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UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA 
PEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GISELLE TRINDADE DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO 
 ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II 
ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo - SP 
2024 
GISELLE TRINDADE DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO 
 ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II 
ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório apresentado à Universidade 
Pitágoras Anhanguera, como requisito parcial 
para o aproveitamento da disciplina de Estágio 
Curricular Obrigatório II - ensino fundamental 
anos Iniciais do do Curso de Pedagogia 
Licenciatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Paulo - SP 
2024 
SUMÁRIO 
1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS 4 
2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) 5 
3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE 6 
4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA 7 
5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS 
CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC 8 
6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE 9 
7 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE 10 
8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA 
ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS 11 
9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA 12 
10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO 
PROFESSOR 13 
11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO 
ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA 14 
12 RELATO DA OBSERVAÇÃO 15 
13 PLANOS DE AULA 16 
14 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR 17 
15 RELATO DA REGÊNCIA 18 
16 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR 19 
17 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA 20 
18 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO 21 
19 ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA E/OU ADMINISTRATIVA 22 
20 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DO SUPERVISOR/ORIENTADOR 23 
21 PLANO DE AÇÃO 24 
22 RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR 25 
23 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 26 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 27 
REFERÊNCIAS 28 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O presente relatório tem como objetivo apresentar os resultados do Estágio 
Curricular Obrigatório II, realizado no Ensino Fundamental Anos Iniciais, conforme 
previsto no Plano de Trabalho. Durante o período de estágio, foram desenvolvidas 
diversas atividades pedagógicas, incluindo observações de aulas, análises 
documentais, planejamento e execução de práticas docentes, bem como interações 
com a equipe escolar e os alunos. 
As atividades foram realizadas na Escola Municipal de Ensino Fundamental 
Prof. Aurélio Arrobas Martins, localizada em São Paulo - SP. A escolha dessa 
instituição se deu pela oportunidade de vivenciar a dinâmica do ensino fundamental 
e compreender os desafios enfrentados pelos docentes na sala de aula. O estágio 
ocorreu ao longo do semestre letivo de 2024, proporcionando experiências 
enriquecedoras para minha formação acadêmica e profissional. 
Para a realização das atividades, foram seguidas as diretrizes da Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da 
escola. As observações permitiram compreender a realidade da instituição e a 
implementação das práticas pedagógicas, enquanto a participação ativa na 
elaboração e execução de aulas proporcionou um contato direto com a rotina 
docente e o desenvolvimento dos alunos. 
Os resultados obtidos revelaram a importância da interação entre teoria e 
prática, destacando a necessidade de metodologias diversificadas, planejamento 
pedagógico estruturado e estratégias que considerem as especificidades dos 
estudantes. O estágio representou um momento significativo de aprendizado, 
permitindo uma reflexão crítica sobre o papel do professor e os desafios enfrentados 
no cotidiano escolar. 
1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS 
 
A interdisciplinaridade, como movimento epistemológico e pedagógico, surge 
como resposta à fragmentação do conhecimento, propondo uma visão integradora 
que reconhece a complexidade da realidade. No contexto dos anos iniciais do 
Ensino Fundamental, essa abordagem ganha relevância ao alinhar-se com a 
necessidade de formação integral das crianças, que naturalmente percebem o 
mundo de maneira holística. O artigo de Juares Thiesen destaca que a 
interdisciplinaridade não se limita à mera justaposição de disciplinas, mas exige uma 
"atitude" (Fazenda, 1979) e uma "reforma do pensamento" (Morin, 2005), elementos 
essenciais para romper com modelos tradicionais de ensino. 
Uma das ideias centrais trazidas por Thiesen é a necessidade de superar a 
compartimentalização do saber. A fragmentação do conhecimento, reforçada por 
uma lógica disciplinar herdada de uma tradição positivista, dificulta a compreensão 
do mundo em sua totalidade e limita o desenvolvimento de um pensamento crítico e 
criativo. Ao integrar diferentes áreas de conhecimento, a interdisciplinaridade 
possibilita que os conteúdos escolares façam mais sentido para as crianças, que 
tendem a perceber o mundo como uma rede de conexões, e não como áreas 
isoladas. 
Nos anos iniciais do ensino fundamental, essa integração se concretiza, por 
exemplo, em projetos que relacionam língua portuguesa e ciências. Ao estudar um 
tema como o meio ambiente, os alunos podem desenvolver textos informativos 
sobre o tema (português) enquanto investigam o impacto das ações humanas sobre 
os ecossistemas (ciências). Essa abordagem favorece tanto a aprendizagem de 
conteúdos quanto o desenvolvimento de habilidades como a análise crítica, a 
autonomia e a criatividade, elementos fundamentais para uma formação mais ampla. 
Em relação ao papel da formação docente, Thiesen reforça que o professor 
precisa ser capaz de enxergar a realidade de forma integrada, compreendendo que 
o conhecimento escolar não pode ser transmitido como um conjunto de informações 
isoladas. Para isso, é essencial que a formação inicial e continuada inclua práticas 
pedagógicas baseadas em metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em 
projetos, que exigem articulação entre diferentes áreas do saber. Essa formação 
também deve estimular o desenvolvimento de uma postura reflexiva e investigativa, 
incentivando o professor a problematizar o currículo e buscar caminhos para 
conectar os conteúdos de forma significativa. 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao apresentar competências 
gerais como a cultura digital, a empatia e a argumentação, reforça a necessidade de 
um trabalho pedagógico integrado, em que diferentes áreas dialoguem e contribuam 
para uma formação completa. Essa perspectiva se alinha diretamente ao que 
autores como Gadotti (2004) e Freire (1987) defendem: a escola precisa formar 
sujeitos críticos e atuantes, capazes de compreender a complexidade da sociedade 
e intervir nela de forma consciente e colaborativa. 
Outro ponto importante é a visão do currículo como espaço de diálogo. 
Japiassu (1976) destaca que a interdisciplinaridade se concretiza quando há trocas 
reais entre os especialistas de diferentes áreas, criando um ambiente de construção 
conjunta do conhecimento. Essa ideia se traduz em propostas pedagógicas 
baseadas em temas geradores, como sustentabilidade ou diversidade cultural. Ao 
abordar um tema como comunidades indígenas, por exemplo, é possível articular 
conhecimentos de história (contexto histórico), geografia (território e ambiente), 
matemática (sistemas de contagem tradicionais) e arte (manifestações culturais), 
promovendo uma aprendizagem rica e conectada com a realidade dos alunos. 
Apesar de seu potencial transformador, a interdisciplinaridade enfrenta 
desafios significativos na prática escolar. A organização do tempo e do espaço nas 
escolas, geralmente segmentada em disciplinas estanques, dificulta a adoção de 
propostas integradas. Thiesen aponta que muitos educadores ainda estão presos à 
chamada "lógica disciplinar" (Pombo, 2004), marcada por uma visão fragmentadade 
ensino e aprendizagem, reforçada por sistemas de avaliação que valorizam a 
memorização de conteúdos isolados. Essa mentalidade dificulta a adoção de 
práticas mais abertas e flexíveis, que dialoguem com a complexidade da vida real. 
No entanto, experiências pedagógicas bem-sucedidas demonstram que a 
interdisciplinaridade é viável e produtiva, especialmente quando associada a práticas 
como a pedagogia de projetos. Projetos interdisciplinares não apenas aproximam os 
conteúdos curriculares da realidade dos alunos, como também criam um ambiente 
de cooperação entre os docentes, incentivando a troca de saberes e a construção 
coletiva do planejamento pedagógico. Além disso, o uso da tecnologia abre novas 
possibilidades para a integração de linguagens e áreas do conhecimento, por meio 
de plataformas digitais que combinam texto, vídeo, áudio, infográficos e mapas 
mentais, oferecendo aos alunos múltiplas formas de acessar e produzir 
conhecimento. 
A interdisciplinaridade nos anos iniciais do Ensino Fundamental não deve ser 
encarada como uma inovação passageira, mas sim como uma necessidade urgente 
frente à complexidade do mundo contemporâneo. A escola do século XXI precisa ir 
além da simples transmissão de conteúdos fragmentados, assumindo seu papel na 
formação de sujeitos críticos, criativos e capazes de articular saberes e resolver 
problemas complexos de forma colaborativa. Como ressalta Morin (2005), o 
pensamento complexo, capaz de integrar diferentes dimensões da realidade, é uma 
competência indispensável para a cidadania e para a construção de uma sociedade 
mais justa e democrática. 
Nos dias atuais, repensar a forma como o conhecimento é organizado e 
ensinado nas escolas se tornou essencial, especialmente diante da necessidade de 
formar cidadãos capazes de lidar com problemas complexos e interconectados. 
Nesse contexto, a interdisciplinaridade surge como uma proposta pedagógica e 
epistemológica que busca romper com a fragmentação excessiva do saber, 
promovendo uma articulação entre diferentes áreas do conhecimento. No caso dos 
anos iniciais do Ensino Fundamental, essa perspectiva ganha ainda mais 
importância, considerando que as crianças, desde cedo, tendem a compreender o 
mundo de forma integrada, sem separar os aprendizados em "caixinhas". O artigo de 
Juares Thiesen destaca que essa integração entre os saberes não acontece de 
forma automática, mas exige uma mudança profunda na postura do professor e na 
estrutura do currículo, além de uma "atitude" interdisciplinar (Fazenda, 1979) e uma 
verdadeira "reforma do pensamento" (Morin, 2005), elementos essenciais para 
transformar a prática pedagógica. 
2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) 
 
