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Semana Integra ora 3 Doenças Infectocontagiosas 
 Rafaela Alves 
Meningite Bacteriana 
Agu a A quiri a na 
Comuni a e 
 
Definição 
Meningite é uma síndrome clinica que 
resulta da ocorrência de um processo 
inflamatório das meninges. 
Diagnostico anatômico que ocorre por 
conta de um processo inflamatório que 
acomete o encéfalo 
 
Relevância das meningites 
∼ Clinica 
o Paradigma de muitas doenças 
bacterianas 
o Etiologias diversas 
o Terapia antimicrobiana variável 
∼ Epidemiológica 
o Potencial de surtos 
o Morbimortalidade elevada 
o Imunoprevenível 
o Formas comunitárias vs hospitalares 
 
Características do cérebro 
∼ Ingurgitação vascular 
∼ Vasodilatação 
∼ Edemas 
∼ Vermelhidão – hiperemia 
o Vermelho claro nas áreas afetadas 
∼ Hipervascularização 
∼ Recoberto por exsudato purulento 
∼ Convexidade cerebral coberta por 
exsudato purulento 
 
Etiologias 
∼ Bactérias – principais: 
o Neisseria meningit idis 
o Haemophylus influenzae 
o Streptococcus pneumoniae 
∼ Vírus 
∼ Fungos 
∼ Protozoários 
∼ Helmintos 
 
Vias de transmissão e período de 
incubação 
∼ Período de incubação depende do agente 
etiológico 
∼ Maioria dos agentes causadores de 
meningite é de transmissão respiratória 
∼ Acomete as vias aéreas superiores ! 
corrente sanguínea ! vizinhança ou via 
hematogênica ! sistema nervoso central 
∼ O meio mais comum de transmissão é 
através de gotículas contaminada das vias 
aéreas superiores 
o Pessoas podem ser contaminadas 
num raio de ação de 2 a 3 metros os. 
∼ A colonização das vias aéreas superiores 
é o primeiro passo para invasão das 
corrente sanguínea e disseminação no 
SNC 
∼ A contaminação e pode ocorrer por (1) 
contiguidade ou (2) via hematogênica 
 
1) Contiguidade 
⋅ Contribuição da drenagem venosa da face 
chamado triângulo perigoso da face . 
⋅ Esse trígono são veias que drenam 
sangue para o seio cavernoso e depois 
migra para a veia cava inferior 
⋅ Importância dessa drenagem ! 
processos infecciosos de pele e 
nasofaringe que produzam tromboflebite 
séptica podem se estender para dentro 
do crânio para seio cavernoso 
produzindo trombose no seio cavernoso – 
sangue entra e não consegue sair do 
cérebro (o globo ocular tende a sair fora 
da órbita) ! pode se tornar meningite 
" Emergência neurocirúrgica 
Semana Integra ora 3 Doenças Infectocontagiosas 
 Rafaela Alves 
2) Via hematogênica 
⋅ A colonização da nasofaringe pelos 
agentes e disseminação ocorre pela via 
hematogênica. 
⋅ Através de nasofibrocospia podemos ver 
uma fístula no centro que se abre até a 
outra extremidade que já está dentro do 
SNC = um caminho aberto para os 
agentes infecciosos 
⋅ Também pode ocorrer por trauma 
craniano – indivíduo começa a apresentar 
rinorreia persistente (escoamento 
abundante de fluido pelo nariz, sem 
fenômeno inflamatório), que abre portas 
para os agentes infecciosos 
 
Epidemiologia 
∼ Doença de notificação compulsória 
∼ Todo profissional deve fazer a notificação 
e preencher uma ficha detalhada cujos 
dados são compilados pelo Ministério da 
Saúde 
∼ Cada cor do gráfico representa um tipo 
de etiologia de meningite 
o Preto = não infecciosa (ex.; neoplasia 
que infiltra as meninges) 
o Virais são as mais comuns 
∼ Não se descobre qual o agente 
 
∼ O meningococo tem diferentes 
sorogrupos. 
o Brasil: o mais comum é C e B. 
∼ A vacina é sorogrupo específica no Brasil 
é monovalente contra o sorogrupo C 
∼ A incidência vai caindo conforme a 
vacinação avança na população 
o *pneumococo não respondeu tanto a 
vacina 
 
Quadro clínico das meningites 
∼ Tríade clássica – sinais de irritação das 
meninge 
o Febre 
o Cefaleia 
o Confusão mental, sonolência... 
 
