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Infecções congênitas

Guia Pareto sobre infecções congênitas: revisão dos agentes principais (sífilis, HIV, toxoplasmose, CMV, rubéola, herpes, varicela, hepatite B, Zika, coronavírus), com TOP‑5 de temas cobrados, conteúdos de diagnóstico, tratamento, prevenção e questões de prova (CCQ).

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GUIA PARETO
EXTENSIVO
Infecções 
congênitas
Olá, aluno Aristo!
Neste guia, cuidadosamente elaborado, você terá acesso a um conteúdo de 
extrema qualidade seguindo a nossa metodologia, baseada no Princípio de 
Pareto. Isso significa que você estudará especialmente o que mais cai em provas.
MAPA DA MINA
Nesta página, você vê a distribuição geográfica da cobrança deste tema nas 
provas pelo Brasil, bem como as dez instituições em que ele mais apareceu nos 
últimos cinco anos. 
Alta
Moderada
Baixa⚫
⚫
⚫
As 10 provas em que este tema é mais cobrado
Instituição SES-DF UNIFESP UEM HOB-DF USP-RP HUOL CEPOA SEMAD HCPA HMASP
Questões 16 07 07 07 06 06 06 06 06 06
Nossa lista de ícones foi cuidadosamente criada para oferecer uma experiência visual intuitiva 
e informativa. Veja.
LEGENDA DA ARISTO
Box de destaque
Compreenda as informações mais importantes.
Zoom
Dê zoom para ver mais detalhes.
Questão CCQ
Questão de prova oficial, selecionada com base 
no conteúdo Pareto de cada grande área.
Para além do Pareto
Para as questões “fora da curva” (difíceis, decorebas), este 
tópico traz assuntos que podem te fazer acertá-las!
As informações 
mais importantes 
são marcadas, 
conforme abaixo:
Exemplo
TOP 5
Sífilis congênita - quadro clínico
Toxoplasmose congênita - quadro clínico e diagnóstico
Sífilis congênita - fluxograma
Exposição ao HIV - profilaxia antirretroviral
Rubéola congênita - quadro clínico
1
2
3
4
5
O nosso TOP 5 CCQ reúne os conteúdos-chave mais relevantes nos últimos cinco anos. 
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=649c74fbe9a50c3aac1e52ee
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=639be8889558ac0b9e8f9a9a
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=62a7eeee8cb419cd21bf1a4f
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=629a762cbca2e83833fab94a
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=6374e95edc92042dab1f64ac
Infecções congênitas - Sumário
1. Sífilis congênita 5
1.1 Tratamento materno na gestação 6
1.2 Sífilis congênita precoce 8
1.3 Sífilis congênita tardia 9
1.4 Tratamento 10
1.5 Acompanhamento ambulatorial 14
2. Vírus da imunodeficiência humana 
adquirida - HIV 14
2.1 Transmissão 14
2.2 Gestantes e o HIV 15
2.3 Medidas preventivas contra a 
transmissão vertical 15
2.3.1 Terapia antirretroviral 15
2.3.2 Tipo de parto e uso de 
zidovudina (AZT) durante o parto 15
2.4 Atenção ao recém-nascido 
exposto ao HIV 17
2.4.1 Profilaxia antirretroviral" 19
2.5 Diagnóstico e acompanhamento 
da criança exposta 21
3. Toxoplasmose congênita 24
3.1 Transmissão 24
3.2 Quadro clínico 25
3.3 Diagnóstico 26
3.3.1 Métodos sorológicos e teste 
de avidez na gestação 26
3.3.2 Testes sorológicos e exames 
complementares no recém-nascido 28
3.4 Tratamento do recém-nascido 29
3.5 Seguimento 29
3.6 Prevenção 30
4. Citomegalovírus 30
4.1 Características gerais e 
transmissibilidade 30
4.2 Quadro clínico 30
4.2.1 Sintomáticos 30
4.2.2 Assintomáticos 32
4.3 Diagnóstico 32
4.4 Tratamento 32
4.5 Prevenção 32
5. Rubéola congênita 33
5.1 Síndrome da rubéola congênita 33
5.2 Agente etiológico e transmissão 33
5.3 Quadro clínico 33
5.4 Diagnóstico 34
5.5 Manejo 35
5.6 Medidas de prevenção 35
6. Herpes simples 35
6.1 Transmissão 35
6.2 Quadro clínico 36
6.3 Diagnóstico 36
6.4 Prevenção e tratamento 36
7. Varicela congênita 36
7.1 Quadro clínico 36
7.2 Diagnóstico e tratamento 37
8. Hepatite B 37
9. Zika vírus 37
9.1 Transmissão 37
9.2 Quadro clínico 37
9.3 Diagnóstico e tratamento 38
10. Coronavírus na gestante e no 
recém-nascido 39
Questão 01 42
Questão 02 44
Questão 03 46
Questão 04 49
Questão 05 52
5
Infecções congênitas
As infecções congênitas são frequentemente abordadas em provas devido à sua importância 
clínica! Muitas doenças que acometem as gestantes podem gerar consequências graves para 
o feto. Podemos lembrar dessas doenças pelo mnemônico “STORCHZ”:
• Sífilis
• TOxoplasmose
• Rubéola
• Citomegalovírus
• HIV; herpes
• Zika
Vamos abordar nessa aula os CCQs mais cobrados nas provas!
1. Sífilis congênita
Entre as infecções congênitas, a mais cobrada em provas é a sífilis congênita! Nos últimos anos 
houve um aumento expressivo da incidência de sífilis congênita no Brasil
Fonte: Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico - Sífilis, 2023. 
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2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 20212020 2022
Ano de diagnóstico
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Taxa de incidência de sífilis congênita em menores de 1 ano 
(por 1.000 nascidos vivos) por região de residência e ano de 
diagnóstico – Brasil, 2012 a 2022
6
Infecções congênitas
A sífilis congênita ocorre quando o Treponema pallidum é transmitido da gestante infectada 
para o seu feto. A transmissibilidade é maior nas fases primária e secundária da sífilis. 
1.1 Tratamento materno na gestação
O rastreio para sífilis é obrigatório na gestação. O tratamento deve ser realizado adequadamente 
de acordo com o tempo desde a infecção, como forma de reduzir a chance de contaminação 
do feto. Aqui vamos apenas pincelar o que você precisa saber sobre esse assunto para as 
questões de Pediatria. Na aula de Ginecologia e Obstetrícia são abordados mais detalhes sobre 
o diagnóstico e tratamento da gestante.
Primeiramente, lembremos quais são os estágios clínicos da sífilis e os respectivos tratamentos 
maternos durante a gestação:
Tratamento da sífilis na gestante de acordo com o estadiamento
Estadiamento Esquema terapêutico⁽ᵃ⁾
Sífilis recente: sífilis primária, secundária 
e latente recente (com até um ano 
de evolução)
Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, 
IM, dose única (1,2 milhão UI em 
cada glúteo)(b)
Sífilis tardia: sífilis latente tardia 
(com mais de um ano de evolução) 
ou latente com duração ignorada 
e sífilis terciária
Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões 
UI, IM, 1x/semana (1,2 milhão UI em cada 
glúteo) por 3 semanas(c)
Dose total: 7,2 milhões UI, IM
(a) A benzilpenicilina benzatina é a única opção segura e eficaz para o tratamento adequado das gestantes. 
(b) Alguns especialistas recomendam uma dose adicional de 2,4 milhões de unidades de penicilina G benzatina, 
IM, uma semana após a primeira dose.
(c) O intervalo entre doses não deve ultrapassar sete dias. Caso isso ocorra, o esquema deve ser reiniciado. 
Fonte: adaptado do Ministério da Saúde, 2022.
7
Infecções congênitas
E quando consideramos que a gestante foi adequadamente tratada para a sífilis?
Veja o que diz o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão 
Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais de 2022:
Além disso, é muito importante considerar se houve resposta materna ao tratamento:
Antes de seguirmos ao próximo tópico, vamos resolver juntos essa questão de 2023:
Tratamento adequado da gestante com sífilis
Para fins clínicos e assistenciais, alguns fatores são considerados para o tratamento 
adequado da gestante com sífilis, como:
• Administração de benzilpenicilina benzatina.
• Início do tratamento até 30 dias antes do parto.
• Tratamento finalizado antes do parto.
• Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da infecção.
• Respeito ao intervalo recomendado entre as doses.
Resposta terapêutica após o tratamento da sífilis na gestante
Para fins clínicos e assistenciais, alguns fatores são considerados para avaliar a 
resposta terapêutica após o tratamento da sífilis na gestante, como: 
• Tratamento adequado da gestante com sífilis.
• Avaliação quanto ao risco de reinfecção.
• Resposta imunológica adequada:
• Documentação de queda da titulação do teste não treponêmico em pelo menos 
duas diluições em até três meses, ou de quatro diluições em até seis meses após 
a conclusão do tratamento (ex.: antes, 1:16; depois, menor ou igual a 1:4);
• Documentação de queda da titulação em pelo menos duas diluições em até seis 
meses para sífilis recente ou at�� 12 meses para sífilis tardia.
Obs.:vinculassem 
a transmissão da infecção pelo leite materno.
• Se a mãe estiver em uso de medicação para tratamento da covid-19, a princípio não é 
necessário suspender a amamentação. No entanto, a cada dia surgem novos medicamentos 
e é necessário avaliar cada caso individualmente. 
Por fim, vamos resumir os principais aspectos das infecções congênitas na seguinte tabela:
40
Infecções congênitas
Doenças infecciosas de transmissão vertical: rastreamento e intervenções relacionadas ao recém-nascido
Agente etiológico
Rastreamento neonatal sistemático ou seletivo Prevenção/tratamento
Sinais mais comuns 
no RN com infecção 
sintomática
Diagnóstico laboratorial 
de infecção Profilaxia neonatal Tratamento 
específico
Toxoplasma 
(T. gondii)
Retinocoroidite, 
hidrocefalia, 
calcificações cerebrais
IgM e IgA anti-T. gondii
Não
Pirimetamina/
sulfadiazina/ácido 
folínico para todos os 
infectados
Teste do pezinho - IgM
Persistência de anticorpos 
séricos IgG anti-T. gondii > 
12 meses de idade
Citomegalovírus (CMV)
Microcefalia, 
malformações do 
SNC, calcificações 
cranianas, 
perda auditiva 
neurossensorial
Detecção do DNA-CMV 
(saliva ou urina) até 3 
semanas de idade confirma 
infecção congênita
Não
Ganciclovir/
valganciclovir em RN 
com doença moderada 
a grave
Sífilis (T. pallidum)
Pênfigo palmoplantar, 
rinite serossanguínea, 
periostite
Teste do campo escuro em 
lesões
Não
Penicilina G 
de acordo com 
histórico clínico
VDRL/RPR e testes 
treponêmicos comparados 
aos da 
mãe e seriados
Vírus da 
imunodeficiência 
humana (HIV) 
Raros
Detecção do RNA viral ou 
DNA pró-viral por PCR
Aspiração oral/nasal 
cuidadosas para 
não lesar 
as mucosas
Antirretrovirais 
combinados
Limpeza imediata do 
sangue e secreções 
maternas por 
meio do banho
Persistência de anticorpos 
IgG 
anti-HIV > 18 meses 
de idade
Injeções IM somente 
após 
o banho
Iniciar 
antirretrovirais na 
sala de parto
Vírus da rubéola Microftalmia, catarata, 
lesões ósseas, surdez
IgM antivírus da rubéola
Não Não
Cultura viral
Vírus herpes simples 
(VSH)
Mucocutânea Detecção de DNA viral por 
PCR em lesões, sangue e 
LCR ou 
cultura viral
Não Aciclovir de acordo 
com o quadro clínicoMeningoencefalite
Sepsis-like
Vírus da hepatite B 
(VHB) Raros
AgHBs positivo antes da 
administração da vacina 
contra VHB
Vacina anti-VHB 
(primeiras 12 horas 
do RN)
Antivirais em crianças 
maiores, quando 
indicadoImunoglobina 
hiperimune VHB
Vírus Zika (ZIKV)
Microcefalia, 
desproporção 
craniofacial, protrusão 
occipital, lesões no 
SNC
PCR, IgM e IgG Não Não
 Fonte: Moreira LMO et al. Infecções congênitas perinatais. 2022.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. ANDRADE, G. M. Q. et al. Toxoplasmose. In: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria. 5.ª edição. 
2022.
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pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-
de-sifilis-numero-especial-out.2023.
3. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em 
Crianças e Adolescentes – Módulo 1: Diagnóstico, manejo e acompanhamento de crianças expostas ao HIV. 
Setembro 2023.
4. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em 
Crianças e Adolescentes – Módulo 2: Diagnóstico, manejo e tratamento de crianças e adolescentes vivendo 
com HIV. Dezembro 2023.
5. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão 
Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais. Junho de 2022.
6. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições 
Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. NOTA INFORMATIVA Nº 6/2021. Disponível em: https://www.
gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2021/nota-informativa-no-6-2021-dcci-svs-ms/
view.
