Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA PEDAGOGIA GISELLE TRINDADE DA SILVA RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS São Paulo - SP 2024 GISELLE TRINDADE DA SILVA RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS Relatório apresentado à Universidade Pitágoras Anhanguera, como requisito parcial para o aproveitamento da disciplina de Estágio Curricular Obrigatório II - ensino fundamental anos Iniciais do do Curso de Pedagogia Licenciatura. São Paulo - SP 2024 SUMÁRIO 1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS 4 2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) 5 3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE 6 4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA 7 5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC 8 6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE 9 7 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE 10 8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS 11 9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA 12 10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR 13 11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA 14 12 RELATO DA OBSERVAÇÃO 15 13 PLANOS DE AULA 16 14 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR 17 15 RELATO DA REGÊNCIA 18 16 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR 19 17 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA 20 18 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO 21 19 ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA E/OU ADMINISTRATIVA 22 20 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DO SUPERVISOR/ORIENTADOR 23 21 PLANO DE AÇÃO 24 22 RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR 25 23 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 26 CONSIDERAÇÕES FINAIS 27 REFERÊNCIAS 28 INTRODUÇÃO O presente relatório tem como objetivo apresentar os resultados do Estágio Curricular Obrigatório II, realizado no Ensino Fundamental Anos Iniciais, conforme previsto no Plano de Trabalho. Durante o período de estágio, foram desenvolvidas diversas atividades pedagógicas, incluindo observações de aulas, análises documentais, planejamento e execução de práticas docentes, bem como interações com a equipe escolar e os alunos. As atividades foram realizadas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Aurélio Arrobas Martins, localizada em São Paulo - SP. A escolha dessa instituição se deu pela oportunidade de vivenciar a dinâmica do ensino fundamental e compreender os desafios enfrentados pelos docentes na sala de aula. O estágio ocorreu ao longo do semestre letivo de 2024, proporcionando experiências enriquecedoras para minha formação acadêmica e profissional. Para a realização das atividades, foram seguidas as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola. As observações permitiram compreender a realidade da instituição e a implementação das práticas pedagógicas, enquanto a participação ativa na elaboração e execução de aulas proporcionou um contato direto com a rotina docente e o desenvolvimento dos alunos. Os resultados obtidos revelaram a importância da interação entre teoria e prática, destacando a necessidade de metodologias diversificadas, planejamento pedagógico estruturado e estratégias que considerem as especificidades dos estudantes. O estágio representou um momento significativo de aprendizado, permitindo uma reflexão crítica sobre o papel do professor e os desafios enfrentados no cotidiano escolar. 1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS A interdisciplinaridade, como movimento epistemológico e pedagógico, surge como resposta à fragmentação do conhecimento, propondo uma visão integradora que reconhece a complexidade da realidade. No contexto dos anos iniciais do Ensino Fundamental, essa abordagem ganha relevância ao alinhar-se com a necessidade de formação integral das crianças, que naturalmente percebem o mundo de maneira holística. O artigo de Juares Thiesen destaca que a interdisciplinaridade não se limita à mera justaposição de disciplinas, mas exige uma "atitude" (Fazenda, 1979) e uma "reforma do pensamento" (Morin, 2005), elementos essenciais para romper com modelos tradicionais de ensino. Uma das ideias centrais trazidas por Thiesen é a necessidade de superar a compartimentalização do saber. A fragmentação do conhecimento, reforçada por uma lógica disciplinar herdada de uma tradição positivista, dificulta a compreensão do mundo em sua totalidade e limita o desenvolvimento de um pensamento crítico e criativo. Ao integrar diferentes áreas de conhecimento, a interdisciplinaridade possibilita que os conteúdos escolares façam mais sentido para as crianças, que tendem a perceber o mundo como uma rede de conexões, e não como áreas isoladas. Nos anos iniciais do ensino fundamental, essa integração se concretiza, por exemplo, em projetos que relacionam língua portuguesa e ciências. Ao estudar um tema como o meio ambiente, os alunos podem desenvolver textos informativos sobre o tema (português) enquanto investigam o impacto das ações humanas sobre os ecossistemas (ciências). Essa abordagem favorece tanto a aprendizagem de conteúdos quanto o desenvolvimento de habilidades como a análise crítica, a autonomia e a criatividade, elementos fundamentais para uma formação mais ampla. Em relação ao papel da formação docente, Thiesen reforça que o professor precisa ser capaz de enxergar a realidade de forma integrada, compreendendo que o conhecimento escolar não pode ser transmitido como um conjunto de informações isoladas. Para isso, é essencial que a formação inicial e continuada inclua práticas pedagógicas baseadas em metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos, que exigem articulação entre diferentes áreas do saber. Essa formação também deve estimular o desenvolvimento de uma postura reflexiva e investigativa, incentivando o professor a problematizar o currículo e buscar caminhos para conectar os conteúdos de forma significativa. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao apresentar competências gerais como a cultura digital, a empatia e a argumentação, reforça a necessidade de um trabalho pedagógico integrado, em que diferentes áreas dialoguem e contribuam para uma formação completa. Essa perspectiva se alinha diretamente ao que autores como Gadotti (2004) e Freire (1987) defendem: a escola precisa formar sujeitos críticos e atuantes, capazes de compreender a complexidade da sociedade e intervir nela de forma consciente e colaborativa. Outro ponto importante é a visão do currículo como espaço de diálogo. Japiassu (1976) destaca que a interdisciplinaridade se concretiza quando há trocas reais entre os especialistas de diferentes áreas, criando um ambiente de construção conjunta do conhecimento. Essa ideia se traduz em propostas pedagógicas baseadas em temas geradores, como sustentabilidade ou diversidade cultural. Ao abordar um tema como comunidades indígenas, por exemplo, é possível articular conhecimentos de história (contexto histórico), geografia (território e ambiente), matemática (sistemas de contagem tradicionais) e arte (manifestações culturais), promovendo uma aprendizagem rica e conectada com a realidade dos alunos. Apesar de seu potencial transformador, a interdisciplinaridade enfrenta desafios significativos na prática escolar. A organização do tempo e do espaço nas escolas, geralmente segmentada em disciplinas estanques, dificulta a adoção de propostas integradas. Thiesen aponta que muitos educadores ainda estão presos à chamada "lógica disciplinar" (Pombo, 2004), marcada por uma visão fragmentadade ensino e aprendizagem, reforçada por sistemas de avaliação que valorizam a memorização de conteúdos isolados. Essa mentalidade dificulta a adoção de práticas mais abertas e flexíveis, que dialoguem com a complexidade da vida real. No entanto, experiências pedagógicas bem-sucedidas demonstram que a interdisciplinaridade é viável e produtiva, especialmente quando associada a práticas como a pedagogia