receptor.
FIGURA 3
Organograma típico envolvendo o ensino da Língua Portuguesa
FONTE
Elaborado pelas autoras (2021).
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Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa Aprender e ensinar na escola Capitulo 2
Texto como unidade de ensino: como utilizá-lo?
FIGURA 4
O texto deve ser o foco no 
ensino da Língua Portuguesa
FONTE
Pixabay
Os Parâmetros Nacionais Curriculares – PCNs – (1997) afirmam que o ensino da Língua 
Portuguesa tem sido marcado, sobretudo, por uma sequência de conteúdos que buscam 
fazer com que o aluno saiba juntar letras ou sílabas para formar palavras e, por sua vez, 
juntar palavras para formar sentenças. 
Por fim, devem agrupar as sentenças para formar um texto. Essa abordagem meramente 
sistemática levou à concepção do texto apenas como um pretexto para se ensinar, no 
entanto sem que o aluno tenha compreensão e aprofundamento significativo no que 
está lendo ou escrevendo.
Assim, caso o professor de Língua Portuguesa tenha como objetivo promover a 
interpretação de texto, não deve tomar como unidade básica de ensino a letra, sílaba, 
palavra ou frase, pois estas, sem serem empregadas em um contexto de ensino, não se 
atêm à competência discursiva, que aqui é a peça principal.
O professor não deve focalizar a leitura do texto em palavras ou situações didáticas que 
possam emergir, mas considerar a leitura como unidade de ensino a ser trabalhada em 
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Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa Aprender e ensinar na escola Capitulo 2
sua totalidade, sendo complementar à escrita, como podemos ver neste excerto dos 
PCNs (1997):
Apesar de apresentadas como dois sub-blocos, é necessário que se compreenda 
que leitura e escrita são práticas complementares, fortemente relacionadas, que 
se modificam mutuamente no processo de letramento — a escrita transforma a 
fala (a constituição da “fala letrada”) e a fala influencia a escrita (o aparecimento 
de “traços da oralidade” nos textos escritos). São práticas que permitem ao aluno 
construir seu conhecimento sobre os diferentes gêneros, sobre os procedimentos 
mais adequados para lê-los e escrevê-los e sobre as circunstâncias de uso da 
escrita. (BRASIL, 1997, p. 41)
Precisamos também ressaltar que, muitas vezes, os professores tendem a facilitar demais 
os textos, com sentenças curtas e poucos parágrafos, desconsiderando as habilidades 
de seus alunos.
Logo, os PCNs (1997) mostram que é um grande equívoco por parte dos docentes de 
Língua Portuguesa tentar simplificar os textos para os alunos, pois acabam por negar as 
suas capacidades.
Ao contrário, deve-se aproximar esses discentes dos textos de qualidade, já que não é 
possível formar leitores assíduos – aqueles que leem fora do ambiente escolar – somente 
oferecendo textos simplificados ou empobrecidos, que não possuem a qualidade e a 
capacidade de instigar a formação de leitores.
FIGURA 5
Os textos trabalhados em aula 
devem ser de interesse dos alunos
FONTE
Pixabay
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Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa Aprender e ensinar na escola Capitulo 2
Muitas vezes, os professores insistem em textos pouco interessantes, que se tornam 
cansativos e diminuem a experiência de leitura satisfatória dos discentes, fazendo com 
que eles vejam a leitura como uma obrigação, e não como uma atividade prazerosa, 
lúdica e relaxante.
Assim, é importante investir e atentar-se à iniciação da criança no mundo da leitura e da 
escrita, já que será nessa fase que ela construirá seus gostos e suas preferências. Nesse 
sentido, o professor de Língua Portuguesa que traz aos seus alunos textos interessantes 
tem maior probabilidade de formar leitores críticos e assíduos.
O trabalho com o texto literário permite que sejam construídas capacidades de crítica 
e de reflexão, devendo ser incorporado às práticas cotidianas da sala de aula, e não 
somente como um pretexto para ensinar.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir algo do que vimos. Você deve 
ter compreendido o que é aprender e ensinar na escola, bem como vai 
conhecer o texto como unidade de ensino e como utilizá-lo.
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@faculdadelibano_
3
Objetivos - conteúdos 
e orientações para 
a docência do 
português
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Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa Capitulo 3
Objetivos - conteúdos e 
orientações para a docência 
do português
Educação infantil - objetivos - conteúdos e orientações didáticas
Para iniciarmos os nossos estudos, é de suma importância destacar que, segundo os 
Parâmetros de Qualidade para Educação Infantil (2006), existem alguns aspectos a 
que os professores de Língua Portuguesa devem se atentar em relação às crianças na 
educação infantil. Vamos conferir cada um deles?
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender que tanto na 
educação infantil quanto nos anos iniciais do ensino fundamental, 
a participação dos professores em atuação contínua com outros 
profissionais e instituições, bem como com a participação da sociedade, 
são fundamentais para que os objetivos sejam atingidos, para que 
os conteúdos sejam transmitidos de forma assertiva e significativa 
para o processo de ensino-aprendizagem e para que as orientações 
didáticas estejam em consonância com os objetivos gerais e específicos 
propostos. Isto será fundamental para o exercício de sua profissão. E 
então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. 
Avante!
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
Bentes e Mussalim (1997) afirmam que estudos em relação ao modo como as crianças 
aprendem e adquirem a linguagem apenas se deram recentemente. Denominam, assim, 
a aquisição da linguagem como uma área “híbrida, heterogênea ou multidisciplinar” 
(BENTES; MUSSALIM, 1997, p. 205).