7. BRITT, W. J. Cytomegalovirus. In: KLIEGMAN, R. M. et al. Nelson Textbook of Pediatrics. 21st edition, 2020.
8. KOTLYAR, A. M; GRECHUKHINA, O.; CHEN, A.; POPKHADZE, S.; GRIMSHAW, A.; TAL, O.; TAYLOR, H. S.; TAL, 
R. Vertical transmission of coronavirus disease 2019: a systematic review and meta-analysis. Am J Obstet 
Gynecol. 2021 Jan; 224(1):35-53.e3. doi: 10.1016/j.ajog.2020.07.049.
9. MARCDANTE, Karen J. et al. Congenital Infections. In: Nelson Essentials of Pediatrics. 9th edition, 2023.
10. MASON, W. H.; GANS, H. A. Rubella. In: KLIEGMAN, R. M. et al. Nelson Textbook of Pediatrics. 21st edition, 2020.
11. MCLEOD, R.; BOYER, K. M. Toxoplasmosis (Toxoplasma gondii). In: KLIEGMAN, R. M. et al. Nelson Textbook of 
Pediatrics. 21st edition, 2020.
12. MOREIRA, L. M. O. et al. Infecções congênitas perinatais. In: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de 
Pediatria. 5.ª edição. 2022.
13. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Considerações sobre o estudo Maternal and neonatal morbidity 
and mortality among pregnant women with and without COVID-19 infection: The INTERCOVID Multinational 
Cohort Study. Maio de 2021.
14. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Departamento Científico de Neonatologia. Toxoplasmose 
congênita. Julho de 2020.
15. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Infecção congênita pelo Zika Vírus: Avaliação e 
acompanhamento de lactentes. 2017.
16. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Zika virus. 2022. Disponível em: https://www.who.int/news-room/
fact-sheets/detail/zika-virus?gclid=CjwKCAiArNOeBhAHEiwAze_nKHwALAqjJO9Q5a41JaXmaZF_ut-
9weyvsuw7n_2StA7-ZiB-Px9eeBoCXVUQAvD_BwE.
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-sifilis-numero-especial-out.2023. 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-sifilis-numero-especial-out.2023. 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-sifilis-numero-especial-out.2023. 
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2021/nota-informativa-no-6-2021-dcci-svs-ms/view. 
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-informativas/2021/nota-informativa-no-6-2021-dcci-svs-ms/view. 
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https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/zika-virus?gclid=CjwKCAiArNOeBhAHEiwAze_nKHwALAqjJO9Q5a41JaXmaZF_ut-9weyvsuw7n_2StA7-ZiB-Px9eeBoCXVUQAvD_BwE.
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/zika-virus?gclid=CjwKCAiArNOeBhAHEiwAze_nKHwALAqjJO9Q5a41JaXmaZF_ut-9weyvsuw7n_2StA7-ZiB-Px9eeBoCXVUQAvD_BwE.
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/zika-virus?gclid=CjwKCAiArNOeBhAHEiwAze_nKHwALAqjJO9Q5a41JaXmaZF_ut-9weyvsuw7n_2StA7-ZiB-Px9eeBoCXVUQAvD_BwE.
Infecções congênitas
42
CCQ: Recém-nascido com choro intenso, icterícia, palidez, lesões papulares, 
hepatoesplenomegalia e limitação de movimento em um dos braços 
levanta hipótese diagnóstica de sífilis congênita
(SCMRP - SP - 2023) Lactente, sexo masculino, 30 dias de vida, é trazido pela avó pela 
primeira vez na Unidade Básica de Saúde para controle do peso, que, segundo ela, não está 
indo bem. A avó, preocupada, informa que a mãe do bebê tem 15 anos, fez 2 consultas de pré-
natal tardiamente, por ter escondido a gravidez da família, sem ter realizado nenhum exame 
laboratorial. 
O bebê está recebendo leite materno exclusivo. Diariamente, há cerca de 5 dias, tem 
apresentado choro muito forte. Ao exame físico, está eupneico, emagrecido, com mucosas 
pálidas, ictérica até cicatriz umbilical e com diversas lesões papulares avermelhadas em tórax 
e abdome. A ausculta cardíaca e pulmonar é normal. O abdome está pouco distendido e há 
hepato e esplenomegalia. A criança mostra-se irritada, com reflexo de Moro assimétricoe com 
diminuição de movimentos do braço esquerdo. 
A hipótese diagnóstica mais provável é:
a) Hipotireoidismo.
b) Distúrbio metabólico.
c) Osteogênese imperfeita.
d) Toxoplasmose congênita.
e) Sífilis congênita.
Bora ver essa questão sobre uma das infecções congênitas mais cobradas! Vamos lá!
A sífilis congênita pode ser precoce (antes dos 2 anos) ou tardia. Em um RN de 30 dias de vida, 
se pensarmos em sífilis, pensamos na precoce. E quais sinais e sintomas nos levariam a essa 
hipótese?
• Lesões cutâneo-mucosas: pênfigo palmoplantar, condiloma plano, fissuras perilabiais.
• Lesões ósseas: periostite ou osteocondrite, pseudoparalisias em membros.
• Lesões viscerais: icterícia, hepatoesplenomegalia, diátese hemorrágica.
• Lesões em SNC: meningite.
• Lesões em aparelho respiratório: pneumonia alba, rinite e coriza sifilítica (serosanguinolenta).
Questão 01 
Infecções congênitas
43
E essa pseudoparalisia de membro é chamada de pseudoparalisia de Parrot. Ela justifica o 
quadro do lactente: reflexo de Moro assimétrico e choro intenso, devido à dor.
Vamos ver as alternativas e procurar pela correta:
Alternativa A - Incorreta: Aqui podemos ter letargia, macroglossia, hipotonia... Não é esse o 
quadro apresentado.
Alternativa B - Incorreta: Geralmente pensamos em um distúrbio metabólico quando temos 
hipoglicemia, hipotonia, etc.
Alternativa C - Incorreta: Aqui teríamos deformações ósseas, fraturas frequentes...
Alternativa D - Incorreta: Observaríamos a tétrade de Sabin: coriorretinite, calcificações 
intracranianas difusas, hidrocefalia ou microcefalia e retardo mental.
Alternativa E - Correta: Exatamente como vimos.
Portanto, o gabarito é a alternativa E.
Retornar ao tópico
Infecções congênitas
44
(FAMERP - SP - 2022) Gestante com VDRL positivo não fez tratamento adequado durante a 
gestação. Foi iniciado o tratamento no recém-nascido, porém a mãe descontinuou o seguimento, 
assim como o tratamento. Sobre a eficácia no tratamento da sífilis no seguimento da criança, 
assinale a alternativa correta:
a) As crianças devem ser consideradas à punção lombar completa com análise do VDRL e 
tratadas durante 10 dias com penicilina parenteral, mesmo com histórico de tratamento prévio.
b) É indicado por persistência da titulação reagente do teste treponêmico após 3 meses de idade 
e/ou aumento nos títulos do teste não treponêmico em 3 diluições ao longo do seguimento. 
c) É evidenciada por persistência da titulação reagente do teste não treponêmico após 12 meses 
de idade e/ou aumento nos títulos do teste não treponêmico em quatro diluições ao longo 
do seguimento.
d) As crianças devem realizar punção lombar completa, com análise do VDRL, e devem ser tratadas 
durante 15 dias com agente não penicilínico.
CCQ: Em recém-nascidos expostos à sífilis e com seguimento 
inadequado, deve-se efetuar a punção lombar, realizar e analisar o 
VDRL, e instituir tratamento com penicilina endovenosa por 10 dias
Sífilis é um tema muito frequente nas provas. A banca trouxe o caso de uma mãe com história 
de tratamento inadequado para sífilis, e de descontinuidade no seguimento do tratamento da 
criança. Diante disso, vamos relembrar o que é considerado como tratamento adequado para 
esta doença:
• Tratamento realizado com penicilina benzatina em doses adequadas para a fase da doença.
• Início do tratamento até 30 dias antes do parto.
• Tratamento finalizado antes do parto.
• Respeito ao intervalo recomendado entre as doses.
• É importante avaliar a resposta ao tratamento e o risco de reinfecção.
A avaliação adequada das crianças inclui a coleta de VDRL de sangue periférico, hemograma 
completo para avaliar quadro de anemia e alteração na contagem de leucócitos, radiografia de 
ossos longos e punção lombar para investigar neurossífilis. O tratamento deve ser realizado 
com penicilina parenteral durante 10 dias. Lembrando que nos casos de neurossífilis deve-se 
optar pela penicilina cristalina 50.000 U/kg/dose.
Questão 02 
Infecções congênitas
45
Vamos analisar as alternativas:
Alternativa A - Correta: Exatamente. Como falamos no texto acima, deve-se efetuar a punção 
lombar, realizar e analisar o VDRL, e instituir o tratamento com penicilina IV durante 10 dias.
Alternativa B - Incorreta: Não se deve aguardar pela queda da titulação do VDRL após três 
meses nos casos em que há comprovação de tratamento inadequado.
Alternativa C - Incorreta: Não se deve aguardar 12 meses para realizar o tratamento.
Alternativa D - Incorreta: O tempo adequado de tratamento é de 10 dias e este deve ser 
realizado com penicilina. 
Portanto, o gabarito é a alternativa A.
Retornar ao tópico
Infecções congênitas
46
CCQ: Recém-nascido com alto risco de exposição ao HIV recebe esquema 
de antirretrovirais com zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL)
(HMDI - GO - 2022) O nosso país atualmente apresenta quedas nas taxas de transmissão 
vertical do HIV. Este fato é decorrente de medidas profiláticas, envolvendo cuidados com o 
binômio mãe-recém-nascido. Medidas como o aumento do número de diagnósticos realizados 
durante o pré-natal, utilização da terapia antirretroviral e medidas profiláticas para o recém-
nascido contribuíram para esse cenário (Pascom et al.,2020).
Gestante, portadora do vírus HIV há cerca de 3 anos, não faz uso de terapia antirretroviral, 
deu entrada no Hospital e Maternidade Dona Íris, em trabalho de parto. Recém-nascido com 
peso ao nascimento de 3.150 gramas, Capurro de 39 semanas e 2 dias. Qual antirretroviral este 
recém-nascido deve receber?
a) AZT (zidovudina) por 42 dias.
b) AZT (zidovudina) por 28 dias e NVP (nevirapina) por 3 dias. 
c) AZT (zidovudina), NVP (nevirapina) e 3TC (lamivudina) por 28 dias.
d) AZT (zidovudina), 3TC (lamivudina) e RAL (raltegravir) por 28 dias.
A quimioprofilaxia do RN exposto ao HIV é muitíssimo exigida nas provas. Fique atento, pois 
responderemos a essa questão já recorrendo ao novo material publicado pelo Ministério da 
Saúde em 2022.
Para realizar a quimioprofilaxia adequada ao RN exposto ao HIV, é necessário fazer a 
classificação em alto ou baixo risco de exposição, a fim de definir o esquema. Observe a 
imagem abaixo:
Questão 03 
Infecções congênitas
47
Classificação do risco de exposição ao HIV 
para criança nascida de mãe vivendo com HIV
A
lto
 ri
sc
o
Mães sem pré-natal OU
Mães sem TARV durante a gestação OU
Mães com indicação para profilaxia no momento do parto e que não a receberam OU
Mães com início de TARV após a 2ª metade da gestação OU
Mães que receberam ARV somente no intraparto OU
Mães com infecção aguda pelo HIV durante a gestação ou aleitamento OU
Mães com CV-HIV detectável no 3.º trimestre de gestação, recebendo ou não TARV OU
Mães sem CV-HIV conhecida OU
Diagnóstico materno da infecção pelo HIV realizado no momento do parto
Ba
ix
o 
ris
co
Uso de TARV na gestação E com carga viral (CV) do HIV indetectável a partir da 28ª 
semana (3.° trimestre) E sem falha na adesão à TARV
Fonte: adaptado de Ministério da Saúde. PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, 2023.
Temos uma mãe portadora do vírus HIV há anos e sem uso de terapia antirretroviral, com RN 
de 39 semanas e 2 dias. Portanto, temos um alto risco de exposição, certo?
O esquema profilático segue o seguinte formato:
• Alto risco (considerando que RN em questão tem 39 semanas e 2 dias): zidovudina + 3 
lamivudina + raltegravir por 28 dias.
• Baixo risco ou nascidos com IGcom idade 
gestacional de 39 semanas.
Infecções congênitas
48
Alternativa D - Correta: Lamivudina, raltegravir e zidovudina por 28 dias é o esquema atual 
indicado para crianças com alto risco de exposição ao HIV.
Dessa forma, a resposta correta é a letra D.
