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Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital Renato Alonso 1 SUMÁRIO RESUMÃO ............................................................................................................................................... 2 LDB ......................................................................................................................................................... 2 DCNs .................................................................................................................................................... 21 DCN DIREITOS HUMANOS ..................................................................................................................... 22 GESTÃO DEMOCRÁTICA ........................................................................................................................ 24 ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO ........................................................................................................ 26 CURRÍCULO ........................................................................................................................................... 28 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ........................................................................................................... 30 ASPECTOS FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO ................................................................................................ 31 TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS .................................................................................................................. 34 EDUCAÇÃO e SOCIEDADE ...................................................................................................................... 42 TICs ...................................................................................................................................................... 44 CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................................................ 45 Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 2 RESUMÃO Olá pessoal! Este é resumão da matéria. Mas atenção: como o próprio nome diz, trata-se de um resumo que servirá para vocês revisarem a matéria, mas é muito importante que vocês estudem as aulas do curso, ok? “VAMOS QUE VAMOS”! Acreditar, sempre! LDB Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. Art. 1°, § 1º. A LDB disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. Art. 1°, § 2º. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade: 1. o pleno desenvolvimento do educando, 2. seu preparo para o exercício da cidadania e 3. sua qualificação para o trabalho. Art. 3º Princípios do ensino (segundo a LDB): I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital ==12cf25== 3 VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII - valorização do profissional da educação escolar; VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX - garantia de padrão de qualidade; X - valorização da experiência extra-escolar; XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. XII - consideração com a diversidade étnico-racial. XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida. Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: 1. educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, organizada da seguinte forma: a) pré-escola (4 aos 5 anos) b) ensino fundamental (6 aos 14 anos) c) ensino médio (15 aos 17 anos) 2. educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade 3. atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino; 4. acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria (EJA) 5. acesso aos níveis mais elevados do ensino (ENSINO SUPERIOR), da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; 6. oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 7. oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola (EJA). 8. atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 9. padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 4 10. vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade. Art. 4º-A. É assegurado atendimento educacional, durante o período de internação, ao aluno da educação básica internado para tratamento de saúde em regime hospitalar ou domiciliar por tempo prolongado, conforme dispuser o Poder Público em regulamento, na esfera de sua competência federativa. (Artigo novo introduzido na LDB em 2018) Art. 5° O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo. Art. 5°, § 4º. Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade. Art. 6° É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições (segundo a LDB): I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema de ensino; II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo Poder Público; III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no art. 213 da Constituição Federal. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 5 Atribuições da União (segundo a LDB, ART. 9°) 1- Elaborar o PNE 2- Organizar, manter e desenvolver ser órgãos e dos territórios 3- Prestar assistência técnica e financeira aos E, DF e M 4- Estabelecer competências e diretrizes que nortearão os currículos e conteúdos mínimos da educação infantil, ensinocom o professor e demais alunos para tirar suas dúvidas e fazer exercícios. A “sala invertida” tem como objetivo prover aulas menos expositivas e participativas, capazes de engajar os alunos no conteúdo e melhor utilizar o tempo e conhecimento do professor. NETIQUETA A NETIQUETA (junção das palavras “NET” e “ETIQUETA”) está relacionada com a ética para disciplinar o comportamento e o fluxo das informações na internet, baseada nos valores dos cidadãos da Rede. Assim, a NETQUETA corresponde às orientações no uso de recursos para uma melhor comunicação e entendimento no espaço digital. CONSIDERAÇÕES FINAIS É isso aí pessoal! Chegamos ao fim do nosso resumão! Fiquem com Deus e até a próxima! Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Editalfundamental e ensino médio, de modo a assegurar formação básica comum 5- Estabelecer diretrizes e procedimentos, na educação básica e superior, para alunos com altas habilidades e superdotados 6- Coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação 7- Assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar 8- Baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação; 9- Assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior 10- Autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 6 Responsabilidades dos Estados, DF e Municípios, segundo a LDB: Responsabilidades dos ESTADOS Responsabilidades dos MUNICÍPIOS organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino; organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados; autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino; baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal. assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; oferecer a educação infantil em creches e pré- escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; *Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados e aos Municípios. **Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 7 Responsabilidades dos Estabelecimentos de Ensino e dos Docentes, segundo a LDB: Responsabilidades dos ESTABELECIMENTOS Responsabilidades dos DOCENTES elaborar e executar sua proposta pedagógica participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola; colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola zelar pela aprendizagem dos alunos; notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta por cento) do percentual permitido em lei. promover medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying), no âmbito das escolas; (incluído na LDB em 2018) estabelecer ações destinadas a promover a cultura de paz nas escolas. (incluído na LDB em 2018) administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 8 Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. Composição dos sistemas de ensino da União, Estados, DF e Municípios Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis classificam-se nas seguintes categorias administrativas: I - públicas II - privadas Art. 20. As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas seguintes categorias: 1- Particulares em sentido estrito; 2- Comunitárias; 3- Confessionais; e 4- Filantrópica. FEDERAL as instituições de ensino mantidas pela União as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada; os órgãos federais de educação. ESTADUAL e DF as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal; as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal; as instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela iniciativa privada; os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal, respectivamente. MUNICIPAL as instituições do ensino fundamental, médio e de educação infantil mantidas pelo Poder Público municipal; as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada; os órgãos municipais de educação. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 9 Art. 21. A educação escolar compõe-se de: (2 níveis) I – Nível de educação básica, formada pela (3 etapas): o educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio; II – Nível de educação superior. NÍVEIS / ETAPAS MODALIDADES EDUCAÇÃO BÁSICA: 1- Educação Infantil 2- Ensino fundamental 3- Ensino médio 1- Educação de Jovens e Adultos (EJA) 2- Educação Especial 3- Educação Profissional e Tecnológica 4- Educação do Campo 5- Educação Escolar Indígena 6- Educação Quilombola 7- Educação a Distância ENSINO SUPERIOR Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. Art. 23, § 1º. A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entreestabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais. Art. 23, § 2º. O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei. Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 10 I - a carga horária mínima anual será de 800 horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino fundamental, pode ser feita: a) por promoção, b) por transferência, c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino; VI - o controle de freqüência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a freqüência mínima de 75 por cento do total de horas letivas para aprovação; Art. 24, § 1º. A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deverá ser ampliada de forma progressiva, no ensino médio, para 1400 horas, devendo os sistemas de ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos 1000 horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de 2017. CH mínima anual (EF e EM) → 800 horas Dias de efetivo trabalho escolar (EF e EM) → 200 dias FREQUENCIA MÍNIMA para aprovação (EF e EM) → 75% do total de horas letivas CH anual mínima no ensino médio → aumento progressivo para 1400 horas CH anual mínima no ensino médio até mar/2022 → 1000 horas Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 11 Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. É obrigatório nos currículos da educação básica: - Língua portuguesa - Matemática - Conhecimento do mundo físico e natural - Realidade social e política - especialmente a do Brasil - Arte - visuais, dança, música e teatro - Educação Física - exceto trabalhador mínimo 6hs; maior de 30 anos; serviço militar; Decreto-Lei n° 1,044/69; ou tenha prole - Língua inglesa - a partir do 6° ano - Filmes de produção nacional - mínimo 2 horas mensais - Temas transversais - direitos humanos e prevenção de violência contra a criança e o adolescente; - educação alimentar e nutricional - história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas - especialmente em educação artística, literatura e história brasileira Currículos da EI + EF + EM: BASE NACIONAL COMUM + complemento parte diversificada Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 12 Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Art. 30. A educação infantil será oferecida em: I - creches, ou entidades equivalentes, (0 a 3 anos) II - pré-escolas, para as crianças de 4 a 5 anos de idade Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental; II - carga horária mínima anual de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional; III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral; IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas; V - expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança. Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. Art. 32, § 1º. É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. Art. 32, § 4º. O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 13 Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos 4 horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola. o § 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas de ensino. Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades: I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento: I - linguagens e suas tecnologias; II - matemática e suas tecnologias; III - ciências da natureza e suas tecnologias; IV - ciências humanas e sociais aplicadas. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 14 Art. 35-A, § 5°. A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a 1800 horas do total da carga horária do ensino médio, de acordo com a definição dossistemas de ensino. Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber: I - linguagens e suas tecnologias; II - matemática e suas tecnologias; III - ciências da natureza e suas tecnologias; IV - ciências humanas e sociais aplicadas; V - formação técnica e profissional. Art. 36-A. o ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. (nível médio técnico) Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: I - articulada com o ensino médio; II - subseqüente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. É OBRIGATÓRIO NO ENSINO MÉDIO: matemática; língua portuguesa; língua inglesa; educação física; arte; sociologia; filosofia; CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO = BNCC + itinerários formativos Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 15 Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio articulada, prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei, será desenvolvida de forma: I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se matrícula única para cada aluno; II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, Art. 37. A educação de jovens e adultos (EJA) será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida. Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. o § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de 15 anos; II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de 18 anos. FO R M A ÇÃ O P R O FI SS IO N A L T ÉC N IC A ARTICULADA (DURANTE O ENSINO MÉDIO) INTEGRADA (MATRÍCULA ÚNICA) CONCOMITANTE (MATRÍCULAS DISTINTAS)SUBSEQUENTE (APÓS O ENSINO MÉDIO) Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 16 Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. Art. 39, § 2°, A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; II – de educação profissional técnica de nível médio; III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. Art. 43. A educação superior tem por finalidade: I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração; VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. VIII - atuar em favor da universalização e do aprimoramento da educação básica, mediante a formação e a capacitação de profissionais, a realização de pesquisas pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão que aproximem os dois níveis escolares. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 17 QUADRO RESUMO COM AS IDEIAS CENTRAIS DE CADA FINALIDADE DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 1- Estimular a criação (cultural) e o desenvolvimento (espírito científico e pensamento reflexivo) 2- Formar diplomados e colaborar para a formação contínua 3- Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica 4- Promover a divulgação do conhecimento (cultural, científico e técnico) e comunicar o saber 5- Suscitar o desejo de aperfeiçoamento e possibilitar a concretização 6- Estimular o conhecimento dos problemas e prestar serviços à comunidade 7- Promover a extensão 8- Atuar em favor da universalização e aprimoramento da educação básica Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: (Regulamento) I - cursos seqüenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham concluído o ensino médio ou equivalente II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo; III - de pós-graduação, compreendendo programas de mestrado e doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino; IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino. Art. 45. A educação superior será ministrada em instituições de ensino superior, públicas ou privadas, com variados graus de abrangência ou especialização. Art. 46. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem como o credenciamento de instituições de educação superior, terão prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, após processo regular de avaliação. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 18 Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo, 200 dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver. Art. 52. As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano, que se caracterizam por: I - produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto regional e nacional; II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado; III - um terço do corpodocente em regime de tempo integral. AUTONOMIA DAS UNIVERSIDADES (o que as universidades podem fazer): 1- Criar , organizar e expandir, em sua sede, cursos e programas de educação superior; 2- Fixar os currículos dos seus cursos e programas (mas tem que observar as diretrizes gerais); 3- Estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa científica, produção artística e atividades de extensão; 4- Fixar o número de vagas de acordo com a sua capacidade e as exigências do meio; 5- Elaborar e reformar seus estatutos; 6- Conferir graus, diplomas e outros títulos; 7- Firmar contratos, acordos e convênios; 8- Aprovar e executar planos, programas e projetos de investimentos (obras, serviços e aquisições em geral) e administrar rendimentos; 9- Administrar rendimentos e deles dispor 10- Receber subvenções, doações, heranças, legados e cooperação financeira resultante de convênios com entidades públicas e privadas; Obs.1: As doações poderão ser dirigidas à universidade, de forma genérica, ou a algum setor ou projeto específico da Universidade. Obs.2: Se a doação for para universidade pública, mesmo que as doações tenham sido dirigidas para algum setor ou projeto específico da universidade, tais recursos doados deverão transitar, obrigatoriamente, pelo caixa único da instituição. (proibido “caixa 2” nas universidades públicas, ok?) 11- Gozar de estatuto jurídico especial para atender as suas peculiaridades. 12- Propor seu quadro docente, técnico e administrativo, plano de cargos e salários; 13- Elaborar o regulamento do seu pessoal; Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 19 14- Aprovar e executar planos, programas e projetos de investimentos (obras, serviços e aquisições em geral) de acordo com os recursos alocados pelo respectivo Poder mantenedor; 15- Elaborar seus orçamentos anuais e plurianuais; 16- Adotar regime financeiro e contábil que atenda às suas peculiaridades de organização e funcionamento; 17- Realizar operações de crédito ou de financiamento, com aprovação do Poder competente, para aquisição de bens imóveis, instalações e equipamentos; 18- Efetuar transferências, quitações e tomar outras providências de ordem orçamentária, financeira e patrimonial necessárias ao seu bom desempenho. Art. 56. As instituições públicas de educação superior obedecerão ao princípio da gestão democrática, assegurada a existência de órgãos colegiados deliberativos, de que participarão os segmentos da comunidade institucional, local e regional. o Parágrafo único. Em qualquer caso, os docentes ocuparão 70% dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha de dirigentes. Art. 57. Nas instituições públicas de educação superior, o professor ficará obrigado ao mínimo de 08 horas semanais de aulas. Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com: o deficiência, o transtornos globais do desenvolvimento e o altas habilidades ou superdotação. Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar básica os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos reconhecidos, são I – professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio II – trabalhadores em educação portadores de diploma de pedagogia, com habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas; III – trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 20 IV - profissionais com notório saber reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino, para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação ou experiência profissional, atestados por titulação específica ou prática de ensino em unidades educacionais da rede pública ou privada ou das corporações privadas em que tenham atuado, exclusivamente para atender ao inciso V do caput do art. 36; V - profissionais graduados que tenham feito complementação pedagógica, conforme disposto pelo Conselho Nacional de Educação. Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura plena, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal. REGRAS PARA FORMAÇÃO DE DOCENTES 1. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura plena (regra geral). 2. admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal. 3. A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios, em regime de colaboração, deverão promover a formação inicial, a continuada e a capacitação dos profissionais de magistério. 4. A formação continuada e a capacitação dos profissionais de magistério poderão utilizar recursos e tecnologias de educação a distância 5. A formação inicial de profissionais de magistério dará preferência ao ensino presencial, subsidiariamente fazendo uso de recursos e tecnologias de educação a distância. 6. A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios incentivarão a formação de profissionais do magistério para atuar na educação básica pública mediante programa institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura, de graduação plena, nas instituições de educação superior. 7. O Ministério da Educação poderá estabelecer nota mínima em exame nacional aplicado aos concluintes do ensino médio como pré-requisito para o ingresso em cursos de graduação para formação de docentes, ouvido o Conselho Nacional de Educação - CNE. 8. Os currículos dos cursos de formação de docentes terão por referência a Base Nacional Comum Curricular Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 21 Art. 65. A formação docente, exceto para a educação superior, incluirá prática de ensino de, no mínimo, 300 horas. Art. 66. A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós- graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado. Art. 68. Serão recursos públicos destinados à educação os originários de: I - receita de impostos próprios da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II - receita de transferências constitucionais e outras transferências; III - receita do salário-educação e de outras contribuições sociais; IV - receita de incentivos fiscais; V - outros recursos previstos em lei. DCNS As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica têm por objetivos: I – sistematizar os princípios e as diretrizes gerais da Educação Básica contidos na Constituição, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e demais dispositivos legais, traduzindo-os em orientações que contribuam para assegurar a formação básica comum nacional, tendo como foco os sujeitos que dão vida ao currículo e à escola; II – estimular a reflexão crítica e propositiva que deve subsidiar a formulação, a execução e a avaliação do projeto político-pedagógico da escola de Educação Básica; III – orientar os cursos de formação inicial e continuada de docentes e demais profissionais da Educação Básica,os sistemas educativos dos diferentes entes federados e as escolas que os integram, indistintamente da rede a que pertençam. As Diretrizes Curriculares Nacionais específicas para as etapas e modalidades da Educação Básica devem evidenciar o seu papel de indicador de opções políticas, sociais, culturais, educacionais, e a função da educação, na sua relação com um projeto de Nação, tendo como referência os objetivos constitucionais, fundamentando-se na cidadania e na dignidade da pessoa, o que pressupõe igualdade, liberdade, pluralidade, diversidade, respeito, justiça social, solidariedade e sustentabilidade. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 22 São exemplos de Diretrizes Curriculares Específicas: o DCN para a Educação Infantil; o DCN para o Ensino Fundamental o DCN para o Ensino Médio o DCN para a Educação Profissional e Tecnológica o DCN para o atendimento especializado DCN DIREITOS HUMANOS a Educação em Direitos Humanos (EDH) se refere a concepções e práticas educativas para formar o cidadão, no sentido de torná-lo ciente de seus direitos e responsabilidades. DIREITOS HUMANOS = DIREITOS: - CIVIS - POLÍTICOS - SOCIAIS - ECONÔMICOS - CULTURAIS - AMBIENTAIS Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 23 05 DIMENSÕES da EDH Apreensão do conhecimento histórico Afirmação de: -valores, - atitudes - práticas sociais Consciência cidadã Métodos participativos e construção coletiva Fortalecimento de práticas individuais e sociais 1- DIGNIDADE HUMANA 2- IGUALDADE DE DIREITOS 3- RECONHECIMENTO E VALORIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS E DAS DIVERSIDADES 4- LAICIDADE DO ESTADO 5- DEMOCRACIA NA EDUCAÇÃO 6- TRANSVERSALIDADE, VIVÊNCIA E GLOBALIDADE 7- SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 24 GESTÃO DEMOCRÁTICA O artigo 14 da LDB é importantíssimo para a sua prova e aborda a gestão democrática na educação básica, afirmando que: 1. participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. Portanto, é mandatório que os profissionais da educação participam do PPP (projeto político- pedagógico) da escola, ou seja, a montagem do PPP não é uma tarefa que deve ser realizada exclusivamente pelo pedagogo ou mesmo pelo diretor da escola. 2. participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. Vejam aqui que a gestão democrática ocorre também por meio da participação da comunidade escolar e comunidade local em conselhos escolares ou equivalentes. O conselho escolar é exemplo crasso de gestão democrática. CONSELHO ESCOLAR Devido à tamanha importância do Conselho Escolar, faremos agora um estudo dele com maior profundidade. O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza deliberativa, consultiva e fiscal, não tendo caráter político-partidário, religioso, racial e nem fins lucrativos, não sendo remunerados seu Dirigente ou Conselheiros. Tem por finalidade efetivar a gestão escolar, na forma de colegiado, promovendo a articulação entre os segmentos da comunidade escolar e os setores da escola, constituindo-se no órgão máximo de direção. FORMAS DE INSERÇÃO DA EDH NOS CURRÍCULOS: 1. Transversal 2. Conteúdo específico 3. Mista (transversal + conteúdo específico) 4. Outras formas Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 25 Entende-se por Gestão Escolar o processo que rege o funcionamento da escola, compreendendo tomada de decisão, planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das questões administrativas e pedagógicas, efetivando o envolvimento da comunidade, no âmbito da unidade escolar, baseada na legislação em vigor e nas diretrizes pedagógicas administrativas fixadas pelo respectivo sistema de ensino. CONSELHO DE CLASSE Faço questão de expor nesta aula também os conselhos de classe para que vocês não o confundam com o conselho escolar. O Conselho de Classe é órgão deliberativo que conta com a presença de profissionais de educação da escola (professores, pedagogos etc.) e, normalmente, também com a presença de um representante da classe (turma) onde se discute o processo de aprendizagem dos alunos, o desempenho dos docentes, a organização curricular e outros aspectos referentes ao ensino. Trata- se de um espaço democrático que visa avaliar e abrir diálogos em busca de melhorias do ensino. Desta forma, enquanto o Conselho Escolar tem objetivos mais amplos, que é o de gerir a escola, o Conselho de Classe é mais restrito e voltado para o ensino-aprendizagem. GESTÃO DEMOCRÁTICA ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS: Participação Pluralismo Autonomia Transparência Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 26 ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO O planejamento educacional é um processo de sistematização e organização das ações do professor, permitindo a organização do trabalho pedagógico como um todo, articulando a transmissão de conhecimentos juntamente com os conteúdos do contexto social, e tem como características ser uma atividade intencional, e não uma atividade espontânea ou neutra. Embora existam inúmeras classificações de planejamento, vamos abordar nesta aula a classificação mais usual em concursos: o Planejamento Educacional, o Planejamento Escolar, o Planejamento Curricular e o Planejamento de Ensino. Planejamento Escolar (ou planejamento da escola) - corresponde às ações sobre o funcionamento administrativo e pedagógico da escola. Planejamento Curricular – é a organização da dinâmica escolar. tem por objetivo orientar o trabalho do professor na prática pedagógica da sala de aula. Planejamento de ensino - envolve a organização das ações dos educadores durante o processo de ensino, integrando professores, coordenadores e alunos na elaboração de uma proposta de ensino, que será projetada para o ano letivo e constantemente avaliada. O plano é um produto do planejamento. os planos se dividem em 3 tipos: o plano da escola, o plano de ensino e o plano de aula. Plano da escola: é o documento com as orientações gerais da escola (administrativo e pedagógico). Plano de ensino (ou plano de unidades didáticas) : corresponde ao trabalho docente a ser desenvolvido no período escolar, dividido em unidades sequenciais e didáticas, de acordo com as temáticas propostas. Plano de aula: É o plano desenvolvido para uma aula, ou conjunto de aulas. Possui caráter específico para cada tema. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 27 Existem três concepções de planejamento presentes nas tendências do campo educacional: • Planejamento como Princípio Prático (informal) • Planejamento Instrumental/Normativo (é um planejamento imposto) • Planejamento Participativo (é planejado com a participação dos interessados) O planejamento tem 2 dimensões: o Dimensão política – Nesta dimensão entende-se que toda ação humana é política, inclusive o planejamento, de forma que o planejamento não pode ser uma ação docente encarada como uma atividade neutra ou descompromissada. o Dimensão técnica – A dimensão técnica é a que permite viabilizar a execução do ensino, é o saber fazer a atividade profissional. No caso da prática do planejamento educacional, o saber técnico determina a competência para organizar as ações que serão desenvolvidas com visando à aprendizagem dos alunos. 05 ELEMENTOS DO PLANEJAMENTO DE ENSINO: 1. objetivos (norteiam os outros elementos) 2. conteúdos (está relacionado com “o quefazer?”) 3. metodologia (está relacionado com “como fazer?”) 4. recursos didáticos 5. avaliação da aprendizagem Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 28 CURRÍCULO Teorias curriculares: o Teorias Curriculares Não-Críticas (ou tradicionais) o Teorias Curriculares Críticas o Teorias Curriculares Pós-Críticas TEORIAS CURRICULARES NÃO-CRÍTICAS (TRADICIONAIS) Estas teorias indicam uma posição tradicional e tecnicista do currículo, onde este deve ser neutro e seu foco está voltado formar trabalhadores. Estas teorias caracterizam-se por apresentar currículo técnico, fechado e descontextualizados. TEORIAS CURRICULARES CRÍTICAS O currículo, do ponto de vista das teorias críticas, é um instrumento político que interage com a ideologia, estrutura social, cultura e poder de uma sociedade. Estas teorias têm grande embasamento no marxismo e grandes restrições ao capitalismo. TEORIAS PÓS-CRÍTICA DO CURRÍCULO As teorias pós-crítica do currículo estão relacionadas com o multiculturalismo. Estas teorias abordam novas temáticas tais como gênero, raça, etnia, sustentabilidade e diversidade. Têm como representantes, dentre outros, Miguel Arroyo e Tomas Tadeu da Silva. Estas teorias foram introduzidas no Brasil na década de 1990 e ganharam força a partir dos anos 2000. Existem 3 tipos de currículos: o Currículo formal (ou Currículo Oficial ou Currículo Prescrito ou Currículo Explícito) o Currículo Real o Currículo Oculto Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 29 TIPOS DE CURRÍCULOS CURRÍCULO FORMAL → (OFICIAL, PRESCRITO ou EXPLÍCITO): é o currículo imposto pelo sistema de ensino, como as LDB, PCN, Proposta pedagógicas. CURRÍCULO REAL → é o currículo planejado que será realizado em sala. CURRÍCULO OCULTO → é aquele que não está expresso em palavras ou não está formalmente no papel. Se dá através das relações sociais. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 30 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM Funções da avaliação 1. Função pedagógico-didática 2. Função de diagnóstico 3. Função de controle Existem 3 modelos de avaliação: 1. Modelo de Avaliação Diagnóstica 2. Modelo de Avaliação Formativa 3. Modelo de Avaliação Somativa AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA: A avaliação diagnóstica permite a captação de progressos e dificuldades do aluno. Estes progressos são construídos gradativamente a medida que o professor for identificando que o aluno está compreendendo o conteúdo didático. AVALIAÇÃO FORMATIVA (ou Avaliação Processual): A avaliação é formativa no instante em que indica como os alunos estão se comportando em relação aos objetivos propostos. Esta avaliação leva em conta o progresso individual do aluno, sua função ativa na própria aprendizagem, compreendendo suas possibilidades de aprendizagem. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 31 AVALIAÇÃO SOMATIVA A avaliação aqui ganha os foros do direito de premiar ou castigar dentro do ritual pedagógico. A avaliação somativa tem aspecto autoritário e conservador e não funciona como um instrumento dialético do avanço, de novos rumos. ASPECTOS FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO PENSAMENTO PEDAGÓGICO MODERNO O pensamento pedagógico moderno se caracteriza pelo realismo. A pedagogia realista insurgiu-se contra a pedagogia humanista, pregando a superioridade do domínio do mundo exterior sobre o domínio do mundo interior (individual). Representantes: Comênio e Locke HUMANISMO O humanismo foi um movimento intelectual iniciado na Europa, no século XV, com o Renascimento. Caracteriza-se pelo rompimento com o pensamento religioso da Idade Média. O teocentrismo (Deus como centro de tudo) cede lugar ao antropocentrismo, passando o homem a ser o centro de interesse. Aqui, o ser humano é independente e superior a todas as coisas. REALISMO O pensamento pedagógico moderno se caracteriza pelo realismo. A pedagogia realista insurgiu-se contra a pedagogia humanista, pregando a superioridade do domínio do mundo exterior sobre o domínio do mundo interior (individual). PENSAMENTO PEDAGÓGICO ILUMINISTA A Idade Moderna estende-se de 1453 a 1789, período no qual predominou o regime absolutista, que concentrava o poder no clero e na nobreza. A Revolução Francesa pôs fim a essa situação. Ela já estava presente no discurso dos grandes pensadores e intelectuais da época, chamados "iluministas" ou "ilustrados" pelo apego à racionalidade e à luta em favor das liberdades individuais, contra o obscurantismo da Igreja e a prepotência dos governantes. São representantes: Rosseau, Pestalozzi, Herbart e Froebel. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 32 O PENSAMENTO PEDAGÓGICO POSITIVISTA O pensamento pedagógico positivista consolidou a concepção burguesa da educação. No interior do iluminismo e da sociedade burguesa duas forças antagônicas tomaram forma desde o final do século XVIII. De um lado, o movimento popular e socialista; de outro, o movimento elitista burguês. Essas duas correntes opostas chegam ao século XIX sob os nomes de marxismo e de positivismo, representadas por seus dois expoentes máximos: KARL MARX (1818-1883) e AUGUSTO COMTE (1798-1857). São representantes: SPENCER, DURKHEIM e WHITEHEAD O PENSAMENTO PEDAGÓGICO SOCIALISTA O pensamento pedagógico socialista formou-se no seio do movimento popular pela democratização do ensino. A esse movimento se associaram alguns intelectuais comprometidos com essa causa popular e com a transformação social. A concepção socialista da educação se opõe à concepção burguesa (positivista). Ela propõe uma educação igual para todos. São representantes: MARX, LÊNIN, MAKARENKO, GRAMSCI O PENSAMENTO PEDAGÓGICO DA ESCOLA NOVA A Escola Nova representa o mais vigoroso movimento de renovação da educação depois da criação da escola pública burguesa. A teoria e a prática escolanovistas se disseminaram em muitas partes do mundo, fruto certamente de uma renovação geral que valorizava a auto formação e a atividade espontânea da criança. A teoria da Escola Nova propunha que a educação fosse instigadora da mudança social e, ao mesmo tempo, se transformasse porque a sociedade estava em mudança. O desenvolvimento da sociologia da educação e da psicologia educacional também contribuiu para essa renovação da escola. São representantes: DEWEY, MONTESSOR, CLAPAREDE e PIAGET O PENSAMENTO PEDAGÓGICO FENOMENOLÓGICO- EXISTENCIALISTA BOGDAN SUCHODOLSKI (1907-1992), em sua obra “A pedagogia e as grandes correntes filosóficas”, dividiu as manifestações pedagógicas surgidas desde a Antiguidade até nossos dias em duas grandes correntes: as pedagogias da essência e as pedagogias da existência. A pedagogia da essência teve início com Platão e foi desenvolvida pelo cristianismo. Platão distinguiu no homem o que pertence ao mundo das sombras (o corpo, o desejo, os sentidos, etc.) e o que pertence ao mundo das ideias (o espírito na sua forma pensante). A pedagogia da essência investiga tudo o que é empírico no homem e concebe a educação como ação que desenvolve no indivíduo o que define a sua essência “verdadeira". Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 33 Em resumo, a pedagogia da essência propõe um programa para levar a criança a conhecer sistematicamente as etapas do desenvolvimento da humanidade; Já a pedagogia da existência, preocupa-se com a organização e a satisfação das necessidades atuais da criança através do conhecimento e da ação. São representantes: BUBER, SARTRE, KORCZAK, GUSDORF e PANTILLONO PENSAMENTO PEDAGÓGICO ANTIAUTORITÁRIO A crítica à escola tradicional efetuada pelo movimento da escola nova e o pensamento pedagógico existencial culminaram com a pedagogia antiautoritária. Essa crítica partiu tanto dos liberais quanto dos marxistas, que afirmavam a liberdade como princípio e objetivo da educação. São representantes: FREINET, ROGERS e LOBROT O PENSAMENTO PEDAGÓGICO CRÍTICO O movimento da Escola Nova fez a crítica dos métodos tradicionais da educação. O Marxismo e o Positivismo a seu modo, também fizeram a crítica da educação enquanto pensamento antiautoritário. Os existencialistas e fenomenologistas, sob o impacto de duas guerras mundiais, perguntavam-se o que estava errado na educação para formar homens que chegavam a se odiar tanto. O otimismo pedagógico do começo do século não resistiu a tanta violência. A partir da segunda metade deste século a crítica à educação e à escola se acentuou. O otimismo foi substituído por uma crítica radical. São representantes: BORDIEU-PASSERON, BAUDELOT-ESTABLET e GIROUX Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 34 TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS TENDÊNCIA LIBERAL TRADICIONAL RENOVADA PROGRESSIVISTA RENOVADA NÃO-DIRETIVA TECNICISTA TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS PEDAGOGIA LIBERAL PEDAGOGIA PROGRESSISTA TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTADORA LIBERTÁRIA CRÍTICO-SOCIAL DOS CONTEÚDOS Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 35 TENDÊNCIA LIBERAL TRADICIONAL PAPEL DA ESCOLA Preparação intelectual e moral CONTEÚDOS Conhecimentos e valores sociais acumulados pelas gerações adultas e repassados ao aluno como verdades MÉTODO Aula expositiva com repetição de exercícios PROFESSOR - ALUNO Professor autoritário – Aluno passivo PRESSUPOSTOS DE APRENDIZAGEM A capacidade de assimilação da criança é idêntica à do adulto, apenas menos desenvolvida. MANIFESTAÇÕES NA PRÁTICA ESCOLAR Escolas religiosas ou leigas REPRESENTANTES Escolas que adotam filosofias humanistas, clássicas ou científicas e o Filósofo Herbart. TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADA PROGRESSIVISTA PAPEL DA ESCOLA adequar as necessidades individuais ao meio social CONTEÚDOS os conteúdos de ensino são estabelecidos em função de experiências; MÉTODO aprender fazendo; “aprender a aprender”. Valorizam-se as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta PROFESSOR - ALUNO professor de papel de auxiliar e o aluno o centro do ensino (tem papel ativo) PRESSUPOSTOS DE APRENDIZAGEM aprender é uma atividade de descoberta, é uma auto- aprendizagem (descoberta), sendo o ambiente apenas o meio estimulador MANIFESTAÇÕES NA PRÁTICA ESCOLAR Difundida amplamente nos cursos de licenciatura, mas pouco aplicada na prática da docência. Adotada em escolas particulares (Método de Montessori, de Dewey e de Decroly). A psicologia genética de Piaget tem larga aceitação na educação pré-escolar. Inclui-se também as “escolas experimentais", as "escolas comunitárias” e mais remotamente (década de 60) a "escola secundária moderna" REPRESENTANTES Montessori, Dewey, Decroly, Piaget, Lauro de Oliveira Lima Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 36 Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 37 TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADA NÃO-DIRETIVA PAPEL DA ESCOLA Formação de atitudes CONTEÚDOS A transmissão de conteúdos é secundária. A ênfase se dá nos processos de desenvolvimento das relações e da comunicação. MÉTODO ajudar o aluno a se organizar, utilizando técnicas de sensibilização onde os sentimentos de cada um possam ser expostos, sem ameaças PROFESSOR - ALUNO professor de papel de facilitador (é um especialista em relações humanas), e o aluno continua sendo o centro do ensino, que agora busca a sua autorrealização (aluno realizado). PRESSUPOSTOS DE APRENDIZAGEM Aprender é modificar suas próprias percepções; daí que apenas se aprende o que estiver significativamente relacionado com essas percepções MANIFESTAÇÕES NA PRÁTICA ESCOLAR orientadores educacionais e psicólogos escolares que se dedicam ao aconselhamento REPRESENTANTES Carl Rogers e A.Neil (Escola de Summerhill) Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 38 TENDÊNCIA LIBERAL TECNICISTA PAPEL DA ESCOLA escola funciona como modeladora do comportamento humano, através de técnicas específicas CONTEÚDOS São as informações, princípios científicos, leis etc. MÉTODO Consistem nos procedimentos e técnicas necessárias ao arranjo e controle das condições ambientais que assegurem a transmissão/recepção de informações. PROFESSOR - ALUNO Professor é um administrador e o aluno é um produto para o trabalho. PRESSUPOSTOS DE APRENDIZAGEM aprender é uma questão de modificação do desempenho. Segundo Skinner, o comportamento aprendido é uma resposta a estímulos externos. MANIFESTAÇÕES NA PRÁTICA ESCOLAR Remontam ao regime militar. REPRESENTANTES Skinner, Gagné, Bloom Mager e Leis 5.540/68, 5.692/71. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 39 TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTADORA PAPEL DA ESCOLA questionar concretamente a realidade das relações do homem com a natureza e com os outros homens, visando a uma transformação. CONTEÚDOS “temas geradores", que são extraídos da problematização da prática de vida dos educandos MÉTODO diálogo, grupo de discussão PROFESSOR - ALUNO Professor é um animador. O aluno é educado para ser um crítico. A relação é horizontal. PRESSUPOSTOS DE APRENDIZAGEM educação problematizadora MANIFESTAÇÕES NA PRÁTICA ESCOLAR Em diversos países e, no brasil, em diversos níveis, etapas e modalidades escolares. REPRESENTANTES Paulo Freire Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 40 TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA PAPEL DA ESCOLA exercer uma transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e autogestionário CONTEÚDOS As matérias são colocadas à disposição do aluno, mas não são exigidas. MÉTODO Auto-gestão da educação. O aluno é quem decide (participação crítica). Prioriza-se a o grupo (discussões). Não existe avaliação (provas). PROFESSOR - ALUNO O professor é orientador (conselheiro) e o aluno decide participar ou não (aluno é participativo) PRESSUPOSTOS DE APRENDIZAGEM A ênfase na aprendizagem informal, via grupo, e a negação de toda forma de repressão visam favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres MANIFESTAÇÕES NA PRÁTICA ESCOLAR abrange quase todas as tendências antiautoritárias em educação, entre elas, a anarquista, a psicanalista, a dos sociólogos, e também a dos professores progressistas REPRESENTANTES C. Freinet, Migel Gonzale, Arroyo Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 41 TENDÊNCIA PROGRESSISTA CRÍTICO-SOCIAL DOS CONTEÚDOS PAPEL DA ESCOLA A difusão de conteúdos de forma indissociál das realidades sociais e com participação ativa dos alunos. CONTEÚDOS conhecimento relativamente autônomos incorporados pela humanidade e permanentemente reavaliados face às realidades sociais. MÉTODO relaciona a prática vivida pelos alunos com os conteúdos propostos pelo professor (conteúdo é indissociável da prática) PROFESSOR - ALUNO Professor tem um papel mediador (apresenta o conteúdo) e o aluno tem o papel transformador. PRESSUPOSTOSDE APRENDIZAGEM O grau de envolvimento na aprendizagem depende tanto da prontidão e disposição do aluno, quanto do professor e do contexto da sala de aula MANIFESTAÇÕES NA PRÁTICA ESCOLAR Inúmeros professores da rede pública. REPRESENTANTES Makarenko, Suchodolski, B. Charlot, Manacorda, G. Skyders, Demerval Saviani Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 42 EDUCAÇÃO E SOCIEDADE Frederic Taylor (1856-1915) Taylor representa a “Administração Científica”. Ele pesquisou sobre objetivos da administração burguesa e criou condições para reforçar a alienação e exploração do trabalho. Taylor tinha uma concepção de mundo funcionalista, onde harmonia e equilíbrio deveriam estar presentes nas relações sociais. Conflitos de classes, greves