Ainda antes de se expressarem por meio da linguagem verbal, as crianças já são 
capazes de interagir por outros meios, utilizando gestos, músicas, expressão do corpo e 
brincadeiras, por exemplo, desde que assistidas por parceiros mais experientes.Nesse sentido, a linguagem configura-se como uma forma de comunicação que vai 
muito além do campo verbal, um vez que compreende a comunicação por sinais, a 
comunicação por movimentos corporais e gestos.
De acordo os Parâmetros de Qualidade para Educação Infantil (2006), existem algumas 
formas com as quais os professores podem contribuir de maneira bastante significativa 
para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. Vamos conhecer cada uma 
delas?
• Organização em pequenos grupos: as crianças, quando estão em parceria com 
outras, atuam de maneira mais assertiva, aumentando a autoestima, motivação e 
FIGURA 6
Organograma típico envolvendo a criança
FONTE
Adaptado de Parâmetros de Qualidade para Educação Infantil (2006).
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
autonomia. Pertencer a um grupo também é importante para a educação infantil.
• Incentivar a brincadeira: jogos, atividades e brincadeiras podem contribuir bastante 
para o processo de ensino-aprendizagem da criança, pois possibilita um elo entre o 
brincar, o aprender e o ensinar.
• Estimular a troca entre os parceiros: em atividades em grupos, é importante que o 
professor sempre possibilite e permita o compartilhamento de ideias. Nesse estágio, 
a troca é um elemento essencial, que leva as crianças a se identificarem com as 
atividades e situações propostas pelo professor.
• Estipular tempo para o desenvolvimento das atividades: é importante que o professor 
estabeleça previamente um tempo máximo para a realização de determinada 
tarefa. Assim, é possível desenvolver nas crianças senso de gestão de tempo e 
de responsabilidade, que utilizarão não somente na escola, mas também em seu 
cotidiano fora dela.
• Oferecer diferentes tipos de materiais em função dos objetivos que se deseja 
alcançar: as crianças tendem a se entediar e perder o foco constantemente, por isso 
é importante que o professor ofereça diferentes tipos de materiais para incentivá-las 
e evitar que a aula seja desestimulante ou cansativa.
Essas simples estratégias permitem que a criança comece a respeitar e a levar em 
consideração a opinião do outro, aprendendo a ouvir e a aceitar diferentes pontos de 
vista.
Assim, permite-se uma maior circulação de ideias e minimiza-se a resistência às iniciativas 
e opiniões de outros colegas. A oposição, quando bem gerida pelo professor, é bastante 
saudável e enriquecedora, pois instiga a capacidade argumentativa, desenvolve a 
organização de ideias e pensamentos e incita o recuo reflexivo das crianças.
É importante também destacar que a educação infantil, que atende crianças de 0 a 
5 anos, é a primeira etapa da educação básica, tendo todos os direitos, bem como as 
diretrizes que são voltadas para a educação de uma forma geral.
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
Há seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento que asseguram a aprendizagem 
das crianças para que elas possam agir ativamente em sociedade. Vamos conhecê-los 
melhor?
Você Sabia?
Até a década de 1980, era utilizada no Brasil a expressão “pré-escolar”, 
no entanto, esse termo levava ao entendimento de que a educação 
infantil era uma etapa anterior, isto é, uma etapa que estava fora do eixo 
da educação formal. No entanto, somente em 1996, com a promulgação 
da LDB, a educação infantil passou a ser finalmente considerada como 
parte da educação básica, assim como o ensino fundamental e o ensino 
médio.
FIGURA 7
Organograma típico envolvendo a criança
FONTE
Adaptado de Brasil (2018).
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
Ensino fundamental - objetivos - conteúdos e orientações didáticas
Primeiramente, é importante observar que o ensino fundamental tem nove anos de 
duração – sendo essa a etapa mais longa da educação básica – e compreende os 
discentes entre 6 e 14 anos. 
Nesse estágio, percebemos que os alunos passam por mudanças – referentes a aspectos 
físicos, cognitivos, afetivos, sociais e emocionais – que são bastante perceptíveis e 
acentuadas, por isso é uma etapa que demanda grande atenção e suporte do professor 
de Língua Portuguesa.
A BNCC dos anos iniciais do ensino fundamental valoriza situações lúdicas para o 
desenvolvimento do aluno, apontando para uma necessidade de articulação com as 
experiências vividas pelo discente na educação infantil. 
Essa articulação, portanto, precisa ter uma progressiva sistematização das experiências 
e do desenvolvimento do aluno dos anos iniciais do ensino fundamental.
FIGURA 8
O desenvolvimento dos 
alunos deve se dar a 
partir da articulação 
com as experiências 
por eles vividas
FONTE
Pixabay
É necessário que o professor de Língua Portuguesa proporcione ao aluno novas formas 
de relação com o mundo, novas possibilidades de ler e de formular respostas, testá-las, 
refutá-las, agir sobre elas, elaborar suas próprias conclusões, agindo ativamente para 
construção e reconstrução constante de seu conhecimento.
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
A BNCC dos anos iniciais do ensino fundamental aponta que, nesse momento, é crucial 
a atenção do professor de Língua Portuguesa, pois os alunos estão passando por 
mudanças importantes em seu processo de desenvolvimento. Essas mudanças, por sua 
vez, refletem-se na relação consigo mesmos e com a sociedade.
