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Slides -Fundamentos Neurobiológicos pptx

Material da disciplina Fundamentos Neurobiológicos da Aprendizagem. Contém proposta e objetivos; aborda estrutura e desenvolvimento cerebral, neuroplasticidade, bases neurobiológicas da aprendizagem, contribuições da neurociência à educação, desenho universal, papel do gestor, Phineas Gage, divisões do SNC, neurônios e neurotransmissores.

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FUNDAMENTOS NEUROBIOLÓGICOS 
DA APRENDIZAGEM
Rita de Cássia Morem Cóssio Rodriguez
Proposta da disciplina
• Geral: Compreender as bases neurobiológicas e suas relações com a 
aprendizagem, estabelecendo reflexos com o funcionamento escolar e as 
práticas pedagógicas, o desenho universal para a aprendizagem e inclusão, 
e, ainda, o papel do gestor neste contexto.
• Conteúdos:
• . Estrutura, funções e desenvolvimento do cérebro. Neuroplasticidade.
• . Bases neurobiológicas da aprendizagem. 
• Contribuições da neurociência para a educação
• . organização da prática pedagógica a partir do desenho universal para a 
aprendizagem
• . papel do gestor em uma escola inclusiva, ensinante e aprendente
Como aprendemos?
•Para buscar entender como aprendemos, vamos começar realizando 
um passeio em conceitos importantes no campo da biologia, da 
neurobiologia, neurociências, entre outros, que vão nos auxiliar a 
compreender estes funcionamentos e os processos específicos 
relacionados a aprendizagem.
•Nossa intenção é demonstrar o quanto podemos avançar com nossos 
alunos, seus aprendizados, desenvolvimento, autonomia e o papel 
dos gestores, dos sistemas, escolas, salas de aula....neste contexto!
Claudelorain
•O que é real?
•Como foi criado?
•O que o criador comunica através dele?
•Que sensação nos causa?
•O que envolve vermos este quadro?
Narture X nurture
•Nascemos prontos? Nascemos tábula rasa?
•Nos desenvolvemos a partir de quais elementos? Genéticos? 
Ambientais? Sociais? Emocionais? Biológicos?
•Nos tornamos humanos por condição ou por vivermos em sociedade?
•A Neurociência nos auxilia nestas compreensões e seus achados vem 
se aproximando cada vez mais da educação, principalmente a 
neurociência cognitiva, entendida como uma subárea importante que 
estuda os processos mentais, tais como pensamento, aprendizagem, 
inteligência, linguagem, sensação, percepção. 
•E, neste sentido, o conceito de aprendizagem que abordamos se 
ancora no conceito atual da neurobiologia, ou seja, no estudo da 
organização dos circuitos funcionais que processam a informação e a 
mediação do comportamento, bem como as respostas internas e 
individuais ao meio.
•Aprender, portanto, requer um corpo, um cérebro, uma 
funcionalidade, um processo, mas também, um contexto, um 
desenvolvimento, uma sociedade.....que venha a ativar, mediar, 
desenvolver, oportunizar....e que, principalmente, construa sentidos.
•APRENDER É FAZER SENTIDO. NÃO SOMENTE MEMORIZAR 
INFORMAÇÕES DESCONTEXTUALIZADAS!
•E isso faz toda a diferença na educação, ou não?
• Nossos comportamentos, hábitos, 
aprendizagens, interações....como se 
organizam em nosso cérebro?
• Um dos exemplos de como nosso 
cérebro funciona, é a história e o estudo 
sobre Phineas Cage, um operário 
americano que, num acidente com 
explosivos, teve seu cérebro perfurado 
por uma barra de metal, sobrevivendo 
apesar da gravidade do acidente. Sua 
história alterou significativamente a 
compreensão sobre as áreas e os 
funcionamentos cerebrais. 
Se quer conhecer mais sobre a história de Phineas Cage, 
assista ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=hpynTAAVIxU
•Cai por terra, portanto, a concepção de que as áreas 
cerebrais estão restritas, isoladas e funcionalmente 
individualizadas.