de projetos. Projetos interdisciplinares não apenas aproximam os conteúdos curriculares da realidade dos alunos, como também criam um ambiente de cooperação entre os docentes, incentivando a troca de saberes e a construção coletiva do planejamento pedagógico. Além disso, o uso da tecnologia abre novas possibilidades para a integração de linguagens e áreas do conhecimento, por meio de plataformas digitais que combinam texto, vídeo, áudio, infográficos e mapas mentais, oferecendo aos alunos múltiplas formas de acessar e produzir conhecimento. A interdisciplinaridade nos anos iniciais do Ensino Fundamental não deve ser encarada como uma inovação passageira, mas sim como uma necessidade urgente frente à complexidade do mundo contemporâneo. A escola do século XXI precisa ir além da simples transmissão de conteúdos fragmentados, assumindo seu papel na formação de sujeitos críticos, criativos e capazes de articular saberes e resolver problemas complexos de forma colaborativa. Como ressalta Morin (2005), o pensamento complexo, capaz de integrar diferentes dimensões da realidade, é uma competência indispensável para a cidadania e para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Nos dias atuais, repensar a forma como o conhecimento é organizado e ensinado nas escolas se tornou essencial, especialmente diante da necessidade de formar cidadãos capazes de lidar com problemas complexos e interconectados. Nesse contexto, a interdisciplinaridade surge como uma proposta pedagógica e epistemológica que busca romper com a fragmentação excessiva do saber, promovendo uma articulação entre diferentes áreas do conhecimento. No caso dos anos iniciais do Ensino Fundamental, essa perspectiva ganha ainda mais importância, considerando que as crianças, desde cedo, tendem a compreender o mundo de forma integrada, sem separar os aprendizados em "caixinhas". O artigo de Juares Thiesen destaca que essa integração entre os saberes não acontece de forma automática, mas exige uma mudança profunda na postura do professor e na estrutura do currículo, além de uma "atitude" interdisciplinar (Fazenda, 1979) e uma verdadeira "reforma do pensamento" (Morin, 2005), elementos essenciais para transformar a prática pedagógica. 2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) O Projeto Político Pedagógico (PPP) da EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins, referente ao ano de 2015, apresenta uma estrutura organizacional e pedagógica alinhada às diretrizes do Programa Mais Educação São Paulo, com ênfase na interdisciplinaridade, inclusão e participação comunitária. O currículo é organizado de forma híbrida, combinando disciplinas tradicionais (como Português, Matemática e Ciências) com abordagens interdisciplinares baseadas em projetos. No Ciclo Autoral (8º e 9º anos), os alunos desenvolvem Trabalhos Colaborativos Autorais (TCAs), focados em temas como "Meio Ambiente e Sustentabilidade", que integram diversas áreas do conhecimento (Geografia, História, Arte, etc.). Já no Ciclo Interdisciplinar (6º e 7º anos), prioriza-se a consolidação da alfabetização e a resolução de problemas matemáticos, com regência compartilhada entre professores. Projetos como a Semana Literária e o Leituraço reforçam a interdisciplinaridade, articulando leitura, produção textual e atividades culturais. No que diz respeito ao processo de avaliação, o PPP adota uma abordagem contínua e formativa, com uso de provas bimestrais para diagnosticar dificuldades e redirecionar as práticas pedagógicas. Os resultados são registrados no Sistema de Gestão Pedagógica (SGP), permitindo acompanhamento individualizado dos alunos. Assim, a promoção dos estudantes é feita considerando não apenas o desempenho nas avaliações, mas também a participação em atividades de recuperação, que podem ser realizadas tanto de forma “contínua”, em sala de aula com apoio do professor regente e do professor em Complementação de Jornada (CJ), quanto através de uma “recuperação paralela” no contraturno, para alunos com dificuldades em Português e Matemática. Para os alunos com necessidades educacionais especiais, é realizado o encaminhamento ao CEFAI. Casos críticos são discutidos em conselhos de classe bimestrais, que definem planos de ação individualizados. Em relação ao calendário escolar a escola opera em dois turnos, com aulas pela manhã e à tarde (manhã: 7h às 12h; tarde: 13h30 às 18h30), cumprindo 200 dias letivos conforme a exigência legal, com períodos de férias escalonadas para a equipe (ex.: dezembro a janeiro). Esse planejamento abrange as reuniões pedagógicas bimestrais para planejamento e análise dos dados escolares. Eventos fixos, como o Dia da Família, a Semana Literária e as apresentações dos TCAs, bem como períodos de avaliações com provas bimestrais e semanas dedicadas aos projetos interdisciplinares. O funcionamento do Conselho de Classe, ocorre bimestralmente com a participação de coordenadores, professores e a equipe gestora. Suas funções incluem analisar dados de desempenho, frequência e registros pedagógicos. Identificar alunos com dificuldades e propor intervenções (ex.: recuperação paralela, diálogo com famílias). Avaliar o impacto de projetos pedagógicos e ajustar metodologias. Garantir o alinhamento com as metas do Programa Mais Educação São Paulo. A escola desenvolve diversos projetos que envolvem a participação de professores, coordenadores, agentes de apoio e parceiros externos. Entre eles, o Programa Mais Educação oferece atividades no contraturno, como Recuperação Paralela, Sala de Leitura, Informática Educativa, Futsal e Teatro. Os TCAs (Trabalhos Colaborativos Autorais) permitem que os alunos investiguem problemas locais, como saneamento básico e saúde pública, e proponham intervenções sociais. A Semana Literária incentiva a contação de histórias, o teatro e a troca de livros, enquanto o Projeto Entre Versos Controversos envolve a produção de um livro com textos poéticos dos alunos. Por fim, a parceria com a UNINOVE promove oficinas sobre meio ambiente e saúde mediadas por universitários. Na área de atividades culturais e cívicas, a escola promove o Dia da Família, que reúne apresentações dos TCAs, debates, plantio de árvores e oficinas, como a de sabonete artesanal. Eventos cívicos, com cerimônias que incluem hinos nacionais e atividades voltadas para a celebração de datas históricas. A integração com a UBS possibilita campanhas de vacinação, medições de peso e palestras sobre saúde. Além do Grêmio Estudantil que promove ações voltadas para a cidadania e o protagonismo juvenil. Em relação à Inclusão e atendimento a alunos com necessidades especiais o PPP apresenta a existência da Sala de Apoio Pedagógico, que oferece atendimento individualizado para alunos com dificuldades de aprendizagem. Possui também o CEFAI, que realiza o acompanhamento de alunos com deficiência, incluindo adaptações curriculares. AVEs (Auxiliares de Vida Escolar) que apoiam alunos com necessidades específicas e a capacitações dos professores sobre práticas inclusivas e respeito à diversidade étnico-racial (Lei 10.639/03). A formação continuada dos professores inclui o PEA (Projeto Especial de Ação), que promove discussões sobre a reorganização curricular e a pedagogia de projetos. Encontros semanais para planejamento e estudo de casos. Participação em formações da DRE-IQ, PNAIC e seminários. Capacitação para uso do Sistema de Gestão Pedagógica e tablets e troca de experiênciasa partir de reflexões sobre avaliação durante conselhos de classe. A partir do PPP da EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins foi possível evidenciar um compromisso com a educação integral, articulando conhecimentos disciplinares, projetos práticos e inclusão social. A ênfase em intervenções comunitárias (como os TCAs) e a parceria com instituições externas (UNINOVE, UBS) reforçam o vínculo entre escola e sociedade. Pontos a melhorar incluem a necessidade de detalhamento do calendário letivo e maior clareza sobre os critérios de retenção. Contudo, o documento reflete uma escola dinâmica, alinhada às demandas contemporâneas e voltada para a equidade educacional. 