Segundo o documento, há também alguns desafios para esse docente, como podemos 
ler a seguir:
Ampliam-se também as experiências para o desenvolvimento da oralidade e dos 
processos de percepção, compreensão e representação, elementos importantes 
para a apropriação do sistema de escrita alfabética e de outros sistemas de 
representação, como os signos matemáticos, os registros artísticos, midiáticos 
e científicos e as formas de representação do tempo e do espaço. Os alunos se 
deparam com uma variedade de situações que envolvem conceitos e fazeres 
científicos, desenvolvendo observações, análises, argumentações e potencializando 
descobertas. (BRASIL, p. 2, 2018)
É importante também frisarmos que, nos primeiros dois anos do ensino fundamental, 
a ação pedagógica deve focar a alfabetização, a fim de proporcionar oportunidades 
para que os alunos consigam realizar a apropriação do sistema de escrita alfabética 
em harmonia com o desenvolvimento de outras habilidades, tais como a leitura e a 
escrita. 
Isso proporcionará também o envolvimento em práticas diversificadas de letramento 
importantes para essa etapa da aprendizagem.
Os PCNs (1997) dissertam sobre a importância do diagnóstico para o ensino-
aprendizagem da criança dos anos iniciais do ensino fundamental, detectando aquilo 
que o aluno já sabe:
Os conhecimentos linguísticos construídos por uma criança que inicia o primeiro 
ciclo serão tanto mais aprofundados e amplos quanto o permitirem as práticas 
sociais mediadas pela linguagem das quais tenha participado até então. É pela 
mediação da linguagem que a criança aprende os sentidos atribuídos pela 
cultura às coisas, ao mundo e às pessoas; é usando a linguagem que constrói 
sentidos sobre a vida, sobre si mesma, sobre a própria linguagem. Essas são as 
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
principais razões para, da perspectiva didática, tomar como ponto de partida os 
usos que o aluno já faz da língua ao chegar à escola, para ensinar-lhe aqueles 
que ainda não conhece. (BRASIL, 1997, p. 67)
Assim, podemos dizer que, nessa fase de aprendizagem, são objetivos da instituição 
escolar ao aluno:
• Estimular a reflexão e a análise de forma profunda e que contribua para o estudante 
atingir uma visão crítica da sociedade que o cerca.
• Compreender e estimular as novas linguagense como elas funcionam.
• Educar para o uso das tecnologias para uma participação consciente e ativa em 
meios digitais.
• Propiciar a formação integral do aluno, conforme os princípios dos direitos humanos 
e princípios democráticos.
 
A respeito das habilidades que se espera que o aluno atinja ao longo de sua passagem 
pelo ensino fundamental, temos como objetivos do professor de Língua Portuguesa os 
seguintes aspectos:
• Expandir o uso da linguagem.
• Usar diferentes registros, sabendo adequá-los a situações distintas.
• Conhecer e respeitar as variações linguísticas.
• Ser capaz de realizar interpretação e inferência.
• Valorizar a leitura como fonte de informação e conhecimento.
• Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como buscar, 
discernir e agir sobre as informações a que se tem acesso.
• Conhecer as possibilidades de uso da linguagem, bem como a capacidade de 
análise crítica daquilo a que se tem acesso.
• Fazer uso da linguagem para melhorar as suas relações pessoais.
• Ser capaz de refletir e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores 
e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia.
É essencial que essas habilidades sejam utilizadas de forma articulada, então o currículo 
deve ser organizado de maneira que favoreça a aprendizagem e de forma que esta 
seja ainda mais aprimorada e significativa para o aluno.
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
Tratamento didático dos conteúdos pelo professor de Língua 
Portuguesa
A respeito do tratamento didático que se dá ao conteúdo, é importante deixar claro 
que, quando se pretende que o aluno construa um conhecimento, a principal questão 
que surge para o professor de Língua Portuguesa é qual tratamento deve ser dado à 
informação que se deseja oferecer.
 
Muitos professores, ao contrário, gastam muito tempo refletindo sobre qual informação 
apresentar aos discentes, esquecendo-se de que o mais importante nesses casos é 
como essa informação será levada à turma. 
Por isso, o docente deve pensar sobre as seguintes questões:
• O que os alunos sabem sobre isso? Quais são seus conhecimentos de mundo?
• Essa informação é relevante para a turma?
• Quais são objetivos que almejo alcançar com essa informação?
• Esse conteúdo faz parte do contexto sociocultural dos alunos?
• Qual é a forma mais relevante de oferecer essa informação?
Pensando nesses questionamentos e procurando respondê-los, o professor de Língua 
Portuguesa terá como foco a aprendizagem do aluno, tornando essa experiência mais 
significativa e satisfatória.
O docente de Língua Portuguesa também deve buscar ser modelo para seus discentes. 
Além de ser aquele que ensina e gera os conteúdos, é papel do professor ensinar o valor 
que a língua tem. 
Muitas vezes, especialmente em comunidades pouco letradas, o hábito de leitura é 
realmente bastante escasso. Logo, é possível que o professor seja o único modelo de 
leitor que o aluno terá durante o seu processo de formação. 
Assim, o professor atua como exemplo para os seus alunos, motivando-os e instigando-
os em suas práticas.
25
Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
Exemplo: 
Se o professor é apaixonado por uma série policial de literatura, é importante que esse 
docente compartilhe com a sala o seu gosto. Para isso, pode apresentar a sua coleção à 
turma, comentar constantemente sobre suas leituras, demonstrar como é interessante 
o hábito de ler. 
Dessa forma, os alunos verão esse professor como um modelo de leitor a seguir, 
inspirando-se nele pela representatividade que possui. Vamos, então, aprofundar-nos 
em relação ao conceito de leitura?