O Projeto Político Pedagógico (PPP) da EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins, 
referente ao ano de 2015, apresenta uma estrutura organizacional e pedagógica 
alinhada às diretrizes do Programa Mais Educação São Paulo, com ênfase na 
interdisciplinaridade, inclusão e participação comunitária. 
O currículo é organizado de forma híbrida, combinando disciplinas tradicionais 
(como Português, Matemática e Ciências) com abordagens interdisciplinares 
baseadas em projetos. No Ciclo Autoral (8º e 9º anos), os alunos desenvolvem 
Trabalhos Colaborativos Autorais (TCAs), focados em temas como "Meio Ambiente e 
Sustentabilidade", que integram diversas áreas do conhecimento (Geografia, 
História, Arte, etc.). Já no Ciclo Interdisciplinar (6º e 7º anos), prioriza-se a 
consolidação da alfabetização e a resolução de problemas matemáticos, com 
regência compartilhada entre professores. Projetos como a Semana Literária e o 
Leituraço reforçam a interdisciplinaridade, articulando leitura, produção textual e 
atividades culturais. 
No que diz respeito ao processo de avaliação, o PPP adota uma abordagem 
contínua e formativa, com uso de provas bimestrais para diagnosticar dificuldades e 
redirecionar as práticas pedagógicas. Os resultados são registrados no Sistema de 
Gestão Pedagógica (SGP), permitindo acompanhamento individualizado dos alunos. 
Assim, a promoção dos estudantes é feita considerando não apenas o desempenho 
nas avaliações, mas também a participação em atividades de recuperação, que 
podem ser realizadas tanto de forma “contínua”, em sala de aula com apoio do 
professor regente e do professor em Complementação de Jornada (CJ), quanto 
através de uma “recuperação paralela” no contraturno, para alunos com dificuldades 
em Português e Matemática. Para os alunos com necessidades educacionais 
especiais, é realizado o encaminhamento ao CEFAI. Casos críticos são discutidos 
em conselhos de classe bimestrais, que definem planos de ação individualizados. 
Em relação ao calendário escolar a escola opera em dois turnos, com aulas 
pela manhã e à tarde (manhã: 7h às 12h; tarde: 13h30 às 18h30), cumprindo 200 
dias letivos conforme a exigência legal, com períodos de férias escalonadas para a 
equipe (ex.: dezembro a janeiro). Esse planejamento abrange as reuniões 
pedagógicas bimestrais para planejamento e análise dos dados escolares. Eventos 
fixos, como o Dia da Família, a Semana Literária e as apresentações dos TCAs, 
bem como períodos de avaliações com provas bimestrais e semanas dedicadas aos 
projetos interdisciplinares. 
O funcionamento do Conselho de Classe, ocorre bimestralmente com a 
participação de coordenadores, professores e a equipe gestora. Suas funções 
incluem analisar dados de desempenho, frequência e registros pedagógicos. 
Identificar alunos com dificuldades e propor intervenções (ex.: recuperação paralela, 
diálogo com famílias). Avaliar o impacto de projetos pedagógicos e ajustar 
metodologias. Garantir o alinhamento com as metas do Programa Mais Educação 
São Paulo. 
A escola desenvolve diversos projetos que envolvem a participação de 
professores, coordenadores, agentes de apoio e parceiros externos. Entre eles, o 
Programa Mais Educação oferece atividades no contraturno, como Recuperação 
Paralela, Sala de Leitura, Informática Educativa, Futsal e Teatro. Os TCAs 
(Trabalhos Colaborativos Autorais) permitem que os alunos investiguem problemas 
locais, como saneamento básico e saúde pública, e proponham intervenções 
sociais. A Semana Literária incentiva a contação de histórias, o teatro e a troca de 
livros, enquanto o Projeto Entre Versos Controversos envolve a produção de um livro 
com textos poéticos dos alunos. Por fim, a parceria com a UNINOVE promove 
oficinas sobre meio ambiente e saúde mediadas por universitários. 
Na área de atividades culturais e cívicas, a escola promove o Dia da Família, 
que reúne apresentações dos TCAs, debates, plantio de árvores e oficinas, como a 
de sabonete artesanal. Eventos cívicos, com cerimônias que incluem hinos 
nacionais e atividades voltadas para a celebração de datas históricas. A integração 
com a UBS possibilita campanhas de vacinação, medições de peso e palestras 
sobre saúde. Além do Grêmio Estudantil que promove ações voltadas para a 
cidadania e o protagonismo juvenil. 
Em relação à Inclusão e atendimento a alunos com necessidades especiais o 
PPP apresenta a existência da Sala de Apoio Pedagógico, que oferece atendimento 
individualizado para alunos com dificuldades de aprendizagem. Possui também o 
CEFAI, que realiza o acompanhamento de alunos com deficiência, incluindo 
adaptações curriculares. AVEs (Auxiliares de Vida Escolar) que apoiam alunos com 
necessidades específicas e a capacitações dos professores sobre práticas inclusivas 
e respeito à diversidade étnico-racial (Lei 10.639/03). 
A formação continuada dos professores inclui o PEA (Projeto Especial de 
Ação), que promove discussões sobre a reorganização curricular e a pedagogia de 
projetos. Encontros semanais para planejamento e estudo de casos. Participação 
em formações da DRE-IQ, PNAIC e seminários. Capacitação para uso do Sistema 
de Gestão Pedagógica e tablets e troca de experiênciasa partir de reflexões sobre 
avaliação durante conselhos de classe. 
A partir do PPP da EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins foi possível evidenciar 
um compromisso com a educação integral, articulando conhecimentos disciplinares, 
projetos práticos e inclusão social. A ênfase em intervenções comunitárias (como os 
TCAs) e a parceria com instituições externas (UNINOVE, UBS) reforçam o vínculo 
entre escola e sociedade. Pontos a melhorar incluem a necessidade de 
detalhamento do calendário letivo e maior clareza sobre os critérios de retenção. 
Contudo, o documento reflete uma escola dinâmica, alinhada às demandas 
contemporâneas e voltada para a equidade educacional. 
3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE 
 