•A compreensão atual é que, existe uma funcionalidade 
integrada, inter-relacionada e individual de ser, estar e 
compreender o mundo, os atos e as ações.
•“O cerne da neurobiologia é o processo por meio do qual 
as representações neurais se transformam em imagens nas 
mentes dos sujeitos que as experienciam de modo 
exclusivo, ou seja, cada um compreende-as à sua maneira 
particular” (Damasio, 1996)
•Assim, atualmente entende-se que: o SN é um 
mosaico de regiões, cada uma com uma função 
específica, que há um grau alto de interação 
(conexões neurais) e que NÃO HÁ FUNÇÃO 
MENTAL PURA, mas uma combinação de ações 
fisiológicas e psicológicas em cada ato.
Divisões anatômicas do Sistema Nervoso Central (SNC)
Sistema 
Nervoso Central
Encéfalo
Medula espinhal
Cérebro
Cerebelo
Tronco
encefálico
Mesencéfalo
Ponte
Bulbo
Nosso cérebro e sua estrutura
Cérebro
hemisférios
Lobos cerebrais e funções
Base do sistema nervoso: o neurônio
Neurotransmissores
•Comunicação entre neurônios, as sinapses ocorrem de 
forma elétrica ou química.
• Os neurotransmissores são definidos como 
mensageiros químicos que transportam, estimulam e 
equilibram os sinais entre os neurônios, ou células 
nervosas e outras células do corpo.
•Entretanto, unidade funcional do sistema nervoso 
não é mais centrada no neurônio mas concebida 
como uma imensa rede de conexões sinápticas entre 
unidades neuronais, além de células gliais, as quais 
são modificáveis em função da experiência individual, 
ou seja, do nível de atividade e do tipo de estimulação 
recebida.
Neuroplasticidade
• Neuro – neurônios; Plasticidade – modificável, plástico
• A neuroplasticidade se dá através de 3 mecanismos: habituação, memória e 
aprendizado e recuperação celular após lesão.
• 1. Habituação – através de estímulos repetidos, significando que o neurônio pode 
modificar sua função, seu perfil químico e sua estrutura.
• Ex. Disfunção do processamento sensorial e as intervenções para modificação. 
Autismo – seletividade alimentar
• 2 . Aprendizado e memória: alteração na estrutura e modificação nos neurônios, 
estabelecendo novas sinapses que estavam silenciosas. É como seu o neurônio 
criasse um novo dendrito para possibilitar novas sinapses.
• Ex. aprender piano na idade adulta com alta estimulação.
• 3. Através de terapias específicas para estimulação e recuperação celular, ou por 
estímulos próprios, mas que podem produzir resultados não esperados.
Estágios da plasticidade do SNC
•A plasticidade do SNC ocorre em três estágios: desenvolvimento, 
aprendizagem e após processos lesionais.
•1. Desenvolvimento - “O desenvolvimento da arquitetura cerebral 
estabelece-se muito precocemente na vida através de um contínuo de 
interações dinâmicas nas quais o ambiente e as experiências pessoais 
tem impacto na forma como as predisposições genéticas se 
expressam.” (Foz, Levitt &Nelson, 2010)
•Esta maturação do SNC, iniciada no período embrionário, sofre 
influências dos fatores genéticos, mas também do ambiente externo, 
que passa a exercer grande relevância no processo de 
desenvolvimento humano.
• Assim, cai por terra a idéia de que as influências genéticas ou condições 
biológicas são imutáveis e que irão determinar a vida da pessoa 
indefinidamente, pois conclui-se que não há pré-determinismo genético 
como fator definidor, mas sim uma interação dinâmica entre genes e 
ambiente, constituindo-se, ambos, fonte de potencial e crescimento ou de 
risco e disfunção.
• Negligência ou ausência de estímulos, empobrecimento ambiental e 
redução de experiências disponíveis, causarão inúmeros impactos no 
desenvolvimento cerebral.
• Por outro lado, estímulos e intervenções desconexas, não intencionais ou 
não articuladas, não terão o efeito completo e total.