A leitura é um processo ativo de construção de um texto, por meio da construção 
de significados, que se dá a partir do conhecimento do leitor, de aspectos como o 
conhecimento do gênero, do autor, da obra e de suas referências, do sistema de escrita, 
entre outros.
 
O processo de leitura não se trata de meramente extrair uma informação, decodificando 
letra por letra. Ao contrário, o processo de leitura envolve uma construção de significados 
constantes. Nesse processo, o leitor age ativamente em relação ao que está sendo lido, 
sendo um equívoco acreditar que o que se lê está pronto e acabado, ou seja, uma 
verdade imutável.
Dessa forma, podemos dizer que o processo de leitura começa muito antes de o texto 
começar a ser lido. Assim, é importante destacar que a leitura envolve uma série de 
outras estratégias, tais como:
• Seleção.
• Antecipação.
• Inferência.
• Verificação.
Com esses procedimentos, o leitor conseguirá controlar aquilo que está sendo lido e 
agir ativamente sobre o texto, procurando tomar decisões em relação à compreensão 
de trechos difíceis, arriscar-se diante de um termo que se desconhece, buscar no texto 
a comprovação – ou não – de suas inferências.
26
Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Objetivos-conteúdos e orientações para a docência do português Capitulo 3
Com o tratamento adequado dos conteúdos, é possível que o professor forme um 
leitor competente, que será capaz de ler nas entrelinhas, compreender suas inferências, 
criticar o que está sendo lido, construir novos sentidos, estabelecer relações entre o texto 
que está sendo lido e aquele que já se leu, localizar e analisar elementos discursos, entre 
outras habilidades.
Importante
Um leitor competente, portanto, será aquele que possui autonomia 
para ter iniciativa própria. Esse indivíduo será capaz de usar estratégias 
de leituras adequadas e buscar textos que se adequem às suas 
necessidades – entre tantos que circulam socialmente.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir algo do que vimos. Você deve 
ter compreendido os objetivos, conteúdos e orientações para a docência 
do português. Estudou os objetivos, conteúdos e orientações didáticas 
da educação infantil, do ensino fundamental e o tratamento didático 
dos conteúdos pelo professor de português.
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@faculdadelibano_
4
Avaliação de 
aprendizagem 
na educação 
infantil e anos 
iniciais do ensino 
fundamental
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Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa Capitulo 4
Avaliação de aprendizagem 
na educação infantil e 
anos iniciais do ensino 
fundamental
Objetivos
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender em que consiste 
a ciência do Direito e como ela está relacionada com a moral e com 
a justiça. Certamente isto será fundamental para a compreensão dos 
capítulos a seguir. Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá. Avante!
Muitas vezes, percebemos que a avaliação é vista somente como uma forma de 
classificar ou selecionar as crianças com base naquilo que foi aprendido, por isso, em 
geral, esse momento é visto pelos alunos como uma etapa em que serão criticados e 
julgados.
O professor de Língua Portuguesa deve transparecer em sala de aula que o processo 
avaliativo não deve ser visto como um monstro de sete cabeças e que as críticas, 
quando construtivas e bem empregadas, fazem parte do processo de formação, tanto 
do aluno como do professor.
Panorama histórico da avaliação
Vamos discutir um pouco sobre a história da avaliação no decorrer dos séculos? A 
avaliação da aprendizagem tem o seu cerne na Psicologia e, nesse sentido, nas primeiras 
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da Língua Portuguesa
Avaliação de aprendizagem na educação 
infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
décadas do século XX, foram desenvolvidos testes padronizados que buscavam a 
melhora das habilidades e aptidões.
Podemos considerar a avaliação uma disciplina ainda nova e que se encontra em 
desenvolvimento contínuo. Cada vez mais estudiosos das mais diversas áreas têm 
dedicado seus estudos a essa área.
No primeiro período, entre os últimosanos do século XIX e as primeiras décadas do século 
XX, a avaliação era tida somente como uma forma de quantificar os conhecimentos dos 
alunos. Naquela época, não havia a preocupação com a formação de um currículo ou 
com o estabelecimento de objetivos que mensurassem o que deveria ser aprendido 
pelos alunos.
Assim, nessa fase, podemos dizer que a avaliação não tinha objetivos claros e palpáveis, 
sendo praticada sem intencionalidades. Dessa forma, a avaliação era feita por meio de 
aplicação de testes que buscavam meramente verificar e quantificar a aprendizagem, 
sobretudo por meio de números e outras classificações similares. Vamos à segunda 
geração?
A segunda geração compreende as décadas de 1934 a 1945 e, nessa fase, a avaliação 
tinha como foco os objetivos educacionais que eram formulados com antecedência. 
O estudioso Tyle é tido como o grande precursor da avaliação educacional, pois 
proporcionou maior visibilidade para avaliação no campo educacional. Na concepção 
desse teórico, objetivos educacionais e processo avaliativo deveriam caminhar juntos 
para que a aprendizagem do aluno fosse significativa.
Saiba Mais
Ralph W. Tyler (1902-1994) foi um educador norte-americano essencial 
no campo da avaliação. Tyler participou do aconselhamento de diversos 
órgãos e ministérios que auxiliaram a definir diretrizes para o gasto com 
fundos federais. Ele também teve grande influência na política subjacente 
da Lei do Ensino Fundamental e Secundário no ano de 1965.