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Infecções congênitas
49
(USP-SP - 2023) Recém-nascido a termo, adequado para a idade gestacional, filho de mãe 
hígida com pré-natal adequado, ultrassom morfológico normal. Sorologia de toxoplasmose com 
7 semanas de gestação: IgM (método ELISA) positivo, IgG positivo, com alta avidez. Exame 
clínico normal ao nascimento. A conduta recomendada é:
a) Realizar avaliação de fundo de olho, ultrassonografia transfontanela e abdominal, hemograma, 
punção lombar e sorologias do recém-nascido, antes de indicar o tratamento.
b) Coletar sorologia para toxoplasmose do sangue do cordão e indicar o tratamento dependendo 
do resultado.
c) Iniciar tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico por um ano, independentemente 
do resultado dos exames.
d) Realizar cuidados de rotina, não havendo necessidade de investigação diagnóstica ou de 
tratamento do recém-nascido.
CCQ: Alta avidez indica infecção por toxoplasmose há mais de 4 meses e, se o teste 
for realizado no primeiro trimestre, indica infecção anterior à gestação, 
dispensando investigação e tratamento do RN
Questão sobre toxoplasmose congênita. Primeiramente, vamos avaliar a sorologia materna: com 
7 semanas de gestação, ela apresentou IgM positivo e IgG positivo, com alta avidez. Vamos 
ver o que a SBP diz sobre as configurações em gestantes:
Questão 04 
Infecções congênitas
50
Entenda: o teste de avidez nos mostra se uma infecção ocorreu antes das 16 semanas 
anteriores ao dia em que o exame foi feito. Quando o resultado é de alta avidez, indica forte 
probabilidade de que essa infecção tenha ocorrido durante essas 16 semanas (ou 4 meses) 
anteriores. É por isso que ele só tem valor para indicar toxoplasmose prévia à gestação 
quando realizado no primeiro trimestre.
Nesse caso, o exame teve resultado de alta avidez numa gestante com 7 semanas de IG. 
Logo, indica alta probabilidade de que uma infecção tenha ocorrido antes da gestação, não 
indicando infecção congênita! Além disso, o recém-nascido apresenta-se assintomático.
Vamos analisar as alternativas e discuti-las?
Alternativa A – Incorreta: Avaliação de fundo de olho, ultrassonografia transfontanela e 
abdominal, hemograma, punção lombar e sorologias do recém-nascido seriam indicados no 
caso de RN assintomático E mãe com infecção pelo Toxoplasma gondii. Este não é o caso, 
visto que a infecção materna por T. gondii durante a gestação é improvável.
Definições de casos de infecção pelo Toxoplasma gondii em gestantes
Comprovada
Soroconversão gestacional
Detecção do DNA do Toxoplasma gondii em líquido amniótico pela PCR
Provável
IgG+, IgM+, avidez baixa (colhido em qualquer idade gestacional)
Aumento progressivo nos títulos de IgG e/ou IgM
IgM+ e história clínica sugestiva de toxoplasmose aguda gestacional
Possível
IgG+, IgM+, avidez alta ou indeterminada (colhido após 12 semanas de gestação)
IgG+, IgM+, em amostra única colhida em qualquer idade gestacional, 
sem realização de índice de avidez
Improvável
IgG+, IgM+ ou -, índice de avidez alto (colhido antes de 12 semanas de gestação)
Ausente
IgG- e IgM- durante toda a gestação
IgG+ antes da concepção
IgM+ sem aparecimento de IgG
Infecções congênitas
51
Alternativa B – Incorreta: Não há indicação de coletar sorologia para toxoplasmose do sangue 
do cordão.
Alternativa C – Incorreta: Não há indicação de iniciar o tratamento com sulfadiazina, pirimetamina 
e ácido folínico, uma vez que o diagnóstico materno de infecção por toxoplasmose durante a 
gestação é improvável. Consequentemente, a toxoplasmose congênita também é improvável.
Alternativa D – Correta: A toxoplasmose materna na gestação é improvável, assim como a 
toxoplasmose congênita. Dessa forma, devemos realizar cuidados de rotina, não havendo 
necessidade de investigação diagnóstica ou de tratamento do recém-nascido.
Portanto, o gabarito é a alternativa D.
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Infecções congênitas
52
CCQ: Diante da tríade surdez, catarata e persistência do canal arterial, 
devemos pensar em síndrome da rubéola congênita
(UERJ - 2023) Lactente de 2 meses de vida é trazido ao serviço de Cardiologia para realização 
de ecocardiograma agendado, para acompanhar um “buraco no coração”, segundo a mãe, que 
também relata que a avaliação auditiva diagnosticou surdez, através de potencial evocado. Ao 
exame físico, o lactente está em bom estado geral, à ectoscopia dos olhos é notada provável 
catarata à direita e o ecocardiograma detecta persistência do canal arterial, de tamanho 
pequeno, sem repercussão hemodinâmica. Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é:
a) Sífilis congênita.
b) Herpes neonatal.
c) Rubéola congênita.
d) Citomegalovirose congênita.
Nessa questão, temos um lactente de 2 meses apresentando a tríade das principais manifestações 
da síndrome da rubéola congênita: deficiência auditiva, acometimento ocular (catarata) e 
cardiopatia (persistência do canal arterial).
Quanto às manifestações oculares, há catarata, retinopatia pigmentar (em “sal e pimenta”), 
microftalmia e estrabismo. Além disso, pode ocorrer principalmente prematuridade, baixo 
peso ao nascer, microcefalia e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.
A rubéola é atualmente considerada uma doença erradicada no Brasil, uma vez que o Ministério 
da Saúde (MS) brasileiro recebeu, em 2015, o Certificado de Eliminação da doença da 
Organização Mundial da Saúde (OMS).
Vamos às alternativas:
Alternativa A - Incorreta: As principais manifestações clínicas da sífilis congênita incluem 
hepatomegalia (ou hepatoesplenomegalia), rinite sifilítica ou corrimento nasal, pênfigo 
palmoplantar (lesões bolhosas e descamativas), envolvimento musculoesquelético (por 
exemplo, pseudoparalisia), anormalidades hematológicas (anemia ou trombocitopenia), 
icterícia e exantema maculopapular. O enunciado cita cardiopatia e catarata, que não são 
característicos de sífilis congênita.
Questão 05 
Infecções congênitas
53
Alternativa B - Incorreta: A herpes neonatal pode se apresentar clinicamente com 
manifestações cutâneas (lesões vesiculares), manifestações oculares (coriorretinite, 
microftalmia) e anormalidades do sistema nervoso central (microcefalia e hidranencefalia). Pode 
ocorrer também acometimento sistêmico, ou até exclusivo, do SNC. Não parece ser o caso em 
questão, uma vez que nosso paciente apresenta cardiopatia e surdez.
Alternativa C - Correta: Em pacientes com surdez neurossensorial, catarata e persistência do 
canal arterial, devemos pensar na síndrome da rubéola congênita.
Alternativa D - Incorreta: A citomegalovirose congênita pode estar associada, principalmente, 
com a perda auditiva neurossensorial, microcefalia (se houver calcificações intracranianas, são 
periventriculares), hepatoesplenomegalia e coriorretinite. Não há cardiopatia associada.
Assim, o gabarito é a alternativa C.
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Manifestações clínicas de sífilis congênita precoce
Manifestações 
gestacionais/perinatais Prematuridade, baixo peso ao nascer
Sistêmicas
Febre
Hepatomegalia: ocorre em quase todos os casos de sífilis congênita 
sintomática
Esplenomegalia: ocorre em aproximadamente 50% dos casos com 
hepatomegalia (não ocorre isoladamente)
Linfadenopatia generalizada
Atraso de desenvolvimento neuropsicomotor
Mucocutâneas
Rinite sifilítica ou corrimento nasal: ocorre em cerca de 40% dos 
casos; pode ser um sinal precoce, surgindo após 
a primeira semana de vida; a secreção contém espiroquetas 
e é infectante (deve-se usar precaução de contato)
Exantema maculopapular: lesões são infectantes (deve-se usar 
precaução de contato)
Exantema vesicular (pênfigo sifilítico): o fluido é infectante; deve-se 
usar precaução de contato
Icterícia
Hematológicas
Anemia
TrombocitopeniaLeucopenia
Leucocitose
Musculoesqueléticas
Pseudoparalisia de Parrot: ausência de movimentação de um 
membro causada por dor associada a lesão óssea; geralmente 
afeta membros superiores de maneira unilateral; pouco comum ao 
nascimento; baixa correlação com anormalidades radiográficas 
Anormalidades radiográficas: comum na sífilis congênita precoce 
não tratada, surgindo em 70 a 100% dos casos; tipicamente 
múltipla e assimétrica, acometendo principalmente ossos longos 
(rádio, ulna, úmero, tíbia, fêmur e fíbula); pode ocorrer dor à 
movimentação ativa ou passiva dos membros e, por causa da dor, 
a criança pode ficar irritada e tendendo à imobilidade
Periostite: espessamento periosteal irregular, especialmente na 
diáfise; geralmente extensa, bilateral e simétrica
Neurológicas
Anormalidades no liquor 
No mínimo 1 dos 3 parâmetros alterados: 
Células > 25 mm³ OU 
Proteínas > 150 mg/dL OU 
VDRL reagente
Outros Pneumonia/pneumonite/esforço respiratório
Referenciar para seguimento clínico e laboratorial na puericulturaReferenciar para seguimento clínico e laboratorial na puericultura
Realizar teste não treponêmico sérico da mãe 
e do recém-nascido, ao mesmo tempo. 
O teste não treponêmico da criança é pelo menos 
duas diluições MAIORES que o materno?
Notificar para 
sífilis congênita
*Realizar TNT em sangue periférico em todos os recém-nascidos de mãe com teste rápido e/ou TNT reagente no momento do parto, 
independentemente de tratamento prévio realizado.
Legenda: TNT= Teste não treponêmico periférico.
Realizar teste rápido de sífilis em toda gestante que chega à maternidade, bem como nas mulheres em abortamentoRealizar teste rápido de sífilis em toda gestante que chega à maternidade, bem como nas mulheres em abortamento
A mãe foi tratada de forma adequada durante a gestação?A mãe foi tratada de forma adequada durante a gestação?
NãoNão
NãoNão
NãoNão
O resultado
do liquor é normal?
O resultado
do liquor é normal?NãoNão
O exame físico
da criança é normal?
O exame físico
da criança é normal?
O teste não treponêmico
é não reagente?
O teste não treponêmico
é não reagente?
Criança exposta
à sífilis
Sem necessidade
de tratamento
imediato
Criança exposta
à sífilis
Sem necessidade
de tratamento
imediato
Realizar
avaliação
para STORCH
Realizar
avaliação
para STORCH
Notificar para
sífilis congênita
Para definição
do tratamento,
seguir no fluxograma
como criança
nascida de mãe
não adequadamente
tratada
Notificar para
sífilis congênita
Para definição
do tratamento,
seguir no fluxograma
como criança
nascida de mãe
não adequadamente
tratada
Criança
com sífilis
congênita
SEM neurossífilis
Tratar com
benzilpenicilina
cristalina OU
benzilpenicilina
procaína,
por 10 dias
Criança
com sífilis
congênita
SEM neurossífilis
Tratar com
benzilpenicilina
cristalina OU
benzilpenicilina
procaína,
por 10 dias
Criança com
sífilis congênita
COM neurossífilis
Tratar com
benzilpenicilina
cristalina, por 10 dias
Criança com
sífilis congênita
COM neurossífilis
Tratar com
benzilpenicilina
cristalina, por 10 dias
Aplicar benzilpenicilina
benzatina, 50.000 Ul/kg,
dose única, intramuscular
Aplicar benzilpenicilina
benzatina, 50.000 Ul/kg,
dose única, intramuscular
O exame físico do recém-nascido, o hemograma,
o liquor e o RX de ossos longos são normais, e o teste
não treponêmico do recém-nascido é não reagente?
O exame físico do recém-nascido, o hemograma,
o liquor e o RX de ossos longos são normais, e o teste
não treponêmico do recém-nascido é não reagente?
SimSim
SimSim
SimSim
NãoNãoSimSim
SimSim
NãoNãoSimSim
Se teste rápido não reagente e ausência de infecção por sífilis: sem necessidade de condutas para a gestante e a criança
Se teste rápido reagente*: avaliar histórico de tratamento de sífilis na gestante
Se teste rápido não reagente e ausência de infecção por sífilis: sem necessidade de condutas para a gestante e a criança
Se teste rápido reagente*: avaliar histórico de tratamento de sífilis na gestante
Notificar para sífilis congênita e realizar teste não
treponêmico sérico da mãe e do recém-nascido,
ao mesmo tempo. Realizar no recém-nascido hemograma
completo e glicemia, RX de ossos longos
e coletar o liquor (solicitar celularidade,
proteinorraquia e VDRL).
Notificar para sífilis congênita e realizar teste não
treponêmico sérico da mãe e do recém-nascido,
ao mesmo tempo. Realizar no recém-nascido hemograma
completo e glicemia, RX de ossos longos
e coletar o liquor (solicitar celularidade,
proteinorraquia e VDRL).
