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INSTITUTO NORFORMA Curso de Técnico de Ação Educativa Módulo 4 - Comunicação e relacionamento com crianças e encarregados de educação geral@norforma.pt www.norforma.pt Mobile User geral@norforma.pt www.norforma.pt Objetivo Geral do Módulo Pretende-se que os formandos sejam capazes de compreender a importância da comunicação no relacionamento com crianças e adultos. Objetivos Específicos do Módulo Enunciar os principais conceitos, tipos e formas de comunicação Identificar as principais competências para uma comunicação eficaz com crianças e jovens Reconhecer a importância do envolvimento da família no relacionamento e na comunicação Reconhecer a importância da linguagem nos processos de comunicação Identificar as principais barreiras na comunicação Identificar estratégias de envolvimento das famílias geral@norforma.pt www.norforma.pt Conteúdo do Módulo A Comunicação O Comportamento na relação interpessoal Estilos de comportamento na comunicação Relação e comunicação com as crianças Relação e comunicação com os adultos Contactos da Formadora do Módulo Catarina Magalhães catariina2@gmail.com Deverá dedicar 22 horas para estudo deste módulo. geral@norforma.pt www.norforma.pt A Comunicação O modo como o ser humano se relaciona com os outros, a maior ou menor eficácia no relacionamento, depende do seu poder e da sua habilidade na comunicação, sendo que para a maioria das pessoas, grande parte do seu tempo é passado a relacionar-se com outras pessoas. A palavra comunicar deriva do Latim comunicare que significa “pôr em comum, repartir”, “falar, conversar”, comunicar corresponde assim à troca de ideias, sentimentos e experiências entre pessoas que conhecem o significado daquilo que se diz e do que se faz, deve constituir-se como um processo interativo e pluridirecional sendo, necessariamente, realizada com mais do que um interveniente. Comunicar é diferente de informar, informar é um processo unilateral em que apenas há a transmissão de um conhecimento ou recado. O ser humano utiliza um sistema de símbolos para se relacionar com os outros e é através deles que exprime o que quer às outras pessoas e que se estabelece um sistema de relações. A comunicação é realizada através de sinais verbais, sinais escritos e sinais não verbais e corresponde às necessidades específicas de cada grupo social e cultural e, por isso, varia entre os diferentes grupos sociais e diferentes povos para que seja eficaz nos diferentes contextos. O homem transmite constantemente mensagens aos outros, através de sinais não verbais de comunicação, seja pela forma como se comporta ou pelo modo como se veste. A comunicação é um processo fundamental para o ser humano porque se trata de um processo contínuo e inevitável que faz do homem aquilo que ele é e permite que se estabeleça uma relação interpessoal. Mobile User geral@norforma.pt www.norforma.pt O modo como se comunica tem raízes no passado de cada um e resulta de um processo de aprendizagem, cada ser humano integra-o na sua própria individualidade e desenvolvimento, em função das suas características pessoais, necessidades e desejos. Todas as formas de comunicação que o ser humano utiliza resultam de experiências individuais seja a postura corporal perante determinada situação ou o que pensa, o que diz e até modo como diz. Desta experiência individual resultam significações diferentes para os vários estímulos e sinais, pois dificilmente se encontram duas pessoas com as mesmas vivências do passado e com as mesmas experiências, desta forma, comunicar é também procurar no interior de cada um as significações para esses estímulos ou acontecimentos. No processo de comunicação é fundamental que o individuo tenha em atenção não só o significado que atribui às coisas, aos seus gestos, palavras e expressões, mas também às possíveis significações que as outras pessoas com quem comunica lhes possa dar, o mesmo conteúdo contado de forma diferente, altera o significado do mesmo. Para que exista comunicação é necessário acionar os diferentes elementos da comunicação que são essenciais para que esta seja eficaz. Emissor Canal Mensagem Feedback Descodificação Recetor Código Fonte Mobile User geral@norforma.pt www.norforma.pt Elementos da comunicação: Fonte - Origem da comunicação, aquele que possui as ideias, intenções e necessidades de comunicar. Porém, pode não ser a fonte a emitir a mensagem; Emissor – Aquele que emite ou transmite a mensagem; o Deve ser capaz de perceber quando e como pode entrar em comunicação com o outro; o Deve ser capaz de transmitir uma mensagem que seja percetível para o recetor; Canal – Via através da qual se transmite a mensagem; o O canal mais comum é o ar, existem outros, tais como: carta, livro, telefone, rádio, televisão, internet, etc.; Mensagem – Conjunto de informação que pretende ser transmitida, conteúdo da comunicação; o Conjunto