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TERAPIA MUCOGENGIVAL – RESUMO 
APROFUNDADO 
Slides 1–6: Conceitos Fundamentais 
Slide 1 – Introdução à Cirurgia Plástica Periodontal 
A terapia mucogengival é um conjunto de procedimentos destinados a corrigir defeitos dos 
tecidos moles ao redor dos dentes e implantes. 
Objetivos principais: 
● Melhorar estética; 
● Aumentar quantidade de gengiva; 
● Corrigir recessões; 
● Facilitar higiene; 
● Melhorar estabilidade periodontal. 
 
Slide 2 – Definição 
A terapia mucogengival trata alterações na relação entre: 
● Gengiva; 
● Mucosa alveolar; 
● Freios; 
● Inserções musculares. 
A ideia central é restabelecer uma anatomia saudável e funcional. 
 
Slide 3 – Classificação Atual (2018) 
A nova classificação divide os casos em: 
Com recessão gengival 
Há exposição radicular. 
Sem recessão gengival 
Existem alterações anatômicas predisponentes. 
A classificação moderna considera: 
● Fenótipo periodontal; 
● Inserção clínica; 
● Estrutura óssea vestibular. 
 
Slide 4 – Fatores que Influenciam a Recessão 
Dois fatores recebem destaque: 
Fenótipo periodontal 
Espessura dos tecidos moles. 
Espessura óssea vestibular 
Quanto menor a espessura óssea, maior o risco de recessão. 
 
Slide 5 – Fenótipo Periodontal 
Fenótipo fino 
● Gengiva delgada; 
● Menor vascularização; 
● Maior risco de recessão. 
Fenótipo espesso 
● Gengiva resistente; 
● Maior estabilidade; 
● Melhor prognóstico cirúrgico. 
 
Slide 6 – Transparência da Sonda 
Método clínico simples: 
Se a sonda aparece através da gengiva: 
➡ Fenótipo fino. 
Se não aparece: 
➡ Fenótipo espesso. 
 
Slides 7–15: Classificações das 
Recessões 
Slides 7–11 – Classificação de Miller 
Classe I 
● Sem perda interproximal; 
● Recessão não ultrapassa linha mucogengival. 
Prognóstico: 
✅ Quase 100% de recobrimento. 
 
Classe II 
● Recessão ultrapassa linha mucogengival; 
● Sem perda interproximal. 
Prognóstico: 
✅ Muito favorável. 
 
Classe III 
● Existe perda interproximal. 
Prognóstico: 
⚠ Parcial. 
 
Classe IV 
(Implícita na sequência) 
Grande perda óssea e de tecidos. 
Prognóstico: 
❌ Muito limitado. 
 
Slides 12–15 – Classificação RT (Cairo) 
RT1 
Sem perda interproximal. 
Melhor prognóstico. 
 
RT2 
Perda interproximal menor ou igual à vestibular. 
Prognóstico intermediário. 
 
RT3 
Perda interproximal maior que a vestibular. 
Pior prognóstico. 
 
Slides 16–24: Avaliação da Recessão e 
Indicações 
Slide 16 – Degrau Cervical 
Defeito maior que 0,5 mm na região cervical. 
Pode ocorrer por: 
● Abfração; 
● Abrasão; 
● Erosão. 
Influência direta na técnica cirúrgica. 
 
Slides 17–24 
São discutidos: 
Profundidade da recessão 
Quanto maior, mais difícil o tratamento. 
Largura da recessão 
Defeitos amplos exigem mais tecido. 
Tecido queratinizado 
Quanto menor sua quantidade: 
● Maior instabilidade; 
● Maior indicação de enxertos. 
Freios e inserções musculares 
Podem tracionar a gengiva e favorecer recessões. 
 
Slides 25–27: Indicações Cirúrgicas 
O professor apresenta as principais indicações. 
Aspecto estético 
Paciente não aceita exposição radicular. 
Hipersensibilidade dentinária 
Dor ao frio, toque e escovação. 
Lesões cervicais não cariosas 
● Abfração; 
● Abrasão; 
● Erosão. 
Evolução da recessão 
Quando existe tendência de progressão. 
 
Slide 28 – Tratamento Etiológico x 
Cirúrgico 
Mensagem importante: 
Antes da cirurgia deve-se remover a causa. 
Exemplos: 
● Escovação traumática; 
● Trauma oclusal; 
● Inflamação; 
● Freios patológicos. 
A cirurgia sozinha não resolve a etiologia. 
 
Slides 29–49: Retalho Posicionado 
Coronalmente (RPC) 
Esta é uma das técnicas mais cobradas em prova. 
Conceito 
Consiste em deslocar a gengiva para cima (coronalmente) cobrindo a raiz exposta. 
Indicações 
● RT1; 
● RT2 leves; 
● Presença de tecido queratinizado suficiente. 
 
Slide 29 
Introdução à técnica. 
Mostra: 
● Retalho posicionado coronalmente; 
● Retalho lateral; 
● Enxertos. 
 
Slides 30–31 
Preparação da superfície radicular. 
Objetivos: 
● Remover biofilme; 
● Remover cálculo; 
● Criar superfície limpa. 
Pode envolver: 
● Raspagem; 
● Polimento. 
 
Slides 32–35 
Desenhos esquemáticos demonstram: 
● Incisões; 
● Deslocamento do retalho; 
● Posicionamento sobre a raiz. 
 
Slides 36–42 
Caso clínico completo. 
Sequência: 
1. Recessão inicial; 
2. Incisão; 
3. Deslocamento; 
4. Cobertura da raiz; 
5. Sutura; 
6. Cicatrização. 
Resultado: 
Grande cobertura radicular. 
 