Realizar teste não treponêmico sérico da mãe
e do recém-nascido, ao mesmo tempo.
O teste não treponêmico da criança é pelo menos
duas diluições MAIOR que o materno?
Realizar teste não treponêmico sérico da mãe
e do recém-nascido, ao mesmo tempo.
O teste não treponêmico da criança é pelo menos
duas diluições MAIOR que o materno?
Fluxograma para avaliação e manejo na maternidade das crianças nascidas de mães 
com diagnóstico de sífilis na gestação atual ou no momento do parto
Fluxograma para avaliação e manejo na maternidade das crianças nascidas de mães 
com diagnóstico de sífilis na gestação atual ou no momento do parto
Iniciar 
tratamento 
preemtivo até 
conclusão 
diagnóstica
Definição clínico-
laboratorial quanto 
ao segundo teste: 
DNA pró-viral 
(preferencial) ou 
CV-HIV
Manter investigação 
conforme idade da 
criança
Detectável
(qualquer valor)
Realizar CV-HIV
com nova amostra
Coletar 
amostra para 
genotipagem 
do HIV¹ ²
Realizar DNA 
pró-viral com 
nova amostra³
Suspeição de infecção pelo HIV
Realizar CV-HIV
Não detectável
Iniciar 
tratamento 
(confirmação 
diagnóstica)
Iniciar 
tratamento 
(conclusão
diagnóstica)
Iniciar 
tratamento 
preemptivo 
até conclusão 
diagnóstica
Manter
investigação 
conforme
idade da 
criança
Detectável 
(≥ 100 
cópias/mL)
Detectável
(qualquer
valor)
Detectável 
(da placenta, 
ELISA IgM por captura, IgG do binômio, fundoscopia ocular, hemograma, 
estudo do liquor, audiometria, funções hepática e renal e TC de crânio
RN assintomáticoRN assintomático
Realizar exames: anatomopatológico da placenta, ELISA IgM
por captura, IgG do binômio, UST, fundoscopia, hemograma
Realizar exames: anatomopatológico da placenta, ELISA IgM
por captura, IgG do binômio, UST, fundoscopia, hemograma
Exames alterados: estudo do liquor, funções
hepática e renal, audiometria, TC de crânio
Exames alterados: estudo do liquor, funções
hepática e renal, audiometria, TC de crânio
Criança infectada: 
tratamento por um ano
Criança infectada: 
tratamento por um ano
Criança não infectada: queda
progressiva dos títulos de IgG
Criança não infectada: queda
progressiva dos títulos de IgG
Resultados
normais
Resultados
normais
Suporte
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@aristoresidenciamedica
Aristo Residência Médica
Aristo Class
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	Sumário
	1. Sífilis congênita
	1.1 Tratamento materno na gestação
	1.2 Sífilis congênita precoce
	1.3 Sífilis congênita tardia
	1.4 Tratamento
	1.5 Acompanhamento ambulatorial
	2. Vírus da imunodeficiência humana adquirida - HIV
	2.1 Transmissão
	2.2 Gestantes e o HIV
	2.3 Medidas preventivas contra a transmissão vertical 
	2.3.1 Terapia antirretroviral 
	2.3.2 Tipo de parto e uso de zidovudina (AZT) durante o parto
	2.4 Atenção ao recém-nascido exposto ao HIV
	2.4.1 Profilaxia antirretroviral"
	2.5 Diagnóstico e acompanhamento da criança exposta
	3. Toxoplasmose congênita
	3.1 Transmissão
	3.2 Quadro clínico
	3.3 Diagnóstico
	3.3.1 Métodos sorológicos e teste de avidez na gestação
	3.3.2 Testes sorológicos e exames complementares no recém-nascido
	3.4 Tratamento do recém-nascido
	3.5 Seguimento
	3.6 Prevenção
	4. Citomegalovírus
	4.1 Características gerais e transmissibilidade
	4.2 Quadro clínico
	4.2.1 Sintomáticos
	4.2.2 Assintomáticos
	4.3 Diagnóstico
	4.4 Tratamento
	4.5 Prevenção
	5. Rubéola congênita
	5.1 Síndrome da rubéola congênita
	5.2 Agente etiológico e transmissão
	5.3 Quadro clínico
	5.4 Diagnóstico
	5.5 Manejo
	5.6 Medidas de prevenção
	6. Herpes simples
	6.1 Transmissão
	6.2 Quadro clínico
	6.3 Diagnóstico
	6.4 Prevenção e tratamento
	7. Varicela congênita
	7.1 Quadro clínico
	7.2 Diagnóstico e tratamento
	8. Hepatite B
	9. Zika vírus
	9.1 Transmissão
	9.2 Quadro clínico
	9.3 Diagnóstico e tratamento
	10. Coronavírus na gestante e no recém-nascido
	Questão 01	 
	Questão 02	 
	Questão 03	 
	Questão 04	 
	Questão 05após o tratamento adequado, muitas vezes é observada estabilidade de títulos em 
teste não treponêmico quando o título inicial for menor ou igual a 1:4. O tempo de 
monitoramento durante a gestação pode ser insuficiente para observar diminuição da 
titulação do teste não treponêmico.
8
Infecções congênitas
1.2 Sífilis congênita precoce
A sífilis congênita precoce surge até os dois primeiros anos de vida. Ao nascer, a maioria 
(60 a 90%) dos RNs com sífilis é assintomática; apenas os casos mais graves apresentam 
sinais ou sintomas.
Veja a seguir as principais características clínicas da doença:
Fonte: adaptado do Ministério da Saúde, 2022.
Responder na plataformaQuestão 01 
Manifestações clínicas de sífilis congênita precoce
Manifestações 
gestacionais/
perinatais
Prematuridade, baixo peso ao nascer
Sistêmicas
Febre
Hepatomegalia: ocorre em quase todos os casos de sífilis 
congênita sintomática
Esplenomegalia: ocorre em aproximadamente 50% dos casos 
com hepatomegalia (não ocorre isoladamente)
Linfadenopatia generalizada
Atraso de desenvolvimento neuropsicomotor
Mucocutâneas
Rinite sifilítica ou corrimento nasal: ocorre em cerca de 40% 
dos casos; pode ser um sinal precoce, surgindo após 
a primeira semana de vida; a secreção contém espiroquetas 
e é infectante (deve-se usar precaução de contato)
Exantema maculopapular: lesões são infectantes (deve-se 
usar precaução de contato)
Exantema vesicular (pênfigo sifilítico): o fluido é infectante; 
deve-se usar precaução de contato
Icterícia
Hematológicas
Anemia
Trombocitopenia
Leucopenia
Leucocitose
Musculoesqueléticas
Pseudoparalisia de Parrot: ausência de movimentação 
de um membro causada por dor associada a lesão 
óssea; geralmente afeta membros superiores de maneira 
unilateral; pouco comum ao nascimento; baixa correlação 
com anormalidades radiográficas 
Anormalidades radiográficas: comum na sífilis congênita 
precoce não tratada, surgindo em 70 a 100% dos 
casos; tipicamente múltipla e assimétrica, acometendo 
principalmente ossos longos (rádio, ulna, úmero, tíbia, 
fêmur e fíbula); pode ocorrer dor à movimentação ativa ou 
passiva dos membros e, por causa da dor, a criança pode 
ficar irritada e tendendo à imobilidade
Periostite: espessamento periosteal irregular, especialmente 
na diáfise; geralmente extensa, bilateral e simétrica
Neurológicas
Anormalidades no liquor 
No mínimo 1 dos 3 parâmetros alterados: 
Células > 25 mm³ OU 
Proteínas > 150 mg/dL OU 
VDRL reagente
Outros Pneumonia/pneumonite/esforço respiratório
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=649c74fbe9a50c3aac1e52ee
9
Infecções congênitas
Paciente com sífilis congênita precoce com lesões cutâneas descamativas e maculopapulares 
típicas; lesões pálidas e com bolhas e descamação dos pés e palmas das mãos
Fonte: Center for Disease Control and Prevention (CDC). 
1.3 Sífilis congênita tardia
As manifestações clínicas ocorrem após os 2 anos de vida e são variadas. A tríade de 
Hutchinson é uma delas, composta por surdez neurossensorial, dentes de Hutchinson e 
ceratite intersticial.
Outros acometimentos oculares característicos são: neurite óptica, iridociclite e alterações de 
fundo de olho, manifestadas pela modificação do epitélio pigmentado da retina, conhecidas 
como “fundo em sal e pimenta”.
Fonte: adaptado de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites, 2022. Disponível no link.
Manifestações clínicas da sífilis congênita tardia
Características Manifestações
Faciais Fronte olímpica, nariz em sela, hipodesenvolvimento maxilar, palato em 
ogiva.
Oftalmológicas Ceratite intersticial, coriorretinite, glaucoma secundário, cicatriz 
córnea, atrofia óptica.
Auditivas Perda auditiva sensorial.
Orofaríngeas Dentes de Hutchinson: incisivos medianos deformados, molares em 
amora, perfuração do palato duro.
Cutâneas Rágades (fissuras periorais e perinasais), gomas.
Sistema nervoso 
central
Atraso no desenvolvimento, comprometimento intelectual, hidrocefalia, 
crises convulsivas, atrofia do nervo óptico, paresia juvenil.
Esqueléticas
Tíbia em sabre, sinal de Higoumenakis (alargamento da porção 
esternoclavicular da clavícula), juntas de Clutton (artrite indolor), 
escápula escafoide.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_hiv_sifilis_hepatites.2.ed.rev.pdf
10
Infecções congênitas
1.4 Tratamento
O fluxograma para sífilis congênita é muito frequente nas provas! Vamos começar praticando 
com essa questão:
Aqui vamos considerar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da 
Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais, de 2022, como referência.
O rastreamento de sífilis congênita deve se basear em 3 pilares: 
• Mãe foi adequadamente tratada (vide tópico 1.1 - Tratamento materno na gestação)?
• Resultado do VDRL (teste não treponêmico) mãe-bebê 
• RN sintomático (vide tópico 1.2 - Sífilis congênita precoce)?
Responder na plataformaQuestão 02 
A seguir, uma das manifestações clínicas da sífilis tardia, dentes de Hutchinson:
Dentes de Hutchinson
Fonte: adaptado de Dentes de Hutchinson e Molar de Mulberry. 
Para além do Pareto
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=62a7eeee8cb419cd21bf1a4f
11
Infecções congênitas
Veja o seguinte fluxograma para compreender as demais situações:
Fonte: adaptado do Ministério da Saúde, 2022.
A única situação em que o tratamento não é necessário na criança exposta à sífilis é 
quando temos:
• RN assintomático +
• Mãe adequadamente tratada +
• Teste não treponêmico não reagente ou reagente com titulação menor, igual ou até 
uma diluição maior que o materno
Para além do Pareto
Referenciar para seguimento clínico e laboratorial na puericulturaReferenciar para seguimento clínico e laboratorial na puericultura
Realizar teste não treponêmico sérico da mãe 
e do recém-nascido, ao mesmo tempo. 
O teste não treponêmico da criança é pelo menos 
duas diluições MAIORES que o materno?
Notificar para 
sífilis congênita
*Realizar TNT em sangue periférico em todos os recém-nascidos de mãe com teste rápido e/ou TNT reagente no momento do parto, 
independentemente de tratamento prévio realizado.
Legenda: TNT= Teste não treponêmico periférico.
Realizar teste rápido de sífilis em toda gestante que chega à maternidade, bem como nas mulheres em abortamentoRealizar teste rápido de sífilis em toda gestante que chega à maternidade, bem como nas mulheres em abortamento
A mãe foi tratada de forma adequada durante a gestação?A mãe foi tratada de forma adequada durante a gestação?
NãoNão
NãoNão
NãoNão
O resultado
do liquor é normal?
O resultado
do liquor é normal?NãoNão
O exame físico
da criança é normal?
O exame físico
da criança é normal?
O teste não treponêmico
é não reagente?
O teste não treponêmico
é não reagente?
Criança exposta
à sífilis
Sem necessidade
de tratamento
imediato
Criança exposta
à sífilis
Sem necessidade
de tratamento
imediato
Realizar
avaliação
para STORCH
Realizar
avaliação
para STORCH
Notificar para
sífilis congênita
Para definição
do tratamento,
seguir no fluxograma
como criança
nascida de mãe
não adequadamente
tratada
Notificar para
sífilis congênita
Para definição
do tratamento,
seguir no fluxograma
como criança
nascida de mãe
não adequadamente
tratada
Criança
com sífilis
congênita
SEM neurossífilis
Tratar com
benzilpenicilina
cristalina OU
benzilpenicilina
procaína,
por 10 dias
Criança
com sífilis
congênita
SEM neurossífilis
Tratar com
benzilpenicilina
cristalina OU
benzilpenicilina
procaína,
por 10 dias
Criança com
sífilis congênita
COM neurossífilis
Tratar com
benzilpenicilina
cristalina, por 10 dias
Criança com
sífilis congênita
COM neurossífilis
Tratar com
benzilpenicilina
cristalina, por 10 dias
Aplicar benzilpenicilina
benzatina, 50.000 Ul/kg,
dose única, intramuscular
Aplicar benzilpenicilina
benzatina, 50.000 Ul/kg,
dose única, intramuscular
O exame físico do recém-nascido, o hemograma,
o liquor e o RX de ossos longos sãonormais, e o teste
não treponêmico do recém-nascido é não reagente?