O Plano de Trabalho Docente analisado apresenta uma estrutura organizada, 
com conteúdos, objetivos, metodologias e recursos bem definidos. Também foi 
identificado o alinhamento da proposta pedagógica com as diretrizes da Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC). 
Os conteúdos abordados são diversificados, abrangendo disciplinas como 
Língua Portuguesa (pontuação e produção textual), Matemática (sistema decimal e 
sequências numéricas), Ciências (observação de astros), História (modos de vida 
urbano e rural), Geografia (paisagens naturais e antrópicas), Ensino Religioso 
(pertencimento social), Educação Física (atividades motoras), Arte (figura humana 
nas artes visuais), Leitura e Produção de Texto (gêneros narrativos) e 
Empreendedorismo (qualidade de vida e higiene). A interdisciplinaridade foi 
identificada, especialmente na relação entre Geografia e História ao discutir 
transformações socioespaciais. 
Os objetivos de aprendizagem são apresentados por meio de habilidades da 
Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como EF03LP07 (uso de pontuação em 
Língua Portuguesa), EF03MA01 (leitura e escrita de números até a unidade de 
milhar) e EF03CI08 (observação de fenômenos astronômicos). 
As metodologias são variadas, incluindo atividades práticas (construção de 
ábaco com materiais recicláveis), leituras dirigidas (como o livro Uma escola assim, 
eu quero pra mim), discussões sobre valores (por meio de fábulas) e o uso de 
tecnologias, como WhatsApp para envio de atividades e vídeos no YouTube. 
Também são previstas alternativas para alunos sem acesso à internet, como 
atividades impressas, o que contribui para a inclusão. A avaliação é contínua e 
formativa, ocorrendo ao longo de todas as atividades, com foco na participação, 
criatividade e qualidade das devolutivas, incluindo produções textuais, registros 
escritos e ilustrações. 
Em relação à articulação com a BNCC, o PTD referencia diretamente as 
habilidades e os objetivos previstos no documento. Em Língua Portuguesa, por 
exemplo, a produção textual e o uso adequado da pontuação estão alinhados à 
competência de "Compreender e produzir textos". Em Matemática, o raciocínio 
lógico e numérico é desenvolvido conforme a habilidade de "Resolução de 
problemas". Em Ciências, é promovida a investigação científica por meio da 
observação de astros. Já em História e Geografia, ocorre a integração de contextos 
históricos e geográficos, refletindo as orientações da BNCC. Também foram 
observados no plano o incentivo ao protagonismo infantil, a valorização da 
diversidade cultural e social, a integração com o cotidiano das crianças e suas 
famílias e a conexão entre os conteúdos escolares e a realidade dos alunos. No 
entanto, seria interessante que o desenvolvimento das competências 
socioemocionais fosse mais explicitado, uma vez que, embora algumas atividades 
abordem valores e atitudes, esse aspecto não aparece de forma estruturada ao 
longo do documento. 
O Plano de Trabalho Docente analisado apresenta uma proposta pedagógica 
bem estruturada e alinhada às diretrizes da BNCC, com conteúdos relevantes, 
metodologias diversificadas e uma clara preocupação com a inclusão. Contudo, 
foram identificadas oportunidades para aprimorar a personalização das atividades e 
a valorização das competências socioemocionais, garantindo um olhar mais atento 
às individualidades e ao desenvolvimento de cada criança. 
4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA 
 
Foi possível observar que a equipe docente da EMEF Prof. Aurélio Arrobas 
Martins tem acesso a uma série de materiais didáticos como cartazes, desenhos, 
ilustrações, letreiros, livros do PNLD, material Dourado, tabelas, folders, gráficos, 
gravuras, histórias em quadrinhos, jornais, mapas, maquetes, modelos, murais, 
revistas, slides, textos e jogos educativos. Esses materiais são empregados em 
diferentes contextos, desde a decoração das salas até o apoio direto ao conteúdo 
curricular. 
Quanto à origem dos materiais, a maioria dos livros didáticos e parte dos 
jogos são provenientes do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD). Recursos como 
cartazes, desenhos e jogos são adquiridos ou confeccionados pelos próprios 
professores, utilizando recursos próprios ou da escola. Materiais como maquetes e 
tabelas são produzidos pelos docentes e/ou alunos, enquanto materiais recicláveis 
(garrafas pet, caixas de papelão) são adaptados para atividades práticas, 
especialmente em projetos interdisciplinares. Alunos também contribuem 
ocasionalmente, trazendo revistas, jornais e outros itens de casa para uso em sala. 
A frequência de uso varia conforme o recurso: livros didáticos, cadernos e 
lousa são utilizados diariamente como base para as aulas. Jogos educativos, 
material Dourado e recursos audiovisuais (como filmes e slides) são usados 
semanalmente para dinamizar o ensino. Materiais como maquetes e mapas, assim 
como visitas a museus (por meio de projetos), têm uso eventual, geralmente 
vinculado a temas específicos. 
A forma de uso dos materiais é diversificada: livros e textos servem como 
base estrutural das aulas, enquanto cartazes e ilustrações atuam como apoio visual 
para fixar conceitos. Jogos são utilizados em operações matemáticas. Filmes e 
histórias em quadrinhos são usados para contextualizar temas históricos ou sociais, 
promovendo discussões críticas. 
O local de uso predominante é a sala de aula, onde ocorrem atividades 
teóricas e práticas. No entanto, espaços externos, como o pátio, são utilizados para 
aulas de Educação Física e projetos interdisciplinares que envolvem movimento ou 
experimentação. O laboratório de informática é reservado para pesquisas digitais, 
enquanto a biblioteca é destinada a momentos de leitura e estudo contraturno. 
Na escolha dos recursos, os professores consideram o conteúdo a ser 
trabalhado, o grau de desenvolvimento, os interesses e as necessidades dos alunos. 
Buscam selecionar materiais adequados às habilidades que desejam desenvolver, 
sejam elas cognitivas, afetivas ou psicomotoras. Além disso, priorizam recursos de 
baixo custo, de fácil manipulação e que despertem a curiosidade e o engajamento 
dos estudantes. 
Para atender alunos com necessidades educativas especiais, a escola dispõe 
de materiais adaptados, como jogos táteis para deficientes visuais. No entanto, há 
carência de recursos especializados (ex.: softwares de acessibilidade). 
A escola possui uma sala específica para guarda dos materiais didáticos, 
porém a organização é precária: jogos, livros e equipamentos audiovisuais ficam 
misturados, dificultando o acesso rápido. Não há um sistema de catalogação claro, o 
que demanda tempo dos professores para localizar itens. 
Quanto aos espaços específicos para atividades, além da sala de aula, 
destaca-se o laboratório de informática (para tecnologias), o pátio (para atividades 
físicas) e a biblioteca (para leitura). 
A equipe multidisciplinar é composta por professores, coordenadores 
pedagógicos e um psicólogo escolar, responsáveis pela organização dos recursos e 
pelo apoio ao planejamento. 
5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS 
CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC 
 
Aspectos EspecificarTema 
contemporâneo 
transversal a ser 
abordado 
Educação Ambiental e Sustentabilidade 
Competência Geral 7 e 8 
Habilidades EF03CI09 e EF05GE11 
A quem será 
destinado 
Alunos do Ensino Fundamental Anos Iniciais. 
Tempo de duração 5 aulas de 50 minutos cada 
Objetivos Promover a reflexão sobre o impacto das ações humanas 
no meio ambiente. 
 
Estimular práticas sustentáveis no cotidiano escolar e 
familiar. 
 
Desenvolver habilidades de cooperação, criatividade e 
pensamento crítico. 
 
Articular conhecimentos de Ciências, Geografia e Língua 
Portuguesa. 
Encaminhamento 
metodológico 
(passo a passo da 
atividade) 
Aula 1: Introdução ao Tema 
- Atividade 1: Exibição de um curta-metragem sobre 
sustentabilidade (ex.: "O Lorax: Em Busca da Trúfula 
Perdida"). 
 
- Atividade 2: Debate em círculo sobre o filme. 
 
- Atividade 3: Leitura coletiva de uma reportagem sobre lixo 
plástico nos oceanos (material do PNLD ou jornais 
disponíveis na escola). 
 
Aula 2: Pesquisa e Coleta de Dados 
- Atividade 1: Divisão da turma em grupos para investigar: 
 
Grupo 1: Quantidade de lixo produzido na escola em um 
dia. 
Grupo 2: Tipos de materiais recicláveis descartados. 
Grupo 3: Entrevistas com funcionários sobre hábitos de 
reciclagem. 
 
- Atividade 2: Registro dos dados em tabelas e gráficos 
(usando cartolinas e canetas). 
Aula 3: Criação de Soluções Sustentáveis 
- Atividade 1: Oficina de eco brinquedos com materiais 
recicláveis (garrafas pet, caixas de leite, tampinhas). 
 