3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE O Plano de Trabalho Docente analisado apresenta uma estrutura organizada, com conteúdos, objetivos, metodologias e recursos bem definidos. Também foi identificado o alinhamento da proposta pedagógica com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os conteúdos abordados são diversificados, abrangendo disciplinas como Língua Portuguesa (pontuação e produção textual), Matemática (sistema decimal e sequências numéricas), Ciências (observação de astros), História (modos de vida urbano e rural), Geografia (paisagens naturais e antrópicas), Ensino Religioso (pertencimento social), Educação Física (atividades motoras), Arte (figura humana nas artes visuais), Leitura e Produção de Texto (gêneros narrativos) e Empreendedorismo (qualidade de vida e higiene). A interdisciplinaridade foi identificada, especialmente na relação entre Geografia e História ao discutir transformações socioespaciais. Os objetivos de aprendizagem são apresentados por meio de habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como EF03LP07 (uso de pontuação em Língua Portuguesa), EF03MA01 (leitura e escrita de números até a unidade de milhar) e EF03CI08 (observação de fenômenos astronômicos). As metodologias são variadas, incluindo atividades práticas (construção de ábaco com materiais recicláveis), leituras dirigidas (como o livro Uma escola assim, eu quero pra mim), discussões sobre valores (por meio de fábulas) e o uso de tecnologias, como WhatsApp para envio de atividades e vídeos no YouTube. Também são previstas alternativas para alunos sem acesso à internet, como atividades impressas, o que contribui para a inclusão. A avaliação é contínua e formativa, ocorrendo ao longo de todas as atividades, com foco na participação, criatividade e qualidade das devolutivas, incluindo produções textuais, registros escritos e ilustrações. Em relação à articulação com a BNCC, o PTD referencia diretamente as habilidades e os objetivos previstos no documento. Em Língua Portuguesa, por exemplo, a produção textual e o uso adequado da pontuação estão alinhados à competência de "Compreender e produzir textos". Em Matemática, o raciocínio lógico e numérico é desenvolvido conforme a habilidade de "Resolução de problemas". Em Ciências, é promovida a investigação científica por meio da observação de astros. Já em História e Geografia, ocorre a integração de contextos históricos e geográficos, refletindo as orientações da BNCC. Também foram observados no plano o incentivo ao protagonismo infantil, a valorização da diversidade cultural e social, a integração com o cotidiano das crianças e suas famílias e a conexão entre os conteúdos escolares e a realidade dos alunos. No entanto, seria interessante que o desenvolvimento das competências socioemocionais fosse mais explicitado, uma vez que, embora algumas atividades abordem valores e atitudes, esse aspecto não aparece de forma estruturada ao longo do documento. O Plano de Trabalho Docente analisado apresenta uma proposta pedagógica bem estruturada e alinhada às diretrizes da BNCC, com conteúdos relevantes, metodologias diversificadas e uma clara preocupação com a inclusão. Contudo, foram identificadas oportunidades para aprimorar a personalização das atividades e a valorização das competências socioemocionais, garantindo um olhar mais atento às individualidades e ao desenvolvimento de cada criança. 4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA Foi possível observar que a equipe docente da EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins tem acesso a uma série de materiais didáticos como cartazes, desenhos, ilustrações, letreiros, livros do PNLD, material Dourado, tabelas, folders, gráficos, gravuras, histórias em quadrinhos, jornais, mapas, maquetes, modelos, murais, revistas, slides, textos e jogos educativos. Esses materiais são empregados em diferentes contextos, desde a decoração das salas até o apoio direto ao conteúdo curricular. Quanto à origem dos materiais, a maioria dos livros didáticos e parte dos jogos são provenientes do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD). Recursos como cartazes, desenhos e jogos são adquiridos ou confeccionados pelos próprios professores, utilizando recursos próprios ou da escola. Materiais como maquetes e tabelas são produzidos pelos docentes e/ou alunos, enquanto materiais recicláveis (garrafas pet, caixas de papelão) são adaptados para atividades práticas, especialmente em projetos interdisciplinares. Alunos também contribuem ocasionalmente, trazendo revistas, jornais e outros itens de casa para uso em sala. A frequência de uso varia conforme o recurso: livros didáticos, cadernos e lousa são utilizados diariamente como base para as aulas. Jogos educativos, material Dourado e recursos audiovisuais (como filmes e slides) são usados semanalmente para dinamizar o ensino. Materiais como maquetes e mapas, assim como visitas a museus (por meio de projetos), têm uso eventual, geralmente vinculado a temas específicos. A forma de uso dos materiais é diversificada: livros e textos servem como base estrutural das aulas, enquanto cartazes e ilustrações atuam como apoio visual para fixar conceitos. Jogos são utilizados em operações matemáticas. Filmes e histórias em quadrinhos são usados para contextualizar temas históricos ou sociais, promovendo discussões críticas. O local de uso predominante é a sala de aula, onde ocorrem atividades teóricas e práticas. No entanto, espaços externos, como o pátio, são utilizados para aulas de Educação Física e projetos interdisciplinares que envolvem movimento ou experimentação. O laboratório de informática é reservado para pesquisas digitais, enquanto a biblioteca é destinada a momentos de leitura e estudo contraturno. Na escolha dos recursos, os professores consideram o conteúdo a ser trabalhado, o grau de desenvolvimento, os interesses e as necessidades dos alunos. Buscam selecionar materiais adequados às habilidades que desejam desenvolver, sejam elas cognitivas, afetivas ou psicomotoras. Além disso, priorizam recursos de baixo custo, de fácil manipulação e que despertem a curiosidade e o engajamento dos estudantes. Para atender alunos com necessidades educativas especiais, a escola dispõe de materiais adaptados, como jogos táteis para deficientes visuais. No entanto, há carência de recursos especializados (ex.: softwares de acessibilidade). A escola possui uma sala específica para guarda dos materiais didáticos, porém a organização é precária: jogos, livros e equipamentos audiovisuais ficam misturados, dificultando o acesso rápido. Não há um sistema de catalogação claro, o que demanda tempo dos professores para localizar itens. Quanto aos espaços específicos para atividades, além da sala de aula, destaca-se o laboratório de informática (para tecnologias), o pátio (para atividades físicas) e a biblioteca (para leitura). A equipe multidisciplinar é composta por professores, coordenadores pedagógicos e um psicólogo escolar, responsáveis pela organização dos recursos e pelo apoio ao planejamento. 