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Avaliação de aprendizagem na educação 
infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
Ainda na segunda geração, houve um grande aumento da tecnologia em relação à 
produção de testes. Estudiosos e teóricos dessa fase acreditavam que os testes eram a 
única forma de definir com êxito as habilidades e o que os alunos tinham aprendido ou 
não.
Já conhecemos o primeiro e o segundo período e vimos como a avaliação começou a 
mudar. Vamos, agora, aprender um pouco sobre o terceiro período?
 
De 1946 a 1957, décadas que compreendem o terceiro período, os procedimentos 
avaliativos perderam a sua importância de forma gradativa. A relevância que foi dada 
para a avaliação nas épocas anteriores não permaneceu nesse período. 
No entanto, no quarto período (1958-1972), a importância da avaliação cresce de uma 
forma surpreendente e passa a ser considerada uma das práticas mandatórias no 
currículo escolar. Essa mudança teve como precursor Robert Kennedy, ex-senador dos 
Estados Unidos. 
Vamos conferir o que muda nesse quarto período da história da avaliação?
• Houve a necessidade de se avaliar a escola como um todo, incluindo, professores, 
metodologias, gestão, alunos etc.
• O enfoque quantitativo perde espaço e dá lugar ao caráter qualitativo.
No quinto período (1973), denominado período da profissionalização da avaliação, 
tivemos teorias mais consistentes em relação a essa área de estudo. Nessa época, 
foram criados novos modelos de avaliação, buscando uma consolidação também da 
produção científica nesse ramo.
Também no quinto período, podemos dizer que houve maior enfoque para o 
desenvolvimento dos avaliadores, que passaram a ser qualificados, o que foi inédito na 
história da avaliação até então.
A avaliação, dessa forma, começa a ter uma abordagem formativa, buscando 
acompanhar o processo de ensino-aprendizagem do aluno, realizando intervenções 
para que ele alcance os objetivos propostos. 
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Capitulo 4
Nesse período, ainda que a avaliação ganhe um novo enfoque, percebemos que ainda 
consideravam a aplicação de testes como a única forma de controle e fiscalização dos 
discentes.
A partir de 1980, a avaliação passou a ser vista como uma forma bastante importante 
de se contribuir para a formação, tanto do aluno quanto do professor. 
A instituição escolar começou a perceber que avaliação não é somente classificar, 
medir e apurar dados e que ela não acontece somente no final do semestre por meio 
de uma prova com dezenas de questões.
 
O que significa avaliar?
É importante que os professores de Língua Portuguesa reflitam sobre os seus processos 
avaliativos, de forma que estes sejam menos frustrantes e tensos para o aluno. 
Primeiramente, o que é avaliar?
O ato de avaliar significar apreciar, reconhecer e atribuir valor. Assim, avaliar não é 
meramente descrever e mensurar a qualidade dos processos de ensino-aprendizagem, 
mas diz respeito, sobretudo, aos mecanismos de gestão de formação de professores.
Outro ponto importante sobre a avaliação é que o ato de avaliar é, sobretudo, acolher 
o aluno. Luckesi (2000) aponta que, antes de mais nada, avaliar implica acolher. O 
estudioso afirma que é preciso acolher o educando, conhecê-lo e, a partir disso, decidir 
o que fazer.
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infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
A habilidade de acolher deve estar no avaliador, isto é, nos professores. O estudioso 
explica que não é possível avaliar de forma satisfatória uma pessoa ou ação caso ela 
seja recusada desde o início ou julgada previamente. 
Para isso, Luckesi (2000) utiliza exemplos cotidianos de como acolher é um ato importante. 
Vejamos:
 
Imaginemos um médico que não tenha a disposição para acolher o seu cliente, 
no estado em que está; um empresário que não tenha a disposição para acolher 
a sua empresa na situação em que está; um pai ou uma mãe que não tenha a 
disposição para acolher um filho ou uma filha em alguma situação embaraçosa 
em que se encontra. Ou imaginemos cada um de nós, sem disposição para nos 
acolhermos a nós mesmos no estado em que estamos. (LUCKESI, 2000, p. 1)
Antes de avaliar um aluno, é necessário acolhê-lo. Isso vale para qualquer prática avaliativa. 
Assim, professores de Língua Portuguesa não devem julgar os seus alunos previamente, 
antes de conhecê-los, pois essa prática exclui e afasta, sendo completamente aposta à 
ideia de acolhimento à qual devem se ater em suas práticas educativas.
A habilidade de acolher – como qualquer outra habilidade – pode ser desenvolvida com 
o tempo, já que os professores não nascem com ela, mas a desenvolvem no decorrer 
FIGURA 9
É fundamental refletir 
sobre o processo 
avaliativo
FONTE
Pixabay
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de sua prática docente. No entanto, para ocorrer essa mudança, é importante que o 
professor reflita sobre as suas práticas, a fim de perceber se está ou não acolhendo o 
seu aluno.
Pense em suas práticas enquanto indivíduo – não somente enquanto profissional – e 
tente perceber se, em seu cotidiano, você costuma julgar de forma positiva ou negativa 
automaticamente algo que você escuta ou vê. Caso você possua esses hábitos, ainda 
não é capaz de acolher, pois a prática do acolhimento se afasta de quaisquer pré-
julgamentos.
Luckesi (2000) ainda aponta que o ato de avaliar implica diagnosticar e, sobretudo, 
decidir. Vamos explicar melhor!
Para se avaliar, além da habilidade acolhedora do educador, é preciso de meios 
eficazes para diagnosticar as principais dificuldades do aluno e aquilo que ele já sabe. 