de sinais com significado; o O emissor codifica a mensagem e o recetor interpreta a mensagem, dá- lhe significado, descodificando-a; Código - Sinais utilizados para compor a mensagem; Recetor - Aquele que recebe a mensagem; Descodificação – Conversão feita pelo recetor da informação; Feedback - Informação de retorno para o emissor. Em todo este processo de comunicação com o outro é fundamental observar a reação daqueles a quem se dirige a mensagem pois é através do seu feedback, isto é, da sua resposta à mensagem recebida, que é possível orientar as comunicações futuras e decidir quais os processos de comunicação que vão ser utilizados posteriormente e, caso seja necessário, alterar a forma de comunicar. geral@norforma.pt www.norforma.pt A comunicação surgiu como uma necessidade social para ser possível o relacionamento com os outros, desta forma, são funções da comunicação: Função de informação – existe a necessidade de obter conhecimentos e de os transmitir; Função de persuasão e motivação – necessidade de ajustar as atitudes e comportamentos; Função de educação – integração de um sujeito numa sociedade, transmitindo- lhe a herança social e cultural; Função de socialização – permite a integração dos sujeitos nos diferentes grupos; Função de distração – varia dependendo da cultura e da qualidade de vida dos grupos. geral@norforma.pt www.norforma.pt A linguagem verbal e não verbal Quando é emitida uma mensagem, podem ser utilizados vários códigos, de que são exemplo as palavras. Quando a comunicação é realizada por meio de palavras estamos a utilizar a linguagem verbal. A linguagem verbal pode ser oral ou escrita. Linguagem verbal oral: Diálogo entre pessoas; Rádio; Televisão; Telefone; Internet; Etc. Linguagem verbal escrita: Livros; Cartazes; Jornais e revistas; Cartas; Internet; Etc. geral@norforma.pt www.norforma.pt Na sociedade atual, a linguagem verbal oral é a mais frequentemente utilizada e privilegiada. No dia a dia são recebidas e emitidas mensagens sem ser através da linguagem verbal, mas sim através da linguagem não verbal. Linguagem Não verbal: Gestos; Postura corporal; Expressões faciais; Silêncios; Paralinguística (tom de voz, velocidade, melodia da voz, articulação e pronúncia); Distância entre as pessoas; Roupas e adereços; Etc. O ser humano comunica utilizando a linguagem não verbaldiariamente, através dos gestos, da postura, das expressões faciais, do tom de voz, do silêncio e até mesmo através da roupa que veste. É através desta comunicação não verbal que são transmitidas as emoções e os sentimentos. A linguagem não verbal acompanha a linguagem verbal, oferecendo um significado mais profundo e verdadeiro. Sempre que se comunica o corpo também fala, as expressões faciais comunicam os sentimentos, emoções e reações, seja intencionalmente ou não. No contacto com os outros, a posição do corpo é determinante para a qualidade da comunicação, por exemplo, a posição dos braços podem favorecer ou bloquear a comunicação face a face. geral@norforma.pt www.norforma.pt Ao comunicar com o interlocutor deve ser evitado: Cruzar os braços – pode dar a entender que é difícil de abordar ou que discorda do que é dito; Colocar as mãos na cintura – pode revelar agressividade; Colocar as mãos nos bolsos – pode revelar desinteresse na conversa; Colocar as mãos atrás das costas – pode dar a entender que esconde alguma coisa; Colocar as mãos entrelaçadas – pode revelar uma atitude negativa ou ansiosa; Bater com os dedos em cima da mesa – pode revelar impaciência; Manter os braços caídos ao longo do corpo – pode revelar demasiada descontração; Passar as mãos pelo cabelo, pescoço ou queixo repetidamente – pode revelar nervosismo; • Fazer gestos agressivos; Apontar o dedo. geral@norforma.pt www.norforma.pt É fundamental que o sujeito que comunica com os outros tenha em atenção os seguintes aspetos, para que a sua comunicação seja eficaz: Olhar o outro nos olhos – manter o contacto visual enquanto se fala e se escuta; Sorrir – o sorriso deve ser sincero e espontâneo; Ser simpático; Ter uma postura correta e confortável: o Se estiver de pé, deve manter-se direito; o Se estiver sentado, manter as costas direitas; o Se estiver sentado e se inclinar, fazê-lo na direção do interlocutor. Pronunciar as palavras corretamente e de forma clara; Falar num tom de voz moderado – nem muito alto, nem muito baixo; Falar pausadamente – nem muito depressa, nem muito devagar; Ser breve; Utilizar palavras simples; Tratar corretamente o interlocutor; Certificar-se de que os termos que utiliza são compreendidos pelo interlocutor; as mãos devem ser visíveis ao interlocutor Acompanhar as palavras com gestos suaves que reforcem a comunicação verbal. geral@norforma.pt www.norforma.pt O espaço, no qual se estabelece a comunicação também afeta a relação, pois sempre que uma pessoa se aproxima de outra, sem a conhecer, a tendência é afastar e manter