5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC Aspectos EspecificarTema contemporâneo transversal a ser abordado Educação Ambiental e Sustentabilidade Competência Geral 7 e 8 Habilidades EF03CI09 e EF05GE11 A quem será destinado Alunos do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Tempo de duração 5 aulas de 50 minutos cada Objetivos Promover a reflexão sobre o impacto das ações humanas no meio ambiente. Estimular práticas sustentáveis no cotidiano escolar e familiar. Desenvolver habilidades de cooperação, criatividade e pensamento crítico. Articular conhecimentos de Ciências, Geografia e Língua Portuguesa. Encaminhamento metodológico (passo a passo da atividade) Aula 1: Introdução ao Tema - Atividade 1: Exibição de um curta-metragem sobre sustentabilidade (ex.: "O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida"). - Atividade 2: Debate em círculo sobre o filme. - Atividade 3: Leitura coletiva de uma reportagem sobre lixo plástico nos oceanos (material do PNLD ou jornais disponíveis na escola). Aula 2: Pesquisa e Coleta de Dados - Atividade 1: Divisão da turma em grupos para investigar: Grupo 1: Quantidade de lixo produzido na escola em um dia. Grupo 2: Tipos de materiais recicláveis descartados. Grupo 3: Entrevistas com funcionários sobre hábitos de reciclagem. - Atividade 2: Registro dos dados em tabelas e gráficos (usando cartolinas e canetas). Aula 3: Criação de Soluções Sustentáveis - Atividade 1: Oficina de eco brinquedos com materiais recicláveis (garrafas pet, caixas de leite, tampinhas). - Atividade 2: Elaboração de um mural colaborativo com dicas de sustentabilidade para a escola (usando cartazes, desenhos e colagens). Aula 4: Ação Prática - Atividade 1: Plantio de mudas em uma área verde da escola (ou em vasos com garrafas pet, caso não haja espaço). - Atividade 2: Criação de uma campanha de conscientização com panfletos (folders) para distribuição às turmas. Aula 5: Socialização e Avaliação - Atividade 1: Apresentação dos trabalhos (ecobrinquedos, mural, campanha) para outras turmas. - Atividade 2: Rodada de feedback, com alunos compartilhando o que aprenderam e como aplicarão em casa. Recursos a serem utilizados Materiais recicláveis (garrafas pet, jornais, caixas). Cartolinas, canetas, cola, tesoura. Mudas de plantas e terra. Projetor e computador para exibição do filme. Revistas, jornais panfletos. Câmera fotográfica ou celular para registrar as atividades. Avaliação - Formativa Participação nas discussões e atividades em grupo; registros (tabelas, gráficos, mural) e engajamento na campanha de conscientização. - Produtiva Criatividade e funcionalidade dos ecobrinquedos; Clareza e impacto das dicas no mural. Reflexão escrita ou oral sobre o aprendizado. 6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE A professora Kátia Tomaz, graduada em Pedagogia no ano de 2010, possui 13 anos de experiência no magistério. Iniciou sua carreira em escolas rurais, lecionando em turmas multisseriadas, e desde 2016 integra a equipe da EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins. Kátia possui especialização em Educação Inclusiva (concluída em 2015) e Psicopedagogia Institucional (concluída em 2018), o que reflete seu compromisso com uma educação acessível e de qualidade. Busca participa regularmente de cursos de capacitação e formação continuada. Nos últimos dois anos, fez o cuso "BNCC na Prática: Desafios e Possibilidades" (2023), oferecido pela Secretaria Municipal de Educação, "Metodologias Ativas para Anos Iniciais" (2022), realizado pelo Instituto Federal do Paraná, e "Educação Antirracista na Sala de Aula" (2023), em parceria com uma ONG da sua Região. Sua visão sobre o ensino é de que ele deve ser lúdico e significativo, conectando os conteúdos à realidade dos alunos. Kátia acredita no papel da escola como um espaço de formação integral, que desenvolve não apenas habilidades cognitivas, mas também socioemocionais. Em sua rotina de trabalho, ela inicia as aulas com uma roda de conversa para acolher os alunos, utiliza sequências didáticas interdisciplinares e reserva momentos para atividades em grupo. Para desenvolver as atividades de ensino, a professora busca explorar vários recursos, como vídeos (curtas-metragens e documentários), músicas (para trabalhar ritmo e poesia), livros e tecnologias. Ela também desenvolve atividades voltadas para temas cultura afro-brasileira e africana e cultura indígena, que são trabalhados durante todo o ano, e não apenas em datas comemorativas. Também trabalha os temas contemporâneos transversais de forma integrada às disciplinas. Por exemplo, em Ciências, desenvolve projetos de horta escolar para discutir meio ambiente; em Língua Portuguesa, utiliza histórias em quadrinhos para debater ética e bullying; e em Arte, propõe a produção de cartazes sobre alimentação saudável. Em sua sala a professora possui dois alunos com TEA (Transtorno do Espectro Autista), onde ela procura adaptar os materiais e as avaliações para assegurar a inclusão desses alunos. 7 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE No contexto da minha observação, a reunião que participei foi do Conselho de Classe é uma reunião voltada para discutir o desempenho dos alunos e definir estratégias de intervenção pedagógica. Essas reuniões ocorrem trimestralmente na escola e reúne professores, coordenadoras pedagógicas, a direção e em algumas situações, o apoio psicopedagógico. Os assuntos discutidos na reunião geralmente envolvem o desempenho escolar dos alunos, análise de notas, participação e entregas de atividades, alunos com dificuldades de aprendizagem, problemas de comportamento ou outras situações que necessitam de intervenção. Também são analisados os resultados das avaliações, o feedback dos alunos e as estratégias pedagógicas que têm sido aplicadas para melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Muitas vezes, também são abordadas questões como desafios relacionados ao currículo, questões de assiduidade e até mesmo aspectos da gestão da sala de aula. O objetivo da reunião é analisar o progresso dos alunos e estabelecer estratégias de intervenção para apoiar aqueles que possuem dificuldades e propor intervenções como reforço escolar ou encaminhamentos para profissionais especializados. A coordenadora pedagógica e a diretora são as responsáveis por conduzir as discussões, facilitando o diálogo, organizando as discussões e buscando garantir que todos os pontos sejam tratados de maneira eficiente, além de redigir a ata para registro da reunião. Já os professores apresentam suas observações e análises sobre cada aluno. As estratégias utilizadas para tentar resolver as situações dos alunos variam conforme o caso, mas comumente incluem ações pedagógicas, como acompanhamento individualizado, ajustes no plano de ensino, além de suporte emocional e intervenções com outros profissionais da escola. Um exemplo prático foi o caso de um aluno do 3º ano do ensino fundamental com histórico de infrequência e notas baixas em Matemática. Uma das estratégias adotadas foi a indicação de reforço escolar e avaliação psicopedagógica para identificar possíveis transtornos de aprendizagem além da inclusão do aluno em um grupo de estudos da disciplina. 8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS Consegui identificar que a EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins possui uma variedade de materiais de apoio para abordar os temas contemporâneos transversais, mas a disponibilidade desses recursos varia conforme a temática. Para o tema Meio Ambiente, a escola conta com mais de 15 itens, incluindo livros sobre ecossistemas, cartilhas de reciclagem, kits de horta escolar, documentários (como "O Lorax") e cartazes sobre biodiversidade. Já em relação ao tema Economia, a escola não dispõe de materiais. No tema Saúde, há cerca de 10 materiais disponíveis, como cartilhas sobrealimentação saudável fornecidas pela Secretaria Municipal de Educação, vídeos educativos sobre higiene e jogos que abordam a prevenção de doenças. Para Cidadania e Civismo, a escola possui 8 materiais, incluindo livros de histórias sobre direitos humanos, cartilhas da Secretaria Municipal e projetos relacionados ao grêmio estudantil. Já o tema Multiculturalismo é bem atendido, com 12 materiais disponíveis, como kits pedagógicos sobre cultura afro-brasileira e indígena, livros de autores como Kiusam de Oliveira e bonecas étnicas. Em Ciência e Tecnologia, a escola possui 5 materiais, como kits de robótica básica, jogos de programação (Scratch) e documentários sobre inovação. A quantidade desses recursos é limitada, o que restringe a realização de atividades práticas mais frequentes. A escola também conta com uma equipe multidisciplinar, composta pela coordenadora pedagógica, psicóloga escolar, assistente social e professor de AEE (Atendimento Educacional Especializado). Eles tem como atribuições planejar projetos interdisciplinares, apoiar alunos com necessidades especiais, mediar conflitos socioemocionais e organizar oficinas de formação para professores.Análise Pude analisar que a escola demonstra avanços significativos na abordagem de temas transversais, especialmente em meio ambiente, saúde, multiculturalismo e ciência e tecnologia. A equipe multidisciplinar também é um diferencial, pois garante suporte aos alunos e professores, além de promover a inclusão e a formação continuada. Porém, há pontos que precisam de atenção, como a ausência de materiais para o tema Economia pois limita a discussão sobre educação financeira e consumo consciente. Em Ciência e Tecnologia, a quantidade de recursos é insuficiente para atividades práticas mais frequentes. Em Cidadania e Civismo, falta uma articulação mais prática com a comunidade, como visitas a órgãos públicos ou participação em projetos sociais. Talvez obter parcerias com instituições, para buscar apoio como de ONGs, universidades ou até de empresas para poder ampliar os recursos. 