No entanto, o que o professor deve fazer com os resultados obtidos? Apenas usá-los 
para classificar os discentes com média 5,0 ou com nota 10,0? A avaliação vai muito 
além disso. Vamos entender o porquê!
A prática avaliativa presume muito mais do que usar as notas em uma reunião de pais 
ou mostrar aos alunos o quanto eles são bons ou medíocres a partir de uma numeração.
 
Assim, quando se qualifica algo – um objeto, uma ação ou um aluno – deve-se tomar 
uma decisão sobre os resultados que se obteve. Por isso, é importante dizer que a 
avaliação não acaba no momento em que os alunos entregam asprovas e o professor 
soma as notas e decide qual é a que atribuirá àquele aluno.
A avaliação é um instrumento fundamental para que o professor avalie as suas práticas 
e decida o que pode mudar, o que funciona melhor para aquele aluno, como melhorar 
as suas ações em sala de aula, para quais conteúdos deve conceber maior atenção 
etc. 
É um processo de tomada de decisões que se dá a partir de critérios e objetivos 
estabelecidos que buscam prioritariamente uma melhor experiência de ensino-
aprendizagem.
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Capitulo 4
O principal objetivo da avaliação, ao contrário do que se pensa, é desenvolver o 
processo educacional como um todo, isto é, em todos os seus aspectos. Também é 
um equívoco afirmar que, se o aluno não aprendeu, a culpa é do professor por não ter 
ensinado direito.
A avaliação não é uma forma de constatação, que atribui uma nota positiva ou negativa 
àquele que está sendo avaliado. Quando a avaliação é somente aplicada no final do 
processo, de forma descontextualizada, não existe uma contribuição significativa para 
a formação do aluno.
Logo, precisamos ter nas escolas um modelo de avaliação contínua, que leve em conta 
o desenvolvimento das competências do aluno.
Exemplo: Se o professor consegue perceber, durante o processo de ensino, que os alunos 
não conseguiram atingir alguns dos objetivos propostos, esse é o momento de analisar 
as suas práticas e redirecionar as suas ações para que os objetivos sejam alcançados 
de forma satisfatória.
Podemos notar que o professor possui papel fundamental no processo de avaliação 
dos alunos, pois é ele quem está mais próximo, acompanhando e analisando o seu 
desenvolvimento em sala de aula.
É imprescindível que o docente faça registros regulares. Vejamos a seguir alguns dos 
fatores que devem ser periodicamente observados:
• As particularidades de cada aluno.
• Sua participação em jogos, brincadeiras e atividades.
• Seu empenho e grau de autonomia.
• Seus potenciais e suas dificuldades.
• Seu comportamento em grupo.
• Sua relação com outros colegas e professores.
• Sua forma de reagir diante de conquistas e adversidades.
• Sua reação a conflitos.
• Seu desenvolvimento em sala de aula.
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Geralmente, quando chega a etapa de testes, os alunos começam a ficar nervosos, 
sendo gerado na sala de aula um enorme clima de insatisfação que pode comprometer 
diretamente o ensino-aprendizagem. 
Isso acontece porque, na maioria das vezes, o aluno só é avaliado no fim do semestre, 
ou seja, a avaliação não tem o caráter formativo que deveria ter.
O professor de Língua Portuguesa da educação infantil e primeiros anos do ensino 
fundamental deve ter em mente que registros são necessários ao longo de todo o 
Outras situações que o professor deve considerar pertinentes podem ser registradas 
e anotadas para que sejam utilizadas no processo de avaliação. Com essas práticas 
implementadas no processo de avaliação, o docente será capaz de conhecer melhor o 
seu aluno e, a partir disso, definir estratégias e novos caminhos para que os discentes se 
sintam mais motivados e para que seus objetivos sejam alcançados com êxito.
O processo avaliativo na educação infantil e primeiros anos do 
ensino fundamental
FIGURA 10
A avaliação muitas vezes 
não é um momento 
tranquilo para os alunos
FONTE
Pixabay
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Capitulo 4
semestre. Assim, jogos, atividades e brincadeiras devem ser registrados de forma 
contínua para que o professor tenha subsídios suficientes para avaliar com propriedade 
as competências de determinado aluno.
A avaliação é dominada meramente pelo uso de instrumentos normativos que são 
direcionados para a identificação das deficiências das crianças, não se atentando 
aos aspectos que mais importam nessas fases: os componentes sociais, culturais e 
interativos do processo de ensino-aprendizagem.
Dessa forma, percebemos que os professores precisam abandonar práticas avaliativas 
descontextualizadas e que ignoram o fato de que cada criança possui sua individualidade. 
Assim, a instituição escolar deve buscar incluir em seu currículo práticas mais saudáveis 
e menos traumatizantes de se avaliar, considerando a unicidade e autenticidade de 
cada aluno e o seu desenvolvimento.
Os indivíduos não aprendem da mesma forma ou no mesmo ritmo. Os estímulos e fatores 
motivacionais também são totalmente distintos, por isso existem diversos aspectos que 
precisam ser considerados no processo avaliativo. 
A utilização de instrumentos de avaliação que não levam em conta as particularidades 
do ser humano não cumpre com êxito o principal objetivo da avaliação, que é o de 
desenvolver competências.
O caráter classificatório que, às vezes, as avaliações também têm pode desmotivar os 
alunos, pois acaba negando outros avanços que eles podem ter obtido. Dessa forma, 
as crianças que estão sempre em contextos de provas podem não se sentir integradas 
à escola, devido à tensão gerada no ambiente e também por conta da sensação de 
fracasso predominante.