- Atividade 2: Elaboração de um mural colaborativo com 
dicas de sustentabilidade para a escola (usando cartazes, 
desenhos e colagens). 
 
Aula 4: Ação Prática 
- Atividade 1: Plantio de mudas em uma área verde da 
escola (ou em vasos com garrafas pet, caso não haja 
espaço). 
 
- Atividade 2: Criação de uma campanha de 
conscientização com panfletos (folders) para distribuição 
às turmas. 
 
Aula 5: Socialização e Avaliação 
- Atividade 1: Apresentação dos trabalhos (ecobrinquedos, 
mural, campanha) para outras turmas. 
 
- Atividade 2: Rodada de feedback, com alunos 
compartilhando o que aprenderam e como aplicarão em 
casa. 
Recursos a serem 
utilizados 
Materiais recicláveis (garrafas pet, jornais, caixas). 
Cartolinas, canetas, cola, tesoura. Mudas de plantas e 
terra. Projetor e computador para exibição do filme. 
Revistas, jornais panfletos. Câmera fotográfica ou celular 
para registrar as atividades. 
Avaliação - Formativa 
Participação nas discussões e atividades em grupo; 
registros (tabelas, gráficos, mural) e engajamento na 
campanha de conscientização. 
 
- Produtiva 
Criatividade e funcionalidade dos ecobrinquedos; Clareza e 
impacto das dicas no mural. Reflexão escrita ou oral sobre 
o aprendizado. 
 
6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE 
 
A professora Kátia Tomaz, graduada em Pedagogia no ano de 2010, possui 
13 anos de experiência no magistério. Iniciou sua carreira em escolas rurais, 
lecionando em turmas multisseriadas, e desde 2016 integra a equipe da EMEF Prof. 
Aurélio Arrobas Martins. Kátia possui especialização em Educação Inclusiva 
(concluída em 2015) e Psicopedagogia Institucional (concluída em 2018), o que 
reflete seu compromisso com uma educação acessível e de qualidade. 
Busca participa regularmente de cursos de capacitação e formação 
continuada. Nos últimos dois anos, fez o cuso "BNCC na Prática: Desafios e 
Possibilidades" (2023), oferecido pela Secretaria Municipal de Educação, 
"Metodologias Ativas para Anos Iniciais" (2022), realizado pelo Instituto Federal do 
Paraná, e "Educação Antirracista na Sala de Aula" (2023), em parceria com uma 
ONG da sua Região. 
Sua visão sobre o ensino é de que ele deve ser lúdico e significativo, 
conectando os conteúdos à realidade dos alunos. Kátia acredita no papel da escola 
como um espaço de formação integral, que desenvolve não apenas habilidades 
cognitivas, mas também socioemocionais. Em sua rotina de trabalho, ela inicia as 
aulas com uma roda de conversa para acolher os alunos, utiliza sequências 
didáticas interdisciplinares e reserva momentos para atividades em grupo. 
Para desenvolver as atividades de ensino, a professora busca explorar vários 
recursos, como vídeos (curtas-metragens e documentários), músicas (para trabalhar 
ritmo e poesia), livros e tecnologias. Ela também desenvolve atividades voltadas 
para temas cultura afro-brasileira e africana e cultura indígena, que são trabalhados 
durante todo o ano, e não apenas em datas comemorativas. 
Também trabalha os temas contemporâneos transversais de forma integrada 
às disciplinas. Por exemplo, em Ciências, desenvolve projetos de horta escolar para 
discutir meio ambiente; em Língua Portuguesa, utiliza histórias em quadrinhos para 
debater ética e bullying; e em Arte, propõe a produção de cartazes sobre 
alimentação saudável. 
Em sua sala a professora possui dois alunos com TEA (Transtorno do 
Espectro Autista), onde ela procura adaptar os materiais e as avaliações para 
assegurar a inclusão desses alunos. 
 
7 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE 
 
No contexto da minha observação, a reunião que participei foi do Conselho de 
Classe é uma reunião voltada para discutir o desempenho dos alunos e definir 
estratégias de intervenção pedagógica. Essas reuniões ocorrem trimestralmente na 
escola e reúne professores, coordenadoras pedagógicas, a direção e em algumas 
situações, o apoio psicopedagógico. 
Os assuntos discutidos na reunião geralmente envolvem o desempenho 
escolar dos alunos, análise de notas, participação e entregas de atividades, alunos 
com dificuldades de aprendizagem, problemas de comportamento ou outras 
situações que necessitam de intervenção. Também são analisados os resultados 
das avaliações, o feedback dos alunos e as estratégias pedagógicas que têm sido 
aplicadas para melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Muitas vezes, também 
são abordadas questões como desafios relacionados ao currículo, questões de 
assiduidade e até mesmo aspectos da gestão da sala de aula. 
O objetivo da reunião é analisar o progresso dos alunos e estabelecer 
estratégias de intervenção para apoiar aqueles que possuem dificuldades e propor 
intervenções como reforço escolar ou encaminhamentos para profissionais 
especializados. 
A coordenadora pedagógica e a diretora são as responsáveis por conduzir as 
discussões, facilitando o diálogo, organizando as discussões e buscando garantir 
que todos os pontos sejam tratados de maneira eficiente, além de redigir a ata para 
registro da reunião. Já os professores apresentam suas observações e análises 
sobre cada aluno. 
As estratégias utilizadas para tentar resolver as situações dos alunos variam 
conforme o caso, mas comumente incluem ações pedagógicas, como 
acompanhamento individualizado, ajustes no plano de ensino, além de suporte 
emocional e intervenções com outros profissionais da escola. 
Um exemplo prático foi o caso de um aluno do 3º ano do ensino fundamental 
com histórico de infrequência e notas baixas em Matemática. Uma das estratégias 
adotadas foi a indicação de reforço escolar e avaliação psicopedagógica para 
identificar possíveis transtornos de aprendizagem além da inclusão do aluno em um 
grupo de estudos da disciplina. 
 
8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS 
PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS 
 
Consegui identificar que a EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins possui uma 
variedade de materiais de apoio para abordar os temas contemporâneos 
transversais, mas a disponibilidade desses recursos varia conforme a temática. 
Para o tema Meio Ambiente, a escola conta com mais de 15 itens, incluindo 
livros sobre ecossistemas, cartilhas de reciclagem, kits de horta escolar, 
documentários (como "O Lorax") e cartazes sobre biodiversidade. Já em relação ao 
tema Economia, a escola não dispõe de materiais. 
No tema Saúde, há cerca de 10 materiais disponíveis, como cartilhas sobrealimentação saudável fornecidas pela Secretaria Municipal de Educação, vídeos 
educativos sobre higiene e jogos que abordam a prevenção de doenças. 
Para Cidadania e Civismo, a escola possui 8 materiais, incluindo livros de 
histórias sobre direitos humanos, cartilhas da Secretaria Municipal e projetos 
relacionados ao grêmio estudantil. 
Já o tema Multiculturalismo é bem atendido, com 12 materiais disponíveis, 
como kits pedagógicos sobre cultura afro-brasileira e indígena, livros de autores 
como Kiusam de Oliveira e bonecas étnicas. Em Ciência e Tecnologia, a escola 
possui 5 materiais, como kits de robótica básica, jogos de programação (Scratch) e 
documentários sobre inovação. A quantidade desses recursos é limitada, o que 
restringe a realização de atividades práticas mais frequentes. 
A escola também conta com uma equipe multidisciplinar, composta pela 
coordenadora pedagógica, psicóloga escolar, assistente social e professor de AEE 
(Atendimento Educacional Especializado). Eles tem como atribuições planejar 
projetos interdisciplinares, apoiar alunos com necessidades especiais, mediar 
conflitos socioemocionais e organizar oficinas de formação para professores.Análise 
Pude analisar que a escola demonstra avanços significativos na abordagem 
de temas transversais, especialmente em meio ambiente, saúde, multiculturalismo e 
ciência e tecnologia. A equipe multidisciplinar também é um diferencial, pois garante 
suporte aos alunos e professores, além de promover a inclusão e a formação 
continuada. Porém, há pontos que precisam de atenção, como a ausência de 
materiais para o tema Economia pois limita a discussão sobre educação financeira e 
consumo consciente. Em Ciência e Tecnologia, a quantidade de recursos é 
insuficiente para atividades práticas mais frequentes. Em Cidadania e Civismo, falta 
uma articulação mais prática com a comunidade, como visitas a órgãos públicos ou 
participação em projetos sociais. Talvez obter parcerias com instituições, para 
buscar apoio como de ONGs, universidades ou até de empresas para poder ampliar 
os recursos. 
 
