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Resumo por @odontocomnai – Proibido a venda por terceiros 
Resumo por @odontocomnai – Proibido a venda por terceiros 
CTBMF E IMPLANTODONTIA 
Remoção e aproveitamento dos dentes inclusos 
O aproveitamento pode se dar através de um auto-transplante e tracionamento. 
Muitas vezes os terceiros molares não vão ter função mesmo que eles fiquem em posição 
pois não ocluem com nada. 
Dente incluso e dente retido são sinônimos, são dentes que não foram para a posição 
dele no arco. Podendo ser chamado também de dente não-erupcionado. 
Dente impactado é quando o dente não vai para a posição pois tem algum impedimento 
que pode ser o outro dente, pelo osso que ainda está recobrindo. Geralmente é mais por 
osso ou outro dente e é mais raro ser por tecido mole. 
Além da exodontia para dentes inclusos, pode-se pensar também em auto-transplante e 
tracionamento. 
Um dente pode ficar incluso por falta de espaço, em caso dos terceiros molares por 
exemplo são os últimos dentes a serem formados e por serem dentes maiores pode não 
ter espaço na arcada do paciente para que eles erupcionem. Outro motivo é por conta de 
lesão (cistos e tumores), espessura do osso, algum trauma na dentição decídua que 
comprometeu o espaço para o permanente, supranumerários, fissura lábio-palatina. 
São fatores locais: retenção prolongada do dente decíduo, deficiência no comprimento 
do arco, germes mal posicionado, supranumerários, cistos e tumores e fissura lábio-
palatina. 
Existem fatores sistêmicos que, normalmente, incluem vários dentes inclusos e estão 
associados a síndromes ou alterações hormonais, metabólicas e por irradiação (displasia 
cleidocraniana, síndrome de down, irradiação, hipotireoidismo e hipopituitarismo). Por 
isso é importante investigar o histórico familiar. 
Os dentes mais comum de ficaram inclusos são: terceiro molar inferior (pelo osso ser 
mais denso sendo mais difícil do dente romper a barreira do osso), terceiro molar superior, 
canino superior, pré-molar inferior, segundo molar e incisivos inferiores. 
É mais comum que dentes permanentes fiquem retidos do que dentes decíduos, pois nos 
dentes decíduos há mais espaço. 
Em alguns casos e dentes podemos utilizar a técnica de Clark (1 radiografia ortorradial e 
1 mesio ou distalizada). Se o dente acompanha o tubo de raio-x significa dizer que o dente 
está pela palatina. 
É importante saber se iremos acessar aquele dente pelo palato ou pelo vestíbulo. 
São opções de radiografia: periapical, oclusal (pouco utilizada), tomografia, panorâmica. 
São opções de tratamento: tracionamento, transplante (se o paciente perde o primeiro 
molar, pó exemplo, mas tem o terceiro, podemos colocar o terceiro no lugar do primeiro) 
e exodontia (geralmente terceiro molar caso não esteja faltando dente na arcada). 
 