O exame físico do recém-nascido, o hemograma,
o liquor e o RX de ossos longos são normais, e o teste
não treponêmico do recém-nascido é não reagente?
SimSim
SimSim
SimSim
NãoNãoSimSim
SimSim
NãoNãoSimSim
Se teste rápido não reagente e ausência de infecção por sífilis: sem necessidade de condutas para a gestante e a criança
Se teste rápido reagente*: avaliar histórico de tratamento de sífilis na gestante
Se teste rápido não reagente e ausência de infecção por sífilis: sem necessidade de condutas para a gestante e a criança
Se teste rápido reagente*: avaliar histórico de tratamento de sífilis na gestante
Notificar para sífilis congênita e realizar teste não
treponêmico sérico da mãe e do recém-nascido,
ao mesmo tempo. Realizar no recém-nascido hemograma
completo e glicemia, RX de ossos longos
e coletar o liquor (solicitar celularidade,
proteinorraquia e VDRL).
Notificar para sífilis congênita e realizar teste não
treponêmico sérico da mãe e do recém-nascido,
ao mesmo tempo. Realizar no recém-nascido hemograma
completo e glicemia, RX de ossos longos
e coletar o liquor (solicitar celularidade,
proteinorraquia e VDRL).
Realizar teste não treponêmico sérico da mãe
e do recém-nascido, ao mesmo tempo.
O teste não treponêmico da criança é pelo menos
duas diluições MAIOR que o materno?
Realizar teste não treponêmico sérico da mãe
e do recém-nascido, ao mesmo tempo.
O teste não treponêmico da criança é pelo menos
duas diluições MAIOR que o materno?
Fluxograma para avaliação e manejo na maternidade das crianças nascidas de mães 
com diagnóstico de sífilis na gestação atual ou no momento do parto
Fluxograma para avaliação e manejo na maternidade das crianças nascidas de mães 
com diagnóstico de sífilis na gestação atual ou no momento do parto
12
Infecções congênitas
Veja que todos os RNs nascidos de mães com diagnóstico de sífilis durante a gestação, 
independentemente do histórico de tratamento materno, devem realizar um teste não 
treponêmico periférico (VDRL). 
Se a mãe for adequadamente tratada e o recém-nascido for assintomático, o VDRL deve ser 
solicitado isoladamente. 
No entanto, se a mãe recebeu tratamento inadequado ou se o recém-nascido é filho de mãe 
adequadamente tratada, mas com VDRL positivo e pelo menos 2 vezes maior que o materno, 
devemos solicitar os seguintes exames: 
• Teste não treponêmico em amostra de sangue periférico da puérpera e do RN
• Radiografia de ossos longos
• Análise do líquido cefalorraquidiano (VDRL, celularidade e proteinorraquia)
• Hemograma completo
• Glicemia
Ainda, para melhor entendimento de cada caso, podemos nos aprofundar um pouco mais no 
fluxograma acima, e, para isso, fica mais fácil separá-lo em dois grupos:
1. RN filho de mãe inadequadamente tratada: deve-se notificar o caso como sífilis congênita, 
solicitar o VDRL da mãe e do RN ao mesmo tempo, e realizar os demais exames no RN 
(hemograma, glicemia, raio-x de ossos longos e liquor):
• Se o exame físico for normal, VDRL não reagente e demais exames normais - tratar com 
penicilina benzatina 50.000 UI/kg em dose única pela via intramuscular.
• Se houver VDRL reagente, alteração de algum outro exame ou RN sintomático, deve-se 
avaliar se há alteração do liquor.
• Se o liquor estiver normal = sífilis congênita SEM neurossífilis: tratar com penicilina 
cristalina ou procaína por 10 dias.
• Se o liquor estiver alterado = sífilis congênita COM neurossífilis: tratamento obrigatório 
com penicilina cristalina por 10 dias.
• Obs. 1: nessa parte do fluxo, todos os recém-nascidos recebem algum tipo de tratamento. 
O tratamento pode ser com penicilina benzatina, cristalina ou procaína, a depender dos 
resultados dos exames, principalmente do liquor.
• Obs. 2: o diagnóstico de neurossífilis nos recém-nascidos é baseado em alterações 
sugestivas no liquor, como VDRL positivo no liquor, celularidade aumentada (leucócitos 
> 25 céls/mm³) ou proteínas aumentadas (> 150 mg/dL).
13
Infecções congênitas
2. RN filho de mãe adequadamente tratada: o recém-nascido irá realizar o VDRL em sangue 
periférico de forma pareada com o VDRL materno. 
• Se o VDRL do RN for maior ou igual a 2 vezes o materno (por exemplo: materno 1:4 e 
do recém-nascido 1:16), a criança tem sífilis congênita; deve-se realizar a notificação, 
investigação e tratamento conforme o fluxo de RN filho de mãe inadequadamente tratada.
• Se o VDRL não apresentar aumento de pelo menos duas diluições em comparação 
ao materno e esta criança não apresentar nenhuma manifestação clínica de sífilis, 
nenhum tratamento imediato será necessário. Com este mesmo resultado de VDRL, 
caso a criança seja sintomática, ela automaticamente entra no fluxo de filho de mãe 
inadequadamente tratada.
• Se o VDRL for não reagente e a criança tiver manifestações clínicas, demais infecções 
congênitas deverão ser investigadas.
• Obs.: veja que a única situação em que não é necessário tratamento é a da criança 
exposta à sífilis (aquela nascida assintomática, cuja mãe foi adequadamente tratada 
e cujo teste não treponêmico é não reagente ou reagente com titulação menor, igual 
ou até uma diluição maior que o materno). De qualquer forma, a criança deverá ser 
referenciada para seguimento clínico e laboratorial na puericultura.
As doses indicadas são: 
• Benzilpenicilina procaína: 50.000 UI/kg, IM, uma vez ao dia, por 10 dias.
• Benzilpenicilina potássica (cristalina) 50.000 UI/kg, IV, de 12/12h (nos primeiros 7 dias) e de 
8/8h (do 7º até o 10º dia), por 10 dias.
• Benzilpenicilina benzatina: 50.000 UI/kg em dose única, intramuscular.
Resumindo:
• Recém-nascidos de mães inadequadamente tratadas, com todos os exames normais 
= penicilina benzatina em dose única.
• Recém-nascidos de mães adequadamente tratadas, com alteração do VDRL (duas 
vezes maior que o materno) e de outros exames OU recém-nascidos de mães 
inadequadamente tratadas com alteração de exames, porém, em ambos os casos, 
liquor normal = benzilpenicilina cristalina OU benzilpenicilina procaína, por 10 dias.
• Recém-nascidos com neurossífilis = benzilpenicilina cristalina, por 10 dias.
14
Infecções congênitas
1.5 Acompanhamento ambulatorial
Esses recém-nascidos devem ter seguimento especial em unidades básicas de saúde. 
A criança exposta à sífilis, mesmo que não tenha sido diagnosticada com sífilis congênita 
no momento do nascimento, pode apresentar sinais e sintomas compatíveis ao longo do 
seu desenvolvimento. Dessa forma, deve ser realizada busca ativa de sinais e sintomas a 
cada retorno. 
Além disso, os testes não treponêmicos devem ser repetidos em 1, 3, 6, 12 e 18 meses. 
Já os testes treponêmicos não são obrigatórios, podendo ser considerados apenas 
após os 18 meses. 
Nos casos em que a criança não tiver sido infectada ou que o tratamento tenha sido realizado 
adequadamente, é esperado que os testes não treponêmicos das crianças declinem aos três 
meses, devendo ser não reagentes aos seis meses.
Pode-se interromper o seguimento laboratorial após dois testes não reagentes consecutivos.
Esses RNs devem também ser acompanhados por odontologistas, oftalmologistas e 
fonoaudiólogos para rastreio de alterações.
2. Vírus da imunodeficiência humana adquirida - HIV
2.1 Transmissão
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) possui dois subtipos: o HIV-1 e HIV-2, sendo ambos 
membros da família Retroviridae. Veja a representação do vírus abaixo:
Estrutura do vírus da imunodeficiência humana
Fonte: adaptada de Shutterstock. Scientific Designing of Human Immunodeficiency Virus (HIV) Structure.
15
Infecções congênitas
A transmissão vertical é a forma predominante da aquisição do vírus pelas crianças. O uso 
de terapia antirretroviral (TARV) durante a gravidez reduz a taxa de transmissão vertical do 
HIV de cerca de 30% para menos de 1%, quando ocorre supressão da carga viral materna 
próxima ao parto. 
A transmissão pode ocorrer antes (intraútero), durante (intraparto), ou depois do parto,através 
da amamentação. O maior risco se dá no intraparto, pela exposição de pele e mucosas do 
recém-nascido a sangue e secreções do trato genital materno e pela transfusão de sangue 
materno-fetal nesse momento.
2.2 Gestantes e o HIV
A testagem para HIV (teste rápido ou laboratorial) deve ser realizada na gestante na primeira 
consulta de pré-natal, no terceiro trimestre e no momento do parto. Além disso, deve ser 
realizada em qualquer momento de exposição de risco e/ou violência sexual.
Ao chegar à maternidade, deve ser solicitado um novo teste rápido para toda gestante, para 
avaliação e liberação de aleitamento materno. No Brasil, a puérpera com HIV deve ser orientada 
a não amamentar, de maneira que a criança exposta, infectada ou não, deve receber fórmula 
láctea infantil.
2.3 Medidas preventivas contra a transmissão vertical 
2.3.1 Terapia antirretroviral 
O tratamento na gestação deve ser iniciado assim que o diagnóstico é estabelecido. A 
genotipagem pré-tratamento está indicada para todas as gestantes infectadas pelo HIV, 
de forma a orientar o esquema terapêutico. Entretanto, não se deve esperar o resultado 
para iniciar a TARV. O esquema recomendado para gestantes e acompanhamento mais 
específico do pré-natal será abordado nas aulas de Ginecologia e Obstetrícia.
2.3.2 Tipo de parto e uso de zidovudina (AZT) durante o parto
As indicações da via de parto variam de acordo com a dosagem de carga viral e a adesão 
à TARV durante a gestação. Gestantes com carga viral desconhecida ou detectável devem 
receber AZT endovenoso (EV) profilático no parto.
16
Infecções congênitas
Veja o fluxograma a seguir:
Gestantes com
CV desconhecida
ou detectável na 34.ª semana
Gestantes com
CV desconhecida
ou detectável na 34.ª semana
Parto cesáreo,
eletivo, empelicado,
a partir da 38.ª semana
Parto cesáreo,
eletivo, empelicado,
a partir da 38.ª semana
AZT injetável
EV no parto
AZT injetável
EV no parto
Gestante com
CV detectável, porém menor
que 1.000 cópias/mL na 34.ª semana
Gestante com
CV detectável, porém menor
que 1.000 cópias/mL na 34.ª semana
Parto segundo
indicação obstétrica;
pode ser vaginal
Parto segundo
indicação obstétrica;
pode ser vaginal
AZT injetável
EV no parto
AZT injetável
EV no parto
Gestante com CV 
indetectável na 34.ª semana
Gestante com CV 
indetectável na 34.ª semana
Parto segundo 
indicação obstétrica,
preferencialmente vaginal
Parto segundo 
indicação obstétrica,
preferencialmente vaginal
Manter TARV
habitual via oral
Manter TARV
habitual via oral
Fluxograma com indicações da via de parto e da necessidade de
administração de AZT intraparto em gestantes vivendo com HIV
Fluxograma com indicações da via de parto e da necessidade de
administração de AZT intraparto em gestantes vivendo com HIV
Fonte: adaptado do Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para 
Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais. 2022.
17
Infecções congênitas
2.4 Atenção ao recém-nascido exposto ao HIV
Cuidados na sala de parto e no pós-parto imediato
1. Sempre que possível, realizar o parto empelicado, com a retirada do neonato mantendo as 
membranas corioamnióticas íntegras.
2. Clampear imediatamente o cordão após o nascimento, sem qualquer ordenha. São reconhecidos 
os benefícios do clampeamento tardio. No entanto, recomenda-se que:
• Para mulheres em contexto de replicação viral (CV-HIV desconhecida ou superior a 1000 
cópias/mL) ou, ainda, com sintomas de infecção aguda pelo HIV e/ou deficits de adesão, 
mantém-se a indicação geral de clampeamento imediato.
• Casos considerados “extraprotocolo” sejam discutidos conjuntamente com especialistas 
para a tomada de decisão.