 
 
 
9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA 
 
A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na EMEF 
Prof. Aurélio Arrobas Martins se fez a partir de processo contínuo e colaborativo, 
envolvendo a equipe gestora, os professores e a comunidade escolar. A partir de 
uma entrevista com a coordenação pedagógica, foi possível analisar como a escola 
tem se organizado para alinhar suas práticas às diretrizes da BNCC. 
A equipe gestora tem recebido formação por meio de cursos oferecidos pela 
Secretaria Municipal de Educação e encontros regionais promovidos pelo Ministério 
da Educação (MEC). Essas formações abordam tanto o conteúdo da BNCC quanto 
estratégias para sua implementação. A coordenadora pedagógica destacou que a 
equipe gestora participou de um seminário sobre competências gerais e de oficinas 
práticas para a elaboração de planos de aula alinhados ao documento. 
Para garantir que os professores estejam preparados, a escola adotou as 
seguintes estratégias: Formações internas onde reuniões ocorrem uma vez por mês, 
com foco em atualizar e tirar dúvidas do corpo docente dos temas relacionados à 
BNCC. Através de grupos de estudo criado no whatsapp os professores buscam 
compartilhar experiências e assuntos relacionados às diretrizes da BNCC. Existem 
também as oficinas práticas anuais ministradas pela coordenadora pedagógica, com 
exemplos práticos de como adaptar o planejamento às habilidades da BNCC. 
O material didático adotado pela escola são principalmente os livros 
recebidos da secretaria de educação. Já o processo de atualização do PPP está em 
andamento. A escola está revisando o currículo para adequá-lo às competências da 
BNCC. Cada componente curricular foi analisado, e os professores contribuíram 
com propostas de atividades e projetos interdisciplinares. A coordenadora destacou 
que o PPP está sendo reformulado para refletir as novas diretrizes, com foco na 
formação integral dos alunos. 
Em relação à avaliação, a equipe gestora e os professores têm discutido 
mudanças nos instrumentos avaliativos para um melhor alinhamento com a BNCC. 
As principais mudanças propostas incluem a “Avaliação formativa” com ênfase no 
acompanhamento contínuo do desenvolvimento dos alunos. As “Rubricas de 
competências” com a criação de critérios claros para avaliar habilidades 
socioemocionais e cognitivas e o uso de “Portfólios” para registrar o progresso dos 
alunos em projetos interdisciplinares. 
10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS 
PELO PROFESSOR 
 
A análise dos instrumentos avaliativos utilizados pela professora Kátia Tomaz 
demonstra uma abordagem que combina diferentes formas de avaliação. Durante a 
entrevista, ficou claro que a professora segue um modelo avaliativo formativo, onde 
a avaliação é vista como um processo constante, que vai além da verificação do 
aprendizado, buscando também o desenvolvimento de competências e habilidades 
dos alunos. 
Os instrumentos utilizados pela professora incluem provas escritas, trabalhos, 
relatórios, seminários e observações. As provas, compostas por questões objetivas 
e dissertativas, têm como objetivo avaliar o entendimento dos alunos sobre os 
conteúdos trabalhados em sala. Os trabalhos e relatórios são pedidos para que os 
alunos se aprofundem em temas específicos e muitas vezes interdisciplinares, o que 
permite uma reflexão mais crítica. Já os seminários são utilizados para estimular a 
comunicação e a capacidade de síntese dos alunos, e a professora também faz uso 
da observação direta para acompanhar a participação e o comportamento deles 
durante as aulas e atividades. 
Quanto à quantidade de avaliações, a professora aplica de dois a três 
instrumentos formais por bimestre, incluindo provas e trabalhos. Além disso, realiza 
avaliações contínuas, como registros de observação e atividades em grupo, o que 
permite um acompanhamento mais detalhado e constante do desenvolvimento dos 
alunos. Ela considera que essa quantidade de avaliações é suficiente para medir o 
aprendizado sem sobrecarregar os estudantes. 
Na correção dos instrumentos avaliativos, a professora segue critérios bem 
definidos, que são compartilhados com os alunos previamente. As provas e os 
trabalhos possuem rubricas claras, que detalham os aspectos a serem avaliados, 
como a clareza e profundidade das respostas. A nota é atribuída com base nesses 
critérios, e a professora oferece feedbacks para que os alunos possam compreender 
suas dificuldades e melhorar seu desempenho nas próximas avaliações. 
Além disso, a professora Kátia participa de um processo de validação dos 
instrumentos avaliativos com a equipe pedagógica da escola, que inclui a 
coordenadora pedagógica e os supervisores. Juntos, eles discutem a adequação 
das avaliações em relação aos objetivos do currículo e às necessidades específicas 
de cada turma, garantindo que as avaliações sejam sempre alinhadas com os 
objetivos educacionais da escola. 
 
11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO 
ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA 
 
A atuação da equipe pedagógica é estruturada para garantir um processo de 
ensino-aprendizagem eficiente e alinhado às diretrizes educacionais. Os 
responsáveis pelo acompanhamento do professor na condução da disciplina são os 
pedagogos e supervisores, que trabalham em conjunto com os docentes. 
O processo de recebimento e validação dos planejamentos do professor é 
realizado de maneira colaborativa. Os professores submetem seus planos de ensino 
para análise da equipe pedagógica, que verifica se estão alinhados ao currículo e às 
orientações curriculares da instituição. 
A equipe pedagógica também realiza observações das aulas, com o intuito de 
avaliar as práticas pedagógicas dos professores. Os instrumentos avaliativos 
utilizados pelos professores,como provas e trabalhos, também passam por um 
processo de validação. A equipe pedagógica faz uma revisão antes de sua 
aplicação. Esse processo assegura que as avaliações estejam em conformidade 
com os parâmetros estabelecidos pela escola. 
Os registros pedagógicos realizados pelos professores também são validados 
pela equipe pedagógica. Esses registros incluem observações e anotações sobre o 
desempenho dos alunos. 
Além da validação dos registros e dos instrumentos avaliativos, a equipe 
pedagógica realiza reuniões com os professores para fornecer feedback sobre suas 
práticas em sala de aula. Durante essas reuniões, são discutidos os resultados das 
avaliações, as estratégias de ensino e as necessidades de ajustes no processo 
pedagógico. 
A equipe pedagógica também desempenha um papel na resolução de 
conflitos. Quando surgem desentendimentos, a equipe pedagógica atua como 
mediadora, facilitando o diálogo e buscando soluções que promovam um ambiente 
escolar harmonioso e produtivo. 
12 RELATO DA OBSERVAÇÃO 
 
As aulas observadas foram ministradas pela professora Kátia, que leciona 
para as turmas do 3º e 4º anos do Ensino Fundamental anos iniciais. Durante a 
observação, pude perceber que a professora utilizou uma abordagem dinâmica e 
envolvente para garantir a participação dos alunos. A aula foi dividida em uma 
explicação inicial sobre o conteúdo, seguida de uma atividade prática em grupos e, 
por fim, uma revisão para consolidar o aprendizado. 
A professora utilizou recursos como o quadro, cartazes com ilustrações 
explicativas, e uma apresentação no projetor. Ela fez uso de vídeos curtos e 
músicas, buscando conectar o conteúdo ao cotidiano dos alunos. Observou-se que 
os alunos estavam muito engajados e interagiram bastante com as atividades 
trazidas. 
Em termos de postura, os alunos demonstraram uma boa interação com a 
professora e com os colegas. No entanto, em algumas situações, foi necessário um 
pequeno ajuste na dinâmica da sala, com a professora solicitando mais atenção e 
foco de alguns alunos, especialmente durante a exibição de vídeos. Em geral, a 
turma foi bastante participativa, e a professora soube conduzir os momentos de 
distração de forma tranquila, sempre incentivando a participação ativa de todos. 
A observação das aulas me proporcionou uma análise interessante sobre as 
práticas docentes e o impacto delas na aprendizagem dos alunos. A professora 
Kátia se mostrou atenta às necessidades dos alunos, utilizando recursos variados 
para atender diferentes estilos de aprendizagem. O uso de multimídia, como vídeos 
e músicas, foi um ponto positivo, pois conseguiu prender a atenção dos alunos e 
integrar o conteúdo de forma mais eficaz ao universo deles. Além disso, o uso de 
atividades colaborativas (trabalho em grupos) incentivou o desenvolvimento de 
habilidades socioemocionais, como a colaboração e o respeito às opiniões alheias. 
Porem, percebi que, apesar da boa organização da aula, alguns alunos 
apresentaram dificuldades para se manter concentrados durante as explicações 
mais teóricas, o que gerou pequenos momentos de dispersão. Essa situação me fez 
refletir sobre como as atividades práticas podem ser cada vez mais integradas às 
explicações teóricas para diminuir essas distrações. Talvez o planejamento de uma 
dinâmica que envolva ainda mais a ação dos alunos durante o conteúdo teórico 
ajude a manter todos focados. 
 