• Assim como patologias ou fatores de risco, podem ocasionar ainda mais 
disfunções, se não forem trabalhadas. 
•2. Aprendizagem – Processo que ocorre durante a vida da pessoa, 
modificando comportamentos, estruturas e funcionamento das 
células neurais e suas conexões. Possibilita crescimento de novas 
terminações sinápticas, ampliação das áreas funcionais e ampliação 
de neurotransmissores. Requer processos específicos de assimilação, 
memória, resolução de problemas.
•3. Após processos lesionais, onde os mecanismos de reparação e 
reorganização do SNC surgem e se produzem após a lesão. 
• Adams, 1987 - cita mecanismos compensatórios.
Sistemas sensoriais
• São sistemas complexos – dependem de receptores específicos para 
captar e conduzir as sensações até o cérebro, onde serão 
interpretadas e decodificadas, levando à percepção do mundo ao 
redor. Importante salientar que os sentidos captam as informações esensações do meio, mas será o cérebro que irá reconhecer e produzir 
a ação e a compreensão, chamada PERCEPÇÃO.
Percepção
• Processo de organização e interpretação dos dados sensoriais recebidos do 
ambiente. Não se trata de registro direto do mundo, mas uma elaboração 
interna de acordo com regras inatas e limites impostos pela capacidade do 
SN.
• É a capacidade de associar informações que recebemos do mundo à 
memória para a formação de conceitos sobre o mundo e nós mesmos e, 
com isso, orientar nosso comportamento.
•O cérebro manipula as informações de acordo com nosso humor e estado 
emocional no momento, conhecimentos anteriores, lembranças, 
reconhecimento das situações, dependendo de várias atividades cognitivas: 
comportamento, cognição, processos de informações, consciência, 
memória, atenção, linguagem.
Memória
•A memória é a forma como o cérebro adquire e armazena 
informações, uma das funções mais complexas do organismo 
humano.
•Enquanto a aprendizagem engloba os processos de aquisição de 
novas informações, a memória corresponde à permanência, a 
retenção das informações e conhecimentos adquiridos pela 
aprendizagem durante toda a vida.
•Memória de trabalho - permite efetuar um “trabalho”, isto é, um 
processamento cognitivo sobre as informações memorizadas 
temporariamente. - É constituída de vários subsistemas de 
processamento dos quais somente uma parte chega à consciência.
•Memória de curto prazo - permite a retenção de informação durante o 
processamento. 
• - As unidades selecionadas pelos processos de atenção após passarem pela 
memória sensorial são estocadas na memória de curto prazo antes de 
serem transferidas para a memória de longo prazo.
•Memória de longo prazo - engloba várias formas que dependem de 
mecanismos diferentes e estruturas cerebrais e de circuitos neuronais 
diferentes. - Falamos de memória de longo prazo quando as informações 
são conservadas na memória durante um período importante.
Ainda sobre aprendizagem......
• Segundo Vitor da Fonseca (2014), 
• Qualquer aprendizagem humana emerge, conseqüentemente, de múltiplas funções, capacidades, 
faculdades ou habilidades cognitivas interligadas, quer de recepção (componente sensorial - input), 
quer de integração (componentes perceptiva, conativa, mnésica e representacional), quer 
de planificação (componentes antecipatória e decisória), quer finalmente, de execução ou 
de expressão de informação (componente motora - output).
• O autor sugere a tríade funcional da aprendizagem humana: funções conativas, funções executivas 
e funções cognitivas.
• Para ele, a cognição é sistêmica, emergindo do cérebro como o resultado da contribuição, 
interação e coesão do conjunto de funções mentais que operam segundo determinadas 
propriedades fundamentais envolvendo várias ferramentas ou instrumentos mentais, tais como:
• Atenção; percepção; processamento (simultâneo e sucessivo); memória raciocínio, visualização, 
planificação, resolução de problemas, execução e expressão de informação.
•As funções executivas podem ser compreendidas como um conjunto 
de habilidades necessárias para o controle e a auto-regulação de 
conduta e das aprendizagens. 