3. Realizar o banho do recém-nascido ainda na sala de parto, preferencialmente com fonte de 
água corrente, assim que ele estiver estável. Limpar com compressas macias todo sangue e 
secreções visíveis no RN. A compressa deve ser utilizada de forma delicada, com cuidado ao 
limpar as secreções, para não lesar a pele frágil da criança, evitando uma possível contaminação.
4. Evitar aspiração de boca, narinas ou vias aéreas e, se for necessária, deve ser cuidadosa.
5. Aspirar também o conteúdo gástrico de líquido amniótico, somente se necessário, com sonda 
oral, evitando traumatismos. Se houver presença de sangue, realizar lavagem gástrica com soro 
fisiológico.
6. Colocar o RN junto à mãe o mais brevemente possível. É recomendado o alojamento conjunto em 
período integral, com o intuito de fortalecer o vínculo mãe-filho.
7. Iniciar a profilaxia para prevenção da transmissão vertical do HIV (PTVHIV) o mais precocemente 
possível, na sala de parto, logo após os cuidados iniciais, preferencialmente nas primeiras quatro 
(4) horas após o nascimento, de acordo com a classificação de risco de exposição da criança.
8. A coleta da primeira CV-HIV deve ser realizada nas primeiras horas de vida, preferencialmente 
antes da primeira dose da profilaxia. No entanto, em nenhuma hipótese, a coleta deve atrasar o 
início do(s) ARV(s).
9. Orientar a não amamentação e inibir a lactação com medicamento (cabergolina). A mãe deve ser 
orientada a substituir o leite materno por fórmula láctea infantil até, pelo menos, os 6 meses de 
idade¹. O aleitamento misto também é contraindicado. Pode-se usar leite humano pasteurizado 
proveniente de banco de leite credenciado pelo MS (ex.: RN pré-termo ou com baixo peso), nunca 
devendo ser realizada pasteurização domiciliar.
10. Mesmo em mães com CV-HIV indetectável, se em algum momento do seguimento, a prática de 
aleitamento materno for identificada, deve-se suspendê-lo imediatamente, solicitar exame de CV-
HIV para o RN e iniciar profilaxia pós-exposição (PEP) simultaneamente à investigação diagnóstica².
¹A Nota Técnica n.º 4/2021 CGIST/.DCCI/SVS/MS dispõe sobre a recomendação do medicamento cabergolina 
0,5 mg e da fórmula láctea infantil na prevenção da transmissão vertical do HIV e do HTLV.
² Para mais informações sobre PEP, consultar o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para 
Profilaxia Pós-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais”.
Fonte: adaptado do Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes. 2023.
18
Infecções congênitas
Fonte: adaptado do Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes. 2023.
Maternidade: cuidados antes da alta
1. É recomendado o alojamento conjunto em período integral, com o intuito de fortalecer o 
vínculo mãe-filho.
2. Iniciar precocemente, ainda na maternidade ou na primeira consulta ambulatorial, 
o monitoramento laboratorial em todas as crianças expostas, independentemente de 
serem ou não pré-termo, considerando a possibilidade de eventos adversos aos ARV 
utilizados pela mãe.
3. É contraindicado o aleitamento cruzado, amamentação da criança por outra nutriz, 
e o uso de leite humano com pasteurização domiciliar. Orientar a mãe a substituir 
o leite materno por formula láctea infantil até a criança completar 6 meses de idade, pelo 
menos.
4. Anotar no resumo de alta do RN as informações do pré-natal, as condições do 
nascimento, os dados neonatais, o tempo de uso de zidovudina injetável na mãe, 
o momento do início da profilaxia no RN, o(s) medicamento(s) e dose(s) utilizado(s), 
a periodicidade e a previsão da data de término, além dos exames realizados, vacinas 
aplicadas, mensurações antropométricas, tipo de alimento fornecido à criança e outras 
informações importantes relativas ao parto.
Essas informações deverão ser disponibilizadas ao Serviço de Assistência Especializada 
(SAE) e à Unidade Básica de Saúde (UBS) que acompanharão a criança e a puérpera. É 
importante registrar no documento de alta qual SAE e quais UBS farão este atendimento.
5. A alta da maternidade é acompanhada de consulta agendada em serviço especializado 
para seguimento de crianças expostas ao HIV e coletade CV-HIV ou DNA pró-viral com 
14 dias de vida. Se o exame de CV-HIV realizado ao nascimento apresentar resultado 
detectável, recomenda-se coleta imediata de segunda amostra, conforme fluxograma de 
diagnóstico da infecção pelo HIV em menores de 18 meses. 
O comparecimento a essa consulta necessita ser monitorado. Em caso de não 
comparecimento, contatar a puérpera.
A data da primeira consulta não deve ser superior a 15 dias a contar do nascimento, 
idealmente na primeira semana de vida. 
6. Preencher as fichas de notificação da "Criança Exposta ao HIV" e enviá-las ao núcleo de 
vigilância epidemiológica competente.
7. Atentar para as anotações feitas na Caderneta de Saúde da Criança referentes a dados 
que remetam à exposição ao HIV, comprometendo o sigilo, uma vez que se trata de um 
documento comumente manuseado pela família e algumas vezes requerido no trabalho 
dos progenitores para liberação do salário-família e para frequência à creche. Atentar 
para todas as imunizações recomendadas para o RN.
19
Infecções congênitas
Um ponto bastante importante aqui é o clampeamento do cordão umbilical.
2.4.1 Profilaxia antirretroviral"
Antes de continuar com nosso conteúdo, vamos responder a essa questão:
Todos os recém-nascidos expostos ao HIV devem receber profilaxia com antirretroviral. 
Devemos classificar os recém-nascidos em baixo ou alto risco para infecção por HIV. 
Em ambos os casos, a profilaxia deve ser iniciada o mais precocemente possível após o 
nascimento, ainda dentro das primeiras 4 horas de vida.
Clampeamento do cordão umbilical em filhos de mães com HIV
"Atenção à bibliografia à qual o enunciado da questão está se referindo!"
Organização Mundial da Saúde (OMS) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
Segundo a atualização de 2022, em recém-nascidos (RNs) com boa vitalidade, 
recomenda-se o clampeamento tardio do cordão umbilical, incluindo filhos de gestantes 
com HIV e daquelas com status sorológico para HIV desconhecido, pois se considera 
que não há aumento no risco de positividade para os RNs.
Ministério da Saúde
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Prevenção 
da Transmissão Vertical de HIV, sífilis e hepatites virais, também publicado em 2022, o 
clampeamento do cordão deve ser imediato em filhos de mães com HIV.
O PCDT de Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes coloca a 
seguinte observação: “São reconhecidos os benefícios do clampeamento tardio. No 
entanto, recomenda-se que: 
• Para mulheres em contexto de replicação viral (CV-HIV desconhecida ou superior a 
1000 cópias/mL) ou, ainda, com sintomas de infecção aguda pelo HIV e/ou déficits de 
adesão, mantém-se a indicação geral de clampeamento imediato.
• Casos considerados “extraprotocolo” sejam discutidos conjuntamente com 
especialistas para a tomada de decisão.”
Responder na plataformaQuestão 03 
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=629a762cbca2e83833fab94a
20
Infecções congênitas
Veja novamente a tabela de classificação de risco:
Classificação do risco de exposição ao HIV para criança nascida de mãe vivendo com 
HIV
A
lto
 ri
sc
o
Mães sem pré-natal OU
Mães sem TARV durante a gestação OU
Mães com indicação para profilaxia no momento do parto e que não a receberam OU
Mães com início de TARV após a 2ª metade da gestação OU
Mães que receberam ARV somente no intraparto OU
Mães com infecção aguda pelo HIV durante a gestação ou aleitamento OU
Mães com CV-HIV detectável no 3.º trimestre de gestação, recebendo ou não TARV OU
Mães sem CV-HIV conhecida OU
Diagnóstico materno da infecção pelo HIV realizado no momento do parto
Ba
ix
o 
ris
co
Uso de TARV na gestação E com carga viral (CV) do HIV indetectável a partir da 28ª 
semana (3.° trimestre) E sem falha na adesão à TARV
Fonte: adaptado de Ministério da Saúde. PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, 2023.
Alto risco: o esquema profilático deve ser administrado por 28 dias, geralmente com 
três antirretrovirais:
• Zidovudina (AZT)
• Lamivudina (3TC)
• Raltegravir (RAL) 
Baixo risco: zidovudina (AZT) por 28 dias. 
21
Infecções congênitas
O esquema recomendado para recém-nascidos a termo de alto risco é administrar 
3 antirretrovirais, inicialmente por 28 dias:
• Zidovudina (AZT): a dose varia conforme a idade gestacional: RN > 35 semanas, entre 30 
e 35 semanas efor superior a 
500 cópias/mL.
³ A decisão clínica deverá considerar que o limite de detecção para a metodologia utilizada no exame de DNA 
pró-viral é de 300 cópias/mL.
Obs. 1: não postergar o início ou manutenção da terapia antirretroviral até o resultado da genotipagem do HIV.
Obs. 2: atentar para indicar coleta o mais precocemente possível de amostra para tipificação do alelo 
HLA-B*5701, a depender da oportunidade de coletas de exames subsequentes.
Atentar para indicar a coleta o mais 
precocemente possível de amostra 
para tipificação do alelo HLAB*5701, 
a depender da oportunidade de 
coletas de exames subsequentes
23
Infecções congênitas
A exclusão definitiva do diagnóstico na criança é realizada na presença de todos os 
critérios abaixo: 
• Ao menos duas CVs indetectáveis obtidas após a suspensão da profilaxia antirretroviral.
• Boas condições clínicas, desenvolvimento neuropsicomotor adequado e sem evidência de 
deficit imunológico.
• Documentação da sororreversão anti-HIV em imunoensaio na criança aos 12 meses de 
idade. A sororreversão geralmente ocorre após 18 meses de idade, no entanto, é possível 
a documentação a partir de 12 meses. Se não houver sororreversão nesta idade, deve-se 
aguardar até os 18 meses para realização de novo imunoensaio. Caso permaneça o resultado 
reagente aos 18 meses de idade, deve-se realizar nova coleta aos 24 meses.
A infecção pelo HIV pode ser excluída presumivelmente se a criança não estiver sendo 
amamentada, se for assintomática e não apresentar evidências clínicas de imunodeficiência, e 
com ao menos duas CV-HIV indetectáveis, após finalização da profilaxia antirretroviral. 
Todas as crianças expostas ao HIV devem receber profilaxia para pneumocistose, causada 
pelo Pneumocystis jirovecii, pois é a infecção oportunista mais frequente na criança infectada 
pelo HIV e o primeiro ano de vida é o período de maior risco. A profilaxia deve ser feita com 
sulfametoxazol-trimetoprim a partir de 4 semanas até o quarto mês de vida (conforme a figura 
abaixo), e deve ser feita a notificação dos casos como “crianças expostas”.
Fonte: adaptado de Ministério da Saúde. PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, 2023.
A criança é considerada infectada pelo HIV quando apresenta:
• Um resultado de carga viral do HIV (CV-HIV) detectável seguido de um exame de 
DNA pró-viral detectável; OU 
• Dois resultados de carga viral do HIV (CV-HIV) detectáveis, sendo o segundo com 
valor igual ou superior a 100 cópias/mL.
Profilaxia primária de P. jiroveci em crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV
Idade Recomendação
Nascimento até 4 semanas Não indicar profilaxia
4 semanas a 4 meses Indicar profilaxia até definição diagnóstica, 
independente do status de LT-CD4
4 meses a 12 meses:
• Criança não infectada
• Criança infectada pelo HIV 
ou infecção indeterminada
• Não indicar ou suspender profilaxia
• Indicar e manter profilaxia até definição diagnóstica. 
Para as crianças infectadas, a profilaxia será mantida 
até pelo menos os 12 meses
Após os 12 meses:
• Criança infectada
Indicar profilaxia de acordo com a contagem de 
LT-CD4+.
• De 1 até 6 anos: se a LT-CD4+ for inferior 
a 500 células/mm³ ou menor que 22%
• Entre 6 e 12 anos: se a LT-CD4+ for inferior 
a 200 células/mm³ ou menor que 14%
24
Infecções congênitas
3. Toxoplasmose congênita
3.1 Transmissão
Causada pelo parasita intracelular obrigatório Toxoplasma gondii, a toxoplasmose ocorre em 
casos de infecção primária da mãe durante a gestação ou reativação de infecção latente em 
mulher imunossuprimida. A probabilidade de uma mãe infectar seu recém-nascido (RN) por 
via transplacentária em infecção primária aumenta conforme o avançar da idade gestacional. 
No entanto, quanto mais precoce a idade gestacional, maior a probabilidade de a infecção ser 
mais grave. O índice de infecção está relacionado aos hábitos alimentares, disponibilidade de 
saneamento básico, e ao clima quente, sendo mais comum em países tropicais. 
Por uma questão própria do parasita, após se replicar na placenta ele atinge praticamente todos 
os órgãos, mas principalmente o sistema nervoso central, e promove acometimento ocular.
Vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV)
Em fevereiro de 2024 foi estabelecido que serviços de saúde públicos e privados de 
todo o Brasil devem passar a notificar compulsoriamente a infecção por HTLV em 
gestantes, parturientes ou puérperas e em crianças expostas ao risco de transmissão 
vertical.
Espera-se que, ainda em 2024, seja implementado o rastreamento universal das gestantes 
e testes confirmatórios, conforme aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de 
Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
Quanto mais precoce a idade gestacional, menor a probabilidade de transmissão, 
porém, mais grave é a infecção
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Infecções congênitas
3.2 Quadro clínico
Cerca de 70% dos RNs são assintomáticos. As formas mais graves acometem por volta de 10% 
das crianças e têm manifestações: 
• Neurológicas: verificamos a presença de calcificações intracranianas difusas causadas pela 
necrose e inflamação que ocorrem no local. Hidrocefalia obstrutiva é a alteração clínica 
mais vista na neurotoxoplasmose congênita. Crises convulsivas podem ocorrer, assim como 
microcefalia e coriorretinite.
Tomografia de crânio com calcificações cerebrais difusas em paciente com toxoplasmose congênita
Fonte: Global Water Pathogen Project, 2015. 
• Generalizadas (ou sistêmicas): mais comuns em infecções ocorridas na fase tardia da 
gestação. Pode haver icterícia, febre, hepatoesplenomegalia, pneumonia, miocardite e 
hidropsia fetal.
26
Infecções congênitas
Apesar de ocorrer em menos de 10% dos casos, muitas questões cobram sobre as manifestações 
na tétrade de Sabin.
Ademais, a forma subclínica é a mais comum, na qual o RN apresenta sorologia positiva para 
toxoplasmose, além de alterações discretas do liquor e, posteriormente, ocorre o surgimento 
de sequelas oculares e neurológicas, no qual as mais encontradas são: hidrocefalia, 
microcefalia, convulsões, hipertonia muscular, hiper-reflexia tendinosa, paralisias e surdez. Já 
as complicações oftalmológicas mais encontradas são: microftalmia, sinéquia de globo ocular, 
estrabismo, nistagmo e catarata.
Quase todos os que adquirem a infecção congênita desenvolvem sinais ou sintomas tardiamente 
se não forem tratados adequadamente. Uma das principais alterações é a coriorretinite (cerca 
de 80% dos casos desenvolvem a lesão ocular), podendo evoluir para comprometimento visual 
grave. A toxoplasmose é a causa mais comum de uveíte posterior infecciosa (coriorretinite) 
em todo o mundo.
3.3 Diagnóstico
3.3.1 Métodos sorológicos e teste de avidez na gestação
Primeiramente vamos responder a essa questão da USP-SP:
A tétrade de Sabin é composta por:
• Coriorretinite (comprometimento mais comum na toxoplasmose congênita)
• Calcificações intracranianas difusas
• Hidrocefalia ou microcefalia
• Deficiência intelectual
“Toxoplasmose tem calcificação por Todo o cérebro” é mnemônico para não 
confundir com as calcificações do “citomegaloVírus”, que são “periVentriculares”
Responder na plataformaQuestão 04 
https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=639be8889558ac0b9e8f9a9a
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Infecções congênitas
As sorologias maternas, IgG e IgM, devem ser solicitadas na primeira consulta de pré-
natal. É importante lembrar que o IgM indica infecção aguda, elevando-se após cerca de 2 
semanas de sua decorrência, tornando-se indetectável em 6 a 9 meses. Este anticorpo não 
atravessa a placenta, portanto, torna-se presente na circulação sanguínea fetal em resposta à 
infecção congênita. 
Entretanto, o IgG também apresenta uma elevação em uma a duas semanas após a infecção 
aguda, com pico em 1 a 2 meses, seguindo queda lenta, mas sempre com títulos positivos. 
Um teste sorológico positivo para IgM durante a gestação, especialmente no início, não 
significa necessariamente infecção recente; em muitos casos, a infecção ocorreupreviamente 
à gestação e não há risco de transmissão vertical. Nestes cenários, o teste utilizado para o 
diagnóstico é a avidez de IgG, considerada elevada (> 60%) quando a infecção tem mais de 3 
meses. Ou seja, quanto mais tempo decorrido da infecção, mais ávido o IgG se torna! 
Dessa forma, como será o nosso raciocínio?
Definições de casos de infecção pelo Toxoplasma gondii em gestantes
Comprovada
Soroconversão gestacional
Detecção do DNA do Toxoplasma gondii em líquido amniótico pela PCR
Provável
IgG+, IgM+, avidez baixa (colhido em qualquer idade gestacional)
Aumento progressivo nos títulos de IgG e/ou IgM
IgM+ e história clínica sugestiva de toxoplasmose aguda gestacional
Possível
IgG+, IgM+, avidez alta ou indeterminada (colhido após 12 semanas de gestação)
IgG+, IgM+, em amostra única colhida em qualquer idade gestacional, 
sem realização de índice de avidez
Improvável
IgG+, IgM+ ou -, índice de avidez alto (colhido antes de 12 semanas de gestação)
Ausente
IgG- e IgM- durante toda a gestação
IgG+ antes da concepção
IgM+ sem aparecimento de IgG
Fonte: adaptado da Sociedade Brasileira de Pediatria. Toxoplasmose congênita. 2020.
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Infecções congênitas
Uma vez verificada ou suspeitada a infecção aguda, deve-se realizar ultrassonografia fetal, e 
pode-se considerar a amniocentese e PCR. 
PCR no líquido amniótico: esse teste pode ser realizado após 18 semanas e encaminhado para 
análise de DNA do toxoplasma em líquido amniótico.
3.3.2 Testes sorológicos e exames complementares no recém-nascido
O diagnóstico no recém-nascido é feito mediante sorologia com IgM (ELISA com sensibilidade 
de 75%) ou IgA (idealmente dosar ambos, porém os testes sorológicos de IgA são pouco 
disponíveis no Brasil). Lembrar que IgG ultrapassa placenta e, nas crianças não infectadas, 
o título dos anticorpos da IgG diminui gradativamente até que ocorra negativação em torno 
de 1 ano de vida. Dessa forma, a persistência da IgG após 12 meses de vida ou aumento 
da afinidade de IgG nos primeiros meses de vida permitem fazer o diagnóstico da infecção 
congênita. O resultado de um IgG negativo realizado antes dos 12 meses afasta a possibilidade 
de toxoplasmose congênita. 
O RN deve ser submetido às seguintes análises: 
• Hemograma completo: a linfocitose com eosinofilia é a alteração mais presente, podendo 
ocorrer também anemia e trombocitopenia. 
• Bioquímica: o aumento da bilirrubina é a alteração mais comum.
• Imagem do sistema nervoso central: o mais utilizado é a ultrassonografia transfontanela. 
Pode-se observar a presença de calcificações intracranianas difusas e hidrocefalia. Quanto 
à tomografia, deve-se considerar a irradiação e avaliar riscos e benefícios.
• Análise do LCR: este pode apresentar hiperproteinorraquia e pleocitose linfomonocitária. 
Pode ser realizado PCR para pesquisa viral no liquor.
Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Pediatria. Toxoplasmose congênita. 2020.
Recém-nascido assintomático, mãe com infecção pelo Toxoplasma gondiiRecém-nascido assintomático, mãe com infecção pelo Toxoplasma gondii
Em RN sintomáticos deve-se solicitar o estudo anátomo-patológico da placenta, 
ELISA IgM por captura, IgG do binômio, fundoscopia ocular, hemograma, 
estudo do liquor, audiometria, funções hepática e renal e TC de crânio
Em RN sintomáticos deve-se solicitar o estudo anátomo-patológico da placenta, 
ELISA IgM por captura, IgG do binômio, fundoscopia ocular, hemograma, 
estudo do liquor, audiometria, funções hepática e renal e TC de crânio
RN assintomáticoRN assintomático
Realizar exames: anatomopatológico da placenta, ELISA IgM
por captura, IgG do binômio, UST, fundoscopia, hemograma
Realizar exames: anatomopatológico da placenta, ELISA IgM
por captura, IgG do binômio, UST, fundoscopia, hemograma
Exames alterados: estudo do liquor, funções
hepática e renal, audiometria, TC de crânio
Exames alterados: estudo do liquor, funções
hepática e renal, audiometria, TC de crânio
Criança infectada: 
tratamento por um ano
Criança infectada: 
tratamento por um ano
Criança não infectada: queda
progressiva dos títulos de IgG
Criança não infectada: queda
progressiva dos títulos de IgG
Resultados
normais
Resultados
normais
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Infecções congênitas
3.4 Tratamento do recém-nascido
O tratamento de toxoplasmose na gestação será abordado nas aulas de Ginecologia 
e Obstetrícia.
Todas as crianças com toxoplasmose congênita comprovada devem ser submetidas ao 
tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico por 1 ano. Deve-se iniciar o 
tratamento preferencialmente ainda na primeira semana.
Tratamento da toxoplasmose congênita
Lembre-se do mnemônico “SPA” para tratamento da toxoplasmose congênita: 
• Sulfadiazina: 100 mg/kg/dia, via oral, de 12/12 horas.
• Pirimetamina: 2 mg/kg/dia, via oral, de 12/12 horas por dois dias e, posteriormente, 
1 mg/kg/dia, em dose única diária nos primeiros 6 meses. No segundo semestre de 
tratamento, utiliza-se em dias alternados, no total de três vezes na semana.
• Ácido folínico: 5 a 10 mg, três vezes na semana (para combater a toxicidade medular 
da pirimetamina).
Para além do Pareto
A prednisona pode ser utilizada até a diminuição do processo inflamatório, sendo empregada 
em casos de acometimento neurológico (quando com proteinorraquia > 1.000 mg/dL) e 
ocular (coriorretinite em atividade). A dose recomendada é de 0,5 mg/kg/dose a cada 12 horas 
até a redução inflamatória (normalmente em 4 semanas).
Considera-se tratada a criança com negativação do IgG ou queda comprovada após 6 meses 
do fim do tratamento medicamentoso. 
No caso de RN assintomático e com exames iniciais normais, mas mãe com diagnóstico 
possível de toxoplasmose na gestação, devemos acompanhar com sorologias.
3.5 Seguimento
Os pacientes acometidos necessitam de um encaminhamento diferenciado com um 
infectologista pediátrico, oftalmologista, fonoaudiologia, fisioterapia e neurologista. A 
oftalmoscopia deve ser feita trimestralmente no primeiro ano, a cada 6 meses até os 6 anos, e 
anualmente após este período.
O exame de triagem auditiva deve ser o potencial evocado auditivo de tronco encefálico 
(PEATE ou BERA), mais específico do que o de emissões otoacústicas evocadas, realizado para 
todos os RNs na maternidade. 
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Infecções congênitas
3.6 Prevenção
A fim de prevenir o contágio, devemos orientar as pacientes gestantes a: higienizar 
corretamente as mãos antes das refeições e após manusear lixo, ter contato com animais 
ou manipular alimentos; usar luvas ao manipular carnes cruas e evitar o consumo desses 
alimentos; evitar manusear terra, areia ou solo, bem como o contato com fezes de gato 
contaminado; consumir apenas água filtrada ou fervida; higienizar frutas, legumes e 
verduras em água corrente antes do consumo.
4. Citomegalovírus
4.1 Características gerais e transmissibilidade
O citomegalovírus (CMV) é um vírus da família dos herpesvírus (também chamado herpes 
vírus tipo 5). A transmissão ocorre através do contato íntimo com secreções ou excreções de 
pessoas infectadas, ou por transfusão sanguínea. O vírus pode ser isolado em urina, sangue, 
liquor, saliva, secreções genitais e até leite materno. 
O recém-nascido pode adquirir o vírus de três formas: transmissão vertical (intrauterino 
ou congênito), no momento do parto (por contato com secreções genitais), ou pós-
natal precoce (pelo aleitamento materno). A infecção intrauterina ocorre em gestantes com 
infecção pelo vírus, seja ela primária ou uma reativação de infecção latente, ocasionando a 
infecção congênita pelo vírus, sendo a probabilidade de alterações congênitas inversamente 
proporcional à idade gestacional. É reconhecido como a causa infecciosa mais frequente de 
surdez neurossensorial não hereditária na infância, acometendo cerca de 50% das crianças 
com CMV. Geralmente apresenta piora progressiva.
4.2 Quadro clínico
4.2.1 Sintomáticos
Cerca de 10% dos recém-nascidos com CMV apresentam a doença sintomática. O 
citomegalovírus pode causar: 
• Perda auditivaneurossensorial
• Microcefalia com ou sem calcificações intracranianas periventriculares
• Hepatoesplenomegalia
• Restrição do crescimento intrauterino
• Prematuridade
• Icterícia colestática
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Infecções congênitas
• Petéquias
• Anemia
• Coriorretinite
• Atrofia óptica
• Nos exames laboratoriais, é comum que haja: trombocitopenia, hiperbilirrubinemia direta e 
aumento de alanina aminotransferase (ALT)
Tomografia de crânio com calcificações periventriculares, típicas de citomegalovirose congênita
Fonte: Citomegalovirose congênita. Einstein. 2011.