seriam encarados como disfunções e um controle das tarefas nas fábricas era necessário. Cronômetros eram para contabilizar tempo de trabalho e servia para prevenir e punir funcionários ineficientes. Henry Ford (1863-1947) Ford foi outro adepto do sistema de produção capitalista. Diminuiu o tempo de fabricação, reduziu custos e diluiu custos fixos atingindo uma economia de escala e padronização dos produtos. Era baseada em: repetições, padronização, respeito à hierarquia de poder centralizado e disciplina rígida. Esta prática foi também aderida pelas escolas, como “linha de montagem”. Toyotismo Temos ainda o movimento chamado Toyotismo, que foi implantado no Japão na década de 50, na tentativa de reconstruir o país pós-guerra, tomando medidas duras nos meios de produção. O Toyotismo busca a produção “just in time” (produz somente o necessário), evita o desperdício/excedente, prioriza mão-de-obra multifuncional, busca qualidade total, o monitoramento visual. Pensadores iluministas cujos ideais inspiraram a Revolução Francesa: John Locke (1632-1704): afirmava que, com o passar do tempo, o homem adquiria conhecimento por meio do empirismo. Montesquieu (1689-1755): pregava que o poder deve ser divido em: Legislativo, Executivo e Judiciário. Voltaire (1694-1778): lutava pela liberdade de pensamento e era contrário à intolerância religiosa. Jean-Jacques Rousseau: (1712-1778): afirmava que era papel do Estado democrático garantir igualdade a todos. Diderot (1713-1784): Criou uma enciclopédia com os pensamentos e conhecimentos da época. Immanuel Kant (1724-1804): Criou o apriorismo (racionalismo + empirismo). Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 43 Émile Durkheim e o funcionalismo Émile Durkheim é o fundador do pensamento funcionalista e considerado um dos pais da Sociologia moderna. Via as mudanças da época com otimismo. Com a Revolução Industrial em curso, acreditava que levaria tempo para as adaptações necessárias ocorrerem. Durkheim tinha uma perspectiva extremamente conservadora da educação. Karl Marx e o Materialismo Dialético Para Marx a educação faz parte da superestrutura de controle usada pelas classes dominantes, ou seja, as ideias reproduzidas pelas escolas burguesas às classes operárias, passadas ao proletariado por intermédio de professores a serviço da reprodução sociocultural, criaria uma falsa ilusão de igualdade de classes. O autor defende o modelo de educação igualitária, que irá ser responsável pelo processo de transformação social de todos os indivíduos. Segundo ele, a função social da educação é combater a alienação e a desumanização. Segundo ele, a função social da educação é combater a alienação e a desumanização. Max Weber e a Burocracia Max Weber (1864 1920) foi um sociólogo, economista e historiador alemão um dos fundadores da Sociologia. Diferentemente de Durkheim, que defendia o método comparativo e do materialismo dialético de Marx, Weber desenvolveu um método de análise sociológica que ficou conhecido como método compreensivo. Weber pregava que a Educação deveria ser submetida à racionalização e à burocratização, pois entendia que a autoridade e a crença nas regras normativas eram necessários para o bom funcionamento da sociedade. Dewey e a Escola Nova Foi um norte americano professor de Filosofia, dedicando sua vida para a fundação de uma nova escola, voltada para constituição de uma sociedade democrática. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 44 TICS As TICs têm enorme capacidade mediadora entre os processos de ensino e aprendizagem, na medida em que elas promovem a mediação: o entre os participantes e os conteúdos de aprendizagem e o entre os próprios participantes. A importância das TICs na educação vai muito além de apenas facilitar o processo de ensino- aprendizagem, na medida que as TICs também têm um viés de inclusão digital. A inclusão digital está intimamente ligada ao que chamamos de Tecnologia Assistiva. Essa expressão é utilizada para identificar todo o artesanal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiências e, consequentemente, promover vida independente e inclusão. Pierre Lévy é um filósofo francês reconhecidamente defensor da cibercultura. Para ele, estamos vivendo o início de uma transformação cultural, em que a forma de construir o conhecimento é colaborativa (ou cooperativa). Cesar Coll é um psicólogo espanhol que teve grande influência na educação brasileira, com grandes contribuições na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). É o autor do livro “Psicologia da educação virtual”. Para Coll, a tecnologia deve ser uma forte aliada dos professores, devendo ser utilizada para realizar a pesquisa e da preparação das aulas bem como para transmitir o conhecimento aos alunos. Coll, assim com Lévy, também se preocupa com o excesso de informações disponíveis aos alunos, cabendo ao professor mediar o aprendizado. A EAD (Educação a Distância) é promovida por meio de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA), que buscar promover a colaboração entre estudantes, professores, cientistas e educadores, funcionando, entre outras coisas, como fontes de informação, como ferramentas cognitivas e de colaboração, de apoio contextual e social. Importante dizer que a EAD permite uma comunicação bidirecional entre professor e aluno por meio de chats e fóruns. Além disso, costumeiramente a EAD é aplicada na forma bimodal, ou seja, juntamente com as atividades aplicadas a distância por meio do AVA, também são aplicadas as atividades presenciais. O Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO), criado pela Portaria n° 522/MEC em 1997, é um programa educacional com o objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica. Renato Alonso Aula 16 Conhecimentos Específicos p/ UFCG (Pedagogo) - Com Videoaulas - Pós-Edital 45 LETRAMENTO DIGITAL Trata-se de um tipo de letramento que se utiliza da tecnologia para ensinar. O letramento digital confere significado ao que se lê e ao que se escreve na tela, habilidades essas que envolvem a compreensão do texto, imagens e sons. BLENDED LEARNING “Blended learning” é o mesmo que “bimodal”. Conforme estudamos nesta aula, o ensino bimodal (ou blended learning) é um ensino híbrido que caracteriza-se como um programa de educação formal que mescla momentos em que o aluno estuda os conteúdos usando recursos on-line e outros em que o estudo ocorre em uma sala de aula e o aluno pode interagir com outros alunos e com o professor. SALA DE AULA INVERTIDA A “sala de aula invertida” ou “flipped classroom” é uma das modalidades que tem sido implantada no Ensino Superior. Nesta modalidade o aluno estuda sozinho os conteúdos curriculares em sua casa e só depois vai à escola interagir