uma determinada distância. Nas relações interpessoais existem quatro tipos de distância: Distância íntima: utilizada para estabelecer uma comunicação íntima ou para dizer um segredo, tem aproximadamente entre 7 a 15 cm; o Se for uma informação confidencial, o sujeito distancia-se do interlocutor entre 20 a 30 cm; Distância pessoal: distância em relação a outras pessoas em festas e encontros de amigos, varia entre 46 cm e 1 metro; Distância social: distância que se mantém em relação a pessoas que não se conhece muito bem, varia entre 1 e 2 metros; Distância pública: distância que se mantém quando se dirige a um público alargado, varia entre 2 e 30 metros. geral@norforma.pt www.norforma.pt Barreiras à comunicação Muitas vezes a comunicação não se realiza de forma eficaz e isto acontece quando o recetor não compreende a mensagem passada pelo emissor, gera-se um mal- entendido porque tendo em conta a aprendizagem individual de cada um, assim como a sua experiência, a pessoa que ouve a informação dá-lhe outro significado do que aquele que se queria transmitir inicialmente, a isto chamam-se barreiras à comunicação. As barreiras à comunicação podem ser de dois tipos: Barreiras externas: o Distância entre o emissor e o recetor; o Obstáculo - balcões ou vidros; o Ruídos; o Temperatura e iluminação do espaço – pode prejudicar o bem-estar dos interlocutores. Barreiras internas: o Falar uma linguagem que não é entendida pelo outro; o Dicção/Pronúncia – forma como as coisas são ditas; o Problemas na estrutura pessoal que resultam no medo de falar sobre determinado assunto ou de falar com determinada pessoa; o Referir ideias ou evocar sentimentos não adaptados ao objetivo da comunicação; o Valores e crenças das pessoas assim como a sua visão do mundo; o Papéis sociais desempenhados; o Estado de cansaço ou doença. geral@norforma.pt www.norforma.pt Comunicação positiva A comunicação é fundamental para a interação com os outros e para o desenvolvimento pessoal de cada um. Através das palavras são criadas significações e imagens mentais que dão significado ao que foi dito e, ao mesmo tempo, condicionam a forma do indivíduo se relacionar. As palavras são a força da mente e do comportamento e têm muita influência pessoal e com os outros, porque podem ser pronunciadas para ajudar ou dificultar a autoperceção e a relação interpessoal. Desta forma, palavras e significados negativos condicionam a forma de pensar e do comportamento porque condicionam mensagens e emoções negativas, bloqueando a procura de soluções e impedindo a criatividade e a harmonia. A linguagem positiva, pelo contrário, gera pensamentos positivos. Falar de forma positiva exige um esforço permanente e de mudança, no sentido de reorientar as palavras e os pensamentos. geral@norforma.pt www.norforma.pt Tudo começa na linguagem utilizada e por isso é importante escolher bem as palavras: Expressões negativas Reformulação das expressões negativas Eu não vou contigo. Eu vou ficar em casa! Hoje estou muito triste. Hoje gostaria de estar mais alegre! Não consigo fazer o trabalho. Necessito de mais tempo para fazer o trabalho! Sinto-me muito em baixo. Preciso ter mais energia! Não posso ir agora ter contigo. Irei ter contigo daqui a x tempo! Estou muito cansada. Gostaria de ter mais energia! Estou desiludido. Gostaria de estar mais confiante! És um mentiroso. Esperava que fosses mais sincero! geral@norforma.pt www.norforma.pt A importância do comportamento na relação interpessoal O comportamento engloba tudo aquilo que um indivíduo faz ou diz. A maneira como cada um se comporta afeta a forma como os outros se comportam, porque “comportamento gera comportamento”, por exemplo, agressividade gera agressividade e ao invés, a simpatia gera simpatia. O comportamento de cada um afeta sempre de uma forma positiva ou negativa a relação que estabelece com outras pessoas. O mesmo comportamento pode não ser, do mesmo modo, eficaz com todas as pessoas com quem se contacta. O ser humano não se comporta da mesma forma em todas as situações, isto deve-se à capacidade de se ajustar à realidade, de modo a facilitar e tornar positivas as relações interpessoais. Cada um deve estar mais atento ao seu comportamento e ao modo como comunica verbalmente e não verbalmente porque isso influencia, de uma forma intensa e significativa, a relação com o outro. Isto implica muitas vezes, que cada indivíduo, numa situação de confronto com o outro, necessite de adaptar também o seu comportamento no sentido de modificar e melhorar a relação entre os dois. Uma vez que o comportamento humano não é inato, mas sim desenvolvido e melhorado, cada ser humano deve ser capaz de experimentar novas formas de comportamento e de comunicação que o permitam ajustar de uma forma cada vez mais eficaz à sua relação que estabelece com os outros. Mobile User geral@norforma.pt www.norforma.ptÉ possível identificar alguns princípios