•Definem-se como habilidades cognitivas envolvidas no planejamento, 
iniciação, seguimento e monitoramento de comportamentos 
complexos dirigidos a um fim, possibilitando estabelecer metas, 
desenvolver ações coordenadas, tomar consciência das ações, corrigir 
rotas, solucionar problemas, sendo fundamentais tanto para as 
aprendizagens como para as ações cotidianas.
•E pergunto: as práticas pedagógicas atendem ao processo de 
desenvolvimento, de estimulação e construção de conhecimentos?
É importante sabermos sobre?
•Desenvolvimento
•Compensações
•Redes neurais
• Janelas de oportunidades
•Poda sináptica
•Neuroplasticidade
•Rotas alternativas
E a pessoa com deficiência? E a escola inclusiva?
•Se entendermos aprendizagem como construção e ensino como 
o processo de desenvolvimento, estimulação e mediação...se 
entendemos os conceitos de plasticidade, de compensação, de 
rotas alternativas......o que dizer sobre a aprendizagem de 
pessoas com deficiência e os princípios da educação inclusiva?
•O que vimos até aqui, está intimamente vinculado à 
compreensão que precisamos ter sobre as aprendizagens das 
pessoas com deficiência, suas processos de vida e 
desenvolvimento e, portanto, com o enfoque biopsicossocial da 
deficiência! Aliando estes conceitos com as demais teorias de 
aprendizagem, podemos avançar ainda mais?
Importante!!!!
•A pessoa com deficiência poderá alcançar os mesmos níveis de 
desenvolvimento e aprendizagem das pessoas sem deficiência, só que 
percorrendo outras vias, outros caminhos e rotas cognitivas.
•Conhecer estas vias é tarefa do professor da sala inclusiva e do 
atendimento educacional especializado, a fim de oportunizar os 
instrumentos de mediação, recursos e as propostas pedagógicas que 
viabilizem a aprendizagem, que se coloque a partir dos pressupostos 
do Desenho Universal para a Aprendizagem.
•Mas também do gestor, seja de sistemas, ou de escolas, ou de 
salas...pois é preciso oportunizar espaços para planejamento, 
trabalho cooperativo, aprendizagem, investigação, projetos...
•Escolas Inclusivas são espaços aprendentes e ensinantes, construídos 
coletivamente e com um propósito em comum: o desenvolvimento e 
a emancipação de todos e todas!!!
Referências
• Adams I. Comparison of synaptic changes in the precentral and postcentral cerebral cortex of aging humans: a quantitative 
ultrastructural study. Neurobiol Aging, 1987
• BEAR, M. F.; CONNORS, B. W.; PARADISO, M. A. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 
2002.
• MOURÃO-JÚNIOR, Carlos Alberto; OLIVEIRA, Andréa Olimpio; FARIA Elaine Leporate Barroso, NEUROCIÊNCIA COGNITIVA E 
DESENVOLVIMENTO HUMANO. https://periodicos.fclar.unesp.br/tes/article/view/9552/6316
• FONSECA, Vitor. Papel das funções cognitivas, conativas e executivas na aprendizagem: uma abordagem neuropsicopedagógica. 
Revista de psicopedagogia, 2014
• FUENTES, Daniel (org. ) Neuropsicologia: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 2014
• GOMES, Anangélica Moraes. A criança em desenvolvimento. Cérebro, cognição e comportamento. Rio de Janeiro: Ed. Revinter, 
2005
• HALPERN, R. ; GIUGLIANI, Elsa Regina Justo ; VICTORA, Cesar Gomes ; BARROS, Fernando Celso ; HORTA, B. L. . Fatores de risco 
para atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses de vida em Pelotas, RS. Jornal de Pediatria , Rio de Janeiro, v. 
76, n.6, 2000.
• RAMACHANDRAN, V. S. O que o cérebro tem para contar. Rio de Janeiro: Zahar, 2014
• ROTTA, Newra Tellechea (org) Transtornos da Aprendizagem:abordagem neurobiológica e multidisciplinas. Porto Alegre: 
Artmed, 2016
Obrigada!

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