∼ Esses sinais ocorrem tardiamente 
dificultando o diagnostico precoce 
o * Antibióticos diminuem a evolução dos 
sintomas e dificulta ainda mais o 
reconhecimento clínico da doença. 
 
∼ O sucesso no tratamento depende do 
diagnostico precoce que, por sua vez, 
depende do reconhecimento clínico dos 
sintomas 
 
∼ A janela entre o começo da 
apresentação dos sintomas e diagnóstico 
é sempre muito estreita 
 
∼ Na maioria dos quadros, os pacientes tem 
um quadro não especifico pode se 
confundir com outras infecções das vias 
aéreas superiores 
 
∼ No começo da infecção os sintomas são 
leves, mas evoluem rapidamente com 
rebaixamento do nível de consciência e 
sinais de irritação meníngea 
 
∼ Em 51% dos casos (do estudo que o prof 
mostrou), os médicos reconheceram o 
quadro clínico e mandaram para 
tratamento hospitalar. Os demais não 
foram atendidos precocemente, por isso 
o médico precisa estar atento porque a 
doença evolui rapidamente. 
 
∼ Nesse estudo ainda teve alguns pacientes 
com cefaleia, náusea e rigidez de nuca 
 
Semana Integra ora 3 Doenças Infectocontagiosas 
 Rafaela Alves 
∼ Outro estudo: metade dos pacientes 
apresentou a tríade clássica ! mais fácil 
o diagnóstico 
 
∼ Outros sinais e sintomas: 
o Dor na perna 
o Mãos e pés frios 
o Coloração da pele estranha 
(marmorada) 
 
∼ Crianças, lactentes, idosos e pacientes 
imunocomprometidos: podem ter 
meningite e não ter sinais de irritação 
meníngea 
 
Sinais de Kering e Brudzinski 
∼ Sinais de Kering 
o Extensão da terna sobre a coxa 
o Criança chora de dor e flete a outra 
perna ! indica irritação meníngea 
∼ Sinal de Brudzinski 
o Flexiona a coluna cervical sobre o 
tórax – criança flete os joelhos 
 
Meningococcemia 
∼ Infecção da corrente sanguínea pelo 
meningococo 
∼ A meningite pode cursar em paralelo com 
sinais e sintomas de infecção da corrente 
sanguínea que podem se sobrepor aos 
sintomas da meningite 
∼ Sinais de meningococcemia = exantema 
o Nessas áreas ocorre necrose por 
isquemia 
o Pode ter petéquias, equimoses... 
 
 
 
∼ Meningococcemia também é conhecida 
como púrpura fulminante porque a 
evolução é muito rápida (até em horas 
∼ Pode ser tanto a infecção da corrente 
sanguínea quanto a meningite 
 
 
Diagnóstico laboratorial 
 
∼ Análise quimiocitológica do líquor 
cefalorraquidiano (LCR) 
o Normal = aparência limpa e cristalina 
o Alterado = purulento 
∼ Bacterioscopia pelo método de 
gram 
o Diplococos gram+ 
o Analise do líquor também, para 
verificar a etiologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A doença meningocócica é uma 
infecção bacteriana aguda, rapidamente 
fatal, que pode causar inflamação nas 
membranas que revestem o sistema 
nervoso central (meningite) e infecção 
generalizada). 
Neisseria = diplococos gram positivos
Semana Integra ora 3 Doenças Infectocontagiosas 
 Rafaela Alves 
Perfi l da anál ise quimiocitológica do 
LCR segundo as etiologias de 
meningites 
 
⋅ Conta o número de células e proporção 
de leucócitos e mede glicose, pH, lactato 
⋅ Lactato ! concentração maior de 2 é 
sugestivo de infecção bacteriana 
 