Outro ponto importante foi a adaptação dos materiais didáticos. A professora 
soube utilizar os recursos de maneira criativa e envolvente, mas em alguns 
momentos os cartazes e materiais visuais poderiam ter sido mais claros e diretos, 
sem tanta sobrecarga de informações, para facilitar a compreensão dos alunos. 
Em relação à aprendizagem, fiquei impressionada com a forma como os 
alunos conseguiram se apropriar do conteúdo de forma colaborativa. As discussões 
em grupo proporcionaram uma troca significativa de ideias e a professora Kátia se 
destacou ao mediar essas interações de maneira a valorizar as contribuições de 
todos. No entanto, uma reflexão crítica que faço é sobre o tempo de duração das 
atividades práticas. Alguns grupos terminaram mais rapidamente do que outros, o 
que indicou que a diferenciação nas atividades poderia ser mais ajustada, levando 
em conta o ritmo de cada aluno. 
No geral, a aula foi bastante proveitosa, tanto para os alunos quanto para 
mim, enquanto observadora. A experiência me permitiu perceber a importância de 
se planejar aulas dinâmicas que, além de abordarem o conteúdo de maneira clara, 
também incentivem a participação ativa dos alunos. A prática de utilizar recursos 
audiovisuais e atividades colaborativas se mostrou eficaz, mas deve sempre ser 
ajustada de acordo com as necessidades do grupo e o tipo de conteúdo trabalhado. 
13 PLANOS DE AULA 
 
Plano de aula 1 
 
 
 
 
 
Identificação 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Professor regente Kátia Tomaz 
Professor estagiário Giselle Trindade da Silva 
Disciplina História 
Série 3º ano 
Turma Turma A 
Período Vespertino 
Conteúdo A Independência do Brasil 
Processos históricos da Independência 
Principais personagens envolvidos 
Objetivos Objetivo Geral: 
Compreender os eventos que marcaram a Independência do 
Brasil e analisar os principais fatores políticos e sociais 
envolvidos. 
Metodologia Apresentação inicial sobre o contexto histórico do Brasil no início 
do século XIX. 
Exibição de vídeo educativo sobre a Independência do Brasil e 
seus personagens. 
Discussão em sala sobre o vídeo assistido, destacando os 
aspectos mais importantes. 
Realização de atividade em grupo, onde os alunos irão montar 
uma linha do tempo com os principais eventos. 
Apresentação das linhas do tempo por cada grupo, com 
explicação sobre os eventos escolhidos. 
Recursos Vídeo digital sobre a Independência do Brasil. 
Quadro e giz. 
Cartolinas e marcadores para a linha do tempo. 
Projetor multimídia. 
 
Avaliação Atividades 
 
Participação nas discussões. 
Qualidade na linha do tempo elaborada pelos alunos. 
Apresentação oral de cada grupo sobre os eventos selecionados. 
Critérios 
 
Clareza e precisão nas explicações. 
Participação ativa na discussão e no trabalho em grupo. 
Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. 
SOUZA, Ricardo. A Independência do Brasil: um estudo crítico. 
São Paulo: Editora História, 2015. 
Disponível em: www.historiabrasil.com.br. 
 
 
Plano de aula 2 
 
 
 
 
 
Identificação 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Professor regente Kátia Tomaz 
Professor estagiário Giselle Trindade da Silva 
Disciplina Matemática 
Série 3º ano 
Turma Turma A 
Período Vespertino 
Conteúdo Sistema de numeração decimal 
Operações de adição e subtração 
Problemas matemáticos envolvendo operações 
Objetivos Objetivo Geral 
 
Compreender o sistema de numeração decimal e aplicar as 
operações de adição e subtração em problemas matemáticos. 
Objetivos Específicos 
 
Identificar a estrutura do sistema de numeração decimal. 
Resolver problemas envolvendo adição e subtração. 
Explicar como aplicar as operações no contexto de 
situações-problema. 
Metodologia Apresentação teórica do sistema de numeração decimal e suas 
regras. 
Exposição de exemplos de adição e subtração em problemas. 
Resolução de exercícios em sala, com auxílio do professor. 
Realização de um jogo de matemática onde os alunos deverão 
resolver problemas de adição e subtração. 
Correção coletiva dos exercícios, com discussão sobre as 
estratégias utilizadas. 
Recursos Quadro e giz. 
Cartões com problemas matemáticos para o jogo. 
Projetor para exibição de exemplos. 
 
Avaliação Atividades 
Resolução de problemas durante o jogo. 
Discussão das soluções apresentadas. 
Critérios 
Completude e acuracidade nas respostas dos problemas. 
Capacidade de explicar as soluções apresentadas. 
Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. 
SILVA,João. Matemática para o Ensino Fundamental. Rio de 
Janeiro: Editora Educa, 2017. 
Disponível em: www.matematicafundamental.com 
 
Plano de aula 3 
 
 
 
 
 
Identificação 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Professor regente Kátia Tomaz 
Professor estagiário Giselle Trindade da Silva 
Disciplina Ciências 
Série 3º ano 
Turma Turma A 
Período Vespertino 
Conteúdo O ciclo da água 
Processos de evaporação, condensação e precipitação 
Objetivos Objetivo Geral 
 
Entender os processos do ciclo da água e sua importância para o 
meio ambiente. 
Objetivos Específicos 
 
Identificar os diferentes processos do ciclo da água. 
Relacionar o ciclo da água com a preservação ambiental. 
Explicar a importância da água para a vida no planeta. 
Metodologia Apresentação do ciclo da água através de um vídeo educativo. 
Explicação dos processos de evaporação, condensação e 
precipitação com exemplos práticos. 
Discussão em grupo sobre como esses processos afetam o 
ambiente. 
Realização de uma experiência simples de evaporação e 
condensação em sala. 
Reflexão sobre o impacto da ação humana no ciclo da água. 
Recursos Vídeo digital sobre o ciclo da água. 
Materiais para a experiência (recipiente com água, aquecedor). 
Quadro e giz. 
 
Avaliação Atividades 
 
Participação na discussão sobre o ciclo da água. 
Resultados da experiência prática. 
Critérios 
 
Clareza nas explicações durante a experiência. 
Compreensão do ciclo da água e suas implicações ambientais. 
Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. 
MORAES, Paula. O ciclo da água e seus impactos no meio 
ambiente. São Paulo: Editora Ciência, 2016. 
Disponível em: www.cienciasambientais.com. 
 
Plano de aula 4 
 
 
 
 
 
Identificação 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Professor regente Kátia Tomaz 
Professor estagiário Giselle Trindade da Silva 
Disciplina Língua Portuguesa 
Série 3º ano 
Turma Turma A 
Período Vespertino 
Conteúdo Leitura e interpretação de textos 
Identificação de ideias principais e secundárias 
Produção de resumos 
Objetivos Objetivo Geral 
 
Desenvolver a habilidade de leitura, interpretação e produção de 
resumos a partir de um texto. 
Objetivos Específicos 
 
Identificar as ideias principais e secundárias em um texto. 
Compreender a estrutura de um resumo e suas características. 
Produzir um resumo a partir de um texto lido.. 
Metodologia Leitura coletiva de um texto narrativo. 
Identificação, com a turma, das ideias principais e secundárias do 
texto. 
Explicação sobre como estruturar um resumo. 
Realização de uma atividade em que os alunos deverão resumir o 
texto lido. 
Compartilhamento dos resumos em grupos, seguido de uma 
discussão sobre as abordagens de cada aluno. 
Recursos Texto impresso para leitura. 
Quadro e giz. 
Fichas para escrita do resumo. 
 