9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins se fez a partir de processo contínuo e colaborativo, envolvendo a equipe gestora, os professores e a comunidade escolar. A partir de uma entrevista com a coordenação pedagógica, foi possível analisar como a escola tem se organizado para alinhar suas práticas às diretrizes da BNCC. A equipe gestora tem recebido formação por meio de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação e encontros regionais promovidos pelo Ministério da Educação (MEC). Essas formações abordam tanto o conteúdo da BNCC quanto estratégias para sua implementação. A coordenadora pedagógica destacou que a equipe gestora participou de um seminário sobre competências gerais e de oficinas práticas para a elaboração de planos de aula alinhados ao documento. Para garantir que os professores estejam preparados, a escola adotou as seguintes estratégias: Formações internas onde reuniões ocorrem uma vez por mês, com foco em atualizar e tirar dúvidas do corpo docente dos temas relacionados à BNCC. Através de grupos de estudo criado no whatsapp os professores buscam compartilhar experiências e assuntos relacionados às diretrizes da BNCC. Existem também as oficinas práticas anuais ministradas pela coordenadora pedagógica, com exemplos práticos de como adaptar o planejamento às habilidades da BNCC. O material didático adotado pela escola são principalmente os livros recebidos da secretaria de educação. Já o processo de atualização do PPP está em andamento. A escola está revisando o currículo para adequá-lo às competências da BNCC. Cada componente curricular foi analisado, e os professores contribuíram com propostas de atividades e projetos interdisciplinares. A coordenadora destacou que o PPP está sendo reformulado para refletir as novas diretrizes, com foco na formação integral dos alunos. Em relação à avaliação, a equipe gestora e os professores têm discutido mudanças nos instrumentos avaliativos para um melhor alinhamento com a BNCC. As principais mudanças propostas incluem a “Avaliação formativa” com ênfase no acompanhamento contínuo do desenvolvimento dos alunos. As “Rubricas de competências” com a criação de critérios claros para avaliar habilidades socioemocionais e cognitivas e o uso de “Portfólios” para registrar o progresso dos alunos em projetos interdisciplinares. 10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR A análise dos instrumentos avaliativos utilizados pela professora Kátia Tomaz demonstra uma abordagem que combina diferentes formas de avaliação. Durante a entrevista, ficou claro que a professora segue um modelo avaliativo formativo, onde a avaliação é vista como um processo constante, que vai além da verificação do aprendizado, buscando também o desenvolvimento de competências e habilidades dos alunos. Os instrumentos utilizados pela professora incluem provas escritas, trabalhos, relatórios, seminários e observações. As provas, compostas por questões objetivas e dissertativas, têm como objetivo avaliar o entendimento dos alunos sobre os conteúdos trabalhados em sala. Os trabalhos e relatórios são pedidos para que os alunos se aprofundem em temas específicos e muitas vezes interdisciplinares, o que permite uma reflexão mais crítica. Já os seminários são utilizados para estimular a comunicação e a capacidade de síntese dos alunos, e a professora também faz uso da observação direta para acompanhar a participação e o comportamento deles durante as aulas e atividades. Quanto à quantidade de avaliações, a professora aplica de dois a três instrumentos formais por bimestre, incluindo provas e trabalhos. Além disso, realiza avaliações contínuas, como registros de observação e atividades em grupo, o que permite um acompanhamento mais detalhado e constante do desenvolvimento dos alunos. Ela considera que essa quantidade de avaliações é suficiente para medir o aprendizado sem sobrecarregar os estudantes. Na correção dos instrumentos avaliativos, a professora segue critérios bem definidos, que são compartilhados com os alunos previamente. As provas e os trabalhos possuem rubricas claras, que detalham os aspectos a serem avaliados, como a clareza e profundidade das respostas. A nota é atribuída com base nesses critérios, e a professora oferece feedbacks para que os alunos possam compreender suas dificuldades e melhorar seu desempenho nas próximas avaliações. Além disso, a professora Kátia participa de um processo de validação dos instrumentos avaliativos com a equipe pedagógica da escola, que inclui a coordenadora pedagógica e os supervisores. Juntos, eles discutem a adequação das avaliações em relação aos objetivos do currículo e às necessidades específicas de cada turma, garantindo que as avaliações sejam sempre alinhadas com os objetivos educacionais da escola. 11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA A atuação da equipe pedagógica é estruturada para garantir um processo de ensino-aprendizagem eficiente e alinhado às diretrizes educacionais. Os responsáveis pelo acompanhamento do professor na condução da disciplina são os pedagogos e supervisores, que trabalham em conjunto com os docentes. O processo de recebimento e validação dos planejamentos do professor é realizado de maneira colaborativa. Os professores submetem seus planos de ensino para análise da equipe pedagógica, que verifica se estão alinhados ao currículo e às orientações curriculares da instituição. A equipe pedagógica também realiza observações das aulas, com o intuito de avaliar as práticas pedagógicas dos professores. Os instrumentos avaliativos utilizados pelos professores,como provas e trabalhos, também passam por um processo de validação. A equipe pedagógica faz uma revisão antes de sua aplicação. Esse processo assegura que as avaliações estejam em conformidade com os parâmetros estabelecidos pela escola. Os registros pedagógicos realizados pelos professores também são validados pela equipe pedagógica. Esses registros incluem observações e anotações sobre o desempenho dos alunos. Além da validação dos registros e dos instrumentos avaliativos, a equipe pedagógica realiza reuniões com os professores para fornecer feedback sobre suas práticas em sala de aula. Durante essas reuniões, são discutidos os resultados das avaliações, as estratégias de ensino e as necessidades de ajustes no processo pedagógico. A equipe pedagógica também desempenha um papel na resolução de conflitos. Quando surgem desentendimentos, a equipe pedagógica atua como mediadora, facilitando o diálogo e buscando soluções que promovam um ambiente escolar harmonioso e produtivo. 