O ideal é que a gestão escolar se atente à construção de um modelo avaliativo que 
considere o processo educacional como um todo, e não como uma prática isolada que 
ocorre somente no final do semestre. 
Esse modelo avaliativo deve ter como base principal a coleta de informações registradas 
por meio de atividades que levem em consideração aquilo que os discentes sabem, e 
não puramente o que ainda não dominam.
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infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
O Projeto Político-Pedagógico (PPP) da instituição de educação infantil e ensino 
fundamental nos anos iniciais deve pensar em formas de promover situações que 
motivem e desafiem os seus alunos, possibilitando que eles se apropriem de linguagens 
e saberes distintos, valorizando tanto produções e atividades individuais quanto 
coletivas.
O processo avaliativo deve, portanto, contemplar a avaliação e, por meio dela, promover 
uma recepção constante em relação aos resultados alcançados, visando analisar se 
eles foram realmente satisfatórios e, caso não, o que se deve mudar ou alterar. 
Para que a ação pedagógica favoreça os alunos no processo avaliativo, ela deve:
• Ser planejada.
• Ser aplicada na prática.
• Ser avaliada.
• Ser replanejada.
É importante conversar com os alunos sempre que houver uma avaliação, explicar o 
que será feito, os critérios a serem analisados e garantir que esse seja um momento 
saudável para que eles se desenvolvam da melhor forma possível e para que o professor 
avalie as suas práticas. 
Assim, contribui-se para práticas que não tentem encontrar culpados e julgar os erros, 
e a avaliação torna-se um momento de transformação e melhoria do trabalho do 
docente.
A avaliação na visão tradicional acaba assustando os discentes e, muitas vezes, não 
consegue avaliar de forma significativa o que foi aprendido, pois, em situações de 
apreensão e tensão, diversos alunos acabam esquecendo conceitos devido à pressão 
psicológica.
 
Para ser adequada, a avaliação deve suscitar a autonomia do aluno, levando à reflexão 
de suas práticas, e ser um caminho para que reveja os seus pontos de dificuldades e 
para que potencialize os seus pontos fortes.
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infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
Avaliação e os tipos de função
Antes de avaliar os alunos, é extremamente importante que o professor defina de 
forma adequada os objetivos que se deseja atingir. O ato de avaliar é algo permanente 
em nossas vidas e, desde os primórdios,as formas de avaliar já existiam em nossa 
sociedade.
Caso os objetivos não sejam atingidos, devem ser retomados e propostos novos 
caminhos para que o ensino-aprendizagem seja significativo, por isso podemos dizer 
que a avaliação é também uma maneira de o professor repensar as suas práticas.
FIGURA 11
Organograma típico envolvendo a avaliação
FONTE
Elaborado pelas autoras (2021).
Vejamos, a seguir, um quadro que mostra as principais diferenças entre as características 
de uma avaliação que causa medo e nervosismo e uma avaliação que leva em conta 
as especificidades do aluno, sendo um processo natural do aprendizado.
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infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
Para o professor, a avaliação é o seu ponto de parada, é um modo de refletir sobre suas 
ações, suscitando questões como:
• Quais são os meus objetivos e o que estou fazendo para que eles sejam alcançados?
• Quais são as crianças que precisam mais de minha atenção?
• Como posso cativar mais meus alunos?
• Quais são as estratégias que posso utilizar?
Assim, segundo Bloom (1993), o processo avaliativo tem três funções imprescindíveis para 
o processo de ensino-aprendizagem: diagnosticar, controlar e classificar. O estudioso 
divide o processo avaliativo em:
• Função diagnóstica (analítica).
• Função formativa (controladora).
• Função somativa (classificatória).
A função diagnóstica tem como principais objetivos identificar e analisar as causas 
das dificuldades recorrentes entre os discentes. Assim, busca orientar o aluno em suas 
práticas, diagnosticando quais aspectos podem ser mais dificultosos para determinado 
aluno.
Exemplo: 
Na medicina, por exemplo, médicos e pacientes se reúnem para realizar um diagnóstico 
de uma possível doença e/ou complicação. Essa prática é realizada para que problemas 
futuros com a saúde do paciente sejam minimizados e para que ele possua um 
tratamento mais eficaz. 
Na sala de aula não é diferente. Os professores de Língua Portuguesa precisam 
diagnosticar as maiores dificuldades dos alunos para que estas não se tornem um 
empecilho para o ensino-aprendizagem.
A avaliação diagnóstica deve sempre ocorrer antes de qualquer processo educativo, 
com objetivo de reconhecer se a metodologia a ser utilizada é a mais adequada para o 
aprendizado do discente. 
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infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
Assim, em síntese, podemos afirmar que a avaliação diagnóstica busca:
• Organizar a aprendizagem.
• Detectar os pontos fracos e os potenciais dos alunos.
• Focalizar aquilo que os alunos conseguem produzir antes decomeçar qualquer tipo 
de formação.
Já o caráter formativo da avaliação busca encontrar e apontar as principais deficiências, 
verificando se os instrumentos estão de acordo com os objetivos que o professor deseja 
alcançar.
A avaliação formativa está sempre ligada à relação pedagógica com o aluno. Podemos 
dizer que acompanha todo o seu percurso, de forma contínua e constante, buscando 
encontrar métodos para que o aluno esteja sempre em progresso e melhore suas 
competências.