Slides 43–49 
RPC associado ao enxerto conjuntivo. 
Objetivo: 
Aumentar: 
● Espessura gengival; 
● Estabilidade; 
● Previsibilidade. 
É considerado por muitos autores o padrão-ouro para recobrimento radicular. 
 
Slides 50–57: Retalho Posicionado 
Lateralmente 
Conceito 
O tecido é movimentado lateralmente de uma área vizinha saudável para cobrir a recessão. 
 
Indicações 
Quando existe: 
● Grande quantidade de gengiva ao lado; 
● Defeito localizado. 
 
Vantagens 
● Boa vascularização; 
● Excelente integração. 
 
Limitação 
Pode gerar recessão na área doadora. 
 
Slides 51–57 
Mostram um caso clínico completo: 
1. Área doadora; 
2. Incisão; 
3. Mobilização do retalho; 
4. Cobertura da raiz; 
5. Sutura; 
6. Resultado final. 
 
Slides 58–67: Enxerto Gengival Livre 
(EGL) 
Slide 58 – Introdução 
Técnica clássica da Periodontia. 
 
Objetivos 
Principalmente: 
● Aumentar faixa de gengiva queratinizada; 
● Melhorar estabilidade dos tecidos. 
 
Slides 59–61 
Remoção do enxerto do palato. 
Mostram: 
● Delimitação; 
● Incisão; 
● Remoção do tecido. 
 
Slides 62–63 
Preparação do leito receptor. 
O local é preparado para receber o enxerto. 
 
Slides 64–67 
Posicionamento e cicatrização. 
Mostram: 
● Adaptação; 
● Suturas; 
● Integração vascular. 
Vantagem 
Excelente ganho de gengiva queratinizada. 
Desvantagem 
Resultado estético inferior ao enxerto conjuntivo. 
 
Slide 68 – Cuidados Pós-operatórios 
Orientações importantes: 
Higiene 
Controlada e cuidadosa. 
Clorexidina 
Uso temporário. 
Dieta 
Evitar trauma local. 
Medicamentos 
Conforme prescrição. 
Retirada de suturas 
Geralmente entre 10 e 14 dias. 
 
Slide 69 – Perspectivas Futuras 
A apresentação encerra mostrando novas tendências: 
Terapias regenerativas 
● Fatores de crescimento; 
● Engenharia tecidual. 
Substitutos de enxertos 
Biomateriais que reduzem necessidade de área doadora. 
Técnicas minimamente invasivas 
Menor trauma cirúrgico e melhor recuperação. 
 
O QUE MAIS CAI EM PROVA DESSE 
DOCUMENTO 
Conceitos 
● Fenótipo fino x espesso. 
● RT1, RT2 e RT3. 
● Classificação de Miller. 
Técnicas 
● Retalho posicionado coronalmente. 
● Retalho posicionado lateralmente. 
● Enxerto gengival livre. 
● Enxerto conjuntivo subepitelial. 
Indicações 
● Hipersensibilidade dentinária. 
● Estética. 
● Progressão da recessão. 
● Falta de tecido queratinizado. 
Prognóstico 
● RT1 = melhor prognóstico. 
● RT3 = pior prognóstico. 
● Fenótipo espesso = melhor estabilidade. 
● RPC + enxerto conjuntivo = técnica mais previsível para recobrimento radicular. 
 
	TERAPIA MUCOGENGIVAL – RESUMO APROFUNDADO 
	Slides 1–6: Conceitos Fundamentais 
	Slide 1 – Introdução à Cirurgia Plástica Periodontal 
	Slide 2 – Definição 
	Slide 3 – Classificação Atual (2018) 
	Com recessão gengival 
	Sem recessão gengival 
	Slide 4 – Fatores que Influenciam a Recessão 
	Fenótipo periodontal 
	Espessura óssea vestibular 
	Slide 5 – Fenótipo Periodontal 
	Fenótipo fino 
	Fenótipo espesso 
	Slide 6 – Transparência da Sonda 
	Slides 7–15: Classificações das Recessões 
	Slides 7–11 – Classificação de Miller 
	Classe I 
	Classe II 
	Classe III 
	Classe IV 
	Slides 12–15 – Classificação RT (Cairo) 
	RT1 
	RT2 
	RT3 
	Slides 16–24: Avaliação da Recessão e Indicações 
	Slide 16 – Degrau Cervical 
	Slides 17–24 
	Profundidade da recessão 
	Largura da recessão 
	Tecido queratinizado 
	Freios e inserções musculares 
	Slides 25–27: Indicações Cirúrgicas 
	Aspecto estético 
	Hipersensibilidadedentinária 
	Lesões cervicais não cariosas 
	Evolução da recessão 
	Slide 28 – Tratamento Etiológico x Cirúrgico 
	Slides 29–49: Retalho Posicionado Coronalmente (RPC) 
	Conceito 
	Indicações 
	Slide 29 
	Slides 30–31 
	Slides 32–35 
	Slides 36–42 
	Slides 43–49 
	Slides 50–57: Retalho Posicionado Lateralmente 
	Conceito 
	Indicações 
	Vantagens 
	Limitação 
	Slides 51–57 
	Slides 58–67: Enxerto Gengival Livre (EGL) 
	Slide 58 – Introdução 
	Objetivos 
	Slides 59–61 
	Slides 62–63 
	Slides 64–67 
	Vantagem 
	Desvantagem 
	Slide 68 – Cuidados Pós-operatórios 
	Higiene 
	Clorexidina 
	Dieta 
	Medicamentos 
	Retirada de suturas 
	Slide 69 – Perspectivas Futuras 
	Terapias regenerativas 
	Substitutos de enxertos 
	Técnicas minimamente invasivas 
	O QUE MAIS CAI EM PROVA DESSE DOCUMENTO 
	Conceitos 
	Técnicas 
	Indicações 
	Prognóstico