12 RELATO DA OBSERVAÇÃO As aulas observadas foram ministradas pela professora Kátia, que leciona para as turmas do 3º e 4º anos do Ensino Fundamental anos iniciais. Durante a observação, pude perceber que a professora utilizou uma abordagem dinâmica e envolvente para garantir a participação dos alunos. A aula foi dividida em uma explicação inicial sobre o conteúdo, seguida de uma atividade prática em grupos e, por fim, uma revisão para consolidar o aprendizado. A professora utilizou recursos como o quadro, cartazes com ilustrações explicativas, e uma apresentação no projetor. Ela fez uso de vídeos curtos e músicas, buscando conectar o conteúdo ao cotidiano dos alunos. Observou-se que os alunos estavam muito engajados e interagiram bastante com as atividades trazidas. Em termos de postura, os alunos demonstraram uma boa interação com a professora e com os colegas. No entanto, em algumas situações, foi necessário um pequeno ajuste na dinâmica da sala, com a professora solicitando mais atenção e foco de alguns alunos, especialmente durante a exibição de vídeos. Em geral, a turma foi bastante participativa, e a professora soube conduzir os momentos de distração de forma tranquila, sempre incentivando a participação ativa de todos. A observação das aulas me proporcionou uma análise interessante sobre as práticas docentes e o impacto delas na aprendizagem dos alunos. A professora Kátia se mostrou atenta às necessidades dos alunos, utilizando recursos variados para atender diferentes estilos de aprendizagem. O uso de multimídia, como vídeos e músicas, foi um ponto positivo, pois conseguiu prender a atenção dos alunos e integrar o conteúdo de forma mais eficaz ao universo deles. Além disso, o uso de atividades colaborativas (trabalho em grupos) incentivou o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como a colaboração e o respeito às opiniões alheias. Porem, percebi que, apesar da boa organização da aula, alguns alunos apresentaram dificuldades para se manter concentrados durante as explicações mais teóricas, o que gerou pequenos momentos de dispersão. Essa situação me fez refletir sobre como as atividades práticas podem ser cada vez mais integradas às explicações teóricas para diminuir essas distrações. Talvez o planejamento de uma dinâmica que envolva ainda mais a ação dos alunos durante o conteúdo teórico ajude a manter todos focados. Outro ponto importante foi a adaptação dos materiais didáticos. A professora soube utilizar os recursos de maneira criativa e envolvente, mas em alguns momentos os cartazes e materiais visuais poderiam ter sido mais claros e diretos, sem tanta sobrecarga de informações, para facilitar a compreensão dos alunos. Em relação à aprendizagem, fiquei impressionada com a forma como os alunos conseguiram se apropriar do conteúdo de forma colaborativa. As discussões em grupo proporcionaram uma troca significativa de ideias e a professora Kátia se destacou ao mediar essas interações de maneira a valorizar as contribuições de todos. No entanto, uma reflexão crítica que faço é sobre o tempo de duração das atividades práticas. Alguns grupos terminaram mais rapidamente do que outros, o que indicou que a diferenciação nas atividades poderia ser mais ajustada, levando em conta o ritmo de cada aluno. No geral, a aula foi bastante proveitosa, tanto para os alunos quanto para mim, enquanto observadora. A experiência me permitiu perceber a importância de se planejar aulas dinâmicas que, além de abordarem o conteúdo de maneira clara, também incentivem a participação ativa dos alunos. A prática de utilizar recursos audiovisuais e atividades colaborativas se mostrou eficaz, mas deve sempre ser ajustada de acordo com as necessidades do grupo e o tipo de conteúdo trabalhado. 13 PLANOS DE AULA Plano de aula 1 Identificação Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Professor regente Kátia Tomaz Professor estagiário Giselle Trindade da Silva Disciplina História Série 3º ano Turma Turma A Período Vespertino Conteúdo A Independência do Brasil Processos históricos da Independência Principais personagens envolvidos Objetivos Objetivo Geral: Compreender os eventos que marcaram a Independência do Brasil e analisar os principais fatores políticos e sociais envolvidos. Metodologia Apresentação inicial sobre o contexto histórico do Brasil no início do século XIX. Exibição de vídeo educativo sobre a Independência do Brasil e seus personagens. Discussão em sala sobre o vídeo assistido, destacando os aspectos mais importantes. Realização de atividade em grupo, onde os alunos irão montar uma linha do tempo com os principais eventos. Apresentação das linhas do tempo por cada grupo, com explicação sobre os eventos escolhidos. Recursos Vídeo digital sobre a Independência do Brasil. Quadro e giz. Cartolinas e marcadores para a linha do tempo. Projetor multimídia. Avaliação Atividades Participação nas discussões. Qualidade na linha do tempo elaborada pelos alunos. Apresentação oral de cada grupo sobre os eventos selecionados. Critérios Clareza e precisão nas explicações. Participação ativa na discussão e no trabalho em grupo. Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. SOUZA, Ricardo. A Independência do Brasil: um estudo crítico. São Paulo: Editora História, 2015. Disponível em: www.historiabrasil.com.br. Plano de aula 2 Identificação Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Professor regente Kátia Tomaz Professor estagiário Giselle Trindade da Silva Disciplina Matemática Série 3º ano Turma Turma A Período Vespertino Conteúdo Sistema de numeração decimal Operações de adição e subtração Problemas matemáticos envolvendo operações Objetivos Objetivo Geral Compreender o sistema de numeração decimal e aplicar as operações de adição e subtração em problemas matemáticos. Objetivos Específicos Identificar a estrutura do sistema de numeração decimal. Resolver problemas envolvendo adição e subtração. Explicar como aplicar as operações no contexto de situações-problema. Metodologia Apresentação teórica do sistema de numeração decimal e suas regras. Exposição de exemplos de adição e subtração em problemas. Resolução de exercícios em sala, com auxílio do professor. Realização de um jogo de matemática onde os alunos deverão resolver problemas de adição e subtração. Correção coletiva dos exercícios, com discussão sobre as estratégias utilizadas. Recursos Quadro e giz. Cartões com problemas matemáticos para o jogo. Projetor para exibição de exemplos. Avaliação Atividades Resolução de problemas durante o jogo. Discussão das soluções apresentadas. Critérios Completude e acuracidade nas respostas dos problemas. Capacidade de explicar as soluções apresentadas. Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. SILVA,João. Matemática para o Ensino Fundamental. Rio de Janeiro: Editora Educa, 2017. Disponível em: www.matematicafundamental.com Plano de aula 3 Identificação Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Professor regente Kátia Tomaz Professor estagiário Giselle Trindade da Silva Disciplina Ciências Série 3º ano Turma Turma A Período Vespertino Conteúdo O ciclo da água Processos de evaporação, condensação e precipitação Objetivos Objetivo Geral Entender os processos do ciclo da água e sua importância para o meio ambiente. Objetivos Específicos Identificar os diferentes processos do ciclo da água. Relacionar o ciclo da água com a preservação ambiental. Explicar a importância da água para a vida no planeta. Metodologia Apresentação do ciclo da água através de um vídeo educativo. Explicação dos processos de evaporação, condensação e precipitação com exemplos práticos. Discussão em grupo sobre como esses processos afetam o ambiente. Realização de uma experiência simples de evaporação e condensação em sala. Reflexão sobre o impacto da ação humana no ciclo da água. Recursos Vídeo digital sobre o ciclo da água. Materiais para a experiência (recipiente com água, aquecedor). Quadro e giz. Avaliação Atividades Participação na discussão sobre o ciclo da água. Resultados da experiência prática. Critérios Clareza nas explicações durante a experiência. Compreensão do ciclo da água e suas implicações ambientais. Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. MORAES, Paula. O ciclo da água e seus impactos no meio ambiente. São Paulo: Editora Ciência, 2016. Disponível em: www.cienciasambientais.com. Plano de aula 4 Identificação Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Professor regente Kátia Tomaz Professor estagiário Giselle Trindade da Silva Disciplina Língua Portuguesa Série 3º ano Turma Turma A Período Vespertino Conteúdo Leitura e interpretação de textos Identificação de ideias principais e secundárias Produção de resumos Objetivos Objetivo Geral Desenvolver a habilidade de leitura, interpretação e produção de resumos a partir de um texto. Objetivos Específicos Identificar as ideias principais e secundárias em um texto. Compreender a estrutura de um resumo e suas características. Produzir um resumo a partir de um texto lido.. Metodologia Leitura coletiva de um texto narrativo. Identificação, com a turma, das ideias principais e secundárias do texto. Explicação sobre como estruturar um resumo. Realização de uma atividade em que os alunos deverão resumir o texto lido. Compartilhamento dos resumos em grupos, seguido de uma discussão sobre as abordagens de cada aluno. Recursos Texto impresso para leitura. Quadro e giz. Fichas para escrita do resumo. Avaliação Atividades Análise da qualidade do resumo produzido pelos alunos. Participação na discussão sobre o texto lido. Critérios Clareza e objetividade no resumo. Capacidade de identificar as ideias principais e secundárias Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. FERREIRA, Maria. Leitura e Produção Textual. Rio de Janeiro: Editora Linguística, 2019. Disponível em: www.portuguesonline.com.br. Plano de aula 5 Identificação Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Professor regente Kátia Tomaz Professor estagiário Giselle Trindade da Silva Disciplina Geografia Série 3º ano Turma Turma A Período Vespertino Conteúdo Tipos de relevo Formação das montanhas, planaltos e planícies Objetivos Objetivo Geral Compreender os tipos de relevo terrestre e suas características. Objetivos Específicos Identificar os principais tipos de relevo terrestre. Explicar os processos de formação das montanhas, planaltos e planícies. Relacionar os tipos de relevo com as atividades humanas. Metodologia Introdução teórica sobre os tipos de relevo terrestre. Exibição de slides ilustrando montanhas, planaltos e planícies. Discussão em sala sobre a formação desses tipos de relevo. Atividade prática, onde os alunos criarão representações do relevo com massinha de modelar. Debate sobre a importância do relevo para as atividades humanas, como agricultura e urbanização. Recursos Slides com imagens do relevo terrestre. Massinha de modelar. Quadro e giz. Avaliação Atividades Representação do relevo com massinha. Participação nas discussões sobre as atividades humanas relacionadas ao relevo. Critérios Criatividade e acuracidade na representação do relevo. Compreensão dos conceitos discutidos na aula. Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. SANTOS, João. Geografia do Brasil: Tipos de Relevo. São Paulo: Editora Terra, 2018. Disponível em: www.geografiaeducacional.com. Plano de aula 6 Identificação Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Professor regente Kátia Tomaz Professor estagiário Giselle Trindade da Silva Disciplina Educação Física Série 3º ano Turma Turma A Período Vespertino Conteúdo Esportes coletivos: Futsal Regras do jogo e fundamentos básicos Objetivos Objetivo Geral Desenvolver habilidades motoras e cognitivas relacionadas ao futsal, entendendo as regras e fundamentos básicos do jogo. Objetivos Específicos Compreender as regras do futsal. Desenvolver as habilidades básicas de passe e drible. Aplicar o conhecimento das regras e habilidades em situações práticas de jogo. Metodologia Explicação sobre as regras do futsal, com ênfase nas principais regras de jogo. Demonstração dos fundamentos básicos (drible, passe e finalização). Realização de atividades práticas para treino das habilidades motoras. Formação de equipes para uma partida de futsal, com aplicação das regras. Reflexão sobre o desempenho das equipes e correção dos erros cometidos durante o jogo. Recursos Bola de futsal. Cones para demarcação de campo. Apito. Avaliação Atividades Participação nas atividades práticas e jogos. Aplicação das regras e habilidades durante a partida de futsal. Critérios Cumprimento das regras de jogo. Desempenho nas habilidades motoras, como passe, drible e movimentação. Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. LIMA, Paulo. Jogos e Esportes na Educação Física Escolar. São Paulo: Editora Movimento, 2017. Disponível em: www.educacaofisica.com.br 14 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR Foram apresentados os seis planos de aula para a professora Kátia Tomaz, durante a apresentação, expliquei os objetivos de cada aula, os conteúdos selecionados, os procedimentos metodológicos que seriam adotados, os tipos de atividades planejadas, os recursos que seriam utilizados (incluindo recursos tecnológicos) e os critérios de avaliação propostos para cada aula. Ela avaliou positivamente os planos, destacando que os conteúdos e objetivos estavam coerentes com o planejamento anual da turma. Sugeriu pequenas adequações, como ampliar o tempo destinado às atividades práticas e ajustar alguns recursos para melhor atender à realidade da escola, especialmente no que se refere ao uso de materiais disponíveis. A professora também reforçou a importância de incentivar a participação ativa dos alunos, promovendo momentos de reflexão e troca de ideias durante as aulas. Todas as sugestões foram registradas e incorporadas aos planos de aula, garantindo alinhamento com as diretrizes da escola e as necessidades da turma. O encontro foi positivo e contribuiu para aprimorar o planejamento da regência, fortalecendo o diálogo entre estagiário e professor regente. 15 RELATO DA REGÊNCIA Relato de Regência - Plano de aula 1 Identificação da aula Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 Turno Vespertino Série e turma 3º ano – A Número de alunos 46 Conteúdo História (Independênciado Brasil) Professor regente Kátia Tomaz Descrição da aula A aula sobre a Independência do Brasil ocorreu de forma bastante participativa. Iniciei contextualizando o Brasil no início do século XIX, trazendo perguntas para estimular o conhecimento prévio dos alunos. A exibição do vídeo prendeu a atenção da maioria, despertando curiosidade sobre os personagens e eventos históricos. Durante a discussão, percebi que muitos associavam a Independência apenas a Dom Pedro I, o que possibilitou aprofundar a explicação sobre o papel de outros personagens e fatores políticos e sociais. Reflexão sobre a aula Na atividade em grupo, os alunos demonstraram entusiasmo em montar a linha do tempo. Alguns grupos tiveram dificuldade em organizar a ordem cronológica, mas com mediação, conseguiram concluir a proposta. A apresentação final de cada grupo revelou que, mesmo com pequenas confusões, os alunos assimilaram o conceito de sucessão de eventos e a importância de cada fato histórico. A participação foi positiva, com a maioria contribuindo, fazendo perguntas e interagindo. Relato de Regência - Plano de aula 2 Identificação da aula Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 Turno Vespertino Série e turma 3º ano – A Número de alunos 46 Conteúdo Matemática (Sistema de Numeração Decimal e Operações) Professor regente Kátia Tomaz Descrição da aula Na aula de matemática, a apresentação inicial sobre o sistema de numeração decimal despertou algumas dúvidas, especialmente em relação ao valor posicional. Com exemplos no quadro, consegui esclarecer essas questões antes de prosseguir para adição e subtração. Reflexão sobre a aula A atividade prática com cartões de problemas matemáticos em formato de jogo trouxe dinamismo e engajou a turma. Os alunos trabalharam em duplas, o que favoreceu a troca de estratégias e raciocínio conjunto. Durante a correção coletiva, alguns alunos sentiram dificuldade em justificar suas respostas, evidenciando a