Avaliação Atividades 
 
Análise da qualidade do resumo produzido pelos alunos. 
Participação na discussão sobre o texto lido. 
Critérios 
 
Clareza e objetividade no resumo. 
Capacidade de identificar as ideias principais e secundárias 
Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. 
FERREIRA, Maria. Leitura e Produção Textual. Rio de Janeiro: 
Editora Linguística, 2019. 
Disponível em: www.portuguesonline.com.br. 
 
Plano de aula 5 
 
 
 
 
 
Identificação 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Professor regente Kátia Tomaz 
Professor estagiário Giselle Trindade da Silva 
Disciplina Geografia 
Série 3º ano 
Turma Turma A 
Período Vespertino 
Conteúdo Tipos de relevo 
Formação das montanhas, planaltos e planícies 
Objetivos Objetivo Geral 
 
Compreender os tipos de relevo terrestre e suas características. 
Objetivos Específicos 
 
Identificar os principais tipos de relevo terrestre. 
Explicar os processos de formação das montanhas, planaltos e 
planícies. 
Relacionar os tipos de relevo com as atividades humanas. 
Metodologia Introdução teórica sobre os tipos de relevo terrestre. 
Exibição de slides ilustrando montanhas, planaltos e planícies. 
Discussão em sala sobre a formação desses tipos de relevo. 
Atividade prática, onde os alunos criarão representações do 
relevo com massinha de modelar. 
Debate sobre a importância do relevo para as atividades 
humanas, como agricultura e urbanização. 
Recursos Slides com imagens do relevo terrestre. 
Massinha de modelar. 
Quadro e giz. 
 
Avaliação Atividades 
 
Representação do relevo com massinha. 
Participação nas discussões sobre as atividades humanas 
relacionadas ao relevo. 
Critérios 
 
Criatividade e acuracidade na representação do relevo. 
Compreensão dos conceitos discutidos na aula. 
Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. 
SANTOS, João. Geografia do Brasil: Tipos de Relevo. São Paulo: 
Editora Terra, 2018. 
Disponível em: www.geografiaeducacional.com. 
 
 
Plano de aula 6 
 
 
 
 
 
Identificação 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Professor regente Kátia Tomaz 
Professor estagiário Giselle Trindade da Silva 
Disciplina Educação Física 
Série 3º ano 
Turma Turma A 
Período Vespertino 
Conteúdo Esportes coletivos: Futsal 
Regras do jogo e fundamentos básicos 
Objetivos Objetivo Geral 
 
Desenvolver habilidades motoras e cognitivas relacionadas ao 
futsal, entendendo as regras e fundamentos básicos do jogo. 
Objetivos Específicos 
 
Compreender as regras do futsal. 
Desenvolver as habilidades básicas de passe e drible. 
Aplicar o conhecimento das regras e habilidades em situações 
práticas de jogo. 
Metodologia Explicação sobre as regras do futsal, com ênfase nas principais 
regras de jogo. 
Demonstração dos fundamentos básicos (drible, passe e 
finalização). 
Realização de atividades práticas para treino das habilidades 
motoras. 
Formação de equipes para uma partida de futsal, com aplicação 
das regras. 
Reflexão sobre o desempenho das equipes e correção dos erros 
cometidos durante o jogo. 
Recursos Bola de futsal. 
Cones para demarcação de campo. 
Apito. 
 
Avaliação Atividades 
 
Participação nas atividades práticas e jogos. 
Aplicação das regras e habilidades durante a partida de futsal. 
Critérios 
 
Cumprimento das regras de jogo. 
Desempenho nas habilidades motoras, como passe, drible e 
movimentação. 
Referência BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. 
LIMA, Paulo. Jogos e Esportes na Educação Física Escolar. São 
Paulo: Editora Movimento, 2017. 
Disponível em: www.educacaofisica.com.br 
 
14 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR 
 
 
Foram apresentados os seis planos de aula para a professora Kátia Tomaz, 
durante a apresentação, expliquei os objetivos de cada aula, os conteúdos 
selecionados, os procedimentos metodológicos que seriam adotados, os tipos de 
atividades planejadas, os recursos que seriam utilizados (incluindo recursos 
tecnológicos) e os critérios de avaliação propostos para cada aula. 
Ela avaliou positivamente os planos, destacando que os conteúdos e 
objetivos estavam coerentes com o planejamento anual da turma. Sugeriu pequenas 
adequações, como ampliar o tempo destinado às atividades práticas e ajustar alguns 
recursos para melhor atender à realidade da escola, especialmente no que se refere 
ao uso de materiais disponíveis. 
A professora também reforçou a importância de incentivar a participação ativa 
dos alunos, promovendo momentos de reflexão e troca de ideias durante as aulas. 
Todas as sugestões foram registradas e incorporadas aos planos de aula, garantindo 
alinhamento com as diretrizes da escola e as necessidades da turma. 
O encontro foi positivo e contribuiu para aprimorar o planejamento da 
regência, fortalecendo o diálogo entre estagiário e professor regente. 
15 RELATO DA REGÊNCIA 
 
Relato de Regência - Plano de aula 1 
 
 
 
 
 
Identificação 
da aula 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 
Turno Vespertino 
Série e turma 3º ano – A 
Número de alunos 46 
Conteúdo História (Independênciado Brasil) 
Professor regente Kátia Tomaz 
Descrição 
da aula 
A aula sobre a Independência do Brasil ocorreu de forma 
bastante participativa. Iniciei contextualizando o Brasil no início 
do século XIX, trazendo perguntas para estimular o 
conhecimento prévio dos alunos. A exibição do vídeo prendeu a 
atenção da maioria, despertando curiosidade sobre os 
personagens e eventos históricos. Durante a discussão, percebi 
que muitos associavam a Independência apenas a Dom Pedro I, 
o que possibilitou aprofundar a explicação sobre o papel de 
outros personagens e fatores políticos e sociais. 
Reflexão 
sobre a aula 
Na atividade em grupo, os alunos demonstraram entusiasmo em 
montar a linha do tempo. Alguns grupos tiveram dificuldade em 
organizar a ordem cronológica, mas com mediação, conseguiram 
concluir a proposta. A apresentação final de cada grupo revelou 
que, mesmo com pequenas confusões, os alunos assimilaram o 
conceito de sucessão de eventos e a importância de cada fato 
histórico. A participação foi positiva, com a maioria contribuindo, 
fazendo perguntas e interagindo. 
 
Relato de Regência - Plano de aula 2 
 
 
 
 
 
Identificação 
da aula 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 
Turno Vespertino 
Série e turma 3º ano – A 
Número de alunos 46 
Conteúdo Matemática (Sistema de Numeração 
Decimal e Operações) 
Professor regente Kátia Tomaz 
Descrição 
da aula 
Na aula de matemática, a apresentação inicial sobre o sistema 
de numeração decimal despertou algumas dúvidas, 
especialmente em relação ao valor posicional. Com exemplos no 
quadro, consegui esclarecer essas questões antes de prosseguir 
para adição e subtração. 
Reflexão 
sobre a aula 
A atividade prática com cartões de problemas matemáticos em 
formato de jogo trouxe dinamismo e engajou a turma. Os alunos 
trabalharam em duplas, o que favoreceu a troca de estratégias e 
raciocínio conjunto. Durante a correção coletiva, alguns alunos 
sentiram dificuldade em justificar suas respostas, evidenciando a 
necessidade de trabalhar mais a explicação do raciocínio. 
Mesmo assim, houve boa participação e interesse nas 
atividades, com a maioria demonstrando compreensão dos 
conteúdos. 
 