Resumo por @odontocomnai – Proibido a venda por terceiros 
Resumo por @odontocomnai – Proibido a venda por terceiros 
Transplante: remover o dente de uma posição e transplantar para outra posição = 
autotransplante. 
Não podemos ficar tocando no ligamento periodontal pois podemos anquilosar o dente; 
o dente não pode ficar com contato prematuro, podendo ser feito o desgaste oclusal, o 
dente deve ficar imóvel e sem trauma, o ideal é ser feito uma contensão para que o dente 
fique estável podendo ser feito com resina, fio de aço e resina ou fio de sutura; pode ser 
necessário desgastar o alvéolo caso a anatomia seja diferente e o dente possa encaixar 
naquela região. 
O dente pode ser perdido por infecção por não ter suporte, contato prematuro ou tratado 
endodonticamente. Portanto, o ideal é que façamos o transplante do dente quando ele 
ainda tem o ápice aberto (tenha formado ½ a 3/4 dele) pois o dente tende a vascularizar. 
Mas, quando o dente já formou por completo, é necessário fazer a endodontia. 
A vantagem é que aproveitamos o dente do paciente, faz-se algo menos invasivo e 
relativamente a baixo custo. 
Indicação: paciente que não tem acesso a fazer implante, paciente jovem que ainda não 
tenham formado o dente por completo (é o ideal, em casos de dentes já formados é 
possível mas aumenta o risco de não dar certo) 
Tracionamento (tratamento orto-cirurgico): é orto-cirúrgico pois trabalha juntamente 
com a ortodontia. Não devemos fazer a cirurgia se não há espaço para aquele dente. O 
primeiro passo é o ortodontista ganhar espaço. 
Fazemos o acesso no rebordo, descolamos, fazemos a exposição (mínima possível para 
não causar traumas para o ligamento periodontal), colamos o botão e reposicionamos o 
tecido e suturamos. 
Aproveitamos dentes que estão inclusos sem optar por removê-los. 
É necessário ter espaço no arco e existe possibilidades ortodônticas para isso. Existem 
várias opções ortodônticas para isso, sendo o “botão” mais utilizado. 
Remoção: quando não é possível tracionar ou transplantar. As vezes o paciente tem 
indicação de remover o terceiro molar. São indicações: paciente com pericoronarite (o 
paciente tem dor pois tem acumulo de resto de alimento gerando inflamação e tecido 
edemaciado e o paciente mastiga em cima, trazendo dor). 
Para pacientes com pericoronarite, quando está inflamado, tratamos primeiro o quadro 
agudo com anti-inflamatório, analgésico, bochecho e irrigamos a área com soro para 
remover os restos de alimento. Normalmente não precisa de antibiótico, a não ser que o 
paciente tenha trismo, aumento de volume, se ele apresentou alguma secreção de pus. 
Após regredir esse quadro faz a cirurgia. Para a cirurgia é recomendado fazer a profilaxia 
antibiótica (1g de antibiótico 1h antes), é recomendado fazer a profilaxia pois é um sitio 
contaminado que tem o maior índice de infecção pós-operatória. 
A depender do caso, se tiver um tempo cirúrgico maior, desgaste ósseo, prescrevemos 
antibiótico mesmo que seja um paciente normossistêmico. 
Resumo por @odontocomnai – Proibido a venda por terceiros 
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Outra indicação para a remoção é lesão, bolsa periodontal, cárie (mais comum quando o 
dente está mesioangulado), fratura na região de terceiro molar. 
É necessário ter cuidado com os extremos de idade 
CLASSIFICAÇÃO 
Classificação de Winter: dente vertical (foto 1), mesioangulado (foto 2), distoangulado 
(foto 3), horizontal (foto 4) em relação ao longo eixo do segundo molar. É mais fácil 
remover um dente quando ele está na vertical, e quando está mesioangulado. 
 
Classificação de Pell e Gregory: considera quando o dente está profundo, se está no 
nível do plano oclusal (A), entre o plano oclusal e a cervical (B) ou abaixo da cervical 
(C) -> quanto mais profundo, mais difícil a remoção. Em seguida avaliamos o ramo da 
mandíbula, se está a frente (I), parcialmente perto (II) ou no ramo (III). 
 
Resumo por @odontocomnai – Proibido a venda por terceiros 
Resumo por @odontocomnai – Proibido a venda por terceiros 
Raizes finas e longas = mais chance de fratura 
Osso inelástico, denso = mais difícil remoção 
Folículo pequeno = dificulta a remoção 
Técnica cirúrgica: Realizamos a anestesia, adequada exposição, avaliar a necessidade 
de osteotomia (precisa remover osso?), avaliar a necessidade de odontosecção 
(horizontal, mesioangulado ou distoangulado), exodontia. 
Realiza incisões, se necessário faz incisão relaxante, osteotomia (avaliar a necessidade de 
remoção óssea, utiliza broca de alta de rotação com o auxiliar irrigando, broca 702 ou 701 
e brocas esféricas 6), odontosecção (dividir o dente para facilitar a remoção e diminuir o 
desgaste ósseo, utilizamos a broca 702, podemos separar parte da coroa, a coroa das 
raizes). 
Coronectomia: remoção da coroa; pedimos uma tomografia. Utilizamos essa técnica 
quando os terceiros molares estão em contato ao nervo alveolar inferior. Removemos a 
coroa por completo, não pode ficar esmalte se ficar, o tecido não irá recobrir e terá chance 
de infeção. A coronectomia visa eliminar o risco de lesar o nervo. Indica-sequando tem 
proximidade com o NAI, quando o risco de causar um dano não seja grande, se o dente 
não tem infecção, se o dente se movimentar. Não fazemos endodontia na raiz e não 
podemos deixar esmalte – tem que tirar por completo. O dente tem que estar abaixo do 
osso.