Complicações 
∼ Meningite ! processo inflamatório ! 
edema 
∼ Herniação cerebral: tamanho da calota 
craniana é fixo então, se amentar a 
pressão intracraniana e ter 
extravasamento líquido, tem tendência de 
áreas do encéfalo saírem por meio de 
orifícios (ex.: extravasa para atrás da 
fossa do cerebelo e comprime o tronco 
cerebral – hérnia transtentorial (passa 
pela tenda do cerebelo) 
o Essa hérnia está presente quando o 
paciente tem alteração na PA, FC, 
FR... 
o Precisa de medidas urgentes para 
baixar a pressão craniana senão 
evolui para morte cerebral. 
∼ Infarto isquêmico: ocorre áreas de 
microcirculação (tromboflebite séptica ! 
áreas do cérebro vão sofrendo isquemia) 
o Por isso a sequela neurológica 
depende do local acometido. 
∼ Convulsão 
∼ Hidrocefal ia: acúmulo de líquido 
encéfalo dentro do sistema ventricular 
 
 
 
Tratamento 
∼ Paciente muitas vezes está em choque 
séptico, hipotenso, em coma e precisando 
ser intubado, pode evoluir para IR 
(precisa de diálise), nãoconsegue 
proteger as vias aéreas; precisa ventilar 
para proteger as vias aéreas 
∼ Precisa de drogas vasoativas, acesso 
vascular central, reposição volêmica... 
∼ Dever ser tratado em UTI onde todas as 
suas funções vitais vão ser monitoradas 
(menos os casos virais ou bacterianos 
muito leves) 
 
Terapia antimicrobiana das meningites 
⋅ Prescrição do antibiótico que vai matar a 
bactéria e ajudar o hospedeiro a se 
curar 
⋅ Referencias: Sanford Guide (divide o 
tratamento de acordo com as faixas 
etárias) 
⋅ Terapia varia de acordo com a faixa 
etária. 
⋅ Esquema empírico para início do 
tratamento 
⋅ Inicia o tratamento e depois ele é 
ajustado quando identificar exatamente o 
agente etiológico 
o Demora 3 a 4 dias para este resultado 
então não pode esperar para iniciar o 
tratamento 
⋅ Ajustável quando houver determinação 
da doença 
 
Esquema para faixa etária de 1 a 50 
anos 
⋅ Ceftriaxona 2g IV de 12/12h 
o Atividade bactericida com os 3 
agentes 
⋅ Vancomicina 45 a 60mg/kg/dia IV de 6/6h 
 ou 8/8h 
o Em alguns locais do mundo há casos 
frequentes de pneumococo 
resistente 
⋅ Maiores de 50 anos: ampicilina 2g IV de 
4/4h 
⋅ 
Semana Integra ora 3 Doenças Infectocontagiosas 
 Rafaela Alves 
Uso de corticoides 
⋅ Dexametasona 0,15 mg/lg/dia IV de 6/6 
horas 
⋅ Iniciada até 60 minutos antes da 1a dose 
dos antibióticos 
⋅ Até 5 dias de duração 
⋅ Tentam atenuar a inflamação meningia 
diminuem taxa de letalidade e de 
complicações 
⋅ Estudos que comprovaram sua eficácia 
trabalharam com Dexametasona por no 
máximo 5 dias. Eles são capazes de, por 
ex., diminuírem a incidência de perda 
auditiva, além da taxa de mortalidade 
menor. 
 
Prognóstico 
 
∼ 2014 = letalidade de meningocócica de 
17% 
∼ 2015 por pneumomoco: 33% de letalidade. 
∼ As virais em 2015, somente 1,2% dos 
pacientes foram a óbito 
 
Profi laxia 
∼ Meningo C 
o 3 meses 
o 5 meses 
o 1 ano reforço 
o 11 ou 12 anos – sorotipo ACWY 
∼ há produtos contra o sorotipo B (que 
sempre é separado - monovalente) 
 
Profi laxia pré-exposição 
⋅ Pneumo 10 
o 2 meses 
o 4 meses 
o 1 ano reforço 
o TMO, HIV, e outros pacientes 
especiais 
o 13 e 23 valente 
 
Quimioprofi lacia pós exposição 
⋅ Quimioprofilaxia para contactuantes 
⋅ Indicada para contatos próximos de casos 
de doença meningocócica e meningite por 
Haemophylus influenzae 
⋅ Rifampicina 300mg VO de 12/12 horas por 
até 48 horas 
⋅ Ciprofloxacina 500 mg VO dose/única 
⋅ Sem evidência de efeito protetor 
prolongado 
⋅ O objetivo é que as pessoas que tiveram 
contato com o paciente não venha a 
desenvolver a meningite 
⋅ Vacina pentavalente: 
o 2 meses 
o 4 meses 
o 6 meses

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