Relato de Regência - Plano de aula 3 
 
 
 
 
 
Identificação 
da aula 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 
Turno Vespertino 
Série e turma 3º ano – A 
Número de alunos 46 
Conteúdo Ciências (Ciclo da Água) 
Professor regente Kátia Tomaz 
Descrição 
da aula 
A aula sobre o ciclo da água foi bastante interativa. A exibição do 
vídeo facilitou a compreensão inicial e despertou curiosidade, 
principalmente sobre o papel da evaporação e da condensação. 
Os exemplos práticos e a realização da experiência em sala 
tornaram o tema mais concreto para os alunos, que ficaram 
animados em participar do experimento. 
Reflexão 
sobre a aula 
Durante a discussão, foi interessante observar como alguns já 
tinham noções sobre o tema e conseguiram relacionar com 
situações do cotidiano, como chuva e secagem de roupas. No 
entanto, alguns tiveram dificuldade em diferenciar evaporação de 
condensação, o que foi esclarecido com exemplos adicionais. A 
participação foi ativa e a turma demonstrou compreensão geral 
sobre o ciclo da água e sua importância ambiental. 
 
Relato de Regência - Plano de aula 4 
 
 
 
 
 
Identificação 
da aula 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 
Turno Vespertino 
Série e turma 3º ano – A 
Número de alunos 46 
Conteúdo Língua Portuguesa (Leitura, Interpretação e 
Produção de Resumo) 
Professor regente Kátia Tomaz 
Descrição 
da aula 
A leitura coletiva do texto foi um momento de grande interação. 
Muitos alunos se mostraram curiosos e participaram ativamente 
da identificação de ideias principais e secundárias. Alguns 
precisaram de mais auxílio para diferenciar informações 
essenciais de detalhes menos relevantes, o que foi trabalhado 
coletivamente no quadro. 
Reflexão 
sobre a aula 
Na produção do resumo, alguns alunos demonstraram 
insegurança no início, mas com orientação e exemplos, 
conseguiram organizar suas ideias. Durante o compartilhamento 
em grupos, percebi que muitos tiveram diferentes interpretações 
do texto, o que gerou debates produtivos. Foi possível notar 
avanço no desenvolvimento da habilidade de síntese, embora 
alguns ainda precisem de apoio para selecionar apenas as 
informações mais relevantes. 
 
Relato de Regência - Plano de aula 5 
 
 
 
 
 
Identificação 
da aula 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 
Turno Vespertino 
Série e turma 3º ano – A 
Número de alunos 46 
Conteúdo Geografia (Tipos de Relevo) 
Professor regente Kátia Tomaz 
Descrição 
da aula 
A aula sobre tipos de relevo foi bastante dinâmica e prática. A 
apresentação teórica inicial foi acompanhada com atenção, 
principalmente por conta das imagens exibidas nos slides, que 
despertaram curiosidade e facilitaram a compreensão das 
diferenças entre montanhas, planaltos e planícies. 
Reflexão 
sobre a aula 
Na atividade com massinha de modelar, os alunos demonstraram 
entusiasmo e criatividade. A manipulação do material favoreceu 
a compreensão concreta das formas de relevo. Durante o debate 
final, muitos conseguiram relacionar os tipos de relevo com 
atividades humanas, como a agricultura e a construção de 
cidades. A participação foi positiva, com grande envolvimento da 
turma, embora alguns alunos ainda precisem de reforço na 
diferenciação entre planalto e planície. 
 
 
 
 
 
 
 
Relato de Regência - Plano de aula 6 
 
 
 
 
 
Identificação 
da aula 
Escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins 
Datas 05/04/2024 a 12/04/2024 
Turno Vespertino 
Série e turma 3º ano – A 
Número de alunos 46 
Conteúdo Educação Física (Futsal) 
Professor regente Kátia Tomaz 
Descrição 
da aula 
A aula prática de futsal foi bastante movimentada e envolvente. 
Comecei explicando as regras básicas e demonstrando os 
principais fundamentos, como passe, drible e finalização. Os 
alunos se mostraram animados para participar, embora alguns 
tivessem mais dificuldade em compreender e respeitar as regras 
durante o jogo. 
Reflexão 
sobre a aula 
As atividades práticas para desenvolvimento das habilidades 
motoras foram realizadas com entusiasmo, e os alunos 
conseguiram demonstrar progressos nos fundamentos básicos. 
Na partida final, algumas equipes apresentaram dificuldades de 
organização e respeito às regras, o que demandou intervenções 
frequentes. Apesar disso, o jogo fluiu e proporcionou 
aprendizado prático. Ao final, fizemos uma roda de conversa 
para refletir sobre o desempenho, reforçando a importância do 
trabalho em equipe e do respeito às regras. 
 
 
 
16 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 
 
 
 
Eu, Giselle Trindade Da Silva, RA 3389922404, matriculado no 5º semestre do Curso 
de Pedagogia da modalidade a Distância da Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, 
realizei as atividades de estágio curricular obrigatório II - Ensino Fundamental Anos Iniciais 
na escola EMEF Prof. Aurélio Arrobas Martins, cumprindo as atividades e a carga horária 
previstas no respectivo Plano de Trabalho. 
 
 
 
 
 
 ___________________________ 
Assinatura do(a) Estagiário(a) 
___________________________ 
Assinatura Supervisor de Campo 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O Estágio Curricular Obrigatório II foi uma experiência fundamental para 
minha formação como futura pedagoga, possibilitando uma compreensão mais 
aprofundada sobre a prática docente no Ensino Fundamental Anos Iniciais. As 
atividades desenvolvidas durante esse período permitiram uma vivência significativa 
no ambiente escolar, proporcionando uma visão ampla sobre o planejamento 
pedagógico, a gestão da sala de aula e a relação entre professores e alunos. 
A interação com a equipe escolar foi um aspecto enriquecedor, pois 
possibilitou compreender os desafios enfrentados pelos professores,desde a 
elaboração de planos de aula até a adaptação das estratégias de ensino para 
atender às necessidades individuais dos alunos. A experiência também evidenciou a 
importância do trabalho colaborativo entre docentes, coordenadores e demais 
profissionais da escola para garantir um ensino de qualidade e inclusivo. 
No aspecto pessoal e profissional, o estágio contribuiu para o 
desenvolvimento de habilidades essenciais, como planejamento, organização, 
adaptação de metodologias e gestão de tempo. Além disso, a prática possibilitou 
aprimorar minha capacidade de observação e análise crítica, auxiliando na 
construção de uma postura reflexiva sobre o papel do educador na formação dos 
alunos. 
De modo geral, o estágio reforçou a relevância de metodologias ativas e da 
inovação pedagógica para estimular o aprendizado significativo. A experiência 
prática aliada à teoria contribuiu para fortalecer minha trajetória acadêmica, 
consolidando minha vocação para a educação e reforçando meu compromisso com 
a formação integral dos estudantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 7 maio 2024. 
 
FAZENDA, Ivani. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro. São Paulo: 
Loyola, 1979. 
 
FERREIRA, Maria. Leitura e Produção Textual. Rio de Janeiro: Editora Linguística, 
2019. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 2024. 
 
LIMA, Paulo. Jogos e Esportes na Educação Física Escolar. São Paulo: Editora 
Movimento, 2017. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 
2024. 
 
MORAES, Paula. O ciclo da água e seus impactos no meio ambiente. São Paulo: 
Editora Ciência, 2016. Disponível em: . Acesso em: 
7 maio 2024. 
 
MORIN, Edgar. Educação e complexidade. São Paulo: Cortez, 2005. 
 
SANTOS, João. Geografia do Brasil: Tipos de Relevo. São Paulo: Editora Terra, 
2018. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 2024. 
 
SILVA, João. Matemática para o Ensino Fundamental. Rio de Janeiro: Editora 
Educa, 2017. Disponível em: . Acesso em: 7 
maio 2024. 
 
SOUZA, Ricardo. A Independência do Brasil: um estudo crítico. São Paulo: Editora 
História, 2015. Disponível em: . Acesso em: 7 maio 
2024. 
 
THIESEN, Juares. A interdisciplinaridade como movimento articulador no processo 
ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, v. 13, n. 39, 2008.

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