gerais do comportamento: Ser um bom ouvinte; Não olhar aos interesses individuais; Compreender a relação com os outros; Aceitar o sucesso dos outros; Conhecer os outros; Conhecer-se a si mesmo; Não ter mudanças repentinas de comportamento; Aceitar que todos têm direito à sua opinião. geral@norforma.pt www.norforma.pt Os estilos de comunicação Todos os indivíduos têm modos diferentes de comunicar e cada um escolhe sempre a forma como mais gosta de comunicar com os outros, da mesma forma, cada indivíduo pode ter diferentes comportamentos e formas de comunicar para momentos diferentes, que são consequência de fatores internos ou externos a si. Existem assim 4 estilos de comportamento possíveis na comunicação: 1. Agressivo 2. Passivo 3. Manipulador 4. Afirmativo / assertivo 1. Estilo agressivo Retrato de um indivíduo de estilo agressivo: Tende a agir como uma pessoa reivindicativa face aos outros; Age como se fosse intocável, não cometesse erros ou falhas; Despreza os direitos e os sentimentos dos outros; Necessidade de superioridade em relação ao outro; Muito crítico; Procura dominar o outro e forçá-lo a perder; Pretende valorizar-se à custa dos outros; Ignora ou desvaloriza sistematicamente o que os outros dizem. geral@norforma.pt www.norforma.pt Na relação hierárquica: Enquanto dominante: Autoritarismo; frieza; intolerância; Enquanto subordinado: Contestação sistemática, hostilidade contra tudo o que vem de cima. Sinais Clínicos do Agressivo: Falar alto; Interromper os outros; Fazer barulho enquanto os outros se exprimem; Sorriso irónico; Não controlar o tempo que está a falar; Lemas do Agressivo: “Neste mundo é preciso saber impor-se”; “Prefiro ser lobo a ser cordeiro”; “As pessoas gostam de ser guiadas por alguém com um temperamento forte”; Motivos que estão na origem da atitude agressiva: Uma elevada taxa de frustração no passado: O medo latente; O desejo de vingança; geral@norforma.pt www.norforma.pt 2. Estilo passivo Retrato do utilizador do Estilo Passivo O passivo é um explorado / vítima; Tende a evitar os conflitos a todo o custo; Dificilmente diz que não porque pretende agradar a todos; Não afirma as suas necessidades; Sente-se bloqueado quando tem que resolver um problema; Deixa que os outros abusem dele; • Tem medo de importunar os outros; Tenta ser “invisível”. Manifestações de comportamento do Passivo: Roer as unhas; Ranger os dentes; Bater com os dedos na mesa; Tem insónias; É ansioso. Consequências do Comportamento Passivo: Desenvolve ressentimentos pois acha que está a ser explorado Estabelece uma má comunicação com os outros Perde respeito por si próprio geral@norforma.pt www.norforma.pt Frases comuns do comportamento passivo: “Não quero dramatizar.” “Não estou à altura de fazer isso.” “Não sou capaz.” “Não sou o único a lamentar-me.” Motivos na origem da atitude de fuga ou de passividade: Falsa representação da realidade; Desvalorização das suas capacidades para resolver problemas; Educação severa e um ambiente onde vivenciou muita frustração. geral@norforma.pt www.norforma.pt 3. Estilo manipulador Retrato do utilizador do Estilo Manipulador Considera-se hábil nas relações interpessoais; Apresenta discursos diferentes consoante a pessoa a quem se dirige; Raramente se assume responsável pelas situações que cria; Tira partido dos outros para servir os seus objetivos; Comportamentos Típicos do Manipulador: Fala por meias palavras; Manipula a informação que transmite aos outros; É especialista em boatos; É hábil a criar conflitos; Utiliza frequentemente o “nós” e não o “eu” – “Falemos francamente”; Apresenta-se sempre cheio de boas intenções. Frases ditas pelo manipulador: “O fim justifica os meios.” “mostra-te mais esperto do que os outros.” “Temos que saber mexer os cordelinhos.” geral@norforma.pt www.norforma.pt Consequências do Comportamento Manipulador: Perde a credibilidade à medida que se vai dando a conhecer; Dificilmente recupera a confiança dos outros; Quando confrontado tende a vingar-se do seu adversário. Origem das atitudes de manipulação: Educação baseada na manipulação; Acreditar que não se deve ser franco nem direto. geral@norforma.pt www.norforma.pt 4. Estilo afirmativo/assertivo Retrato do utilizador do Estilo Autoafirmativo / Assertivo Desenvolve a forma de se relacionar e comunicar com os outros de forma serena e construtiva; Defende os seus direitos e pensamentos de forma aberta, honesta e direta; Aceita e respeita as diferenças de opinião e não as rejeita; Privilegia a responsabilidade individual; É verdadeiro consigo e com os outros; Não deixa que o pisem; Estabelece relações baseadas na confiança e não na dominação ou calculismo; Em situações de conflito: Procura compromissos realistas; Negoceia com base nos interesses mútuos; Não utiliza a ameaça; Tem presente objetivos claros e precisos. Ser afirmativo é útil nos seguintes casos: Quando é necessário dizer algo desagradável a