necessidade de trabalhar mais a explicação do raciocínio. Mesmo assim, houve boa participação e interesse nas atividades, com a maioria demonstrando compreensão dos conteúdos. Relato de Regência - Plano de aula 3 Identificação da aula Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 Turno Vespertino Série e turma 3º ano – A Número de alunos 46 Conteúdo Ciências (Ciclo da Água) Professor regente Kátia Tomaz Descrição da aula A aula sobre o ciclo da água foi bastante interativa. A exibição do vídeo facilitou a compreensão inicial e despertou curiosidade, principalmente sobre o papel da evaporação e da condensação. Os exemplos práticos e a realização da experiência em sala tornaram o tema mais concreto para os alunos, que ficaram animados em participar do experimento. Reflexão sobre a aula Durante a discussão, foi interessante observar como alguns já tinham noções sobre o tema e conseguiram relacionar com situações do cotidiano, como chuva e secagem de roupas. No entanto, alguns tiveram dificuldade em diferenciar evaporação de condensação, o que foi esclarecido com exemplos adicionais. A participação foi ativa e a turma demonstrou compreensão geral sobre o ciclo da água e sua importância ambiental. Relato de Regência - Plano de aula 4 Identificação da aula Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 Turno Vespertino Série e turma 3º ano – A Número de alunos 46 Conteúdo Língua Portuguesa (Leitura, Interpretação e Produção de Resumo) Professor regente Kátia Tomaz Descrição da aula A leitura coletiva do texto foi um momento de grande interação. Muitos alunos se mostraram curiosos e participaram ativamente da identificação de ideias principais e secundárias. Alguns precisaram de mais auxílio para diferenciar informações essenciais de detalhes menos relevantes, o que foi trabalhado coletivamente no quadro. Reflexão sobre a aula Na produção do resumo, alguns alunos demonstraram insegurança no início, mas com orientação e exemplos, conseguiram organizar suas ideias. Durante o compartilhamento em grupos, percebi que muitos tiveram diferentes interpretações do texto, o que gerou debates produtivos. Foi possível notar avanço no desenvolvimento da habilidade de síntese, embora alguns ainda precisem de apoio para selecionar apenas as informações mais relevantes. Relato de Regência - Plano de aula 5 Identificação da aula Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 Turno Vespertino Série e turma 3º ano – A Número de alunos 46 Conteúdo Geografia (Tipos de Relevo) Professor regente Kátia Tomaz Descrição da aula A aula sobre tipos de relevo foi bastante dinâmica e prática. A apresentação teórica inicial foi acompanhada com atenção, principalmente por conta das imagens exibidas nos slides, que despertaram curiosidade e facilitaram a compreensão das diferenças entre montanhas, planaltos e planícies. Reflexão sobre a aula Na atividade com massinha de modelar, os alunos demonstraram entusiasmo e criatividade. A manipulação do material favoreceu a compreensão concreta das formas de relevo. Durante o debate final, muitos conseguiram relacionar os tipos de relevo com atividades humanas, como a agricultura e a construção de cidades. A participação foi positiva, com grande envolvimento da turma, embora alguns alunos ainda precisem de reforço na diferenciação entre planalto e planície. Relato de Regência - Plano de aula 6 Identificação da aula Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 Turno Vespertino Série e turma 3º ano – A Número de alunos 46 Conteúdo Educação Física (Futsal) Professor regente Kátia Tomaz Descrição da aula A aula prática de futsal foi bastante movimentada e envolvente. Comecei explicando as regras básicas e demonstrando os principais fundamentos, como passe, drible e finalização. Os alunos se mostraram animados para participar, embora alguns tivessem mais dificuldade em compreender e respeitar as regras durante o jogo. Reflexão sobre a aula As atividades práticas para desenvolvimento das habilidades motoras foram realizadas com entusiasmo, e os alunos conseguiram demonstrar progressos nos fundamentos básicos. Na partida final, algumas equipes apresentaram dificuldades de organização e respeito às regras, o que demandou intervenções frequentes. Apesar disso, o jogo fluiu e proporcionou aprendizado prático. Ao final, fizemos uma roda de conversa para refletir sobre o desempenho, reforçando a importância do trabalho em equipe e do respeito às regras. 16 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO Eu, Giselle Trindade Da Silva, RA 3389922404, matriculado no 5º semestre do Curso de Pedagogia da modalidade a Distância da Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, realizei as atividades de estágio curricular obrigatório II - Ensino Fundamental Anos Iniciais na escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins, cumprindo as atividades e a carga horária previstas no respectivo Plano de Trabalho. ___________________________ Assinatura do(a) Estagiário(a) ___________________________ Assinatura Supervisor de Campo CONSIDERAÇÕES FINAIS O Estágio Curricular Obrigatório II foi uma experiência fundamental para minha formação como futura pedagoga, possibilitando uma compreensão mais aprofundada sobre a prática docente no Ensino Fundamental Anos Iniciais. As atividades desenvolvidas durante esse período permitiram uma vivência significativa no ambiente escolar, proporcionando uma visão ampla sobre o planejamento pedagógico, a gestão da sala de aula e a relação entre professores e alunos. A interação com a equipe escolar foi um aspecto enriquecedor, pois possibilitou compreender os desafios enfrentados pelos professores,desde a elaboração de planos de aula até a adaptação das estratégias de ensino para atender às necessidades individuais dos alunos. A experiência também evidenciou a importância do trabalho colaborativo entre docentes, coordenadores e demais profissionais da escola para garantir um ensino de qualidade e inclusivo. No aspecto pessoal e profissional, o estágio contribuiu para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como planejamento, organização, adaptação de metodologias e gestão de tempo. Além disso, a prática possibilitou aprimorar minha capacidade de observação e análise crítica, auxiliando na construção de uma postura reflexiva sobre o papel do educador na formação dos alunos. De modo geral, o estágio reforçou a relevância de metodologias ativas e da inovação pedagógica para estimular o aprendizado significativo. A experiência prática aliada à teoria contribuiu para fortalecer minha trajetória acadêmica, consolidando minha vocação para a educação e reforçando meu compromisso com a formação integral dos estudantes. REFERÊNCIAS BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 7 maio 2024. FAZENDA, Ivani. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro. São Paulo: Loyola, 1979. FERREIRA, Maria. Leitura e Produção Textual. Rio de Janeiro: Editora Linguística, 2019. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 2024. LIMA, Paulo. Jogos e Esportes na Educação Física Escolar. São Paulo: Editora Movimento, 2017. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 2024. MORAES, Paula. O ciclo da água e seus impactos no meio ambiente. São Paulo: Editora Ciência, 2016. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 2024. MORIN, Edgar. Educação e complexidade. São Paulo: Cortez, 2005. SANTOS, João. Geografia do Brasil: Tipos de Relevo. São Paulo: Editora Terra, 2018. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 2024. SILVA, João. Matemática para o Ensino Fundamental. Rio de Janeiro: Editora Educa, 2017. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 2024. SOUZA, Ricardo. A Independência do Brasil: um estudo crítico. São Paulo: Editora História, 2015. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 2024. THIESEN, Juares. A interdisciplinaridade como movimento articulador no processo ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, v. 13, n. 39, 2008.