Objetiva também que o discente tenha consciência de sua aprendizagem e de 
como atingir os objetivos propostos. A avaliação formativa tem como principal foco 
as atividades desenvolvidas, buscando sempre facilitar a aprendizagem por meio da 
adequação de estratégias.
A respeito da função somativa, podemos citar o papel de problematizador do professor, 
que deve levantar questionamentos ao aluno para que ele construa o seu próprio 
conhecimento. Para isso, devemos buscar adequar o conteúdo que está sendo aprendido 
ao contexto social, histórico e cultural no qual o discente está inserido. Vamos conhecer 
um pouco mais a fundo as características da avaliação somativa?
Você Sabia?
A avaliação formativa tem um caráter regulador que busca reforçar, 
corrigir e adequar a jornada de aprendizagem do aluno, considerando 
que estes estarão sempre em um processo constante de evolução.
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Fundamentos do Ensino 
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infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
A avaliação é somativa porque apresenta a função de certificar, ou seja, verificar e 
qualificar aquilo que os alunos apreenderam. Tem uma certa similaridade com a 
avaliação diagnóstica, pois também se atém àquilo que os alunos são capazes de 
produzir.
No entanto, a avaliação diagnóstica, como dissemos, está no começo do processo 
educativo; já a avaliação somativa localiza-se no final desse processo. Podemos dizer 
que a avaliação somativa classifica os discentes, colocando-os em posições distintas a 
depender do resultado obtido.
 
Hoje em dia, ainda percebemos que muitas instituições escolares continuam buscando 
em sala de aula um modelo de avaliação cansativo que não motiva os alunos e que, 
ao contrário, acaba gerando frustações e ansiedade. Basta citar o termo “prova”, que 
muitos alunos já começam a “arrancar os cabelos”.
É muito comum os professores de Língua Portuguesa buscarem que seus alunos 
decorem normas, classes gramaticais e infinitas regras de acentuação, entendendo 
que o sucesso deve ser totalmente baseado no domínio desses aspectos. Você acredita 
que a avaliação deve continuar focada em erros e acertos, e não naquilo que o aluno 
aprendeu durante todo o processo?
Segundo Bloom (1993), essas três funções que citamos – diagnóstica, formativa e 
somativa – devem estar presentes no processo de avaliação para garantir a sua eficácia. 
É também importante lembrar que, em um processo avaliativo significativo, professores 
e alunos aprendem, trocam experiências e constroem conhecimento de forma mútua. 
Não devemos nos ater à concepção de que o docente é o detentor do saber.
Saiba Mais
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à 
seguinte fonte de consulta: Artigo: “O que é mesmo o ato de avaliar a 
aprendizagem?” de Cipriano Carlos Luckesi de Luckesi. Disponível aqui.
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2511.pdf
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Fundamentos do Ensino 
da Língua Portuguesa
Avaliação de aprendizagem na educação 
infantil e anos iniciais do ensino fundamental
Capitulo 4
Resumindo
Nesta unidade, procuramos compreender os fundamentos 
epistemológicos, históricos e metodológicos do ensino da Língua 
Portuguesa no Brasil. Também refletimos sobre o aprender e o ensinar na 
escola, analisando os objetivos, os conteúdos e as orientações didáticas 
em língua portuguesa para a educação infantil e os anos iniciais do 
Ensino Fundamental. Por fim, discutimos o processo de avaliação de 
aprendizagem para a educação infantil e os anos iniciais do ensino 
fundamental no que se refere à Língua Portuguesa.
43
Fundamentos do Ensino da Língua Portuguesa
Referências
BENTES, A. C.; MUSSALIM, F. Introdução à linguística: fundamentos epistemológicos. São 
Paulo, 2007.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua 
portuguesa. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental. 144 p. Disponível em: https://
bit.ly/30wdQmV. Acesso em: 10 mar. 2019.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: educação infantil. 2018.
Disponível em: https://bit.ly/3j1BC0l. Acesso em: 10 mar. 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros de Qualidade 
para a educação infantil. Brasília: MEC, 2006. Disponível em: https://bit.ly/32IH3K9. Acesso 
em: 3 mar. 2019.
LIMA, R. P. O ensino da língua portuguesa: aspectos metodológicos e linguísticos. Educar 
em Revista, Curitiba, n. 4, jan./dez. 1985. Disponível em: https://bit.ly/30tk6M7. Acesso em: 
8 mar. 2019.
LUCKESI, C. C. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem? Revista Pátio 12, Porto 
Alegre, v. 4, n. 12, p. 6-11, 2000. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/
biblioteca/imagem/2511.pdf. Acesso em: 8 mar. 2019.
XAVIER, A. C.; CORTEZ, S. (Orgs.).Conversas com linguistas: virtudes e controvérsias da 
linguística. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.
 
44
	Fundamentos epistemológicos: históricos e metodológicos
	Panorama histórico do ensino de Língua Portuguesa
	Transformações na metodologia de ensino de Língua Portuguesa
	Aprender e ensinar na escola
	Texto como unidade de ensino: como utilizá-lo?
	Objetivos - conteúdos e orientações para a docência do português
	Educação infantil - objetivos - conteúdos e orientações didáticas
	Ensino fundamental - objetivos - conteúdos e orientações didáticas
	Tratamento didático dos conteúdos pelo professor de Língua Portuguesa
	Avaliação de aprendizagem na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental
	Panorama histórico da avaliação
	O que significa avaliar?
	O processo avaliativo na educação infantil e primeiros anos do ensino fundamental
	Avaliação e os tipos de função
	Referências

Mais conteúdos dessa disciplina