alguém; Quando se pretende pedir algo; Quando se é criticado; Quando é necessário dizer não. geral@norforma.pt www.norforma.pt Ser afirmativo implica: Abster-se de fazer juízos de valor; Facilitar a expressão dos sentimentos dos outros e não os bloquear; Não utilizar mímica / entoação oposta ao que se pretende dizer; Ser assertivo é um comportamento social, onde são incluídas todas as ações, atitudes e pensamentos que o individuo apresenta quando interage com a comunidade. A assertividade representa o comportamento que torna o individuo capaz de agir de acordo com o seu interesse, defender-se sem ansiedade, expressar os seus sentimentos de forma honesta e adequada, fazer valer os seus direitos, sem negar os dos outros. A assertividade engloba 5 dimensões: capacidade de dizer não capacidade de pedir ou fazer favores capacidade de expressar sentimentos positivos e negativos capacidade de iniciar, manter e terminar conversas capacidade de resolver conflitos geral@norforma.pt www.norforma.pt Ter um comportamento assertivo implica praticar: Clareza e energia no discurso Tolerância à frustração Autocontrolo Escuta ativa Empatia Autoafirmação geral@norforma.pt www.norforma.pt Importância da escuta ativa Escutar é um ato de inteligência, implica ouvir atentamente o outro e ser capaz de captar toda a informação transmitida, compreendendo-a. Uma escuta ativa implica: Capacidade para relacionar a nova informação com o que já é conhecido; Capacidade de compreensão; Capacidade de análise e síntese; Capacidade de seleção e informação. Escutar é importante porque: Ajuda a memorizar as informações importantes ditas pelo outro; Evita fazer a mesma pergunta duas vezes; Demonstra ao outro disponibilidade e atenção. geral@norforma.pt www.norforma.pt Relação e Comunicação com as crianças As experiências da criança com as pessoas que a rodeiam influenciam a maneira como a criança se vê a si própria e, consequentemente, a maneira como interage com as pessoas em diferentes situações. O desenvolvimentoda identidade pessoal da criança progride gradualmente ao longo da sequência de interações que esta vai experimentando. É através do apoio constante e atento dos adultos que a criança desenvolve várias potencialidades, como por exemplo: crescer, aprender e construir um conhecimento acerca do mundo físico e social. É num contexto de aprendizagem apoiado no desenvolvimento de relações sociais positivas que a criança desenvolve alguns dos constituintes fundamentais para o seu bem-estar social e emocional: Confiança nos outros – permite à criança aventurar-se em ações, recebendo apoio e encorajamento dos adultos de quem depende para a realização de diversas tarefas; Autonomia – é a capacidade de a criança levar a cabo ações de independência e exploração. Embora necessitem experimentar um forte sentimento de ligação emocional relativamente aos seus pais e adultos, necessitam também de desenvolver um sentido de identidade própria enquanto pessoas autónomas e independentes, capazes de efetuar escolhas e tomar decisões; Iniciativa – é a capacidade que as crianças desenvolvem de começar e levar até ao fim uma tarefa, pressupõe que analisem uma situação, tomem uma decisão e ajam de acordo com aquilo que perceberam. É importante que os adultos encorajem as crianças a descrever os seus propósitos e a sentir-se confiantes na sua capacidade de fazer escolhas e tomar decisões; Mobile User geral@norforma.pt www.norforma.pt Empatia – é a capacidade que permite às crianças compreender os sentimentos das outras pessoas, ao relacioná-los com sentimentos que elas próprias já experimentaram. A empatia ajuda a criança a fazer amizades e a desenvolver um sentimento de pertença; Autoconfiança – é a capacidade de acreditar na sua própria competência para conseguir realizações e contribuições positivas para a sociedade. A autoconfiança é o centro de orgulho em si próprio que apoiará as crianças na altura em que surgirem dificuldades e conflitos. Desenvolve-se em contextos de apoio, desenvolvendo as suas capacidades e interesses e dando-lhes oportunidades para experimentar sucesso. geral@norforma.pt www.norforma.pt Climas interpessoais que envolvem as crianças Contraste dos climas interpessoais que são predominantes nos contextos educativos infantis: Clima Permissividade Clima de Apoio Clima Diretivo As crianças estão sob controlo a maior parte do tempo, os adultos são espectadores que supervisionam. As crianças e os adultos partilham o controlo. Os adultos detêm o controlo. Os adultos intervêm para responder a pedidos, oferecer informação e restaurar ordem. Os adultos observam as potencialidades e os talentos das crianças, colaboram com elas, apoiam as suas brincadeiras intencionais. Os adultos dão ordens e informações. O conteúdo do currículo provém das brincadeiras com as crianças. O conteúdo curricular vem das iniciativas das crianças e das experiências-chave do desenvolvimento