Lembre-se: calcificações no citomegaloVírus são periVentriculares
32
Infecções congênitas
4.2.2 Assintomáticos
Cerca de 90% das crianças infectadas cursam com a forma assintomática ou subclínica 
da doença. Esses RNs, assim como os que manifestam a doença clinicamente, devem ser 
acompanhados de forma contínua para avaliação de possíveis acometimentos futuros.
As crianças infectadas excretam o vírus na urina, nasofaringe e saliva por meses a anos, e 
contribuem significativamente na cadeia de transmissão horizontal da doença. 
4.3 Diagnóstico
Em recém-nascidos com suspeita de infecção congênita ou mães com infecção adquirida 
durante a gestação, devemos solicitar exames laboratoriais específicos. Os três utilizados no 
diagnóstico são:
• Detecção do DNA viral pelo método de PCR em urina ou saliva em até 3 semanas de idade.
• Sorologias anti-CMV IgM e IgG (baixa sensibilidade).
Um ponto importante é definir se o CMV foi adquirido ainda intraútero ou no período peri 
ou pós-natal, isto é, por secreções vaginais ou aleitamento. Se a detecção do vírus for a 
partir de 3 semanas de vida, é sugestivo de infecção adquirida no período perinatal ou 
pós-natal precoce.
4.4 Tratamento
As indicações de tratamento são controversas. Nos casos recomendados, o tratamento é 
realizado em recém-nascidos com infecção congênita confirmada, que estejam sintomáticos, 
com comprometimento do sistema nervoso central e/ou com doença multissistêmica. O 
tratamento pode ser realizado com valganciclovir ou ganciclovir. 
4.5 Prevenção
Medidas de prevenção, como uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados 
e lavagem das mãos, são importantes principalmente para mães que trabalham em locais de risco, 
como hospitais. O ideal é evitar o contato de gestantes com pacientes comprovadamente positivos. 
Em casos de doação de leite, a pasteurização pode inativar completamente o CMV. Apesar da 
possibilidade de transmissão pelo leite materno, devemos ter esse cuidado especialmente no 
caso de recém-nascidos com peso SPC (surdez neurossensorial, persistência do canal arterial e catarata)
5.4 Diagnóstico
O diagnóstico materno é feito por meio de sorologia IgM e, posteriormente, com o 
aumento de IgG.
35
Infecções congênitas
Já no recém-nascido, além das sorologias (IgG e IgM), podemos realizar o PCR viral em 
secreções da orofaringe, respiratórias, líquido amniótico, urina e liquor, e o isolamento viral, que 
pode ser feito com secreção de faringe posterior, placenta, sangue periférico, urina e liquor. 
Sorologicamente, podemos observar nos RNs a presença de IgM ou monitorização de níveis 
de IgG ao longo do tempo (lembrar que IgG passa pela placenta, e devemos acompanhar a 
manutenção desses níveis com anticorpos do RN).
5.5 Manejo
Uma vez estabelecido o diagnóstico na mãe, ou o RN tendo sorologias ou PCR positivos, deve-
se realizar hemograma completo, coleta de liquor, radiografia de ossos longos, ecocardiograma, 
ultrassonografia transfontanelar e avaliação audiométrica. Essas crianças devem ter 
acompanhamento e reavaliação dos acometimentos continuamente, pois podem apresentar 
progressão do quadro.
Esses RNs são considerados transmissores durante o primeiro ano de vida e devem ser 
mantidos isolados de outros recém-nascidos. Não há tratamento específico e as medidas são 
tomadas de acordo com os defeitos congênitos apresentados por cada paciente. O uso de 
agentes antivirais ou imunoglobulina específica não altera a evolução da doença. 
5.6 Medidas de prevenção
A maior medida de prevenção é a vacinação de crianças e mulheres em período fértil. A rubéola 
é uma das três doenças virais cobertas pela vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba).
É importante lembrar que gestantes não podem ser imunizadas, pois a vacina é de vírus vivo e 
existe o risco de transmissão ao feto. 
Vamos abordar agora outras infecções congênitas, não tão prevalentes, mas que apresentam 
pontos bastante específicos quando cobradas. 
6. Herpes simples
6.1 Transmissão
A infecção pelo vírus da herpes pode ser adquirida no período intraútero, durante o parto 
ou no período neonatal. As infecções intrauterinas e no pós-parto são bem conhecidas, mas 
ocorrem com pouca frequência.No pós-parto, o recém-nascido pode se contaminar a partir 
do contato com a mãe ou outro adulto que apresente infecção não genital, como herpes labial 
(em geral causado pelo HSV-1). No intraútero, a transmissão ocorre pela alta viremia materna 
ou pela ascensão da infecção do trato genital. Entretanto, o mais comum é a infecção ocorrer 
no intraparto, durante a passagem pelo canal vaginal infectado e contaminado com as lesões 
de herpes genital, ativas ou não (tipicamente HSV-2). Dessa forma, em mães com lesão genital 
ativa no momento do parto, indica-se a cesárea.
36
Infecções congênitas
6.2 Quadro clínico
Os recém-nascidos infectados raramente são sintomáticos ao nascer. Geralmente manifestam 
os sintomas após 7 a 12 dias de vida, normalmente de 3 maneiras:
• Mucocutânea localizada: pele, boca e/ou olhos.
• Sistema nervoso central: encefalite com ou sem lesões mucocutâneas.
• Doença disseminada (sepsis-like): pode ser letal em mais de 80% dos casos se não tratada.
6.3 Diagnóstico
O diagnóstico definitivo ocorre por isolamento do vírus em lesões de pele, boca, nasofaringe, 
conjuntiva, urina, sangue e liquor. O mais utilizado é a detecção do DNA pela técnica de PCR. 
O isolamento do vírus em cultura de tecidos e sangue é a técnica mais específica para o 
diagnóstico, mas não é um método disponível na prática diária. 
6.4 Prevenção e tratamento
A fim de prevenir a transmissão vertical e infecção no recém-nascido, deve-se realizar o 
manejo adequado da gestante, considerando se há lesões genitais e o tipo de parto adequado. 
Já a prevenção pós-natal inclui evitar o contato com as lesões da mãe.
O tratamento deve ser realizado com aciclovir endovenoso, a depender do quadro clínico. 
7. Varicela congênita
7.1 Quadro clínico
Poucos RNs infectados pelo vírus varicela-zóster apresentaram alterações congênitas. 
Quando ocorrem manifestações clínicas, as principais situações são:
• Síndrome da varicela fetal: geralmente ocorre quando a gestante adquire varicela entre 
a 5.ª e 24.ª semana de gestação. As manifestações clínicas características incluem lesões 
cicatriciais em pele e acometimento dos membros (como hipoplasia de membros), alterações 
neurológicas e oftalmológicas.
• Varicela neonatal: RN cuja mãe apresenta varicela no período entre 5 dias antes e 2 dias 
depois do parto e, nesse caso, o RN tem alta chance de desenvolver varicela grave e 
disseminada (perceba que nesta situação não deu tempo de a mãe produzir os anticorpos 
e repassá-los ao feto). A profilaxia da varicela nestes casos é discutida na aula de Doenças 
Exantemáticas.
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Infecções congênitas
7.2 Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito associando a clínica apresentada pelo RN e a história materna de infecção. 
Recém-nascidos expostos ao vírus da varicela que apresentem qualquer sinal de infecção devem 
receber aciclovir endovenoso. 
8. Hepatite B
O vírus da hepatite B é o mais comum entre os vírus das hepatites. Quando a mãe adquire a 
infecção no terceiro trimestre, cerca de metade das crianças podem ser infectadas. Quanto 
mais precocemente a criança é infectada, maior será a probabilidade de cronificação. Por este 
motivo, é preconizada a vacina logo após o nascimento, já nas primeiras horas de vida.
9. Zika vírus
9.1 Transmissão
O Zika vírus (ZIKV) é um arbovírus pertencente ao gênero Flavivirus e à família Flaviridae. É 
transmitido pela picada de mosquitos fêmeas do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti o 
principal vetor. Pode haver também a transmissão vertical, sexual e por contato com secreções. 
Ainda não foi comprovada sua transmissão pelo leite materno.
9.2 Quadro clínico
Após o nascimento de criança cuja mãe tenha apresentado Zika próximo ou durante a 
gestação, é importante avaliar a presença de microcefalia. 
Desde a emergência da infecção, o Ministério da Saúde utilizou vários métodos para a 
definição da microcefalia, mas a partir de agosto de 2016 decidiu seguir as orientações da 
OMS, utilizando as curvas do InterGrowth como referências: perímetro cefálico (PC) menor que 
menos dois (-2) desvios-padrão abaixo da média específica para o sexo e idade gestacional. 
Além disso, a OMS considera que a medida menor que menos três (-3) desvios-padrão é 
definida como microcefalia grave.
A imunoglobulina humana anti-hepatite B está indicada logo após o nascimento, 
preferencialmente ainda nas primeiras 12 horas de vida, para RN de mãe HBsAg 
reagente para hepatite B. 
Quando o perfil HBsAg da mãe for desconhecido, deve-se administrar imediatamente a 
vacina contra a hepatite B e, simultaneamente, solicitar a pesquisa de HBsAg materno, 
indicando-se a imunoglobulina até o 7.º dia de vida, se o resultado for reagente.
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Infecções congênitas
A infecção pelo Zika vírus pode ocasionar desfechos graves, incluindo morte fetal, restrição 
de crescimento fetal e outras malformações, como artrogripose, desproporção craniofacial, 
alterações oculares e deficiência auditiva. Os principais achados de neuroimagem incluem 
calcificações cranianas, subcorticais e corticais, hipoplasia cerebelar, ventriculomegalia, 
hipoplasia de corpo caloso e atrofia cortical e subcortical.
Criança com microcefalia
Fonte: G1. Felipe Dana/AP, 2020.
9.3 Diagnóstico e tratamento
Em casos de suspeita de infecção pelo Zika, a confirmação ocorre por avaliação laboratorial 
através da detecção do RNA do vírus Zika (RT-PCR) e/ou sorologia IgM por ELISA. O 
diagnóstico de infecção congênita no neonato é confirmado por RT-PCR positivo para Zika em 
amostra de plasma, urina ou liquor. O diagnóstico será provável se houver IgM positivo em soro 
ou liquor e RT-PCR negativo. 
Não existe tratamento específico e esses pacientes devem ser acompanhados por equipe 
multidisciplinar.
39
Infecções congênitas
10. Coronavírus na gestante e no recém-nascido
Diante da pandemia de covid-19, muito se tem falado e estudado a respeito da infecção pelo 
coronavírus na gestação e, consequentemente, o acometimento fetal. Algumas considerações 
podem ser feitas:
• Gestantes com covid-19 nas suas formas grave e crítica evoluem com hipoxemia e, 
consequentemente, hipoxemia e acidemia fetal, que podem ser responsáveis pelos casos 
de prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, aborto, natimorto, baixo peso e 
sofrimento fetal. Anomalias congênitas ainda não foram descritas.
• Não há contraindicação ao parto vaginal, porém o vírus pode ser eliminado nas fezes, sendo 
necessário cuidado com a contaminação no momento do parto.
• Há evidência de transmissão vertical, principalmente no terceiro trimestre de gestação.
• O Ministério da Saúde define um caso suspeito no recém-nascido quando: há histórico 
de infecção suspeita ou confirmada por covid-19 entre 14 dias antes do parto e 28 dias 
após; se o recém-nascido é exposto diretamente a pessoas infectadas (como familiares e 
cuidadores), e se houver resultado positivo do RT-PCR por swab de nasofaringe e cavidade 
oral do recém-nascido.
• Não está indicada a triagem laboratorial para investigação de SARS-CoV-2 em RN 
assintomático, cuja mãe tenha diagnóstico suspeito ou confirmado de covid-19.
• Puérperas infectadas pelo coronavírus que estejam em bom estado geral devem manter a 
amamentação com adequada higiene das mãos e uso de máscara.
• Um estudo publicado em nota pela Sociedade Brasileira de Pediatria em maio de 2021, o 
INTERCOVID (Maternal and neonatal morbidity and mortality among pregnant women with 
and without covid-19 infection: The INTERCOVID Multinational Cohort Study), trouxe algumas 
conclusões importantes: 
• Durante a gravidez, as mulheres com covid-19 apresentaram maior risco de 
complicações, como parto prematuro, pré-eclâmpsia, admissão em unidades de terapia 
intensiva, evolução para o parto pré-termo espontâneo e morte materna.
• Os recém-nascidos de mulheres infectadas também estavam em maior risco de 
doenças graves e complicações, principalmente devido à prematuridade.
• Um resultado favorável muito importante foi a ausência de achados que