infantil. O conteúdo do currículo vem dos objetivos de aprendizagem estabelecidos pelos adultos. Os adultos valorizam intensamente a brincadeira das crianças. Os adultos valorizam acima de tudo a ação das crianças como meio de aprendizagem. Os adultos valorizam intensamente o uso da prática e da repetição por parte das crianças. Os adultos utilizam várias abordagens e estratégias para lidar com os comportamentos das crianças. Os adultos abordam os conflitos utilizando estratégias de resolução de problemas. Os adultos utilizam o castigo e o isolamento da criança como estratégias educativas predominantes. geral@norforma.pt www.norforma.pt Quando o clima de apoio é predominante e utilizado de uma forma consistente, tanto o adulto como a criança beneficiam, pois, estabelece-se um companheirismo entre todos e a colaboração em todas as tarefas. Os efeitos de um clima de apoio: As crianças e adultos são livres para aprender; As crianças ganham experiência ao formar relações positivas; Os adultos percecionam os comportamentos das crianças em termos de desenvolvimento; As crianças crescem na sua capacidade de acreditar e confiar nos outros, de ser autónomas, de tomar a iniciativa e de sentirem empatia e autoconfiança. Ao utilizar elementos de apoio no trabalho com as crianças, os adultos criam climas de apoio que encorajam os mais pequenos a desenvolver variadas capacidades, entre elas, a autonomia e iniciativa. Algumas das estratégias para criar climas de apoio: Partilha do controlo entre adultos e criança: o Os adultos percebem os sinais das crianças; o Os adultos participam com as crianças nos termos e nas condições postas pelas crianças; o Os adultos aprendem com as crianças; o Os adultos delegam o poder, dando deliberadamente o controlo às crianças. geral@norforma.pt www.norforma.pt Foco nas capacidades das crianças: o Os adultos procuram interesses e riquezas das crianças; o Os adultos vêm as situações da perspetiva das crianças; o Os adultos partilham interesses das crianças com os pais e com o resto do pessoal educativo; o Os adultos planeiam o trabalho com base nos talentos e nos interesses da criança. A formação de relações autênticas com as crianças: o Os adultos partilham com as crianças aquilo que genuinamente são; o Os adultos respondem de forma atenta aos interesses das crianças; o Os adultos dão às crianças feedback específico; o Os adultos colocam perguntas honestas e respondem às questões com verdade e transparência. Estabelecimento de um compromisso para apoiar as brincadeiras das crianças: o Os adultos observam e compreendem a complexidade da brincadeira das crianças; o Os adultos brincam com as crianças. Adoção de uma abordagem de resolução de problemas face ao conflito interpessoal: o Os adultos abordam os conflitos interpessoais de forma direta, firme e paciente; o Os adultos ajudam a criança a estabelecer ligações causa-efeito como parte do processo de resolução de conflitos. geral@norforma.pt www.norforma.pt “As crianças aprendem a confiar em si mesmas enquanto resolutoras de problemas, a confiar nos adultos para as apoiar sempre que necessitam, a ser empáticas, a auxiliar os outros e a ter fé nas suas capacidades individuais e coletivas para fazer com que as relações entre pessoas funcionem, ao ser-lhes dada a oportunidade, num contexto em que reina o apoio, de praticar formas de resolução de problemas, aquando do surgimento de conflitos interpessoais.” Hohmann, Mary e Weikart, David P. (2009) geral@norforma.pt www.norforma.pt Regras essenciais na interação com a criança Sempre que interage com uma criança, é importante estar disponível e atento aos seus comportamentos e respostas aos vários estímulos. Do mesmo modo, é importante ter em atenção algumas regras essenciais no momento em que se estabelece a comunicação com a criança. O adulto não deve exprimir mais de duas ideias de uma só vez; Exemplo: Adulto: Vamos desenhar uma flor, de seguida recortamo-la e depois... A criança vai ficar confusa e perdida. Não interromper, nem terminar as frases iniciadas pelas crianças. Exemplo: Crianças: Filipa encontramos um... Adulto: Já sei encontraram um gato. Crianças: Não, encontramos um... Adulto: Um cão? Crianças: Esquece... geral@norforma.pt www.norforma.pt Quando o adulto não compreende o que a criança diz, deve: o Repetir o que ouviu; o Pedir à criança para mostrar o que quer; o Dizer à criança: “Os meus ouvidos devem estar a dormir. Diz lá outra vez.”; o Se a criança está a falar muito alto ou muitodepressa, deve abrandar o seu próprio ritmo e baixar o tom de voz. Para chamar a atenção da criança deve: o Interessar-se pelo que a criança está a fazer e orientá-la sem a pressionar; o Virar a criança na sua direção, mas devagar; o Chamar a criança pelo nome; o Cantar uma canção que a criança goste. geral@norforma.pt www.norforma.pt Como (inter)agir com crianças em situações especiais Existem determinadas situações em que o adulto deve tentar ajudar a criança a ultrapassar os seus desafios ou conflitos. Quando a criança tem dificuldades em fazer amigos, o adulto deve: o Ensiná-la a ser amável e carinhosa; o Ensiná-la a falar carinhosamente; o Convidar outras crianças para brincar com ela; o Incentivar a partilhar os brinquedos. Quando ocorrer um conflito entre as crianças: o O adulto deve encorajar a comunicarem diretamente; o O adulto não deve estimular as “queixinhas”. Sempre que uma criança está com mau humor: o O adulto deve tentar compreender o que se passa e falar-lhe claramente; o A criança sentirá que as suas razões são compreendidas e perde o mau humor. É importante que o adulto que trabalha com crianças mantenha um discurso baseado no respeito e carinhoso. São apresentados de seguida alguns exemplos de frases que devem ser reformuladas e ditas de uma forma positiva. geral@norforma.pt www.norforma.pt Expressões negativas Reformulação das expressões negativas “Não gosto de ti.” “Tu sabes que eu gosto de ti, por isso não vais voltar a fazer isso.” “És mau!” e “És feio!” “Explica-me porque é que estás a fazer isso.” “Não tens vergonha” “Esperava que te comportasses melhor. Não voltes a fazer isso, por favor” “que chorona, nem sequer te magoaste!” “Porque estás a chorar? Anda cá, deixa ver.…” “Não sejas medricas, isto não mete medo a ninguém.” “Sei que estás com medo, mas eu estou aqui contigo. Vamos lá ver o que se passa...” “Já sabes que não consegues fazer esse jogo!” “Anda lá, faz um esforço...Acho que vais conseguir! “Já te expliquei mil vezes, ainda não aprendeste? “Eu sei que isto é difícil, mas eu vou-te ajudar.” “Não conheces mais nenhuma cor? Já tinhas dito essa.” “Muito bem! Conheces o vermelho.” “Já te disse para guardares os brinquedos.” “Ajudas-me a guardar os brinquedos? Obrigada.” De uma forma geral, as crianças escutam os adultos quando estes lhe falam de forma clara e simples, num tom de voz amável, mas firme, pois todas as crianças necessitam de ter e sentir limites para se sentirem confortáveis. geral@norforma.pt www.norforma.pt Sempre que uma criança se sente compreendida, normalmente altera o seu comportamento e, para que isso aconteça, é muitas vezes necessário incentivar a criança e dar-lhe elogios constantemente de forma positiva. O adulto deve consolar a criança sempre que necessário e deixar que esta se expresse, respeitando o seu ritmo e nunca pressionando a criança. Pode ainda ser necessário repetir várias vezes a mesma coisa, uma vez que esta repetição facilita a aprendizagem da criança. geral@norforma.pt www.norforma.pt Relação e Comunicação com os Diferentes Adultos “A escola deve apoiar-se nas experiências vividas pela criança no seio da família e crescer gradualmente para fora da vida familiar; deve partir das atividades que a criança vivencia em casa e continuá-las... É tarefa da escola aprofundar e alargar os valores da criança, previamente desenvolvidos no contexto da família.” (John Dewey, 1897) Sempre que um adulto, seja progenitor, educador ou auxiliar, desempenha um papel apoiante e carinhoso, ajuda as crianças a perceber como é a sua própria família e a aprender através da família das outras crianças. As crianças aprendem a valorizar as suas experiências familiares e a das outras crianças quando os seus professores constroem relações fortes com os pais e incorporam os materiais e as atividades da vida familiar no contexto de sala de aula. Tal como é mencionado nas Orientações Curriculares da Educação Pré-Escolar e já referido no 1º módulo desta formação, a Educação Pré-Escolar é vista como a primeira etapa da educação de todas crianças. Neste sentido, é fundamental conciliar a ação educativa das famílias à instituição e estabelecer uma relação forte e estreita no sentido de favorecer a formação e desenvolvimento equilibrado de cada criança. Assim torna-se fundamental conhecer o contexto de cada criança, as suas vivências, cultura, hábitos, crenças, atitudes e valores, de modo a respeitar e compreender a família de cada uma, encorajando-as a verem-se, a si próprias e aos outros, como sendo pessoas de valor e membros participantes da sociedade. geral@norforma.pt www.norforma.pt De modo a promover esta interação escola/famílias torna-se importante: Compreender as culturas de origem das crianças; Criar relações abertas entre os adultos e as crianças que se encontram envolvidas em contexto da primeira infância; Influenciar positivamente a forma como as crianças vêm, ouvem, compreendem e aprendem, através das interações com as outras crianças; Dar a todas as crianças o poder para agirem com confiança e com respeito pelos outros, com base nas suas próprias decisões e capacidade de compreensão. Para que a transição casa/creche ou jardim de infância seja suave, os adultos devem desenvolver um processo de aprendizagem através da ação e baseado no apoio, pois é através destes contextos que as crianças se desenvolvem melhor. Todos os adultos que trabalham com crianças querem que estas se sintam confortáveis e seguras quando transitam de casa para o ambiente educativo. Existem algumas estratégias que ajudam a facilitar e a suavizar este processo junto das crianças. geral@norforma.pt www.norforma.pt Estratégias para apoiar a relação e comunicação com as famílias: a) Promover o conhecimento da criança e da família, das raízes, crenças e atitudes: Fazer uma lista das origens familiares; Conhecer e compreender cada família - identificando as crenças de cada uma, examinando os seus “quês, como e porquês” individuais, por exemplo: o “Que tipo de crenças e valores são importantes?”; o “Como me comporto habitualmente?”; o “Porque me comporto de determinada forma?”; Estar consciente do impacto dos “filtros pessoais” na forma como se vê a realidade; b) Descobrir, com as crianças e com as famílias, os seus estilos e tradições próprias; Integrar as visitas das famílias em programas educativos; Participar na vida da comunidade; Observar cada criança diariamente: nas atividades lúdicas, o estilo de interação, a forma como se expressam, observar o que interessa a cada uma; Envolver as famílias: o Planear reuniões com as famílias; o Reconhecer publicamente a importância das famílias; o Conversar informalmente com as famílias no tempo de chegada e saída; o Estimular a família a participar nas atividades ou nos momentos de rotina; o Enviar para casa um pequeno jornal ou publicação; o Encorajar a família a participar em visitas de estudo e passeios; geral@norforma.pt www.norforma.pt c) Criar relações positivas com os outros; Aceitar e confiar nos outros; Valorizar as diferenças entre as pessoas; Centrar a atenção nas qualidades das pessoas; Comunicar de forma clara e honesta. d) Antecipar o que há de melhor em cada criança; Evitar rotular e estereotipar as crianças e as famílias; Ver a criança como capaz; Acreditar que cada criança será bem-sucedida. e) Partilhar o controlo com os pais: Aproveitar as deixas das mães e dos pais; Envolver-se com eles, utilizando os seus próprios termos; Aprender com eles; Dar o controlo das conversas aos pais. f) Centrar-se nas forças das famílias: Procurar os interesses da família; Olhar para as situações partindo da perspetiva dos pais; Descobrir os interesses das crianças através dos pais; Planear, tendo em conta as forças e os interesses da família. geral@norforma.pt www.norforma.pt g) Estabelecer relações autênticas com os pais: Mostrar interesse nos pais das crianças; Responder com cuidado e atenção aos seus interesses; Ouvi-los atenta e respeitosamente; Dar opiniões avaliativas (feedback) específicas aos pais; Colocar questões e responder às questões com veracidade e transparência. h) Apoiar atividades lúdicas em família: Encorajar a brincadeira entre pais e filhos; Aprender coisas sobre a família ao observar e ouvir os pais com as crianças em momentos de brincadeira. geral@norforma.pt www.norforma.pt Considerações finais A função principal da linguagem é a de permitir a comunicação entre pessoas, de forma a estabelecer e manter relações entre elas. É importante que o ambiente em que a criança se insere, tanto em casa como na escola, seja propício ao desenvolvimento destas relações e da própria comunicação. Cabe aos adultos criar e manter um ambiente no qual as crianças gostem de conversar com os seus pares e com os adultos durante todo o dia e, para isso, o adulto deve mostrar-se disponível para estas conversações com a criança. É importante colocar-se no mesmo plano físico que a criança, para facilitar a interação entre os dois, do mesmo modo, é necessário escutar cuidadosamente o que a criança tem para dizer, respeitando o seu tempo de hesitação e de pausa no discurso. “A linguagem existe apenas quando é ouvida, tanto quanto falada. O ouvinte é um parceiro indispensável.” (John Dewey, 1958) As relações sociais que as crianças pequenas estabelecem com os companheiros e com os adultos são fundamentais porque é a partir destas relações que as crianças geram a sua compreensão do mundo social. Os adultos podem apoiar este desenvolvimento de uma melhor forma estabelecendo uma aprendizagem segura e carinhosa. Quando o adulto se centra nos talentos e nas potencialidades das crianças, independentemente do seu contexto e idade, relacionam-se com estas de uma forma autêntica e adotam uma abordagem de resolução de problemas face ao conflito, ao mesmo tempo, devem evitar a punição, o domínio sobre a criança e a competição entre os pares. geral@norforma.pt www.norforma.pt Bibliografia Fachada, M. Odete (2010): Psicologia das Relações Interpessoais, Lisboa: Edições Sílabo; Hohmann, Mary e Weikart, David P. (2009): Educar a Criança, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (1997): Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, Lisboa: Departamento da Educação Básica;